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Concurso da Policia Civil encerra inscrições nesta segunda-feira. Inicial de até R$ 17 mil

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policia civil sede

Do Gran Cursos On Line – Atenção concurseiros que desejam ingressar na carreira policial! Termina nesta segunda-feira (16), o prazo para inscrições no concurso da Polícia Civil do Distrito Federal que visa o preenchimento de 100 vagas no cargo de Perito Criminal (Concurso PCDF – Perito Criminal).

Do total de vagas, 20 são para preenchimento imediato e 80 para formação de cadastro de reserva. O subsídio inicial do Perito Criminal é de R$ 16.830,85 por jornada de trabalho de 40 horas semanais. Podem participar da seleção, homens e mulheres, maiores de 18 anos e nível superior completo nas áreas informadas no edital.

As inscrições serão feitas exclusivamente via internet no endereço eletrônico http://www.iades.com.br no período entre 8 (oito) horas do dia 30 de março e 22 (vinte e duas) horas do dia 5 de maio de 2016. O valor da taxa de inscrição é de R$ 210,00 e deverá ser pago via boleto em qualquer agência bancária.

Os candidatos serão avaliados em duas etapas, a primeira composta por 7 fases e a segunda composta por Curso de Formação Profissional.

As provas objetivas e discursivas serão aplicadas na data provável de 19 de junho de 2016, no turno da tarde e com a duração de 5 (cinco) horas. Os locais, datas e horários de aplicação das provas objetivas e discursiva serão divulgados no endereço eletrônico da banca, na data provável de 7 de junho de 2016.

Detalhes:

  • bullet1.gif (844 bytes)Concurso: Polícia Civil do DF (Concurso PCDF 2016)
  • bullet1.gif (844 bytes)Banca organizadora: Iades
  • bullet1.gif (844 bytes)Cargos: Perito Criminal
  • bullet1.gif (844 bytes)Escolaridade: Nível Superior
  • bullet1.gif (844 bytes)Número de vagas: 100
  • bullet1.gif (844 bytes)Inscrições: de 30 de março a 5 de maio de 2016
  • bullet1.gif (844 bytes)Taxa: R$ 210,00
  • bullet1.gif (844 bytes)Remuneração: Até R$ 16.830,85
  • bullet1.gif (844 bytes)Data da prova objetiva: 19 de junho de 2016

edital

Sesc Festclown, festival internacional de palhaços, anima Brasília

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palhaços
Palhaços brasileiros e de várias partes do mundo alegram a população do Distrito Federal com apresentações gratuitas em diversos pontos na 14ª edição do Sesc Fest Clown (Elza Fiuza/Agência Brasil)

O Sesc Festclown chega em sua 14ª edição, em Brasília, trazendo alegria e sorrisos para a população da cidade. Reconhecido mundialmente, o evento traz apresentações de diversos profissionais da palhaçaria do país e do exterior. Os shows vão ocorrer no complexo da Funarte; no Parque da Cidade; na Torre de TV; na Feira do Produtor, na Ceilândia; na Praça do Relógio, em Taguatinga, e no Teatro Sesc Paulo Gracindo, no Gama. Os palhaços também se apresentarão em creches, asilos e no Hospital da Criança de Brasília.

O projeto, que surgiu para comemorar o Dia do Circo, reúne atualmente cerca de 135 profissionais da palhaçaria com profissionais de Israel, da Argentina, Alemanha, Colômbia, do Peru, Uruguai e de diversas regiões do Brasil.

Segundo o assistente de coordenação de Ações Culturais do Sesc-DF e idealizador do projeto, Rogéro Torquato, o festival possibilita a troca de experiência entre os animadores da área. “Ele reúne grandes nomes da palhaçaria mundial, e isso traz qualidade ao evento, além de influenciar no crescimento e no reconhecimento dos atores. É uma oportunidade de intercâmbio para os profissionais de palhaçaria, que se encontram no Distrito Federal e podem apreciar os mestres em oficinas, se tornando melhores”, disse.

Torquato disse ainda que a ida às creches, asilos e hospitais é importante para a vida das pessoas que estão nesses locais. “Queremos levar alegria e riso para as pessoas que ficam isoladas e não têm essas oportunidades. É importante para amenizar e alegrar a vida dessas pessoas”, disse.

Além da programação tradicional, acontecerá o Festcloff, que reunirá pequenas apresentações de várias companhias com mediação de um mestre de cerimônias.

O festival prossegue até o domingo (15) com as apresentações a partir das 15h, com espetáculos de 30 em 30 minutos. A entrada é franca.

Construtora pagou propina a Arruda e Agnelo Queiroz, dizem delatores

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Ex-governadores José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz
Ex-governadores José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz

Pagamento teria sido por obra do estádio Mané

Garrincha, em Brasília. Ex-governadores negam

recebimento de propina da Andrade Gutierrez

 

DO G1- Ex-executivos da empreiteira Andrade Gutierrez afirmaram a investigadores da Lava Jato, em delação premiada, que pagaram propina a dois ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz, para a construção do estádio Mané Garrincha, em Brasília, que recebeu em 2014 jogos da Copa.

As informações, obtidas pela TV Globo, estão nas delações de Clóvis Peixoto Primo e Rogério Nora de Sá. Eles também revelaram o pagamento de propina ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral, do PMDB. Os dois afirmaram ainda que houve pagamento de propina aos ex-governadores do Amazonas Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD), hoje senadores pelo estado.

José Roberto Arruda

Clóvis Primo disse que houve em 2009, antes da formação do consórcio que ganhou a licitação para construir o Estádio Nacional de Brasília, um acerto para o pagamento de propina de 1% do valor ao então governador do DF, José Roberto Arruda.

Ele também disse que realizou os pagamentos mesmo depois de Arruda ser afastado do cargo e preso, apontado como o comandante de um suposto esquema de distribuição de propina a aliados. Ele foi o primeiro governador preso no país.

A defesa negou as acusações, afirmou que o contrato da construção não foi assinado durante a gestão de Arruda e negou que tenha havido repasse ou pagamento quando ele esteve no cargo.

Agnelo Queiroz

Rogério Nora de Sá afirmou que também houve pagamento a Agnelo. Segundo ele, os repasses eram feitos por diretores da Andrade Gutierrez. Ele também declarou que não havia valor fixo, mas que o ex-governador pediu pagamentos para o PT.

A defesa negou que Agnelo tenha recebido ou pedido dinheiro à construtora. O PT diz que todas as doações recebidas foram feitas dentro da legalidade.

Amazonas

Os ex-executivos da Andrade Gutierrez, investigados na Operação Lava Jato, também revelaram, na delação premiada, que pagaram propina aos ex-governadores do Amazonas Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD), que, atualmente, são senadores pelo estado.

Eduardo Braga foi ministro de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff. Ele afirmou, por meio de nota, que a denúncia é “absurda” e que está indignado e se sentindo ofendido com as acusações.

O senador Omar Aziz afirmou que é alvo de “retaliação” da Andrade Gutierrez por não aceitar aditivos de “mais de R$ 1 bilhão” ao valor da obra da Arena da Amazônia. O senador disse ainda que as doações de campanha que recebeu foram declaradas à Justiça Eleitoral. “Agi com transparência e não me surpreende saber que estou sendo alvo de retaliação da Andrade Gutierrez. Todas as doações de minhas campanhas foram declaradas à justiça eleitoral”, afirmou.

A Andrade Gutierrez afirmou que não irá comentar. Na delação premiada, ex-executivos revelaram que, para vencer a concorrência da obra da Arena da Amazônia, a empresa teve informações privilegiadas do governo estadual. Além disso, de acordo com os relatos, a construtora chegou a ajudar na elaboração do projeto e do edital.

Segundo Clóvis Primo, a Andrade Gutierrez tinha preferência pela obra porque estava instalada há muitos anos no Amazonas.

Eduardo Braga

Havia uma combinação, que ocorreu durante os oito anos do governador, Eduardo Braga (PMDB), de pagamento de propina de 10% sobre o valor de cada obra da empreiteira, segundo o delator.

De acordo com Primo, Braga fazia ameaças se houvesse atraso no pagamento da propina. “Ele era jogo duro”, afirmou.

Braga teria recebido entre R$ 20 e R$ 30 milhões, segundo estimativa de Sá.

Omar Aziz

Ao detalhar a licitação da Arena da Amazônia, Primo disse ter se encontrado, em hotel em Brasília, com o sucessor de Braga no governo do estado, o senador Omar Aziz (PSD).

O delator afirmou ter tentando negociar redução da propina e disse que, após fazer “um grande teatro” e ter se exaltado, Aziz aceitou a redução para 5% do valor das obras.

Segundo Sá, em outra reunião, em São Paulo, Omar Aziz pediu propina de R$ 20 milhões à construtora, alegando que a empresa tinha grande volume de obras no estado e que a verba seria usada para pagar despesas de campanha.

O delator afirmou que, ao ouvir que não era possível, Omar Aziz teria insistido de modo agressivo, aumentado o tom e afirmado que, se a propina não fosse paga, o governo estadual poderia “se vingar” da Andrade Guetierrez.

A delação informa que Omar Aziz teria inclusive sugerido que a construtora executasse algum serviço de medição de terraplanagem e embutisse o valor.

O total pago pela Andrade Gutierrez a Aziz somou cerca de R$ 18 milhões, segundo Sá, e teriam sido feitos pelo menos até setembro de 2011.

A Procuradoria-Geral da República ainda não pediu abertura de inquérito para investigar os dois senadores.

Sistema on-line facilitará contato entre Agefis e administrações regionais

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Quando uma solicitação for inserida, aparecerá um mapa do Distrito Federal com informações relevantes, como áreas de grilagem, espaços em regularização e projeto urbanístico. (Foto: Andre Borges/Agência Brasília)
Quando uma solicitação for inserida, aparecerá um mapa do Distrito Federal com informações relevantes, como áreas de grilagem, espaços em regularização e projeto urbanístico. (Foto: Andre Borges/Agência Brasília)

Denúncias poderão ser feitas de maneira virtual, dispensando o uso de papéis. Mudança visa tornar o pedido por ações fiscais mais simples e rápido

Por Samira Pádua – A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) desenvolveu um sistema on-line para tornar mais simples e rápidos os pedidos das administrações regionais para verificar irregularidades. Antes feitas por meio de ofício, as solicitações passarão a ser inseridas na ferramenta ainda neste semestre e a tramitar eletronicamente.

O acesso ao sistema da autarquia é restrito a gestores cadastrados. No caso de denúncias de cidadãos feitas à administração regional, elas poderão ser acompanhadas no órgão por meio do número do processo.

Segundo a agência, em média, 1.180 ofícios de denúncias por mês foram recebidos de janeiro a abril deste ano. Além de eliminar o uso de papel, a tecnologia deverá acelerar o retorno sobre o andamento das requisições. “Quando se demora para resolver um problema, ele acaba se consolidando”, comenta a diretora-presidente da Agefis, Bruna Pinheiro.

Como funciona
Gestores cadastrados acessarão o sistema pelo portal da Agefis na internet, com login e senha. Quando uma solicitação for inserida, aparecerá um mapa do Distrito Federal com informações relevantes, como áreas de grilagem, espaços em regularização e projeto urbanístico. Há ainda a possibilidade de medir as áreas para saber, por exemplo, quanto de terra pública foi invadido.

Em seguida, deverão ser informados o local referente à demanda, a especialidade (obras, atividades econômicas ou limpeza pública), o subtema (canteiro de obras, construção em área regular, ambulante, bares e casas noturnas, entulho/resíduo em área pública, entre outros) e o endereço de referência — se necessário. A ferramenta também aceita arquivos anexos.

Escolha de prioridades
Depois de listados, os pedidos recebem um número de identificação e podem ser acompanhados a qualquer momento pela administração regional, que tem a chance de eleger as prioridades internas. “O administrador está na região todo dia, ele sabe o que é importante. Nada mais certo, do ponto de vista de gestão, do que atender às demandas prioritárias”, destaca Bruna.

Os dados são georreferenciados — o que facilita a localização — e aparecem no mapa com marcações cujos ícones e cores mudam de acordo com o andamento. Os prazos para retorno variam. Depois que a solicitação é distribuída internamente na agência, as informações podem ser complementadas, até mesmo com mais anexos.

Sem custo para o governo — foi desenvolvido por servidores da autarquia —, o sistema foi apresentado aos administradores regionais na terça-feira (10), no Salão Nobre do Palácio do Buriti. Além da diretora-presidente da Agefis, participaram do encontro o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, e o secretário-adjunto de Relações Institucionais da pasta, Igor Tokarski.

Palácio do Buriti protocola projeto da LDO na Câmara Legislativa

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Previsão de receita para o Distrito Federal em 2017 é de R$ 31,49 bilhões

Por Saulo Araújo – Protocolado nesta sexta-feira (13) na Câmara Legislativa, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), de autoria do Executivo, estima receita de R$ 31,49 bilhões para o Distrito Federal em 2017. A maior parte desse recurso (R$ 21 bilhões) deve ser empregado para quitar a folha de pagamento dos servidores públicos. O custeio — despesas com manutenção da máquina — está avaliado em R$ 7,11 bilhões, e o montante previsto para investimentos em Brasília é de R$ 1,85 bilhão.

Outros cerca de R$ 640 milhões referem-se a reservas de contingência, usadas em caso de emergências na cidade; R$ 270 milhões, a receitas de juros; R$ 260 milhões, a inversões financeiras (quando o governo compra bens, como imóveis já construídos); R$ 300 milhões, à amortização da dívida do DF com a União ou com bancos; e R$ 4 milhões, à reserva de regime de previdência.

Prioridades
A LDO estabelece as principais metas do governo de Brasília para o exercício financeiro seguinte. No projeto de lei — que ainda não ganhou número na casa legislativa — enviado aos deputados distritais, a administração pública elegeu oito áreas prioritárias para a aplicação do dinheiro: educação, habitação, mobilidade urbana, saneamento básico, saúde, segurança pública, resíduos sólidos e tecnologia da informação. Os parlamentares têm de apreciar e votar o projeto da LDO até 30 de junho.

Para alcançar os resultados em cada um dos setores elencados, o governo traçou diretrizes. Uma delas cria mecanismos que garantam recursos para contrapartida em convênios firmados com instituições financeiras nacional e internacional — em todos os financiamentos para obras, o governo local é obrigado a dispor de uma quantia para garantir os recursos da União ou de instituições financeiras mundiais. Os serviços de infraestrutura no Sol Nascente, por exemplo, são feitos por meio de um empréstimo com a Caixa Econômica Federal no valor total de R$ 187,6 milhões, sendo 5% de contrapartida do Distrito Federal.

No texto do projeto de lei da LDO consta ainda a necessidade do desenvolvimento de políticas públicas voltadas à redução do desemprego e da desigualdade na capital do País. Também há a orientação de focar em benefícios à população de baixa renda.

Orientação
Elaborada anualmente pelo Poder Executivo, a Lei de Diretrizes Orçamentárias cria parâmetros para que o orçamento possa ser executado. Ou seja, ela orienta a formulação da Lei Orçamentária Anual (LOA), na qual são detalhadas todas as receitas e despesas do governo em cada projeto a ser desempenhado no ano seguinte. A LOA é apreciada pelo Poder Legislativo até a última sessão parlamentar, que ocorre normalmente em 15 de dezembro.

A construção da LDO de 2017 contou com a participação da sociedade, por meio de audiências públicas. Foram 155 sugestões recebidas pelo governo de Brasília, que contribuíram para aprimorar a lei.

OPINIÃO | Não se ganha eleição sem a política

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POR RICARDO CALLADO

Engana-se quem acha que fugir da política é a melhor saída para chegar bem nas eleições de 2018. O País vive uma das mais graves crises políticas de sua história. E uma crise política se resolve com política.

Não se ganha eleição sem a política. Assim como não se joga futebol sem uma bola. Incautos e sonhadores pensam o contrário.

Quem for desleixado com a política, fica para trás. Jogo minhas fichas que as próximas eleições serão as mais disputadas da história. E isso vale para presidente da República e governador do Distrito Federal.

Junta-se a política uma grave crise econômica. E, ser oposição ao governo, acaba sendo um bom trunfo. Foi assim com os adversários do governo Agnelo (PT). Será semelhante com Rollemberg (PSB).

Agnelo foi um desastre econômico que inviabilizou Rollemberg fazer um bom início de governo.

O ex-governador sequer passou ao segundo turno nas eleições. E não foi por falta de base parlamentar. Foi pelo desastroso governo. Não fez a política correta. Fez a velha política do PT e se deu mal.

Por sua vez, Rollemberg abdicou da política. Seguiu uma linha de raciocínio torta. Acreditou nela. E, por isso, se ferrou nos primeiros seis meses. No segundo semestre, correu atrás do prejuízo e contabilizou bons resultados, aprovando medidas necessárias no Legislativo.

Veio 2016, e o governo decidiu repetir alguns erros do início. Vai partir para o enfrentamento com a Câmara Legislativa. É uma briga que os dois lados vão sair perdendo. E a população também.

É tão confuso essa forma de fazer política que o melhor é buscar numa célebre frase da presidente afastada Dilma Rousseff para explicar melhor: “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem quem perder, vai ganhar ou vai perder. Vai todo mundo perder”. Entendeu? Também não. Nem lendo novamente.

O segundo semestre vai ser turbulento. Rollemberg vai ser pressionado pela crise econômica, pela Câmara Legislativa, pelos movimentos sindicais, pelas trapalhadas de sua equipe e, para completar, deve sofrer resistência por parte do governo federal. E deve partir para o ataque. Isso tem tudo para não dar certo.

Numa campanha eleitoral, muitos querem ser governo. Ter a caneta na mão ajuda atrair aliados e a máquina forma um exército de comissionados prontos para ajuda na disputa. Mas precisa se somar a isso uma boa avaliação. Do contrário, nada adiantará. E só existe uma forma se sobreviver na política. É fazer política.

A caneta, quando torna aliado em adversário, é porque algo está errado. Joaquim Roriz era famoso por fazer a política de “ciscar para dentro”. Manter o grupo político unido. Ou seja, atrair lideranças políticas para debaixo de suas asas. Assim como faz a galinha com suas crias. E o governador é um admirador confesso de Roriz.

Rollemberg ainda pode botar ordem no galinheiro. Ciscar para dentro é a ordem. Depois disso, pode pensar em 2018. Por enquanto, vai vivendo cada dia, administrando crises. E com o desfecho do impeachment de Dilma, os holofotes irão voltar ao Palácio do Buriti. O período de suposta calmaria findou.

Fica um conselho: o governador deve buscar para o seu lado aqueles que vivem “para” a política e não os que vivem “da” política. A questão é que a maioria dos políticos atuam nas duas frentes.

O que não se pode é ter irresponsabilidade e desleixo com a política. Por que o preço a ser pago é muito alto.

GDF vai disponibilizar para consulta pública projeto de eleição de administradores a partir de segunda

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Governador Rollemberg apresentou projeto para instituir a eleição direta para administradores regionais
Governador Rollemberg apresentou projeto para instituir a eleição direta para administradores regionais. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Voto será facultativo. Executivo também sugere criação de conselhos de representantes comunitários

Por Guilherme Pera – O governador Rodrigo Rollemberg apresentou, nesta sexta-feira (13), projeto para instituir a eleição direta para administradores regionais. O texto, que propõe voto facultativo e pleito a cada quatro anos, simultaneamente ao de governador, estará disponível para consulta pública na internet a partir de segunda-feira (16). O prazo para envio de críticas e sugestões é de 30 dias corridos a contar da abertura.

Hoje, os titulares das 31 regiões administrativas são escolhidos por indicação com chancela do chefe do Executivo. O projeto foi uma das promessas de campanha. “Vamos cumprir um preceito da Lei Orgânica do Distrito Federal até hoje não praticado”, disse Rollemberg, antes de destacar a participação popular no governo.

As competências do cargo, segundo o projeto de lei, serão definidas em regimento interno. Este será comum a todas as administrações regionais, sendo criado por decreto do governador. Hoje, cada região tem seu próprio regimento, que dá ao titular a função de coordenar, dirigir, controlar e supervisionar a execução das atividades da administração; aprovar o planejamento e programação anual de cada unidade; avaliar despesas e pagamentos; autorizar o início da execução de obras, entre outras atribuições.

Os requisitos para concorrer ao cargo de administrador regional serão os seguintes: ser brasileiro, estar no gozo dos direitos políticos, estar quite com as obrigações militares e eleitorais, ter no mínimo 18 anos de idade, estar apto fisicamente e mentalmente, ter domicílio eleitoral na respectiva região administrativa há pelo menos 1 ano, ter idoneidade moral e reputação ilibada. O candidato precisa ter filiação partidária.

Se o projeto for aprovado, os administradores terão suplentes — candidatos votados e não eleitos na respectiva região administrativa, na ordem decrescente de votos que obtiverem — e poderão ser destituídos por deliberação da maioria absoluta dos membros da Câmara Legislativa, mediante processo iniciado pelo governador do DF. Em caso de vacância do cargo, assume o candidato mais votado que não foi eleito.

Conselho
A ideia é que cada administração regional tenha um conselho de representantes comunitários, com atribuições consultivas e fiscalizadoras. O conselho deverá levar demandas de moradores da região para o administrador, com o intuito de subsidiar o planejamento regional e colaborar para o plano de prioridades para intervenção do poder executivo, além de propor e de fiscalizar obras e serviços. Terá, ainda, a missão de promover e de organizar a participação da comunidade.

Os representantes comunitários também vão elaborar, em parceria com o corpo técnico das administrações, relatório informando os programas em andamento, a execução orçamentária, as compras, as obras e os serviços. Podem, ainda, solicitar informações, diagnósticos e pareceres técnicos de órgãos e entidades públicas, encaminhar propostas de solução de problemas aos órgãos da administração direta e indireta do DF por meio da administração regional.

Brazlândia, Candangolândia, Cruzeiro, Fercal, Itapoã, Jardim Botânico, Lago Norte, Lago Sul, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Park Way, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, SIA, São Sebastião, Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (Scia)/Estrutural, Sobradinho, Sobradinho II, Sudoeste/Octogonal, Varjão e Vicente Pires contarão com nove conselheiros cada uma. Águas Claras, Gama, Guará, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia e Santa Maria terão 15. Ceilândia, Taguatinga e Plano Piloto contarão com 19 conselheiros.

Eleição dos conselheiros
O membro do colegiado não será remunerado e terá mandato de dois anos, podendo ser reeleito uma vez. A escolha será feita por intermédio de eleição com a participação de cada entidade representativa da sociedade civil, devidamente credenciada. Para concorrer ao cargo de conselheiro, haverá um requisito a mais do que para os que desejam se candidatar a administrador: o concorrente terá de comprovar participação regular na entidade que o indicou. No entanto, não há obrigatoriedade de filiação partidária.

Cada entidade, poderá indicar um candidato para o conselho e deverá apresentar ata da reunião em que indicou o representante. A instituição deverá  ter sede na respectiva região administrativa há pelo menos três anos e estar registrada como entidade sem fins lucrativos. É necessário estar em dia com as obrigações tributárias, previdenciárias e trabalhistas. Para obter o credenciamento, a entidade deve se inscrever na Casa Civil e apresentar atas de constituição e eleição dos dirigentes, devidamente registrada em cartório; indicação do nome, endereço e CPF do responsável pela inscrição.

Hoje, durante evento de apresentação do projeto, sentaram-se ao lado do governador o secretário-adjunto de Relações Institucionais da Casa Civil, Igor Tokarski, o presidente da Associação Nacional dos Líderes Comunitários, Ilçu Firmino Neto, e a deputada distrital Luzia de Paula (PSB).

Governo quer cortar 75% de cargos e funções comissionados

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Ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha
Ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (13) que o presidente interino Michel Temer entende que seu governo é hoje transitório. Segundo Padilha, o governo também fará um pente fino nas formas de contratação do Executivo, em coletiva após a primeira reunião ministerial com o presidente Michel Temer.

“O presidente Michel pediu que todos os ministros supram, no máximo, até 75% de suas funções gratificadas e cargos comissionados. Há mais de 50 formas de contratação no governo federal e o ministro [do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão Romero] Jucá está passando um pente fino nisso”, disse Padilha, após a primeira reunião ministerial convocada pelo presidente interino Michel Temer para discutir as primeiras medidas do governo.

Com o afastamento ontem (12) de Dilma Rousseff, Temer assumiu, por até 180 dias, o comando o país e já deu posse aos novos ministros.

“Em nenhum recinto da administração pública federal, onde hoje existe a fotografia da presidenta Dilma, deve haver modificação. Será preservada a foto da presidenta em todos os estabelecimentos federais onde hoje se encontra. Isso é para caracterizar que o presidente Michel Temer entende que esse governo hoje é transitório”, acrescentou Padilha.

Governador entrega novo lote do Prospera DF a produtores durante visita ao AgroBrasília

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Foto: Tony Winston/Agência Brasília
Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Entrega de cartas de crédito ocorreu durante visita do governador à AgroBrasília nesta quinta-feira (12). Rollemberg também ouviu demandas de agricultores

O sétimo lote do Prospera DF — programa de crédito produtivo voltado a micro e pequenos empresários — foi liberado nesta quinta-feira (12), durante cerimônia na feira de agronegócio AgroBrasília 2016, com a presença do governador Rodrigo Rollemberg. Vinte e seis cartas de crédito foram entregues, e R$ 408.840,33, liberados. O recurso vem do Fundo de Geração de Emprego e Renda do Distrito Federal.

Desde março, quando o Prospera DF foi retomado, foram distribuídos R$ 2.560.155,17. A meta é chegar a R$ 11 milhões até o fim de 2016. O programa oferece créditos de R$ 5 mil a R$ 30 mil, com juros de 0,5% ao mês, parcelados em até 36 vezes pelo Banco de Brasília (BRB). “É uma alegria muito grande estar aqui. É importante que a gente possa somar esforços no sentido de fortalecer o desenvolvimento econômico”, afirmou Rollemberg.

O financiamento é mais acessível aos produtores rurais por demandar menos burocracia. “Em quase todos os casos, os produtores que aderem ao Prospera-DF crescem e empregam pessoas. É um crédito que vai acompanhado de assistência técnica da Emater [Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural]”, afirmou Joe Valle, secretário do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. A pasta é responsável pelo programa.

Mais segurança
Ainda na AgroBrasília, o chefe do Executivo local reuniu-se com associados da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF) — organizadora da feira —, que pediram mais segurança para a área onde ficam as propriedades, no Programa de Assentamento Dirigido (PAD-DF), na região de São Sebastião, sentido Unaí (MG).

“Estamos em uma região de divisa com dois estados, sem nenhuma barreira”, argumentou o presidente da Coopa-DF, Leomar Cenci. Segundo ele, tem havido muitos roubos de maquinário e defensivos agrícolas e casos de tráfico de drogas. “A gente precisa ter segurança para trabalhar na nossa propriedade”, disse. Rollemberg garantiu a instalação de um posto da Polícia Militar na sede da cooperativa e uma viatura para fazer ronda na área. “Vamos abrir imediatamente um posto aqui no PAD-DF”, confirmou o governador.

Na reunião, Rollemberg também assinou um decreto que reduz as taxas de licenciamento ambiental para propriedades rurais. Os cortes são de 70% para propriedades de pequeno porte, 65% para as de médio porte e 60% para as de grande porte. O documento deve ser publicado nesta sexta-feira (13) no Diário Oficial do Distrito Federal.

Ensino de qualidade
Outro compromisso acompanhado por Rollemberg foi a assinatura da cessão de direitos da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) para a União para construir um campus do Instituto Federal de Brasília (IFB) na área. “Será uma unidade dedicada à agricultura, ao agronegócio e à agroecologia”, explicou o reitor do IFB, Wilson Conciani. O instituto ocupará uma área de 3 hectares, antes pertencente à Terracap e cedida à Coopa-DF. Ao todo, serão necessários R$ 30 milhões, em recursos do governo federal, para a obra.

Também participaram da visita o chefe da Casa Militar, coronel Cláudio Ribas; os secretários da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, José Guilherme Leal, do Meio Ambiente, André Lima, e da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo; os secretários-adjuntos do Trabalho, Thiago Jarjour, e de Relações Institucionais da Casa Civil, Igor Tokarski; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Hamilton Santos Esteves Junior; o presidente do BRB, Vasco Gonçalves; o presidente da Emater-DF, Argileu Martins da Silva; o presidente da Terracap, Júlio César Reis; o diretor-presidente interino da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Júlio Menegotto; o diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa), Paulo Salles; o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Henrique Luduvice; o superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae-DF), Antônio Valdir Oliveira Filho, e o administrador regional do Paranoá, Roberto Charles Bezerra.

Feira de agronegócio
A nona edição da AgroBrasília, maior feira de agronegócio do Centro-Oeste, começou na terça (10) e vai até sábado (14), das 9 às 17 horas, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci (BR-251, km 5). Faz parte da programação o Espaço de Valorização da Agricultura Familiar, organizado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, pela Emater-DF e pelas Centrais de Abastecimento (Ceasa-DF), com cursos e treinamentos para pequenos e médios agricultores.

Temer apresentará Filippelli como o representante do Planalto para assuntos do DF

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Michel Temer e Tadeu Filippelli
Michel Temer e Tadeu Filippelli

 

Por Ana Maria Campos, do Correio Braziliense – O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) começou ontem a política de aproximação com Michel Temer. Esteve na posse do presidente em exercício no Palácio do Planalto, conversou com novos ministros e já agendou uma reunião com governadores do Centro-Oeste. Será na segunda quinzena de maio.

Eles vão escolher uma plataforma de debate para apresentar a Temer. Rollemberg diz que se impressionou com o trecho do discurso em que o recém-empossado presidente fala da prioridade na retomada da geração de empregos.

“O país precisa de estabilidade para dar início a uma agenda de crescimento e desenvolvimento. O pior cenário era a indefinição”, disse Rollemberg à coluna. À noite, ele acompanhou também a posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes.

 

Gestos

Peemedebistas sabem como poucos prestigiar os símbolos da política. Com gestos, o presidente da República em exercício, Michel Temer, apresentará à comunidade política do DF o ex-vice-governador Tadeu Filippelli como o representante do Palácio do Planalto para assuntos relacionado ao DF.