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Tarifas de serviço de táxi são reajustadas no DF

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Foto: Andre Borges
Foto: Andre Borges

Após quase dois anos sem mudanças, novos valores estão definidos em decreto publicado nesta quinta-feira (17) no Diário Oficial do Distrito Federal. Todas as taxas foram corrigidas em 16,23%

Os valores das tarifas do serviço de táxi de Brasília passaram por reajuste. A bandeirada relativa à cobrança inicial, de R$ 4,51, vai para R$ 5,24. A mudança foi reivindicada pela categoria e sancionada pelo governador Rodrigo Rollemberg no Decreto nº 37.189, de 16 de março 2016, publicado nesta quinta-feira (17) no Diário Oficial do Distrito Federal.

Todas as demais taxas tiveram o mesmo adicional, de 16,23%. O quilômetro percorrido, na bandeira 1, — antes de R$ 2,45 — vai para R$ 2,85. Na bandeira 2, o valor passa de R$ 3,12 para R$ 3,66. A hora parada vai de R$ 27,29 para R$ 31,72.

Para chegar ao índice, o secretário de Mobilidade, Marcos Dantas, explica que o governo ponderou as necessidades da categoria e da população. Segundo a pasta, o sindicato dos taxistas alegou um aumento médio de 10% no combustível, resíduos não implantados nos últimos reajustes de 3,14% e 26,52% pela supressão da bandeira 2.

Para equilibrar, o governo levou em consideração indicadores econômicos, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), e estabeleceu o acréscimo em 16,23%. O último reajuste foi concedido em julho de 2014.

Multas
As multas aplicadas às infrações do serviço de táxi também terão acréscimo no mesmo porcentual. Para as do grupo A, do tipo leve, a quantia passa de R$ 151,14 para R$ 175,67. Grupo B (infração média), de R$ 344,37 para R$ 400,26. Do C (grave), de R$ 395,30 para R$ 459,42, e do D (gravíssima), de R$ 864,40 para R$ 1.004,69. A partir de agora, os autorizatários do serviço têm prazo de 90 dias para aferir os taxímetros.

Agora é oficial: Raimundo Ribeiro é PPS

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A comissão Executiva do Partido Popular Socialista Brasileiro do Distrito Federal (PPS/DF) realizou, na noite desta quarta-feira (16), a cerimônia de filiação do deputado distrital Raimundo Ribeiro. O evento aconteceu no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e contou com a presença de várias lideranças políticas. Cerca de 300 pessoas participaram da solenidade.

O presidente do PPS/DF, Chico Andrade, iniciou a cerimônia dizendo que Ribeiro está sendo recebido de braços abertos. “Brasília sabe o que você tem feito. Temos certeza que o seu trabalho vai alavancar o nosso partido no DF”, comemorou.

Representante do Senador Cristovam Buarque, Edilson Barbosa também falou sobre o crescimento da sigla. “Estamos fechando um ciclo, com as vindas dos deputados Raimundo Ribeiro, Celina Leão e do senador Cristovam. Isso consolida um partido corajoso e decente”.

De acordo com a presidente da CLDF, deputada Celina Leão, a filiação do deputado Raimundo Ribeiro ao PPS é um marco na política do DF. “O deputado Raimundo sempre esteve comigo e eu tenho orgulho de dizer que sou amiga e companheira dele. Essas pessoas que estão aqui hoje nesta solenidade de filiação acreditam no seu projeto. Juntos trabalharemos para que Brasília tenha um futuro melhor”, completou a deputada.

Em seu discurso, o deputado Raimundo Ribeiro avisou que esse é o momento do recomeço. “Eu não consigo fazer política se não for de modo coletivo. É preciso buscar lugares onde a gente acredite no que estamos fazendo. Recebi vários convites, mas escolhi o PPS porque é um partido que quer realmente resgatar a política decente”. Ribeiro também lembrou sobre o compromisso que se deve ter com a população. “Devemos apresentar um novo projeto para o Distrito Federal e para o País. Temos a obrigação de dar a essa cidade o nosso trabalho. Tenho muito orgulho de fazer parte deste time”, finalizou.

Na ocasião, várias pessoas do grupo de Ribeiro também se filiaram. A assinatura do ato de filiação do deputado teve os abonos do presidente do partido e da deputada Celina Leão.

Temendo protesto, Exército bloqueia via de acesso ao Palácio da Alvorada, onde está Dilma

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Temendo manifestantes, Exército bloqueia via de acesso ao Palácio da Alvorada, a residência oficial, onde está a presidente Dilma Rousseff. Já são mais de cinco mil pessoas em frente ao Palácio do Planalto protestando contra Lula e Dilma. A polícia está reforçada no local

Manifestações contra a nomeação de Lula para a Casa Civil  acontecem também em São Paulo, Belo Horizonte e Recife

Em Brasília, um pequeno grupo de petistas entrou em confronto com centenas de manifestantes que protestam contra a nomeação em frente ao Palácio do Planalto. Houve correria e a polícia agiu com truculência entre os manifestantes, com uso de cassetetes e spray de pimenta.

Neste momento, a Praça dos Três Poderes, uma da principais vias de acesso à região central de Brasília, está tomada por manifestantes e o trânsito no local foi parcialmente bloqueado. O grupo grita palavras de ordem e pede a saída de Lula e do PT.
A polícia ainda está reforçando o contingente no local. Manifestantes chegaram a gritar que iriam invadir o Planalto, o que não ocorreu. Um cordão de isolamento da polícia foi formado em frente de toda a extensão do Palácio.
O grupo que está fazendo a manifestação é formado, em sua maioria, por funcionários que, na saída do trabalho, resolveram protestar.

Em São Paulo, pequeno grupo de manifestantes começa a protestar na avenida Paulista.

Em Belo Horizonte, ato em protesto contra a indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil. Segundo a PM, são cerca de 50 pessoas. Carregando bandeiras do Brasil e faixas de protesto, as pessoas entoam palavras de ordem como “não vai ter golpe” e “nossa bandeira jamais será vermelha”, o grupo interdita o tráfego no entorno da Praça da Liberdade, na região centro-sul da capital mineira. Um dos grupos identificados como idealizadores do protesto se intitula “Brava Gente Brasileira”. Inicialmente, a convocação teria sido feita por telefone entre os participantes e pelas redes sociais.

Em Curitiba, o tom da manifestação é o apoio ao juiz Sergio Moro.

‘Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada’, diz Lula a Dilma; ouça

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No dia em que o ex-presidente Lula foi conduzido coercitivamente pela Operação Aletheia para depor em uma sala no Aeroporto de Congonhas, a presidente Dilma Rousseff telefonou para seu antecessor – Lula já estava na sede do PT, onde declarou à imprensa que ‘a jararaca está viva’. Lula estava no grampo, com autorização do juiz federal Sérgio Moro. Dilma não é alvo da investigação, mas caiu na interceptação ao ligar do Palácio do Planalto para seu antecessor.

Na conversa com Dilma, o ex-presidente atacou os investigadores, o juiz federal Sérgio Moro, os tribunais superiores e a imprensa. Ele comenta, indignado, o fato de ter sido ouvido por quase três horas pela Polícia Federal sobre as atividades do Instituto Lula e de sua empresa, a LILS Palestras e Eventos “Se os canalhas tivessem mandado um ofício teria ido prestar depoimento. Eu já fui três vezes a Brasília prestar depoimento. Eu acho que o Moro quis fazer um espetáculo antes daquele negócio que tá pra decidir que tá no Supremo pra decidir, mas ele precisava fazer o espetáculo de pirotecnia.”

 

Lula reclama que a Polícia Federal fez buscas na residência de seus filhos e de quadros antigos do PT – Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, e Clara Ant, sua assessora.

Dilma pergunta a Lula se ele não achou ‘estranho’ a publicação da Revista IstoÉ, na quinta-feira, 3, um dia antes da Aletheia, antecipando a delação do senador Delcídio Amaral, ex-líder do Governo. “O sr não achou estranho?”, perguntou a presidente.

“É um um espetáculo de pirotecnia sem precedentes, querida. É o seguinte: eles estão convencidos de que com a imprensa chefiando o processo investigatório eles conseguem refundar a República. Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada, um Superior Tribunal de Justiça totalmente acovardado, um Parlamento totalmente acovardado, somente nos últimos tempos o PT e o PC do B começaram a acordar, um presidente da Câmara fudido, um presidente do Senado fudido, não sei quantos parlamentares ameaçados e fica todo mundo no compasso achando que vai acontecer um milagre.”

Lula ataca a força-tarefa da Operação Lava Jato. “Eu estou, sinceramente, estou assustado é com a república de Curitiba porque a partir de um juiz de primeira instância tudo pode acontecer nesse País, tudo pode acontecer.”

Depois, o ex-presidente revela a Dilma sua estratégia. “Eu tô dizendo aqui pro PT que não tem mais trégua, que não tem que ficar acreditando na luta jurídica, ou seja, nós temos que aproveitar a nossa militância e ir prá rua. Eu vou antecipar minha campanha prá 2018, vou acertar de viajar esse país a partir da semana que vem e quero ver o que vai acontecer. Lamentavelmente vai ser isso. Eu não vou ficar em casa parado.”

O ex-presidente relatou a Dilma que a PF fez buscas também na residência de seus filhos e que os investigadores o questionaram sobre temas que já teria abordado em outras audiências. “As perguntas são as mesmas que já respondi a dois delegados da Polícia Federal. Dos meus filhos eles levaram os mesmos documentos. Foram na casa da Clara Ant, dormindo sozinha quando entrou cinco homem gigantes. Ela pensou que era um presente de Deus e era a Polícia Federal.”

(Dilma cai na gargalhada)

“Então é isso ô Dilma, eu acho que foi um espetáculo de pirotecnia. A tese deles é de que tudo que está acontecendo foi uma quadrilha montadqa em 2003 (ano de seu primeiro mandato) e, portanto, ela perdura até hoje, sabe, e dentro do Palácio, até de dentro do Palácio. Então, eles não precisam de explicação com a teoria do domínio do fato não precisa de explicação. Eles colocam em prática.”

Dilma agiu para tentar evitar a prisão de Lula, diz Polícia Federal

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Foto Ernesto Rodrigues - Folhapress
Foto Ernesto Rodrigues – Folhapress

Da Folha de S.Paulo – O juiz federal Sergio Moro incluiu no inquérito que tramita em Curitiba uma conversa telefônica entre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff, no qual ela diz que encaminhará a ele o “termo de posse” de ministro.

Dilma diz a Lula que o termo de posse só seria usado “em caso de necessidade”.

Os investigadores da Lava Jato interpretaram o diálogo como uma tentativa de Dilma de evitar uma eventual prisão de Lula. Se houvesse um mandado do juiz, de acordo com essa interpretação, Lula mostraria o termo de posse como ministro e, em tese ficaria livre da prisão. O juiz Moro não pode mandar prender ministros porque eles detêm foro privilegiado.

O juiz vai encaminhar para o Supremo toda a investigação sobre Lula quando chegar o termo de posse de Lula.

A conversa foi gravada pela Polícia Federal, no inquérito que apura a posse do sítio em Atibaia (SP). A hipótese dos investigadores é que o sítio foi doado a Lula por empresas que tinham contrato com a Petrobras, como a Odebrecht, OAS e José Carlos Bumlai, este amigo do ex-presidente.

A informação foi revelada nesta quarta-feira (16) pelo canal “Globonews”. AFolha não conseguiu até o momento ouvir a presidente Dilma e Lula sobre a conversa telefônica.

O ex-presidente, que está sendo investigado pela Operação Lava Jato, anunciou, na quarta, que assumirá a Casa Civil no lugar de Jaques Wagner, que passa a ser chefe de gabinete de Dilma.

Desta maneira, Lula tem foro privilegiado e só pode ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

Mais de 1500 pessoas estão em frente ao Palácio do Planalto contra posse de Lula

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O grupo pró-impeachment Movimento Brasil Livre (MBL) faz manifestação em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, contra a nomeação do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil. No momento, são mais de 1500 pessoas na manifestação. carros fazem buzinaço. Também está programado um “panelaço” às 20h de hoje durante a exibição do Jornal Nacional assim que o telejornal veicular matéria sobre a ida de Lula à Casa Civil.

 

Dilma cai em grampo da Policia Federal em conversa com Lula

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Em interceptação telefônica na Operação Aleteia, a presidente disse que enviaria o “termo de posse” para o líder petista

O juiz Sérgio Moro retirou nesta quarta-feira (16) o sigilo de interceptações telefônicas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As conversas gravadas pela Polícia Federal incluem diálogo desta quarta com a presidente Dilma Rousseff, que o nomeou como ministro chefe da Casa Civil.

No despacho em que libera as gravações, Moro afirma que, “pelo teor dos diálogos degravados, constata-se que o ex-Presidente já sabia ou pelo menos desconfiava de que estaria sendo interceptado pela Polícia Federal, comprometendo a espontaneidade e a credibilidade de diversos dos diálogos”.

Moro afirma, ainda, que alguns diálogos sugerem que Lula já sabia das buscas feitas pela 24ª fase da Operação Lava Jato no início do mês.

Conversa com Dilma
– Dilma: Alô
– Lula: Alô
– Dilma: Lula, deixa eu te falar uma coisa.
– Lula: Fala, querida. Ahn
– Dilma: Seguinte, eu tô mandando o ‘Bessias’ junto com o papel pra gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse, tá?!
– Lula:  Uhum. Tá bom, tá bom.
– Dilma: Só isso, você espera aí que ele tá indo aí.
– Lula: Tá bom, eu tô aqui, fico aguardando.
– Dilma: Tá?!
– Lula: Tá bom.
– Dilma: Tchau.
– Lula: Tchau, querida.

Influência
O juiz diz que algumas em algumas conversas se fala, aparenetemente, “em tentar influenciar ou obter auxílio de autoridades do Ministério Público ou da Magistratura em favor do ex-Presidente”. Moro ressalta, porém, que não há nenhum indício nas conversas, ou fora delas, de que as pessoas citadas tentaram, de fato, agido “de forma inapropriada”.

“Em alguns casos, sequer há informação se a intenção em influenciar ou obter intervenção chegou a ser efetivada”, observa o juiz.

Um dos casos citados por Moro faz referência à Ministra Rosa Weber do Supremo Tribunal Federal (STF), “provalvemente para obtenção de decisão favorável ao ex-Presidente na ACO 2822”. Na ocasião, Weber negou pedido apresentado pela defesa do ex-presidente para suspender duas investigações sobre um triplex em Guarujá (SP) e um sítio em Atibaia (SP) ligados a ele.

“A eminente Magistrada, além de conhecida por sua extrema honradez e retidão, denegou os pleitos da Defesa do ex-Presidente”, afirmou Moro

Outro ministro que também aparece nos diálogos é Ricardo Lewandowski. “Há diálogo que sugere tentativa de se obter alguma intervenção do Exmo. Ministro Ricardo Lewandowski contra imaginária prisão do ex-Presidente, mas sequer o interlocutor logrou obter do referido Magistrado qualquer acesso nesse sentido”, consignou o juiz.

Moro afirma também que há menção ao recém nomeado Ministro da Justiça Eugênio Aragão, sobre quem Lula diz que “parece nosso amigo”, mas de quem reclama porque “este não teria prestado qualquer auxílo”.

O juiz registra no despacho que registrou essas referências “apenas para deixar claro que as aparentes declarações pelos interlocutores em obter auxílio ou influenciar membro do Ministério Público ou da Magistratura não significa que esses últimos tenham qualquer participação nos ilícitos”. Para Moro, porém, isso “não torna menos reprovável a intenção ou as tentativas de solicitação”.

Envio ao STF
Ao fim do despacho, Moro informa que, diante da notícia de que Lula aceitou convite para ocupar o cargo de ministro chefe da Casa Civil, as investigações serão enviadas ao Supremo Tribunal Federal. O material deve ser enviado após a posse, que está marcada para terça-feira (22).

Cristiano Araújo anuncia desfiliação ao PTB e fica sem partido

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Deputado Cristiano Araújo
Deputado Cristiano Araújo

Comunicado de desfiliação partidária e agradecimento

 

Comunico ao povo de Brasília, aos meus eleitores e à imprensa, que protocolei nesta quarta-feira (16) no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e na 18ª Zona Eleitoral do Lago Sul, o meu pedido de desfiliação partidária, conforme preceito legal vigente.

Agradeço à direção do PTB, essa respeitável agremiação partidária que, ao me acolher há mais de 10 anos em suas fileiras, me possibilitou conquistar três mandatos consecutivos de deputado distrital. Período em que a convivência democrática e republicana com a legenda, na busca em atender aos interesses coletivos da nossa cidade, foi a minha marca.

Pertencer a um partido no qual militou Leonel Brizola e diversos trabalhistas que fizeram história, além de ter convivido com tantos companheiros leais na luta, foi para mim motivo de muito orgulho e que me amadureceu politicamente.

Agora, chegou o momento de trilhar outro caminho, mas na mesma direção: a consolidação da autonomia política do Distrito Federal, o aperfeiçoamento da democracia representativa, o compromisso com a transparência e a ética na política, a melhoria da qualidade de vida da nossa população e maior sintonia com o sentimento das ruas.

 

Atenciosamente,

Deputado distrital Cristiano Araújo

GDF convida iniciativa privada para gerir equipamentos públicos esportivos

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Governo convida iniciativa privada para gerir equipamentos públicos esportivos
Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Parceria pode fazer Executivo economizar R$ 710 mil por mês apenas com o estádio Mané Garrincha

Saulo Araújo, da Agência Brasília – Quatro equipamentos públicos esportivos poderão ser administrados em parceria com a iniciativa privada. Em 10 de março, o governo do Distrito Federal publicou um chamamento no Diário Oficial do DF para que empresas apresentem propostas para gerenciar o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, o Ginásio Nilson Nelson, o Parque Aquático Cláudio Coutinho e as quadras poliesportivas situadas próximo a esses três empreendimentos. Os espaços integram o Complexo Esportivo de Brasília. Qualquer forma de privatização está descartada.

Com a administração compartilhada, o Executivo pretende diminuir consideravelmente as despesas com manutenção e melhorar a qualidade dos serviços prestados. Só o Mané Garrincha consome dos cofres públicos R$ 860 mil por mês, enquanto a arrecadação não passa dos R$ 150 mil. As informações são da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), empresa que coordena o processo.

Documentação e projetos
Os empresários interessados terão de cumprir alguns ritos dentro do procedimento de manifestação de interesse. A contar de 10 de março, eles têm 60 dias para apresentar os documentos exigidos, como CNPJ, nada-consta e outras declarações. A Terracap vai analisar a papelada e indicar quais seguirão no processo.

Após a avaliação documental, um prazo de 120 dias será aberto para que a apresentação das sugestões de modelos de gerenciamento. A Terracap e as pastas diretamente atreladas ao empreendimento — no caso a Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer — avaliarão os projetos e, caso aprovados, inicia-se a licitação a fim de contratar a empresa parceira.

É possível apresentar proposta para administrar apenas um dos quatro equipamentos, mas a preferência do governo é que uma instituição ou um consórcio assuma todo o complexo, chamado agora pela Terracap de Arenaplex.

Autódromo
O Autódromo Internacional Nelson Piquet integra o Complexo Esportivo de Brasília, mas não será objeto da parceria público-privada porque técnicos do Tribunal de Contas do Distrito Federal encontraram, em janeiro de 2015, indícios de sobrepreço da ordem de R$ 35 milhões e duplicidade de serviços nos contratos celebrados em novembro de 2014 para tocar as benfeitorias no local.

Em função das suspeitas, o governo de Brasília decidiu, por recomendação do Tribunal de Contas e do Ministério Público do DF e Territórios, suspender a primeira temporada de 2015 da Fórmula Indy. O caso permanece sob investigação das duas instituições de controle.

Outros locais e serviços
O processo é semelhante ao anunciado pelo Executivo em 17 de junho de 2015, quando empresas foram convidadas a apresentar propostas para administrar empreendimentos públicos.

Em novembro, o governo definiu as prioridades para a manifestação de interesse privado: Jardim Zoológico de Brasília, Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Torre de TV de Brasília, Torre de TV Digital, Granja do Torto, Transbrasília — projeto de enterramento de linhas de transmissões em áreas urbanas —, Parque Tecnológico Capital Digital e serviço de iluminação pública. Foram 34 interessados e, atualmente, o Conselho de Parcerias Público-Privadas, presidido pelo governador Rodrigo Rollemberg, acompanha o desenvolvimento dos projetos.

A manifestação de interesse privado e o procedimento de manifestação de interesse têm características diferentes. Enquanto na primeira o interessado apresenta a qualquer tempo propostas de gerenciamento, na segunda ele é obrigado a entregar documentos e projetos dentro de um prazo estabelecido pelo Executivo.