Início Site Página 882

GDF elabora Política para População em Situação de Rua

Composta por 19 órgãos do governo, a equipe ficará responsável por elaborar e executar ações voltadas para esse público

O Governo do Distrito Federal (GDF) criou, nesta quarta-feira (6), por meio de decreto, o grupo executivo para elaboração e execução da Política Distrital para População em Situação de Rua. A norma prevê a participação de 19 órgãos do governo para a efetivação de ações relacionadas ao tema. A coordenação é da Casa Civil e da secretaria-executiva da Secretaria de Governo (Segov).

“Esse assunto já vem sendo discutido dentro do GDF a pedido do governador Ibaneis Rocha. O nosso objetivo agora é desenvolver e implantar uma política pública que proteja, respeite e amplie o acesso a serviços para população em situação de rua”, afirma o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha.

Integrarão o grupo as seguintes pastas: Casa Civil, Segov, Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) e secretarias de Economia (Seec), Desenvolvimento Social (Sedes), Educação (SEE), Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), Saúde (SES),Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Mulher (SMDF), Família e Juventude (SEFJ), Cultura e Economia Criativa (Secec), Segurança Pública (SSP), Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), Esporte e Lazer (SEL), Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema), Justiça e Cidadania (Sejus)e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).

A implementação do grupo executivo é uma continuidade aos trabalhos do GDF em prol da população em situação de rua | Foto: José Cruz/Agência Brasil

A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, destaca que o grupo ajudará na articulação de ações intersetoriais para qualificação da oferta de serviços para esse público: “A população em situação de rua que vive no DF tem demandas muito específicas. Percebemos isso nos nossos atendimentos diários. É fundamental o planejamento de ações e programas que auxiliem esse cidadão de forma integral, para que ele tenha autonomia e possa sair da situação de vulnerabilidade”.

Também serão convidados a participar o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF).

Segundo o decreto, cabe à Casa Civil convocar, a qualquer tempo, os órgãos e as entidades da administração pública para o cumprimento dos objetivos propostos no decreto.

Já à Segov compete executar as ações deliberadas no grupo, prestar apoio administrativo, logístico e operacional, providenciar a convocação de reuniões a pedido da coordenação e receber, analisar e dar encaminhamento às correspondências e demandas dirigidas ao grupo.

Continuidade

A implementação do grupo executivo é uma continuidade aos trabalhos do GDF em prol da população em situação de rua. Junto ao Ministério Público, o governo desenvolveu um plano de ações com sete eixos: assistência social e segurança alimentar e nutricional; saúde; violência institucional; cidadania, educação e cultura; habitação; trabalho e renda e produção e gestão de dados. A proposta teve como base o documento do governo federal Plano Nacional de Medidas de Proteção à População de Rua, lançado em 11 de dezembro de 2023.

“Esse grupo vem para colocarmos em prática as políticas previstas no plano para atender as pessoas em situação de rua. Já estamos em tratativas com o Ministério Público em relação a algumas ações para que possamos começar a implementá-las”, revela o chefe de Articulação da Secretaria de Governo, Jairo Lopes.

Outras ações

Em fevereiro deste ano, o GDF anunciou a realização de uma pesquisa sobre a população de rua. O Censo Distrital da População em Situação de Rua foi instituído por decreto para ser feito a cada dois anos coletando informações para subsidiar políticas públicas. O estudo é fruto de parceria do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) com a Sedes e a Sejus.

Já na última segunda-feira, uma portaria determinou as normas e padrões para as ações de zeladoria, auditoria e fiscalização da DF Legal de áreas e espaços públicos ocupados por pessoas em situação de rua. Entre elas estão o mapeamento e geoprocessamento dos espaços, a elaboração de diagnóstico de situação e a oferta de transporte de pessoas, animais e pertences.

Veja o decreto.

Centro Especializado em Saúde da Mulher passa a oferecer novos serviços

Espaço prestou mais de 16 mil atendimentos em 2023 e agora tem cardiologia e exames de ecodoppler

Reconhecido pelo atendimento de excelência prestado ao público feminino, o Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu) passa a contar com uma cardiologista e um aparelho de ecodoppler. O objetivo é ampliar os serviços oferecidos, incluindo a assistência médica e exames de imagem para tratamento cardiológico.

Com o crescente número de doenças cardiovasculares em mulheres, o ecodoppler é um equipamento essencial para diagnosticar diversas patologias cardíacas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, as cardiopatias representam 30% das causas de morte entre o público feminino, principalmente acima dos 40 anos, sendo a maior taxa da América Latina.

A médica Edna Maria Marques, referência técnica distrital em cardiologia, recomenda que as mulheres façam sua primeira visita ao especialista aos 35 anos. “Quem tem histórico familiar de problemas cardíacos e diabetes precisa ir antes disso”, explica.

Saúde completa

Inaugurado em outubro de 2020, o Cesmu dispõe de uma equipe multiprofissional que atua com acupuntura, endocrinologia, ginecologia, dermatologia, homeopatia, mastologia, nutrição, psicologia, serviço social, reumatologia e radiologia para biópsia de mama, entre outras especialidades.

A gerente do Cesmu, Carla Camilo, garante que a atuação da equipe multidisciplinar permite uma troca de conhecimento e habilidades, oferecendo uma assistência mais assertiva e segura para a paciente. “Temos um rol intenso de exames, aumentando nossa capacidade de obter informações de diversos órgãos, como fígado, pelve feminina e bexiga, entre outros”, afirma.

 “Também recebemos muitas mulheres na menopausa. A gente aborda o todo, é medicina integrativa”

Carolina Walker, médica homeopata do Cesmu

O Cesmu também presta serviços de apoio às vítimas de violência, acolhimento de gestantes de alto risco e atendimento a mulheres com câncer. “Em 2023, foram realizados mais de 16 mil atendimentos”, enumera a supervisora de serviços do centro, Imna Pereira.

Eliete Paulino, 45, mãe de quatro filhos, passou por um procedimento de laqueadura no Hospital Regional da Asa Norte e faz todo o acompanhamento no Cesmu. “Fiz o planejamento familiar com os especialistas da UBS perto da minha casa e recebi aconselhamento sobre todos os métodos contraceptivos disponíveis”, conta. “Todo meu acompanhamento foi pelo SUS”.

Para acessar os serviços no Cesmu, é necessário que a paciente tenha sido encaminhada por uma unidade básica de saúde (UBS). Entre as mulheres atendidas, há moradoras de todo o Distrito Federal. Com 12 consultórios e salas para exames, laudos, acolhimento e procedimentos, o centro funciona na W3 Sul, de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h e das 13h às 18h, exceto em feriados.

Homeopatia

Homeopata do Cesmu desde 2020, a médica Carolina Walker lembra que a especialidade tem uma procura enorme no centro. “Como atendemos pacientes que sofreram violência física, psicológica e sexual, além de traumas, temos todo um cuidado”, explica. “Também recebemos muitas mulheres na menopausa. A gente aborda o todo, é medicina integrativa”.

Segundo a especialista, não existe contraindicação para o uso da homeopatia – todas as idades podem se beneficiar do método, assim como todas as patologias podem ser tratadas. “Ela é muito eficaz no combate às alergias, por exemplo”, pontua.

Com labirintite e problemas de tontura, Maria da Conceição Braz, 78, foi encaminhada para atendimento no Cesmu. “Uso homeopatia desde pequena, e acredito que vai ajudar no meu problema”, revela.

Farmácia

A farmácia da unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Além da retirada de medicamentos, há oferta de outros serviços, como explica a gerente do Cesmu. “Os pacientes podem buscar orientação de administração, dosagem, validade, interação e efeitos adversos da medicação. Realizamos também descarte de material perfurocortante e de medicamentos”, avisa Carla.

Iraci Souza Cruz, 80, chegou à consulta buscando alívio para a dor nas pernas causada por um desvio na coluna. Moradora de Samambaia, ela frequenta o Cesmu há mais de um ano e pega remédios para pressão na farmácia todo mês. “A doutora Carolina me atende muito bem, aqui somos bem-cuidados”, elogia.

Popularidade de Lula derrete, segundo pesquisa Genial/Quaest

0

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra queda na aprovação, aponta levantamento realizado entre 25 e 27 de fevereiro

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (6) revelou que a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está derretendo e sobre mais uma queda, agora de de três pontos percentuais, passando de 54% em dezembro para 51%. O levantamento, realizado presencialmente com 2.000 pessoas entre os dias 25 e 27 de fevereiro, mostra que 46% dos entrevistados desaprovam o trabalho de Lula, um aumento em relação aos 43% registrados no último levantamento.

O estudo revela que 3% não sabem ou não responderam. Com margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, e um nível de confiança de 95%, a pesquisa também analisou a avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse aspecto, 34% dos entrevistados consideram o governo negativo, um aumento de cinco pontos percentuais em relação a dezembro de 2023, quando o índice era de 29%. Atualmente, 35% avaliam o governo como positivo, enquanto 3% não sabem ou não responderam.

A aprovação do trabalho de Lula apresenta variações regionais, com destaque para o Nordeste, onde atinge 68%, e para o Sul, com 40%. Nas regiões Centro-Oeste/Norte e Sudeste, a aprovação é de 50% e 44%, respectivamente.

Analisando por gênero, a aprovação entre as mulheres caiu de 55% para 51%, enquanto entre os homens houve uma diminuição de 52% para 51%. Quanto à faixa salarial, o trabalho de Lula é aprovado por 61% dos que ganham até dois salários mínimos, mas é desaprovado por 51% dos que recebem entre dois e cinco salários mínimos, e por 54% dos que têm renda superior a cinco salários mínimos.

CLDF faz homenagem aos 36 anos do Conselho dos Direitos da Mulher

Na manhã desta quinta-feira (7), véspera do Dia Internacional da Mulher, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizará, no plenário da Casa, uma solenidade em homenagem aos 36 anos do Conselho dos Direitos da Mulher do DF(CDM -DF).

A proposta do evento é da Procuradora Especial da Mulher (PEM) da CLDF, a deputada Dayse Amarilio (PSB).  Para a parlamentar, “o CDM-DF tem desempenhado um papel fundamental na formulação e proposição de políticas públicas voltadas para a promoção e defesa dos direitos das mulheres, contribuindo para a eliminação da violência e da discriminação de gênero, bem como para a garantia de condições de liberdade, igualdade de oportunidades e direitos para as mulheres do Distrito Federal”.

“O Conselho tem atuado de maneira a promover a participação e protagonismo das mulheres no desenvolvimento econômico, social, político e cultural da região, visando a sua autonomia, emancipação e empreendedorismo”, ressalta Dayse Amarilio. “Portanto, entendemos que a realização de uma Sessão Solene em comemoração aos 36 anos do Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal é uma forma de reconhecer e valorizar o importante trabalho realizado por esse órgão, além de destacar a importância da luta pela igualdade de gênero e pelo empoderamento das mulheres”, completa a distrital. 

Segundo a Procuradora Especial  da Mulher, “a solenidade também contribuirá para sensibilizar a sociedade e as autoridades sobre a importância de continuar apoiando e fortalecendo as ações e iniciativas em prol dos direitos das mulheres”.

Foram convidadas para a sessão solene a Secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, que é a atual presidente do CDM-DF; além de Olgamir Amancia e Wilma dos dos Reis, mulheres que presidiram o Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal em mandatos passados.

Na ocasião, haverá entrega de moções para as mulheres que já presidiram o CDM- DF.

O que é o CDM-DF?

 Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal (CDM-DF), foi criado pelo Decreto nº 11.036 de 9 de março de 1988,é um órgão colegiado de natureza consultiva e deliberativa, vinculado à Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal, conforme disposto no parágrafo único, do art. 35, do Decreto 39.610, de 01 de janeiro de 2019.e regulamentado pela Portaria nº 16, de 22 de maio de 2020.

Tem por finalidade formular e propor diretrizes de ação governamental, em âmbito distrital, voltadas à eliminação da violência e da discriminação, à promoção e defesa dos direitos das Mulheres, assegurando-lhes condições de liberdade e igualdade de oportunidades e direitos com vistas ao exercício pleno de sua participação e protagonismo no desenvolvimento econômico, social, político e cultural do Distrito Federal, na perspectiva de sua autonomia, emancipação e empreendedorismo.

Desafios e tendências no Agro são tema do Agro Day Talks 2024

0

Representando quase 30% do PIB nacional, o agronegócio brasileiro não cansa de bater recordes de produção. A supersafra de 2023 não deve se repetir em 2024, trazendo desafios para o setor, que deve amargar redução de mais de 2% do valor bruto da produção agropecuária, segundo estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Para debater estes e outros assuntos, grandes nomes do agronegócio brasileiros vão participar do Agro Day Talks, o maior evento que une os principais C-Levels do agro no país e acontece no dia 7 de março, às 18:30, em Ribeirão Preto (SP).

Idealizado por Diogo Luchiari Fructuoso, sócio da Macfor, “Reescrevendo o futuro do agronegócio através da informação e conexão” contará com dois encontros presenciais. No primeiro painel, o jornalista Tiago Pavinatto convida os especialistas Renato Seraphim (CEO da Ciarama Máquina-John Deere) e Dario Gaeta (COO da Atvos) para explorar as tendências e desafios futuros na indústria.

O segundo painel será moderado pelo jornalista Augusto Nunes e contará com Arnaldo Jardim (Vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária na Câmara) e Gustavo Spadotti (Chefe Geral da Embrapa Territorial), que vão falar sobre o Diálogo Agro Político para 2024.

“O evento tem como objetivo reunir as principais lideranças do agronegócio para troca de informação e networking. Discutiremos o futuro do agro e como esses grandes líderes podem reescrever o futuro dessa área de grande importância para a economia do país”. Já confirmaram presença: Syngenta, Bayer, Santander, XP inc, John Deere, Ourofino, Netafim, Atvos, Sipcam Nichino, B3, Agrex, XP, Santander, dentre outras.

O evento Agro Day Talks é patrocinado pelas empresas Macfor, Laure Defina Advogados, Ouro Fino e Empresômetro e tem o apoio da Abag. Será realizado na Avenida Contábil Romano, 957, Ribeirão Preto, São Paulo. As vagas são limitadas.

Mais informações e credenciamento da imprensa – Whatsapp: 11 91099-3131.

Pode dar casamento: PP e Republicanos ensaiam federação para 2026

PP e Republicanos ensaiam uma fiel união para 2026, que causará uma remodelagem no cenário político brasiliense

 

DF chega a 400 igrejas e templos religiosos regularizados em 5 anos

Marca foi alcançada com a entrega de mais 12 escrituras nesta terça-feira (5), durante cerimônia no Palácio do Buriti

A regularização de templos e entidades religiosas e socioassistenciais avançou nesta terça-feira (5) com a entrega de 12 escrituras públicas de imóveis a representantes deste segmento no Palácio do Buriti. Com as novas documentações, o DF chegou a 400 escrituras lavradas desde 2019.

A iniciativa é mais um avanço promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) no sentido de respeitar, fazer justiça e reconhecer o trabalho das religiões pela sociedade. Além da entrega da documentação, o evento no Palácio também marcou o lançamento do 1º edital de Licitação Pública de Concessão de Direito Real de Uso de Imóveis – CDRU-S para concorrência exclusiva de entidades religiosas ou de assistência social, dentro do programa Igreja Legal.

“Chegamos no governo com uma equipe que sabia aonde queria chegar, com consciência da importância das entidades religiosas e das entidades assistenciais aqui no DF”, destacou o governador Ibaneis Rocha | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

O documento é essencial para as igrejas e templos, visto que boa parte desses prédios funciona em locais alugados e até em áreas residenciais. Com a concessão, não há o risco de precisar mudar de endereço, tendo como contrapartida o pagamento de um preço módico pelo uso do imóvel. ⁠O percentual mínimo das propostas será de 0,15% do valor de avaliação da terra nua dos imóveis ofertados. No entanto, esse pagamento também poderá ser feito em moeda social. Isso significa que as instituições podem obter a escritura em troca da prestação de serviços gratuitos à comunidade.

Durante a cerimônia, o governador Ibaneis Rocha fez questão de enaltecer o trabalho social que os representantes das religiões fazem pelo povo do DF. “Viemos numa batalha muito grande desde janeiro de 2019, e conheço esse problema da regularização desde que eu estive à frente da OAB/DF, onde recebíamos todas as entidades religiosas que buscavam uma maneira de sair desse problema. Chegamos ao governo com uma equipe que sabia aonde queria chegar, com consciência da importância das entidades religiosas e das entidades assistenciais aqui no DF, do trabalho que desenvolvem em favor principalmente daqueles que menos possuem. Então, esse trabalho é feito em união, em parceria. É por isso que digo que o governo tem que ser parceiro de todas essas entidades, e não o carrasco dessas entidades, como era feito no passado”, discursou Ibaneis Rocha.

Desde 2019, o GDF promoveu a regularização de 400 igrejas e entidades socioassistenciais, maior número desde a criação da legislação em 2009

Na esteira deste trabalho, desde 2019, o GDF promoveu a regularização de 400 igrejas e entidades socioassistenciais, maior número desde a criação da legislação em 2009. “Só podemos chegar a esse momento devido ao arcabouço jurídico criado, para que a gente tivesse a segurança jurídica para promover a regularização fundiária do DF. E com as igrejas não é diferente. Trabalhamos unidos para entregar tudo o que foi planejado pelo governo”, acrescentou o presidente da Terracap, Izídio Santos.

Uma das instituições contempladas com a escritura é a Comunidade Obra de Maria, do Recanto das Emas. Representada por Edilene Moura, a entidade passa agora a ter a escritura de seu terreno, o que foi bastante comemorado. “É uma graça de Deus viver esse momento. Desenvolvemos um trabalho social com as famílias, e a partir de hoje temos o direito desse terreno. Lutamos há 20 anos por esse documento, e agora poderemos continuar desenvolvendo nosso trabalho, atendendo 100 pessoas durante a semana com a distribuição de alimentos”, comemora.

Já para a edição com o formato CDRU-S, serão 33 imóveis disponibilizados para concessão, localizados em Brasília, Brazlândia, Ceilândia, Lago Norte, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho e Taguatinga – regularização que a Terracap, responsável por esse trabalho, espera avançar com rapidez. “O ritmo de entrega aumentou em 600%, e hoje fazemos uma entrega a cada dois dias”, acrescenta o diretor de Regularização Social e Desenvolvimento Social da Terracap, Leonardo Mundim.

A iniciativa do governo foi comemorada pela secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra: “A Sedes participa do processo de regularização das entidades sociais e religiosas. A possibilidade da moeda social permitiu não somente solucionar questões históricas de regularização de terrenos públicos no DF, mas, principalmente, promover ações sociais que atendam à coletividade”.

O diretor de Regularização Social e Desenvolvimento Social da Terracap, Leonardo Mundim, comentou a disponibilização de imóveis para concessão

Novidades

O evento marcou também a assinatura do novo decreto distrital que regulamenta a lei complementar nº 806/2009. A norma trata da regularização de ocupações históricas – que ocorrem desde antes de 22/12/2016 – de igrejas, templos e entidades de assistência social sobre imóveis públicos.

Entre as novidades do decreto, destacam-se quatro. Veja abaixo:

→ A integração ao processo de regularização da Secretaria da Família e Juventude do Distrito Federal (SEFJ). A ideia é que a pasta possa realizar uma busca ativa de entidades religiosas ou assistenciais potencialmente aptas a requererem a regularização de ocupação histórica, assim como fornecer apoio às entidades na abertura e no curso do processo de regularização, incluindo o atendimento a exigências da legislação e o planejamento e elaboração do plano de trabalho para habilitação ao sistema de moeda social.

“Conseguimos um avanço muito grande, que foi estender o prazo, que era estabelecido em 2006 para 2016, e ali incluímos mais de 2 mil templos religiosos que estavam alijados do processo. Juntos, vamos fazer o DF referência para o Brasil na regularização fundiária”, detalhou o secretário da Família e Juventude, Rodrigo Delmasso.

→ O novo decreto prevê a possibilidade de aproveitamento comercial secundário na unidade imobiliária regularizada, diretamente ou mediante parcerias. Para tanto, deverá ser observado o enquadramento na norma de uso e ocupação do solo. O espaço de utilização da atividade comercial deve ser de, no máximo, 30% da área física do imóvel, devendo também ser compatível com a atividade-fim da entidade. Os ganhos financeiros obtidos deverão ser destinados inteiramente à atividade-fim da entidade religiosa ou de assistência social.

→ Passa a existir a possibilidade de regularização de igrejas e templos que ocupam historicamente as chamadas áreas públicas de uso comum do povo. A regularização será mediante uma Permissão de Uso Não Qualificada de Área Pública (PNQ), instrumento celebrado com a administração regional, que vigerá até a criação de unidade imobiliária sobre a área pública historicamente ocupada.

→ Passa a ser admitida a alteração da posição de adquirente, concessionária ou permissionária para outra entidade da mesma natureza em razão de transformação, incorporação, fusão ou cisão institucional em relação à entidade religiosa ou assistencial originalmente regularizada.

Projeto de lei que trata do conjunto urbanístico é entregue à CLDF

Mensagem foi assinada pelo governador Ibaneis Rocha e levada à Câmara Legislativa pela vice-governadora Celina Leão e pelo secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha

O Projeto de Lei Complementar que trata da preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub) foi entregue à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) na tarde desta segunda-feira (4). O documento foi recebido pelo presidente da Casa, deputado Wellington Luiz, pelas mãos da vice-governadora Celina Leão e do secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. A expectativa é que o texto comece a ser apreciado em breve pelos distritais.

O Ppcub trata da legislação urbanística das áreas tombadas do Distrito Federal, tanto no âmbito local como no federal. Ou seja, é referente às regiões do Plano Piloto, Cruzeiro, Candangolândia, Sudoeste/Octogonal e Setor de Indústrias Gráficas (SIG), incluindo o Parque Nacional de Brasília e o espelho d’água do Lago Paranoá. Vale lembrar que o regimento para áreas não tombadas consta da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos), revisada em mais de uma oportunidade na gestão do governador Ibaneis Rocha.

A intenção do governo ao levar o projeto pessoalmente aos parlamentares é aproximar o Executivo do Legislativo, principalmente em temas densos e que requerem muita atenção, a exemplo da discussão sobre o Ppcub. Por isso, os principais pontos do projeto foram apresentados e esclarecidos pelo secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Marcelo Vaz.

Além do presidente da CLDF, Wellington Luiz, participaram da reunião pública os distritais Iolando, Chico Vigilante, Pepa, Daniel de Castro, Hermeto, Joaquim Roriz Neto, Robério Negreiros, Max Maciel, Jaqueline Silva, Dayse Amarílio, Thiago Manzoni, Rogério Morro da Cruz, Jane Klebia, Martins Machado e Fábio Félix. Representantes do setor produtivo acompanharam a explicação sobre o projeto.

A vice-governadora Celina Leão destacou o caráter plural do projeto. “Sabemos o quanto nossa sociedade precisa de uma legislação para se desenvolver. Esse projeto não é de governo ou oposição, é um projeto de Estado. Por muitas vezes, esse projeto foi impedido por divergências de ponto de vista, sobre o que é patrimônio tombado ou não. Desde o governo passado tentamos aprovar esse projeto no Conplan, e também é importante dizer que esse projeto teve a participação técnica dos outros governos, por isso é um projeto de Estado”, defendeu.

Já o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, comentou sobre a rotina de o governo aproximar-se da CLDF nos principais temas de interesse da população. “É uma nova rotina que queremos estabelecer com a CLDF. Nesses projetos que percebemos que vão gerar uma discussão maior, estou me colocando à disposição para vir e explicar aos deputados e deputadas, sempre acompanhado de alguém que detém a expertise do tema. A ideia é melhorar esse debate e a relação. O Ppcub vem sendo discutido há muito tempo, é muito extenso, e viemos fazer essa explanação para que a matéria possa ficar clara aos deputados e ao setor produtivo e para que possamos avançar o mais rapidamente”, explicou.

Para se chegar à redação final do PLC foram pelo menos 15 anos de discussões, um tema que envolveu diversas instâncias, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan), e também o setor produtivo e a população.

Wellington Luiz afirmou que a Casa dará prioridade à votação. “Não vamos atropelar nenhuma das comissões, os prazos serão respeitados, mas a ideia é que possamos votar o mais rápido possível. Não podemos deixar esse projeto por anos e anos. A população e o setor produtivo esperam muito. Podem ter certeza que o projeto não vai parar em uma prateleira”, afirmou o presidente da CLDF.

Candidatos de programa habitacional da Codhab devem entregar documentação

0

Codhab convoca 3.698 pessoas inscritas a encaminhar dados que faltam para concluir a participação no programa Morar Bem

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF) convoca, nesta segunda-feira (4), 3.698 candidatos enquadrados na situação “inscrito-cadastro inicial”, que precisam encaminhar a documentação necessária para habilitação no programa Morar Bem. 

A Codhab enfatiza que quem não responder à convocação será transferido para a condição de “convocado não habilitado”, que impede de participar dos empreendimentos habitacionais. A companhia também lembra a importância de que, uma vez habilitados, os candidatos mantenham seus cadastros atualizados de forma regular.

A lista de documentação necessária está disponível na página da Codhab. O envio deve ser feito pelo aplicativo de celular Codhab Cidadão. Após a entrega, é preciso aguardar análise.

Com o nome de Celina consolidado para o Buriti, disputa pelas vagas de vice e ao Senado na chapa da leoa está deflagrada nos bastidores

Na semana que completou mais um ano de vida, a vice-governadora do DF, Celina Leão, do PP, ganhou presentes especiais como o título de Cidadã Honorária de Brasília e as declarações de apoio na corrida ao Buriti em 2026 por parte da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da senadora Damares Alves, do Republicanos-DF. Nos bastidores, o nome da leoa, como ela também é chamada no meio político, está consolidado. Como ainda falta um tempo considerável para as próximas eleições no DF, as alianças para 2026 poderão ser firmadas com calma. Contudo, a disputa pela vaga de vice de Celina e as duas vagas ao Senado já estão ocorrendo nos bastidores.

Definição passa por Ibaneis

Definição passa por Ibaneis
Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

Apesar desse frisson em torno da leoa, a definição de nomes para a composição da chapa majoritária de Celina vai passar pelo governador Ibaneis Rocha, do MDB. O emedebista e a progressista atuam em sintonia. Ibaneis já manifestou publicamente que pode concorrer ao Senado em 2026, porém, há rumores que ele possa ficar de fora. Entre seus auxiliares, a maioria reconhece que o chefe tem um perfil político mais voltado para o Executivo do que para o Legislativo. Se ele decidir concorrer, uma das duas vagas ao Senado na chapa será dele. Caso Ibaneis fique fora da disputa, o MDB pode indicar um nome para ser vice de Celina. O partido hoje é comandado pelo distrital Wellington Luiz, fiel escudeiro da leoa. A legenda tem em seus quadros bons nomes para compor essa aliança.

Aliança bolsonarista

Aliança bolsonarista
Foto: Eurico Eduardo/CLDF

Na sessão de outorga do título de Cidadã Honorária, Michelle Bolsonaro e Damares Alves sinalizaram que Celina terá o apoio delas e do ex-presidente Jair Bolsonaro nessa disputa. A declaração de Michelle pôs fim às especulações e as fake news plantadas pela esquerda de que ela poderia bater chapa contra a leoa. Com isso, o PL, partido de Michelle, deve compor a aliança de Celina. A legenda no DF é comandada pela deputada federal Bia Kicis. Como o futuro político da ex-primeira-dama está indefinido devido aos rumores de que ela pode concorrer a vaga de Sérgio Moro, caso ele seja cassado, o PL está preso a essa decisão. Se Michelle for entrar na política brasiliense, certamente, ela deve concorrer ao Senado. Se não for a ex-primeira-dama, Bia Kicis pode entrar na disputa ao Senado. A sigla vai ter que aguardar uma série de definições para poder manifestar seus interesses.

Um pé atrás com o Republicanos

Um pé atrás com o Republicanos
Foto: Reprodução/Google Imagens

Mesmo a senadora Damares tendo ‘profetizado’ que Celina será a próxima governadora, ela não fala pelo Republicanos e a posição definitiva de sua sigla não passa por ela. O Republicanos é uma legenda que se movimenta sempre de forma suspeita e todo mundo fica um pé atrás com os ‘irmãos’. Atualmente, o partido é um dos que mais tem cargos no GDF e, mesmo assim, a legenda tem em seu quadro o deputado federal Fred Linhares que todos os dias esculhamba o governo em seu programa de rádio e na TV. Nos bastidores, há rumores de que a sigla tem desejo de indicar o vice na chapa de Celina. O problema é o tamanho da goela republicana. Sempre querem mais que os outros.

Sede de poder de PO atrapalha o PSD

Sede de poder de PO atrapalha o PSD
Foto: Divulgação/PSD

Outra legenda que tem tudo para integrar essa aliança é o PSD. O partido tem hoje dois distritais e faz parte da base governista na CLDF. No entanto, o presidente da sigla, o ex-vice-governador do DF e empresário Paulo Octávio gosta de decidir suas articulações nos acréscimos do segundo tempo. Em 2022, PO estava cotado para ser vice de Ibaneis, ficou fazendo doce, viajou para casar um filho e perdeu o lugar. A atitude do empresário o deixou isolado e hoje ele tenta se reposicionar no cenário. Devido a essa sua instabilidade, ele deverá ser o último a ser procurado. Nos bastidores, fontes sustentam que o grupo Ibaneis-Celina vai esperar ele sinalizar se vai compor ou se vai para mais um projeto kamikaze.

União pode surpreender

União pode surpreender
Foto: Reprodução/Google Imagens

Um partido que pode surpreender é o União Brasil. A legenda comandada pelo advogado Manoel Arruda costuma ter uma atuação discreta, porém, pontual. Em 2022, a sigla decidiu ficar com Ibaneis e tirou da disputa o ex-senador Reguffe. Hoje, o partido está integrado à base governista e tende a marchar com a leoa. O União também tem nomes que podem ser indicados para ser vice de Celina.

Vice de partido pequeno

Vice de partido pequeno
Foto: Reprodução/Google Imagens

Mesmo o cenário sinalizando que Celina Leão terá o apoio de partidos grandes, não se pode descartar que o nome do vice da leoa possa vir de um partido pequeno. Celina tem um perfil de ser bem atuante, enérgica e gosta de estar a par de tudo o que está acontecendo. Ter um vice com esse mesmo perfil pode atrapalhar e dependendo dos nomes indicados pelos outros partidos, a melhor opção seja alguém ao seu lado que atue de forma discreta e não ofusque a sua luz. Bom, ainda falta tempo, mas 2026 está bem ali.

* José Fernando Vilela é jornalista com especialização em marketing político e eleitoral. Já trabalhou em diversos órgãos públicos (GDF/CLDF/Câmara/Senado) e iniciativa privada. É editor-chefe, analista político e colunista do Expressão Brasiliense, e é presidente da ABBP – Associação Brasileira de Portais de Notícias – desde 2021. Apresenta o programa Viva a sua Cidade, de segunda a sexta, das 11h às 13h, na Viva FM 101.3.