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ARTIGO Na conta do governo e da Justiça, por Roberto Giffoni

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Tudo o que começa mal, acaba mal, diz o antigo ditado popular. A ação desordenada comandada pelo GDF, tendo como pano de fundo uma decisão judicial mal-intencionada, que protegeu interesses econômicos e hasteou uma falsa bandeira em nome da proteção ambiental, é um exemplo claro de que a incompetência pode gerar o caos e a desgraça. Três mortes por afogamento foi o saldo de um final de semana, sem lei e sem ordem. Sujeira, violência, invasão de casas, depredação do patrimônio público, queimadas, ausência total do Estado, em greve desde 1o. De janeiro, e o fim da fauna que vivia à beira do lago, em especial os micos e as capivaras, são o saldo de dias de horror e intranquilidade.

Até a mídia resistente a mostrar a verdadeira face da incompetência, teve que se dobrar em rede nacional ao trágico acontecimento que levou três vidas. Agefis ausente e uma Polícia Militar incapaz de atender a demanda assustadoramente crescente, fez do Lago – Sul e Norte – uma terra sem lei e sem ordem.

Até o glamoroso pontão se ressentiu das consequências nefastas da politicagem barata promovido por ávidos em alguns pontinhos de aprovação popular. Sem medir consequências nos levaram o sossego e agora tem nas mãos três vidas para, quem sabe, lhe darem um pouco de bom senso.

Na Justiça, cujo magistrado da causa se mostra tão cheio de frases de efeito para fazer de moradores invasores, carrega agora consigo a responsabilidade dos acontecimentos deste final de semana, e embora cega tem agora a oportunidade de olhar com mais atenção às ruínas que provocou ao despachar processos do conforto do ar condicionado e não enfrentar a verdadeira realidade dos fatos. Uma desobstrução que começou no Lago e que agora tem seu capítulo mais dramático no Campo da Esperança.

Já o meio ambiente, este foi morto aqui mesmo e não se vislumbra meios de ressuscitar se não colocarem um fim nas barbaridades que eles mesmos causaram. GDF e o Poder Judiciário tem agora suas canetas com tinta de sangue e desespero dos que perderam seus entes queridos. Triste fim para uma ação mal-intencionada desde o seu começo.

(*) Roberto Giffoni,  ex-secretário da Ordem Pública do GDF

Em resposta a judicialização das greves, Sinpro rebate: Ilegal é a ação do GDF

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Servidores se reuniram na manhã desta quinta em frente ao Buriti e decretaram greve. Rafaela Felicciano/Metrópoles
Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal publicou em seu portal texto contestando a posição do governo do Distrito Federal em contestar na Justiça as greves do servidor público distrital. Para o Sinpro, trata-se de uma medida desesperada que visa a inibir os servidores. Veja a nota abaixo

“O governo Rodrigo Rollemberg apelou para a judicialização dos movimentos que as categorias do funcionalismo público estão realizando contra o calote dado pelo próprio GDF. Uma medida desesperada que visa a inibir os servidores.

Na verdade, a ação do governo se traduz numa inversão total de valores. O governo Rollemberg dá o calote nas categorias, descumpre leis aprovadas – portanto age na ilegalidade -, mas parte para a Justiça buscando a “ilegalidade” do movimento, ou seja, culpa os servidores pela situação a que chegamos.

Em uma ação bastante rápida, curiosa até, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal considerou ilegal a greve dos agentes socioeducativos.

Em nota, o SINDSSE/DF – sindicato que representa os servidores da carreira socioeducativa – explica que não foi notificado de tal decisão. E indaga: “Como a justiça é tão hábil para declarar ilegal um movimento legítimo de uma categoria e não se posiciona quanto às ilegalidades cometidas pelo GDF?”

O sindicato esclarece ainda que a greve dos servidores do SSE do DF não acabou e, caso haja notificação, convocaremos uma assembleia para que a categoria defina se haverá ou não continuidade do movimento paredista.

A mesma situação está passando os profissionais da Saúde representados pelo SindSaúde. Nota divulgada pelo sindicato enfatiza que “por meio de reportagem de jornal local tomamos conhecimento de suposta decisão judicial declarando a ilegalidade do movimento paredista deflagrado essa semana. O SindSaúde/DF esclarece que ainda não foi intimado da ordem e, acaso confirmada, no exercício do seu pleno direito, irá apresentar recurso para garantir o direito dos servidores em face a gritante arbitrariedade imposta pelo GDF. É imprescindível que haja uma sensibilidade dos magistrados para a peculiaridade da situação atual dos servidores, especialmente considerando o descumprimento injustificado de lei aprovada regularmente pelo Poder Legislativo local. Justiça!”

Ambos os sindicatos realizam assembleias nesta terça-feira (13) para determinar os rumos do movimento, inclusive porque o governo anunciou o corte de ponto dos “grevistas”.

Nota do GDF

O governo Rollemberg publicou, no final de semana, nota nos principais veículos de comunicação do DF, na qual se exime de qualquer responsabilidade.

Faz o velho discurso da falta de verbas e tem a cara de pau de dizer que “o bom senso é um dever” do servidor – e, por extensão, não deve fazer greve.

Por falar em “bom senso”, isso faltou – e muito – à nota do GDF quando diz que, além de não promover os reajustes previstos em lei, “não pode também se comprometer com um prazo para fazer o reajuste”.

GDF vai cortar ponto de servidores que tiverem greve declarada ilegal

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Executivo deve anunciar redução de 24 para 16 secretarias nesta tarde. TJ diz ser ilegal greve na Saúde, de agentes penitenciários e socioeducativos.

Do G1 DF – O governador Rodrigo Rollemberg afirmou à TV Globo nesta segunda-feira (12) que, se preciso, vai cortar o ponto de servidores que tiverem a greve considerada ilegal. A Justiça do Distrito Federal já decretou a ilegalidade da greve de servidores da Saúde, de agentes penitenciários e de agentes socioeducativos.

“Isso é uma determinação judicial e nós temos que cumprir também a decisão judicial. Então, se o servidor, se a greve é ilegal, o servidor é obrigado a trabalhar. Se ele não for trabalhar, certamente o seu chefe terá que cortar o ponto”, declarou Rollemberg.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal decretou na última sexta-feira (9) “ilegal” e “abusiva” a greve dos servidores da Saúde. O desembargador da 1ª Câmara Cível do TJ determinou o retorno imediato dos trabalhadores ao serviço, sob pena de multa diária de R$ 100 mil para cada um dos sindicatos em caso de descumprimento. Cabe recurso à decisão.

A greve por tempo indeterminado foi deflagrada na manhã da última quinta-feira (8) em repúdio à decisão do governador Rodrigo Rollemberg de suspender reajustes salariais, que foram acordados, de forma escalonada, desde 2013.

Assim como os servidores da Saúde, agentes penitenciários e socioeducativos também aderiram à paralisação. No caso dos agentes socioeducativos, a desembargadora Carmelita Brasil determinou o retorno imediato dos servidores ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Na decisão, a desembargadora cita início de rebelião na unidade para menores infratores do Recanto das Emas no sábado, conforme noticiou o G1. O presidente do Sindicato dos Servidores da Carreira Socieoeducativa, Cristiano Torres, disse que a categoria não foi notificada e que vai recorrer da decisão.

Reforma administrativa – Rollemberg deve anunciar na tarde desta terça-feira (13) a redução de 24 para 16 o número de secretarias, conforme confirmou ao Bom Dia DF o chefe da Casa Civil do DF, Sérgio Sampaio. Segundo o gestor, um plano de demissão voluntária também será apresentado no Palácio do Buriti nesta tarde.

O governador disse que não haverá grandes mudanças, mas sim uma redução na máquina. “Na maior parte das secretarias os secretários serão os mesmos e terão como adjuntos secretários de secretarias que estão sendo acolhidas. Não teremos grandes mudanças, teremos sim uma redução na máquina com o objetivo de reduzir os custos para que tenhamos mais recursos para investir na melhoria da qualidade de vida da população de Brasília.”

As mudanças servem para cortar gastos e garantir o pagamento de funcionários. Muitos servidores entraram em greve para protestar contra a suspensão dos reajustes nos salários, aprovados no governo passado, e que começariam a ser pagos este mês. Os aumentos de 32 categorias foram suspensos por tempo indeterminado. O governo alega não ter dinheiro.

Sampaio declarou que o Executivo está finalizando as últimas discussões. “Aqueles que nos apoiam querem estar representados no governo e essas composições normalmente são delicadas”, disse. “Estamos cortando na carne e estamos fazendo isso há muito tempo.”

OPINIÃO O dia 13 de Rollemberg: em busca de mais espaços, PRB, PSB e Joe travam reforma administrativa

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Por Ricardo Callado

O governador Rodrigo Rollemberg tem um desafio e tanto pela frente. Ao mesmo tempo que pretende reduzir a estrutura do primeiro e segundo escalões do Buriti, tem que compor a base aliada. E manter a governabilidade. Um governo nunca precisou tanto de apoio na Câmara Legislativa.

Nesta terça-feira (13), Rodrigo vai anunciar a reforma administrativa. Ou parte dela. Não está fácil costurar as mudanças que pretende e precisa fazer. O anúncio de criação das supersecretarias ouriçou partidos e políticos. O que era pra ser fácil, se tornou uma ação complexa.

Partidos e parlamentares querem uma megaestrutura para chamar de sua. E ainda manter o espaço existente dentro do governo. Ou seja, Rodrigo entrou em mais uma enrascada. Não tem como agradar todos. A reforma pretendida e os cortes não comportam a busca de mais espaços por aliados.

Algumas áreas já estão definidas. A cozinha do governador foi o mais fácil de resolver. A fusão da Casa Civil e Relações Institucionais (Serpi) vai gerar a Secretaria de Governo. Sérgio Sampaio ficará à frente da nova pasta. A Comunicação deve perder o status de secretaria e ficar debaixo da asa do governador.

Marcos Dantas deixa a Serpi e está certo na Secretaria de Mobilidade, no lugar de Carlos Tomé. Leany Lemos, do Planejamento, incorpora a Gestão Administrativa, de Alexandre Ribeiro, que passa a ser adjunto.

André Lima, atualmente no Meio Ambiente, é o nome certo para tocar a pasta, que será fundida à Gestão de Território e Habitação. Filiado a Rede, sua permanência no primeiro esaclão do governo é martelo batido.

Até aqui tudo fácil de se resolver. Quando a reforma chega nos partidos e nos políticos, a engrenagem trava. O PSB, partido do governador, não aceita perder espaço. A mudança de Marcos Dantas é um duro golpe para os socialistas. É a primeira perda da legenda do governador, já que Tomé também é da cota do PSB

Se concretizar a mudança na Secretaria de Turismo, o PSB ameaça de rebelar. Uma carta foi enviada ao gabinete de Rodrigo relatando a insatisfação do partido. O atual titular, Jaime Recena, é o vice-presidente da legenda. Dantas é o presidente.

Recena poderia estar tranquilo. No início do governo, o Turismo seria trasformado em empresa pública. Ele mesmo bateu o pé pelo status de secretário. A amizade com o governador bastou para o Turismo ser mantido como secretaria. Uma diretoria na Terracap pode ser a solução. O salário beira os 50 mil reais, além de mordomias. Mas politicamente, não é interessante.

Outro nó na reforma é a negociação com o deputado Joe Valle, convidado mais de uma vez para ocupar uma supersecretaria. Mudou até seus planos políticos. Nome certo para se filiar a Rede Sustentabilidade, se manteve no PDT para ocupar o supercargo. A Rede não permite que parlamentar vá para o Executivo, sob risco de perda de mandato.

Joe Valle não esconde de ninguém que pretende ocupar uma supersecretaria. Mas enfrenta um dilema. Só irá se a Agricultura não entrar na fusão e se mantiver como secretaria. E que o titular, José Guilherme Leal, fosse mantido no cargo. Se conseguir convencer o governador, Joe ganha o Turismo, o Trabalho, a Ciência e Tecnologia e o Desenvolvimento Econômico e de quebra ainda mantém sua indicação na Agricultura.

E Rodrigo Rollemberg coloca na Câmara o suplente de Joe, Roosevelt Vilela, do PSB, e tenta acalmar o seu partido

Se Joe recusar e preferir permanecer na Câmara, se cacifa como nome para suceder a presidente do Legislativo, Celina Leão. E o PSD se coloca como opção para a supersecretaria. Arthur Bernardes é o nome do partido do vice-governador Renato Santana e do deputado federal Rogério Rosso.

O PRB, da secretária de Esporte, Leila Barros e do líder do governo, Júlio Cesar, é outra dor de cabeça de Rodrigo. A Secretaria de Educação vai aglutinar o Esporte. Julio Cesar baté o pé e não aceita que o partido fique fora do primeiro escalão. E se for para ocupar também uma supersecretaria, melhor ainda. Para completar, o nome de Júlio é o mais cotado.

O destino de Leila será a Câmara Legislativa, como suplente do próprio Júlio Cesar. Mas ela não aceita ir para um gabinete sem poder nomear seus próprios assessores. Vai acabar tendo que engolir a situação, se o governador optar em levar o deputado para o Buriti. A pressão do PRB é grande.

No final na história, o que era para ser uma solução para o governo, pode trazer mais problema para Rodrigo Rollemberg.

Moradores de mansões do Lago Paranoá terão de pagar R$ 288 mil por gastos com derrubadas

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Foram retirados 2.373 metros de cercas e alambrados durante a operação.
Foram retirados 2.373 metros de cercas e alambrados durante a operação.

Donos de construções irregulares na orla receberão boletos com cobranças até o final de novembro

Carol Oliveira, do R7 – Quarenta dias após o início da desobstrução da orla do lago Paranoá, a Agefis (Agência de Fiscalização do Distrito Federal) pôs fim à primeira etapa de remoção de cercas, alambrados e outras estruturas que impediam a passagem pública a uma das áreas de lazer do DF. Antes de iniciar a segunda etapa, o governo vai cobrar dos moradores das mansões que ficam na beira do lago os custos da operação. Os boletos com os valores serão encaminhados até o final de novembro.

Um levantamento inicial do trabalho desenvolvido em 35 lotes nos lagos Sul e Norte chegou a um valor de R$ 288 mil com pagamentos de servidores e hora trabalhada por máquinas envolvidas na operação. Os moradores das casas de luxo, que ficam à beira do lago, devem ressarcir o poder público por esses gastos. A Agefis ainda vai calcular o valor gasto para desobstrução de área em outros seis lotes, cujo valor ainda não foi calculado.

A Agefis informa que a cobrança não será igualitária. Nos locais onde os operários e máquinas passaram maior tempo ou tiveram mais dificuldade para realizar as remoções, o valor será maior. Os moradores que retiraram os obstáculos antes da chegada da operação estão isentos da cobrança.

O presidente da Associação Amigos do Lago Paranoá, Marconi de Souza, considera a cobrança arbitrária e diz que o grupo deve entrar com ação judicial contra a medida.

“O governo está agindo de uma forma unilateral, autoritária, inexperiente. Nada mais justo do que uma comunidade para definir os seus destinos. […] Ninguém fez nada na calada da noite, ninguém é invasor como estão falando”.

A primeira etapa de desobstrução teve início no dia 24 de agosto e terminou no dia 2 de outubro, 22 dias antes do prazo inicial, de 60 dias. As derrubadas tiveram início na QL 12 do Lago Sul, uma das áreas mais nobres do Distrito Federal, onde o valor de casas pode chegar a R$ 13 milhões, e inclui residências oficiais do Senado e da Câmara.

Muitas residências têm como atrativo as áreas de lazer, cujos limites ultrapassam a área estabelecida por lei e avançavam para as margens do lago Paranoá, ocupando áreas públicas com piscinas, decks e píeres para ancoragem de lanchas.

A lei ambiental estabelece a preservação de uma área de 30 metros a partir do espelho d’água, regra ignorada por grande parte dos residentes. A área conhecida como Península dos Ministros abriga políticos e milionários, como a família de Nenê Constantino, ex-dono da Viação Gol e de empresas de ônibus. A primeira parte da operação se encerrou na QL2 do Lago Norte.

Durante os trabalhos, foram feitos 85 deslocamentos de caminhões para o transporte de entulhos. Foram retirados 2.373 metros de cercas e alambrados, 170 m de grades, 15 m de muros de arrimo, 120 m de balaústres de concreto e 40 m de chapas metálicas no Lago Sul. No Lago Norte, foram 740 metros de cercas e alambrados. A segunda etapa da operação de derrubadas deve começar no dia 24 de outubro com a desobstrução de 110 lotes num período de quatro meses.

Mais uma greve judicializada: Justiça considera ilegal paralisação de agentes socioeducativos

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Agentes socioeducativos em greve em frente de unidade de internação (Foto: Cícero Araújo/Divulgação)
Agentes socioeducativos em greve em frente de unidade de internação (Foto: Cícero Araújo/Divulgação)

Sindicato da categoria diz não ter sido notificado e afirma que vai recorrer. Servidores pedem reajuste acordado em 2013; GDF diz não ter recursos.

Do G1 DF – O Tribunal de Justiça do Distrito Federal considerou ilegal e abusiva a greve dos agentes socioeducativos e determinou o retorno imediato dos servidores ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Na decisão, a desembargadora Carmelita Brasil cita início de rebelião na unidade para menores infratores do Recanto das Emas no sábado, conforme noticiou o G1.

“Não fomos notificados e vamos recorrer da decisão”, afirmou o presidente do sindicato dos agentes socieoeducativos, Cristiano Torres. A categoria reivindica o pagamento da parcela do reajuste acordada na gestão passada e que foi suspensa pelo governador Rodrigo Rollemberg por falta de recursos.

O reajuste médio é de 10% – o percentual varia conforme a função. “Queremos o que havia sido acordado”, disse Torres. A carreira tem 1,4 mil servidores, dos quais mil atuam diretamente no controle de internos nas cinco unidades de internação e no provisório, onde os internos passam 45 dias antes de serem levados para cumprir a medida socioeducativa.

Segundo ele, todo o efetivo da categoria está nas unidades de internação, mas sem o cumprimento de atividades aos internos, como cursos, atendimento psicológico e visitas de familiares. Banho de sol e serviços de alimentação continuam a ser prestados normalmente, afirmou Torres.

“Mantivemos o efetivo nas unidades para controlar riscos de rebeliões. Fazemos revistas, para ver se encontramos facas, estiletes, materiais perfurocortantes. O clima ontem [domingo] estava muito tenso [nas unidades], mas consegumos controlar”, disse. “Estamos fazendo com que a segurança fique 100%. Afinal temos uma ‘clientela’ que está lá porque transgrediu a lei.”

No sábado, internos fizeram um início de rebelião na unidade do Recanto das Emas em protesto contra a suspensão das visitas – foi primeira vez no DF que familiares de menores cumprindo medidas socioeducativas foram privados do benefício.

Neste domingo, houve protesto na unidade de Santa Maria. Os menores exibiam cartazes atráves das grades reivindicando melhorias nas unidades e anunciando que estavam entrando em greve de fome. O sistema socioeducativo do DF tem cerca de mil internos em regime fechado.

Incêndio de grandes proporções atinge Floresta Nacional de Brasília

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Fumaça pode ser avistada do Eixo Monumental | Foto: Cadu Gomes/ObritoNews/Fato Online
Fumaça pode ser avistada do Eixo Monumental | Foto: Cadu Gomes/ObritoNews/Fato Online

Por Diego Amorim – Um incêndio de grandes proporções atinge desde a manhã deste domingo (11) boa parte da área da Floresta Nacional de Brasília. A fumaça provocada pelo fogo pode ser avistada de vários pontos do Distrito Federal.

Às 10h, os primeiros homens do Corpo de Bombeiros chegaram ao local: ao todo, já são 60 militares, 15 carros e uma aeronave da corporação envolvidos na tentativa de acabar com o incêndio, cuja causa é desconhecida.

Ainda não se sabe o tamanho da área atingida nem mesmo quando o fogo será completamente controlado. (Fato On Line)

GDF acerta mais três nomes para a reforma administrativa que será anunciada na terça

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Governador Rodrigo Rollemberg e o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio
Governador Rodrigo Rollemberg e o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio

Fato Online antecipa que Marcos Dantas deve assumir a Secretaria de Mobilidade. Sérgio Sampaio fica com uma nova pasta: a Secretaria de Governo. E Leany Lemos acumula Planejamento e Gestão Administrativa

Por Diego Amorim – Entre tantas costuras políticas ainda em andamento para ajustar a reforma administrativa do governo do Distrito na reta final antes do anúncio, marcado para esta terça-feira (13), começam a surgir as primeiras definições. O Fato Online apurou que o atual secretário de Mobilidade, Carlos Tomé, vai mesmo cair, como já se especulava nos bastidores do Palácio do Buriti há algumas semanas. O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) não estaria satisfeito com os resultados da pasta. Para o lugar dele, deve ir Marcos Dantas, atual secretário de Relações Institucionais e Sociais.

A Secretaria de Governo, uma junção da Casa Civil com a Secretaria de Relações Institucionais e Sociais, ficará com Sérgio Sampaio, atual chefe da Casa Civil, que desembarcou no governo em junho.

A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) se fundirá à Secretaria de Gestão Administrativa e Desburocratização (Segad) e será comandada por Leany Lemos, atual chefe da Seplag.

Joe Valle

O deputado distrital Joe Valle (PDT) é o nome certo para ser o supersecretário de Turismo, Agricultura, Trabalho, Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento Econômico. No fim de tarde deste sábado (10), porém, o parlamentar esteve reunido com o governador e deu uma condição: só aceita a missão se a Agricultura ficar fora dessa junção.

“Estamos enfrentando algumas dificuldades de acertos políticos. Mas essa é uma tarefa dele (Rollemberg)”, disse Valle ao Fato Online. “Não posso negar minhas origens. Quero ajudar o governo, mas nunca tive a intenção de ser supersecretário”, emendou o distrital, que é produtor rural e tem na agricultura sua principal base eleitoral.

O primeiro suplente de Joe Valle é o bombeiro Roosevelt Vilela, do mesmo partido do governador, o PSB. Rollemberg está aproveitando a reforma administrativa – que reduzirá o número de secretarias de 24 para 16 – para tentar aumentar a bancada no seu partido na Câmara Legislativa. Além de Valle, os deputados Rodrigo Delmasso (PTN) e Julio Cesar (PRB) são cotados para assumirem cargos no Executivo.

Rollemberg precisará da Câmara para aprovar o pacote de medidas que pretende amenizar a crise financeira do governo.

Rede e OAB estudam engrossar movimento pela saída da presidente

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Diante da rejeição das contas do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a defesa do impeachment ganhou novo fôlego no Congresso, reforçado pela possibilidade de a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Rede Sustentabilidade, novo partido de Marina Silva, engrossarem o movimento contra a petista.

Em outra frente, a oposição resolveu intensificar a articulação com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que ele agilize o processo de impedimento.

Defensores do impeachment reuniram-se com Cunha em sua residência oficial já na noite de quarta-feira, 7, horas depois da manifestação do TCU. Na manhã de quinta-feira, 8, o peemedebista já era cobrado em plenário. Os opositores querem que, contrariando o roteiro que havia sido combinado anteriormente, Cunha acate o requerimento apresentado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.

“Me dirijo à vossa excelência, presidente Eduardo Cunha, dizendo que vossa excelência deve, sim, decidir o pedido de impeachment que foi aqui apresentado pelo doutor Hélio Bicudo, aditado pela competente pena de outros juristas, como o doutor Miguel Reale Júnior”, disse o líder do Solidariedade, Arthur Oliveira Maia (BA).

“Vossa excelência tem elementos suficientes para deferir este pedido de impeachment imediatamente e instalar a comissão processante para que possamos fazer aqui, nesta Casa, a apreciação deste crime de responsabilidade fiscal cometido pela presidente”, afirmou.

A oposição estabeleceu outubro como limite para que o processo seja aberto. Querem aproveitar o esfacelamento da base aliada graças à insatisfação com a reforma ministerial e o consequente momento de fragilidade do governo.

Aécio e Marina

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que seu partido apoiará o impeachment, caso o processo seja colocado em votação. A ex-senadora Marina Silva, à frente da Rede Sustentabilidade, disse ontem que a sigla ainda avaliará, no decorrer do processo, se apoiará ou não pedidos de afastamento de Dilma Rousseff.

“Temos de ter muita responsabilidade com os destinos da nação. Temos uma situação inédita: a presidente da República tendo suas contas não aprovadas, a abertura de processo no TSE quanto às denúncias de irregularidades em sua campanha, e os dois presidentes das duas casas legislativas (Cunha e Renan, presidente do Senado) denunciados por envolvimento nas investigações da Lava Jato.”

Marina reforçou que o novo partido vai se pronunciar sobre as pedaladas fiscais nas contas do governo de 2014 no mérito e que vai aguardar a análise do processo no Congresso.

OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou uma comissão para decidir se apresenta ao Congresso pedido de impeachment da presidente a partir da recomendação do TCU.

“É indiscutível a gravidade da situação consistente no parecer do TCU pela rejeição das contas da presidente da República por alegado descumprimento à Constituição federal e às leis que regem os gastos públicos. A OAB, como voz constitucional do cidadão, analisará todos os aspectos jurídicos da matéria e a existência ou não de crime praticado pela presidente da República e a sua implicação no atual mandato presidencial”, afirmou o presidente nacional da entidade, Marcus Vinícius Furtado Coêlho. (Colaboraram Beatriz Bulla e Daiene Cardoso)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tribunal de Justiça determina que paralisação de profissionais da Saúde é ilegal

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Categoria decidiu entrar em greve na quinta-feira (8), mas governo recorreu à Justiça

A Justiça determinou, nesta sexta-feira (9), a ilegalidade da greve dos profissionais da Secretaria de Saúde e o retorno imediato dos servidores sob pena de R$ 100 mil para cada sindicato cujos filiados não cumpram a decisão.

Nessa quinta-feira (8), por meio de ação declaratória de abusividade de greve, a Procuradoria-Geral do DF colocou como réus o Sindicato dos Médicos do DF, o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF, o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Radiologia do DF, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília e o Sindicato dos Odontologistas do DF.

A categoria decidiu entrar em greve na manhã de quinta-feira (8), após assembleia na Praça Cívica da Câmara Legislativa.

Argumentos
O governo de Brasília alegou que “a greve decretada traz prejuízos irreparáveis à regular prestação dos serviços de saúde, interrompendo a assistência aos doentes em áreas críticas, tais como em UTIs adulto, infantil e neonatal; centros cirúrgicos e obstétricos; emergência; cirurgias de cabeça e pescoço”. Outro fator usado na argumentação pela procuradoria é o aumento de demandas no Judiciário buscando atendimento na rede pública.