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Senador Cristovam Buarque confirma pré-candidatura à sucessão de Dilma

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cristovam Buarque

O senador brasiliense Cristovam Buarque (PDT) anunciou que disputará com o ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, a indicação do partido para a eleição presidencial de 2018. O parlamentar disse estar em ritmo de pré-campanha pelo País. Questionado como vencerá um possível embate com Ciro, o congressista disse que o ex-ministro é quem deveria responder como, “com o espírito aguerrido dele, vai enfrentar um diplomático”. Para Cristovam, a presidente Dilma não aposta no diálogo para governar: “O PT só quer ouvir quem é da patota”.

 

Brasília 247 – O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) anunciou que disputará com o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes a indicação do partido para a eleição presidencial de 2018. De acordo com o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, a sigla terá dois ou três nomes no páreo da corrida presidencial. O parlamentar disse estar em ritmo de pré-campanha pelo País e “pronto para disputar por uma razão muito simples: nenhum político tem o direito, neste momento, de dizer que fica de fora”.

“O País vive uma crise circunstancial, conjuntural, momentânea, que é a inflação, o déficit fiscal, a desarrumação que o país vive, que é a recessão; e temos uma outra, que é a arrumar a casa do Brasil e construir um Brasil diferente”, disse ele. “Em vez de apenas ter transferências de renda da Bolsa Família, ter programas de emancipação dos pobres; trabalhar projetos que façam com que, enquanto uma família precisar de bolsa, vai ter, mas só vamos comemorar quando nenhuma precisar”.

Questionado sobre como vai convencer seus correligionários de que o seu nome é o melhor do partido para disputar o Palácio do Planalto, em invés de Ciro Gomes, o congressista disse que o ex-ministro é quem deveria responder como, “com o espírito aguerrido dele, vai enfrentar um diplomático”. “Eu não vou mudar meu estilo. Não consigo, aliás, mudar meu estilo. E não vejo por que mudar. Eu vou continuar nesse estilo de composição, de compromisso, de diálogo. E falando manso, como dizem”, afirmou Cristovam.

O parlamentar também criticou a sua própria legenda. “Como dizia Pedro Taques [ex-senador pelo PDT e atual governador do Mato Grosso pelo PSDB]: “Viramos um puxadinho do PT”. Estamos justificando este governo, corrupção. Então, nós perdemos a possibilidade de sermos, hoje, uma alternativa forte. Mas, graças a esse vazio que está aí, acho que o PDT pode ser alternativa séria”, acrescentou. A entrevista foi concedida ao site Congresso em Foco.

Ex-governador do Distrito Federal pelo PT entre 1995 e 1999, quando criou o Bolsa-Escola, Cristovam afirmou que a presidenta Dilma Rousseff repete o mesmo erro do ex-presidente Fernando Collor, cassado em 1992, ao não apostar no diálogo para governar. “O PT só quer ouvir quem é da patota”, lamentou.

‘PT vai voltar melhor’

Apesar de criticar o Partido dos Trabalhadores, Cristovam afirmou não acreditar que a legenda vai desaparecer. “O PT tem uma história, uma militância. Vai entrar, ao meu ver, em um período de diminuição de influência, mas vai voltar. E vai voltar melhor”, complementou. Segundo o congressista, a sigla “pode voltar a sonhar”.

“Não acredito que esse vício do poder pelo poder, essa voracidade por poder e dinheiro – e a gente vê o que muitos têm – continuará [com o PT eventualmente] na oposição. Eu creio que, em vez de já pensar em como voltar para ser igual, eles vão pensar em como ser diferentes”, disse.

Definindo-se como um político “de esquerda” por não estar satisfeito com o “estado de coisas” do País, o pedetista tem a federalização da educação e o trabalhismo como suas principais bandeiras na corrida presidencial. Segundo Cristovam, não se esgotou a esquerda, mas sim “um tipo de esquerda”.

“Mas vamos ver o que quer dizer “esquerda”. Para mim, esquerda quer dizer aquele conjunto de pessoas que, primeiro, não estão satisfeitas com o estado de coisas. Segundo, que acham que essas coisas não mudarão sozinhas. Isso para mim é esquerda. Porque você pega um conservador que pode ser até progressista, mas ele acha que o mercado resolve”, complementou.

Professores fazem greve de fome na Câmara e paralisação continua

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Nova assembleia será realizada nesta quinta-feira (12), às 9h, na Praça do Buriti.

Dezenas de professores da rede pública de ensino continuam em frente à sala da presidente da Câmara Legislativa do DF, Celina Leão (PDT). Em greve de fome, eles exigem que os 24 parlamentares se envolvam diretamente na resolução do impasse entre a categoria e o GDF, que não cumpre lei aprovada pela casa para pagamento de reajuste salarial. Nova assembleia será realizada nesta quinta-feira (12), às 9h, na Praça do Buriti.

Em apoio ao grupo de 39 professores que desde as 9h ocupa a CLDF, outros trabalhadores da categoria realizam vigília em frente à Câmara, e afirmam que a ação continuará enquanto durar a ocupação.

“Os parlamentares precisam ser mais criativos com proposições ao Executivo. Não adianta só reunião, tem que ter proposta efetiva. O Plano de Carreira dos professores foi votado na Câmara Legislativa. Portanto, eles (os parlamentares) também são responsáveis pelo cumprimento da lei”, explica o dirigente do Sinpro-DF – sindicato que representa a categoria –, Cláudio Antunes.

A ocupação da CLDF foi realizada simultaneamente ao protesto realizado no gramado do Palácio do Buriti na manhã desta quarta-feira (11), após suspensão da assembleia da categoria, que acontecia na Praça do Buriti. Resultado do protesto, uma comissão de representantes dos professores foi recebida por representantes do Executivo local, além do agendamento de reunião com o governador Rodrigo Rollemberg para às 19h30 desta quarta.

Inabilidade para governar

De acordo com o dirigente do Sinpro-DF, Julio Barros, a maior dificuldade para solucionar a greve dos professores, que se estende desde o dia 15 de outubro, é a “falta de alternativa” por parte de Rodrigo Rollemberg. “O governo tem dificuldade de negociação porque ele não cria variáveis. Por exemplo: nós temos um auxílio saúde de R$ 200 por mês. A média do reajuste que nós estamos pedindo, referente ao cumprimento do plano de carreira, é de 3,7%, que dá em torno de R$ 200. Então, porque o governo não dobra o valor do auxílio saúde até começar a pagar o que nos deve do plano de carreira?”, questiona o sindicalista.

Para Julio Barros, “a cada nova rodada de negociação, o GDF consegue piorar a proposta apresentada aos professores”. “Ontem (10/11) ele (Rollemberg) nos apresentou um documento onde quer que nós concordemos com a privatização da educação infantil, e isso é inaceitável”. O dirigente sindical se refere ao 16º dos 17 pontos apresentados pelo governador do DF como proposta para tentar dar cabo à greve dos professores. No item, o GDF afirma que “não implantará nas modalidades de educação pública do DF o ‘modelo de gestão baseado em administração por OS’, excetuado o atendimento à Educação Infantil de 0 a 5 anos”.

“Nós não aceitamos que a educação pública e gratuita do Distrito Federal seja sucateada com a terceirização que o governo aponta em um documento entregue ao sindicato. O professor concursado tem uma formação continuada que o terceirizado não tem, devido à alta rotatividade da mão de obra no setor. Entendemos que a Constituição Federal determina que a educação é administrada através de concurso público, com professores contratados através de provas e títulos. A sociedade também perde com essas OS’s (organizações da sociedade) que onde ocupam, apresentam problemas tanto na qualidade da prestação do serviço, quanto na precarização do trabalhador, que vai exercer uma função com salário miserável para que os patrões, donos dessas empresas, de fato tenham lucro”, explica o dirigente do Sindicato dos Professores do DF, Cláudio Antunes.

Além de propor a terceirização de parte do ensino público, o GDF também anuncia o corte de ponto dos professores grevistas e não se pronunciou quanto a retirada da multa ao Sinpro-DF (devido a decretação de ilegalidade da greve), que está na casa dos R$ 10 milhões. “Além de querer derrotar e humilhar a categoria do magistério, ele (Rollemberg) adota a política de destruição da instituição sindical”, avalia Julio Barros, do Sinpro-DF. (Com informações da CUT Brasília)

Veja o vídeo com o momento em que sindicalistas tentam invadir o Buriti

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https://youtu.be/SiRWxiQzvQU

Grupo se exaltou durante assembleia do Sindicato dos Professores. Vidro da sede do governo foi quebrado com uma pedra e grades de segurança foram arrancadas

Durante assembleia do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro), um grupo a favor do movimento grevista tentou invadir o Palácio do Buriti na manhã desta quarta-feira (11). Um vidro da sede do governo foi quebrado com uma pedra e grades de segurança foram arrancadas e usadas para bloquear o Eixo Monumental no fim da manhã. Segundo a Polícia Militar, 1,4 mil pessoas participavam do encontro, iniciado às 9 horas.

A ação foi interrompida pela segurança do Palácio do Buriti, que teve de usar gás de pimenta para conter a invasão. Depois disso, alguns manifestantes arremessaram pedras. Outros retiraram parte das grades de segurança para fechar a pista, que foi bloqueada.

Em reunião com o Executivo na terça-feira (10), os representantes do Sinpro entregaram um documento com 17 propostas, entre elas o pedido dos docentes de abonar os dias parados. Quando informações sobre o encontro foram repassadas aos presentes na assembleia, um grupo se exaltou e caminhou em direção ao palácio.

Após o episódio, o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, e o secretário de Educação, Esporte e Lazer, Júlio Gregório Filho, reuniram-se com representantes do sindicato. A deputada federal Erika Kokay (PT) e os distritais Reginaldo Veras (PDT), Ricardo Valle (PT), Chico Vigilante (PT) e Wasny de Roure (PT) participaram do encontro.

Antes da assembleia, o 3° Batalhão de Polícia Militar já estava no local. O Batalhão de Choque foi acionado, mas ficou apenas de sobreaviso. (Com informações da Agência Brasília )

Advogado do Metrô-DF tem licença remunerada para exercer vice-presidência da OAB-DF

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O benefício é concedido desde 2013, mas recomendação da Procuradoria-Geral do DF é contrária a regalia. A lei permite a concessão apenas para mandato classista em sindicatos representativos do serviço público distrital

Em 10 de abril de 2013, o advogado concursado da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), Severino de Sousa Oliveira, requereu licença para exercicio de mandato classista, sem perda de seus vencimentos, promoções, direitos e todas as vantagens como se estivesse em pleno exercicio de suas atividades. O motivo: ele acabara de tomar posse dois meses antes no cargo de vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Distrito Federal (OAB-DF), na chapa encabeçada pelo atual presidente Ibaneis Rocha. Severino é agora candidato a Conselheiro Federal Titular, na Chapa Somos mais Ordem, liderada pelo atual secretário-geral da OAB-DF, Juliano Costa Couto, apoiada por Ibaneis Rocha.
No requerimento, ele embasou na Lei Complementar nº 840, de 23 de desembro de 2011, do Distrito Federal; no Decreto nº 33652?2012, do DF; na CLT e na Lei 8.112/90.
O pedido recebeu deferimento pelo chefe da Coordenadoria Jurídica, Genuíno Lopes Moreira Jr. E foi aprovado pela então diretora-presidente do Metrô-DF, Ivelise Longhi, em 24 de abril do mesmo ano. Assim, o advogado Severino de Sousa Oliveira vem recebendo o benefício por quase três anos sem perda de seus vencimentos, promoções, direitos e todas as vantagens como se estivesse em pleno exercicio de suas atividades.
A licença remunerada é questionável, já que todas as leis citadas do requerimento são claras em beneficiar apenas para “o desempenho de mandato em central sindical, confederação, federação ou sindicato representativos de servidores do Distrito Federal”, de acordo com o artigo 145, caput, da Lei Complementar nº 840/2011. A Ordem dos Advogados do Brasil não se se enquadra em nenhum dos casos. E tampouco representa qualquer servidor público do DF. Essa prerrogativa é do Sindicato dos Advogados do DF.
Em um caso semelhante, a Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), que embasa todas as decisões jurídicas do Executivo do GDF, deu parecer contrário ao requerimento de licença para desempenho de mandato classista ao presidente do Sindicatos dos Médicos do Distrito Federal (SindiMédico), Marcos Gutemberg Fialho da Costa, em 4 de março de 2013, apenas um mês antes do benefício concedido ao vice-presidente da OAB-DF.
Um dos argumentos do Parecer nº 059/2013, da Procuradoria de Pessoal (Propes), da PGDF, assinada pelo procurador Carlos Odon Lopes da Rocha, é que o Sindmédico não atende os critérios por ser uma entidade representativa que congrega servidores públicos, médicos estatutários e médicos particulares. Assim como a OAB não atende os critérios. O entendimento jurídico é de que o benefício ao vice-presidente da OAB pode ser questionado legalmente.

Para Sérgio Sampaio, depredação não deve ser encarada como social-democracia

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Chefe da Casa Civil levará comitiva de professores a um encontro com o governador Rodrigo Rollemberg, hoje, às 19h30

Mesmo recebidos pelo Palácio do Buriti, a Casa Civil do Governo do Distrito Federal disse que os professores estão irredutíveis sobre o acordo com representantes do governo. O chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, levará comitiva de professores a um encontro com o governador Rodrigo Rollemberg, hoje, às 19h30.

“É inadmissível que a depredação do patrimônio público seja encarada como movimento social e democrático, sendo que mantivemos as portas abertas do Palácio do Buriti desde o início dos movimentos para negociações. Não temos motivo para barrar o reajuste de qualquer categoria, a não ser a falta de capacidade financeira momentânea. Fechamos questão sobre o reajuste em outubro, mas nada impede que busquemos formas de tentar antecipar esse depósito”.

Tucanos insatisfeitos aprovam a criação do Movimento PSDB Resgatando a Democracia

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Cerca de 500 filiados se reuniram na CLDF, que contou com as presenças da ex-governadora Maria Abadia e do deputado Raimundo Ribeiro

 

Por Professor Chico – Militantes do Partido da Social Democracia Brasileira do Distrito Federal (PSDB-DF), motivados pela insatisfação da intervenção imposta pela executiva nacional e preocupados com os rumos que a legenda seguirá no DF, se reuniram no auditório da Câmara Legislativa, na noite desta terça-feira (10).

Cerca de 500 filiados compareceram à reunião, que contou com as presenças da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia e do deputado distrital Raimundo Ribeiro, dentre outras lideranças. O objetivo dos militantes é a criação do movimento PSDB Democrático. Isso porque, no momento, o ninho tucano do DF está sob o comandado de uma comissão interventora que foi criada e introduzida à força pela executiva nacional, mesmo após as eleições que escolheram os representantes das zonais.

De acordo com a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, uma das fundadoras do partido, o PSDB/DF cumpriu o calendário eleitoral conforme solicitado pela executiva nacional, fazendo assim com que acontecessem as eleições que elegeram os presidentes e delegados das 21 zonais. “Mais de 2.500 pessoas compareceram para votar. Nós não estamos aqui para protestar contra ninguém, apenas queremos uma eleição democrática no nosso partido”, avisou.

A reunião teve grande representatividade e contou com apoio de vários candidatos a deputado distrital e federal das últimas eleições, além dos membros e presidentes das zonais, que foram eleitos pelo processo eleitoral.

Candidato mais novo nas últimas eleições, o jovem Matheus Leone foi quem trouxe à tona informações sobre o movimento democrático que aconteceu no Rio Grande do Sul e serviu de base para a reunião no DF. “Quando um partido perde a democracia interna, ele perde a sua alma”, afirmou.

O deputado distrital Raimundo Ribeiro comentou sobre algumas mensagens que estão sendo plantadas nos meios de comunicação. “Não vou ficar discutindo com pessoas que não tem nenhum tipo de representatividade. Fizemos uma eleição histórica onde pela primeira vez o PSDB conseguiu eleger todas as zonais”, e completou: “Esse movimento não é meu, é de todos aqueles que estão inconformados com a intervenção”, disse.

No fim da reunião, foi aprovada por unanimidade a criação do “Movimento PSDB Resgatando a Democracia”, que será lançado no próximo dia 25, também no auditório da CLDF.

 

Movimento é semelhante ao do Rio Grande do Sul

O “Movimento PSDB Resgatando a Democracia” será nos mesmos moldes do ocorrido no Rio Grande do Sul, onde um grupo de lideranças tucanas se opôs contra a intervenção golpista, interrompendo o processo eleitoral do partido naquele Estado.

O PSDB Democrático nasceu no RS depois que o deputado Marchezan Júnior foi nomeado interventor federal, justamente quando a convenção estadual já estava convocada e resultaria na derrota da sua candidatura a presidente.

Líderes importantes como a ex-governadora Yeda Crusius, resolveram apoiar o movimento, que quer eleições imediatas para o diretório regional e também para os diretórios municipais que estão sob intervenção, dentre os quais o de Porto Alegre.

OPINIÃO Crise no DF: Somos todos perdedores

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Por Ricardo Callado

Ninguém ganha com a crise instalada no Governo do Distrito Federal. Nem quem está no poder, tampouco a oposição. A economia vai mal. Alguns serviços essenciais à população estão paralisados. Ou funcionando meia bomba.

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) não tem um dia de paz. Desde que assumiu o Palácio do Buriti, só gerencia confusão. Os motivos são vários. Desde a falência financeira do GDF, passando por uma equipe fraca, até a falta de criatividade para solução dos problemas.

O governo do DF passa pela maior crise de sua história. E essa bomba caiu no colo de Rollemberg. Claro que a população vai cobrar. Afinal, na campanha se aponta soluções para tudo. Quando assumiu, veio o choque de realidade.

Não adianta inventar. Nem ouvir ideólogos do caos. O governador precisa fazer o feijão com arroz. Assumir e cumprir compromissos. E responsabilidades.

A crise vai desgastar politicamente o governador ao máximo. Serão pelo menos 15 meses até Rollemberg conseguir respirar e colocar o caixa em ordem. O próximo ano não deve ser diferente de 2015. Inclusive, pode ser pior.

Quando sair do outro lado do túnel, Rollemberg corre o risco de estar eleitoralmente morto. Se conseguir resolver o problema financeiro do governo, pode ser reconhecido pelo menos por isso. Se conseguir se comunicar de forma correta. Claro que isso pode ser resolvido. Mas aí precisaria que o governo mude seus métodos.

Rollemberg não tem um plano de gerenciamento de imagem. Nem a sua, nem a do governo. Não sabe se comunicar. Tem medo. Ou a arrogância dos idiotas. E por isso vai muito mal. Quem deveria fazer, estimula o ódio, cisca para fora. As amarras da campanha ainda valem mais do que o bom senso.

Se o governo chegar em 2018 ainda falido, muitos adversários podem perder o estímulo de disputar o Buriti. Nenhum opositor vai querer facilitar a vida de quem está no poder. Mas, complicar ainda mais é burrice. Não é o momento de criar dificuldades. Afinal, em 2019, se o governo trocar de mãos, quem assumir pode viver dias de Rollemberg.

Além disso, o governo fraco financeiramente causa efeitos na economia. A crise econômica nacional se soma com a crise local. Serão menos empregos. O dinheiro vai ficar mais curto, o consumo em queda. A arrecadação, menor. Vai sobrar para todo mundo.

O serviço público precisa e deve ser valorizado. Seus direitos, garantidos. O confronto com os servidores e seus sindicatos não é uma forma inteligente de enfrentar a situação. Quem aconselha o governador a agir desta maneira devia ser internado. É caso de psiquiatria.

As relações institucionais, seja com a Câmara ou entidades sindicais, devem ser pautadas pelo respeito mútuo. Sem radicalismo de ambos os lados. E isso é possível. Ninguém pretende inviabilizar o governo. Isso já está sendo feito pelos seus próprios integrantes e sócio-político. O que se quer é a normalidade. Os professores na sala de aula, os médicos em seus consultórios e os compromissos salarias cumpridos.

Rollemberg pode pagar um preço muito alto pelas suas escolhas. Pelos seus aconselhamentos. Não existe nada que possa piorar. Também é possível mudar a postura e melhorar. O feijão com arroz é um começo.

E faça aliados, governador, principalmente com a sociedade, pois é essa a que mais sofre com a paralisa do governo. Somos todos perdedores, mas a população é ainda mais. E, em 2018, tudo isso vai pesar na escolha um novo governo ou para renovar o que está aí.

Distrito Federal é confirmado como sede do Consórcio Brasil Central

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Foto: Tony Winston
Foto: Tony Winston

 

Bloco que reúne o Distrito Federal e outras cinco unidades da Federação foi oficializado na tarde desta terça-feira (10)

Por Mariana Damaceno – O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central foi oficializado na tarde desta terça-feira (10), durante cerimônia de assinatura de termo de compromisso, no Memorial JK. O bloco, uma associação pública de natureza autárquica, terá sede em Brasília e contará com autonomia administrativa e financeira, com patrimônio e receita próprios.

“Brasília traz uma série de facilidades por estar próximo dos poderes da República e é um local central no País; ficamos muito honrados com a escolha”, definiu o governador Rodrigo Rollemberg, ao explicar que haverá atividades em todas as unidades da Federação que integram o consórcio.

Durante a oficialização, o governador de Goiás, Marconi Perillo, foi apresentado como o primeiro presidente. “A boa política sempre é capaz de construir boas soluções e as boas políticas nascem do diálogo e da cooperação”, disse.

A ideia é que a parceria entre o Distrito Federal e as outras cinco unidades da Federação (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rondônia) trabalhe inicialmente em seis frentes principais — agropecuária, educação, empreendedorismo, industrialização, inovação e logística —, que trarão benefícios aos cerca de 20 milhões de moradores que compõem essas regiões. Para o chefe do Executivo de Brasília, “o consórcio otimiza a força desses estados no sentido de buscar recursos e amplia a força política do Centro-Oeste”. Segundo Rollemberg, a iniciativa faz com que as unidades da Federação deixem de competir e tenham como prioridade a cooperação.

O protocolo de intenções que oficializou a participação do DF no consórcio foi ratificado na quarta-feira (4) pela Câmara Legislativa, por meio do Projeto de Lei nº 677. O documento reúne ações para fomentar o crescimento do Distrito Federal e dos outros participantes do grupo.

Orçamento

O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central contará com quadro próprio de servidores, todos pagos com orçamento do bloco. Cada unidade da Federação contribuirá, anualmente, com R$ 1,9 milhão para financiar as atividades. “A partir de agora, também vamos buscar recursos do BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento], do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e poderemos participar de eventos internacionais de forma consorciada para que fique mais barato para todo mundo, e assim teremos mais chances de conseguir investimentos para toda a região”, adiantou Rollemberg.

Além dos chefes do Executivo integrantes do bloco, estiveram no evento secretários de Estado, representantes do Legislativo e outras autoridades.

Eri Varela, advogado de Roriz, agora tem cliente novo: Agnelo Queiroz

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O advogado defende o ex-governador petista na ação pública movida pelo MPDFT por supostas irregularidades na reforma do Autódromo Nelson Piquet

Por Lilian Tahan, da Grande Angular – Eri Varela, que advogou para a família Roriz por muitos anos, está de cliente novo. Ninguém menos do que Agnelo Queiroz. Ele defende o ex-governador petista na ação pública movida pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) por supostas irregularidades na reforma do Autódromo Internacional de Brasília Nelson Piquet e na assinatura do contrato para trazer uma etapa da Fórmula Indy para o DF.

Ele acompanha Agnelo em uma audiência nesta terça-feira (10/11), no Tribunal de Justiça do DF e Territórios sobre o caso.

Embora Varela ainda advogue para a deputada distrital Liliane Roriz (PRTB), filha do ex-governador, as relações com o patriarca do clã começaram a estremecer na campanha eleitoral do ano passado. Tudo porque vídeos gravados na casa do advogado registraram uma conversa entre o então candidato ao Palácio do Buriti José Roberto Arruda e correligionários de Joaquim Roriz.

Com a candidatura ameaçada por conta do escândalo do Mensalão do DEM, Arruda teria dito que tinha dois votos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que estava trabalhando para ter mais quatro, suficientes para salvar sua candidatura. A divulgação dos vídeos causou um mal-estar de grandes proporções.

ENQUANTO ISSO Negreiros classifica projeto do GDF com medidas para Jogos Olímpicos como um cheque em branco

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# O deputado distrital Robério Negreiros (PMDB) se posicionou contrário a votação do projeto de Lei 750/2015, de do Poder Executivo, que dispõe sobre medidas relativas aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, no âmbito do Distrito Federal.

 

# Negreiros apresentou diversos argumentos contrários a votação açodada.

 

# Ele lembrou que o projeto tinha acabado de ser votado pela Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), mesmo não tendo uma planilha de custos, possuindo renúncias fiscais, suspendendo grandes eventos no período das olimpíadas, concedendo bens públicos para exploração de forma gratuita e exploração comercial onde os lucros ficariam para os organizadores do evento.

 

# O ponto mais polêmico da exposição de motivos de Robério se deu quando o parlamentar argumentou aos membros da CPI do Transporte, quanto a gratuidade das passagens de ônibus para os torcedores que comprarem entradas para os jogos olímpicos que vai onerar mais uma vez o contribuinte e aumentar ainda mais a dívida pública do GDF.

 

# Negreiros fez duras críticas ao projeto original, o qual, segundo ele, é um amontoado de “cláusulas draconianas” que garantem ao comitê organizador os lucros do evento.

 

# “É um cheque em branco”, afirmou.