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Tropicalismo é o tema escolhido para marcar a 33ª Feira do Livro de Brasília

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Com a promessa de aproximar escritores locais e o grande público foi aberta nesta sexta-feira  (16) a 33ª Feira do Livro de Brasília. O evento, realizado na área externa do Shopping Pátio Brasil, um dos mais antigos da cidade, acontece este ano em meio a um cenário de escassez de recursos, mas de muita disposição dos realizadores.

Com o custo orçado em R$ 250 mil reais, a feira que vai até o dia 25 de junho reúne uma média de 90 estandes e cerca de 50 expositores de livrarias e editoras de várias partes do país. Com o tema de Inclusão e Cdadania, além da venda de livros, a feira terá espaço para realização de debates, conversa com autores, homenagens, leitura de poemas e saraus.

O poeta e jornalista Luiz Turiba, um dos curadores da feira, disse que a realização do evento só foi possível porque os organizadores adotaram um “tom tropicalista”. “Imagine fazer uma feira do livro em um país em crise, de muita dificuldades. Então, fico numa alegria vendo as pessoas andando pelos corredores, passeando e comprando. É realmente um ato heroico de resistência cultural”, afirmou Turiba em entrevista à Agência Brasil e à Rádio Nacional FM.

Brasília - O curador da 33 Feira do Livro de Brasília, Luis Turiba, concede entrevista à Radio Nacional de Brasília (Wilson Dias/Agência Brasil)
Curador da Feira do Livro de Brasília, Luis Turiba explica o “tom tropicalista” da exposição (foto Wilson Dias/Agência Brasil)

Este ano, a feira faz homenagem aos escritores João Almino, Gustavo Dourado e ao livreiro Ivan da Silva, conhecido como Ivan Presença, em razão do papel de destaque que sua livraria Presença tem para a cultura no Distrito Federal. Os três foram homenageados com o a entrega do trofeu Quixotinho na abertura oficial da feira no fim da tarde desta sexta-feira.

 

Nascido no Rio Grane do Norte e radicado em Brasília, Almino foi eleito em março para a cadeira 22 da Academia Brasileira de Letras (ABL), em substituição a Ivo Pitanguy, que morreu em agosto do ano passado.

João Almino é autor de seis romances, bem recebidos pela crítica e com histórias ambientadas em Brasília. Entre eles, As Cinco Estações do Amor (2001), vencedor do Prêmio Casa de Las Americas de 2003, e Cidade Livre (2010), finalista dos prêmios Jabuti e Portugal-Telecom. “Se, de um lado, dei algo na minha literatura à Brasília, recebi muito mais da cidade. Sua ideia, seu projeto puderam me inspirar como escritor.”.

Almino que lança em outubro o romance Entre facas, algodão, em que o Distrito Federal volta a aparecer como cenário, afirmou que o início de sua jornada no muindo literário ocorreu na feira do livro e na Livraria Presença. “Meu primeiro romance foi lançado na feira do livro e o 2º na Livraria Presença, que teve papel fundamental para muitos escritores daqui.”

A opinião foi reforçada pelo poeta e cordelista Gustavo Dourado, para quem o evento propicia uma espécie de vitrine para as produções locais. “É um evento em que a abordagem também gira em função de valorizar a literatura brasiliense, a literatura produzida no Distrito Federal.”

O escritor, com vasta produção em literatura de cordel e que também é presidente da Academia Taguatinguense de Letras, aproveitou a oportunidade e informou que a academia lancará amanhã uma antologia com autores locais.

“Estamos lançando a primeira antologia da academia, com 145 autores locais, dos 12 aos 70 anos. Temos ainda poemas inéditos de Carlos Drummond de Andrade, do Mario Quintana, do Décio Pignatari, do Renato Russo”, disse Dourado.

“Eu organizo o movimento”

Brasília - O escritor e diplomata João Almino, eleito em março deste ano como imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) é um dos homenageados da 33 Feira do Livro de Brasília (Wilson Dias/Agência Brasil)
Escritor e diplomata, João Almino é um dos homenageados da 33ª Feira do Livro de Brasília (foto Wilson Dias/Agência Brasil)

A feira do livro também vai homenagear escritores que já morreram. Entre os homenageados estão o cantor e compositor Belchior, que morreu em abril, os poetas Ferreira Gullar e Torquato Neto. “Gullar e Torquato são homenageados por toda sua produção poética. Já a canção do Belchior, como a de Bob Dylan, é uma canção ‘poetada””, resumiu Turiba.

Torquato, um dos expoentes da Tropicália, movimento artístico surgido nos anos de 1960 e que balançou o cenário artístico no Brasil e também vai ter destaque na feira com debates sobre a sua influência na música brasileira e na arte em geral.

“O Torquato era a base literária da Tropicália. Ele saiu do Piauí para ocupar o Brasil com suas invenções literárias” observou o poeta Aroldo Pereira, autor de Paragolivro, obra que dialoga com a Tropicália e com o artista plástico Hélio Oiticica, autor da obra que deu nome ao movimento.

“Eu organizo o movimento/ Eu oriento o carnaval / Eu inauguro o monumento / No planalto central do país”. Citando os versos da canção de Caetano Veloso, cujo nome Tropicália0 foi tirado da obra de Oiticica, o poeta Nicolas Behr vai participar de um debate sobre o tema que reflete sobre a relação de Brasília com o tropicalismo.

“A racionalidade de Brasília e a irracionalidade do brasileiro… como uma cidade tão organizada – Norte, Sul, Leste, Oeste, aconteceu no coração do Brasil? Se fosse no Japão ou na Alemanha a gente entenderia, mas no Brasíl que é um país do jeitinho?, provoca Behr, que debaterá ao lado dos poetas Antônio Risério, Francisco Alvim e Antonio Cícero a contribuição do movimento tropicalista para a literatura e a Música Popular Brasileira (MPB).

De pai para filha

O tatuador Dario Lunghi, acompanhado da esposa Luiza, trouxe a filha Aurora para conhecer a feira. Segundo Dario, a intenção é desde cedo familiarizá-la com os livros e a literatura. “Meus pais eram professores e a nossa casa sempre tinha livros. Sempre gostei de ler e estou tentando passar isso para a minha filha”, disse.

Dário está guardando livros que estão há algum tempo na família para futuramente dá-los à Aurora. “Encaro como uma espécie de transmissão de conhecimento. Desde que ela nasceu, estou gaudando livros, alguns da minha avó para entregar quando ela estiver mais crescida”, acrescentou.

Mimo

Com um espaço também destinado a artesãos, a feira abre a possibilidade dos frequentadores interagirem com diversos produtos, que podem virar preciosos presentes. Um dos que desperta a curiosidade está na barraca do livreiro Elias Avilio, que trouxe para feira livros em miniatura.

Trabalhando há dez anos com este tipo de livro, o comerciante trouxe para esta edição cerca de 350 títulos. Os livros, que vão do menor, com 1×1,5 cm, ao maior com 5×6 cm, têm encadernação artesanal e passeiam por diversas temáticas, entre obras da literatura brasileira e universal, dicionários, livros infanto-juvenis, de culinária, autoajuda, entre outros.

“Quem não conhece se encanta e quem conhece vem sempre procurando novidades. As pessoas gostam e compram para presentear. É um tipo e mimo”, concluiu Avílio.

Rollemberg faz a defesa do projeto que cria o Instituto do Hospital de Base

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O governador Rodrigo Rollemberg fez a defesa na manhã desta sexta-feira (16) do Projeto de Lei nº 1.486, de 2017, que cria o Instituto Hospital de Base. Ele espera que seja apreciado e votado na semana que vem. A defesa foi feita durante a entrega de escrituras em Ceilândia, quando ressaltou a necessidade da urgência da aprovação.

“Essa é uma necessidade para Brasília. O instituto será 100% público, e o que queremos, com o novo modelo de gestão, é garantir processos mais rápidos na compra de medicamentos, na reforma dos equipamentos e na substituição de pessoal quando necessário”, comentou.

Entregue à Câmara Legislativa em março, o projeto de lei seria votado na quarta-feira (14), mas foi adiado. O tema deve ser retomado na terça (20).

Inspirada no modelo de administração da Rede Sarah Hospitais de Reabilitação, a proposta dá autonomia à unidade. O instituto terá quadro de funcionários próprio, ainda que com 100% de recursos públicos e de atendimento pelo Serviço Único de Saúde (SUS).

A Secretaria de Saúde vai celebrar contrato de gestão com o instituto por 20 anos, renovável e prorrogável. A pasta vai definir termos, com discriminação das atribuições, responsabilidades e obrigações. A execução será fiscalizada pelo Tribunal de Contas do DF.

Programa Habita Brasília já entregou 27.388 escrituras desde 2015

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Oitenta moradores do Sol Nascente e 356 da QNR, ambos em Ceilândia, receberam o documento que regulariza as casas onde moram na manhã desta sexta-feira (16)

O governador Rodrigo Rollemberg entregou na manha desta sexta-feira (16) 80 documentos no Sol Nascente e 356 na QNR. Ao todo foram 436 moradores de Ceilândia que receberam hoje a escritura de seus lotes. “A realidade daqui é outra. Segundo o governador, a meta é beneficiar 63 mil famílias até o fim da gestão. Com as escrituras desta manhã, o Executivo totaliza 27.388 documentos entregues desde 2015.

“Estamos entregando escrituras que vão garantir a segurança jurídica para que, em uma cidade com infraestrutura, toda asfaltada, com escola e unidade básica de saúde, vocês tenham a casa que é de vocês”, enfatizou o governador.

Para o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, as entregas marcam a realização de um sonho dos moradores. “A escritura coroa todo o processo de ocupação e luta. Não estamos fazendo um favor, mas cumprindo um direito de vocês”, disse à população presente à cerimônia.

Rollemberg destacou investimentos do governo no Sol Nascente, como as obras de drenagem pluvial e de rede de esgoto

Vanderley Abrantes, de 50 anos, foi o primeiro a pegar o documento na QNR. Ele esperava pelo momento desde 1998. “Agora teremos uma vida mais tranquila. Tínhamos muito medo por não termos segurança jurídica.” O autônomo vive no local com a esposa e dois filhos.

A escritura, oferecida de forma gratuita para famílias com renda de até três salários mínimos, agora é emitida na Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). Com isso, o morador chega a economizar R$ 718, valor pago atualmente pela lavratura em cartório.

“Nosso objetivo é entregar, só nesta gestão, um número maior do que foi entregue desde a inauguração de Brasília até 2014. E nosso cronograma está em dia”, avisou o diretor-presidente da Codhab, Gilson Paranhos.

A regularização fundiária faz parte do Lote Legal, uma das frentes de atuação do programa Habita Brasília.

Rollemberg destacou os investimentos do governo em infraestrutura no Sol Nascente, como as obras de drenagem pluvial e de rede de esgoto e o asfaltamento. Lembrou ainda que os mesmos serviços estão sendo feitos no Buritizinho, no condomínio Porto Rico, em Santa Maria, e em Vicente Pires.

O governador listou também as ações para melhorar o abastecimento de água no Distrito Federal, como a construção do Sistema Produtor Corumbá 4, as obras do Subsistema Bananal e a captação emergencial de água no Lago Paranoá.

Em relação a outras benfeitorias em Ceilândia, ele citou a inauguração do Restaurante Comunitário do Sol Nascente e de uma passarela na BR-070, além da mudança da destinação de um terreno, a pedido da comunidade, para a instalação de uma escola.

Nova lei proíbe representantes de laboratórios em unidades públicas de saúde no DF

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A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade e sua representante estadual, Associação Brasiliense de Medicina de Família e Comunidade se posiciona sobre nova lei que proíbe a visita de representantes de laboratórios de indústria farmacêutica em unidades públicas de saúde em horário de atendimento ao público.
No dia 8 de junho a Câmara Legislativa do Distrito Federal rejeitou veto do governador Rodrigo Rollemberg e promulgou a Lei 5.881/2017, que proíbe, no horário de atendimento ao público, a presença de representante da indústria farmacêutica em unidades públicas de saúde do Distrito Federal. A Lei teve origem em Projeto de Lei apresentado em 2015, com a justificativa de preservar o horário de expediente para a realização de consultas.

A Lei é absolutamente bem-vinda, mas sua justificativa merece ser reforçada por outros argumentos:

1) embora muitos profissionais aleguem que as visitas de representantes da indústria sejam importantes para a atualização clínica, qualquer profissional sabe que a divulgação de informações costuma ocorrer de forma enviesada, com dados que favorecem os produtos divulgados pelos representantes, o que configura distorção de informações com potencial de prejudicar os pacientes atendidos por estes médicos;
2) outros profissionais dizem que a distribuição de amostras de medicamentos feitas por estes representantes é importante por permitir a oferta de alguns medicamentos a pacientes que não teriam acesso a eles, especialmente por razões financeiras.
O tema já foi abordado pela Diretoria de Comunicação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, mostrando que quem ganha mais na distribuição das amostras é a própria indústria. Assim, entendemos que a Lei tem enorme potencial de proteger os profissionais e usuários do Sistema Único de Saúde da influência da indústria farmacêutica, e torcemos para que a iniciativa seja seguida pelos demais órgãos do Poder Legislativo em todo o país, nos colocamos à disposição para apoiar tecnicamente iniciativas neste sentido.

Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade

Associação Brasiliense de Medicina de Família e Comunidade

População brasileira já pagou R$ 1 trilhão em impostos este ano

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A marca de R$ 1 trilhão no painel do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) foi registrada às 8h desta sexta-feira (16). O valor equivale ao total de impostos, taxas e contribuições pagos pela população brasileira desde o dia 1º de janeiro de 2017.

Em 2016, o montante de R$ 1 trilhão foi alcançado em 5 de julho. O presidente da entidade, Alencar Burti, explica que a arrecadação aumenta quando há crescimento econômico e elevação de impostos. “Já que nossa economia não está crescendo, essa diferença de 19 dias reflete aumentos e correções feitos em impostos e isenções, além da obtenção de receitas extraordinárias como o Refis [parcelamento de débitos tributários]. Reflete também a inflação, que, apesar de ter caído, segue em patamar alto”, analisa. Para Burti, “no segundo semestre, espera-se elevação da arrecadação em função da melhora da atividade econômica”.

O presidente da ACSP esclarece que, embora a arrecadação federal tenha caído em termos reais, é o número nominal (sem descontar a inflação), o mesmo medido pelo Impostômetro, que deve ser analisado. “Nosso painel não mede apenas tributos federais. Também entram na conta os estaduais e municipais. O que temos que observar são os valores nominais, porque os gastos são todos nominais”.

Governador Rollemberg ouve demandas de empresários de Taguatinga

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O governador Rodrigo Rollemberg recebeu, na noite desta quinta-feira (15), empresários de Taguatinga para debater melhorias para o setor. O encontro ocorreu na Residência Oficial de Águas Claras.

O grupo solicitou a construção de mais estacionamentos, principalmente na Avenida Comercial, o aumento das ações de combate à pirataria e a melhoria na segurança pública.

Rollemberg informou que vai reunir as áreas responsáveis para checar as possibilidades e vai pedir à Agência de Fiscalização do DF (Agefis) para que reforce as operações na região do comércio de Taguatinga.

O governador Rodrigo Rollemberg recebeu, na noite desta quinta-feira (15), empresários de Taguatinga para debater melhorias para o setor.
O governador Rodrigo Rollemberg recebeu, na noite desta quinta-feira (15), empresários de Taguatinga para debater melhorias para o setor. Foto: Pedro Ventura/ Agência Brasília

Segundo o governador, o encontro foi importante para fortalecer o diálogo entre o setor produtivo e o governo. “Vamos fazer um esforço para que essas reuniões ocorram com frequência.”

Ele citou melhorias feitas na cidade, como a licitação, que será lançada em breve, para a construção de calçadas que liguem as Avenidas Samdu e Comercial, a construção de uma ciclovia na Estrada Parque Taguatinga, para ligar o Plano Piloto à região, e a ampliação das alças do viaduto na entrada da região.

Concurso Musa e Mister Cadeirante Universo DF será realizado pela primeira vez no Brasil

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Os candidatos da capital federal serão apresentados e terão seu primeiro ensaio nesta sexta-feira (16), às 18h, no Centro de Treinamento Neuromotor, no Núcleo Bandeirante. Na ocasião, os participantes terão uma sessão de fotos, além da gravação de um vídeo institucional. A grande final do DF ocorrerá em (30/7), a partir das 15, no JK Shopping em Ceilândia

Cerca de 30 cadeirantes de diversas regiões administrativas participarão do concurso Musa e Mister Cadeirante Universo Distrito Federal 2017- que será realizado pela primeira vez no país.  Os candidatos serão apresentados nesta sexta-feira (16), a partir das 18h, no Centro de Treinamento Neuromotor, no Núcleo Bandeirante. A final regional que elegerá os cadeirantes mais bonitos do DF ocorrerá em 30 de julho e a grande final nacional em 9 de agosto, ambas a partir das 15h, no JK Shopping em Ceilândia.

Nesta sexta-feira (16), os cadeirantes participarão do primeiro ensaio e terão uma sessão de fotos profissionais, além de gravarem um vídeo institucional que terá como tema “Inclusão social, o amor não tem gênero”. Além disso, os candidatos já participaram de diversas atividades que, além fomentar a interação do grupo, já estão sendo utilizadas pela organização do concurso para conhecer melhor cada um dos candidatos e também descobrir novos talentos.

O idealizador do evento, Ralph Santos, que já trabalha com os mais importantes concursos de beleza do país, explica que a iniciativa tem como objetivo chamar atenção da sociedade para a inclusão social, além da quebra de preconceitos. “O propósito deste concurso é o de trabalhar a inclusão dessas pessoas em uma área tão sensível e ajudar na autoestima, pois muitas delas não sabem conviver com a deficiência e tolerar a diversidade estética. O que queremos é chamar a atenção sobre este tema junto aos governantes, autoridades e principalmente da população, além de mostrar que o cadeirante tem que ser reconhecido, respeitado e valorizado dentro da sociedade”, afirma o idealizador do evento.

Como parte da formação dos candidatos, a organização do evento oferece workshops, palestras motivacionais e atividades sociais, como visitas a creches e asilos da cidade. O concurso é realizado por parceiros e voluntários de vários segmentos da sociedade e não tem nenhum cunho partidário, financeiro ou político.  A proposta do concurso é também que os vencedores se tornem representantes das causas dos direitos e garantias da pessoa com deficiência física no DF, onde promoverão ações ligadas aos direitos e desenvolvimento social do cadeirante.

Paralelamente ao evento também serão realizados os concursos Musa e Mister Distrito Federal Universo, respectivamente nos dias 7 e 13 de agosto, a partir das 16h, no Jk Shopping em Ceilândia. Os vencedores irão representar o Distrito Federal no concurso nacional, que por sua vez escolhe  o representante para o Mister Universo.

 

SERVIÇO

O quê: apresentação dos candidatos Musa e Mister Cadeirante Universo Distrito Federal 2017

Quando: nesta sexta (16), no Centro de Treinamento Neuromotor, no Núcleo Bandeirante.

Endereço: SIBS quadra 02, conjunto C, lote 02 loja 03 Núcleo Bandeirante

Contato: 984535336

 

FINAIS

O quê: Musa e Mister Cadeirante Universo Distrito Federal 2017 (etapa regional)

Quando: 30 de julho de 2017, às 15h

Onde: JK Shopping em Ceilândia

 Quanto: Entrada franca

Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos.

Contato: 984535336

 

O quê: Musa e Mister Cadeirante Universo Nacional 2017

Quando: 9 de agosto de 2017, às 15h

Onde: JK Shopping em Ceilândia

 Quanto: Entrada franca

Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos.

Contato: 984535336

 

 

Código Penitenciário do Distrito Federal: respeito aos familiares dos presos

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O Código Penitenciário é mais um avanço na construção da cidadania e propiciará melhores condições para a reinserção social estabelecida na lei de execução penal

Esta semana a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o Código Penitenciário do Distrito Federal de autoria dos deputados distritais Raimundo Ribeiro (PPS) e Rodrigo Delmasso (Podemos). O código traz importantes inovações na organização e humanização do sistema penitenciário do Distrito Federal.

A discussão do projeto teve início em 2015 e buscou regular inúmeras situações vivenciadas no dia-a-dia carcerário. A elaboração de cada artigo contou com a participação direta da Vara de Execuções Penais (VEP), Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Ordem dos Advogados do Brasil seccional Distrito Federal (OAB/DF), sindicatos representando os servidores do sistema prisional, Subsecretaria do Sistema Penitenciário, Defensoria Pública, Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) e assessores técnicos de diversos parlamentares.

Buscando uma participação ampla, foram ouvidos em audiência, representantes de segmentos religiosos, familiares de presos e outros grupos sociais interessados na matéria. O Código traz modificações importantes quanto aos deveres, sua aplicação e também direitos dos presos, sempre observando os ditames da Lei de Execução Penal.

A Lei Distrital buscou equacionar algumas questões que se arrastavam a muitos anos, entre elas, a visitação de presos durante a semana, o que ocasionava a perda do dia de trabalho pelos familiares e ainda, a revista pessoal, que por falta de equipamento eletrônico adequado, acabava sendo constrangedora para o visitante e para os servidores do sistema penitenciário.

Outra questão abordada e que a muito merecia uma atenção especial era o tratamento adequado a ser dado aos travestis e transexuais.

Diferente da alegação de alguns que tiveram a oportunidade de participar e não quiseram, nenhuma regalia foi concedida, observou-se sempre o previsto na legislação federal. Segundo o deputado Raimundo Ribeiro, o Código Penitenciário é mais um avanço na construção da cidadania e propiciará melhores condições para a reinserção social estabelecida na lei de execução penal.

Ponto de Vista | Os ventos da mudança no PSDB, por Saulo Batista

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A longa reunião ao fim da qual foi anunciada a permanência do PSDB no governo expôs, mais uma vez de forma clara, as profundas divisões do ninho tucano. Para muitas de suas lideranças, o partido errou ao estabelecer um prazo para anunciar uma decisão ainda não devidamente amadurecida.

Um dos sinais inequívocos de que os tucanos continuam divididos pode ser percebido na fala do seu líder na Câmara dos Deputados que, logo após o partido decidir pela manutenção do apoio ao governo, insinuou que a possibilidade da bancada votar pela admissibilidade da denúncia contra o presidente Temer a qual, segundo os rumores que correm na Esplanada, será apresentada ainda esse mês pela Procuradoria Geral da República.

Apesar do sucesso em contornar a crise gerada pelos movimentos dos descontentes com a permanência no governo Temer – os insatisfeitos continuarão com sua postura crítica à manutenção da aliança, mas reconhecem que não conseguiram formar uma maioria neste sentido -, o senador Tasso Jereissati se viu obrigado a reconhecer a posição majoritária do partido, apoiada inclusive pelo governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Dória, no sentido de que é preciso antecipar as eleições internas.

O presidente interino do PSDB tem agora diante de si um abacaxi ainda maior e mais difícil de descascar que os movimentos até aqui promovidos pelos descontentes com o apoio ao governo Temer: a pressão pela realização das convenções partidárias que culminarão com a renovação do Diretório Nacional e dos diretórios regionais.

Na posição de virtual candidato à presidência, Aécio Neves teve condições de, já em 2013, assumir o comando do PSDB com uma direção nacional formatada em função de seu projeto eleitoral. Tanto isso que, talvez pela primeira vez na história do partido, foi eleita uma comissão executiva – que, tradicionalmente, reflete o equilíbrio de forças entre as principais lideranças e onde a construção de maiorias demanda um processo de negociação -, na qual o presidente e o secretário-geral, além do mesmo estado, eram ambos do mesmo grupo político.

A força que lhe garantia a condição de ser, a um só tempo, presidente do partido e pré-candidato a presidente da República, lhe permitiu – como a nenhum outro candidato tucano desde o fim do governo FHC -, de maneira firme e de forma centralizada, conduzir a construção das candidaturas e palanques estaduais e exercer a direção partidária.

Em 2015, sem que houvesse mais um governador de Minas entre os tucanos, havia a previsão de que a ala paulista passaria a exercer a condução do partido, não apenas pelo espetacular resultado alcançado pelo governador reeleito no primeiro turno – Geraldo Alckmin venceu em 644 dos 645 municípios paulistas, ficando em segundo lugar apenas na pequena Hortolândia, com menos de 200 mil eleitores -, mas também pelo fato de ter sido justamente no maior colégio eleitoral do país onde o PSDB teve sua maior votação, proporcionalmente ao número de eleitores, na disputa presidencial.

Ainda na presidência do partido, Aécio passou a controlar o processo de eleições regionais de forma a lhe assegurar que fossem os seus aliados a presidirem a maioria dos diretórios regionais. Os mais de 50 milhões de votos conquistados nas eleições de 2014, que o alçaram à condição de maior liderança nacional do PSDB, lhe garantiram a força necessária para impor nos estados acordos para a composição da direção partidária que nem sempre refletiam a realidade local. Muitas das vezes, quando tais acordos não eram aceitos, foi utilizado o instrumento da “intervenção” para garantir o controle dos diretórios por meio de “comissões provisórias”.

Mesmo quando constatamos que, muitas vezes, a troca da direção regional foi fundamental para a construção de vitórias nas eleições municipais em capitais e cidades importantes, o fato é que ficou cada vez mais claro que o discurso que defendia maior abertura da direção partidária –  apregoado em 2002 pelo então governador eleito de Minas Gerais ao lado de outros que, na época, ainda eram lideranças emergentes no partido, como os também governadores eleitos Cássio Cunha Lima e Marconi Perilo – ou a regulamentação de prévias partidárias – tão reivindicada durante sua disputa com Jose Serra, em 2010, pela candidatura presidencial – não encontraria eco na forma de agir do agora presidente nacional do PSDB.

Ao olharmos para a forma como são conduzidas as decisões do partido em Minas Gerais, nestes anos em que sua liderança no estado era incontrastável, fica ainda mais evidente que a defesa das prévias e da maior participação dos filiados é apenas para “consumo externo”. No PSDB-MG, a escolha dos candidatos e da composição da direção partidária segue o modelo mais autocrático possível: será quem Aécio quiser que o seja.

Aqui, no Distrito Federal, também foram sentidos os efeitos desse sistema bastante centralizador, visto que tanto a escolha da candidatura tucana ao GDF em 2014 como a imposição da comissão interventora que desde 2015 dirige o partido se deu na contramão daquilo que se percebia como a vontade da maioria dos filiados. Em muitos estados e no DF esses incidentes ainda hoje são motivos de rancores e rusgas não sanados a espera de uma oportunidade de revanche.

Quando se decidiu pela prorrogação do mandato desta executiva nacional presidida por Aécio – a qual, se já não representava de forma fiel a correlação de forças decorrentes da eleição de 2014, estava completamente descolada da nova realidade partidária que emergia das urnas em 2016 – aprofundaram-se ainda mais as divisões.

A face mais visível desta falta de unidade entre os tucanos tem sido as constantes divergências de posição entre a direção nacional e a bancada na Câmara dos Deputados, especialmente em relação à ala mais jovem – cujos membros, em conjunto com um grupo de igualmente jovens parlamentares estaduais e prefeitos, ficaram conhecidos como “cabeças pretas” -, que  reivindica ver seu crescimento político e eleitoral – em muitos casos superando os “caciques” do partido – refletido numa maior participação no processo decisório do PSDB.

Essa tensão cada vez mais constante entre os cardeais que desejam continuar a impor seu controle sobre a máquina partidária e essa nova geração de políticos com capital eleitoral suficiente para reivindicar uma dinâmica que seja mais fiel a realidade atual deve, sob pena de esvaziamento com a perda de quadros importantes nos estados e no cenário nacional, culminar com o deflagramento de eleições para a renovação das direções regionais e do Diretório Nacional do PSDB menos sujeitas a “intervenções nacionais” e “viradas de mesas”.

O sentimento é o de que a máxima – bem colocada pelo tucano Paulo Alexandre, o jovem prefeito reeleito de Santos – segundo a qual “político com medo de disputar eleição não serve para estar na vida pública” deve dar o tom destas convenções, a serem realizadas possivelmente ainda este ano, nas quais quem quiser dirigir o partido precisa conquistar esse direito pelo voto dos filiados. Esses novos ventos podem mudar muita coisa em vários estados e no Distrito Federal.


Especialista em orçamento e políticas públicas, diretor de relações institucionais da Associação Nacional do Transportador e dos Usuários de Estradas, Rodovias e Ferrovias (ANTUERF) e secretário-executivo da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Câmara Legislativa adia decisão sobre Instituto Hospital de Base para terça

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Após mais de quatro horas de discussão no plenário da Câmara Legislativa, a apreciação do projeto de lei que cria o Instituto Hospital de Base (PL nº 1.486/2017) foi adiada para a próxima terça-feira (20). O acordo foi feito ao final da sessão desta quarta (14), envolvendo não apenas os líderes de bancadas, mas todos os deputados presentes, favoráveis e contrários à proposta do governo. Sob gritos de “O Base é do SUS” na galeria, os distritais assumiram o compromisso de discutir e votar nos dois turnos a matéria na próxima sessão.

Antes de chegarem ao acordo, houve muita discussão sobre o projeto, que já conta com dezenas de emendas. O deputado Cláudio Abrantes (sem partido) chegou a questionar o quórum necessário para a aprovação do texto. Segundo apontou, o PL prevê isenções tributárias ao Instituto, exigindo, portanto, o mínimo de 16 votos favoráveis – e não 13, como tem sido considerado. O distrital destacou, ainda, não haver definição da vigência das isenções, as quais devem ser restritas aos planos plurianuais.

O líder do governo na Casa, Rodrigo Delmasso (Podemos), argumentou, contudo, haver uma emenda que retira a previsão das isenções do texto. E o deputado Agaciel Maia (PR) completou alegando que o quórum para aprovação já passou pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Ainda durante os pronunciamentos, a deputada Celina Leão (PPS) criticou o projeto – o qual prevê contratação de pessoal sem concurso e compras sem licitação – e sugeriu a implantação nos hospitais de um modelo semelhante ao Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), em funcionamento nas escolas da rede pública, de forma a dar autonomia aos gestores públicos da Secretaria de Saúde.

Proposta semelhante foi apresentada pelo deputado Chico Vigilante (PT) na forma de um substitutivo ao projeto do Executico. Pela proposta do distrital, o Hospital de Base seria transformado em órgão especializado da administração direta, com autonomia administrativa, financeira e operacional e vinculação à Secretaria de Saúde. “O projeto do governo é tão ruim que nem merece emenda”, disse. Ao ler o substitutivo, Vigilante dirigiu-se ao secretário de Saúde do DF, Humberto Fonseca, que acompanhou a sessão, e propôs discutir o novo texto.

Também presente no plenário, a ex-deputada e médica, Arlete Sampaio, listou uma série de críticas à transformação do Hospital de Base em Instituto. “O projeto é um equívoco e não corresponde à solução necessária para tirar a área da saúde da crise”, afirmou.