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Levantamento de Chico Leite aponta queda nos investimentos do GDF para o SAMU

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Em constante queda desde 2012, quando ultrapassaram os R$ 39 milhões, hoje, os recursos autorizados para o serviço chegam a pouco mais de R$ 7 milhões. Uma redução de 81.3%

De acordo com dados levantados pelo mandato do deputado Chico Leite (Rede), o cenário não muda nos últimos anos e os investimentos em melhorias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) seguem em constante queda. Se compararmos o orçamento autorizado para o serviço do ano passado para este ano, é possível constatar uma redução de 57.88%. R$ 17,3 milhões em 2015, contra R$ 7,3 milhões em 2016.

O detalhamento mostra que, no ano passado, dos 17,3 milhões autorizados pelo GDF, R$ 15,9 milhões foram empenhados e R$ 11,4 milhões foram liquidados. Em 2016, o recurso autorizado caiu para R$ 7,3 milhões; desse total, R$ 2,2 milhões foram empenhados, mas nenhum centavo foi liquidado até o momento.

Preocupado com a situação, Chico Leite questiona sobre qual será o futuro do serviço se o governo continuar agindo dessa forma. “Nesse ritmo o SAMU alcançará o seu fim. Com os recursos em constante queda, chegará o momento em que não existirá mais orçamento para o programa e mais uma vez a sociedade é quem fica no prejuízo”, destacou.

Criado em 2003, o SAMU tem como finalidade prestar socorro à população em casos de emergência. Chico Leite defende a importância da manutenção do serviço, haja vista que foi fundamental para a redução no número de óbitos, do tempo de internação em hospitais e das sequelas decorrentes da falta de socorro precoce.

“A população clama por maior atenção para a saúde pública. Se o governo deixar de destinar os recursos necessários para a manutenção dos serviços básicos e essenciais, infelizmente é a população quem vai sofrer as consequências” concluiu.

 

7 mitos e verdades sobre a cirurgia bariátrica

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Ronaldo Cuenca, cirurgião do aparelho digestivo no Hospital Brasília, esclarece algumas dúvidas sobre o procedimento, que já é realizado por cerca de 100 mil brasileiros a cada ano

A Organização Mundial de Saúde aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos. No Brasil, a obesidade vem crescendo cada vez mais, e o país já é o segundo com o maior número de cirurgias bariátricas realizadas por ano – são cerca de 100 mil – ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Hoje, 7 de abril, é comemorado o Dia Mundial da Saúde e esses dados demandam um debate mais incisivo sobre hábitos alimentares saudáveis. Comer bem e melhor, segundo Ronaldo Cueca, cirurgião do aparelho digestivo no Hospital Brasília, é a principal arma contra a obesidade.

Por ser um procedimento ainda desconhecido por boa parte da população, Ronaldo Cuenca revela mitos e verdades sobre o tema.

 

  1. Qualquer pessoa obesa pode passar por uma cirurgia bariátrica

Mito. Em janeiro deste ano, o Conselho Federal de Medicina divulgou diretrizes (Resolução 2.131/15)  que regulamentam os pré-requisitos para que uma pessoa seja candidata à cirurgia bariátrica. Há uma limitação de idade: as pessoas que estão pré-autorizadas para a realização da cirurgia devem ter mais de 16 anos e menos de 65 anos. Além disso, existe o limite do Índice de Massa Corporal: estão pré-autorizadas as pessoas portadoras de IMC de 35kg/m² associado a comorbidades (doenças que, aliadas à obesidade, podem levar à morte) ou pessoas com IMC de 40kg/m² mesmo sem comorbidades.

 

  1. Não cumpro esses requisitos, então vou engordar para poder fazer a cirurgia

Mito. É um atentado contra a saúde. Esta mesma resolução do CFM impede que isso aconteça, ao definir que o obeso mórbido precisa ter a obesidade mórbida estável há, no mínimo, dois anos para realizar a cirurgia.

 

  1. Os planos de saúde e o SUS são obrigados a cobrir a realização da cirurgia bariátrica

Verdade. Eles são obrigados a cobrir se as pessoas se enquadrarem dentro dos requisitos da resolução 2.131/15 do CFM. No caso das cirurgias reparadoras, só plástica de abdômen é coberta.

 

  1. Assim que eu me recuperar da cirurgia, vou tirar o excesso de pele

Mito. A indicação para a realização da cirurgia reparadora é de dois anos após a bariátrica. A justificativa é: durante esses dois anos, a pessoa vai emagrecer gradativamente e estabilizar a perda de peso em seis meses. Precisa ter cumprido as curvas de perda e ganho de peso e de estabilização para que o excesso de pele seja retirado.

 

  1. Depois de seis meses, o paciente para de perder peso

Mito. O paciente vai atingir o ponto de equilíbrio depois de dois anos. A perda de peso é mais acelerada, de fato, nos primeiros 6 meses. A estimativa nesse período é de perda de 60% do excesso, mas o paciente continua emagrecendo até 2 anos após a cirurgia.

  1. Sou mulher e quero engravidar, mas devo esperar dois anos

Verdade. Antes desse tempo, a capacidade absortiva do intestino fica desviada, e uma gestação pode ser transformada em alto risco por conta da baixa absorção e, consequentemente, resultar em má formação fetal.

 

  1. É possível voltar ao peso normal, e até engordar mais, depois da cirurgia bariátrica

Verdade. Isso acontece por conta da relação do paciente com a comida, que não foi modificada. O estômago, após a cirurgia, tem 5% de tamanho em relação ao normal. Além da redução do estômago, há o desvio do intestino, que vira o local para a absorção e a digestão dos alimentos. Ao longo do tempo, se o paciente continuar tendo um hábito alimentar errado, o pedaço do intestino começa a absorver mais para compensar a falta de espaço no estômago. É uma adaptação do organismo que pode acarretar em novo ganho de peso.

 

 

Servidor público teme ficar sem salários a partir de outubro e pede antecipação do 13º

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palacio do planalto

Funcionários públicos da União querem antecipação do 13º salário diante dos fortes rumores de que o governo federal, quebrado por sua política econômica, não vai conseguir pagar a folha de pessoal a partir de outubro. Como, aliás, já acontece em diversos estados e no Distrito Federal.

Não bastasse todas as dificuldades enfrentadas, atualmente, pelos servidores públicos, tramita na Câmara Federal um Projeto de Lei complementar que irá prejudicar e ceifar, ainda mais, os direitos do funcionalismo público.

O PLC 257/16, que tramita sob regime de urgência, prevê a renegociação da dívida dos Estados, mas para que isso ocorra são impostas uma série de condições que comprometem diretamente os serviços públicos e a vida dos servidores.

Entre algumas das principais exigências feitas aos Estados estão, a não concessão de reajustes salariais aos servidores, a extinção de benefícios já conquistados, o impedimento para a realização de novos concursos e a imposição de previdência complementar. Esses são apenas alguns itens, de uma lista extensa que irá comprometer totalmente os serviços e os direitos básicos do funcionalismo público.

Enquanto enfrenta a turbulência política e a ameaça cada vez mais forte de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o governo federal corre para estabilizar a atividade econômica e dar sinais de que a saída para a crise pode vir pela economia.

A equipe econômica trabalha para apresentar iniciativas que possam segurar a recessão e fazer o crédito e o investimento deslancharem.

Sem dinheiro em caixa para o modelo de subsídios utilizado no passado e com a queda significativa na arrecadação de tributos, as ações deixam de lado o ajuste fiscal e se baseiam principalmente na expansão de gastos e em medidas para destravar a concessão de financiamentos dos bancos públicos.

Propina abasteceu campanha de Dilma de 2014, diz Andrade Gutierrez

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Por Bela Megale, Graciliano Rocha, Valdo Cruz e Leandro Colon – A Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do país, fez doações legais às campanhas de Dilma Rousseff (PT) e de seus aliados em 2010 e 2014 utilizando propinas oriundas de obras superfaturadas da Petrobras e do sistema elétrico.

A informação consta da delação premiada do ex-presidente da empresa Otávio Marques de Azevedo e foi sistematizada por ele em uma planilha apresentada à Procuradoria-Geral da República.

O ex-presidente e o ex-executivo Flávio Barra detalharam a planilha em depoimentos ocorridos em fevereiro, enquanto negociavam a delação premiada que espera homologação no Supremo Tribunal Federal.

É a primeira vez que é descrito por um empresário o esquema revelado pela Operação Lava Jato, de financiamento de partidos por meio de propinas de contratos públicos legalizadas na forma de doação eleitoral.

Em 2014, a Andrade Gutierrez doou R$ 20 milhões para o comitê da campanha de Dilma. Na tabela, que inclui também doações em 2010 e 2012, cerca de R$ 10 milhões doados às campanhas de Dilma estão vinculados à participação da empreiteira em contratos de obras públicas, segundo a Folha apurou.

Não está claro se o valor endereçado a Dilma foi doado ao comitê ou ao Diretório Nacional do PT.

Segundo Azevedo disse a procuradores, a propina que abasteceu a campanha tinha origem em contratos da empreiteira para a execução das obras do Complexo Petroquímico do Rio, a usina nuclear de Angra 3 e a megahidrelétrica de Belo Monte –que estão entre as dez maiores do Programa de Aceleração do Crescimento, vitrine petista.

Azevedo traçou uma divisão na composição das doações oficiais. Segundo ele, existia a parte dos “compromissos com o governo” por atuar nas obras –isto é, propina– e a parte “republicana”, ou seja, a ação institucional em forma de doação.

A tabela também relaciona valores para as campanhas de Dilma em 2010 e para o Diretório Nacional do PT na eleição municipal de 2012. Não há citação à campanha dos adversários tucanos de Dilma.

ESTÁDIOS DA COPA

Segundo envolvidos na negociação do acordo, os delatores afirmam que até 2008 os valores doados legalmente para PT e outros partidos, como PSDB, eram similares.

A delação da Andrade Gutierrez engloba ainda pagamento de propinas relacionadas a obras executadas em estádios da Copa do Mundo de 2014, como Maracanã, Mané Garrincha e Arena Amazonas, e atinge não só o PT mas também o PMDB –informações antecipadas pela Folha em novembro.

Ao todo, 11 executivos da construtora prestaram depoimentos no Rio, Curitiba e Brasília, que já foram encaminhados para o ministro Teori Zavascki homologar a delação. Alguns chegaram a ser presos, como Azevedo, mas todos estão soltos.

Pelo acordo, a construtora se comprometeu a pagar uma indenização de R$ 1 bilhão e alterar seu relacionamento com o setor público.

A negociação para estruturar o esquema teve participação, segundo a Folha apurou, de Antonio Palocci Filho, o homem-forte da campanha de Dilma em 2010.

Para os delatores, Palocci era o “representante do governo” e de Erenice Guerra, ex-ministra-chefe da Casa Civil e braço-direito de Dilma quando a obra de Belo Monte estava em gestação.

Segundo a delação, foi a partir de Belo Monte que o esquema de pagamentos ganhou escala. A Andrade e a Odebrecht foram responsáveis pelos estudos prévios do projeto da usina.

As duas empreiteiras, mais a Camargo Corrêa, desistiram de participar do leilão da usina em junho de 2010 por discordarem da estimativa de R$ 19 bilhões feita pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética). Outro grupo de empresas, sozinho, acabou ganhando a concorrência.

As grandes ficaram fora da obra por pouco tempo: no final de 2011, as três passaram a integrar o Consórcio Construtor de Belo Monte.

OUTRO LADO

O comando da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014 negou, em nota encaminhada à Folha, qualquer irregularidade nas doações feitas à petista em sua campanha da reeleição.

Assinada pelo coordenador jurídico da campanha presidencial, Flávio Caetano, a nota diz que “toda a arrecadação da campanha da presidenta de 2014 foi feita de acordo com a legislação eleitoral em vigor”. Acrescenta que “jamais a campanha impôs exigências ou fixou valores” para as empresas que doaram recursos para a petista em sua última eleição.

“Aliás, a empresa fez doações legais e voluntárias para a campanha de 2014 em valores inferiores à quantia doada ao candidato adversário”, afirma Flavio Caetano.

O texto diz ainda que “em nenhum momento, nos diálogos mantidos com o tesoureiro da campanha sobre doações eleitorais, o representante da Andrade Gutierrez mencionou obras ou contratos da referida empresa com o governo federal”.

O coordenador-jurídico encerra a nota afirmando ser “lamentável que o instrumento da delação premiada seja, mais uma vez, utilizado politicamente por meio de vazamentos seletivos”, acrescentando que “a afirmação em tela é inverídica e serve apenas, na atual conjuntura, para alimentar argumentos daqueles que querem instaurar um golpe contra um mandato legitimamente eleito pelo povo brasileiro”.

Tesoureiro da campanha de Dilma em 2014, o ministro Edinho Silva (Comunicação Social) fez o seguinte questionamento: “A pergunta que não cala é: por que as doações para a candidatura adversária, que foram superiores à nossa, não são questionadas e as nossas são, sendo que todas saíram do mesmo caixa e, ambas, estão declaradas ao TSE?”.

A campanha de 2014 de Aécio Neves (PSDB), que perdeu para Dilma no segundo turno, auferiu R$ 200 mil a mais do que a de Dilma. Os delatores não citaram o tucano em seus depoimentos.

A defesa da Andrade não se pronunciou sobre o caso.

Por nota, o ex-ministro Antonio Palocci negou ter participado de negociações em torno da construção de Belo Monte e que tenha atuado na captação de doações para a campanha de Dilma em 2010. Também manifestou estranheza que o suposto pedido de doação para 2010 esteja relacionado ao consórcio, contratado apenas em fevereiro 2011 e cuja obra só começou no segundo semestre daquele ano.

O criminalista José Roberto Batochio, que defende Palocci, disse que a citação ao ex-ministro é uma “mentira deslavada”, fruto do que seria perseguição do Ministério Público contra seu cliente.

O advogado da ex-ministra Erenice Guerra, Mário de Oliveira Filho, disse que não vai se manifestar até ter conhecimento dos termos da delação dos ex-executivos da Andrade.

Rollemberg recebe a Confederação Nacional de Municípios que pede apoio para aprovação de projetos de lei

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Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília
Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Em reunião com o governador na noite desta quarta (6), representantes da entidade também convidaram o govrnador do DF para marcha em defesa dos municípios

Por Jade Abreu – O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, reuniu-se com membros da Confederação Nacional de Municípios (CNM), no início da noite desta quarta-feira (6). No encontro, no Palácio do Buriti, eles pediram o apoio do Executivo local para a aprovação de projetos de lei de interesse da entidade que deverão ser votados no Congresso Nacional até o fim de abril. Rollemberg disse ter todo o interesse em apoiar as reivindicações e se dispôs a acompanhar o andamento das proposições no Legislativo federal.

Os dirigentes da confederação também convidaram o governador a participar da 19ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento ocorrerá de 9 a 12 de maio, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, no Setor de Clubes Esportivos Sul. A primeira edição foi em 1998. Por fim, deixaram o convite à inauguração da nova sede da CNM, prevista para setembro.

Estavam na reunião o diretor-geral da CNM, Eduardo Tabosa, o diretor-executivo, Gustavo Cezário, e uma das fundadoras da confederação Dalva Christofoletti, entre outros participantes. Criada em 1980, a entidade trabalha para fortalecer a autonomia dos governos municipais. É uma organização independente, apartidária e sem fins lucrativos.

ANALISE POLÍTICA | O foro privilegiado e o risco da Lava Jato desmoronar

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Por Mara Paraguassu – Como qualquer cidadão, numa República os políticos deveriam responder à justiça em primeira instância. O foro privilegiado é uma distorção: viola o princípio democrático constitucional de que todos são iguais perante a lei.  O que deveria ser exceção, acaba por ser regra no Brasil, uma das poucas democracias no mundo em que a suprema Corte tem a obrigação de julgar parlamentares, ministros, presidente da República e procurador-geral da República.

Há pouco menos de um ano, um dos coordenadores da Lava Jato, procurador da República Deltan Dallagnol, disse que haviam no Brasil 22 mil pessoas sob o guarda-chuva do foro privilegiado, número que escapa a qualquer padrão internacional.

Sem condições de promover uma investigação, colher provas, depoimentos, mobilizar tantas providências e partes envolvidas num inquérito, o Supremo Tribunal Federal (STF) bem que merece passar pelo constrangimento causado na noite desta segunda-feira (3), quando o jornalista Nêumanne Pinto, no Roda Viva (TV Cultura), disparou indignado para o entrevistado de plantão, ministro Marco Aurélio Melo:

“Ele {juiz Sérgio Moro} condenou 67 réus e vocês só enrolando”. Nêumanne não é voz no deserto, e o ministro, que para variar naquele momento criticava o juiz, ficou com cara-de-tacho. É tão enrolada a situação, que a taxa de prescrição no STF é superior a 20%, isso sem falar na inexistência de privilegiados presos, com a exceção de Natan Donadon.

Demoram tanto, diante da incapacidade operacional em tarefa que não cabe à Corte máxima do país, que a sociedade também desconfia, com uma carreta de razões, que o jogo político e as conveniências do poder dão lá sua importante contribuição para arquivar novas e antigas histórias de corrupção cometidas pelos agentes públicos, colaborando para consolidar o sentimento de imunidade judicial aos que se arvoram mais iguais do que outros.

Somente para ilustrar, entre tantos casos contados em verso e prosa por jornalistas comprometidos com a informação que interessa, o senador Fernando Collor respondia por crimes da época em que sofreu impeachment, no ano de 1992. Prescreveram, antes do julgamento, dois dos três crimes dos quais era acusado: falsidade ideológica e corrupção passiva. Isso tem coisa de dois anos. Segue um caminho torto, mas foi premiado com cadeira no Senado.

Envolvido no caso da Operação Sanguessuga, o deputado do Pará Josué Bengston se safou do processo por corrução, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e crime contra a lei de licitações em fevereiro do ano passado. O célere STF considerou que os delitos a ele atribuídos há mais de dez anos haviam prescrito assim que a “Excelência” completou 70 anos, em maio de 2014.

Jáder Barbalho, envolvido em caso escabroso de desvio de R$ 1 bilhão da Sudam, escapou também pela inércia dos supremos ministros, após anos de processo em paralisia que acomete uma Justiça morosa. Ao mensalão deu prioridade porque o bafo da pressão social – que tudo indica vem para ficar – chegou ao cangote dos homens de capa preta.

A Lava Jato se desenrola como uma novela dinâmica, cada capítulo mais emocionante que outro, e ninguém que acompanha o núcleo ágil do juiz Sergio Moro torcerá pelo núcleo da morosidade que mora ao lado do Congresso Nacional e do Palácio da Alvorada, e dá causa ao constrangimento nacional de livrar da prisão os que assaltam impiedosamente o país. Os brasileiros, finalmente, estão indignados com a corrupção.

Mesmo assim, a Lava Jato corre o risco, pelo exposto, de desmoronar. A pressão tem de continuar.

 

* Mara Paraguassu é jornalista desde 1989 e escreve sobre política, Amazônia, cidadania

Rollemberg e ministro da Saúde lançam ação contra o Aedes aegypti em centro educacional no Riacho Fundo II

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Além do governador Rodrigo Rollemberg, participou da visita o Ministro da Saúde, Marcelo Castro. Foto Pedro Ventura
Além do governador Rodrigo Rollemberg, participou da visita o Ministro da Saúde, Marcelo Castro. Foto Pedro Ventura

Ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Castro, o governador de Brasília destaca a importância do apoio da população na batalha contra o mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya

Por Ádamo Araújo – Estudantes e professores do Centro Educacional Agrourbano Ipê, no Caub I, no Riacho Fundo II, promoveram uma série de atividades culturais com o objetivo de sensibilizar a comunidade no combate ao Aedes aegypti.

A atividade, na manhã desta quarta-feira (6), integra a Semana da Família na Escola — programa do Ministério da Educação destinado a incentivar a participação da população na vida escolar. Mobilização faz parte do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia.

Presente na ação, o governador Rodrigo Rollemberg reforçou a necessidade de unir forças para o enfrentamento ao mosquito causador da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. “Estamos empenhando um esforço gigantesco para comprar produtos e equipamentos de combate ao inseto, mas as pessoas não podem deixar de fazer a sua parte.”

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse que a erradicação do mosquito tornou-se um desafio mundial, pois está presente em mais de 100 países. Castro ressalta a prevenção como medida mais viável no momento. “Estamos buscando vacinas e tratamentos, mas isso demanda pesquisa e tempo. Não é imediato.”

Mobilização nacional
A Semana da Família na Escola é encabeçada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação e envolve todo o sistema educacional brasileiro, com ênfase nos 223 municípios considerados prioritários para o combate ao Aedes aegypti.

Durante a solenidade, o secretário de Educação do Distrito Federal, Júlio Gregório, entregou para Rollemberg e para Castro, o Programa de Combate ao Aedes Aegypti. No documento estão descritas as ações que a pasta fará nas escolas do DF. Logo após o encontro, as autoridades percorreram a instituição de ensino e conheceram os projetos de sustentabilidade de baixo custo, como Casa Ecológica e os sistemas de compostagem de alimentos.

Também estiveram presentes o administrador do Riacho Fundo II, Vicemar Medeiros, e o deputado distrital Julio César (PRB), entre outras autoridades.

Boletim
Segundo o boletim epidemiológico divulgado em 30 de março, 7.821 registros de dengue foram confirmados em moradores do DF desde o início do ano. Fevereiro é o mês com mais ocorrências (4.172) seguido por janeiro (2.103).

 

Sem contrato, 50% dos restaurantes comunitários do DF estão fechados

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restaurante comunitario

 

Empresa que ganhou licitação em Itapoã desistiu por baixa procura. Sete estabelecimentos estão com contrato encerrado desde o fim de 2015

O restaurante comunitário de Sobradinho II, no Distrito Federal, foi reinaugurado nesta segunda-feira (4) após os contratos de gestão de sete das 14 unidades terem sido suspensos desde o fim de 2015. Segundo o GDF, o objetivo é que as empresas tenham mais segurança para investir e melhorar o atendimento nos restaurantes.

A empresa que venceu a licitação do refeitório de Itapoã desistiu do contrato alegando baixa demanda. A segunda empresa classificada no pregão assumiu o empreendimento, que deve ser reaberto ao final de maio. Em outubro de 2015 o valor das refeições aumentou de R$ 1 para R$ 3.

O subsecretário de Segurança Alimentar e Nutricionais, Jefferson Alves, afirma que a pasta estuda mudanças no preço. “Fizemos um estudo muito grande para conseguir cortar gastos, para conseguir reduzir custos e conseguir trazer uma surpresa boa para a população”

“Às vezes a pessoa não tem dinheiro para comprar um quilo de alimento mas tem R$ 3 ou o valor que seja mais em conta. Muitos necessitam”, diz a dona de casa Elma Maria Fernandes.

O restaurante de Planaltina está fechado desde o início do ano e aguarda a contratação de uma nova empresa para administrar o espaço. No total, são 14 restaurantes comunitários. Sete deles (Planaltina, Ceilândia, Gama, Brazlândia, Sobradinho, Itapoã e Paranoá) tiveram os contratos emergenciais encerrados.

As unidades foram fechadas para reforma e novas empresas vão ser contratadas. Segundo a secretaria o restaurante comunitário de Sol Nascente vai ser inaugurado no dia 21 de abril e o de Planaltina, no dia 25. As empresas responsáveis são escolhidas por pregão e têm contrato de um ano, podendo ser renovado por até cinco. (Com informação do G1 DF)

GDF promete não aderir ao “pacote de maldades” contra servidores

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Servidores públicos federais de todo o país fazem ato em frente ao Ministério do Planejamento (Antonio Cruz/Agência Brasil).
Servidores públicos federais de todo o país fazem ato em frente ao Ministério do Planejamento (Antonio Cruz/Agência Brasil).

Secretário de Fazenda diz que o Executivo local não será afetado pelo projeto, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados

Por Manuela Alcântara, do portal Metrópoles – O GDF prometeu, nesta terça-feira (5/4), não aderir ao Projeto de Lei Complementar (PLP) n° 257/2016, batizado de “PLP da Maldição”, que retira uma série de direitos dos servidores públicos. A proposta, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados, condiciona o refinanciamento das dívidas de estados e do Distrito Federal com a União à adoção de medidas de arrocho, que incluem a suspensão de reajustes salariais e de concursos públicos por dois anos e até a demissão de concursados.

O projeto — que ainda estabelece a redução dos cargos comissionados, mudanças no Regime Jurídico Único dos Servidores e aumento da alíquota de contribuição previdenciária de 11% para 14% paga pelos funcionários públicos — foi alvo de protestos em frente ao Palácio do Planalto e na Câmara dos Deputados nesta terça.

A proposta, de autoria do Palácio do Planalto, é uma resposta à pressão do Fórum Permanente dos Governadores, que cobrou do governo federal medidas para desafogar as contas estaduais. Apesar da sinalização feita pela equipe de Rodrigo Rollemberg (PSB), o funcionalismo vê com ressalvas o anúncio do Executivo local. Especialmente porque o “PLP da Maldição” foi elaborado após a série de reuniões capitaneadas pelo socialista com os representantes das outras 26 unidades da Federação na Residência Oficial de Águas Claras.

Se aprovado, o PLP n° 257/2016 só provocará mudanças nos regimes dos estados que aderirem às novas regras, o que não será o caso do Governo do Distrito Federal, assegura o secretário de Fazenda do DF, João Antônio Fleury. Em entrevista ao Metrópoles, Fleury disse que o DF não vai alongar as dívidas com a União em 20 anos.

Atualmente, a dívida do DF com a União é de R$ 972 milhões, e será paga em parcelas de R$ 7,8 milhões até 2029. “A mudança de indexadores foi a primeira vitória do fórum dos governadores. Isso possibilitou ao DF uma economia de cerca de R$ 339 milhões. Não vamos aderir ao alongamento”, disse Fleury.
Segundo o secretário, a adesão será feita somente por estados em regime de insolvência. “Existem hoje estados que não conseguem pagar os salários dos servidores. É uma realidade muito dura. Eles chegaram a uma situação crítica e não conseguirão sair da crise se não tomarem medidas drásticas”, completou.

Impopularidade
Ainda que os servidores do DF escapem das medida, o projeto provocou a revolta de diversas categorias, que foram para a Câmara dos Deputados nesta terça-feira (5) protestar. Integrantes de sindicatos estiveram nas galerias da Casa para pressionar contra a votação da medida. Nem os próprios deputados aceitaram os termos elaborados pelo Ministério da Fazenda — até o fim da tarde, a proposição tinha quase 400 emendas, e o texto não chegou a ser votado.

O servidor não é moeda de troca. Uma coisa é repactuar as dívidas dos estados, outra é destruir a história do servidor e pagar a dívida com nosso sangue. Não vamos aceitar, em hipótese alguma

Marli Rodrigues, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindiSaúde-DF)

Segundo a dirigente sindical, servidores programam uma paralisação geral em 13 e 14 de abril, contra o PLP. O sindicato ainda lançou a campanha “Dilma, quebre o pacto com Rollemberg e retire o PLP 257”.

Falta atenção do GDF em investimentos para a saúde e educação, afirma Chico Leite

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Dados do MPDFT confirmam investimento de apenas 14% na saúde e 6% na educação, de um total de R$ 6 bilhões disponíveis para as duas áreas até o início de 2016

Por Thiago Alves – A fiscalização dos gastos públicos é uma ação constante do deputado Chico Leite (Rede). Desde seu primeiro mandato, o parlamentar vem atuando para ampliar a transparência nos investimentos do GDF em áreas essenciais para o cidadão e o desenvolvimento do Estado. “A fiscalização é uma ferramenta importante no nosso mandato, além de garantir transparência nos investimentos do GDF. Garantimos o material necessário para cobrar melhorias e mais atenção na aplicação dos recursos”, ressalta Chico Leite.

Entre as diversas áreas fiscalizadas pelo mandato do parlamentar, estão presentes a saúde e a educação. Chico Leite defende que as áreas fazem parte dos direitos básicos da população e o governo tem a obrigação de garantir que o serviço oferecido seja de qualidade. “Infelizmente o governo vem deixando de investir os recursos necessários em áreas essenciais. A saúde e a educação estão em estado crítico, e como já mostramos em diversas fiscalizações, os recursos aplicados estão abaixo do necessário”, afirmou;

Órgãos como o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) confirmam essa situação. A Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC), do MPDFT, apresentou uma primeira análise referente à execução orçamentária nas áreas de saúde e educação do DF. O material faz parte das ações do Núcleo de Assessoramento Técnico do Orçamento (NUO/PDDC) e tem como objetivo verificar, principalmente em áreas sensíveis, como está o planejamento e a execução do orçamento do DF pelo governo.

Os dados apresentados pelo órgão mostraram que, até o mês de janeiro deste ano, o GDF executou 14% do orçamento da saúde e 6% do orçamento da educação. Nas duas áreas, o orçamento é de aproximadamente R$ 6 bilhões e foi destinado principalmente ao pagamento de pessoal.

Além disso, na saúde, foram gastos recursos com serviços assistenciais complementares, manutenção de máquinas, desenvolvimento de ações de atenção primária, aquisição de equipamentos, entre outros.  Já na educação, o orçamento gasto é relativo à alimentação escolar, manutenção da educação infantil, profissional e especial e dos ensinos fundamental e médio.