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Temer exonera presidente da EBC duas semanas após escolha de Dilma

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  • O jornalista Ricardo Melo foi exonerado do cargo de diretor-presidente da EBC
    O jornalista Ricardo Melo foi exonerado do cargo de diretor-presidente da EBC (Juca Varella/Agência Brasil)

     

Do UOL Rio – O jornalista Ricardo Pereira de Melo, nomeado por Dilma Rousseff para o comando da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), ficou apenas duas semanas no cargo. O presidente interino Michel Temer assinou decreto publicado nesta terça-feira (17), no Diário Oficial da União, que exonera Melo da função de diretor-presidente da estatal.

A EBC se tornou alvo de uma disputa política iniciada antes mesmo do afastamento de Dilma, aprovado no Senado na última quarta-feira (11). Na ocasião, antes da votação do processo de impeachment, a equipe de Temer já avaliava mudanças bruscas na política de comunicação do governo, que poderiam incluir corte de gastos, redução do orçamento de publicidade e o fim da contratação de veículos limitados à divulgação de textos opinativos.

Atualmente, a empresa de comunicação do governo possui 2.300 funcionários nas redações da Agência Brasil, TV Brasil, Portal EBC, Canal NBr e oito rádios, incluindo a Nacional e a MEC.

O substituto de Melo ainda não foi escolhido por Temer, mas deve sofrer resistência interna. No último sábado (14), o Conselho Curador da EBC emitiu nota oficial pela qual se posicionava contra qualquer mudança na presidência da estatal.

Na avaliação do conselho, não há amparo legal para “substituições extemporâneas”, pois o diretor-presidente teria mandato garantido por lei. Dessa forma, Melo não poderia ser destituído por decreto presidencial.

Os conselheiros da EBC argumentam que ela é uma “empresa pública criada para desenvolver atividades de comunicação pública e, portanto, de caráter não mercadológico, político-partidário ou governamental”.

Pela Lei 11.652, que cria a EBC (assinada em 2008 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva), um diretor-presidente ou outros membros da diretoria executiva da empresa só podem ser retirados do cargo nas hipóteses legais ou se receberem dois votos de desconfiança do Conselho Curador, no período de 12 meses, emitidos com interstício mínimo de 30 dias. Sindicalistas da EBC, porém, observam que a Constituição, no artigo 37, estabelece a livre nomeação e exoneração.

Outras exonerações

Além da exoneração de Ricardo Pereira de Melo, a edição desta terça do Diário Oficial da União tem pelo menos outras 24 exonerações. Confira os nomes abaixo.

  • Danilo Gennari de Souza, exonerado do cargo de subchefe de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Governo da Presidência da República;
  • Olmo Borges Xavier, exonerado do cargo de subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência da República;
  • Carlos Leony Fonseca da Cunha, exonerado do cargo de secretário especial da Micro e Pequena Empresa da Secretaria de Governo da Presidência da República;
  • Luiz Antonio Alves de Azevedo, exonerado do cargo de secretário-executivo da Secretaria de Governo da Presidência da República;
  • Luiz Cláudio Costa, exonerado do cargo de secretário-executivo do Ministério da Educação;
  • Francisco de Castro Mucci, exonerado do cargo de presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes);
  • Newton Lima Neto, exonerado do cargo de presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares;
  • Marivaldo de Castro Pereira, exonerado do cargo de secretário-executivo do Ministério da Justiça;
  • Maria Fernanda Ramos Coelho, exonerada do cargo de secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário;
  • Maria Lúcia de Oliveira Falcón, exonerada do cargo de presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária);
  • Carlos Augusto Klink, exonerado do cargo de secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente;
  • Francisco Gaetani, exonerado do cargo de secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão;
  • Guilherme Walder Mora Ramalho, exonerado do cargo de secretário-executivo da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República;
  • Alexandre de Souza Santini Rodrigues, exonerado do cargo de diretor da Cidadania e da Diversidade Cultural da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura;
  • Eduardo Mattedi Furquim Werneck, exonerado do cargo de diretor do Sistema Nacional de Cultura e Programas Integrados da Secretaria de Articulação Institucional;
  • Gabriel Portela Saliés, exonerado do cargo de assessor especial do Ministro de Estado da Cultura;
  • Guilherme Rosa Varella, exonerado do cargo de Secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura;
  • Helenise Ribeiro Caldeira Brant, exonerada do cargo de assessora especial do Ministro de Estado da Cultura;
  • Juana Nunes Pereira, exonerada do cargo de secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura;
  • Pedro Azevedo Vasconcellos, exonerado do cargo de Diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura;
  • Randal Farah de Oliveira Leão, exonerado do cargo de diretor de Desenvolvimento e Monitoramento da Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura;
  • Vinicius Gomes Wu, exonerado do cargo de secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura;
  • Ramiro Alves da Silva, exonerado do cargo de assessor especial do Ministro de Estado da Fazenda;
  • Maria de Fátima Gouveia Maciel, exonerado do cargo de assessora do gabinete da Secretaria de Governo.

Nomeações

O Planalto oficializou nesta terça a nomeação de Dyogo Oliveira para o cargo de secretário-executivo do Ministério do Planejamento, agora comandado pelo peemedebista Romero Jucá (RR).

Dyogo Oliveira estava na equipe do ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa. Ele já ocupou o mesmo cargo quando Barbosa foi ministro do Planejamento, no início do segundo mandato da presidente afastada. Depois foi transferido, junto com Barbosa, para a Fazenda, no qual ocupou o cargo também de secretário-executivo.

Já Carlos Henrique Menezes Sobral foi nomeado para a chefia do gabinete do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira. O profissional é aliado do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e exerceu o cargo de assessor especial do deputado até a semana passada. (Com Estadão Conteúdo)

BRB apoia Prêmio Nacional de Educação Fiscal 2016

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Prêmio Nacional de Educação Fiscal 2016

O projeto é realizado pela Febrafite e busca premiar as melhores iniciativas de educação fiscal do País

Promovido pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), em parceria com a Escola de Administração Fazendária (ESAF) e com o Programa Nacional de Educação Fiscal (PNEF), será lançado, hoje (17), o Prêmio Nacional de Educação Fiscal 2016.

O projeto ocorre anualmente, desde 2012, e busca reconhecer iniciativas que orientem e estimulem os contribuintes a compreenderem melhor os gastos públicos, tendo ciência, inclusive, de todos os seus direitos e deveres.

“Apoiamos este projeto desde sua segunda edição, em 2013, e o vemos com muito bons olhos. Trata-se de uma premiação de âmbito nacional, que busca, em sua essência, estimular o entendimento do orçamento público. Acreditamos que a disseminação deste tipo de conhecimento é fundamental para o desenvolvimento do país”, afirmou o presidente do BRB, Vasco Gonçalves.

Lirando de Azevedo Jacundá, primeiro vice-presidente da Febrafite e coordenador geral do prêmio, destaca, ainda, a importância do apoio do BRB a este projeto. Ele conta que é servidor da secretaria de Fazenda e que foi presidente da Associação Local dos Auditores Fiscais, por cinco mandatos. “Durante essa gestão, sempre tive grande interesse em buscar o BRB como apoiador deste projeto, por se tratar de um agente público, de fomento, e que também visa à educação fiscal. Além disso, como grande parte dos tributos da cidade são pagos pelo BRB, nada mais justo que o Banco participar deste projeto e mostrar que o foco da Instituição também perpassa pelo fomento à cidadania. Isso é de suma importância para o desenvolvimento do estado e principalmente do Distrito Federal”, ressaltou.

O lançamento da edição do prêmio deste ano será realizado amanhã (17). Instituições interessadas em participar do concurso podem inscrever-se a partir desta quarta-feira (18), até o dia 11 de julho, por meio do site www.premioeducacaofiscal.com.br. O regulamento e o formulário de inscrição também estão disponíveis neste endereço.

 

Premiação

Serão premiadas as cinco melhores iniciativas de educação fiscal em execução ou realizadas em 2015, de todo o Brasil, nas categorias: Escolas (Ensino Básico, Fundamental e Médio) e Instituições (universidades, ONGs e secretarias municipais de educação).

Os cinco projetos vencedores receberão troféus, certificados, além de uma premiação em dinheiro no valor de R$ 10 mil, R$ 5 mil e R$ 3 mil reais para os três primeiros colocados na categoria Escolas; e R$ 10 mil e R$ 5 mil para os dois primeiros lugares na categoria Instituições. A solenidade de premiação será realizada no dia 9 de novembro.

 

Instituições premiadas em 2015

No ano passado, cerca de 100 trabalhos foram inscritos no projeto. Abaixo, lista dos trabalhos premiados em ambas as categorias:

 

– Categoria Escolas

1º lugar: “Gentileza Gera Gentileza e Cidadania”, da Escola Municipal Rosália Andrade da Glória, de Congonhas (MG);

2º lugar: “Educação Fiscal: Cidadania e Diversão”, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Antônio de Sousa Pedroso – Indígena Borari, de Santarém (PA);

3º lugar: “Educação para Cidadania Fiscal”, de Aparecida de Goiânia (GO), do Colégio da Polícia Militar Nader Alves dos Santos.

 

– Categoria Instituições

1º lugar: “Conciliar é Uma Atitude (Conciliação Fiscal Integrada)”, da Vara de Execução Fiscal do Distrito Federal (TJDFT);

2º lugar: “Projeto Conscientizar para Preservar o Mundo – Lições de Cidadania”, da Prefeitura da Estância Turística de Avaré (Secretaria Municipal de Educação).

 

Serviço

Lançamento do Prêmio Nacional de Educação Fiscal 2016

Data: 17/5/2016

Horário: 19h

Local: ESAF

Tecnologia | Telegram agora permite editar mensagens já enviadas

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Telegram-iOS

Do Blog do Iphone – É comum às vezes cometermos erros de digitação enquanto escrevemos mensagens, ou então o corretor automático mudar por conta própria palavras que digitamos. O ideal seria se pudéssemos corrigir o que escrevemos mesmo depois de apertar no botão de enviar, não é mesmo?

Em uma nova atualização, o aplicativo de mensagens Telegram acaba de adicionar esta funcionalidade, desejada há tempos por muitos em outros aplicativos (como no Twitter, por exemplo): a possibilidade de editar mensagens já enviadas.

O Telegram é um aplicativo de troca de mensagens, como o WhatsApp e o Facebook Messenger. Sua grande vantagem é que as mensagens são sincronizadas com todos os seus dispositivos (iPad, computador, iPod touch, web, etc) sem precisar ficar com o iPhone perto ou ficar sincronizando com códigos e coisas do tipo. E diversas novidades costumam aparecer primeiro nele que em outros mensageiros. Confira a lista completa de mudanças da última atualização:

– Edite suas mensagens em qualquer lugar, até 2 dias após postagem.
– Mencione pessoas nos grupos digitando @ e selecionando-os através da lista — mesmo que eles não tenham nome de usuário.
– Chegue aos seus amigos rapidamente com a nova lista de Pessoas na Busca.
– Encontre atalhos para bots integrados no menu de anexo.
– Adicionados botões de compartilhamento rápido para mensagens encaminhadas de canais e grupos públicos.
– Agora o aplicativo lembra da posição anterior em uma conversa quando você troca para outra conversa e volta.
– Adicionado o botão ‘Rolar para Baixo’ com um contador de não-lidos, quando você sobe a conversa.
– Notificações sobre mensagens com stickers agora mostram qual o Emoji relevante.

Para editar uma mensagem enviada, basta tocar nela por 1 segundo, até aparecer o menu “Editar”. Você pode fazer isso com conversas enviadas no máximo nas últimas 48 horas.

Telegram iOSTelegram iOS

Semana passada começaram a rolar alguns boatos de que o Google estaria interessado em comprar o Telegram, para reforçar a sua rede social Google+. Mas enquanto isso não acontece (e torcemos para que não), o aplicativo é totalmente gratuito, sem nenhuma compra interna ou publicidade.

Se você já o usa, basta atualizar na App Store. Se não usa e quiser experimentar (vale a pena), pode baixá-lo neste link aqui.

Nós sempre falamos bem dele aqui no Blog, pois acreditamos que ele seja uma ótima opção, com diversos benefícios. Quanto mais incentivarmos o seu uso, mais ele irá crescer e ser adotado por uma quantidade maior de pessoas. É como a transição do Orkut para o Facebook, anos atrás: pode demorar para que todos os seus amigos mudem para ele, mas isso não impede que você saia na frente e seja um dos primeiros a aproveitar um aplicativo melhor.

Governo do DF retoma coleta seletiva em quatro regiões administrativas

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Foto: Dênio Simões/Agência Brasília
Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Serviço havia sido interrompido em dezembro, e contratos foram assinados nesta segunda-feira (16), em evento com a participação do governador Rodrigo Rollemberg. Em Brazlândia, a coleta feita atualmente será substituída pelo novo sistema

Por Guilherme Pera, Jade Abreu e Samira Pádua – Quatro organizações de catadores de materiais recicláveis foram contratadas pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) para retomar a coleta seletiva nas áreas urbanas da Candangolândia, do Núcleo Bandeirante, de Samambaia e de Santa Maria. O serviço está suspenso nessas localidades desde dezembro de 2015 para adaptação do modelo adotado. Em Brazlândia, a coleta é feita, mas será substituída pelo novo sistema por apresentar melhores resultados.Os contratos foram assinados nesta segunda-feira (16) na associação Recicle a Vida, em Ceilândia, em evento com a participação do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

O objetivo do governo é que toda a coleta de lixo do DF seja feita por cooperativas de catadores. “Hoje damos um passo importante para que esse sonho um dia se realize. Neste ano, o SLU comemora 55 anos e não poderia haver presente melhor que este”, afirmou o chefe do Executivo.

O prazo de vigência do contrato é de 12 meses, podendo ser prorrogado por igual período, não ultrapassando 60 meses. Para coletar em Santa Maria, a responsável será a R3; em Samambaia, a Recicle a Vida; em Brazlândia, a Acobraz; e na Candangolândia e no Núcleo Bandeirante, a Renascer.

Os veículos circularão em áreas específicas, que têm a característica de produzir a maior quantidade de materiais recicláveis nas regiões. Serão atendidos 90% da Candangolândia e do Núcleo Bandeirante juntos, 60% de Brazlândia, 30% de Santa Maria e 15% de Samambaia.

A contratação das quatro organizações de catadores de materiais recicláveis é uma iniciativa do projeto Reciclagem e Cidadania, do SLU, que tem como uma das ações o projeto Coleta Seletiva Inclusiva.

Como funcionará
Vinte e quatro trabalhadores das associações contratadas farão o trabalho nas cinco localidades: 4 motoristas de caminhão, 12 catadores, 4 organizadores e 4 auxiliares. De acordo com o SLU, aproximadamente 185 pessoas associadas farão a triagem do material nos locais preestabelecidos pelas organizações de catadores.

O custo estimado para cada um dos quatro contratos é de R$ 383.183,52 anualmente, correspondendo a R$ 31.931,96 por mês. A meta é atender 144.756 habitantes, em domicílios e comércios, e recolher 390 toneladas de material reciclável por mês. Juntas, as cinco regiões administrativas abrigam 473.719 moradores.

As organizações têm até um mês após a assinatura dos contratos para dar início aos trabalhos. Para serem contratadas, elas comprovaram exigências, como ter veículos com até cinco anos de uso, fornecer equipamentos de proteção individual e uniformes para os trabalhadores e instalar GPS nos caminhões para acompanhamento das rotas pelo SLU.

Na área comercial, o serviço deve ser feito no mínimo três vezes por semana. Já na residencial, serão duas vezes, pelo menos. As rotas têm de ser divulgadas pelas organizações antes do início dos trabalhos e, depois, periodicamente.

Legislação
A Lei Federal nº 11.445, de janeiro de 2007, permite a contratação por dispensa de licitação de cooperativas e associações de catadores para a coleta e o processamento de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis, desde que atendam a regras da legislação vigente.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, preconiza a prioridade de contratação de organizações de catadores para fazer a coleta seletiva por dispensa de licitação. Já a Política Distrital de Resíduos Sólidos (Lei nº 5.418, de 24 de novembro de 2014) traz como um dos objetivos o incentivo a programas que beneficiem o catador como agente de limpeza e de coleta seletiva.

Serviços
Nas outras regiões em que o serviço é prestado — Águas Claras, Ceilândia, Cruzeiro, Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA)/Estrutural, Guará, Park Way (até a Quadra 5), Plano Piloto, Setor de Indústria e Abastecimento, Sobradinhos I e II, Sudoeste/Octogonal, Taguatinga, Vicente Pires, Lago Sul, Jardim Botânico, Lago Norte e Varjão —, o contrato é entre a autarquia e empresas privadas.

Em março de 2015, o serviço de coleta seletiva foi interrompido na Fercal, no Itapoã, no Paranoá, em Planaltina, em São Sebastião e na área rural do DF. Em dezembro, a suspensão ocorreu em outros nove locais: Candangolândia, Gama, Núcleo Bandeirante, Park Way (a partir da Quadra 6), Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, Samambaia e Santa Maria.

As empresas escolhidas por licitação não quiseram renovar os contratos, sob alegação de prejuízo financeiro. De acordo com o SLU, os contratos feitos em fevereiro de 2014 previam que 10% dos resíduos no DF seriam coletados de forma seletiva, mas esse número mostrou-se menor em 2014 e em 2015.

As cooperativas foram escolhidas por serem as que mais se mostram com capacidade de atender às exigências do edital e por estarem próximo às regiões abrangidas. E as áreas são as que apresentaram os maiores percentuais de resíduos secos coletados em 2015, segundo estudos do SLU.

“Gradativamente serão incorporadas novas regiões, levando-se consideração a caracterização dos resíduos e a renda da população, que estão diretamente ligadas, e a disponibilidade de recursos pelo governo”, explica a diretora-geral do SLU, Kátia Campos, que participou do evento de assinatura desta segunda-feira.

Também compareceram a colaboradora do governo de Brasília, Márcia Rollemberg; o secretário de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Joe Valle; o diretor-presidente interino da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Júlio Menegotto; o promotor de Justiça do Ministério Público do DF e Territórios Roberto Carlos Batista; os deputados distritais Luzia de Paula (PSB), Juarezão (PSB) e Julio Cesar (PRB), líder do governo na Câmara Legislativa; os administradores regionais de Brazlândia, Devanir Gonçalves de Oliveira, da Candangolândia e do Núcleo Bandeirante, Cleudimar Sardinha, de Ceilândia, Vilson de Oliveira, do Gama, Maria Antônia Rodrigues Magalhães, da Estrutural, Evanildo Macedo, e de Samambaia, Paulo Antônio da Silva; entre outras autoridades, além de representantes das cooperativas de catadores contratadas.

Afastada, Dilma pensa em renunciar e ser governadora do RS

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Da coluna Claudio Humberto com Metro Jornal- A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) pretende repetir o gesto do ex-presidente Fernando Collor e renunciar antes de o Senado iniciar seu julgamento, afirma o colunista Cláudio Humberto, do jornal Metro.
Uma fonte petista do alto escalão diz que a renúncia passou a ser considerada após a aprovação da admissibilidade do impeachment no Senado por 55 a 22 – para condená-la, 54 votos bastam.A ideia seria fazer o caminho de um dos ídolos da petista, Leonel Brizola, disputando o governo gaúcho ou o do Rio de Janeiro. A prioridade de Dilma seria disputar o governo do Rio Grande do Sul, onde se radicou, e foi secretária estadual.

Se confirmada a forte possibilidade de impeachment, Dilma ficará inelegível por oito anos. A renúncia poderia preservar sua elegibilidade.

No caso de Collor não deu certo: na ocasião, o Senado ignorou a renúncia e decidiu manter o julgamento, aprovando o impeachment.

Estratégia de defesa

Dilma, nos próximos dias, manterá a estratégia de dizer que foi vítima de um golpe, mantendo mobilizada a sua militância.

Maratona
A presidente afastada prepara agora uma série de viagens pelo Brasil e pelo exterior para defender o seu mandato, enquanto o processo de impeachment é analisado pelos senadores, informa a BandNews FM.

Rollemberg abre consulta pública de projeto de eleição para administrador regional

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consulta publica adm regional

Prazo para envio de críticas e sugestões vai até 14 de junho

Por Guilherme Pera – Está aberta por 30 dias a consulta pública sobre a proposta de eleição para administradores regionais e para conselheiros comunitários. Serão 30 dias destinados ao envio de sugestões e críticas de qualquer cidadão com domicílio eleitoral no Distrito Federal ou entidades devidamente registradas. A participação poderá ser feita pela internet ou de forma presencial no anexo do Palácio do Buriti.

Quem quiser opinar deverá preencher formulário com nome, endereço, CPF (ou CNPJ, no caso de entidades), e-mail, profissão e região administrativa do domicílio eleitoral. Também há um campo para informar se há vínculo com algum movimento social e outro sobre filiação partidária — este, opcional. Não haverá possibilidade de mudar o texto após o envio, mas não há um limite de sugestões. A consulta pública virtual estará disponível até as 23h59 de 14 de junho.

A proposta está publicada na íntegra, com espaço para sugestões em cada artigo — hoje são 15, mas é possível sugerir a criação de outros. “Esse é um dos projetos de lei mais importante do governo a ser enviado para a Câmara Legislativa”, avalia o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio. “É uma iniciativa para aumentar a participação popular e a consulta pública serve para aperfeiçoar o projeto”, continua.

Previsão legal
A eleição direta para administradores regionais e a criação de conselhos comunitários relacionados às administrações são itens previstos na Lei Orgânica do Distrito Federal, mas que nunca foram implementados. Foi uma promessa de campanha do governador Rodrigo Rollemberg, assim como a abertura de debate com a população.

Apesar de ser prevista em lei, atualmente a escolha dos administradores regionais funciona por indicação com chancela do chefe do Executivo. A proposta é passar para os moradores de cada região administrativa o poder de nomear o candidato preferido. O pleito ocorreria a cada quatro anos, simultaneamente ao de governador.

Conselhos
Para os conselheiros comunitários, as eleições serão indiretas. Entidades sem fins lucrativos cadastradas na Subsecretaria de Movimentos Sociais e Participação Popular, da Casa Civil, poderão indicar esses representantes — um por organização. Esses conselhos trabalharão em sintonia com os administradores regionais, levando demandas para eles.

Endereços

Pela internet: www.brasilia.df.gov.br/consultapublicavirtual

Presencial: Anexo do Palácio do Buriti, sala 413, Subsecretaria de Movimentos Sociais e Participação Popular da Casa

ARTIGO | É preciso passar o Brasil a limpo

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Por Chico Leite

O Brasil tem hoje 10,4 milhões de desempregados. Milhares de empresas fechando as portas. A busca por uma solução racional e duradoura deveria ser a maior preocupação da classe política no presente momento.

O momento é de unir o País. O maior desafio será a construção de um novo modelo político. O que está aí se exauriu completamente e está na raiz das sucessivas crises como a que estamos vivendo hoje.

A despeito do resultado do processo do impeachment, o Brasil continuará mergulhado na crise atual. A briga de poder entre dois partidos, o PT e o PMDB, que governaram juntos durante cinco anos, e agora confrontam-se, leva o país a uma situação sem esperança.

A deposição de Dilma não será suficiente para debelar a crise por que passa o país. A solução seria a convocação de novas eleições para presidente e vice-presidente da República pela Justiça Eleitoral.

É precisa virar a página da crise. O povo quer mudança, com as reformas tributária e política, sem desvios de recursos e sem corrupção. E passar o Brasil a limpo. Apoiar a Operação Lava Jato e todas outras ações que apareçam para combater a corrupção, hoje o maior mal do país.

O Brasil quer voltar a crescer. O país precisa de paz e tranquilidade. O povo não suporta mais essa crise moral, ética e econômica. Não há mais como repactuar a governabilidade praticando a velha política. Esse cabo de força entre partidos como PT, PMDB e PSDB está levando a economia à recessão, que ameaça o setor produtivo e leva a população ao desemprego.

Cada um tem que fazer a sua parte. Venho trabalhando lado a lado nos últimos anos com os mais diversos segmentos da sociedade. Lutamos juntos, dialogamos, compartilhamos experiências, buscamos soluções em conjunto, comemoramos as vitórias. Assim é que deve ser feita a político. De mãos dados com a sociedade. Sem desconectar da realidade.

Precisamos de posicionamentos firmes e sempre estar aberto ao diálogo e ao debate de ideias. O país precisa de agenda propositiva, voltada para o desenvolvimento sustentável, a renovação política e econômica do país.

Os movimentos expressados através das manifestações dos últimos anos são um claro sinal de busca por mudanças e um novo jeito de fazer política. Precisamos de políticas coerentes com a renovação e o compromisso com o futuro do Brasil.

Lembro de uma fase de Marina Silva, nossa porta-voz da Rede Sustentabilidade, que reforça a necessidade de visão estratégica para o Brasil: “Uma das coisas mais importantes para que a gente possa resolver os problemas, em primeiro lugar, é reconhecer que eles existem”.

Chico Leite é procurador licenciado do Ministério Público, professor de Direito Penal e líder da Rede Sustentabilidade na Câmara Legislativa

Operação Lava Jato chega ao Judiciário: PGR pede para investigar presidente do STJ

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 Presidente do Superior Tribunal de Justiça, Francisco Falcão, é suspeito de ter patrocinado manobras ilegais para obstruir investigações da Lava Jato em favor de dois dos mais poderosos réus da operação, Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo

Por Sylvio Costa, do Congresso em Foco – Rumores sobre a participação de membros do Poder Judiciário nos esquemas ilegais desmascarados pela Operação Lava Jato tornaram-se intensos desde que veio a público a delação premiada do ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (MS).

Delcídio disse que a nomeação do ex-procurador da República e ex-desembargador federal Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ocorreu com o fim expresso de obstruir as investigações da Lava Jato. Segundo o ex-senador, cassado na semana que passou, Navarro foi nomeado por força de uma verdadeira conspiração judicial, envolvendo a presidente afastada Dilma Rousseff, o então ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Francisco Cândido de Melo Falcão Neto.

O principal objetivo da operação: tirar da cadeia o empresário Marcelo Odebrecht, do Grupo Odebrecht, e o principal executivo do grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, ambos presos preventivamente em Curitiba pela força-tarefa comandada pelo juiz Sérgio Moro.

Francisco Falcão Foto: Antonio Cruz/ABr

Toda a imprensa brasileira também publicou que, em razão da delação de Delcídio, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediria investigação de Dilma, Cardozo e Navarro. Informou ainda que o inquérito proposto ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Janot tem outro alvo poderoso, o ex-presidente Lula. No último caso, pelo que já é de conhecimento público, em razão da denúncia de que o líder máximo petista foi o verdadeiro mentor da manobra destinada a calar, mediante corrupção, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.Definidos o contexto e os principais personagens da trama, aqui começam as novidades, apresentadas com exclusividade pelo Congresso em Foco:

1) O pedido de abertura de inquérito tramita no STF como procedimento “oculto”, formalizado por Rodrigo Janot no último dia 27, conforme comprova imagem destacada nesta reportagem.

“Oculto” é o processo que sequer entra para os registros oficiais da instituição, publicados no portal do Supremo, dado o sigilo que o envolve.

2) Na peça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deixa clara a necessidade de investigar Navarro e o próprio presidente do STJ, ministro Francisco Falcão (que no documento chega a aparecer, incorretamente, como Joaquim Falcão, confusão feita com o nome de celebrado jurista do Rio de Janeiro).

Com o pedido ao Supremo para apurar fatos expressamente atribuídos a Falcão e Navarro, mergulha definitivamente nas águas sulfurosas da Lava Jato o único poder (o  Judiciário, claro) que até então vinha se mantendo à margem da crise política, econômica e moral que engolfou o Executivo e o Legislativo – seja pela ação de Moro, seja pela ação do STF, a despeito de eventuais críticas a excessos cometidos por ambos.

(ENTRE AQUI PARA VER O DOCUMENTO ORIGINAL)

3) A PGR levou bastante a sério as informações de Delcídio sobre a ação dos personagens citados. “Trata-se de testemunho direto, de visu e de auditu, com indicação precisa de tempo, local e interlocutores. Não há recurso ao rumor nem ao ouvir dizer”. Acrescenta que o ex-líder do governo extrato da sua agenda oficial e a relação de telefonemas recebidos de Navarro, para confirmar seus encontros com Dilma (que nega ter tratado com o ex-senador da questão) e Navarro.

De acordo com o ex-senador, sob as ordens de Dilma, ele próprio ficou de negociar com Navarro enquanto o ex-ministro Cardozo teve tratativas com Francisco Falcão para fechar a nomeação do ministro e sua indicação para a 5a Turma do STJ, onde eram julgados os recursos referentes à Lava Jato.

4) A PGR constata, no documento, que houve “interlocução densa” entre Delcídio e Navarro e que o depoimento prestado por Diogo Ferreira Rodrigues, assessor do ex-senador, “se harmoniza perfeitamente com o do congressista e veicula pormenores das tratativas anteriores à nomeação de Marcelo Navarro Ribeiro Dantas.

Com efeito, como você pode verificar no original, Diogo fornece detalhes até agora desconhecidos sobre o tema, além de mensagens trocadas pelo celular com Navarro, que não deixam dúvidas quanto ao fato de que Delcídio, na condição de líder do governo Dilma, participou ativamente dos entendimentos para viabilizar a aprovação do seu nome pelo Senado.

Marcelo Navarro Foto: Sérgio Lima/STF

Os personagensEsta reportagem não tem a pretensão de esclarecer todos os fatos relativos ao enredo aqui descrito, mas é fundamental levar em conta o apito que toca cada um dos personagens (pessoas ou instituições) abaixo indicados:

Supremo Tribunal Federal (STF) – é a única corte judicial brasileira com poder para mandar para a prisão autoridades que estão no topo da cadeia de poder nacional, tais como presidente e vice-presidente da República, ministros de Estado, ministros de tribunais superiores e parlamentares federais.

Superior Tribunal de Justiça (STJ) – formada por 33 ministros, é a segunda corte judicial mais importante do Brasil. É a última instância para o julgamento de todas as ações que não envolvam matéria constitucional controversa (hipótese em que a palavra final é do STF) ou assuntos da alçada de tribunais específicos (como o Tribunal Superior Eleitoral, para questões eleitorais, e o Tribunal Superior do Trabalho, para questões trabalhistas). É o tribunal competente para processar e julgar crimes cometidos por governadores, desembargadores estaduais e outras autoridades com foro privilegiado.

Procuradoria-Geral da República (PGR) – é a instituição encarregada de apurar e denunciar crimes contra autoridades com foro no Supremo. Seu chefe, o procurador-geral da República, também é a principal autoridade do Ministério Público da União (MPU), que é constituído por quatro “braços”. Os três primeiros têm como escopo atividades já evidenciadas pelos seus nomes: Ministério Público do Trabalho, Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e Ministério Público Militar. Todas as demais questões são da órbita do Ministério Público Federal (MPF). O pedido do procurador-geral é para a primeira fase de um processo criminal no Supremo, que é a do inquérito. Nessa etapa, reúnem-se elementos de provas para a formação de culpa (ou não) dos envolvidos, abrindo assim espaço para o momento seguinte, que é a apresentação da denúncia. Os implicados só se tornam réus depois que a denúncia é aceita pelo STF.

Francisco Falcão, presidente do STJ – os assinantes da Revista Congresso em Foco sabem mais a seu respeito do que a grande maioria das pessoas que se julgam bem informadas. Em reportagem publicada em junho de 2015, mostramos os laços políticos entre Falcão e a cúpula do PMDB no Senado. A reportagem revelou que senadores peemedebistas como Romero Jucá (atual ministro do Planejamento), Vital do Rêgo (atual ministro do Tribunal de Contas da União, TCU) e Eunício Oliveira (líder do partido na Casa) apresentaram emendas para retirar R$ 175 milhões de outras áreas federais em favor do plano de saúde do STJ, cujo conselho deliberativo Falcão comandou por cinco anos. Auditoria constatou várias irregularidades no plano de saúde. O ministro, que completará 64 anos no próximo dia 30, é pernambucano e é filho do falecido ex-ministro do STF Djaci Falcão.

Marcelo Navarro – Mestre e doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), tem 53 anos. Foi promotor de justiça no Rio Grande do Norte, seu estado natal, e depois procurador da República e desembargador federal, lotado no Tribunal Regional Federal da 5a Região. Tomou posse como ministro do STJ em 30 de setembro de 2015. Na 5a Turma do STJ, substituiu o ministro Newton Trisotto na relatoria das questões relativas à Lava Jato. Em 24 de novembro e em 3 de dezembro de 2015, respectivamente, votou (como relator) favoravelmente a habeas corpus que beneficiaria Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo – nomes, não custa lembrar, ligados às duas mais poderosas empreiteiras do país. Seu voto foi isolado e vencido. A repercussão o levou a abandonar a relatoria de processos relativos à Lava Jato.

Defesa

O Congresso em Foco manteve contato, ao longo deste domingo (15), com a assessoria de comunicação do STJ, que disse não ter conseguido localizar Falcão e Navarro. Sem a manifestação dos dois ministros sobre os fatos aqui reportados, fiquemos com nota divulgada pelo ministro Marcelo Navarro em março, quando a revista IstoÉ divulgou em primeira mão a delação de Delcídio:

“Em relação à reportagem publicada hoje pela revista IstoÉ ― e repercutida por vários veículos da mídia e nas redes sociais ―, com supostas declarações do Senador Delcídio do Amaral, algumas das quais pertinentes a meu nome, tenho a esclarecer que, na época em que postulei ingresso no Superior Tribunal de Justiça estive, como é de praxe, com inúmeras autoridades dos três Poderes da República, inclusive com o referido parlamentar, que era então o Líder do Governo no Senado. Jamais, porém, com nenhuma delas tive conversa do teor apontado nessa matéria. Os contatos que mantive foram para me apresentar e expor minha trajetória profissional em todas as funções que exerci: Professor de Direito, Advogado, Promotor de Justiça, Procurador da República e Desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Nunca me comprometi a nada, se viesse a ser indicado. Minha conduta como relator do caso conhecido como Lavajato o comprova: em mais de duas dezenas de processos dali decorrentes, não concedi sequer um habeas corpus monocraticamente, quando poderia tê-lo feito. Nos apenas seis processos em que me posicionei pela concessão da soltura, com base em fundamentação absolutamente jurídica, levei-os ao Colegiado que integro (5ª Turma do STJ). Voto vencido, passei a relatoria adiante, e não apenas naqueles processos específicos: levantei questão de ordem, com apoio em dispositivo do Regimento Interno da Corte, para repassar também os outros feitos conexos, oriundos da mesma operação. Tenho a consciência limpa e uma história de vida que fala por mim.”

Comissão do Impeachment do Senado retoma trabalhos nesta semana

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Antonio Anastasia e Raimundo Lira se encontram essa semana com o presidente do STF
Antonio Anastasia e Raimundo Lira se encontram essa semana com o presidente do STF

O afastamento da presidenta Dilma Rousseff do cargo, na última semana, não significa o fim do processo de impeachment, nem o encerramento dos trabalhos no Senado em relação ao assunto. A Comissão Especial do Impeachment voltará a se reunir nesta semana, já na condição de Comissão Processante, para começar a definir os próximos passos da ação contra a presidenta afastada.

Nesta terça-feira (17), o presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), e o relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), se reunirão com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e assessores jurídicos, para tomar conhecimento dos detalhes legais do procedimento a partir de agora.

Lewandowski assumiu, na última semana, a condição de presidente do processo contra Dilma, mas quem presidirá os trabalhos da comissão é Lira. Isso significa que o presidente do STF passará a ser a última instância recursal, para resolver dúvidas e questionamentos. Assim, em questões de ordem apresentadas pela base de apoio a Dilma, por exemplo, caso a resposta de Lira seja negativa, os senadores poderão recorrer a Lewandowski.

O presidente do Supremo já tem, inclusive, uma sala reservada no Senado, em caso de haver necessidade de despachar por lá. No entanto, ele já comunicou que pretende acompanhar os trabalhos da comissão a distância, de seu gabinete no STF. Lewandowski também já assinou seu primeiro ato como presidente do processo, o mandado de citação para que Dilma apresente defesa no prazo de 20 dias – que começou a contar na última quinta-feira (12).

O ato deu início à nova fase do processo, que também vai incluir a produção de provas, a tomada de depoimentos de testemunhas e debates entre defesa e acusação, tudo no âmbito da Comissão Processante – ela continua com a mesma formação de 21 membros que analisou, na primeira fase, a admissibilidade do processo.

Nesta nova fase, a presidenta afastada poderá prestar depoimento. Isso dependerá de os membros da comissão requererem e de ela aceitar. Dilma Rousseff não será obrigada a ir ao Senado, ela pode apenas ser convidada para prestar esclarecimentos, de acordo com o ministro Lewandowski. Ela pode ainda responder por escrito aos questionamentos dos senadores.

Por enquanto, no entanto, ainda não se sabe se haverá interesse da defesa ou da acusação na presença dela. Os primeiros requerimentos para a tomada de depoimentos só devem começar a ser apresentados a partir de quarta-feira (18), quando a comissão deve se reunir por completo pela primeira vez após a admissibilidade do processo e definir um plano de trabalho.

De acordo com o presidente Raimundo Lira, o colegiado terá prazo de 180 dias, enquanto a presidente está afastada, para concluir os trabalhos. Mas a intenção é que o relatório esteja pronto para ir ao plenário do Senado antes disso.

“Nós não pretendemos usar os 180 dias porque isso gera uma expectativa na população brasileira. Por outro lado, não vamos acelerar, nem encurtar o prazo, a ponto de prejudicar a ampla defesa da acusada”, explicou.

Ainda de acordo com Lira, não há previsão de que a comissão funcione de segunda a sexta-feira, como vinha ocorrendo na fase de admissibilidade. Em princípio, o colegiado deverá se encontrar nos dias de atividades no Senado, de terça a quinta-feira, mas isso também deve ser decidido coletivamente a partir desta semana.

Após todas as oitivas e análises de documentos, o relator deverá fazer um parecer com seu voto, admitindo ou não o crime de responsabilidade por parte da presidenta da República. Lewandowski já se manifestou contrário à hipótese de que a comissão e Anastasia analisem outros fatos estranhos ao que foi acatado pelo presidente da Câmara quando a denúncia começou a tramitar.

Assim, novos fatos que liguem a presidenta à Operação Lava Jato, por exemplo, devem ficar de fora do relatório que será apresentado por Anastasia. Ele deverá se ater às pedaladas fiscais e à edição de decretos de suplementação orçamentária irregulares.

Administrações regionais: “O inimigo administra na sala ao lado”

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leitor

 

Por Eduardo Rodrigues

O projeto de lei de autoria do Poder Executivo ao meu ver, trava uma verdadeira guerra política comunitária e isso porquê? O cargo é somente para Administrador Regional, logo sua equipe seria uma caixa de surpresa, o nome desse filme seria: “O inimigo administra na sala ao lado”.

A formação dos conselhos Comunitários por entidade contrária, seria uma oposição natural ao eleito não deixando de espécie alguma o mesmo fazer uma boa gestão.

Sugiro que ao invés dos Conselhos Comunitários, o candidato ao cargo de administrador formasse uma chapa com os principais cargos necessários para uma boa administração pública e a comunidade não votaria em um candidato e sim na chapa.

Eduardo Rodrigues é gestor imobiliário