Iniciativa de inclusão do STF integra Bruno Moura, jovem fotógrafo com Síndrome de Down, em sua equipe, marcando um avanço significativo na diversidade da instituição
Da Redação
Na última quinta-feira (16), durante uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso apresentou Bruno Moura, um jovem de 22 anos, como o mais novo fotógrafo da corte e o primeiro com Síndrome de Down a trabalhar no plenário do STF. O anúncio não apenas trouxe um sorriso ao rosto de Bruno, mas também emocionou todos os presentes.
Bruno é parte de uma equipe diversificada, sendo um dos 30 profissionais com deficiência atualmente empregados pelo STF, em Brasília. “Estou animado para trabalhar. É a primeira vez que vou trabalhar aqui e ter colegas de trabalho”, compartilhou Bruno, entusiasmado com a nova jornada.
Antonio Augusto, fotógrafo sênior do STF, destacou a importância do programa de inclusão, que ofereceu a Bruno a chance de explorar um novo campo profissional. “Bruno aceitou o desafio após a fotografia ser apresentada como uma nova possibilidade para ele”, disse Antonio.
Desde o início, o objetivo foi integrar Bruno ao ambiente do tribunal, familiarizando-o com os equipamentos de fotografia profissional. “A presença de Bruno tem sido extremamente positiva, e trabalhar ao lado de um fotógrafo com Síndrome de Down tem sido uma experiência enriquecedora para toda a equipe”, acrescentou Antonio.
Mariana Mourão, psicóloga que apoia Bruno em suas atividades, destacou o impacto significativo dessa inclusão não apenas para Bruno, mas para todos no STF. “Bruno está aqui para demonstrar que a inclusão de pessoas com deficiência é viável e valiosa”, explicou Mariana.
A incorporação de Bruno e outros profissionais com deficiências diversas ao STF é resultado de uma colaboração com a Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (CETEFE). Este grupo trabalha em diferentes áreas, incluindo a livraria, o museu e o arquivo do STF.
Este movimento de inclusão destaca que a Síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição inerente à pessoa, ressaltando a importância de observar certas necessidades de saúde desde o nascimento, sem tratar a condição como algo que necessita de cura. A iniciativa promove uma mensagem clara: diversidade e inclusão são possíveis e benéficas em todos os níveis da sociedade.
Manter o pagamento do tributo em dia é essencial para a manutenção dos serviços prestados pelo Estado
Para os proprietários que optaram pelo pagamento parcelado do IPVA 2024, a quarta parcela do imposto deve ser quitada na próxima semana no Distrito Federal. A escala de vencimento começa na segunda-feira (20), pelos finais de placa 1 e 2, e se encerra na sexta-feira (24), pelos finais 9 e 0.
A guia de pagamento do IPVA pode ser emitida pela internet. Basta acessar o site da Secretaria de Economia do Distrito Federal e informar o código do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) para ter acesso às informações. Outra opção é baixar o boleto por meio do aplicativo Economia DF.
O cronograma de pagamento do imposto varia de acordo com o número final da placa de cada veículo. Ou seja, na segunda-feira (20), será a vez dos condutores com placas terminadas em 1 e 2; terça (21), 3 e 4; quarta (22), 5 e 6; quinta (23), 7 e 8; e, por fim, na sexta (24), 9 ou 0.
Imposto e arrecadação
De acordo com a Secretaria de Economia, até o início de maio já foram arrecadados R$ 1,031 bilhão com o tributo. A previsão é recolher este ano R$ 2,1 bilhões. A pasta destaca que manter em dia o pagamento desse imposto e de outras taxas públicas é imprescindível para garantir a continuidade dos serviços prestados pelo Estado. “São recursos que servem para aplicar nas políticas públicas do GDF”, diz Édson Miranda Santos, gerente de gestão do IPVA.
O IPVA é um tributo obrigatório que precisa ser pago anualmente. A arrecadação do imposto deste ano começou a ser cobrada em fevereiro e vai até julho. Os valores oriundos da taxa são investidos em áreas como educação, saúde, segurança e infraestrutura.
Além disso, deixar de quitar o tributo nos prazos estabelecidos pode resultar na apreensão do veículo pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), impedindo sua circulação até que a situação seja regularizada.
Rede de proteção feminina é ampliada com a construção de quatro novas estruturas no Recanto das Emas, Sobradinho II, São Sebastião e Sol Nascente
O Distrito Federal passará a contar com cinco unidades da Casa da Mulher Brasileira (CMB) até o final de 2024. Além da estrutura que, desde 2021, funciona em Ceilândia, outras quatro novas casas estão sendo construídas para promover acolhimento, capacitação e enfrentamento à violência contra a mulher. Todas estarão em locais de fácil acesso, na região central do Recanto das Emas, Sobradinho II, São Sebastião e Sol Nascente, próximas ao transporte público e preparadas para receber pessoas com deficiência.
Casa da Mulher Brasileira de Sobradinho II, uma das novas unidades em construção no DF
Cada nova unidade terá 270 m² de área construída, composta por recepção, duas salas para atendimentos psicossociais, brinquedoteca com fraldário, três salas administrativas, espaço de convivência interno e externo com paisagismo, e estacionamento.
Com financiamento do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, juntamente com a Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF), as obras das quatro novas unidades da Casa da Mulher são acompanhadas e fiscalizadas pela pasta, em parceria com a Novacap. O recurso orçamentário para construção e mobiliário foi de aproximadamente R$ 4,9 milhões, provenientes de emendas federais para o DF, e R$ 3,9 milhões de contrapartida do Governo do Distrito Federal.
Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, esses espaços multifuncionais não apenas oferecem suporte, mas também simbolizam os esforços do governo para erradicar a violência de gênero. “É uma enorme conquista para as mulheres do DF. Aumentaremos significativamente o atendimento humanizado e integral às vítimas de violência, além de promover autonomia econômica, uma possibilidade de saída de relacionamentos violentos”, observa.
Um dos principais serviços oferecidos nas CMBs são os atendimentos psicossociais por meio de uma equipe multidisciplinar formada por agentes sociais, psicólogos, pedagogos e educadores sociais. São realizadas escutas qualificadas, análise das demandas das vítimas e encaminhamentos para apoio de órgãos parceiros. A assistência é realizada de forma espontânea e gratuita.
Para uma moradora de Ceilândia que prefere não se identificar, o amparo recebido na CMB após receber ameaças do ex-marido foi fundamental. “É um lugar completo, tem o que a gente precisa; foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida na época da separação”, destaca a mulher de 54 anos.
Histórico de acolhimento
A primeira Casa da Mulher Brasileira no Distrito Federal foi construída em 2015, na Asa Norte. Problemas de edificação, no entanto, levaram a antiga unidade a ser interditada pela Defesa Civil com apenas três anos de funcionamento.
O espaço reabriu suas portas em nova sede, no centro de Ceilândia, no dia 20 de abril de 2021. Só no primeiro ano de atividade, o equipamento atendeu 3.717 mulheres; em três anos, foram mais de 24 mil acolhimentos.
O número reflete a disponibilidade da Casa para receber vítimas de agressão. Em qualquer dia da semana, a qualquer horário, o equipamento está preparado para acolher mulheres em situação de vulnerabilidade. Elas são atendidas por psicólogos, assistentes sociais e advogados. Junto com a equipe, traçam o melhor caminho para sair da situação de violência. O acompanhamento psicossocial perdura enquanto for necessário.
Ator, de 75 anos foi submetido a drenagem de sangramento intracraniano
O ator Tony Ramos, 75 anos, recebeu alta, neste sábado (18), do Centro de Terapia Intensiva, segundo boletim divulgado pelo Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. Ele se recupera agora na Unidade Semi-intensiva.
O boletim diz que o ator está lúcido e apresenta melhora progressiva do quadro.
“O Hospital Samaritano Botafogo informa que o ator Tony Ramos foi submetido a cirurgia de drenagem de hematoma subdural (sangramento intracraniano) pela equipe do Dr. Paulo Niemeyer, no dia 16/5. O paciente recebeu alta do CTI na data de hoje (18/5), encontra-se na Unidade Semi-intensiva, está lúcido e apresenta melhora progressiva do quadro”, disse a unidade hospitalar.
Tony Ramos foi conduzido ao hospital na manhã de quinta-feira (16), quando começou a passar mal. Imediatamente, a equipe do médico Paulo Niemeyer o submeteu a um procedimento cirúrgico para drenar um hematoma subdural.
Data homenageia os profissionais que se dedicam à garantia dos direitos da população em situação de vulnerabilidade econômica, social e jurídica
O Dia do Defensor Público é celebrado neste domingo (19). A data homenageia os profissionais que se dedicam à garantia dos direitos da população em situação de vulnerabilidade econômica, social e jurídica.
Os defensores públicos atuam diariamente para assegurar o cumprimento da missão institucional da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) de promover o acesso à assistência jurídica integral, gratuita e de excelência às pessoas em condições de vulnerabilidade. A atuação da instituição tem como foco a defesa e a promoção da dignidade da pessoa humana, da cidadania plena e da inclusão social.
Para o defensor público-geral, Celestino Chupel, poder atuar em prol dos direitos da população do Distrito Federal é um privilégio. “Ter a oportunidade de acolher e ajudar as pessoas que mais precisam é algo indescritível. Esses cidadãos, por vezes, passaram por vários outros lugares e encontram na Defensoria Pública a última esperança para a resolução de seus problemas”, explicou.
A DPDF conta, atualmente, com 35 Núcleos de Assistência Jurídica (NAJs) espalhados pelo Distrito Federal. Alguns deles são especializados e outros, regionais. Os primeiros atuam em áreas específicas do direito, a fim de proteger públicos determinados. Os demais promovem a defesa dos assistidos nas áreas cível, criminal, de família e de sucessões nas regiões administrativas do DF.
Além de acessar os serviços da instituição diretamente pelos núcleos, a população também conta, desde março de 2023, com o Disque Defensoria 129, coordenado pelo NAJ da Central de Relacionamento com os Cidadãos (CRC). Com a implementação do canal, as pessoas não precisam mais se dirigir presencialmente a uma unidade da DPDF para receber o primeiro atendimento, economizando recursos e tempo.
Os defensores públicos atuam diariamente para assegurar o cumprimento da missão institucional da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) de garantir o acesso à assistência jurídica integral, gratuita e de excelência às pessoas em condições de vulnerabilidade
São quatro ramais, para atendimentos em diferentes áreas. O dígito 1 é direcionado para casos de competência da Defensoria Pública da União (DPU). O 2 destina-se ao atendimento e ao acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica. O ramal 3 redireciona a ligação ao Núcleo de Execução Penal da DPDF. O dígito 4, por sua vez, recebe, acolhe e orienta demandas sobre todos os outros assuntos não abarcados pelos ramais anteriores.
É importante lembrar que o número 129 está disponível de forma gratuita apenas para ligações realizadas no Distrito Federal. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h25 e das 13h15 às 16h55. Pessoas de outros estados podem entrar em contato com a CRC por meio do número (61) 2196-4300.
Dia do Defensor Público
O Dia do Defensor Público foi instituído a partir do Decreto nº 10.448, de 9 de maio de 2002. No entanto, as comemorações são feitas desde 1983. A escolha da data é uma homenagem ao falecimento do Santo Ivo (Ivo Hélory de Kermartín), em 19 de maio de 1303, na França. Doutor em teologia, direito, letras e filosofia, ele é considerado o patrono dos advogados. De acordo com os relatos históricos, durante a sua vida, Santo Ivo atuou como defensor dos menos afortunados contra pessoas mais poderosas.
Segunda maior celebração religiosa da região recebeu mais de R$ 1,2 milhão de investimento do GDF; festejos continuam neste domingo
Símbolo da fé brasiliense, a Festa do Divino Espírito Santo, em Planaltina, reuniu milhares de devotos neste sábado (18). O festejo começou logo cedo com a tradicional cavalgada – os devotos partiram da área rural rumo à praça da Paróquia São Sebastião, no centro histórico da região administrativa. No local, houve o Encontro das Bandeiras, com a participação de todas as paróquias da cidade e a realização de um grande almoço.
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Turismo (Setur), investiu R$ 1,2 milhão nas festividades. “Planaltina é uma cidade que tem um sentimento religioso muito forte, e essa é uma festa tradicional da região e de grande relevância para o Distrito Federal. O que temos que fazer é colaborar com esse evento maravilhoso e estar junto com a nossa população”, disse o governador Ibaneis Rocha, durante o evento.
O chefe do Executivo ressaltou o potencial turístico de Brasília, que foi anunciada como uma das sedes da Copa do Mundo Feminina de 2027 nesta sexta-feira (17). “Temos investido muito na área do turismo no Distrito Federal; é uma cidade maravilhosa, que tem um nível de segurança acima das demais cidades, e é a terceira cidade mais limpa do Brasil. Então, temos todo o carinho para receber esse público que vem para esses eventos”, ressaltou Ibaneis Rocha. O turismo religioso entrou para o escopo da política de turismo oficial em janeiro deste ano, junto ao esportivo.
A Festa do Divino Espírito Santo de Planaltina relembra a descida do Espírito Santo sobre os 12 apóstolos de Jesus Cristo, em Pentecostes, sete semanas após a Páscoa. A celebração é a segunda maior da região administrativa, atrás apenas da Via Sacra do Morro da Capelinha, e foi instituída patrimônio cultural imaterial por meio do Decreto nº 34.370, de 17 de maio de 2013.
A 142ª edição do evento religioso começou neste sábado (18) e segue com programação especial até domingo (19), quando é comemorado o Pentecostes | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília
Comunhão
Mais de 800 pessoas trabalharam na organização da 142ª edição do evento, que segue com uma programação especial até este domingo (19), dia em que é comemorado Pentecostes.
Um dos envolvidos na logística é o aposentado Joaquim Luís de Sousa, 67 anos. Ele participa da folia como guia da cavalgada há mais de três décadas, orientando o percurso pelo qual os cavaleiros passarão em oito dias de trajeto, desde a cidade de Água Fria, Goiás, até o centro de Planaltina. “É a união de todas as bandeiras; e em seguida tem o almoço da folia de rua. Amanhã, será o almoço da folia da roça”, afirmou.
Os festejos começaram com a tradicional cavalgada, que saiu da área rural e seguiu até a praça da Paróquia São Sebastião, no centro histórico de Planaltina | Foto: Matheus H. Souza/ Agência Brasília
A aposentada Maria Helena da Silva, 76, faz parte da equipe que prepara o café da manhã para os cavaleiros. “Damos o lanche e tem uma oração também”, contou. “A Festa do Divino para a gente é a vida, né? O divino Espírito Santo que nos guia; sem ele, não somos nada”.
O cardeal Dom Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília, explicou o simbolismo do festejo centenário. “O Espírito Santo, que é o dom de Deus, é o que nós celebramos no Pentecostes; Jesus que vai ao Pai e manda para nós o Espírito Santo”, afirmou. “O povo sente a ação do Espírito Santo no seu coração, na sua vida. O povo sente o Espírito Santo que vai sempre impulsionando a nossa vida para o bem, que vai sempre nos ajudando no dia a dia, nos conduzindo, ajudando a vencer as dificuldades, as tristezas, os desânimos”.
O motorista Weuvizon Afonso Gratão esteve na festa com os filhos João Guilherme e Ana Júlia: “Participo da festa desde 1992”, disse o pai | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília
Um dos fieis que acompanhou o Encontro das Bandeiras foi o motorista Weuvizon Afonso Gratão, 58. O cortejo é um compromisso anual para ele e os filhos, João Guilherme, de 5 anos, e Ana Júlia, 16. “Moro em Planaltina desde 1973 e participo da festa desde 1992. Neste ano, fizemos a alvorada da folia de roça também”, revelou o pai. “Eu amo, é a melhor sensação da minha vida. Espero o ano todo por essa data, simboliza uma coisa muito grande pra minha família, desde pequena eu tenho essa tradição”, compartilhou Ana Júlia.
A folia gera efeitos também para o comércio local. A empresária Lídia Monteiro, 36, disse estar animada com as vendas do final de semana. “Trabalho aqui já tem 15 anos e a festa nunca me deixou na mão. É uma maneira muito boa de melhorar a nossa economia, porque vem gente de várias cidades”, garantiu.
Por conta da festa, a empresária Lídia Monteiro está animada com as vendas do final de semana | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília
Apoio
Diversos órgãos do GDF apoiaram a realização do festejo. Para secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, o suporte governamental demonstra o simbolismo da festa para os brasilienses. “É uma festa religiosa, mas que acaba sendo uma festa comunitária, em que todos participam e se sentem bem em participar. É bom unir as coisas, a vida é significativa quando você tem objetivos, quando você pode realizar as coisas e pode, nesse sentido da festa, pedir a bênção e iluminação do Espírito Santo”, disse.
A Administração Regional de Planaltina executou serviços de manutenção, como recapeamento e fresagem das vias, roçagem e pintura de meios-fios, entre outros. Por sua vez, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), contribuiu com a instalação de 11 pontos de distribuição com capacidade de 5.500 litros de água, sendo três caixas d’água em viaturas especiais e oito em unidades fixas.
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) esteve presente com 170 servidores. Também apoiaram a Arquidiocese de Brasília, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e a Polícia Militar (PMDF).
A maior feira de agropecuária do DF continuará com entrada gratuita, com um Pix disponibilizado ao público para envio de doações para os agricultores que perderam lavouras nas enchentes
O Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, localizado no PAD-DF, recebe a 15ª edição da Agrobrasília – a maior feira de agronegócio do Planalto Central. A edição deste ano começará em 21 de maio e vai até sábado (25) com o tema O agro do futuro a gente cultiva hoje.
O evento é promovido pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), com horário de visitação das 8h30 às 18h. Apesar de a entrada ser gratuita, como em todos os anos, totens com um QR Code estarão na entrada do evento exibindo um Pix solidário. As doações serão destinadas aos agricultores do Rio Grande do Sul que foram atingidos pelas enchentes de 2024.
“A origem de muitos cooperados que temos é o Sul, inclusive de regiões afetadas pelas enchentes. A gente quer proporcionar uma ajuda a esses produtores rurais, além dos auxílios que já estão focados nas cidades e capitais, para os nossos colegas do interior”, afirmou o presidente da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), José Guilherme Brenner.
De acordo com o presidente, os 15 anos da Agrobrasília são um marco e a edição de 2024 segue a linha de trazer novidades tecnológicas para os produtores rurais. “A feira tem um papel muito importante na disseminação da tecnologia, porque é a maneira que o produtor vai conseguir produzir mais usando menos recursos. E a feira traz essa capacidade de adquirir conhecimentos, trocar de ideias e ter oportunidades de negócio que contribuam na vida dele”.
Expectativas
Em 2023 a Agrobrasília contou com 550 expositores, com um investimento de R$ 20 milhões em infraestrutura. Foram R$ 4,5 bilhões em negócios gerados na feira, que recebeu cerca de 170 mil visitantes.
A Emater-DF levará cerca de quatro mil produtores familiares para conhecer a Agrobrasília, disponibilizando transporte e lanche gratuito
Para 2024, a expectativa de público é acima da alcançada no último ano, em vista do aumento do número de expositores, que passou para 592. A exposição também alcança bancos que podem disponibilizar linhas de crédito para que os agricultores possam renovar maquinário e realizar outros investimentos nas propriedades.
Dia de campo
Nesta sexta-feira (17), a Coopa-DF promoveu um dia de campo antes da abertura oficial para a imprensa conhecer o espaço da feira, que abrange uma área total de 70 hectares, com inovações de todas as áreas da agropecuária.
Três desses hectares são destinados à Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), com oito circuitos tecnológicos e 90 técnicos da empresa pública de extensão rural envolvidos no evento.
“A origem de muitos cooperados que temos é o Sul, inclusive de regiões afetadas pelas enchentes. A gente quer proporcionar uma ajuda a esses produtores rurais, além dos auxílios que já estão focados nas cidades e capitais, para os nossos colegas do interior”
José Guilherme Brenner, presidente da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF),
A Emater-DF levará cerca de quatro mil produtores familiares para conhecer a Agrobrasília, disponibilizando transporte e lanche gratuito. O intuito é apresentar o DF como um grande produtor de diversas plantações que podem ser desenvolvidas no Cerrado, como cacau, açaí, mirtilo, framboesa, amora, uva e diversas outras especiarias que já compõem até rotas de turismo do DF.
O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destaca que o diferencial das feiras de agricultura no DF é o foco nos agricultores familiares. “É um grande dia de campo onde a gente mostra as novidades. A área da Emater está muito rica esse ano, são todas atividades que o Distrito Federal produz e que, às vezes, muita gente não conhece ou que muita gente consome, mas não sabe de onde vem. Aqui ele vê tudo funcionando do início ao fim e tem essa oportunidade de levar para a propriedade”.
Inovações
Entre as novidades deste ano está o Pavilhão de Inovação, uma parceria entre Coopa, Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAP-DF) e a SoluBio que trará 20 startups e mais duas empresas que estarão em pequenos estandes para atender o público em geral, mostrando desde pesquisas sendo feitas na universidade até como administrar uma fazenda.
“É importante integrar os setores e mostrar o produto desenvolvido na instituição de pesquisa, produzido em uma empresa e sendo utilizado pelo agricultor em prol da sociedade”, ressaltou a diretora de pesquisa e desenvolvimento da SoluBio, Rose Monnerat.
Já entre as diversas tecnologias apresentadas pela Embrapa, está a agricultura focada na sustentabilidade social, ações na fruticultura, bancos genéticos para produzir iguarias como pequi sem espinhos e também programas de melhoramento por meio de cursos e alianças estratégicas. “O diferencial do Brasil é a transferência de tecnologia e a técnica desenvolvida pelo agricultor brasileiro”, reforçou o chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Cerrados, Fábio Gelape Faleiro.
Conheça o histórico do maior programa de garantia de segurança alimentar e nutricional do GDF, que hoje atende 100 mil famílias todo mês
Neste sábado (18), o Cartão Prato Cheio faz aniversário. São quatro anos garantindo segurança alimentar e nutricional para a população em situação de vulnerabilidade do Distrito Federal. No total, mais de 500 mil famílias já foram beneficiadas, algumas delas em mais de um ciclo. O auxílio é pago em nove parcelas, período em que a família recebe, mensalmente, um crédito de R$ 250.
Arte: Sedes-DF
Lançado em maio de 2020, o Cartão Prato Cheio foi criado durante a pandemia de covid-19 para substituir as cestas de alimentos in natura e aumentar o número de famílias beneficiadas – devido à crise econômica, mais pessoas passaram a depender de ações sociais para sobreviver. Antes do programa, cerca de oito mil cidadãos recebiam uma cesta básica pronta, já com os produtos selecionados. Atualmente, 100 mil famílias têm o cartão, que permite fazer as compras da casa escolhendo os produtos que precisam.
Para garantir que as famílias tivessem tempo de sair da situação de insegurança alimentar e aumentar a renda, o programa foi ampliando gradativamente o número de parcelas e de pessoas contempladas
“O diferencial do Cartão Prato Cheio é o poder de escolha. As mães, que são maioria entre os nossos beneficiários, têm autonomia para escolher o que os filhos gostam de comer e fazer as compras do mês no mercado mais perto de casa”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. As cestas básicas passaram a ser entregues em casos emergenciais e excepcionais.
Além de garantir que mais famílias fossem beneficiadas em meio à crise gerada pela pandemia, o Cartão Prato Cheio também auxiliou os pequenos comerciantes, movimentando a economia local e a agricultura familiar do DF e Entorno – por meio de parceria entre as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes) e de Agricultura (Seagri), cestas verdes passaram a ser entregues aos beneficiários do cartão.
“O Cartão Prato Cheio teve papel importante no reaquecimento da economia local, afetada não só pelo fechamento do comércio no início da pandemia como também pela queda da renda de muitas famílias”, explica Ana Paula Marra.
Para garantir que as famílias tivessem tempo de sair da situação de insegurança alimentar e aumentar a renda, o programa foi ampliando gradativamente o número de parcelas e de pessoas contempladas. “Nós começamos, em 2020, com um ciclo de três meses. Nessa época, 30 mil famílias eram beneficiadas. Em maio de 2021, ampliamos para seis meses o período de concessão, com atendimento mensal de 40 mil famílias. Já em 2022, o programa foi estendido para nove parcelas, com 60 mil famílias beneficiadas por mês. Em setembro do mesmo ano, ampliamos para 87 mil abastecimentos mensais.”
Outro marco importante foi a publicação da Lei nº 7.009, de 17 de dezembro de 2021, que tornou o Cartão Prato Cheio um programa de Estado, garantindo recursos independentemente de mudança de governo. Em junho de 2022, a fiscalização do programa ganhou reforço com a criação da Diretoria de Programas Social de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes, que acompanha e faz o controle para evitar a concessão indevida de benefícios. Hoje, o programa é considerado referência nacional, utilizado como exemplo de política pública bem-sucedida e boas práticas.
A 37ª edição da CASACOR passa por 17 estados brasileiros e tem como tema “De presente, o agora”
Pelo segundo ano consecutivo, o BRB é o banco oficial da CASACOR 2024. Além de apoiar o evento e contar com um espaço exclusivo, o BRB oferece um cartão especial, o BRB DUX CASACOR, para os apreciadores da arquitetura e urbanismo.
A 37ª edição da CASACOR passa por 17 estados brasileiros e tem como tema “De presente, o agora”, destacando as nuances das transformações sociais, culturais e tecnológicas da atualidade.
Com a parceria, o Banco continua criando experiências significativas para seus clientes e visitantes, possibilitando, ainda, o engajamento com a comunidade da mostra.
Paulo Henrique Costa, presidente do BRB, reforça a importância da parceria. “O Banco está presente nas diversas mostras do evento pelo Brasil. Seguimos com um portfólio completo e robusto e oferecemos o BRB DUX CASACOR, um dos melhores cartões exclusivos do País, como forma de agregar ainda mais diferenciais para os nossos clientes”, afirma.
A CASACOR é a principal mostra de arquitetura, paisagismo, arte e design de interiores da Américas.
A mostra do Piauí abriu ontem e São Paulo recebe visitantes a partir de 21 de maio.
A edição passa, também, por Santa Catarina, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Ribeirão Preto, Rio Grande do Sul, Brasília, Espírito Santo, Pernambuco, Mato Grosso, Sergipe e Ceará e Goiás.
Cartão BRB DUX CASACOR
Clientes que possuem o cartão BRB CASACOR (DUX ou Infinite) têm 50% de desconto nos ingressos CASACOR no valor integral.
Outros benefícios previstos para a edição de 2024 são entrada VIP (fast pass), descontos em lojas, bares e restaurantes da mostra, descontos e vantagens em hotéis parceiros da CASACOR além de descontos com os parceiros dentro e fora da mostra.
A isenção de anuidade nos três primeiros meses e a aplicação do desconto progressivo nos anos seguintes também são benefícios oferecidos. Além disso, o cartão garante acesso às salas VIPs exclusivas BRB, Vagas Exclusivas BRB no Aeroporto de Brasília, LoungeKey e Visa Airport Companion e à participação no Programa de pontos Curtaí. Esse programa conta com milhares de produtos e benefícios que podem ser consultados em www.curtai.com.br.
Agentes farão a substituição dos profissionais que atuam no estado auxiliando na busca e salvamento das vítimas das inundações
O Governo do Distrito Federal enviou uma nova equipe formada por 15 militares do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) e dois da Defesa Civil para o Rio Grande do Sul, na manhã desta sexta-feira (17). Eles vão substituir os agentes que estão em missão no estado desde o dia 5 e vão auxiliar no resgate e salvamento das vítimas das inundações no estado.
Antes de embarcar na missão, eles contam com preparo psicológico para lidar com as situações que vão vivenciar. A ação segue o protocolo de rendição estabelecido, que prevê a troca dos agentes a cada 15 dias.
Capitão Rommel Mendonça, do Grupamento de Busca e Salvamento: “A expectativa é resgatar o máximo de pessoas para ajudar que elas cheguem ao momento de pós-desastre o mais rápido possível”
O subcomandante do Grupamento de Busca e Salvamento, capitão Rommel Mendonça, explica que o trabalho das equipes ocorre em duas frentes. Uma atua em São Leopoldo, com atividades de resgate em áreas inundadas com a utilização de embarcações. A outra, em Bento Gonçalves, trabalha no resgate de pessoas soterradas. Os agentes da Defesa Civil, detalha o subcomandante, auxiliam na visualização de locais de risco e de edificações que podem colapsar.
“A expectativa é auxiliar o Rio Grande do Sul, que está passando por um momento difícil, e resgatar o máximo de pessoas para ajudar que elas cheguem ao momento de pós-desastre o mais rápido possível”, afirma o capitão Rommel.
Também segue em missão o pastor-alemão Sheik, do Batalhão de Operações com Cães. Ele vai substituir o cão Delta, que está no RS e atuará junto ao “colega” Baruk no auxílio ao resgate de vítimas.
Apoio para situações críticas
“Por mais que estejam preparados para esse tipo de situação, eles precisam ter um suporte emocional mais cauteloso para que não o trabalho afete a missão e própria saúde mental”
Tenente Daysyane Barros, psicóloga do CBMDF
Tanto a equipe que está no RS – com retorno ao DF previsto para o início da próxima semana – quanto a que segue para o estado recebem preparo psicológico para poder lidar com as diversas situações enfrentadas no estado.
A tenente Daysyane Barros, psicóloga do CBMDF, explica que, embora toda a corporação esteja preparada constantemente, há um cuidado com os militares que seguem para essas missões devido ao tempo e nível de intensidade em que permanecerão em missão.
“Por mais que estejam preparados para esse tipo de situação, eles precisam ter um suporte emocional mais cauteloso para que não [o trabalho] afete a missão e própria saúde mental”, pontua a tenente. “A gente cuida de quem cuida, por meio da saúde mental.”
Demonstração de resgate
Os agentes do CBMDF também fizeram a demonstração da técnica utilizada no RS para resgatar um cavalo preso no terceiro andar de um prédio, em operação que remete ao resgate realizado no dia 14 no estado, gerando comoção nacional.
O capitão Lafayette Mendonça explica que foi utilizada a técnica de tirolesa dobrável, que permite descer no meio do percurso. O recurso é comumente usado em prédios ou locais de altura em geral onde não é possível chegar com a pessoa resgatada ao solo como em casos de incêndio.
“O pessoal que estava no RS improvisou com os meios que tinha e conseguiu um ponto de ancoragem fixa dentro do apartamento, o que é algo incomum”, conta.
Reforço
Após a chegada dos primeiros agentes ao RS, o GDF também enviou uma bombeira militar veterinária, para atuar no resgate de animais em situação de risco. Além disso, seis bombeiros militares seguiram para o estado para apoiar o Gabinete de Crise Sistema de Comando de Incidentes, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), no atendimento às emergências ambientais decorrentes das enchentes locais.
Ao longo da operação com os bombeiros e agentes da Defesa Civil do DF, 156 pessoas foram resgatadas – entre essas, 20 crianças – , além de 82 animais.
Desde o início do mês, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem marcado presença no estado com ações da campanha Brasília pelo Sul, lançada para ajudar as vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul.
Essas ações são coordenadas pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais, liderada pela primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha. Por meio dessa iniciativa, têm sido enviados aos municípios afetados pelas enchentes mantas, roupas, alimentos, água, utensílios, itens de higiene e outros objetos.