Governador Rodrigo Rollemberg participou da solenidade no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (12)
Por Amanda Martimon – O presidente interino da República, Michel Temer, empossou 24 novos ministros de Estado nesta quinta-feira (12). A solenidade ocorreu no Palácio do Planalto, no fim da tarde. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, compareceu à cerimônia. Temer assumiu o cargo depois de o Senado Federal aprovar, hoje de manhã, a continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Os ministros recém-empossados são: da Advocacia-Geral da União, Fábio Osório Medina; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi; da Casa Civil, Eliseu Padilha; das Cidades, Bruno Araújo; de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab; da Defesa, Raul Jungmann; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Pereira; do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra; da Educação e Cultura, Mendonça Filho; do Esporte, Leonardo Picciani; da Fazenda, Henrique Meirelles; da Fiscalização, Transparência e Controle (ex-Controladoria-Geral da União), Fabiano Augusto Martins Silveira; do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen; da Integração Nacional, Helder Barbalho; da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes; do Meio Ambiente, José Sarney Filho; de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho; do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá; das Relações Exteriores, José Serra; da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima; da Saúde, Ricardo Barros; do Trabalho, Ronaldo Nogueira de Oliveira; dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella; e do Turismo, Henrique Alves.
O processo de impeachment que está em curso no país, nada mais é do que o triste resultado de um conjunto de erros cometidos pela presidente Dilma Rousseff e sua equipe. Não entremos na discussão se é ou não golpe, a analise a ser feita e a que cabe a nós, é a de buscar respostas que preencham as lacunas deixadas durante todos os momentos.
Ao ser acusada de “crime de responsabilidade fiscal” por “pedaladas fiscais”, ficou escancarado que erros graves na administração foram cometidos. Aumento do desemprego, alta da inflação e a perca de credibilidade junto ao mercado financeiro, abalaram as estruturas de um governo bombardeado pela Lava Jato. Diante disso, o agravamento do quadro econômico refletiu na frágil estrutura política brasileira.
A presidente viu-se abandonada por grande parte do PT. Mesmo que aqueles mais apaixonados neguem, a relação entre Dilma e os grandes caciques, seus companheiros de partido, já não era a mesma há muito tempo. Dilma segurava-se na força que o ex-presidente Lula ainda detém, e fazia questão de demonstrar, principalmente em aparições públicas.
Outro erro fatal cometido pela presidente afastada foi ao não manter um diálogo mais próximo com quem de fato sustenta o seu mandato, o Congresso Nacional. Não existe governo sem base de apoio, apoio esse que Dilma foi perdendo ao longo dos últimos tempos. E nenhum governo consegue estabilidade sem estar alinhado ao parlamento. Faltou a sensibilidade necessária na articulação entre o Planalto e o Congresso Nacional.
Com a expressiva votação pelo seu afastamento por até 180 dias no Senado, ficam quase nulas as chances de ocorra uma reviravolta. Ainda há luta, inglória, dura, porém valorosa, mas é fato que a recondução ao cargo é algo impensável no atual cenário político. Dilma caiu por incompetência política e administrativa. Dilma fracassou na administração e na política.
Ricardo Faria é jornalista, analista político e assessor parlamentar
Governador assinou decreto que regulamenta a emissão do documento. Desde 2002, profissionais não tinham acesso a novas permissões
Por Renaro Cardozo e Samira Pádua – Profissionais autônomos e pessoas jurídicas poderão requerer ao Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) autorização para fazer transporte coletivo escolar. O governador Rodrigo Rollemberg assinou, nesta quinta-feira (12), decreto que regulamenta a emissão do documento. Depois de publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, o órgão de trânsito terá 90 dias para se adequar às normas.”Estamos dando um passo importante para que a legalidade seja um bem respeitado por todos, além de garantir tranquilidade e segurança jurídica para esses pais e mães de família que têm no transporte escolar o meio de sobrevivência”, disse o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.
A regulamentação é um pedido antigo dos profissionais do setor, que, desde 2002, não têm acesso a novas permissões. Lei Distrital nº 2.994 de junho daquele ano, determinava que só era possível oferecer esse serviço após passar por concorrência pública. Já o Código de Trânsito Brasileiro estabelece o modelo de autorizações. Por causa dessa divergência, o Detran deixou de emitir licenças desde então. O secretário de Mobilidade, Marcos Dantas, destacou que o momento foi construído por meio do diálogo. “É um dia especial porque a gente consegue resolver uma questão que se arrasta desde 2002”.
Condições
Com o decreto, interessados em obter autorização devem preencher, entre outros requisitos: ter mais de 21 anos e carteira nacional de habilitação nas categorias D ou E, não haver cometido infrações de trânsito de natureza grave ou gravíssima ou reincidido em infrações médias nos últimos 12 meses. Além disso, têm de comprovar curso especializado para o transporte de estudantes.
Caso o pedido de licença seja aprovado, o Detran emitirá autorização com validade de 36 meses, prorrogáveis. A renovação será ou não concedida após vistorias semestrais dos equipamentos obrigatórios e de segurança dos veículos. Só poderão guiá-los o dono da autorização ou um condutor cadastrado. Não é permitido transferir o documento.
Instituições de ensino que contratarem os serviços precisam fornecer a relação dos alunos que fazem uso contínuo do transporte ou que participam de atividades extraclasse. Os estudantes deverão ser transportados sentados e com cinto de segurança, sendo proibido ficarem de pé.
Não é permitido usar os pontos de parada de ônibus, terminais e locais restritos ao serviço de transporte público coletivo de Brasília. O Detran, em parceria com as administrações regionais, sinalizará os lugares preferenciais para embarque e desembarque de alunos nas proximidades das escolas.
Nas vistorias inicial — para a obter a autorização — e nas semestrais — para renová-la — serão cobrados pelo Detran a cópia do certificado de registro e licenciamento de veículo, a certidão de nada-consta de multas e o laudo de vistoria técnica do transporte escolar, e o comprovante de pagamento dos encargos relativos à vistoria e emissão de documentos.
O órgão de trânsito também avaliará no veículo itens como registrador de velocidade e tempo devidamente aferido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), bancos e cintos de segurança em número correspondente à lotação e parte elétrica em bom estado de conservação.
Também serão exigidas em local visível as inscrições “Lotação máxima”, “Use o cinto de segurança” e “Proibido fumar”; autorização de tráfego do Detran para o transporte de estudantes fixada no para-brisa; telefone da Ouvidoria do Detran na parte externa; e número da autorização e do veículo registrado no sistema da autarquia, no caso de pessoa jurídica.
Permissionários
Quem já presta o serviço por meio de permissão e quiser receber a autorização tem de se adequar às exigências do decreto, no prazo de 150 dias. Se não o fizer, perderá o direito. Há 1,2 mil permissões para o transporte de estudantes no DF.
“Queremos ter vocês como parceiros para ter um trânsito seguro, garantindo à sociedade um transporte de qualidade e de segurança”, destacou o diretor-geral do Detran-DF, Jayme Amorim de Sousa.
O presidente da União dos Transportadores Escolares do DF, Olavo Oliveira, ressaltou que a assinatura foi um passo importante para a sociedade e para os trabalhadores. “É a demonstração do compromisso do governo em dar legalidade a diversos setores”.
Também participaram do evento o presidente do Sindicato dos Transportes Escolares de Brasília, Nazon Simões Vilar; e os deputados distritais Roosevelt Vilela (PSB), Wasny de Roure (PT) e o líder do governo na Casa, Julio César (PRB).
Deputado Bruno Araújo é o novo ministro das Cidades
Até o Senado deliberar sobre o impeachment de Dilma, o governo contava com 32 ministérios e, com Temer, esse número deve cair. Algumas pastas, como a Secretaria de Comunicação Social, perderão o status de ministério.
O mesmo valerá para para os ministérios do Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Agrário, unificados em uma pasta, assim como os ministérios da Ciência e Tecnologia e das Comunicações.
Já outros ministérios mudam de nome, como a antiga Controladoria-Geral da União (CGU), que passará a ser o Ministério da Fiscalização, Transparência e Controle.
Segundo a assessoria de Temer, o presidente em exercício deverá chegar ao Palácio do Planalto por volta das 15h, mas não haverá cerimônia.
Temer dará posse aos novos ministros do governo e, assim como Dilma fez na manhã desta quinta, fará um pronunciamento à imprensa. Haverá, ainda, durante a tarde, a primeira reunião ministerial do novo governo.
Também de acordo com a assessoria, o primeiro compromisso externo de Temer como presidente em exercício será na noite desta quinta. Ele comparecerá à cerimônia de posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes.
Confira abaixo a relação dos novos ministros.
Fazenda
Henrique Meirelles
Planejamento
Romero Jucá (PMDB)
Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Marcos Pereira
Relações Exteriores (inclui comércio exterior)
José Serra (PSDB)
Programa de Parcerias e Investimentos
Moreira Franco (PMDB) (secretario-executivo)
Casa Civil
Eliseu Padilha (PMDB)
Secretaria de Governo
Geddel Vieira Lima (PMDB)
Secretaria de Imprensa
Marcio Freitas (não é ministério)
Secretaria de Segurança Institucional (inclui Abin)
Sérgio Etchegoyen
Educação
Mendonça Filho (DEM)
Saúde
Ricardo Barros (PP)
Justiça e Cidadania
Alexandre de Moraes
Agricultura
Blairo Maggi (PP)
Trabalho
Ronaldo Nogueira (PTB)
Desenvolvimento Social e Agrário
Osmar Terra (PMDB)
Meio ambiente
Sarney Filho (PV)
Cidades
Bruno Araújo (PSDB)
Ciência e Tecnologia e Comunicações
Gilberto Kasssab (PSD)
Transportes
Maurício Quintella (PR)
Advocacia-Geral da União (AGU)
Fabio Medina
Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU)
Fabiano Augusto Martins Silveira
No Palácio do Jaburu, Michel Temer é notificado e passa a ser presidente interinoFelipe Pontes/Agência Brasil
O senador Vicentinho Alves (PMDB-TO) notificou, às 11h27 de hoje (12), o vice-presidente Michel Temer sobre o afastamento da presidenta Dilma Rousseff do cargo por até 180 dias.
De acordo com deliberação da Mesa Diretora do Senado, Temer recebe agora o título de presidente interino. Ele passa a possuir plenos poderes de nomear a equipe de governo e gerenciar o Orçamento da União.
“A missão está cumprida tanto perante a presidente Dilma como também junto aqui ao vice-presidente Michel Temer”, declarou Alves, que, ao entrar no Palácio do Jaburu, negou ter se sentido constrangido com o papel histórico que lhe coube desempenhar. Momentos antes, Alves havia notificado Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Segundo Alves, o vice demonstrou “entusiasmo” e se mostrou “esperançoso”.
Estavam ao lado Temer os futuros ministros da Fazenda, Henrique Meireles, da Justiça, Alexandre de Moraes, da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ex-ministro Moreira Franco, entre outros.
O ajuste das contas públicas é a principal dificuldade na área econômica que o governo precisa enfrentar para superar a crise, segundo avaliação de economistas ouvidos pela Agência Brasil. “O principal problema do Brasil hoje é fiscal. Se não resolver nosso dilema fiscal, a dívida pública, que está em trajetória insustentável, vai continuar e vai contaminar todos os setores da economia brasileira. Então, tem que fazer uma âncora fiscal para mostrar que, na frente, o Brasil vai de novo ter uma dívida pública sob controle”, disse o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas.
Para Freitas, para reduzir despesas é preciso fazer reforma da previdência, desvincular algumas despesas obrigatórias para “sobrar” recursos, cortar subsídios dados a empresas e desvincular benefícios da Previdência dos reajustes do salário mínimo.
O economista Armando Castelar, ex-chefe do Departamento Econômico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), considera que o problema está no crescimento muito rápido da dívida pública. “Gera preocupações em relação à capacidade do governo arrumar isso, não agora, mas daqui a algum tempo, mantido o ritmo atual. Então, a questão fiscal é essencial. Está afetando a confiança de empresas, de consumidores, de todos”, disse.
O descontrole das contas públicas levou ao rebaixamento do Brasil pelas agências de classificação de risco de grau de investimento (selo de bom pagador) para especulativo. Em 2015, com o déficit primário recorde – resultado negativo antes do pagamento dos juros da dívida pública, de R$ 111,249 bilhões –, a Dívida Bruta do Governo Geral chegou a R$ 3,927 trilhões, o que corresponde a 66,6% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.
No final de 2014, a dívida estava em R$ 3,252 trilhões. Em março deste ano, já estava em R$ 4,005 trilhões, equivalente a 67,3% do PIB. A dívida bruta é o indicador mais usado em comparações internacionais. A Dívida Bruta do Governo Geral considera o endividamento da União, dos estados e dos municípios, excluindo o Banco Central e as empresas estatais. Diferentemente da dívida líquida, os créditos – o que o governo tem direito a receber – não é descontado do estoque.
Para Castelar, as desvinculação de receitas da União ajudaria a dar “flexibilidade ao governo para segurar um pouco os gastos que hoje em dia são totalmente amarrados”. “Acho que outra questão é que existem muitas desonerações, intervenções que têm funcionado muito pouco e precisam ser revistas. A própria desoneração da folha de salários, por exemplo, não há sinal de que ela tem provocado impactos significativos. Acho ainda que há a necessidade de se reduzir os benefícios creditícios que consome uma quantidade enorme do setor público”, acrescentou.
O economista Gilberto Braga, professor da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas Ibmec-RJ, defende um controle maior dos gastos públicos. “É necessário que se estabeleça um rigoroso controle fiscal e ele pode passar pela fixação de limites de gastos, como percentuais de arrecadação, metas de redução de custos”.
Para os especialistas, não há necessidade de aumento de impostos agora. “Por enquanto tem que ter uma ordenação das contas. Eventualmente, se não tiver essa ordenação das contas, vai ter que ter aumento de impostos”, disse Freitas.
“A gente pode até admitir que a CPMF pudesse ser recriada por um período muito curto. Só que no Brasil, o provisório acaba se tornando definitivo. O ideal é que o governo cortasse mesmo na própria carne, sem aumentar a carga tributária. Pode vender determinados ativos, melhorar a fiscalização em cima dos sonegadores. Quando você tem aumento de carga tributária, isso tende a cair apenas sobre os formalizados”, disse Braga.
Depois de encaminhada a solução para os problemas fiscais, Braga defende a redução da burocracia e criação de marcos jurídicos para facilitar e atrair atrair investimentos privados estrangeiros e nacionais. “Por exemplo, a questão do petróleo. A venda de ativos no momento economicamente viáveis da Petrobras, para que ela possa se capitalizar, a venda da BR Distribuidora”, disse.
Na exploração do petróleo, Castelar também defende o avanço para “um modelo que exija menos da Petrobras”. “Esse modelo atual é muito demandante de investimentos da própria Petrobras”.
“É preciso avançar no sentido de fazer acordos comerciais, que permitam o acesso aos mercados de outros países para os produtos de exportação brasileiros. O Brasil ficou totalmente fora dos acordos que foram feitos nos últimos anos [dos acordos do Pacífico, por exemplo]. É importante tomar uma série de políticas que deixem o setor privado funcionar melhor e que tirem essa intervenção estatal muito intensa que houve na economia nos últimos anos”, acrescentou Castelar.
Relatora Sandra Faraj recomenda medidas de fortalecimento da Rede de Proteção à Criança e Adolescente e destaca necessidade de criação da CPI da Pedofilia
A Comissão Especial de Combate à Pedofilia da Câmara Legislativa encerrou suas atividades na manhã desta quarta-feira (11/05) com aprovação unanime do relatório final de autoria da deputada Sandra Faraj (Solidariedade). O documento destacou a necessidade de maior investimento na Rede de Proteção da Infância e Juventude e recomendou a criação da CPI da Pedofilia.
“Esta Comissão Especial visou contribuir na luta contra o abuso e violência sexual praticada contra vulneráveis de forma severa e brutal. Infelizmente, ainda temos um caminho muito árduo pela frente. Evidências, já identificadas no desenvolvimento dos trabalhos desta Comissão, apontam para muitos desafios, que esbarram na carência de investimentos na rede de proteção distrital; na morosidade do Judiciário; e, até mesmo na falta de uma cultura de denúncia da prática da Pedofilia”, explicou a deputada.
No relatório, a Comissão recomendou ao Governo de Brasília quatro providências: criar pesquisas estatísticas a partir de dados concretos, como forma de subsidiar ações protetivas e preventivas; reforçar o investimento nos Conselhos Tutelares do Distrito Federal; capacitar servidores para atender às crianças vitimadas; e, a criação de novas delegacias de polícia especializadas na repressão a delitos sexuais cometidos contra crianças e adolescentes.
A relatora Sandra Faraj também destacou uma preocupação pessoal com as vítimas do crime de Pedofilia. “Os poderes Executivo, Judiciário e Legislativo têm de buscar caminhos para reinserir a vítima de abuso sexual dentro de um contexto menos ofensivo. A exploração sexual de crianças e adolescentes deixa marcas, às vezes, irreversíveis, mas que podem ser amenizadas se a sociedade trabalhar para isto”, afirmou.
Os trabalhos iniciados pela Comissão Especial devem ser ampliados com a criação da CPI da Pedofilia, que aguarda a indicação e publicação da sua composição, para iniciar as atividades.
Por Delmo Menezes, do portal Agenda Capital – O líder do governo na Câmara dos Deputados, será o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Maia é bancário de profissão, atualmente está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Democratas do Rio de Janeiro. É casado, pai de três filhas e é filho do ex-prefeito do Rio Cesar Maia.
Temer deverá dar posse aos novos ministros, por volta das 15h no Palácio do Planalto, em cerimônia simples. Não haverá transição de governo, segundo interlocutores.
O plenário do Senado Federal aprovou, na madrugada desta quinta-feira (12), a instauração do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Com 78 senadores presentes, 55 votaram favoravelmente à continuidado do processo de impedimento, enquanto 22 votaram não. Apenas o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), optou por não votar.
Antes da votação, realizada por meio de painel eletrônico, os senadores que se inscreveram tiveram a oportunidade de defender seus votos por até 15 minutos cada. Por isso, a sessão que teve início às 10h de quarta-feira, só se encerrou às 6h40 desta quinta (12), após o pronunciamento do Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo e da votação.
Diferentemente da Câmara, no plenário do Senado não houve orientação das lideranças anteriormente à votação.
Confira, abaixo, como votou cada senador:
SIM
55
NÃO
22
ABSTENÇÃO
1
FALTAM VOTAR
0
Senador(a)
Partido
UF
Como votou
Acir Gurgacz
PDT
RO
Sim
Aécio Neves
PSDB
MG
Sim
Aloysio Nunes Ferreira
PSDB
SP
Sim
Alvaro Dias
PV
PR
Sim
Ana Amélia
PP
RS
Sim
Angela Portela
PT
RR
Não
Antonio Anastasia
PSDB
MG
Sim
Antônio Carlos Valadares
PSB
SE
Sim
Armando Monteiro
PTB
PE
Não
Ataídes Oliveira
PSDB
TO
Sim
Benedito de Lira
PP
AL
Sim
Blairo Maggi
PR
MT
Sim
Cássio Cunha Lima
PSDB
PB
Sim
Ciro Nogueira
PP
PI
Sim
Cristovam Buarque
PPS
DF
Sim
Dalírio Beber
PSDB
SC
Sim
Dário Berger
PMDB
SC
Sim
Davi Alcolumbre
DEM
AP
Sim
Donizeti Nogueira
PT
TO
Não
Edison Lobão
PMDB
MA
Sim
Eduardo Amorim
PSC
SE
Sim
Eduardo Braga
PMDB
AM
ausente
Elmano Férrer
PTB
PI
Não
Eunício Oliveira
PMDB
CE
Sim
Fátima Bezerra
PT
RN
Não
Fernando Bezerra Coelho
PSB
PE
Sim
Fernando Collor
PTC
AL
Sim
Flexa Ribeiro
PSDB
PA
Sim
Garibaldi Alves Filho
PMDB
RN
Sim
Gladson Cameli
PP
AC
Sim
Gleisi Hoffmann
PT
PR
Não
Helio Jose
PMDB
DF
Sim
Humberto Costa
PT
PE
Não
Ivo Cassol
PP
RO
Sim
Jader Barbalho
PMDB
PA
ausente
João Alberto Souza
PMDB
MA
Não
João Capiberibe
PSB
AP
Não
Jorge Viana
PT
AC
Não
José Agripino
DEM
RN
Sim
José Maranhão
PMDB
PB
Sim
Jose Medeiros
PSD
MT
Sim
José Pimentel
PT
CE
Não
José Serra
PSDB
SP
Sim
Lasier Martins
PDT
RS
Sim
Lídice da Mata
PSB
BA
Não
Lindbergh Farias
PT
RJ
Não
Lúcia Vânia
PSB
GO
Sim
Magno Malta
PR
ES
Sim
Marcelo Crivella
PRB
RJ
Sim
Maria do Carmo Alves
DEM
SE
Sim
Marta Suplicy
PMDB
SP
Sim
Omar Aziz
PSD
AM
Sim
Otto Alencar
PSD
BA
Não
Paulo Bauer
PSDB
SC
Sim
Paulo Paim
PT
RS
Não
Paulo Rocha
PT
PA
Não
Pedro Chaves
(suplente de Delcídio Amaral
cassado pelo Senado)
PSC
MS
não assumiu
Raimundo Lira
PMDB
PB
Sim
Randolfe Rodrigues
REDE
AP
Não
Regina Sousa
PT
PI
Não
Reguffe
sem partido
DF
Sim
Renan Calheiros
PMDB
AL
abstenção
Ricardo Ferraço
PSDB
ES
Sim
Roberto Requião
PMDB
PR
Não
Roberto Rocha
PSB
MA
Sim
Romario
PSB
RJ
Sim
Romero Jucá
PMDB
RR
Sim
Ronaldo Caiado
DEM
GO
Sim
Rose de Freitas
PMDB
ES
Sim
Sérgio Petecão
PSD
AC
Sim
Simone Tebet
PMDB
MS
Sim
Tasso Jereissati
PSDB
CE
Sim
Telmário Mota
PDT
RR
Não
Valdir Raupp
PMDB
RO
Sim
Vanessa Grazziotin
PC do B
AM
Não
Vicentinho Alves
PR
TO
Sim
Waldemir Moka
PMDB
MS
Sim
Walter Pinheiro
sem partido
BA
Não
Wellington Fagundes
PR
MT
Sim
Wilder Morais
PP
GO
Sim
Zezé Perrella
PTB
MG
Sim
Levando-se em consideração o tamanho das bancadas e também os posicionamentos já previstos, o PMDB registrou o maior número de votos favoráveis ao impeachment, enquanto o PT foi o campeão de votos contrários ao processo na Casa.
Confira como votaram cada um dos partidos com representação no Senado:
O maior número de votos a favor do impeachment foi registrado nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Já contra sua admissibilidade, a região Nordeste também foi a que registrou a maioria dos votos. Já a menor quantidade de votos pelo impedimento foi somada no estado de Amazonas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Santa Catarina com um voto cada um.
Confira, aqui, como votaram os senadores de cada estado: