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Geap não vai quebrar, diz diretor da entidade sobre o rombo financeiro

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Luís Carlos Saraiva Neves, diretor-executivo da entidade
Luís Carlos Saraiva Neves, diretor-executivo da entidade

Associação de servidores questiona rombo de R$ 240 milhões nas contas da operadora. Apesar dos problemas, dirigente afirma que receitas estão crescendo

Por Vera Batista – A Geap Autogestão em Saúde, principal operadora de planos de saúde dos servidores públicos federais, foi alvo, em 2011, de intervenção fiscal da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e da Agência Nacional de Saúde (ANS), que apontaram “anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves que colocavam em risco o atendimento à saúde”. Também foi fiscalizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), além de sofrer acusações de uso político, que quase a levaram à bancarrota.

“A Geap não vai quebrar, não tem rombo e o atendimento não está ameaçado. Pelo contrário, o faturamento cresce a cada dia e a procura de novos credenciados, também”, garante Luís Carlos Saraiva Neves, diretor-executivo da entidade. Segundo ele, a arrecadação anual, que em 2011 foi de R$ 1,6 bilhão, chegou a R$ 3 bilhões em 2015.

Apesar disso, a polêmica não para. Paulo César Regis de Souza, presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Anasps), questiona por que, com tanto dinheiro, a Geap “não tem um hospital próprio, uma emergência, um ambulatório, um laboratório de análise, um tomógrafo, uma ressonância, uma ambulância ou uma UTI móvel e usa, muitas vezes, a mesma rede de serviços dos planos privados”. E ainda acumula um rombo em torno de R$ 240 milhões. “Não há rombo. Esses recursos fazem parte de uma reserva técnica exigida pela ANS”, rebate Saraiva Neves. “Mas esse sistema, de forma alguma, ameaça o atendimento.”

No início deste ano, a discussão esquentou, depois que a Geap estabeleceu um aumento de 37,55% nas mensalidades. Várias entidades, encabeçadas pela Anasps, entraram na Justiça exigindo que o reajuste fosse extinto. A maioria não conseguiu o acatamento total do pedido. Mas os juízes que analisaram as ações reduziram o percentual para 20% – corresponde à inflação dos itens e dos serviços médicos.

De acordo com o diretor-executivo da Geap, o aumento se justifica porque, em vários anos anteriores, por diferentes razões, não houve reajuste, embora as despesas tenham aumentado. Neves diz que a contribuição mensal dos servidores é muito baixa. Chega a ser de  40% a 80% inferior ao que cobram os planos privados. “Na maioria das vezes, esse aumento, em valores absolutos, significa que o associado, ao final, vai desembolsar R$ 20 ou R$ 40 a mais.”

A Geap tem 70 anos de atuação no Brasil. É uma das mais antigas do país e com o maior número de idosos: da carteira de cerca de 600 mil pessoas, mais de 280 mil têm acima de 59 anos e quase 70 mil, mais de 80. A entidade tem convênios com 130 órgãos governamentais (ministérios, autarquias, universidades, fundações, centros de pesquisa, entre outros). São mais de 18 mil prestadores contratados, entre clínicas, hospitais, laboratórios, dentistas e médicos.

Embates

Apesar dos embates, entidades representativas dos servidores públicos federais e o diretor têm uma avaliação comum: as reservas exigidas pela ANS (de aproximadamente R$ 1 bilhão) são a principal causa das dificuldades da operadora. Na última terça-feira, vários sindicatos e associações nacionais se encontraram com o presidente da ANS, José Carlos Abrahão, para argumentar que as obrigações estabelecidas pela agência comprometem severamente os planos de saúde sem fins lucrativos, especialmente a constituição de reservas financeiras mensais, calculadas de acordo com o fluxo de guias faturadas referentes aos serviços prestados aos assistidos.

Os sindicalistas alegam que a Geap não tem condições de arcar com esse aporte financeiro forçado. Além disso, a aplicação de multas, caso as metas não sejam atingidas, oneram ainda mais o caixa da operadora, que não tem os mesmos recursos que um plano de mercado.

Nos cálculos da Anfip, a conta das obrigações financeiras impostas pela ANS acaba caindo no bolso dos servidores, por meio do reajuste de 37,55%. “As regras tratam da mesma forma planos de saúde comerciais e aqueles que são custeados pelos trabalhadores (planos de autogestão)”, destaca a entidade.

As entidades reclamam ainda que o governo federal tem uma dívida de R$ 1 bilhão com a Geap. O crédito é antigo, da década de 1990, segundo a Anfip. À época, o governo fez uma cobrança trabalhista indevida. A operadora entrou na Justiça e ganhou a causa, mas até agora não conseguiu a restituição. “Esse crédito deveria, por questão de justiça social, ser utilizado para suprir reservatécnica e abater as multas impostas pela ANS, que punem os servidores”, segundo as entidades. O presidente da ANS garantiu que as reivindicações serão estudadas.

Radiografia

Com 70 anos de atuação no país, a principal operadora  no atendimento de servidores públicos federais sofre com o número crescente de idosos

Carteira

Cerca de 600 mil pessoas têm planos de saúde da Geap. São mais de 280 mil beneficiários acima de 59 anos e quase 70 mil assistidos com mais de 80 anos.

Centenários

A Geap cuida da saúde de 500 pessoas com 100 anos ou mais. Esses beneficiários são acompanhados de perto pelos programas de atenção domiciliar da operadora.

Convênios

O plano atende funcionários de 130 órgãos governamentais (ministérios, autarquias, universidades, fundações, centros de pesquisa, entre outros).

Abrangência nacional

A rede credenciada está presente em todos os estados e no DF. São mais de 18 mil prestadores de serviços, entre clínicas, hospitais, laboratórios, odontólogos e médicos de várias especialidades.

Atendimentos

Em torno de 14 milhões de exames, 3 milhões de consultas, 285 mil consultas odontológicas, 97 mil internações e 5 mil partos.

Atenção domiciliar

Cinco mil pessoas são acompanhadas regularmente em suas residências por uma equipe multidisciplinar, recebendo cuidados de baixa e média complexidades.

Fluxo de caixa

Segundo a Geap, não há rombo em suas contas.

A arrecadação cresce a cada ano

Ano    Faturamento anual    Variação (em R$ bilhões)    (em %)

2011           1,610                                                                        –

2012           1,829                                                                     13,6

2013           2,428                                                                     32,7

2014           2,740                                                                     12,9

2015           3,036                                                                     10,8

Custeio da União (em R$)

Veja quanto o governo contribui por servidor de acordo com o salário. As faixas de idade vão de zero a 59 anos

Renda (em R$)     Ajuda de custo (R$)

Até 1.499                  149,52 a 205,63

De 1.500 a 1.999      142,47 a 196,06

De 2.000 a 2.499      135,42 a 186,50

De 2.500 a 2.999      129,78 a 176,94

De 3.000 a 3.999      122,71 a 168,97

De 4.000 a 5.499      111,43 a 137,09

De 5.500 a 7,499      107,20 a 130,71

7.500 ou mais           101,56 a 124,33

Fonte: Ministério do Planejamento

Com informações do Correio Braziliense

 

Membros da AGU dão início à maior entidade de Advogados Públicos Federais do Brasil

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A nova entidade terá mais de 3 mil associados

Com intuito de fortalecer a Advocacia Pública Federal, nesta segunda-feira (7), a União dos Advogados Públicos Federais do Brasil – UNAFE e a Associação Nacional dos Procuradores Federais – ANPAF irão unificar oficialmente suas atividades, formando a maior entidade representativa dos Advogados Públicos Federais do Brasil, com mais de 3 mil associados.

A Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais – ANAFE surge com o propósito de fortalecimento da Advocacia Pública Federal e a valorização de seus membros, de forma harmônica e integrada, além de ampliar a identificação do papel da carreira para o desenvolvimento do Brasil. A união das entidades também busca a consolidação e sustentação da luta pelos pleitos das carreiras da AGU e a expansão da capacidade de mobilização. Para os integrantes da Diretoria da ANAFE, uma estrutura bem organizada e uniforme torna mais fácil a defesa de bandeiras e o trabalho conjunto resulta em ações fortalecidas.

Para o presidente da Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais – ANAFE, Marcelino Rodrigues, a representação unificada é o caminho definitivo para o fortalecimento da Advocacia Pública Federal como um todo. “A Advocacia Pública Federal e a sociedade passam a contar com uma entidade forte para a defesa dos interesses de todos os membros da Instituição, com ação conjunta e coordenada em torno de objetivos comuns. A inauguração da entidade representa um marco para carreira. A conquista é maior quando lutamos juntos”, afirma.

 

POSSE DA DIRETORIA

Para celebrar o início da nova Associação, será realizada uma cerimônia de Posse, na Sede do Conselho Federal da OAB, em Brasília, no dia 7 de março de 2016. O evento será restrito a convidados e integrantes da nova associação.

 

Jogo viciante para Android traz Lula fugindo do Japonês da Federal

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Por Nilton Kleina – O depoimento prestado pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (4) à Polícia Federal já virou game para Android. Em “Pula Molusco!”, você controla o petista escapando do temido Japonês da Federal, o icônico agente que escoltou diversos acusados no escândalo da Operação Lava-Jato.

O visual é bastante simples, e a jogabilidade é fácil de ser aprendida. Seu objetivo é escapar do inimigo rapidamente, com pulos precisos de uma coluna para outra. Com o toque em um lado da tela, o “molusco” dá um salto pequeno para alcançar o próximo piso. No outro lado, o pulo é maior. É preciso coordenar os movimentos para não cair do cenário e ser condenado.

O game foi feito rapidamente, mas nem por isso deixa de esbanjar criatividade. É possível desbloquear novos personagens relacionados com a política, como Nestor Cerveró, Joaquim Barbosa e a própria presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Microtransações podem garantir a você itens como “Caixa 2” e “Propina”, que envolvem dinheiro ou vidas virtuais. (Com informações do TecMundo)

Clique aqui para baixar o game Pula Molusco!

 

ENTREVISTA // Janela partidária, por Chico Leite

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Troca de partido durante a janela de transferência pode prejudicar o eleitor

Da coluna do Alto da Torre, do Jornal de Brasília

A janela de transferência partidária é benéfica?

Pela ótica da sociedade, há benefício se a janela puder proporcionar ao parlamentar o reencontro com seus eleitores, libertando-o dos interesses que atendem apenas às cúpulas partidárias. Mas, em muitos casos, a saída de um partido para ingresso em outro é feita a partir de critério estritamente pessoal. Alguns nem sequer leram o estatuto ou o regimento do novo partido. Não vão querer saber de filosofias e ideais, nem estarão interessados em benefícios para o eleitor e, consequentemente, para a sociedade. É uma janela em que os políticos observam apenas vantagens para si. Uma paisagem de benefícios em causa própria.

 

A janela desrespeita o eleitor?

Com o argumento válido de abrir a possibilidade para os políticos de reencontrarem-se com seus eleitores, porque o partido os traiu, poderemos assistir ao inverso: políticos atraídos por benesses, materializadas em cargos ou em negócios – porque a cultura política nacional está lamentavelmente fincada em negociatas -, venderem suas consciências e suas bases eleitorais, por facilidades oferecidas por governos inescrupulosos ou por  partidos que foram criados para serem “empresas” ou balcões de negócios.

 

Quem perde mais?

A possibilidade de mudança de partido abre duas possibilidades contraditórias: pode ser o reencontro do político com seu eleitor, para não ter que se submeter à ditadura da direção partidária; mas pode ser também um balcão de vendas de consciências, na medida em que a mudança se dê com base em interesses negociais ou na mera opção por um projeto pessoal de poder, afastando-se, por isso, do projeto ideológico, prometido ao eleitor.

 

Os partidos também perdem?

Quem mais pode perder ou ganhar, seguindo essa lógica, é o eleitor: se o político muda para se encontrar com ele, superando a ditadura da direção partidária, ele ganha; mas se a mudança se dá por objetivo pessoal, para aderir ao governo ou buscar possibilidade de negócios, o eleitor perde, porque é traído em sua a confiança.

 

A janela mercantiliza as instâncias políticas?

A janela vai distinguir quem quer fazer uma mudança por motivos ideológicos de quem quer sair por motivos não-republicanos.

Nova diretoria da CABE-PMDF assume sob risco de ser destituída

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CABE-DF

 

Nesta segunda-feira (7), a nova diretoria da Caixa Beneficente dos Policiais Militares do Distrito Federal (CABE-PMDF) assume as cadeiras juntamente com os novos Conselhos Deliberativos e Fiscal para a administração da associação pelos próximos 4 anos.

Vencedora dos pleitos eleitorais em novembro do ano passado, a Chapa 2 CABE PARA TODOS, sob o comando da coronel da reserva Maria Costa, assume sob risco de ter que deixar a diretoria, já que dois processos transitam na Vigésima Terceira Vara Cívil sob os números 2015.01.1.141454-7, 2015.01.1.138452-0, objetos de irregularidades eleitorais ocorridas durante o dia de votação.

Relembre o caso – Em novembro de 2015 a Caixa Beneficente, CABE-PMDF, realizou os pleitos para a escolha da nova diretoria a assumir o quadriênio 2016-2019. Durante as eleições, foram denunciadas várias supostas irregularidades que teriam sido cometidas pela Chapa 2 CABE PARA TODOS, segundo constam nos processos que tramitam no TJDFT.

Dentre as irregularidades, todas filmadas, fotografadas e inseridas nos processos como instrumento de provas, atos que contrariam a Lei nº 9.504 de 30/09/97 (Lei Eleitoral) foram praticados por integrantes da Chapa 2, como a distribuição de alimentos, boca de urna, utilização de carro de som e a distribuição de bebidas alcoólicas.

 

Decisão

A juíza titular da 23ª Vara Cível responsável pela condução dos processos, Drª Carla Patrícia Frade Nogueira Lopes, recebeu uma petição oriunda da segunda colocada no certame, a Chapa COALIZÃO, cujo presidente é o também tenente coronel da reserva Giuliano Costa de Oliveira., onde solicitava liminar impedindo a posse da diretoria da Chapa 2 até o julgamento do mérito. Durante mais de 45 dias, segundo informações da Justiça, a presidente da Chapa 2 não conseguiu ser encontrada para receber intimação do oficial de justiça e tomasse conhecimento da decisão judicial no processo. A estratégia permitiu que a posse prevista para hoje pudesse acontecer.

Em seu despacho, a juíza indeferiu o pedido sob a justificativa de que até o trâmite final e o julgamento do mérito não há prejuízos à assunção da Chapa vencedora.

Porém, após o julgamento final e a depender da decisão, que pode ir de uma impugnação total da vencedora até a realização de novas eleições, a destituição da empossada é completamente viável.

O que diz o despacho (Grifo nosso):

DECISÃO INTERLOCUTÓRIA 

Vistos etc.

Quanto ao pedido do autor de fl. 113/114, aguarde-se formação do contraditório nos termos da decisão de fl. 72. Ressalto que caso haja a posse da segunda ré, não há óbice para sua destituição e realização de novas eleições em caso de deferimento do pedido antecipatório.

Diante do informado pelo patrono do primeiro réu (fl. 119), aguarde-se o retorno do mandado da segunda ré.

Brasília – DF, quinta-feira, 03/03/2016 às 17h29.

Dra Carla Patrícia Frade Nogueira Lopes – Juíza de Direito

 

Insatisfação e descrença dos associados

O blog ouviu vários associados em relação a essa celeuma que se arrasta por meses e as conversas não foram nada animadoras. A CABE-PMDF é uma das maiores associações de policiais da América Latina e o momento conturbado porque passa os seus associados, em sua maioria policiais da ativa, têm deixado todos preocupados.

Segundo alguns comentários de policiais associados ouvidos pelo blog, a Chapa vencedora foi financiada pelo Partido dos Trabalhadores e nas suas promessas de campanha se comprometeu a assumir a frente nas necessidades dos associados.

No entanto, desde dezembro passado a luta dos policiais associados (pelo menos 80% do efetivo atual da ativa) para que a redução do interstício fosse concretizada pelo governo e comando da corporação, proporcionando milhares de promoções, foi uma luta solitária e sem nenhuma manifestação da Chapa CABE PARA TODOS, assim como também a expectativa da votação e aprovação do PL 3123/2015 que retira dos policiais benefícios conquistados a ferro e fogo, como a proibição da venda de licenças especiais, férias acumuladas e ajuda de custo.

É consenso entre os associados que nesse momento, mesmo não havido a assunção da Chapa, pelo menos uma nota de desagravo deveria ter sido emitida pela diretoria eleita numa clara demonstração de preocupação e apoio às causas. “Como podemos confiar numa associação que se omite em auxiliar numa causa tão importante que causará danos irreversíveis às nossas famílias?”, disse um policial que é associado. “Confiar em pessoas com ligações a esse partido que destruiu nossa corporação é algo inadmissível”, informou outro policial.

Resta aguardar o desenrolar dos acontecimentos para ver em que pé chegarão as coisas. Um fato é certo: hoje os policiais e, consequentemente, aqueles que são associados a CABE-PMDF estão completamente carentes de representação e extremamente desmotivados. Muitos esperam que as eleições não tenham sido mais um golpe do PT e que a incredulidade ora presente possa se transformar em esperança para milhares de associados.

Advogado de Santana e Monica sonda procuradores sobre delação

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joao santana monica

Por  Vera Magalhães – O advogado de Santana e Monica Moura, Fabio Toffic, teve uma conversa preliminar com procuradores da República em Curitiba sobre se haveria espaço para uma colaboração judicial do casal.

Na prisão, Monica é quem dá mais sinais de que quer fazer delação. (Com informações do Radar On Line)

Crucifixo de Aleijadinho sumiu da Presidência da República

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Procura-se o crucifixo

 

Além dos “presentes de Lula”, apreendidos em contêineres, depósitos e nos imóveis ligados ao ex-presidente, a Polícia Federal procura por um crucifixo esculpido pelo mestre do barroco Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que desapareceu do Palácio do Planalto depois da mudança de Lula, informa o repórter Leonardo Coutinho. (Com informações do radar On Line)

Advogados de Lula rebatem nota de procuradores e criticam condução coercitiva

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Por Mariana Tokarnia – Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins divulgaram no domingo (6) nota na qual repudiam as declarações dos procuradores da República integrantes da força-tarefa Lava Jato feitas no sabado (5). Para os advogados do ex-presidente, as declarações dos procuradores são uma “desesperada tentativa de legitimar a arbitrária condução coercitiva do ex-presidente na sexta-feira”.

De acordo com a nota, publicada no site do Instituto Lula, a condução coercitiva é uma medida que cerceia a liberdade de ir e vir e jamais poderia ter sido requerida ou autorizada nos termos em que se deu. “O fato de a Operação Lava Jato já ter emitido 117 mandados de condução coercitiva não tem o condão de legitimar a ilegalidade agora praticada contra o ex-presidente Lula, mas, ao contrário, serve de alerta para tantas outras arbitrariedades que poderão já ter sido praticadas nessa operação”, defendem os advogados.

Segundo eles, a tentativa de vincular Lula a esquema de formação de cartel e corrupção da Petrobrás “apenas atende anseio pessoal das autoridades envolvidas na operação”, além de configurar infração de dever funcional. “O MPF aposta na força das palavras em detrimento dos fatos. Lula jamais participou ou foi beneficiado, direta ou indiretamente, de qualquer ato ilegal”, diz a nota.

Ainda de acordo com os advogados, a defesa de Lula não deu procuração ao MPF e o citado habeas corpus foi impetrado com o argumento principal de que a condução coercitiva do ex-presidente e de sua esposa, Marisa Letícia Lula da Silva, cogitada pelo Promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino, do Ministério Público do Estado de São Paulo, não poderia ser admitida pois afrontaria a ordem jurídica.

“Lula já prestou três depoimentos, dois à Polícia Federal e um ao Ministério Público Federal. Em nenhum destes houve qualquer confronto ou risco à ordem pública, porque marcados e realizados de forma adequada pelas autoridades envolvidas”, diz a nota.

Na sexta-feira (4), Lula foi conduzido coercitivamente para depor na sala da Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, zona sul paulistana. Durante as três horas de depoimento, o ex-presidente foi questionado sobre a ligação com um sítio em Atibaia, interior paulista, e com um apartamento tríplex no Guarujá, no litoral de São Paulo, além de bens que recebeu durante os dois mandatos na presidência do país, que devem ser mantidos por ele como acervo histórico. Depois do depoimento, Lula fez um discurso na sede do PT.

Força-tarefa Lava Jato

Na noite de sábado (5), a força-tarefa da Procuradoria da República em Curitiba divulgou nota na qual diz que no âmbito das 24 fases da operação Lava Jato, foram expedidos 117 mandados de condução coercitiva e que nos demais 116, “não houve tal clamor”.

Eles alegam que a condução coercitiva foi necessária, neste caso, para a segurança pública, das próprias equipes de agentes públicos e para a segurança do próprio ex-presidente, além da necessidade de serem realizadas as oitivas simultaneamente, a fim de evitar a coordenação de versões. A nota cita o episódio da intimação de Lula para ser ouvido pelo Ministério Público de São Paulo em investigação sobre desvios ocorridos na Bancoop. “Após ser intimado e ter tentado diversas medidas para protelar esse depoimento, incluindo inclusive um habeas corpus perante o TJSP, o senhor Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua recusa em comparecer”.

“Assim, apesar de todo respeito que o senhor Luiz Inácio Lula da Silva merece, esse respeito é-lhe devido na exata medida do respeito que se deve a qualquer outro cidadão brasileiro, pois hoje não é ele titular de nenhuma prerrogativa que o torne imune a ser investigado na operação Lava Jato”, dizem os procuradores.

Para os procuradores, essa discussão “nada mais é que uma cortina de fumaça sobre os fatos investigados”. Eles dizem ainda que é preciso investigar os fatos indicativos de enriquecimento de Lula, “por despesas pessoais e vantagens patrimoniais de grande vulto pagas pelas mesmas empreiteiras que foram beneficiadas com o esquema de formação de cartel e corrupção na Petrobras, durante os governos presididos por ele e por seu partido”.

Rollemberg retoma ciclo de Rodas de Conversa

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rollemberg roda de conversa

 

Primeira região administrativa a receber iniciativa em 2016 será São Sebastião

Por Mariana Damaceno – O governo de Brasília retomará nesta semana o ciclo de discussões diretas com a comunidade. A primeira região administrativa a receber a Roda de Conversa em 2016 será São Sebastião, na próxima quinta-feira (10). Ainda neste semestre, a intenção é promover pelo menos outros três encontros no Distrito Federal. Essa edição será na Vila Olímpica da região, que fica na Quadra 2 do Bairro São Bartolomeu. Os interessados em se inscrever poderão chegar a partir das 18h30. Ao todo, serão 10 participações – sete sorteadas do público e três destinadas a lideranças comunitárias ou movimentos sociais.

O evento começará às 19h30, quando os selecionados poderão fazer a pergunta ou comentário diretamente ao governador. A Roda de Conversa é organizada pela equipe da Subchefia de Interação Social. Trata-se de um espaço para que o governo possa ouvir os moradores sobre as principais demandas de cada região e, assim, atingir melhores resultados no desenvolvimento de políticas públicas.

Edições anteriores

Em 2015, o Roda de Conversa passou por três regiões administrativas (Candangolândia, Itapoã e Recanto das Emas), com a participação de 1.550 pessoas. Os encontros proporcionaram melhorias nas regiões a partir das demandas identificadas. Na Candangolândia, por exemplo, onde a roda ocorreu em 2 de junho, avanços chegaram a parquinhos e em espaços do Parque do Bosque.

O Itapoã foi a segunda região atendida pela iniciativa. Foram 450 pessoas no encontro, que resultou em benfeitorias como a entrega, em 25 de julho, da pista de corrida próxima à Quadra 34 do Paranoá. O local conta com pistas de asfalto com sete raias, além de caixa de areia. O espaço antes servia de transbordo de lixo e de entulho. A região administrativa também ficou mais arborizada com o plantio de mudas de árvores.

No Recanto das Emas, visitada em 31 de julho, houve, depois das discussões, entrega de carteirinhas para artesãos da região. Além disso, a obra do Centro das Artes e Esportes Unificados (CEU) foi finalizada. Trata-se de um espaço que integra ações culturais, práticas esportivas e incentiva a qualificação profissional de jovens.

Roda de Conversa em São Sebastião

Quinta-feira (10 de março)

Às 19h30

Vila Olímpica de São Sebastião – Quadra 2, Área Especial, Bairro São Bartolomeu.

Marina defende investigação de Lula na Lava Jato e pede cassação de Dilma

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Marina Silva. (Foto Vagner Campos)
Marina Silva. (Foto Vagner Campos)

 

Por Machado da Costa – A candidata derrotada em 2014 e presidente do partido Rede, Marina Silva, declarou seu apoio às investigações feitas pela Operação Lava Jato, que na sua 24ª fase levou coercitivamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor.

Ela também espera que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) casse a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer, obrigando a convocação de novas eleições.

De acordo com Marina, a Polícia Federal deve apurar informações sobre supostas condutas ilícitas do ex-presidente. No entanto, o processo deve assegurar o direito de defesa de Lula.

“Não podemos condenar o ex-presidente, mas não podemos desqualificar os indícios de corrupção”, diz Marina.

A ex-candidata não viu irregularidades na condução coercitiva determinada pelo juiz Sergio Moro contra Lula. “Ninguém está acima da lei. Temos que aguardar o andamento das investigações.”

Marina também diz preferir que a presidente seja cassada no TSE, e não pelo processo de impeachment da Câmara.

“O impeachment cumpre a formalidade legal, mas não a finalidade que queremos. O melhor caminho é o processo no TSE, porque julga a chapa Dilma-Temer, devolvendo ao povo a possibilidade de corrigir um erro involuntário, pois foi induzido a ele”, afirma.

Segundo ela, mesmo que o processo no TSE demore mais para sair do que na Câmara, seria melhor esperar. (Com informações da Folha de S.Paulo)