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Hospital de Sobradinho: 94% dos pacientes com risco de morrer não recebem atendimento imediato

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A auditoria do Tribunal de Contas do DF que está avaliando, periodicamente, a implementação e a utilização dos protocolos de classificação de risco dos usuários nas emergências e urgências do DF apontou irregularidades no atendimento prestado pelo Hospital Regional de Sobradinho (HRS).Com base em informações fornecidas pela própria Secretaria de Estado de Saúde, os auditores do Tribunal compararam o registro de entrada do paciente na unidade e o primeiro atendimento médico. Eles verificaram que, no mês passado, das 13.549 pessoas que procuraram o hospital, quase 10 mil (73,24%) não tiveram o acolhimento realizado de forma correta. A triagem só foi feita em 26,76% dos usuários. Mesmo entre aqueles que passam pela classificação, o tempo de resposta do atendimento é muito lento: dos pacientes graves que receberam a cor vermelha do Protocolo Manchester, isto é, que corriam risco iminente de morrer, apenas 6,2% tiveram assistência imediata em abril de 2016.

O presidente do TCDF, Conselheiro Renato Rainha, o Conselheiro Márcio Michel e uma equipe de auditores visitaram ao Hospital Regional de Sobradinho nesta terça-feira, dia 17 de maio de 2016, para verificar o desempenho no atendimento dos pacientes.

Durante a visita, os profissionais de saúde admitiram que a classificação não é feita das 0h às 7h, nem em determinadas especialidades, como ortopedia e cirurgia. “A deficiência na classificação de risco é muito grave. Quando a triagem falha, coloca em risco a vida dos pacientes”, disse o Conselheiro Renato Rainha. “Detectamos também outros problemas, como o número muito pequeno de médicos e enfermeiros, instalações físicas deficientes ou inadequadas e bens do hospital sem o devido tombamento, o que dificulta o controle sobre eles”, enumera.

A falta de tombamento é a justificativa para que diversos equipamentos novos, como macas e cadeiras ortopédicas, estejam amontoados em um depósito, de forma inadequada, enquanto aguardam para serem colocados em uso. A fiscalização também encontrou sucatas de móveis e equipamentos, que já não são mais utilizados pelo hospital, jogadas a céu aberto. “É um material inutilizado, mas que não deveria estar jogado assim, pois isso faz proliferar baratas, ratos e outros animais que podem afetar a saúde dos pacientes. Também é necessário tomar providências para agilizar o tombamento dos equipamentos novos, para que esse material seja utilizado o mais rápido possível”, afirma o Conselheiro Márcio Michel.

Pior desempenho – O Hospital Regional de Sobradinho teve o pior desempenho no primeiro quadrimestre deste ano, no que diz respeito ao tempo de resposta no atendimento dos pacientes com quadro clínico grave. Esses pacientes deveriam ser priorizados, de acordo com o Protocolo Manchester. Esse protocolo assegura que os doentes sejam observados por ordem de necessidade clínica e não simplesmente por ordem de chegada.

Pela metodologia estabelecida, cada paciente que procura o hospital deve receber uma das seguintes cores: vermelha (atendimento imediato), laranja (até 10 min), amarela (até 1h), verde (até 2h) e azul (até 4h). Essas cores classificam os doentes por ordem de gravidade, desde aqueles que têm risco de morrer até aqueles que não têm necessidade de atendimento hospitalar. O não cumprimento do Protocolo Manchester impede que os pacientes recebam os cuidados necessários no tempo adequado.

O TCDF também está verificando o cumprimento da escala de plantão dos médicos e se os usuários estão sendo recebidos por profissionais habilitados, com treinamento específico, que devem escutar as queixas do paciente, os medos e as expectativas, analisar a situação de saúde do indivíduo e identificar o grau de risco e a vulnerabilidade caso a caso.

Veja fotos e vídeos

Vídeos: https://drive.google.com/folderview?id=0B4iADkxIVEtaZHVmajlaUDcxR3M&usp=sharing
Fotos: https://drive.google.com/folderview?id=0B4iADkxIVEtadXdtTTZyZEh3YUU&usp=sharing

Juiz Sérgio Moro condena Dirceu a 23 anos de prisão por esquema na Petrobras

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O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, voltou a ser condenado, nesta quarta-feira (18), por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A pena proferida foi de 23 anos e 3 meses de prisão.

A decisão do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, é a primeira condenação do ex-ministro do governo Lula na Lava Jato, segundo informações do site Buzzfeed.

Dirceu foi considerado culpado por receber cerca de R$ 15 milhões de propina em um caso envolvendo contratos superfaturados da empreiteira Engevix com a Petrobras.

“O mais perturbador, porém, em relação a José Dirceu de Oliveira e Silva consiste no fato de que recebeu propina inclusive enquanto estava sendo julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal a Ação Penal 470 [o julgamento do mensalão], havendo registro de recebimentos pelo menos até 13 de novembro de 2013. Nem o julgamento condenatório pela mais Alta Corte do País representou fator inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada”, escreveu Moro na sentença.

No processo, também foram condenados o irmão e sócio de Dirceu na JD Consultoria, Luiz Eduardo de Oliveira, a 8 anos e 9 meses de prisão, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, a 10 anos de prisão, e o tesoureiro afastado do PT João Vaccari Neto, a 9 anos de prisão por corrupção, mas foram absolvidos da acusação de lavagem de dinheiro neste processo. Houve ainda a condenação do delator Fernando Moura, a 4 anos de prisão.

De acordo com a acusação que embasou a sentença, a corrupção ocorreu nas obras da Engevix nas unidade de gás, propeno e diesel nas refinarias Presidente Bernardes (Paulínia), Getúlio Vargas (REPAR, no PR) e Landulpho Alves (RLAM, BA).

Pelos documentos e delações coletados pelo Ministério Público, a Engevix pagou ao menos R$ 56,8 milhões para obter os contratos e os aditivos de cada uma destas obras. O valor da propina variava entre 0,5% e 1% do valor de cada contrato.

A defesa de Dirceu critica a decisão. Segundo o criminalista Roberto Podval, que coordena a defesa do ex-ministro, o MPF “fiou-se nas palavras daqueles que nitidamente mentiram com objetivo de buscarem grandes benefícios”.

A defesa afirma que o nome de José Dirceu foi usado por lobistas, indevidamente, como uma espécie de “marca” para fazerem malfeitos.

“Não há provas sequer indiciárias para a condenação dos acusados. Sherlock Holmes, não fosse personagem de ficção, certamente chegaria a esta conclusão, lendo os presentes autos, posto que elementar”, diz a defesa.

Temer exonera Gilberto Carvalho do Conselho Nacional do Sesi

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Ex-chefe do gabinete presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva e ex-ministro da presidente afastada Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho foi exonerado pelo governo interino de Michel Temer do cargo de presidente do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi). Carvalho estava no conselho desde fevereiro do ano passado, depois que deixou a Secretaria-Geral de Dilma. Para o lugar dele, Temer nomeou João Henrique de Almeida Sousa, filiado do PMDB do Piauí. Os respectivos decretos de exoneração e nomeação estão publicados no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 18.O Diário Oficial ainda formaliza Tarcísio José Massote de Godoy como secretário executivo do Ministério da Fazenda. O ministro da pasta, Henrique Meirelles, já havia anunciado o nome de Godoy para o posto.

O ex-secretário de Política Econômica da Fazenda Manoel Carlos de Castro Pires agora irá presidir o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério do Planejamento. A exoneração de Jessé Freire de Souza da presidência do órgão também veio publicada nesta quarta.

Estão publicadas ainda várias outras nomeações e exonerações em postos de ministérios e em outros ligados diretamente à Presidência. Foi nomeada, por exemplo, Nara de Deus Vieira como chefe do gabinete pessoal do presidente em exercício, Michel Temer. Também há nomeações de secretários executivos da Casa Civil e da Secretaria de Governo, entre outros cargos.

Feira Permanente de Vicente Pires terá mostra de produtos artesanais em crochê

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A Feira Permanente de Vicente Pires, uma das mais tradicionais de Brasília, recebe no sábado (21), uma mostra de artesanato em barbante e crochê. A idealizadora do evento é a artesã Eliane Vieira Lira. “Somos artesões de produtos em crochê e estaremos levando nossas criações para amostra. Queremos levar o artesanato a comunidade”, explica

“Os produtos confeccionados também podem ser encomendados, E são para uso no dia-a-dia e não somente em ocasiões especiais. Use na cozinha , escritório, academia e veiculo”, detalha a artesã.

Estão disponíveis para encomenda: capa para volante, lixeirinha para carro, porta batom, capa de liquidificador, capa para botijão de gás, capa para batedeira, capa para micro-ondas, capa forno elétrico, capa para tampo de fogão, porta maquiagem, porta pano de prato, Jogo de sala 3 unidades, jogo de quarto 2 unidades e jogo de banheiro 4 unidades.

Moradores do Vicente Pires e de Aguas Claras terão descontos de 15%.

Serviço

Mais informações Eliane Vieira Lira e Robson Monteiro

Tel: 061-8448 9921 ou 061-8445 0961

http://exclusivacroche.wix.com/artesanato

exclusivacroche@gmail.com

 

 

DF perde 16,7% dos leitos do SUS em cinco anos; índice é o 3º maior do país

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Oferta passou de 4.872 para 4.055 no período, aponta levantamento. Maiores problemas são em psiquiatria, obstetrícia, pediatria e cirurgia geral.

Por Raquel Morais, do G1 DF – Dados do Conselho Federal de Medicina apontam que o Distrito Federal foi proporcionalmente a terceira unidade da federação a mais perder leitos na rede pública de saúde entre 2010 e 2015. A oferta passou de 4.872 para 4.055 no período. A queda foi de 16,7%.Considerando todo o Brasil, o número de leitos a menos no SUS é de 23.565. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (17). De acordo com a organização, as maiores perdas são em psiquiatria, obstetrícia, pediatria e cirurgia geral. A oferta de UTI também é apontada como aquém da necessidade.

Os dados foram extraídos do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil, do ministério. O Ministério da Saúde disse que a redução tem relação com as mudanças na Política Nacional de Saúde Mental, voltadas à “desospitalização”, e investimentos do ministério em novos modelos. O G1 também procurou a Secretaria de Saúde, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

As maiores reduções aconteceram, proporcionalmente, no Rio de Janeiro (22%), Sergipe (20,9%), Distrito Federal (16,7%), Paraíba (12,2%), Goiás (11,5%) e Acre (11,5%). Sete estados, porém, registraram aumento no número de leitos no período: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amapá, Tocantins, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (veja quadro ao lado).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) não recomendam ou estabelecem taxas ideais de número de leitos por habitante. Pelo levantamento, porém, é possível observar que, em relação a outros países com sistemas universais de saúde, o Brasil tem indicadores piores.

Para a entidade, a insuficiência de leitos é um dos fatores que aumenta o tempo de permanência dos pacientes nas emergências. O problema faz com que eles acabem “internados” nos pronto-socorros à espera do devido encaminhamento. Essa seria a principal causa da superlotação e do atraso no diagnóstico e no tratamento, que, por sua vez, aumentam a taxa de mortalidade.

Relatório da OMS que considerava os períodos entre 2006 e 2012 apontava que o Brasil possuía 2,3 leitos hospitalares (públicos e privados) para cada grupo de mil habitantes. A taxa era equivalente à média das Américas, mas inferior à média mundial (2,7) ou as taxas de países como Argentina (4,7), Espanha (3,1) ou França (6,4).

Por especialidade
Segundo o levantamento, o número de leitos de cirurgia geral passou de 41.470 para 38.503 – diferença de 2.967. Os procedimentos realizados na área incluem intervenções no abdômen, cabeça e pescoço, tecido músculo-esqueletal, sistema endócrino, traumas em geral (como os de acidente de trânsito), oncologia e doenças em fase crítica.

Também houve redução expressiva nos leitos em psiquiatria, que caíram 27,9% (passando de 38.713 para 27.912). Outra área em que a queda causou preocupação para o conselho foi obstetrícia: a oferta passou de 46.045 para 41.024 entre 2010 e 2015.

Levantamento
No primeiro levantamento do tipo,o conselho identificou que 42 mil leitos haviam sido desativados entre outubro de 2005 e junho de 2012. Após a denúncia e sob cobrança de explicações por parte do Ministério Público Federal (MPF) e Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério da Saúde justificou que a queda de leitos representa uma tendência mundial decorrente dos avanços em equipamentos e medicamentos que possibilitam o tratamento sem necessidade de internação do paciente. Em seguida, no entanto, chegou a tirar o banco de dados do ar, alegando que o sistema passava por atualização.

Nota do Ministério da Saúde dizia que as informações sobre leitos complementares (UTIs e Unidades Intermediárias) “compreendidas entre agosto/2005 a junho/2007 estavam publicadas de forma equivocada, contabilizando em duplicidade os quantitativos desses tipos de leitos”. A partir de outubro de 2012, no entanto, foram corrigidas as duplicidades identificadas nos totais dos leitos complementares.

Meses depois a consulta aos recursos físicos foi restaurada. Com a “atualização” e partir dos novos números, a redução ocorrida entre outubro de 2005 e julho de 2014 chega a quase 32 mil. O novo cálculo, no entanto, mostrou também um aumento de 28% no número de leitos de UTI e de 114% naqueles destinados ao repouso e observação de pacientes.

TABELA COM OFERTA DE LEITOS
Estado 2010 2015
Rio de Janeiro 32.047 24.995
Sergipe 3.052 2.412
Distrito Federal 4.872 4.055
Paraíba 8.134 7.139
Goiás 12.667 11.206
Acre 1.409 1.246
Mato Grosso 4.783 5.180
Mato Grosso do Sul 3.728 3.784
Alagoas 5.453 4.987
Bahia 25.474 23.348
Ceará 14.441 14.259
Maranhão 13.086 12.242
Pernambuco 17.921 17.262
Piauí 7.066 6.460
Rio Grande do Norte 6.531 6.101
Amapá 914 1.001
Amazonas 5.142 4.886
Pará 11.405 10.874
Rondônia 2.863 3.199
Roraima 822 821
Tocantins 2.122 2.137
Espírito Santo 32.156 28.915
Minas Gerais 32.156 28.915
São Paulo 60.586 57.678
Paraná 21.027 18.907
Rio Grande do Sul 21.008 21.814
Santa Catarina 11.303 11.424
BRASIL 335.482 311.917
Fonte: Conselho Federal de Medicina

 

Moção da Câmara Legislativa reforça pleito de professores aposentados

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Documento cobra do Governo de Brasília pagamento em pecúnia de licenças prêmio de servidores 

O plenário da Câmara Legislativa aprovou na noite desta terça-feira (17/05) moção ao Governo de Brasília solicitando o pagamento, em pecúnia, das licenças prêmio conquistadas e não gozadas por professores da rede pública, aposentados no período de julho de 2015 a maio de 2016. A iniciativa foi da deputada Sandra Faraj.

“São direitos adquiridos e inquestionáveis. Estamos falando de professores que se dedicaram durante anos ao magistério e agora querem receber por algo que está previsto em lei”, afirmou.

A moção será encaminhada nos próximos dias à Secretaria de Educação.

Educação pede ajuda: coordenadores regionais de ensino levam demandas à CLDF

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O foco da pauta da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (17), foi a educação. A presidente da CLDF, deputada Celina Leão, recebeu uma comissão de coordenadores regionais de ensino da rede pública, de todas as regiões administrativas. O grupo já havia tido um encontro com a deputada Celina, quem sugeriu que houvesse outro encontro, mas que fosse com todos os deputados. “Aqui é a casa do povo, então temos de recebê-los. E vamos ouvir suas reivindicações”, garantiu Celina, com apoio dos outros parlamentares.

E hoje, o encontro prometido com realizado. O grupo foi recebido pelos deputados Celina Leão, Wasny, Rodrigo Delmasso, Telma Rufino, Wellington Luiz, Chico Leite, Chico Vigilante, Reginaldo Veras e Raimundo Ribeiro.

A professora Franci, coordenadora regional de ensino do Núcleo Bandeirante, aprovou o que ficou acertado: que os deputados vão fazer uma força-tarefa para ajudar a educação. Principalmente, por meio das emendas enviadas pelo Programa de Descentralização Financeira (PDAF), ainda para este ano. “Foi colocado que um R$ 1,00 na mão de um diretor vale R$ 3,00. O diretor que sabe a realidade imediata, sabe quais são as prioridades para a escola”, avalia.

A coordenadora disse ainda que, por meio do PDAF, podem fazer pequenos reparos/reformas, como na instalação elétrica e hidráulica. “Muitos deputados disseram que garantiram emendas para projetos em geral das escolas, inclusive estruturas. Isso é muito bom. E ainda melhor: o líder do governo, deputado Júlio Cesar, e o José Flávio, ficaram de levar as demandas para o governador para conversarem e nos dar um retorno”.

Governo mantém reajuste de até 48,9% para militares

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Por Alessandra Horto – O presidente Michel Temer (PMDB) não vai mexer na proposta de correção dos soldos de 650 mil militares das Forças Armadas. O reajuste, que varia de 24,39% a 48,91%, será dividido em quatro anos. A primeira parcela de 5,5% sairá em agosto. A coluna apurou com os ministérios da Defesa e do Planejamento sobre o PL 4.255/15, que trata da correção, e as pastas informaram que a tramitação seguirá normalmente no Congresso.

“Vale ressaltar que há requerimento de urgência para votação entregue em plenário no último dia 3 de maio”, destacou em nota a Defesa.

Já o Planejamento ressaltou que não há perspectiva de retirada do projeto enviado ao Parlamento no fim do ano passado, conforme a coluna noticiou em 30 de dezembro de 2015. Pelo projeto, os militares do Exército, Marinha e Aeronáutica terão aumento médio de 27,9%. Os maiores percentuais serão para graduações do início de carreira e postos intermediários.

A proposta de correção dos militares segue decisão do atual governo de manter os 32 acordos de reajustes para 1,1 milhão de servidores do Executivo, segundo o ministro do Planejamento, Romero Jucá. O aumento previsto é de 10,8% em duas parcelas. A primeira de 5,5% está prevista para agosto e outra de 5% para janeiro de 2017.

Judiciário garantido

Romero Jucá também confirmou que não haverá alteração na proposta de aumento para servidores do Poder Judiciário Federal. Para este segmento, a correção será de até 41,47%, entre 2016 e 2019, conforme o Projeto de Lei 2.648/15. Há duas semanas a proposta ganhou regime de urgência e aguarda votação pelo plenário da Câmara.

General vai a R$ 13,4 mil

Pelo PL 4.255, o valor do soldo dos oficiais generais, que atualmente varia de R$10.041 a R$ 10.830, em 2019, ficará entre R$ 12.490 e R$ 13.471, conforme a patente. No caso dos oficiais superiores, que atualmente ganham de R$8.811 a R$ 9.159, ao final dos próximos quatro anos, os soldos vão ficar entre R$11.088 e R$ 11.451.

Praças vão a R$ 6,1 mil

Para oficiais subalternos e as patentes intermediárias, com soldo atual de R$ 5.622 a R$ 6.945, os valores recebidos irão, de acordo com o PL, de R$ 6.993 a R$ 9.135. No caso dos praças — de soldado a suboficial —, que ganham hoje soldo entre R$ 1.254 e R$4.677 vão receber, em 2019, valores de R$ 1.560 a R$6.169.

Ministro toma posse

Ontem, ao tomar posse, o novo ministro da Defesa, Raul Jungmann (foto), afirmou que vai se empenhar, ao máximo, para evitar corte de orçamento nas Forças Armadas. A posição de Jungmann seria resposta às reivindicações dos militares para que o governo destine mais recursos a ampliação de projetos da indústria de defesa.

Manter recursos

O ministro Raul Jungmann informou ontem ainda que vai se reunir com os colegas da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Romero Jucá. Vai tratar do fluxo de recursos da pasta a fim de manter o cronograma de projetos estratégicos da área da Defesa, entre eles, do submarino nuclear e de navios.

Participação nos Jogos

Servidores da Prefeitura do Rio vão poder participar da organização dos Jogos 2016. A Secretaria de Administração e o Comitê Olímpico lançam hoje programa de incentivo. O cadastro será pelo www.servidorrio2016.rio. A iniciativa é para funcionários das administrações Direta e Indireta. As inscrições vão até dia 23 deste mês.

Michel Temer exonera diretores e secretários executivos de ministérios

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O presidente Michel Temer exonerou hoje (17) diretores e secretários executivos de diversos ministérios. As exonerações estão publicadas na edição desta terça-feira (17) do Diário Oficial da União.

No Ministério da Justiça, foi exonerado do cargo de secretário executivo Marivaldo de Castro Pereira; na Educação, Luiz Cláudio Costa; na Secretaria de Governo, Luiz Antonio Alves de Azevedo; no Desenvolvimento Agrário, Maria Fernanda Ramos Coelho; no Meio Ambiente, Carlos Augusto Klink; na Secretaria de Aviação Civil, Guilherme Walder Mora Ramalho, e no Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Francisco Gaetani.

Tiveram a exoneração publicada também o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Francisco de Castro Mucci, conhecido como Francisco Bosco e os presidentes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Maria Lúcia de Oliveira Falcón; da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ricardo Pereira Melo; e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Newton Lima Neto.

O Diário Oficial da União também traz exonerações de assessores e secretários dos ministérios da Fazenda e da Cultura e da Secretaria de Governo.

Dyogo Henquirre de Oliveira foi nomeado para o cargo de secretário executivo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, pasta sob o comando de Geddel Vieira. Oliveira era secretário-executivo do ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa. Ocupou esse cargo, o segundo na hierarquia dos ministérios, também durante a passagem de Barbosa pelo Planejamento. Ele é servidor público da carreira de especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental.

Outra nomeação é a de Carlos Henrique Menezes Sobral para o cargo de chefe de gabinete do ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Eliseu Padilha. Sobral era assessor especial do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e foi diretor do Departamento de Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo do Ministério do Turismo, em 2013.

Mais exonerações:

Ministério da Fazenda:

Ramiro Alves da Silva, do cargo de assessor especial do ministro

Secretaria de Governo:

Maria de Fátima Gouveia Maciel, do cargo de assessora do Gabinete

Danilo Gennari de Souza, do cargo de subchefe de Assuntos Parlamentares

Olmo Borges Xavier, do cargo de subchefe de Assuntos Federativos

Carlos Leony Fonseca da Cunha, do cargo de secretário especial da Micro e Pequena Empresa

Ministério da Cultura:

Alexandre de Souza Santini Rodrigues, do cargo de diretor da Cidadania e da Diversidade Cultural da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural

Eduardo Mattedi Furquim Werneck, do cargo de diretor do Sistema Nacional de Cultura e Programas Integrados da Secretaria de Articulação Institucional

Gabriel Portela Saliés, do cargo de assessor especial do ministro

Guilherme Rosa Varella, do cargo de secretário de Políticas Culturais

Helenise Ribeiro Caldeira Brant, do cargo de assessora especial do ministro

Juana Nunes Pereira, do cargo de secretária de Economia Criativa

Pedro Azevedo Vasconcellos, do cargo de diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais da Secretaria de Políticas Culturais

Randal Farah de Oliveira Leão, do cargo de diretor de Desenvolvimento e Monitoramento da Secretaria de Economia Criativa

Vinicius Gomes Wu, do cargo de secretário de Articulação Institucional

Rollemberg assina decreto que regulamenta a Lei Anticorrupção

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(Foto: Dênio Simões)
(Foto: Dênio Simões)

Norma estabelece criação de processo administrativo para apurar responsabilidade da iniciativa privada em atos ilícitos contra o poder público

Por Maryna Lacerda- O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, assinou nesta terça-feira (17) três decretos para aprimorar a gestão pública: um que regulamenta a chamada Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013); outro para definir padrões éticos para servidores e um terceiro estabelecendo modelos de boas práticas no gerenciamento de riscos e no controle interno a serem adotados na administração direta e indireta.

As normas serão publicadas no Diário Oficial do DF. Depois da assinatura, o governador afirmou que a Controladoria-Geral do Distrito Federal inova ao investir na prevenção do mau uso dos recursos públicos. “Hoje demos um passo importante no aprimoramento da gestão pública. Essas leis são roteiros que devem ser seguidos pelos servidores.”

O decreto da Lei Anticorrupção introduz a responsabilização de pessoas jurídicas — antes restrita à esfera pública — em casos de atos ilícitos contra a gestão pública. A apuração da responsabilidade administrativa, que pode resultar em sanções previstas na Lei nº 12.846, será feita por meio de processo administrativo de responsabilização (PAR).

Também está prevista a aplicação de multas às empresas envolvidas em corrupção. As sanções são estipuladas de acordo com a gravidade do crime cometido. “As penalidades podem chegar a 20% do faturamento bruto anual da empresa”, afirma o controlador-geral, Henrique Ziller. Além disso, as corporações serão incluídas no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas, da Controladoria-Geral da União (CGU).

Avaliação prévia
Com isso, a fiscalização da Controladoria-Geral do DF passa a ser feita previamente, e não mais após à conclusão dos processos. “Se um órgão está preparando um termo de referência, para uma licitação ou mesmo o edital de licitação, por exemplo, a controladoria ajuda a verificar como esse processo está sendo concebido e executado. Assim, o órgão identifica os riscos [de fraude] e pode tomar medidas preventivas”, explica Ziller.

Conduta
A definição de padrões éticos para servidores, tema do segundo decreto, se dará por meio do código de conduta da alta administração, do código de ética dos servidores e empregados públicos civis do Poder Executivo do DF e das comissões de ética. Os três instrumentos visam, por exemplo, eliminar conflitos de interesses.

Com a assinatura do terceiro decreto, a administração pública terá de adotar modelos de boas práticas em gestão de riscos e controle interno. Os critérios para a condução de processos administrativos terão de seguir normas internacionais de gestão, como a ISO 31000:2009 e a ISO 19011:2011. Dessa forma, em uma licitação, o servidor responsável por prepará-la não poderá ser o mesmo que fiscalizará a execução do serviço.

“Esse conjunto mostra claramente uma orientação do governo em melhorar o controle interno e a gestão pública como um todo”, defende Ziller. Segundo ele, o decreto que trata da responsabilização de empresas e de pessoas jurídicas que cometam atos ilícitos envolvendo o governo aplica-se a todas as relações de contratação entre poder público e iniciativa privada.

Capacitação
No caso dos dois decretos que se referem à atuação de gestores e de servidores públicos, a Controladoria-Geral do DF vai capacitar o funcionalismo. “Nossos servidores já passaram por curso e poderão orientar os dos demais órgãos”, adianta Ziller. Além disso, os funcionários públicos serão treinados, por meio de cursos oferecidos pela Escola de Governo. Ainda não há previsão de cronograma.

Também compareceram à cerimônia de assinatura o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do DF e Territórios, Leonardo Bessa; o defensor público-geral do Distrito Federal, Ricardo Batista Sousa; o consultor jurídico do DF, René Rocha Filho; a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos; o chefe da Casa Militar, coronel Cláudio Ribas; o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba; o presidente da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), Marcelo Dourado, e a deputada distrital Sandra Faraj (SD).