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Câmara Federal recebe representantes do setor privado para debate sobre tributação

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Deputado federal Izalci Lucas
Deputado federal Izalci Lucas

 

Esta é a segunda etapa da audiência pública que vem discutindo um novo modelo de arrecadação para o Brasil

A Câmara dos Deputados realiza amanhã (12), a etapa 2 da audiência pública “Tributação:  Um novo modelo para o Brasil”. A iniciativa é do deputado Izalci (PSDB/DF), que dividiu os debates em duas partes: setor público e setor privado.

A etapa 1, que aconteceu na última terça-feira (5), reuniu representantes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), da Receita Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil do DF (OAB-DF) e o secretário de Fazenda do DF.

“Por unanimidade nós concordamos que o sistema tributário em vigor já não atende mais o Brasil. Precisamos debater e chegar a um consenso para simplificar o processo de arrecadação atual e, ao mesmo tempo, combater a sonegação. O que todos querem é um sistema mais justo, fiscal e socialmente”, declarou Izalci.

De acordo com o parlamentar, a proposta dos encontros é abrir espaço a uma ampla reflexão que permita apontar caminhos para retomada do crescimento e a melhoria da qualidade de vida da população. E, com a participação dos setores público e privado, contribuir para que todos os brasileiros tenham um sistema tributário simples, justo e transparente.

Para a etapa 2, a previsão é da participação de representantes da Fibra, Fecomércio DF, Associação Comercial do DF, Câmara dos Dirigentes Lojistas e Sindicato do Comércio Atacadista do DF. A audiência será às 14h30, no Plenário 4, no Anexo II, na Câmara dos Deputado.

SERVIÇO:

Audiência Pública – Tributação: um novo modelo para o Brasil

Data: 12 de julho de 2016

Horário: 14h30

Local: Plenário 4, Anexo II, Câmara dos Deputados.

Dez deputados já formalizaram candidaturas à presidência da Câmara

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Após a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados, a eleição para o comando da Casa promete bater recorde de candidaturas. Até o início da noite desta segunda-feira (11), dez deputados formalizaram as candidaturas para disputar o mandato tampão até fevereiro de 2017. A expectativa é que o número de concorrentes passe de 12. Os deputados terão até meio-dia de quarta-feira (13), dia da eleição, para registrar as candidaturas. A votação começará às 16h.

Até o momento, a única candidatura de oposição é a da deputada Luiza Erundina (PSOL-SP), que formalizou a participação na eleição no fim da tarde desta segunda-feira.

Os demais candidatos são parlamentares da base aliada do governo do presidente interino, Michel Temer. A maior parte das candidaturas é de deputados do chamado “centrão” (PSD, PP, PR, PTB, PSC, PTN, SD, e outros partidos médios). O PMDB, partido de Temer, tem dois candidatos.

Além de Erundina, também formalizaram suas candidaturas hoje os deputados Rogério Rosso (PSD-DF), Giacobo (PR-PR), 2º vice-presidente da Câmara; e Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha do delator do mensalão, o ex-deputado federal Roberto Jefferson.

Também são candidatos até agora os peemedebistas Marcelo Castro (PI) e Fábio Ramalho (MG); e os aliados Fausto Pinato (PP-SP), Carlos Gaguim (PTN-TO), Carlos Manato (SD-ES) e Heráclito Fortes (PSB-PI).

Ainda são aguardadas as candidaturas de Beto Mansur (PRB-SP) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já anunciaram a intenção de concorrer, mas ainda não a formalizaram.

Regras

A Câmara usará urna eletrônica na eleição de seu novo presidente. Conforme estabelece o regimento da Casa, o voto será secreto.

Um sorteio definirá a ordem dos candidatos na votação, e essa sequência também valerá para a ordem dos discursos no plenário. Cada candidato terá 10 minutos para pedir o voto dos colegas.

Para ser eleito, o deputado precisará da maioria absoluta: 257 votos. Caso ninguém consiga atingir esse número, haverá segundo turno. Em caso de empate, tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno, a disputa será decidida obedecendo aos seguintes critérios: maior número de mandatos e parlamentar mais idoso.

Reunião

No fim da tarde de hoje, o Colégio de Líderes referendou a proposta da Mesa Diretora e bateu o martelo para a data da eleição para a presidência. O acordo encerrou um cabo de guerra envolvendo líderes da base aliada do governo, que queriam resolver a questão na terça-feira (12), e o presidente interino, Waldir Maranhão (PP-MA), que havia marcado a votação para quinta-feira (14).

Apesar do acordo para votação na quarta-feira, alguns deputados criticaram a antecipação da disputa. Para a líder da minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a eleição na quarta favorece Eduardo Cunha, que terá adiado para agosto, após o recesso parlamentar, a definição sobre o processo de cassação do seu mandato. “Essa antecipação da eleição não foi correta, não foi boa. Já havia uma convocação para a quinta-feira e isso daria tempo de vencer a pauta a respeito do Eduardo Cunha, antes da sucessão.”

O líder do PSOL, Ivan Valente (SP), também considera que Cunha será o maior beneficiado com a antecipação da eleição. O partido, ao lado da Rede, foi responsável pela representação contra o peemedebista no Conselho de Ética.

Segundo Valente, no acordo para antecipar a eleição para a presidência, os líderes não concordaram em suspender a ordem do dia para evitar que a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisa recurso de Cunha, seja suspensa em razão das votações em plenário. “A CCJ vai começar as 14h30 e às 17h30 vai ser chamado o plenário, ou seja, não vai ter o debate sobre o recurso do Eduardo Cunha, isso vai ficar para agosto. Cinismo, hipocrisia e blindagem”, criticou.

Planalto

Já o Palácio Planalto tem agido com cautela em relação à disputa na Câmara. Integrantes do governo têm dado reiteradas declarações de que o Executivo não pretende apoiar especificamente nenhuma candidatura. Aliados de Temer, contudo, tem agido para tentar reduzir o número de candidaturas, principalmente as que existem no mesmo partido, como o PMDB.

A avaliação do Planalto é que, apesar da possibilidade de segundo turno, o importante é que ocorra uma “disputa normal”, evitando um possível “racha” na base aliada. “Não tem como o governo fazer uma ingerência dos candidatos da base para que tenha uma candidatura única. Seria muito bom que eles entre si construíssem isso, mas isso é impossível”, disse o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE).

Conheça os candidatos à presidência da Câmara (candidaturas formalizadas)

Luiza Erundina – Atualmente no PSOL, Erundina foi a primeira mulher prefeita de São Paulo, de 1989 a 1992, quando ainda era filiada ao PT (1980-1997). Do PT, Erundina foi para o PSB (1997-2016). Também foi vereadora (1983 a 1987) e deputada estadual (1987 a 1988).

Rogério Rosso – Deputado federal desde 2007, Rosso é advogado e ocupou cargos públicos no governo do Distrito Federal na gestão de Joaquim Roriz. Em 2010 foi escolhido governador em eleição indireta da Câmara Legislativa do DF para um mandato tampão após a saída do ex-governador José Roberto Arruda. Líder do PSD na Câmara, Rosso presidiu a Comissão do Impeachment que analisou a denúncia contra a presidenta afastada Dilma Roussff na Casa. É aliado de Cunha.

Carlos Henrique Gaguim – Integrante do chamado “centrão” e aliado de Eduardo Cunha, já foi do PTB e do PMDB. Foi duas vezes vereador de Palmas, três vezes deputado estadual, duas vezes presidente da Assembleia Legislativa e governador de Tocantins. Atualmente, exerce seu primeiro mandato de deputado federal.

Marcelo Castro – Médico e professor da Universidade Federal do Piauí, Castro é ex-ministro da Saúde do governo da presidenta afastada Dilma Rousseff. Já foi deputado estadual e se destacou na Câmara dos Deputados como presidente da CPI que investigou os acidentes aéreos em 2007.

Carlos Manato – Atual corregedor da Câmara, Manato também é integrante do “centrão”. Médico por formação e deputado desde 2003, quando se elegeu pelo PDT, antes de ir para o Solidariedade. Já integrou a Mesa Diretora da Câmara como suplente por duas vezes.

Fábio Ramalho – Está no terceiro mandato na Câmara dos Deputados. Formado em direito, Ramalho foi prefeito do município de Malacacheta (MG) no período de 1997 a 2004. Já integrou as comissões de Finanças e Tributação e de Legislação Participativa e atualmente é titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Heráclito Fortes – Ex-prefeito de Teresina, Fortes está em seu quinto mandato como deputado. Também foi senador pelo DEM, até 2011, vice-presidente e terceiro secretário da Câmara. O deputado foi citado na Lava Jato em delação premiada de Sérgio Machado, por suposto recebimento de propina.

Fausto Pinato – Primeiro relator do processo contra Eduardo Cunha no Conselho de Ética, Pinato está em seu primeiro mandato de deputado federal. Advogado, o deputado já trabalhou como secretário parlamentar na Câmara e como assessor técnico na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Giacobo – Aliado de Cunha e empresário do ramo de móveis e eletrodomésticos, o deputado também é ligado à bancada do agronegócio e foi presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Cristiane Brasil – Em seu primeiro mandato de deputada federal, Cristiane já foi vereadora no Rio de Janeiro. Filha do delator do mensalão Roberto Jefferson, ela também já foi secretária extraordinária da Terceira Idade e secretária especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida da prefeitura do Rio de Janeiro.

 

Saiba o que fazer para não comprar um lote irregular

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A fim de evitar sustos na hora de adquirir um terreno, governo de Brasília coloca à disposição sites e documentos para consulta

O rigor do governo do Distrito Federal com as ocupações irregulares em áreas públicas é um dos pilares para a consolidação do Habita Brasília, o novo programa habitacional da capital do País. A atuação de grileiros conta com a má-fé de muitos compradores, mas há também gente honesta enganada por estelionatários. A Agência Brasília separou dicas para quem deseja adquirir sem sustos uma área para morar ou para abrir o próprio negócio.

Ao se deparar com um anúncio de venda de lotes, o interessado deve pedir um documento oficial da propriedade. Essa informação pode ser obtida no cartório de registros de imóveis da região. Se não constar a inscrição da certidão de ônus da terra — onde se encontra a matrícula —, há grande chance de o lote ser irregular.

Caso o imóvel ou a gleba estejam em área com processo de regularização em curso, eles não terão matrícula. Nesse caso, o possível comprador precisa checar algumas informações relevantes antes de fechar o negócio. Com endereço em mãos, ele deve verificar a procedência do terreno na Secretaria de Gestão do Território e Habitação, na Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) e na respectiva administração regional.

Um bom filtro é consultar o site do Sistema de Informação Territorial Urbano, no qual todos os projetos de parcelamentos urbanos do Distrito Federal estão registrados. Pelo mapa de combate à grilagem e ocupações irregulares, disponível no site da Agência de Fiscalização (Agefis), é possível saber se o lote é irregular. Se ele estiver em algumas das zonas vermelhas do mapa, não pode ser vendido.

Há situações em que o ocupante do terreno tem autorização para manter-se no local, mas é proibido de vendê-lo sem anuência de órgãos governamentais. O lote, por exemplo, pode estar numa área de preservação permanente e, portanto, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) deve ser consultado antes de qualquer intervenção. Por isso, uma documentação em nome da pessoa que está vendendo a propriedade é insuficiente para levar o processo adiante.

Punições para quem ocupa ou vende áreas irregulares

Somente em 2015 a Agência de Fiscalização já desocupou 1,5 milhão de metros quadrados. Eram casas, barracos, muros, cercas vivas erguidas em terrenos do governo. Quem ocupa indevidamente uma área pública está sujeito a receber punições nos mais variados graus. A mais branda é uma advertência e notificação, mas a Agefis tem a prerrogativa de demolir edificações irregulares sem consultar os invasores.

A Agefis e a administração regional ainda podem aplicar multa, calculada de acordo com o tamanho da obra. Além do prejuízo de perder todo o investimento, o ocupante de área irregular pode responder pelos crimes de falsidade documental e até mesmo por associação criminosa, caso a Polícia Civil comprove alteração de documentos.

Já quem fraciona área pública sem permissão pode ser indiciado com base no artigo 50 da Lei nº 6.766, de 1979, que prevê pena de 1 a 5 anos para grileiros. Se as investigações comprovarem que o avanço do parcelamento clandestino contou com a participação de engenheiros, topógrafos e outros profissionais, estes podem responder pelos mesmos delitos.

Prisões de grileiros

De acordo com a delegada-chefe adjunta da Delegacia do Meio Ambiente (Dema), Marilisa Gomes da Silva, a corporação prendeu 109 grileiros em 2016. O número já é 94% maior do que o registrado no ano passado inteiro, quando 56 pessoas foram detidas por praticarem o delito. O aumento ocorreu porque tanto a Dema quanto o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios começaram a tipificar os crimes não mais como invasão de terra pública — afiançável —, mas por parcelamento irregular do solo, cuja pena pode chegar a 5 anos, e o indiciado não pode pagar para responder ao inquérito em liberdade. Segundo a delegada, a participação da comunidade é fundamental para colocar mais grileiros na cadeia.  “Estamos com operações avançadas, mas precisamos, cada vez mais, do auxílio da população nas denúncias de parcelamentos ilegais no DF”, diz.

Qualquer cidadão pode denunciar ocupação de área pública por meio do Disque Denúncia da Polícia Civil (197) ou pelo telefone da Dema (3207-4856). Não é preciso se identificar.

Governo de Brasília e Planalto discutem apoio da União para obras no aeroporto

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O presidente da Inframerica, Daniel Ketchibachian, o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e a chefe de gabinete da Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer do DF, Elisângela Barros. (Foto: Dênio Simões/Agência Brasília.)
O presidente da Inframerica, Daniel Ketchibachian, o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e a chefe de gabinete da Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer do DF, Elisângela Barros. (Foto: Dênio Simões/Agência Brasília.)

Rodrigo Rollemberg participou do encontro de representantes da Inframerica com o ministro Eliseu Padilha

Representantes da empresa Inframerica e do governo de Brasília reuniram-se com o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, na manhã desta segunda-feira (11). O encontro no Palácio do Planalto teve como assunto o apoio do governo federal para obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, reforçou a importância do projeto para a cidade. “Isso é muito importante, tanto pela ampliação em si quanto pelo fortalecimento da vocação de Brasília como polo turístico e pela transformação do aeroporto daqui em um grande centro de conexões da América Latina. Isso significa, do ponto de vista econômico, investimentos na cidade e geração de empregos”, destacou.

Obras previstas para o aeroporto de Brasília

A Inframerica detém a concessão do aeroporto. O projeto envolve a criação de um terminal, mais salas de embarque, hotéis, edifícios comerciais, área com pelo menos 300 lojas e estacionamento-garagem para 4 mil automóveis. Espera-se criar até 10 mil empregos diretos com as construções, além de igual número indiretamente. Quando a ampliação estiver finalizada, outros 13 mil funcionários fixos devem ser contratados. A expectativa é que o fluxo anual de passageiros passe de 21 milhões para 25 milhões em 2018.

Além de Rollemberg e de Padilha, participaram da reunião de hoje o presidente da Inframerica, Daniel Ketchibachian; o superintendente Comercial e de Desenvolvimento Imobiliário da Infraero, Graciano Garcia; e a chefe de gabinete da Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer do DF, Elisângela Barros.

Ao fim do encontro, Rodrigo Rollemberg pediu apoio da União para definir um cronograma de pagamento das compensações previdenciárias. De acordo com o governador de Brasília, Padilha informou que avaliará a demanda futuramente.

Segunda parcela do IPTU/TLP vence a partir desta segunda

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IPTU-2016

Segundo a LOA, estimativa de arrecadação para 2016 com os tributos é de R$ 732 milhões com o IPTU e R$ 133 milhões de TLP

O vencimento da segunda parcela – final da inscrição 1 e 2 – do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU e da Taxa de Limpeza Urbana – TLP do exercício de 2016 é nesta segunda-feira (11/07).

No DF há cerca de 900 mil imóveis tributáveis. Este ano o governo de Brasília espera arrecadar até dezembro R$ 732 milhões com o IPTU e R$ 133 milhões com a TLP. Ano passado o governo arrecadou R$ 596 milhões de imposto e R$ 117 milhões de taxa.

A 2ª via do Documento de Arrecadação (DAR), atualizada para pagamento, pode ser emitida no portal da Secretaria de Fazenda (http://migre.me/s68jH), nos postos do Na Hora, nas lojas do BRB Conveniência ou, ainda, nas agências da Receita do DF (http://migre.me/s68kQ).

Confira o calendário de vencimentos: http://migre.me/u5Nri

Multas e juros

Quem atrasa as parcelas do IPTU e da TLP, mas paga o imposto em até 30 dias é multado em 5% do valor cobrado. Após esse período é adicionado à correção do INPC, mais juros de mora de 1%. Em seguida a multa dobra de valor e vai para 10%.

Cálculo

O cálculo do IPTU é feito por meio da multiplicação da alíquota sobre o valor venal da propriedade (estimativa de mercado calculada pelo governo), observando que há três tipos de percentuais praticados:

· De 0,3%, para residências e apartamentos usados exclusivamente como moradias;
· De 1%, para comércios ou terrenos com alvará de construção;
· E de 3%, para terrenos (com áreas vazias) ou bens demolidos.

O valor da TLP não é fixo. Em 2016 o preço da taxa varia de R$ 292,76 a R$ 585,52.

Aplicação

O dinheiro arrecadado com o IPTU pode ser usado pelo Executivo para qualquer finalidade, como pagamento de salários de servidores, pavimentação de ruas e reformas de equipamentos públicos.

No caso da TLP, os recursos são vinculados e devem ser revertidos exclusivamente em projetos que envolvam serviços de limpeza pública.

Quem não quitar os tributos de 2016 corre o risco de ter o imóvel penhorado (via decisão judicial) e, ainda, ter o nome inscrito em Dívida Ativa do DF.

PONTO A PONTO. MARCOS DANTAS

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Recadastramento de usuários: 53 mil pendências no Passe Livre

Por Ailim Cabral e Cristine Gentil, do Correio Braziliense


Recadastramento de usuários do transporte gratuito para estudantes mostrou inconsistências diversas, como declarações falsas e CPFs inexistentes. Indícios de fraudes foram encaminhados à Polícia Civil. Agora temos um cadastro limpo, comemora o secretário.

“A nossa tendência é não limitar o número de carros (do Uber), porque essa é uma atividade de mercado, é o mercado que tem de regular suas relações”

De cada 10 brasilienses, apenas três usam o transporte público no Distrito Federal. E não é exatamente por falta de vontade. “Se fosse melhor, mais usariam”, reconhece o secretário de Mobilidade do DF, Marcos Dantas. Para mudar esse quadro, são necessárias reformas estruturantes no sistema, que não envolvem somente linhas de ônibus. Obras viárias, como a ligação da via Torto/Colorado; a integração dos modais, além do crescimento e de adaptações na malha cicloviária, fazem parte do programa Circula Brasília, que prevê 80 ações de pequeno, médio e longo prazo, que vão totalizar um investimento de 6 bilhões. Outras frentes do projeto são o combate ao transporte pirata e a fraudes na concessão do benefício do Passe Livre.

Desde janeiro, o governo trabalha no cadastro dos usuários do transporte gratuito estudantil. Entre março e abril, 192 mil cartões foram validados. Pelo menos 53 mil deixaram de ter acesso ao benefício — 7 mil ainda estão em fase de análise. Os motivos são vários: falta de documentos; fotos fora do padrão; declarações de escolaridade falsas ou que não são aceitas por não se enquadrarem na Lei nº 4.462, de 13 de janeiro de 2010; CPFs inexistentes; e outras pendências. Casos suspeitos de fraude foram encaminhados à Polícia Civil. Até uma escola falsa foi criada. “Agora temos um cadastro limpo”, comemora o secretário, que conversou com o Correio sobre esses e outros assuntos.

 

PASSE LIVRE

“Nós tínhamos um banco com 265 mil cartões de Passe Livre circulando. Quando fizemos o recadastramento, chegou a 285 mil. Na hora que começamos a analisar os cadastros, chegou a 240 mil. Hoje, validados, temos 173 mil funcionando. Identificamos uma escola falsa, por exemplo, que tinha mais de 3 mil cartões. Resolvemos fazer recadastramento on-line para ter segurança no cadastro. Antes, eram feitos nos postos do DF Trans. Você podia cadastrar o nome como quisesse, várias vezes, por exemplo. Pegamos diversos casos assim, face à facilidade que era. Não se exigia CPF, bastava dar um número de documento qualquer. Era um sistema muito fácil de fraudar. Hoje, sabemos que aquela escola existe, se tem registro; batemos o CPF com a Receita. Agora vamos checar se ele de fato está estudando. Muitos fazem a matrícula e depois não frequentam. De dois em dois meses, checaremos a frequência. Fiquei assustado, vi anúncios no Facebook, do tipo: ‘Estou mudando para Goiânia. Vendo meu passe estudantil’. Havia muitas fraudes. Temos de dar direito a quem tem direito. Estamos prevendo uma economia de R$ 100 milhões/ano. Hoje, damos os acessos mínimos que a lei determina — 54 acessos —, mas, se o aluno precisa de mais e comprova a necessidade que está prevista em lei, como estágio ou estudo de línguas e outros casos, ele ganha. Agora, há uma cultura de permissividade na cidade. Acho que veio de uma época em que a cidade tinha muito dinheiro, agora acabou. Essa foi uma ação importante, porque temos de dar direito a quem precisa.”

 

DEFICIENTES

“Já estamos em tratativas com a Sedestmith (Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal) para fazer também o recadastramento de pessoas com deficiência que usam o benefício do passe livre. É um número bem menor do que os estudantes — são 60 mil —, e a gente espera também reduzir um pouco. Estamos criando uma plataforma, que está praticamente pronta, e estabelecendo as regras. Teremos de fazer com muito cuidado, colocar em locais apropriados e com toda a assistência. Deve ter uma redução de custo. Hoje gastamos R$ 30 milhões/mês com a gratuidade total do sistema, incluindo estudantes e pessoas com deficiência. Montamos uma estrutura gigante, com muitos funcionários e computadores. Agora temos um cadastro limpo e podemos tomar uma série de medidas a partir daí, e fazer intervenções, para criar políticas públicas de maneira geral.”

 

ACESSIBILIDADE

“A cidade não foi feita para pedestres, muito menos para pessoas com deficiência. Nós fizemos uma operação, a Operação Hefesto, para fiscalizar os ônibus, ver se os elevadores estão funcionando. Vários foram autuados e recolhidos por falta de condições de acessibilidade. Também fiz uma reunião com administradores para fazer diagnósticos. Precisamos de relatórios sobre a atual situação das cidades. É fundamental que as pessoas consigam descer e subir das calçadas, ter acesso aos comércios e aos ônibus. Precisamos trazer isso para Brasília. Uma cidade contemporânea tem de dar condição para o cadeirante andar, para o idoso. Quem cuida das cidades são os administradores, e eles precisam passar isso para a gente.”

 

PIRATARIA

“É um gargalo enorme no sistema. Quando assumi, percebi que precisava ser uma ação integrada. O governador convocou uma reunião com os órgãos de segurança para que fizéssemos um plano de combate à pirataria, com todos os órgãos do sistema. Tem de ter apoio da PM, Polícia Civil, Detran, DER. Coloquei um delegado para ser subsecretário de Fiscalização, o Júlio César, para que ele pudesse articular melhor com as polícias. Tem dado resultado e estamos fazendo as operações. Mas hoje há normas frágeis. O Júlio descobriu um artigo, o nº265, do Código Penal, que permitia dar mais efetividade. A pessoa era detida e respondia a processo, só saía mediante fiança. Na semana passada, a Justiça eliminou essa possibilidade. As normas vigentes acabam flexibilizando; hoje é só multa de R$ 2 mil a R$ 5 mil. Estamos buscando outros meios. Fazemos ações coordenadas, planejadas, diariamente. Há pontos mais críticos, como Taguatinga, Ceilândia, Paranoá. Não há ligação entre a pirataria e quantidade de ônibus. É a cultura de impunidade.”

 

“É fundamental que as pessoas consigam descer e subir das calçadas, ter acesso aos comércios e aos ônibus. Precisamos trazer isso para Brasília”

 

UBER

“O projeto aprovado ainda não chegou à Secretaria, então, não conheço a redação final, com as emendas. Mas a nossa tendência é não limitar o número de carros, porque essa é uma atividade de mercado, é o mercado que tem de regular suas relações. E é uma atividade nova, não temos parâmetro nenhum para limitar. Cabe ao governo regulamentar, cadastrar, regular, fiscalizar, impor normas, ver se os carros têm condições de rodar. O transporte individual não será tutelado pelo Estado. O que o Estado tem de tutelar é a segurança da população.”

 

TÁXIS

“A categoria é muito importante para Brasília, mas precisa se modernizar, se atualizar, prestar serviços compatíveis com os preços. Precisa entender que o mundo mudou e tem mercado para todo mundo. A população quer serviço de qualidade. Há taxistas que começaram a melhorar o serviço, por causa do fator concorrencial do Uber. Se não melhorar, fica para trás. Até agosto, vamos finalizar o recadastramento dos taxistas, depurar tudo e começar a discutir as novas licenças.”

 

LICITAÇÕES

“O governo vai fazer uma grande auditoria nos contratos com as cinco operadoras. O edital já foi aprovado pela Controladoria e em 10 ou 15 dias já estará na rua. Isso será muito importante. Há questionamentos na licitação, a Justiça está analisando, mas por enquanto cabe à Secretaria cumprir os contratos. As pessoas falam com muita facilidade: ‘Vamos fazer outra licitação’. Não é uma equação tão simples. Se tivermos de fazer, faremos. Mas não se faz uma licitação dessas em menos de seis meses, um ano. Transportamos 1 milhão de pessoas por dia, temos a frota mais nova do país, 12 mil empregos diretos. Não é pouca coisa. Herdamos um contrato, e ele tem de ser cumprido. O que estamos fazendo, por meio de ordens de serviço, é aperfeiçoar a operação em si, para que possamos ganhar efetividade e conforto para o passageiro. Essa racionalidade ajuda a diminuir custos.”

 

MODERNIZAÇÃO

“Quando falamos de racionalidade, estamos falando de um transporte com mais qualidade. É um trabalho de fôlego e esperamos que até o fim do ano a população sinta essas melhorias. Temos uma tecnologia à nossa disposição. Com aparelhos de GPS instalados nos ônibus, vamos conseguir acompanhar as viagens em tempo real, vai ser mais fácil fiscalizar. Não tem problema de furar viagem, se quebrar ou estragar um ônibus, vamos imediatamente colocar um reserva. Fazer o acompanhamento dessa frota imensa, com 900 e tantas linhas, na prancheta, é irracional. Podemos usar aplicativos que vão facilitar vida das pessoas. As pessoas vão ver, no seu telefone, em tempo real a que horas passa o ônibus, para onde vai aquele ônibus, qual linha ele faz. Até o fim do ano deve ser implantado isso.”

 

 INTEGRAÇÃO

“O importante é dar conforto ao passageiro. Descer em parada com segurança, iluminada, isso é fundamental para a mobilidade. Criamos linhas e readequamos outras para atender mais pessoas. Até o fim do ano, entregaremos oito em reforma e quatro novos terminais. Os dois de Recanto das Emas I e II estão prontos e três reformados, que vamos conseguir entregar esse mês. Entregamos no mês passado o do Guará 2, com acessibilidade, iluminação, salas também para os trabalhadores, cobradores e motoristas. Os terminais são fundamentais para garantir a integração. Uma coisa não funciona sem a outra. Os passageiros sairão de um ônibus e pegarão outro. Nos terminais, sairão de 10 em 10 minutos. Estamos fazendo os estudos para implementar as mudanças, acabar com as sobreposições de linha, reduzir o tempo de viagem. Vamos fazer uma campanha de esclarecimento à população para implantar esse nosso sistema. A integração vem com o estudo do redesenho. Temos alguns pilotos, algumas linhas que têm dado certo experimentalmente. É um estudo de quatro, cinco meses, até o fim do ano teremos isso.”

 

METRÔ

“O metrô está nessa greve, que eu diria, não faz sentido. Acho que, no momento que o país atravessa, os trabalhadores têm que parar e pensar um pouco na situação. Ninguém gosta de greve, ninguém vai descumprir uma pauta porque quer. Nós estamos impedidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, não podemos dar aumento, continuamos no limite prudencial; portanto não tem o que fazer. Se dermos aumento, estamos cometendo improbidade administrativa, é simples. Então, não podemos burlar a lei. Qual é a principal reivindicação, além de aumento? Contratar os concursados. Você não pode contratar os concursados, excepcionalidade é pra Saúde, Segurança e Educação no caso de substituição. Deveria ter pra mobilidade também, mas não tem. Acho que falta bom senso. Neste momento, brigar pelo emprego, prejudicando a população, a mobilidade da cidade… E são servidores do Estado, que não ganham mal. Agora, o metrô melhorou, o sistema está se modernizando. O contrato de manutenção foi mudado, está quebrando bem menos, tem os novos painéis, estão colocando wi-fi. A perspectiva é levar para Asa Norte, Ceilândia, Samambaia, usar as estações da Asa Sul que não funcionam. Mas não tem recursos agora, e a crise? Está tudo engatilhado esperando ter recursos para fazer. Hoje são cerca de 150, 160 mil transportados por dia. Modernizando os trens, poderíamos aumentar isso para 200, 220 mil por dia. Sem crise, sem sobrecarregar. Comprando novos trens, porque os trens são bem antigos. Abrindo estações. É um transporte excepcional, alternativa excelente pra cidade.”

 

CICLISTAS

“Quando falo da integração, falo de todos os modais, BRT integra com metrô, integra com ônibus, inclusive com as nossas bicicletas, que é nossa mobilidade ativa, não motorizada. Temos hoje 400km de ciclovias. Vamos fazer um estudo de toda a malha cicloviária, que deve durar quatro meses, para ver as condições e os problemas. Dia 8 lançamos um edital de chamamento público que também vai dar continuidade às bicicletas compartilhadas, com mais estações. Temos 400 bicicletas, queremos expandir para as outras cidades. Uma das obras importantíssimas é o túnel de Taguatinga; está uma polêmica danada, mas estamos discutindo com os ciclistas para ver como será a ciclofaixa naquele trecho. O número de pessoas se deslocando de bicicleta só aumenta. Temos de ter o compromisso de incluir o ciclista nessa discussão dos projetos para conciliar as demandas ainda na fase dos projetos (refere-se ao questionamento da reportagem sobre a obra próxima à Ponte do Braghetto, que não é acessível aos ciclistas). Essa compatibilidade é fundamental para a mobilidade.”

GDF pretende chegar a 100% de cobertura de saúde da família em Ceilândia

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UPA em Ceilândia Norte.
UPA em Ceilândia Norte. Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Para isso, a maior e mais populosa região administrativa de Brasília vai contar com a parceria de organizações sociais na administração dos serviços

Para diminuir as filas nos hospitais públicos do Distrito Federal, o governo de Brasília pretende impulsionar os serviços ofertados na atenção primária de saúde. Do total de atendimentos nas emergências, estima-se que até 65% poderiam ser feitos nos centros de saúde ou em algumas das seis unidades de pronto-atendimento (UPAs) distribuídas por Brasília. O Executivo iniciou o processo de fortalecimento da porta de entrada dos pacientes da rede, com a intenção de, até 2018, mais do que dobrar a cobertura de estratégia de saúde da família — de 30,7% para 62%.

Ceilândia, a maior e mais populosa região administrativa do DF, vai contar com a parceria de organizações sociais na administração dos serviços de atenção primária. Com 454.175 habitantes, segundo dados de 2015, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ceilândia tem 27 equipes desaúde da família — a meta é elevar para 54. O atual quadro permite o alcance de apenas 22% de famílias atendidas pelo modelo descentralizado, ou seja, fora do hospital.

As organizações sociais serão qualificadas para gerir de forma compartilhada com o governo as seis UPAs do DF e 100% da assistência primária em Ceilândia. De acordo com o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, os vazios assistenciais identificados na região motivaram a escolha para a introdução do modelo em parceria com a iniciativa privada.

 “Nossa maior região administrativa conta com áreas como o Pôr do Sol e o Sol Nascente, que precisam muito de assistência de saúde de qualidade”, destaca Fonseca. “Em Ceilândia, temos estrutura física que nos permite adotar bem esse modelo de parceria, marcado pela utilização de estruturas físicas, prestação de serviço 100% SUS [Sistema Único de Saúde], mas com princípio de administração privada, o que nos dará leveza e agilidade na contratação, no abastecimento de medicamentos e na manutenção de equipamentos.”
O novo modelo não deve trazer economia imediata ao Estado no curto e no médio prazo, adianta o secretário de Saúde. Espera-se um aumento considerável na resolubilidade das demandas. No longo prazo, a expectativa é que os custos com a manutenção do modelo caiam entre 20% e 30%. “No início, pretendemos manter o investimento e aumentar muito a qualidade. Ou seja, fazer mais com o mesmo para depois fazer mais com menos.”

O dispêndio para manter a atenção básica em Ceilândia é de R$ 138 milhões por ano. Já as seis UPAs de Brasília consomem R$ 148 milhões anualmente. O contrato de gestão com as organizações sociais não implicará aumento de gastos por parte do governo. A dotação orçamentária será a mesma; a diferença aparecerá na velocidade da resolução dos problemas.

Como será o modelo da saúde em Ceilândia com organizações sociais

Em Ceilândia, a primeira frente prevê a manutenção das 27 equipes de estratégia da família e a criação de mais 27. Para mantê-las, o governo estima investir R$ 1,8 milhão por mês em recursos humanos, materiais de consumo e despesas gerais. No DF todo, o objetivo é ampliar a cobertura para 62%, mas em locais como o Condomínio Privê, o Pôr do Sol e o Sol Nascente, a meta é alcançar 100% de cobertura até 2018.

Na segunda frente a ser desenvolvida em Ceilândia, a estratégia é converter ao modelo de atenção de estratégia de saúde da família os Centros de Saúde nº 2, nº 4, nº 7 e nº 10, com a implementação de mais 34 equipes de saúde da família e 16 equipes de saúde bucal. A melhor utilização e destinação dos recursos devem render uma economia de cerca de R$ 1 milhão por mês ao final de 2017, segundo projeções da Secretaria de Saúde.

“O cidadão saberá quem é seu médico, seu enfermeiro, e em qual unidade eles atendem. Com isso, conseguiremos levar saúde de qualidade e tornar os serviços mais acessíveis e práticos às pessoas.”Secretário de Saúde, Humberto Fonseca

Cada equipe de saúde da família é formada por um médico, um enfermeiro, dois técnicos de enfermagem e cinco agentes comunitários de saúde. Já a equipe de saúde bucal é composta por um cirurgião-dentista e uma técnica em higiene bucal. “A grande mudança é que a população estará territorializada [definida por territórios]. O cidadão saberá quem é seu médico, seu enfermeiro, e em qual unidade eles atendem. Com isso, conseguiremos levar saúde de qualidade e tornar os serviços mais acessíveis e práticos às pessoas”, ressalta Humberto Fonseca.

Eleições 2016: partidos podem escolher candidatos a partir do dia 20 deste mês

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Eleições 2016

Os candidatos que pretendem disputar as eleições de outubro devem ficar atentos as datas que estão no calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral. Nestas eleições, serão aplicadas as mudanças estabelecidas pela Reforma Eleitoral (Lei 13.165/2015), aprovada no ano passado pelo Congresso.

Com a nova norma, houve mudanças nos prazos, como aumento do período para apresentação dos registros de candidaturas, diminuição na duração da propaganda no rádio e na televisão e a proibição de doações de empresas privadas para as campanhas políticas. A partir de agora, os partidos deverão se manter por meio de doações de pessoas físicas e de recursos do Fundo Partidário.

Convenções

Do próximo dia 20 de julho até 5 de agosto, os partidos estão autorizados a promoverem as convenções para escolherem os candidatos que vão disputar os cargos de prefeito, vice-prefeito e a vereador. O primeiro turno da eleição municipal será no dia 2 de outubro.

No mesmo dia, candidatos, partidos e coligações poderão pedir direito de resposta a órgãos de imprensa por contestarem afirmações e imagens que considerem caluniosas.

A partir do dia 6 de agosto, emissoras de rádio e de televisão, por serem concessões públicas, estão proibidas de veicular opinião favorável ou contrária a candidatos e partidos políticos. As tevês também não podem dar tratamento privilegiado a candidatos de forma dissimulada em novelas ou filmes.

Propaganda na internet 

O prazo para registro de candidatura nos tribunais regionais eleitorais termina no dia 15 de agosto, às 19h. No dia seguinte, a propaganda passa a ser permitida na internet e nas ruas. De acordo com a lei eleitoral, os candidatos podem participar de carreatas, distribuir panfletos e usar carros de som de 8h às 22h.

Comícios

Também estão permitidos comícios das 8h às 24h.  A propaganda eleitoral no rádio e na televisão está prevista para começar no dia 26 de agosto. A reforma aprovada no ano passado reduziu de 90 para 45 dias o período de campanha.

Ribeiro solicita ao Detran que suspensa obrigatoriedade ao uso do farol ligado durante o dia

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Deputado Raimundo Ribeiro
Deputado Raimundo Ribeiro

O deputado Distrital Raimundo Ribeiro (PPS), solicitou ao diretor geral do Detran, Amorim de Sousa, a possibilidade de excepcionar o Distrito Federal da obrigatoriedade ao cumprimento da Lei nº 13.230/2016, que entrou em vigor ontem (8), e impõe aos motoristas dirigir com o farol ligado durante o dia, dentro da cidade.

De acordo com o parlamentar, o DF tem peculiaridades que tornam dispensáveis esta prática: “Nossa capital possui características não encontradas em outras localidades. Somos presenteados com claridade solar intensa e com terreno plano, o que demonstra a desnecessidade da manutenção dos faróis baixos acesos durante o dia, nos túneis providos de iluminação pública e nas rodovias.”, declarou Ribeiro.

O deputado destacou ainda, menção ao Código de Trânsito Brasileiro que define rodovia como: via rural pavimentada e questionou: “Quais são as nossas vias rurais pavimentas?”

Na solicitação apresentada, Raimundo Ribeiro também sugeriu que o DETRAN, juntamente com o DER, façam mais ações preventivas e educativas do que repressivas com fins arrecadatórios: “Tenho a convicção que educar a população para o trânsito, evita mais acidentes do que impor normas e aplicar sanções”, finalizou.

Pedestres e ciclistas terão prioridade na revitalização do Setor Hoteleiro Sul

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Setor Hoteleiro Sul,Brasília Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília.
Setor Hoteleiro Sul,Brasília Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília.

Em fase de conclusão, projeto para o local tem foco na acessibilidade, com ampliação de calçadas e construção de ciclovias

Depois de melhorias em áreas centrais do Plano Piloto, como o Setor Comercial Sul e a Rodoviária, o governo de Brasília elabora projeto para revitalizar o Setor Hoteleiro Sul. Em fase de conclusão, a proposta — resultado de parceria da Secretaria de Gestão do Território e Habitação com a de Infraestrutura e Serviços Públicos — é aprimorar a acessibilidade do local. Também está em andamento um estudo preliminar para intervenções semelhantes no Setor Hoteleiro Norte.

O projeto do Setor Hoteleiro Sul transforma, por exemplo, a via no centro da Quadra 5, que conecta as Quadras 4 e 6, em compartilhada. A pista e a calçada ficarão no mesmo nível, e os pedestres e ciclistas terão prioridade no espaço, onde haverá ainda arborização. “É algo usado em vários locais da Europa. Esse nivelamento dá a sensação ao motorista de que o carro está entrando no espaço dos pedestres, e ele vai reduzir a velocidade”, explica a coordenadora de Projetos da Subsecretaria de Políticas e Planejamento Urbano, da Secretaria de Gestão do Território e Habitação, Anamaria de Aragão.

Obras previstas para o Setor Hoteleiro Sul

Depois de melhorias em áreas centrais do Plano Piloto, como o Setor Comercial Sul e a Rodoviária, o governo de Brasília elabora projeto para revitalizar o Setor Hoteleiro Sul. Em fase de conclusão, projeto para o local tem foco na acessibilidade, com ampliação de calçadas e construção de ciclovias.

Depois de melhorias em áreas centrais do Plano Piloto, como o Setor Comercial Sul e a Rodoviária, o governo de Brasília elabora projeto para revitalizar o Setor Hoteleiro Sul. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Estão previstas também a criação de plataformas elevadas nos locais de acesso de veículos, para garantir a continuidade do passeio, e de rampas, além da instalação de sinalizações táteis. Essas melhorias vão resultar em uma rota acessível: uma calçada compartilhada entre pedestres e ciclistas que vai ligar o Eixo Monumental à via S2 e o Setor Hoteleiro Sul ao Parque da Cidade.

“Isso vai facilitar para que pedestres e ciclistas circulem, indo para a Esplanada, por exemplo, ou seguindo até o Centro de Convenções. Isso porque queremos atingir aqueles turistas que vêm para eventos e encontros profissionais e os que querem conhecer a cidade”, pontua o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antônio Coimbra. Uma ciclovia ligará o Eixo Monumental ao Parque da Cidade, passando entre as Quadras 5 e 6 do Setor Hoteleiro Sul. Em Brasília, hoje, há a opção de usar gratuitamente as bicicletas compartilhadas, com pontos em diversos locais da cidade.

A revitalização inclui ainda a instalação de lixeiras enterradas para substituir contêineres. O projeto já foi apresentado para representantes do setor. Após a conclusão, o próximo passo, segundo Aragão, é orçar os custos do trabalho, que deverá ser feito pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).