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Nota mental importante: Pensar diferente não faz de alguém seu inimigo

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esquerda

 

Por Leonardo Sakamoto, do Blog do Sakamoto – Política é bom e é sensacional que as pessoas estejam vivendo, fazendo e respirando política.

Mas achei por bem resgatar esta discussão porque a condução coercitiva do ex-presidente Lula para depor na Polícia Federal inflamou as redes sociais, de um lado e de outro, gerando uma escalada de violência que começa a vazar para a rua e tem tudo para tornar mais turvas ainda as relações sociais neste período turbulento do país

Fazer política significa também estômago forte e alma tranquila, considerando que está em jogo a forma pela qual achamos que o país deve ser conduzido.

Ou seja, em tese, o seu interlocutor – seja ele um avatar estranho teclando loucamente em uma rede social ou o seu melhor amigo lançando perdigotos em um debate acalorado – não é seu inimigo.

Ele está no mesmo barco e, também em tese, compartilha com você um mesmo objetivo comum: uma vida melhor.

Enfim, manter um mínimo de civilidade é importante, como sempre lembro por aqui. Até porque o país continua depois que campanhas eleitorais terminam e que grandes investigações de corrupção são finalizadas. O mundo não começou ontem, muito menos acaba amanhã.

Há pessoas que parecem não aceitar serem questionadas. Talvez para afastar os medos e inseguranças sobre suas próprias crenças. E há outras que acham que exercer sua cidadania é xingar ou difamar alguém. Talvez porque aceitem tudo o que é dito a elas sem refletir ou fazer um exercício básico de lógica.

Acreditamos que nossos pontos de vista estão corretos. E defendemos eles de corpo e alma. Mas isso não os faz únicos. Uma outra pessoa pode defender que a forma mais correta de acabar com a fome, a violência, as guerras, a injustiça seja por outro caminho.

Já encontrei respostas para indagações pessoais em pessoas que escrevem sob um ponto de vista totalmente diferente do meu. E, creio, que o mesmo já aconteceu para muita gente.

Desse enfrentamento de ideias e de propostas sairá um vetor resultante que apontará para uma direção, dependendo da correlação de forças envolvidas, dos atores dedicados a isso, da aceitação dessas propostas pelo restante de uma sociedade. E não da vontade de um pequeno grupo.

Eu sei que é duro acreditar nisso neste momento. E, pior: com as redes sociais distribuindo granadas à população para que entre em uma guerra fratricida.

Mas vamos discutir os argumentos que embasam as diferentes posições e não chamar o outro de canalha ou burro, esquerdista idiota ou direita fascista, e travar por aí a discussão.

A saída para contrapor uma voz não é um xingamento, mas sim outra voz.

Discordo o que defendem vários colegas de profissão, mas não quero que eles sejam atacados.

Pelo contrário, desejo que se fortaleçam, bem como as vozes dissonantes a eles, de forma a contemplar devidamente o espectro ideológico, garantindo ponto e contraponto, peso e contrapeso à democracia.

Repetindo Voltaire, discordo, mas defendo o direito de que seja dito. Lembrando, contudo, que os discursos que incitarem a violência a terceiros, indo contra o que está determinado pela Constituição, terão que responder legalmente após serem ditos. Nunca antes, pois isso seria censura.

Muitos simplesmente repetem mantras que leem na internet, ouvem em bares ou veem na igreja, desde que concordem com aquilo, sem parar para pensar se aquilo é verdade ou não. Ou seja, desde que isso sirva na sua matriz de intepretação do mundo, retuita-se, compartilha-se, curte-se.

É um Fla-Flu, um nós contra eles cego, que utiliza técnica de desumanização, tornando esse outro uma coisa sem sentimentos.

É mais fácil pensar de forma binária, preto no branco, os de lá, os de cá. “Ah, mas você faz isso!” Todos nós em alguma medida fazemos, infelizmente. Mas é como percebemos isso e atuamos para mudar nossas atitudes que realmente conta. Afinal, ninguém nasce pronto.

Pois, caso contrário, a vida vai ficando mais pobre, paramos de evoluir como humanidade. Do outro lado sempre estará um monstro e do lado de cá os santos. Isso sem contar a impossibilidade de apreciar tudo o que o outro tem de melhor – do ombro amigo à conversa inflamada em uma mesa de bar.

Sugiro que busquem a tolerância no diálogo, mesmo que firme e duro, e se perguntem, a todo o momento, se as informações que usam são confiáveis e fazem sentido, uma vez que nossa natureza não é de certezas e sim de dúvidas e falhas que só poderão ser melhor percebidas no tempo histórico.

Em nota, Força tarefa da Lava Jato diz que discurso de Lula é uma cortina de fumaça

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Nota de esclarecimento da força-tarefa Lava Jato do MPF em Curitiba

 

Após a deflagração da 24ª fase da Operação Lava Jato na última sexta-feira, 4 de março de 2016, instalou-se falsa controvérsia sobre a natureza e circunstâncias da condução coercitiva do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, motivo pelo qual a força-tarefa da Procuradoria da República em Curitiba vem esclarecer:

 

  1. Houve, no âmbito das 24 fases da operação Lava Jato (desde, portanto, março de 2014), cerca de 117 mandados de condução coercitiva determinados pelo Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba.

 

  1. Apenas nesta última fase e em relação a apenas uma das conduções coercitivas determinadas, a do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, houve a manifestação de algumas opiniões contrárias à legalidade e constitucionalidade dessa medida, bem como de sua conveniência e oportunidade.

 

  1. Considerando que em outros 116 mandados de condução coercitiva não houve tal clamor, conclui-se que esses críticos insurgem-se não contra o instituto da condução coercitiva em si, mas sim pela condução coercitiva de um ex-presidente da República.

 

  1. Assim, apesar de todo respeito que o senhor Luiz Inácio Lula da Silva merece, esse respeito é-lhe devido na exata medida do respeito que se deve a qualquer outro cidadão brasileiro, pois hoje não é ele titular de nenhuma prerrogativa que o torne imune a ser investigado na operação Lava Jato.

 

  1. No que tange à suposta crítica doutrinária, o instituto da condução coercitiva baseia-se na lei processual penal (cf. Código de Processo Penal, arts. 218, 201, 260 e 278 respectivamente e especialmente o poder geral de cautela do magistrado) e sua prática tem sido endossada pelos tribunais pátrios.

 

  1. Nesse sentido, a própria Suprema Corte brasileira já reconheceu a regularidade da condução coercitiva em investigações policiais (HC 107644) e tem entendido que é obrigatório o comparecimento de testemunhas e investigados perante Comissões Parlamentares de Inquérito, uma vez garantido o seu direito ao silêncio (HC 96.981).

 

  1. Trata-se de medida cautelar muito menos gravosa que a prisão temporária e visa atender diversas finalidades úteis para a investigação, como garantir a segurança do investigado e da sociedade, evitar a dissipação de provas ou o tumulto na sua colheita, além de propiciar uma oportunidade segura para um possível depoimento, dentre outras.

 

  1. Superadas essas questões, há que se afirmar a necessidade e conveniência da medida.

 

  1. É notório que, desde o início deste ano, houve incremento na polarização política que vive o país, com indicativos de que grupos organizados, com tendências políticas diversas, articulavam manifestações em favor de seu viés ideológico, especialmente se alguma medida jurídica fosse tomada contra o senhor Luiz Inácio Lula da Silva.

 

  1. Esse fato tornou-se evidente durante o episódio da intimação do senhor Luiz Inácio Lula da Silva para ser ouvido pelo Ministério Público de São Paulo em investigação sobre desvios ocorridos na Bancoop.

 

  1. Após ser intimado e ter tentado diversas medidas para protelar esse depoimento, incluindo inclusive um habeas corpus perante o TJSP, o senhor Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua recusa em comparecer.

 

  1. Nesse mesmo HC, o senhor Luiz Inácio Lula da Silva informa que o agendamento da oitiva do ex-presidente poderia gerar um “grande risco de manifestações e confrontos”.

 

  1. Assim, para a segurança pública, para a segurança das próprias equipes de agentes públicos e, especialmente, para a segurança do próprio senhor Luiz Inácio Lula da Silva, além da necessidade de serem realizadas as oitivas simultaneamente, a fim de evitar a coordenação de versões, é que foi determinada sua condução coercitiva.

 

  1. Nesse sentir, apesar de lamentarmos os incidentes ocorridos, poucos, felizmente, mas que, por si só, confirmam a necessidade da cautela, há que se consignar o sucesso da 24ª fase, não só pela quantidade de documentos apreendidos, mas também por, em menos de cinco horas, realizar com a segurança possível todos os seus objetivos.

 

  1. Por fim, tal discussão nada mais é que uma cortina de fumaça sobre os fatos investigados.

 

  1. É preciso, isto sim, que sejam investigados os fatos indicativos de enriquecimento do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, por despesas pessoais e vantagens patrimoniais de grande vulto pagas pelas mesmas empreiteiras que foram beneficiadas com o esquema de formação de cartel e corrupção na Petrobras, durante os governos presididos por ele e por seu partido, conforme provas exaustivamente indicadas na representação do Ministério Público Federal.

 

  1. O Ministério Público Federal reafirma seu compromisso com a democracia e com a República, princípios orientadores de sua atuação institucional.

 

Procuradoria da República no Estado do Paraná

OPINIÃO // Lula deve desculpas a esquerda brasileira

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O ex-presidente Lula precisa medir suas ações. O seu discurso beligerante pode levar o País ao caos.

Manifestações exaltadas a seu favor, pela militância, podem gerar reações. E vão gerar. E a sociedade que vai pagar novamente. E a democracia.

O momento sugere cautela, calma, bom senso. É prestigiar as instituições. A esculhambação não ajuda. De ambos os lados.

É mentira dizer que ele sempre esteve à disposição da Justiça. Ele tem usado todos os meios para escapar dela.

Lula precisa falar a verdade. Se peticionou ao Supremo Tribunal Federal para não depor, a dedução é que ele não iria depor naturalmente.

Ao invés de fazer o mea culpa, reapareceu o velho Lula de palanque. A jararaca, no dizer dele. Que foi atacada pelo rabo, não pela cabeça. Isso só faz atiçar as alas.

Lula fez um emocionado discurso. Para a militância. Para os convertidos. Vitimizou-se. E atacou elites, imprensa, Judiciário e Polícia Federal.

Porque sempre foi assim. Para sobreviver, elege inimigos. E divide o País entre os bons (quem está ao seu lado) e os ruins (quem não concorda com seus métodos).

O Dia D será 13 de março. Será um termômetro para aferir a temperatura social.

O PT convoca suas bases para reagir nas ruas. Mas é bom lembrar que ninguém está acima da lei. Nem Lula. Nem FHC. Nem qualquer ex-presidente.

Manifestações favoráveis ou contrárias não mudarão os fatos ou o devido processo legal. Mas faz parte do jogo. Pode acelerar um impeachment da presidente Dilma. Mas quanto a Lula, não muda nada. O Judiciário seguirá seu curso normal.

É preciso ter tolerância com aqueles que estão indignados. Estão no direito democrático de expressar o que bem desejam ou pensam. Mas dentro dos limites.

Boa parte das críticas ao trabalho da Lava Jato deve-se a uma ignorância profunda das leis e das regras de um Estado Democrático de Direito.

Os delegados e procuradores em Curitiba investigam tecnicamente, sob a supervisão de um juiz competente e sério.

Quem prestou atenção, sem lentes ideológicas, já sabia o que viria a acontecer, cedo ou tarde. Lula é o alvo porque é o chefe. E foi quem mais se beneficiou.

Personagens como Lula não percebem que a justiça não se verga mais com tanta facilidade aos desígnios políticos e econômicos de oligarcas.

Essa soberba vale para Lula, Marcelo Odebrecht, Eduardo Cunha, Renan Calheiros. A lista é longa. Está na justiça.

Lula pode desprezar a imprensa e achar honestamente que não precisa se explicar. Isso não muda os fatos e a investigação criminal sobre ele.

Ao recorrer ao STF argumentando que Curitiba não poderia investigá-lo, Lula queria impedir a operação de sexta-feira. Não deu certo.

Lula contava com a ajuda de um Supremo que ajudara a fazer. Em outros tempos, talvez desse certo.

Pelas regras tradicionais da política, Lula estava certo. Teria influência para paralisar as investigações. Mas o Brasil de 2016 é outro.

É um Brasil que prossegue imperfeito e injusto, mas é um Brasil em que cada vez mais todos são iguais perante a lei.

Há fundada suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro cometida por Lula.

É muito simples: por que três dos principais beneficiários do petrolão bancaram reformas em imóveis claramente destinados a Lula?

Odebrecht e OAS, duas das líderes do cartel do petrolão, e Bumlai, o amigo de Lula, que também operava o esquema, bancaram os imóveis.

No mesmo período em que fizeram esses pagamentos, esses três prosperavam com o petrolão – esquema viabilizado graças à caneta de Lula.

Os pagamentos dos três líderes do petrolão, portanto, não eram uma doação desinteressada a Lula. Eram vantagem indevida – corrupção passiva.

É essa interpretação das provas e dos fatos que faz a Força-Tarefa da Lava Jato.

Há fortes evidências de que Lula recebeu vantagens indevidas de Odebrecht, OAS e Bumlai – e fortes evidências de que tentou escondê-las.

Há evidências contra Lula, portanto, de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Há autoria e materialidade.

Os investigadores, portanto, estão em busca de mais elementos sobre esses fatos criminosos.

E o caldo tende a engrossar. Mais duas delações devem atingir Lula e Dilma.

Um é do mensaleiro Pedro  Corrêa. Ele diz que Lula sabia tudo sobre o petróleo. O ex-presidente do PP está preso e em Curitiba.

A outra delação pode vir de dentro do próprio PT. Seria a primeira do partido.

A dona da agência Pepper Interativa, Danielle Fonteles, está em conversas avançadas com investigadores para fechar um acordo de delação premiada.

A Pepper participou das campanhas petistas em 2010 e 2014 e pode ajudar tanto nos trabalhos da Operação Acrônimo como na Lava Jato.

Para a Acrônimo, Danielle promete entregar informações sobre o governador mineiro Fernando Pimentel, sua mulher, Carolina de Oliveira, e o empresário Benedito de Oliveira.

Na Lava Jato, ela poderia explicar o uso de recursos de caixa dois em campanhas do PT provenientes das empreiteiras Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão.

Isso porque a Pepper foi passagem de dinheiro usado nas duas últimas eleições nacionais.

Danielle ficou muito próxima de um dos principais assessores e coordenadores das campanhas da presidente Dilma Rousseff, Giles Azevedo.

Os investigadores querem saber até que ponto as informações da publicitária podem complicar a vida do Planalto.

O PT perdeu o discurso. E PT perdeu a razão. Agora acusa que vivemos um golpe aplicado pela dobradinha Judiciário-mídia?

Que é golpe uma operação policial autorizada pela Justiça?

Que é um “atentado ao Estado de Direito” o cumprimento pela polícia da ordem judicial de ouvir Lula? Ele não pode ser ouvido?

Que Lula “foi sequestrado por Moro” só por ter sido levado para depor em local seguro na companhia de advogados dele?

Que foi “um desrespeito ao STF” a execução de uma ordem de outra instância da Justiça? O PT debocha da inteligência coletiva.

Enquanto o PT bate na polícia e na Justiça, o que ocorre aqui é reconhecido no mundo como uma prova de vitalidade de nossa democracia.

Se Lula nada deve, nada deveria temer. Se foi injustiçado, os brasileiros saberão reconhecer mais tarde que foi e ficarão ao seu lado.

Se qualquer um de nós pode ser convocado ou levado para depor por que Lula não? No que ele é melhor do que nós?

Lula e o PT humilham sua militância quando a engana e a força a sair em defesa do indefensável.

Quando o PT se dará a chance de reconhecer seus graves erros e de tentar começar tudo de novo?

Lula fez mais danos à esquerda brasileira do que ela quer admitir. Do que ela um dia admitirá.

Lula deveria ter a honradez de pedir desculpa àqueles que de forma honesta levantam os ideais da esquerda.

Perdeu a chance de entrar para a história e mudar, de verdade, o rumo do País. Destruiu o sonho de muitos militantes de esquerda ao preferir se lambuzar com o dinheiro público. Não fez igual a outros governos corruptos. Fez pior ao institucionalizar a corrupção.

Para encerrar, fica o desabafo dito pelo próprio Lula sobre o tríplex de Guarujá e o sítio de Atibaia: “Isso é preconceito. Todo mundo pode, menos essa merda desse metalúrgico”.

E também dito por Lula: “Eles que enfiem no cu todo esse processo”.

Ministério Público ajuiza ação direta de inconstitucionalidade contra criação de auxílio-moradia para Polícia Civil

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Por Matheus Teixeira, do CB Poder – O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) ajuizou uma ação direta de inconstitucionalidade contra o projeto de Emenda à Lei Orgânica que cria o auxílio-moradia para todos policiais civis do DF. Reivindicação antiga da categoria, o benefício foi aprovado no fim do ano passado na Câmara Legislativa e aguardava regulamentação do Executivo local para começar a valer.

Para o MPDFT, apenas a União tem competência para “organizar e manter a Polícia Civil, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros do DF”. “A legislação aplicável aos integrantes da Polícia Civil do DF é federal, não estando eles submetidos às normas distritais”, justifica a ação. “O MPDFT entende que houve vício de inconstitucionalidade formal. Não questionamos o conteúdo da lei e reconhecemos a necessidade de uma política remuneratória de permanente valorização dos integrantes das forças de segurança”, diz o texto.

Além disso, na visão do Ministério Público, mesmo se a corporação não estivesse sob normas federais o parlamento local não poderia legislar a respeito.

Em janeiro, uma audiência pública na Câmara Legislativa discutiu o tema. Na oportunidade, o secretário de Fazenda, João Antônio Fleury, não disse quando sairia a regulamentação e alegou que o benefício custaria R$ 120 milhões anuais para o GDF.

A ação ainda não tem data para ser julgada pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF.

Caixa de Pandora: STJ nega habeas corpus a José Geraldo Maciel

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José Geraldo Maciel
José Geraldo Maciel

O ex-chefe da Casa Civil de Arruda é envolvido na operação

Por unanimidade, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de recurso em habeas corpus do ex-chefe da Casa Civil do Distrito Federal José Geraldo Maciel, denunciado pelo suposto envolvimento em crime de formação de quadrilha apurado pela operação Caixa de Pandora.

A operação foi deflagrada em 2009 pela Polícia Federal para investigar a distribuição de recursos ilegais a agentes públicos do governo do Distrito Federal, dentre os quais o então governador José Roberto Arruda.

Alegações da defesa – Na ação dirigida ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a defesa do denunciado alegou que estaria extinta a sua punibilidade, pois passaram-se mais de quatro anos entre a deflagração da operação, em 27 de novembro de 2009, e a data do recebimento da denúncia pelo Judiciário, em 10 de abril de 2014.

Como Maciel tem mais de 70 anos de idade, a defesa alegou que o prazo de prescrição deveria ser reduzido pela metade, de oito para quatro anos.

O TJDFT negou o pedido de José Geraldo Maciel por entender que o crime de formação de quadrilha é permanente, de modo que a prescrição começa a correr apenas quando cessada a permanência da associação criminosa.

No caso analisado, registrou o tribunal, nem o início da operação Caixa de Pandora nem a prisão do ex-governador Arruda, em 2010, demonstraram a princípio o desfazimento da suposta quadrilha.

Provas – A defesa de Maciel recorreu da primeira decisão para o STJ, sustentando os mesmos argumentos do pedido inicial.

Ao analisar as razões do pedido de habeas corpus, o ministro relator, Reynaldo Soares da Fonseca, reconheceu que a “data da cessação da atuação da suposta quadrilha constitui matéria intranquila”. Todavia, afirmou que a determinação da data do término da suposta associação criminosa dependeria de análise profunda das provas, o que é inviável no caso do julgamento de habeas corpus.

Em desabafo com presidente Dilma, Lula diz “eles que enfiem no c* todo o processo”; veja o vídeo

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Gravado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), o vídeo mostra o ex-presidente xingando de forma indignada ao telefone com a presidente

Por Priscilla Borges, do Metropóles – Esqueça o que a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) está falando no primeiro plano deste vídeo. Concentre-se na primeira frase dita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Indignado, ele diz à presidente Dilma Rousseff: “eles que enfiem no c* todo o processo”.

O vídeo está circulando em grupos de delegados e advogados no WhatsApp. Lula critica as investigações contra ele na Operação Lava Jato, que foi conduzido coercitivamente a prestar depoimento nesta sexta-feira (4/3) em São Paulo.

Por ironia, enquanto ele esbraveja, a deputada diz que Lula está muito tranquilo e com capacidade de guerrear. Jandira diz que ele conversa com a presidente Dilma.

Lula prestou depoimento em área da Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas na manhã desta sexta-feira. Em seguida, falou aos militantes do PT que estava inconformado com a situação.

https://youtu.be/B1AQsUsYGjs

Nota da REDE: “a gravidade dos fatos requer todo apoio à investigação profunda e rigorosa de todos os envolvidos”

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Rede Sustentabilidade

 

É hora de reunificar o Brasil em defesa da Justiça e da estabilidade institucional.

Nos últimos dois dias, o país foi impactado com os novos desdobramentos da Operação Lava Jato – as noticiadas declarações, ainda em processo de confirmação, do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e as ações da Polícia Federal para apurar informações sobre condutas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, familiares e assessores.

A Rede Sustentabilidade, reunida em seu 2º Congresso Nacional, considera que a gravidade dos fatos requer todo apoio à investigação profunda e rigorosa de todos os envolvidos, assegurado o amplo direito de defesa previsto em nosso arcabouço legal.

A REDE entende que a investigação da Lava Jato ainda está em curso, o que desautoriza quaisquer conclusões precipitadas sobre culpa, bem como a tentativa de desqualificação dos indícios que embasam a ação do MPF e da PF.

A incitação ao confronto nas ruas é motivo de grave preocupação e exige responsabilidade e serenidade de todas as lideranças comprometidas com o Brasil e com a democracia. Não é hora de incitar os ânimos para a guerra, mas sim de instar a força dos nossos mais elevados propósitos na busca de saídas para a grave crise política, econômica e social.

Esse cenário preocupante, que se agrava a cada dia, convoca a união de todos em defesa da Justiça e da estabilidade democrática, para evitar que se transforme em crise institucional. É hora de reunificar o Brasil.

ANÁLISE POLÍTICA // A crise ganhou um novo componente. E ele veste farda e pilota tanques

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Por Ricardo Noblat – A condução coercitiva de Lula para depor à procuradores da Lava-Jato não foi o fato que marcou a escalada preocupante da crise política que abala o país e ameaça derrubar o governo.

A crise ganhou um novo componente. Ele veste farda e tem porte de arma. Sua entrada em cena, ontem, foi o fato mais importante do dia em que o país quase parou, surpreso com o que acontecia em São Paulo.

Não é comum ver-se um ex-presidente da República, o primeiro operário entre nós a chegar ao poder, ser conduzido por agentes federais na condição de investigado em bilionário escândalo de corrupção.

Nunca antes na história deste país…

O episódio serviu para demonstrar a solidez de uma democracia reinaugurada por aqui há apenas 31 anos. A lei deve ser igual para todos. Um ex-presidente não merece tratamento especial.

O receio de que a ordem pública virasse desordem foi o que assustou os militares, levando-os a se manifestarem por meio dos canais disponíveis para isso. Há muito que eles não procediam assim.

Um batalhão do Exército, em São Paulo, foi posto de sobreaviso caso os protestos contra e a favor de Lula resultassem em violência, e as polícias militar e civil perdessem o controle da situação.

Geraldo Alckimin não foi o único governador avisado de que poderia contar com a ajuda do Exército se pedisse ou se a presidente da República a autorizasse.

Integrantes do Alto Comando do Exército telefonaram para os governadores dos Estados mais sujeitos a conflitos entre militantes políticos e os preveniram para a necessidade de manter a paz social.

O elenco de autoridades alcançadas pelos telefonemas de generais foi mais amplo. E incluiu ministros de Estado e líderes de partidos, de quase todos os partidos. Os do PT ficaram de fora.

A tensão entre os generais foi desatada quando militantes políticos se agrediram diante do prédio onde Lula mora em São Bernardo. E atingiu seu pico com o discurso de Rui Falcão, presidente do PT.

Enquanto Lula era interrogado na delegacia da Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, Falcão pregava a ida para as ruas dos adeptos do PT e a realização de manifestações ruidosas.

Foi um duro discurso, embora pronunciado no tom ameno que caracteriza as falas de Falcão. De imediato, as várias instâncias do partido começaram a se mobilizar em obediência à nova palavra de ordem.

Até então, a máquina do PT parecia inativa, perplexa. No twitter, por exemplo, os termos mais em uso se referiam à prisão de Lula. Nas horas seguintes, os termos mais populares passaram a ser “golpe” e “ruas”.

Os generais estão temerosos com a conjugação das crises política e econômica e com o que possa derivar disso. Cobram insistentemente aos seus interlocutores do meio civil para que encontrem uma saída.

Não sugerem a solução A, B ou C. Respeitada a Constituição, apoiarão qualquer uma – do entendimento em torno de Dilma ao impeachment ou à realização de novas eleições. Mas pedem pressa.

Por inviável, mas também por convicções democráticas, descartam intenções golpistas. Só não querem se ver convocados a intervir em nome da Garantia da Lei e da Ordem como previsto na Constituição.

 

Militantes fazem vigília em frente a prédio de Lula, no ABC

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 Mulher como coxinha numa alusão a quem é contrário a Lula (Foto: Carolina Dantas / G1)

Mulher como coxinha numa alusão a quem é contrário a Lula (Foto: Carolina Dantas / G1)

Petistas e simpatizantes se reúnem em frente ao prédio do ex-presidente. Cerca de 300 pessoas fecharam uma das pistas de avenida em ato, diz PM

 Por Vivian Reis e Carolina Dantas, do G1  – Cerca de 300 militantes petistas e simpatizantes estão reunidos desde o início da manhã deste sábado (5) na frente do prédio onde mora Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, no ABC. Eles estão em vigília para demonstrar apoio ao ex-presidente, que é investigado pela Justiça Federal por suspeita de ter sido beneficiado pelo esquema de desvios de dinheiro na Petrobras.

De acordo com a Polícia Militar (PM), que estimou o número de participantes e fazia a segurança dos manifestantes, o ato seguia pacífico na Avenida Francisco Prestes Maia, em frente ao edifício onde Lula mora. Os militantes ocupavam a via no sentido Centro. O sentido bairro está liberado e a PM faz um cordão de isolamento para evitar a invasão de manifestantes.

“Lula é meu amigo. Mexeu com ele, mexeu comigo” e “não vai ter golpe” eram os gritos entoados pelo grupo, que mostrava cartazes contrários à investigação da Justiça.

Grupos contrários ao ex-presidente não estavam presentes até as 12h, quando a modelo e socialite Ju Isen, conhecida por protestar contra o governo petista tirando a blusa, apareceu perto do protesto pró Lula usando camisa da seleção e bandeira do Brasil. Ela não falou com a imprensa e foi embora de táxi, sem conseguir realizar seu protesto, após militantes jogarem uma garrafa vazia nela. A modelo estava escoltada por seguranças particulares.

Operação Lava Jato

Lula foi o principal alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato. A Polícia Federal (PF) fez buscas e apreensões em endereços ligados a Lula na sexta-feira (4). Os sigilos bancários e fiscal do petista, do Instituto Lulae de sua empresa de palestras foram quebrados por determinação judicial.

Na manhã de sexta, agentes também levaram o petista de sua residência, em São Bernardo, na Região Metropolitana de São Paulo, em cumprimento a mandado de condução coercitiva. Lula foi levado para um salão de autoridades no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital, para prestar depoimento obrigatório, onde, segundo seus interlocutores, negou qualquer favorecimento no esquema de corrupção da Petrobras.

Durante a tarde, a presidente Dilma Rousseff criticou a condução de Lula para depor. Ao lado de 12 ministros, disse que a medida foi “desnecessária”. Ela ligou para o ex-presidente após o depoimento dele à PF.

“Quero manifestar o meu mais absoluto inconformismo com o fato de o ex-presidente Lula, que por várias vezes compareceu de forma voluntária para prestar esclarecimentos perante as autoridades, seja agora submetido a uma desnecessária condução coercitiva para prestar mais um depoimento”, disse.

Durante a ação dos agentes da PF, grupos apoiadores e críticos ao ex-presidente chegaram a entrar em confronto em frente à casa do ex-presidente e no saguão do aeroporto de Congonhas.

Após ser liberado na tarde de sexta, o ex-presidente fez pronunciamento na sede do PT, em São Paulo, onde disse ter se sentido “prisioneiro”, que “jamais” se recusaria a prestar qualquer depoimento, e falou ser vítima de perseguição. Mais tarde, se ofereceu para concorrer à Presidência em 2018.

Vicentinho foi a frente do prédio de Lula prestar seu apoio (Foto: Vivian Reis / G1)
Vicentinho foi a frente do prédio de Lula prestar seu apoio (Foto: Vivian Reis / G1)

Diversas cidades brasileiras registraram um “aplaudaço” em apoio à Polícia Federal na noite desta sexta. O movimento foi convocado pelas redes sociais. As manifestações ocorreram em ao menos 14 estados. Além de São Paulo, houve manifestações em outras cidades, como Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Alegre e Belo Horizonte.

O deputado federal Vicentinho (PT-SP) foi ao ato se unir com a militância. “O tiro saiu pela culatra. Exigir depoimento daquela forma acordou o povo. Há gente rezando, sindicatos reunidos”, afirmou.

“Lula significa tirar o Brasil da fome, emprego, respeito na luta contra todo tipo de preconceito e discriminação. Lula Significa cidadania. Lula nunca se recusou a prestar depoimento “, defendeu Vicentinho.

O Ministério Público Federal (MPF) alega que Lula era um dos “principais beneficiários” do esquema de corrupção que atuava na Petrobras e que surgiram evidências de que os crimes cometidos na estatal o “enriqueceram” e financiaram campanhas eleitorais e o caixa do Partido dos Trabalhadores.

 

Petistas atacam Rede Globo em Brasília e depredam imediações

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Militantes reclamam da cobertura da 24ª fase da Lava Jato

Do Diário do Poder – Manifestantes petistas atacaram a sede da Rede Globo em Brasília no início da noite desta sexta-feira (4), como se a emissora tivesse alguma responsabilidade pelos atos cometidos por integrantes do próprio partido, na gatunagem ocorrida na Petrobras.

De acordo com imagens de cinegrafistas amadores, líderes da manifestação reclamam da cobertura da 24ª fase da operação Lava Jato, como se fosse possível esconder o fato de o ex-presidente Lula ter sido conduzido coercitivamente, ou seja, à força, para depor na Polícia Federal sobre as suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro que pesam contra ele.

Além de líderes do PT incentivar os militantes a chamar a emissora de “rede esgoto”, há relatos de depredação do patrimônio da emissora. O vídeo abaixo mostra o que parece ser um princípio de incêndio.

 

https://youtu.be/Iyrgza8O_Po