Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, a Auddas, empresa de planejamento estratégico, lança uma iniciativa especial voltada para mulheres empreendedoras
Ao reconhecer o papel fundamental das mulheres no mundo dos negócios e comprometida em apoiar o desenvolvimento e o crescimento de empreendedoras, até o dia 15 de março, 10 empresárias serão selecionadas para uma mentoria gratuita. O tema central do encontro será “Contabilidade no Planejamento Estratégico”.
A mentoria será conduzida por Nathalia Maestrelo, auditora, formada em contabilidade e sócia da Auddas. Nathalia enfatiza a importância do controle financeiro para a sustentabilidade de qualquer negócio, destacando que a contabilidade vai além de meros relatórios para atender exigências regulatórias.
Ao entender como a contabilidade pode beneficiar uma empresa, a gestora participante será capaz de transformar informações em iniciativas para impulsionar o sucesso do seu empreendimento. “A contabilidade não é apenas sobre números e relatórios reativos; é um instrumento vital para a gestão eficaz do seu negócio”, afirma Nathalia.
Durante a mentoria, serão abordados temas como planejamento estratégico, avaliação de desempenho, alocação de recursos, identificação de riscos e tomada de decisão informada. As participantes terão a oportunidade de aprender como integrar a contabilidade ao planejamento estratégico para garantir o alcance dos objetivos de longo prazo de forma sustentável e eficaz.
As interessadas em participar da mentoria gratuita podem encontrar mais informações e se inscrever por meio do link: https://conteudo.auddas.com/mulheres-empreendedoras. A ação estará disponível até o dia 15 de março.
Com esta mentoria, a empresária afirma seu compromisso com o empoderamento feminino no mundo dos negócios, e espera contribuir para o sucesso e o crescimento de mulheres empreendedoras.
Legislação visa captar recursos privados para obras e manutenção de equipamentos públicos no Distrito Federal
Da Redação
Na sessão desta quarta-feira (6), o deputado Thiago Manzoni (PL) comemorou a promulgação da Lei nº 7.465/24, de sua autoria, que cria o Programa de Financiamento da Infraestrutura Pública do Distrito Federal (PIF). O texto foi publicado no Diário Oficial do DF (DODF).
O PFI tem como objetivo captar recursos privados para o financiamento, total ou parcial, de obras públicas, além da manutenção de equipamentos públicos no DF, como parques, bibliotecas, quadras esportivas e hospitais.
Conforme a lei, a iniciativa privada receberá “contrapartidas” pelas melhorias realizadas, como a escolha do nome e da identidade visual do equipamento a ser construído ou reformado, afixação de publicidade na infraestrutura física do equipamento, e autorização ou concessão de uso da área pública para exploração econômica por empreendimentos privados geridos pelo parceiro privado, entre outras possibilidades.
“É uma inovação que espero que o DF adote”, afirmou Manzoni. O deputado citou o exemplo do metrô de Dubai, que, segundo ele, teve sua rede ampliada com a ajuda da iniciativa privada, e sugeriu a possibilidade de o Metrô/DF contar com recursos privados, bem como parte do sistema de drenagem de águas pluviais ser financiada pelo setor privado. “Por meio de regulamentação, espero que possamos atrair esses recursos”, concluiu o parlamentar.
Índice de moradores da região que querem foco do governo na área chega a 32% e ultrapassa emprego em renda, segundo RADAR FEBRABAN
A principal prioridade do governo precisa ser na saúde para os moradores do Centro-Oeste, em meio à alta nos casos de dengue e decretos de estado de emergência devido à doença na região. O índice de moradores que querem foco na área foi de 28% em dezembro para 32% em fevereiro, segundo o RADAR FEBRABAN.
A comparação com fevereiro do ano passado também indica a necessidade de priorizar a saúde. Eram 26% os habitantes que responderam que este deveria ser o foco do governo há 12 meses, 6 pontos percentuais a menos do que na última edição da pesquisa.
A preocupação com saúde é maior na região até mesmo do que com emprego, que está 29%. Na média nacional, saúde e emprego empataram na primeira colocação entre as áreas que precisam de mais atenção do governo, com 29% para cada.
Custos de saúde
Por outro lado, houve redução na preocupação com os preços dos serviços de saúde e medicamentos no Centro-Oeste, de 31% em dezembro do ano passado para 23% nesta pesquisa. O indicador da última pesquisa é levemente superior aos 21% de fevereiro de 2023.
Parte da explicação está na disparada da preocupação com os preços de alimentos, de 66% em dezembro para 73% em fevereiro, e combustíveis, de 26% para 34% no mesmo comparativo.
No País, a média nacional na atual edição da pesquisa é de 72% de preocupação o preço de alimentos, 30% para serviços de saúde e medicamentos e 30% para combustíveis.
A pesquisa
Realizada entre os dias 14 e 20 de fevereiro com 2 mil pessoas nas cinco regiões do país pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), esta edição do RADAR FEBRABAN mapeia a percepção e expectativa da sociedade sobre a vida, aspectos da economia, gestão do governo e prioridades para o país e mensura como a população percebe o endividamento, o uso do Pix, o Programa Desenrola, o Celular Seguro e os Golpes e Tentativas de Golpes bancários.
Iniciativa é do deputado Pastor Daniel de Castro na Cãmara Legislativa
Da Redação
Distrito Federal, 7 de março de 2024 – Quem busca informações sobre legislações voltadas à proteção e valorização da mulher no Distrito Federal agora dispõe de um recurso prático e acessível: o Código de Defesa da Mulher. Este documento, fruto do trabalho do deputado distrital Pastor Daniel de Castro na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), compila leis que foram criadas ou aprovadas ao longo do tempo em sua história.
A iniciativa liderada pelo parlamentar visa unificar essas normas em um único código, facilitando a consulta dos textos, aumentando sua visibilidade e possibilitando uma fiscalização mais eficaz. Com mais de 47 artigos, o código demonstra que a proteção e o amparo às mulheres do Distrito Federal são prioridades legislativas.
O documento completo está disponível para acesso no site da Câmara Legislativa, garantindo que todas as cidadãs e cidadãos possam consultar as informações contidas nele.
As legislações contemplam diversos assuntos, como datas comemorativas de representação feminina, combate à violência, políticas habitacionais em favor da mulher, leis relacionadas à saúde e a luta contra a discriminação, entre outros.
Por exemplo, empresas que destinam pelo menos 5% de seus postos de trabalho para mulheres em situação de violência doméstica ou vulnerabilidade social recebem o Selo Mulher Livre, conforme estabelecido pela Lei nº 6.587, de 25 de maio de 2020. Além disso, o Serviço de Atendimento à Mulher vítima de violência funciona nos termos da Lei nº 2.701, de 4 de abril de 2001, sem prejuízo do disposto na Lei nº 3.850, de 28 de abril de 2006.
A comunicação no mundo jurídico é uma das mais complicadas do mercado. Termos técnicos demais e palavras em latim, por exemplo, criam grandes obstáculos. Felizmente, há diferentes métodos que podem mudar esse cenário e facilitar a vida de muitas pessoas.
Um deles é a aplicação do design thinking na comunicação jurídica. Um dos principais benefícios é resolver problemas de maneira criativa e inovadora, incorporando a linguagem do visual law e do legal design no cotidiano dos advogados.
Muitas vezes, os documentos jurídicos são complexos e repletos de terminologia técnica, o que dificulta a compreensão por parte do público em geral. Ao utilizar elementos visuais e simplificar a linguagem, essas abordagens tornam os documentos mais acessíveis e compreensíveis para todos.
Além disso, contribuem para a experiência do usuário. Ao lidar com documentos jurídicos, o público pode se sentir sobrecarregado e confuso. No entanto, ao utilizar elementos visuais e simplificar a apresentação das informações, essas práticas tornam a experiência mais agradável e menos intimidadora.
Uma das maneiras criativas pelas quais essas ferramentas podem melhorar a comunicação é por meio do uso de infográficos e linhas do tempo. São representações visuais de informações complexas que facilitam a compreensão do leitor. Dessa forma, é possível transmitir informações de forma clara e concisa, tornando-as mais fáceis de entender e visualmente atraentes. Por óbvio, sempre considerando o público-alvo do documento em questão.
A acessibilidade é também um outro grande detalhe valioso. Muitas pessoas não têm qualquer conhecimento jurídico. Por isso, acabam enfrentando resistência ao lidar com petições ou contratos com um linguajar mais tradicional. Essas abordagens tornam os documentos mais acessíveis para todos, independentemente de suas habilidades.
Independentemente se o profissional de Direito é novato ou experiente, a aplicação do Legal Desing e do Visal Law será um diferencial na carreira e no atendimento do escritório. Além disso, vai auxiliar na relação entre advogado e cliente. Portanto, que a clareza na comunicação seja sempre a chave de tudo!
(*) Advogada contratualista, especialista em Legal Design, criadora da Formação Completa em Legal Design e Visual Law – Metodologia LDFD, pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho e pós-graduanda na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Site: https://gibrahim.com.br/bio/
Em meio a polêmica, Secretaria de Comunicação da Presidência busca quatro agências para gerir presença online
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência está em processo de contratação de empresas para assumir a gestão digital do governo Lula, com um investimento estimado em R$ 197 milhões para a contratação de quatro agências. O edital de licitação foi iniciado em fevereiro, e a análise das propostas apresentadas pelas empresas concorrentes já está em andamento.
As empresas selecionadas serão responsáveis por moderar e administrar os conteúdos veiculados nas redes sociais dos Ministérios e das pastas vinculadas à Presidência. Os contratos, com duração inicial de um ano e possibilidade de prorrogação, preveem uma remuneração aproximada de R$ 49 milhões para cada vencedora.
Uma das demandas do governo é que as empresas utilizem técnicas de machine learning e inteligência artificial para analisar o sentimento das notícias de interesse do Governo Federal, além de realizarem pesquisas de alta intensidade nas redes sociais sobre assuntos relacionados ao governo.
O formato de seleção adotado pelo governo prioriza a melhor técnica em vez do melhor preço, visando garantir a competência técnica das empresas escolhidas. Isso permite que o custo da contratação possa ultrapassar os R$ 197 milhões estabelecidos, desde que as empresas demonstrem capacidade técnica para atender às demandas.
A contratação tem como objetivo o atendimento ao princípio da publicidade e ao direito à informação, disseminando iniciativas e políticas públicas, informando e orientando o público em geral. A Secom está buscando inovação na criação, implementação e desenvolvimento de estratégias de comunicação digital para ampliar o alcance das mensagens e conteúdos governamentais.
Vale ressaltar que os contratos na área de comunicação e propaganda assinados pela Secom têm histórico de valores elevados, atingindo cifras na casa dos três dígitos de milhões. O governo Lula busca fortalecer sua presença nas redes sociais, já que o podcast semanal “Conversa com o presidente” não alcançou o impacto esperado em audiência e foi cancelado.
Seminário marca o lançamento do programa de desenvolvimento do turismo em regiões administrativas do DF
O lançamento de um novo programa para impulsionar o desenvolvimento sociocultural das regiões administrativas do Distrito Federal acontece nesta quarta-feira (6). Fruto de parceria entre o BRB e o Sebrae-DF, o Programa Turismo Fora Eixos vai investir no potencial turístico das regiões administrativas como mecanismo de desenvolvimento sociocultural.
Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa reafirma a importância da participação da Instituição em iniciativas de apoio ao desenvolvimento do DF. “Para o BRB, cujo DNA é 100% brasiliense, integrar iniciativas como essa é motivo de muito orgulho. Não só porque acreditamos na vocação do DF para o turismo, mas, também, porque entendemos que o desenvolvimento econômico e a geração de renda advindos desse tipo de iniciativa reforçam nosso papel de instituição pública, muito além de um banco tradicional”, afirma.
O seminário que dá o pontapé inicial ao projeto acontece no Sesi Lab, das 17h às 21h30 e conta, além do SESI, com o apoio da Embratur. A participação é gratuita, mas, as vagas são limitadas. O encontro marca o início da primeira etapa do programa que busca a valorização das regiões administrativas do DF e sua diversidade cultural.
Empreendedores do segmento de turismo e economia criativa do Distrito Federal podem participar do evento. Além disso, o seminário contará com a presença de parceiros e atores estratégicos empenhados no desenvolvimento do turismo criativo na capital federal. Para se inscrever basta preencher o formulário no link https://forms.office.com/r/vNcjL8vcfQ.
Nathália Hallack, da Gerência de Negócios em Rede do Sebrae no Distrito Federal, destaca que o seminário inaugura uma frente que será destaque na atuação do Sebrae no DF em 2024: a ampliação da discussão sobre o turismo. “Vamos olhar com mais atenção para iniciativas que têm a cultura e a criatividade como elementos centrais. Queremos fomentar um turismo menos convencional, mais diverso, inclusivo e protagonizado por pessoas reais, a partir da relação com seus territórios, suas histórias e memórias”, explica.
O DF conta atualmente com 35 regiões administrativas. Inicialmente, a proposta da coordenação do programa é concentrar esforços no desenvolvimento do turismo nas regiões de Ceilândia, São Sebastião e Planaltina.
O esforço do GDF nessa direção, além de cumprir com as responsabilidades políticas e ambientais, visa posicionar Brasília como uma cidade inteligente
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, declarou nesta quarta-feira (06) que a descarbonização da frota de transporte público é um objetivo central do governo de Ibaneis Rocha.
Ela disse que o esforço do governo nessa direção, além de cumprir com as responsabilidades políticas e ambientais, visa posicionar Brasília como uma cidade inteligente.
A manifestação da vice-governadora do DF ocorreu durante uma audiência no Palácio do Buriti concedida ao presidente do Instituto Brasileiro de Mobilidade Sustentável (IBMS), Ricardo Guggisberg.
Celina foi convidada a participar do “C MOVE Brasília” – o maior evento nacional de Eletromobilidade, a ser realizado na Capital Federal nos dias 19 e 20 de março, nas dependências do Brasil 21.
O objetivo do evento é estimular o debate e promover as tecnologias e vantagens da eletrificação na mobilidade urbana.
Demonstrando profundo conhecimento sobre o tema e o cenário atual da eletromobilidade no país, Celina Leão destacou a necessidade de Brasília continuar a desempenhar um papel de protagonismo neste setor em expansão.
A vice-governadora mencionou conversas com Alexandre Baldy, ex-ministro dos Transportes e atual CEO da BYD, sobre o crescente interesse da população pelos carros elétricos na capital federal.
Ela ressaltou os esforços para preparar Brasília para a transição para a eletromobilidade, citando a Lei Distrital Nº 6.466/2019, que oferece isenção de IPVA para veículos elétricos e híbridos e promove a expansão da infraestrutura de recarga.
Celina destacou o papel do BRB na renovação da frota de ônibus do DF, processo que contribuirá fortemente para a redução de emissões de gases de efeito estufa.
Por fim, o presidente do IBMS, Ricardo Guggisberg, convidou a vice-governadora do DF para fazer o primeiro teste drive no próximo dia 20, do jetski Ventura, veículo canadense com motorização 100% elétrica, no Lago Paranoá. Ela aceitou o desafio.
Programa da qualificação profissional e zeladoria das cidades tem mais de 20,5 mil pessoas formadas e 2,1 mil equipamentos reformados
Mais de 1,2 mil alunos do 6º ciclo do RenovaDF de 2023 receberam seus diplomas de conclusão do curso de capacitação nesta quarta-feira (6). O programa, que é uma das principais iniciativas de qualificação do Governo do Distrito Federal (GDF), reuniu milhares de pessoas que, após aprenderem novos ofícios, agora podem buscar emprego na nova qualificação.
O governador Ibaneis Rocha destacou, nesta quarta-feira (6), a importância da qualificação profissional de mulheres promovida pelo RenovaDF | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília
Os 1.211 formandos no curso de qualificação profissional de Auxiliar de Manutenção aprenderam noções de diferentes profissões, tais como: jardineiro, serralheiro, pedreiro e pintor. Essas pessoas renovaram o currículo e se tornaram aptas ao mercado e, em contrapartida, reformaram 78 equipamentos públicos, entre eles praças, parquinhos e campos sintéticos, atuando na zeladoria das cidades.
Durante a formatura desses alunos, o governador Ibaneis Rocha destacou a importância do programa na inserção das mulheres numa área do mercado de trabalho dominada pelos homens.
“É uma alegria muito grande ver, às vésperas do Dia da Mulher, uma turma formada especialmente por mulheres. Isso nos deixa muito felizes porque o alcance desse programa ultrapassa as barreiras da masculinidade e tem nos ajudado muito a fazer a inserção profissional dessas mulheres. Nós sabemos o tanto que isso é importante, até na diminuição da violência doméstica. Vocês estando qualificadas, prontas para o trabalho, estão livres do jugo masculino. Isso nos deixa muito felizes”, apontou Ibaneis Rocha.
Mais de 20,5 mil alunos já se formaram pelo RenovaDF, que qualifica mão de obra para áreas demandadas pelo mercado de trabalho
Em sua fala, o chefe do Executivo adiantou que o GDF trabalha em um decreto para que 30% dos alunos dos programas de capacitação do governo saiam deles empregados. A iniciativa está sendo construída em parceria com parlamentares e a iniciativa privada.
Até o momento, 20.545 alunos se formaram e 2.100 equipamentos públicos foram recuperados em 31 regiões administrativas. Outros 1.500 equipamentos públicos estão sendo reformados pelos alunos das turmas em andamentos. Esses números demonstram a grande capacidade do programa de qualificar mão de obra e a importância dele na zeladoria das cidades.
Podem ingressar no programa pessoas com mais de 18 anos que sejam moradoras do DF, em situação de desemprego e natas, naturalizadas ou estrangeiras em situação regular no país. O programa acolhe também pessoas em situação de rua
Titular da pasta responsável pelo programa, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal, Thales Mendes, aponta que os formandos entram agora numa nova etapa e ficam à disposição do setor da construção civil, uma das áreas que mais emprega no DF.
“É o último ciclo de 2023 que se encerra hoje. E a partir de agora é emprego. Vamos inserir essas pessoas nos bancos de dados de intermediação de mão de obra e ofertar esse banco às empresas que hoje estão contratando. Não é só capacitação profissional, é qualificação profissional que engloba várias áreas, inclusive os princípios básicos de convivência em sociedade, recuperação da autoestima, recuperação de uma profissão que muitas vezes estava esquecida pela pessoa”, afirma Thales Mendes.
Neste 6º ciclo foram contempladas as regiões administrativas do Sudoeste, Paranoá, Sobradinho II, Ceilândia, Plano Piloto, Samambaia, Varjão, São Sebastião, Recanto das Emas, Metropolitana, Riacho Fundo, Cruzeiro, Candangolândia, Taguatinga, Gama, Brazlândia e SCIA.
Moradora do Sol Nascente/Pôr do Sol, Maria Dalva Barbosa encontrou no RenovaDF uma oportunidade de qualificação e muito aprendizado. Ela gostou da experiência de conviver três meses no programa e agora pretende buscar emprego com seu diploma em mãos. “Foi uma experiência muito boa, porque estava em casa e abriu uma porta para mim. Eu já sabia fazer algumas coisas do curso, mas tive mais qualificação e agora pretendo conseguir um emprego”, admite.
A dona de casa Aldenir Januário de Lima, também mora no Sol Nascente e encontrou no programa uma forma de se realocar no mercado de trabalho. Mãe de dois filhos, ela está há cerca de 20 anos sem trabalhar. “Decidi trabalhar com isso e ter mais conhecimento sobre esses serviços que o curso traz. Foi um grande aprendizado para mim, consegui comprar comida para os meus filhos, eles ficaram felizes com isso, e também pelo que aprendi no curso”, comemora.
Sobre o programa
Capacitar profissionais, facilitar o ingresso no mercado de trabalho e reformar espaços públicos são alguns dos objetivos do RenovaDF. Os participantes recebem salário mínimo, além de auxílio-transporte e seguro contra acidentes pessoais.
Podem ingressar no programa pessoas com mais de 18 anos que sejam moradoras do DF, em situação de desemprego e natas, naturalizadas ou estrangeiras em situação regular no país. O programa acolhe também pessoas em situação de rua.
Os alunos devem ter frequência e aproveitamento igual ou acima de 80% para receber os auxílios e o certificado de conclusão de curso. Os que ficarem acima desse percentual poderão participar, gratuitamente, de qualquer outra formação oferecida pelo Senai-DF, parceiro do governo no projeto.
Um ano e meio depois de chegar à capital federal, comunidade Warao Coromoto conquista espaço próprio, educação de qualidade e acesso a programas sociais
O Brasil é um refúgio para muitos cidadãos de países que passam por crises sociais, financeiras e políticas. Para muitos, o abrigo encontrado em Brasília, mais precisamente na região do Café sem Troco, em Planaltina, foi crucial para recomeçar o que parecia impossível. É o caso das 46 famílias de refugiados indígenas venezuelanos da etnia Warao Coromoto, que abandonaram seu país de origem em busca de melhores condições de vida no Distrito Federal.
Crianças de 4 a 17 anos da comunidade Warao que nunca haviam frequentado salas de aula agora formam uma turma especial de 67 alunos na Escola Classe Café Sem Troco | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Se hoje contam com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), a comunidade precisou lidar, por meses, com a insegurança de estar em um país novo. “Nós ficamos por muito tempo morando no chão da Rodoferroviária de Brasília, dependendo da boa ação das pessoas. Lá na Venezuela não dava mais para ficar. Aos poucos, aqui, fomos ganhando acolhimento e apoio e hoje nós só temos a agradecer ao governo do DF”, diz, emocionado, o cacique da comunidade Warao, Miguel Antônio Quijada, 45 anos.
Em atenção à comunidade refugiada, o GDF disponibilizou dez casas para abrigar os 46 núcleos familiares do grupo. Os indígenas moram em estruturas construídas no ano passado, fruto de uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).
Miguel Antônio Quijada, cacique da comunidade Warao: “Nós ficamos por muito tempo morando no chão da Rodoferroviária de Brasília, dependendo da boa ação das pessoas. Lá na Venezuela não dava mais para ficar. Aos poucos, aqui, fomos ganhando acolhimento e apoio e hoje nós só temos a agradecer ao governo do DF”
“A nossa primeira grande conquista foi o local onde estamos instalados”, revela o cacique. De acordo com ele, a segunda vitória foi conseguir matricular todas as crianças e jovens da comunidade em uma instituição de ensino — realidade essa que nunca sequer havia acontecido quando moravam ainda na Venezuela.
Foi a partir daí que o sonho de uma vida melhor começou a se concretizar. Para o cacique, não é apenas uma sala de aula de 70 metros quadrados. É um espaço que nunca havia sido frequentado pelas crianças de 4 a 17 anos da comunidade. A ânsia para aprender a ler e a escrever, pelo menos, o próprio nome é o que motiva as crianças a irem todos os dias para as aulas.
Para recepcioná-los, em 2023, não foi tarefa fácil. A Escola Classe Café Sem Troco, localizada a cinco quilômetros de distância da comunidade, precisou passar por uma série de adaptações para acolher os 67 jovens Warao Coromoto. Professora bilíngue, com fluência em português e espanhol, uma intérprete de libras para atender uma aluna com deficiência auditiva e educadores sociais voluntários da própria comunidade se mobilizam dia após dia para garantir um ensino inclusivo aos alunos refugiados.
A professora Maria Janerrandra Fogaça se sente orgulhosa em ser responsável pela mudança dos jovens Warao: “Vê-los comendo na hora da merenda é gratificante. Eles não tinham como se alimentar na Venezuela. Alguns costumes nós também conseguimos adaptar. A gente precisa prepará-los para conviver também fora da escola”
Estratégias de socialização também fazem parte do planejamento educacional. Para os alunos brasileiros já matriculados na escola, a direção precisou incluir novas frentes de ensino. “Nós não podemos separar esses jovens dos outros que já estudavam aqui. Eles precisam conviver com todos, isso faz parte da cultura deles, de enxergar o mundo de forma coletiva”, defende a diretora da escola, Sheyla Cristina Alves Passos. “Por isso, os estudantes da comunidade Warao têm aulas de português, espanhol, warao e libras. Já as outras turmas também aprendem espanhol e libras para que possam se comunicar com os alunos refugiados”, conclui Sheyla.
O processo de aprendizagem de quem antes não sabia ler nem escrever está avançando, apesar das dificuldades. As aulas, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h30, reúnem todos os alunos em uma única sala de aula, onde são criados grupos por nível de alfabetização.
“As nossas crianças não liam, não falavam português, não escreviam e tinham muita vergonha. Agora já não tem mais isso. A gente vê que eles estão aprendendo. Para nós, não há maior compromisso no mundo do que garantir a entrada deles na educação”, defende o cacique.
Josesu Pacheco Rojos, que chegou à escola neste ano e está aprendendo as primeiras etapas da alfabetização: ele quer ler e escrever para poder ensinar à família
Transformação de vidas
Questionada sobre os desafios de educar um grupo de refugiados indígenas venezuelanos, a professora Maria Janerrandra Fogaça não segurou as lágrimas: “Eles são os nossos filhos”, diz. “Eu não me imagino dando aula para outros alunos que não sejam eles. Eu sou apaixonada por todos. Quando saio de férias, não paro de pensar em todos. A realidade deles, quando chegaram aqui, me tocou muito. É Deus que nos capacita para essa posição e eu sou muito orgulhosa em ser a responsável pela mudança de vida deles”, compartilha.
“Vê-los comendo na hora da merenda é gratificante. Eles não tinham como se alimentar na Venezuela. Alguns costumes nós também conseguimos adaptar. Hoje eles sabem comer direitinho, sem derrubar ou jogar a comida no chão. Eles aprenderam a usar o banheiro também. Eles estão com outros modos na hora de socializar também. A gente precisa prepará-los para conviver também fora da escola”, defende a professora.
Além disso, a merenda escolar aos poucos foi aumentando a aceitabilidade. Antes havia espaço somente para arroz e frango, mas hoje há a possibilidade de comer verduras e cuscuz, por exemplo. Já dentro da própria comunidade, o apoio para se alimentar vem do GDF. Graças ao Cartão Prato Cheio, instituído pela Sedes-DF, os núcleos familiares conseguem adquirir o essencial para ter o que dar de comer à comunidade.
Ler, escrever e falar
Mesmo que ainda estejam em processo de alfabetização, é unânime entre todos os alunos da turma Warao: a primeira coisa que querem aprender a escrever sozinhos é o próprio nome. Para Birmarys Del Valle Zapata Rivero, 16 anos, a sua matéria preferida é o português: “Eu quero aprender a ler e a escrever para ajudar as minhas amigas. Eu sou muito mais feliz aqui do que na Venezuela”, avalia.
Já para o Josesu Pacheco Rojos, 13 anos, o objetivo é ainda maior: “Eu quero logo saber escrever e ler porque eu quero ensinar a minha família também”. Ele chegou à escola neste ano e, há quase um mês tendo aulas, está aprendendo as primeiras etapas da alfabetização.
“Ele é muito dedicado. Está em uma turma diferente porque ele entrou agora, neste ano letivo. Já está aprendendo as vogais. É difícil, mas ele está se saindo bem”, avalia a professora Maria Janerrandra.
Já para Noli Zapata, 13 anos, o sonho com a alfabetização é, um dia, poder escrever um livro. “O que eu mais gosto de estudar é para aprender a ler e escrever. Quando eu souber, quero escrever livros. Eu também gosto muito de jogar bola aqui no Brasil”, revela a garotinha.