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Internet é a principal fonte de informação, aponta pesquisa do DataBlog

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Televisão ainda lidera a preferência dos brasilienses, mas é ultrapassada quando somadas os índices de Novas Mídias e das Redes Sociais

Durante as últimas três semanas. o DataBlog manteve no ar enquete em que perguntava aos leitores do Blog do Callado “Qual sua principal fonte de informação?”. A televisão ainda é a preferida do brasiliense que busca informação, com 36,9%.

Em seguida vem Novas Mídias (Blogs e portais), com 29.6% e Redes Sociais, com 18.2%. Somados os dois meios de comunicação, a internet é hoje a principal busca de notícias, com 47,8% dos votos.

datablogDepois aparecem o Rádio com 11,1%. Os veículos impressos mostram perda de espaço e fecham a lista com Jornal impresso alcançando apenas 3% e Revistas, com 1.2%. O DataBlog registrou 2789 votos.

A partir de hoje entra no ar uma enquete que vai sondar qual a posição do leitor do Blog do Callado em relação ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) .

O Blog do Callado adota regras para a criação, votação e manutenção de enquetes. A principal delas diz respeito ao prazo de vigência dessas sondagens, que buscam aferir opiniões da sociedade sobre temas variados.

O DataBlog usa mecanismos de segurança para inibir a possibilidade de manipulação dos resultados. Cada leitor poderá votar apenas uma vez. O Blog está dotado de mecanismo de segurança para evitar que o internauta vote mais de uma vez. Os votos com suspeita de violação desse mecanismo serão desconsiderados. O voto uma vez computado no sistema, não poderá ser mudado.

Os números gerados em enquetes de portais não têm valor científico, como em pesquisas de opinião pública, nas quais se prepara uma amostragem específica do público-alvo. A votação nas enquetes é livre a quem quiser.

“Se o destino me levar para essa função estarei preparado”, diz Temer

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Foto Marcelo Camargo
Foto Marcelo Camargo

Em entrevista exclusiva à comentarista Eliane Cantanhêde, vice-presidente afirma estar preparado para assumir a Presidência e ressalta que não irá renunciar caso Dilma Rousseff não sofra impeachment

Em entrevista exclusiva para a comentarista de política Eliane Cantanhêde, na GloboNews, o vice-presidente Michel Temer revela qual será seu comportamento na hipótese de o impeachment passar ou não. Ele ressalta que estará preparado para assumir a Presidência da República. “Tenho uma vida pública com muita experiência. Se o destino me levar para essa função estarei preparado”, afirma Temer.

Caso a presidente Dilma Rousseff continue no governo, Temer diz que tudo continuará como antes e não irá renunciar ao cargo. “Não tenho nada a temer. Estarei tranquilo”, diz o vice-presidente.

Michel Temer também conta que vem sendo procurado por parlamentares de vários partidos e que passou as últimas semanas se defendendo de acusações.

ENTREVISTA | Aliel diz estar tranquilo e que sua decisão na comissão do impeachment foi pessoal

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Deputado afirma que talvez nem volte a ser deputado, é bastante jovem e pode atuar em outra área

Por Rogerio Waldrigues Galindo, do blog Caixa Zero, da Gazeta do Povo – Aliel Machado foi a grande surpresa da comissão de impeachment. O deputado chegou a dizer que votaria pelo impeachment, mas na hora, parecendo até emocionado, votou contra. Em entrevista exclusiva ao blog, diz que estava dividido: por motivos políticos, acha que deveria votar a favor. Por razões jurídicas, era contra. O que o levou a decidir foi o medo de dar uma “falsa legitimidade a Temer” e ajudar Cunha a se livrar da cassação.

Veja declaração em vídeo que o deputado gravou após a sessão.

Aliel diz que foi procurado por pessoas ligadas a Temer que perguntaram “o que ele queria, do que precisava”. Eduardo Cunha disse que ele nem andaria mais em Ponta Grossa. “Talvez nem deputado eu volte a ser. Mas estou tranquilo, sou jovem, posso trabalhar em outra área. Mas nunca tinha sentido muita tristeza, dias antes da votação. Porque eu tentava arranjar justificativa para votar a favor e não conseguia”, disse.

Veja a entrevista:

Quantas mensagens o sr. recebeu no celular desde ontem?

Ah, não sei. Botei no modo avião meu celular. Agora é um momento de muita paixão dos dois lados. De muito ódio,muita raiva. E as pessoas não têm uma percepção, têm uma ideia que puseram na cabeça e colocaram como objetivo. E com todo o respeito que tenho pela posição das pessoas, acho que não é assim. mas estou recebendo muitas mensagens, inclusive muitas favoráveis.

O sr. parece ter mudado de ideia em cima da hora. O que aconteceu?

Eu estava com muita dúvida. A parte política me dizia para fazer uma coisa e a parte jurídica me dizia para fazer outra, na minha cabeça. E estava com  muita dúvida. Se fosse escolher eu me absteria. Mas é um voto morno. Ia me abster na comissão e no plenário. Mas se abster no plenário ia parecer que eu estava ajudando o governo, que eu não tinha coragem. Quando o partido tomou posição pela admissibilidade eu pensei: “arranjei uma desculpa, vou votar com o partido”. Cheguei a dizer para a Record que a admissibilidade não decidia. E a cada  minuto a gente vendo as coisas acontecerem. E teve duas coisas que me tocaram bastante. Um vídeo do Bolsonaro, antigo, e a gravação do Temer no final da tarde.

E quanto eu percebi, mesmo sendo oposição, o processo jurídico de fato – fui presidente da Câmara de Ponta Grossa, lidei muito com orçamento – e juridicamente não tem crime de responsabilidade na peça. Por mais que o contexto seja grave, por mais que esteja praticamente comprovado o desvio de campanha, meu medo era dar uma legitimidade que não existe para o Temer assumir a Presidência. É ajudar o Cunha, que com a entrada do Temer tenho certeza absoluta que se livra da cassação. Tem um acordo com os partidos. E isso me tocou bastante.

O que está na rua, esse movimento de indignação, essas pessoas que não aceitam a corrupção, isso não pode parar. E eu acredito que não vai parar, vai fortalecer as investigação. Ao contrário do PT nunca achei que é golpe. Falei no meu discurso que o PT errou e vai pagar, está pagando. Tem muita gente presa. E acho que tem que ir pra cadeia mesmo. Agora o voto era sobre aquele relatório. Pedalada fiscal sequer existe um termo jurídico. Não é crime. Eu sei que lá na frente vai ser dito que esse não era o caminho legal. E quem está buscando a legalidade quer que o Brasil supere isso com maturidade. E eu não me senti à vontade para votar em algo ilegal.

O sr. acha que essa decisão prejudica sua candidatura a prefeito em Ponta Grossa?
Eu não pensei na eleição. Se pensasse na eleição votaria pelo impedimento. Mas eu seria só mais um. Prefiro não ser só mais um. Lá em Ponta Grossa teve deputado estadual que foi à rua pelo impeachment, isso é oportunismo. Estou de consciência limpa. Se a consequência do que fiz ajudar, ótimo. se for pensar só em eleição não acaba com a corrupção, não vai ser justo. Não é a primeira vez. Sou deputado e me colocaram como pré-candidato a prefeito pelas pesquisas. Se eu mudar isso eu perco a minha essência. Eu fiz 61 mil votos me Ponta Grossa. Nunca ia ser deputado se não fosse por Ponta Grossa. Mas não estou traindo meus princípios. Talvez nem deputado eu volte a ser. Mas estou tranquilo, sou jovem, posso trabalhar em outra área. Mas nunca tinha sentido muita tristeza, dias antes da votação. Porque eu tentava arranjar justificativa para votar a favor e não conseguia.

A gente sabe que o governo está tentando conseguir votos. O sr. foi procurado?
Fui procurado pelos dois lados, pelo Temer e pelo governo. Por deputados. E falei: “estou indeciso, minha decisão vocês só vão saber na hora”. E me ligavam durante esses dias: “Olha, vem aqui, vamos conversar, você não quer falar com o Temer?” “Não”, falei, “acho que não”. “Não, fale com ele.” Chegaram a marcar reunião pra mim. Ontem [segunda]
me mandaram: “O sr. pediu uma reunião com o Temer, ele vai lhe atender agora”. “Não, não não. Eu não pedi reunião nenhuma. Eu não vou.” Antes da votação. E do governo alguns deputados do governo, não o Palácio. Do Paraná, inclusive. O Enio veio conversar comigo. Disse que sabe que eu sou oposição, mas que é muita grave. Eles sabem que eu entrei com ação no tribunal pedindo cassação da chapa, digo que a Dilma e o Temer não têm mais legitimidade de ficar. Que tinham que renunciar. Eles me veem meio como o PSol aqui… Mas teve só conversas de parceiros, que vinham me perguntar.

Mas o Temer está articulando assim tão abertamente?
Vergonhoso. E de fato está fazendo. Ele foi para o Rio de Janeiro conquistar os deputados do PMDB. E foi para outros estados. E quem está operacionalizando isso para ele é o Cunha. Eu tive uma conversa com o Cunha na semana passada. Porque eu fui na sala dele porque tinha um grupo querendo entrar no plenário e ele não autorizava. Fiquei puto da cara e fui lá. O Cunha falou: “Você não vai mais andar em Ponta Grossa. O Temer vai ser presidente, você vai ver. Ele estava numa reunião com o Paulinho da Força e o Rodrigo Maia do DEM. Eles coordenando, articulando e chamando os líderes partidários, os deputados, convencendo. O Mendonça Filho veio me pedir, do DEM: “Você tem que ser a favor”. Vários deles. Os caras que estão a favor do impeachment estão montando o governo com o Temer, eles vão assumir o comando de tudo. DEM, PSDB, todos esses caras. É o jogo aqui.

Mas chegaram a oferecer algo?
Não, nenhum dos dois lados. Não iam fazer. Como eu não tinha tomado decisão ficava mais difícil, acho. Falaram que iam ajudar, que o governo ia atender, o que que eu queria. “O que que você quer? O que que você acha que você precisa, pra te ajudar? Você é candidato a prefeito, tem que votar a favor e tal…” Isso o pessoal do Temer, né? Mas não chegaram a me oferecer nada. O governo nem me procurou.

Com isso o sr. já adiantou seu voto no plenário?
Sou contra.

O partido se mostrou surpreso com seu voto. O sr. acredita que haverá punição?
Que punição? O partido liberou os deputados. Eu consultei os filiados no Paraná e deu 40% das pessoas da Rede contra o impeachment no Paraná. Mas o resumo é que o que me preocupa é o programa do Temer e dar força para o Cunha. E outra coisa: dos 38 deputados que votaram pelo impeachment, 35 têm processo na Justiça. É essa turma que está defendendo.

 

Leia nota da Rede Sustentabilidade do Paraná:

O Elo (diretório) da Rede Sustentabilidade do Paraná demonstra surpresa com o voto do Deputado Aliel Machado contra a admissibilidade do processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff na comissão da Câmara. A posição dos representantes do Elo Paraná no Elo (diretório) Nacional foi pela aceitação do impeachment, posição construída em reunião Estadual e também através de envio de formulários de pesquisa para os filiados, que igualmente se posicionaram de forma majoritária pelo impeachment.
O Elo Nacional, com base em extensa reunião realizada com representantes de todo o Brasil, inclusive do Paraná, refletiu esta posição no sentido de admissão do processo de impeachment entendendo que o voto do Deputado Aliel Machado representaria o voto do partido REDE, havendo liberação da bancada apenas no plenário na sexta-feira dia 15 de abril. O voto nesta comissão, portanto, era a declaração do voto da REDE e não pessoal.
Dessa forma, a Rede Paraná declara, ao contrário do voto manifestado pelo Deputado Aliel Machado, que compartilha da posição nacional do partido pela aceitação do impedimento da presidente Dilma na comissão de impeachment e posterior liberação da bancada no plenário, conforme nota amplamente divulgada pela Rede Nacional.
Importante ressaltar que a Rede Sustentabilidade tem posicionamento favorável à cassação da Chapa Dilma/Temer no TSE, comprovada a utilização dos recursos desviados da Petrobrás, como explicitado nas investigações da Lava Jato, pois entende que nenhum dos dois tem legitimidade para conduzir o Brasil e nos tirar dessa profunda crise que enfrentamos.
Nem Dilma, Nem Temer, Nova Eleição é a Solução!
Leia a nota da Rede Sustentabilidade sobre seu posicionamento no processo de impeachment da Presidente da República na Câmara dos Deputados:
https://redesustentabilidade.org.br/posicionamento-da-rede-sustentabilidade-sobre-a-admissibilidade-do-impeachment-da-presidente-da-republica/

Elo Estadual Rede Sustentabilidade Paraná

Gim apresentou Dilma a padre “pop” da paróquia da propina

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Por Vera Magalhães, do Radar – A paróquia São Pedro, de Taguatinga, investigada na Lava-Jato por ter recebido 350 mil reais da OAS destinados ao ex-senador Gim Argello, é famosa por ser comandada pelo padre Moacir Anastácio, um dos religiosos “pop” da Canção Nova.

O padre Moacir é muito próximo de Argello, que usava sua influência na Canção Nova como trunfo para se aproximar da presidente Dilma Rousseff quando ela ainda era ministra da Casa Civil e pré-candidata a presidente.

Argello apresentou Dilma ao padre Moacir e a outra estrela da Canção Nova, o padre-cantor Fábio de Mello. Na época, Dilma precisava reverter declarações antigas que colocavam em dúvida sua crença religiosa.

Passou a afirmar constantemente que fora educada na religião católica, já como orientação da campanha.

Na época, Argello adorava alardear o acesso que tinha à ministra. Foi ele quem a levou, em 2009, para participar da festa do Pentecostes da paróquia agora investigada por lavar dinheiro da propina do petebista.

A festa é famosa em Brasília e costuma atrair uma multidão a Taguatinga.

Organizadores de congresso mundial de TI pedem apoio para segurança

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Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Encontro de dirigentes com o governador Rodrigo Rollemberg ocorreu nesta segunda-feira (11), no Palácio do Buriti. Evento de tecnologia da informação será em Brasília, de 3 a 5 de outubro

Por Jade Abreu – Representantes da Aliança Mundial de Tecnologia da Informação e Serviços e da Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação foram recebidos nesta segunda-feira (11) pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg. Durante o encontro, no Palácio do Buriti, os membros das entidades pediram suporte para a segurança do Congresso Mundial de Tecnologia da Informação 2016, do qual são organizadoras. O evento ocorrerá no Centro de Convenções Internacional do Brasil (Setor de Clubes Esportivo Sul, Trecho 2), de 3 a 5 de outubro. Pela primeira vez, desde a edição inicial em 1978, será realizado na América do Sul.

Rollemberg comprometeu-se a atender ao pedido e destacou a vocação de Brasília para sediar grandes eventos, a exemplo da Copa das Confederações, da Copa do Mundo e da Olimpíada (em agosto, haverá dez partidas de futebol masculino e feminino no Mané Garrincha). O chefe do Executivo disse que o objetivo de receber ações internacionais como essas é reforçar a imagem da capital federal e possibilitar parcerias comerciais. “Queremos fazer com que esses encontros deixem legados, para que assim façamos o melhor para Brasília.”

O secretário-geral da Aliança Mundial, James Poisant, reforçou o peso dos palestrantes para o cenário tecnológico e científico mundial e afirmou que o congresso é um momento para estimular o desenvolvimento nacional. “Vai trazer atenção internacional ao Brasil, é uma oportunidade para pôr um holofote em cima do seu país e da sua cultura.”

Também estiveram na reunião o presidente da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Júlio César de Azevedo Reis; o secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação da Casa Civil, Oskar Klingl; o presidente nacional da Câmara Nacional de Indústrias de Eletrônicos, de Telecomunicações e de Tecnologia de Informação, Santiago Gutierrez; o conselheiro-geral da Aliança Mundial, James Lewis; o presidente da Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Jeovani Salomão; e a diretora-executiva do Congresso Mundial de Tecnologia da Informação, Dora Gomes.

Negócios
A expectativa de público dos organizadores é de cerca de 3 mil pessoas de mais de 80 países, entre líderes empresariais, autoridades, investidores e acadêmicos. Elas estarão em Brasília para debater novas soluções que garantam acesso de todos às inovações do mercado de tecnologia da informação e para fazer negócios. Na última edição, em 2014, em Guadalajara, no México, o volume de transações chegou a U$ 95 milhões. O tema da edição brasileira é Promessas da Era Digital: Desafios e Oportunidades. Acesse a programação.

Executivos chamaram propina a Gim de ‘projeto alcoólico’, diz MPF

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Foto: Dida Sampaio/Estadão

Apelidos foram usados em mensagens usadas para tratar dos pagamentos. Ex-senador foi preso no DF nesta terça pela Operação Lava Jato

Por Vladimir Neto, da TV Globo – Mensagens trocadas entre executivos da empreiteira OAS, que basearam as investigações da Operação Lava Jato sobre o ex-senador Gim Argello (PTB), mostram apelidos e códigos que eram usados para tratar da propina ao político. O Ministério Público Federal investiga pagamentos da empreiteira a uma igreja na cidade de Taguatinga (DF), reduto eleitoral do  ex-senador. Gim foi preso nesta terça-feira (12) pela Polícia Federal.

 As conversas são de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, com Dilson Paiva, diretor administrativo da empreiteira e Roberto Zardi, diretor de relações institucionais. Paiva e Zardi foram conduzidos para depor nesta terça.

Em uma das mensagens, de maio de 2015, enviada a Dilson, Pinheiro diz que precisa atender uma doação de R$ 350 mil para a Paróquia São Pedro, em Taguatinga. Ele especifica que a mensagem faz parte do “projeto: alcoólico”, uma referência a Gim, segundo os investigadores.

Em outra mensagem, desta vez para Zardi, Pinheiro lhe pergunta se “continua tomando Gim”. Na resposta, Zardi diz: “Tomei naquele dia e gosto”.

Em uma mensagem de 21 de maio, Zardi diz a Pinheiro: “Doação confirmado recebimento-alcoólico”.

Operação desta terça
A 28ª etapa da Lava Jato, batizada de “Vitória de Pirro”, investiga a cobrança de propinas para evitar convocação de empreiteiros em comissões parlamentares de inquérito sobre a Petrobras. Gim era membro da CPI no Senado e vice-presidente da CPI mista instalada para investigar denúncias na estatal.

O nome de Gim apareceu nas delações do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e do dono da UTC, Ricardo Pessoa. O Ministério Público Federal (MPF) diz que há evidências de que o ex-senador pediu R$ 5 milhões em propina para a empreiteira UTC Engenharia e R$ 350 mil para a OAS. As duas empresas são investigadas na Lava Jato.

A PF disse que há indícios concretos de que Gim tentou evitar a convocação de empreiteiros para prestar depoimento, mediante a cobrança de pagamentos indevidos disfarçados de doações eleitorais.

O ex-diretor financeiro da UTC Engenharia Walmir Pinheiro Santana, um dos delatores do esquema de corrupção investigado pela Lava Jato, relatou em depoimento à Procuradoria-Geral da República um suposto acordo firmado em 2014 entre o dono da empresa, Ricardo Pessoa, e o ex-senador Gim Argello.

Pelo acordo, Pessoa não seria chamado a depor na CPI mista da Petrobras, que à época tinha Gim Argello como vice-presidente, e, em contrapartida, o empresário repassaria recursos a pessoas indicadas pelo então senador.

Ricardo Pessoa foi preso pela Polícia Federal na 7ª fase da Operação Lava Jato, em novembro de 2015. Ele é citado por outros delatores como o chefe do “Clube das Empreiteiras”, grupo formado por empresas que combinavam resultados de licitações e como iriam atuar no esquema de corrupção na Petrobras. O empresário cumpre prisão domiciliar desde abril de 2015.

Segundo Pessoa, o então senador teria orientado que os R$ 5 milhões fossem divididos e doados aos diretórios de quatro partidos políticos no Distrito Federal:

– Democratas (DEM) – R$ 1,1 milhão
– Partido da República (PR) – R$ 1 milhão
– Partido da Mobilização Nacional (PMN) – R$ 1,15 milhão
– e Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) – R$ 1,15 milhão

Estes partidos, juntamente com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), formaram em 2014 a coligação “União e Força”, pela qual Gim Argello era candidato a novo mandato de senador pelo DF. O MPF diz que não há indício de que os partidos tenham participado ou tivessem ciência da origem ilícita dos recursos.

ANÁLISE POLÍTICA | Presidência da República é destino

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Por Mara Paraguassu

A política é surpreendente. Quem imaginaria José Sarney presidente da República, então vice de Tancredo Neves, candidato vitorioso do PMDB pela Aliança Democrática, que adoeceu e morreu deixando comovida e atônita uma multidão de brasileiros?

Outro mineiro, Itamar Franco, decidiu às pressas ser vice na chapa de Fernando Collor de Melo. Descrito por cronistas políticos como personagem que faz tudo errado mas dá tudo certo – o Forrest Gump da política mineira -, virou presidente da República após Collor sofrer impeachment em 1992.

Quem tinha a pretensão de ser presidente pelo PSDB era Tasso Jereissati. Mas o político e empresário do Ceará abriu mão porque o terceiro ministro da Fazenda de Itamar Franco, o professor Fernando Henrique Cardoso, navegava na popularidade do Plano Real, colocando fim à crônica inflação, nunca debelada em tentativas anteriores.

Ulysses Guimarães queria a presidência da Presidência da República desde os anos 70, quando se destacava como oposição ao governo militar. Mesmo com alta popularidade por ter presidido a Câmara dos Deputados na época da Constituinte de 87-88, sua tentativa fracassou em 1989, abandonado pelo próprio partido na primeira eleição direta após o fim da ditadura.

Salvo engano, foi o Senhor Diretas quem disse ser destino a presidência da República. O destino não chegou para alguém como ele, com onze mandatos de deputado federal, mas chegou para Dilma Rousseff, nunca antes submetida ao escrutínio popular.

Nem chegou para o polêmico governador Carlos Lacerda, que apoiou os militares na deposição de João Goulart, logo se desencantou com o presidente Castelo Branco, anunciou candidatura, mas as eleições foram suspensas. Sabemos até quando.

Vivemos agora outra circunstância muito especial.  A comissão do impeachment da presidente Dilma aprovou com 38 votos e 27 contrários o processo de afastamento. Quem sabe o vice Michel Temer venha trocar o Palácio Jaburu pelo Palácio da Alvorada.

A conferir.

 

Contas

O PMDB faz as contas, mapeia os votos na Câmara dos Deputados, e contabiliza 334 votos no Plenário a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Parece difícil o governo reverter a tendência pelo afastamento da presidente, havendo dois fatores de peso para isso: é ano de eleição e a economia patina. Mas vale sempre lembrar: a política é surpreendente.

* Mara Paraguassu é jornalista desde 1989 e escreve sobre política, Amazônia, cidadania

Dica para Michel Temer: saiba como cancelar uma mensagem de voz pelo WhatsApp

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Atenção: esta dica é voltada para iniciantes no aplicativo

Está gravando uma mensagem de voz e acabou falando asneira? Ou, resolveu se declarar para a pessoa e se arrependeu no meio da mensagem? Ainda, errou o contato, não é? Independente de qual seja a questão, se você quiser cancelar uma mensagem de voz enquanto ainda está gravando no WhatsApp, saiba que é bem fácil.

Se você é um usuário iniciante do WhatsApp, sempre pode checar a nossa página dedicada a ensinar dicas, além de notícias, sobre o aplicativo de mensagens. Por lá, você vai aprender, por exemplo, como arquivar conversas ou entender mais sobre a criptografia de mensagens.

Vamos lá? Se você quiser testar a dica, escolha um amigo, abra uma conversa e comece a gravar um áudio. Caso você olhe para o lado esquerdo do dedo, na tela, está escrito: “Deslize para cancelar”.

É exatamente isso: você não solta o dedo do botão “Gravar”, você apenas arrasta o dedo para a esquerda, como indicado na imagem acima.

Uma rápida animação indicando que a mensagem foi deletada é apresentada. Você deve ver um símbolo de lixo, como na imagem aqui em cima. Esse método não é muito intuitivo, mas é bem fácil de realizar. Agora, você pode gravar mensagens sem medo de falar alguma asneira. (Com informações do TecMundo)

Ex-senador Gim Argello é preso em Brasília na 28ª fase da Lava Jato

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Por Felipe Pontes – O ex-senador Gim Argello foi preso preventivamente hoje (12), em Brasília, na 28º fase da Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido propina em troca de sua atuação política em comissões parlamentares de inquérito que investigavam a Petrobras, informou o Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR).

Segundo o MPF-PR, a prisão do ex-senador foi autorizada após terem sido recolhidas provas de que ele recebeu R$ 5 milhões em propina da empreiteira UTC Engenharia, conforme depoimento do dirigente da empresa, Ricardo Pessoa, em delação premiada, à força-tarefa da Lava Jato.

Argello teria orientado o empreiteiro a destinar o dinheiro na forma de doações eleitorais aos diretórios nacionais de quatro partidos indicados por ele: DEM (R$ 1,7 milhão), PR (R$ 1 milhão), PMN (R$1,15 milhão) e PRTB (R$1,15 milhão). Em 2014, as siglas integravam uma coligação com o PTB, partido pelo qual o ex-senador tentava a reeleição.

O MPF-PR disse ter comprovado o depósito do dinheiro nas contas dos partidos por meio de recibos. Em 2014, Ricardo Pessoa não foi convocado para depor nem na CPI da Petrobras no Senado, nem na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou a estatal. Gim Argello integrou ambas.

Outro indício contra o ex-senador foi encontrado no celular do executivo Léo Pinheiro, da empreiteira OAS, apreendido ainda na 7ª fase da Operação Lava Jato.

Em mensagens, trocadas com Otávio Marques de Azevedo, presidente da empreiteira Andrade Gutiérrez, é mencionado o pagamento de R$ 350 mil para uma paróquia frequentada por Argello, que recebeu a alcunha de “Alcoólico”, em uma referência à bebida destilada “gim”. O dinheiro teria ligação com a obra da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da Petrobras, em Pernambuco.

Pinheiro também não foi convocado a depor nas comissões que investigavam a Petrobras no Congresso.

Os procuradores dizem ter recolhido ainda outras provas que corroboram o pagamento de propina, tais como registros de ligações telefônicas e reuniões.

Vitória de Pirro

Deflagrada hoje, a 28º fase da Lava Jato recebeu o nome de Vitória de Pirro e cumpre 21 mandados judiciais em Brasília, Rio de Janeiro, Taguatinga (DF) e São Paulo.

Além da prisão preventiva de Gim Argello, estão sendo cumpridos outros dois mandados de prisão temporária e quatro de condução coercitiva – quando o investigado é levado para depor e depois liberado – além de 14 ordens judiciais de busca e apreensão.

São investigados os crimes de associação criminosa, concussão, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O nome dessa fase da Lava Jato faz referência a Pirro, que foi rei de uma região na antiga Grécia e apesar de ter derrotado os romanos em mais de uma batalha, sofreu danos tão irreparáveis que tais sucessos se mostraram inúteis.

A expressão Vitória de Pirro é utilizada para se referir a uma vitória obtida a um alto preço, potencialmente acarretando prejuízos irreparáveis. A expressão recebeu o nome do rei Pirro do Épiro (318 aC – 272 aC), cujo Exército, apesar de derrotar os romanos, sofreu perdas irreparáveis.

Direção da Escola Classe 106 Norte diz que uso do vermelho é alerta contra a dengue

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Uso de roupa vermelha por alunos causa polêmica em escola pública de Brasília

 Por Marcelo Brandão – Projeto educativo de uma escola pública de Brasília causou polêmica nas redes sociais nos últimos dias e virou caso de polícia. A orientação para os alunos usarem peças de roupas vermelhas, associada pela direção da escola à responsabilidade no combate à dengue, gerou  acusações de  apoio ao governo da petista Dilma Rousseff.

A diretora disse que chegou a receber uma ligação acusando-a de ser comunista e ameaçando-a. Na semana passada, a Escola Classe 106 Norte, localizada no Plano Piloto da cidade, pediu que os pais vestissem os alunos com “camisetas e/ou assessórios” vermelhos, para uma atividade na última sexta-feira (8), como parte do projeto  Cidadão do Mundo. Segundo a vice-diretora, Lisete Prediger, o uso da cor vermelha significava um “alerta” para o combate à dengue.

“O Cidadão do Mundo trabalha com cores representando valores. Na sexta-feira, as crianças vieram caracterizadas para explicar a dengue. O vermelho era em tom de alerta para a dengue. E as crianças vieram todas de vermelho. Os pais conhecem o projeto e não tem reclamação nenhuma de pais na escola”, disse.

Chamada de “pilar da responsabilidade” para a atividade de sexta-feira, a cor vermelha, segundo a vice-diretora, também faz alusão a um dos pilares de sustentação da escola – que são coloridos – e um deles é pintado de vermelho. O projeto que associa os pilares coloridos a valores, acrescenta ela, já existe há quatro anos na escola.

Lisete disse ainda que o bilhete enviado aos pais foi modificado e divulgado em redes sociais como se a atividade tivesse alguma motivação política. “Fizeram uma montagem em cima do bilhete da gente e publicaram nas redes sociais. É isso que está causando tanta indignação”.

A diretora, Edmar Teixeira, disse ter recebido uma ligação fazendo ameaças. Uma pessoa que não se identificou, segundo ela,  chamou-a de “comunista”, disse que descobriria onde ela morava e iria à sua residência para “infernizá-la”. A ligação motivou Edmar a ir, na tarde de hoje (11), à delegacia registrar ocorrência.

A vice-diretora Lisete Prediger ressaltou, no entanto, que a escola tem recebido apoio dos pais dos alunos. Disse que a atividade aconteceu na sexta-feira, como previsto, e hoje, durante a entrada dos alunos, a direção da instituição recebeu mais uma série de manifestações de apoio. “Fizemos questão de chamar os pais para entrar na escola e explicar”, afirmou. De acordo com Lisete, nenhuma pessoa que se identificou como pai de aluno da escola criticou a atividade da última sexta-feira.

O apoio também tem se refletido em redes sociais. Na página da escola no Facebook, várias pessoas se identificaram como pais de alunos e criticaram a polêmica. No mesmo canal, a escola publicou uma nota de esclarecimento, desvinculando a atividade de qualquer intenção política.

“Entendemos que as crianças não devem ser condicionadas a atrelar o significado de qualquer cor unicamente a uma questão política e, por isso, não acreditamos que exista doutrinação nessa prática, uma vez que nos posicionamos de maneira politicamente neutra em nossas atividades educativas […].  Estamos cientes que existem inúmeras ferramentas de manipulação, mas rejeitamos fortemente que a educação precise se privar de algo tão natural quanto o uso das cores nas atividades lúdicas e pedagógicas”, diz um trecho da nota.