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Rollemberg assina ordem de serviço para conclusão da Estação Estrada Parque

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Obras devem ser finalizadas em seis meses e beneficiarão 8.850 passageiros do metrô que moram em Águas Claras e Vicente Pires 

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, assinou nesta terça-feira (27) a ordem de serviço para conclusão da Estação Estrada Parque, da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), em Águas Claras.

O governador Rodrigo Rollemberg assinou, nesta terça-feira (27), ordem de serviço para conclusão da Estação Estrada Parque. As obras devem ser finalizadas em seis meses
O governador Rodrigo Rollemberg assinou nesta terça-feira (27) ordem de serviço para conclusão da Estação Estrada Parque. As obras devem ser finalizadas em seis meses. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

O valor contratado da obra é de R$ 2.443.069,28. A previsão é que a unidade seja inaugurada em seis meses. Serão beneficiados 8.850 passageiros do sistema metroviário.

“Além de favorecer a população com mais uma estação, há o aspecto de criação de empregos. Estamos aumentando a cada ano a capacidade de investimento e isso tem permitido que o DF tenha um volume de obras maior, o que ajuda a recuperar a economia”, disse Rollemberg.

As melhorias na estação incluem:

  • Recuperação de peças e elementos estruturais
  • Recuperação da cobertura, das vedações, de revestimentos e de pisos
  • Readequação das dependências e das instalações
  • Urbanização do entorno (calçadas, paraciclos, iluminação)
  • Modernização da acessibilidade (colocação de piso tátil e direcional, adequação de acessos e rampas)

A entrega da nova estação é uma demanda antiga, já que a construção deveria ter sido concluída há 20 anos. As benfeitorias permitirão ampliar a prestação do transporte metroviário, bem como aumentar a receita tarifária.

Próximo à nova unidade de embarque e desembarque de passageiros encontram-se cinco empreendimentos de uso comercial e residencial, cinco faculdades e duas igrejas.

“Temos outras entregas: a modernização e expansão do metrô em Samambaia, licitamos semana passada a segunda etapa do metrô sustentável, além de duas estações na Asa Sul”, disse o presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado.

Nomeação de servidores

Na cerimônia de assinatura da ordem de serviço nesta manhã, aprovados em concurso para o Metrô-DF questionaram o governador sobre futuras nomeações.

Rollemberg explicou que espera a aprovação de projeto de lei apresentado pelo Executivo local à Câmara Legislativa que recompõe o orçamento do DF.

“Tão logo seja aprovado, teremos condições de anunciar nomeações em diversas áreas, como na saúde, nos sistemas penitenciário e socioeducativo e no Metrô”, disse.

A expectativa, segundo ele, é que a matéria seja votada ainda nesta terça.

Jaques Wagner teria recebido R$ 82 milhões desviados de obras da Fonte Nova

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Brasília - O ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, participa do programa Brasilianas, da TV Brasil (Elza Fiúza/Agência Brasil)
Brasília – A residência do ex-governador Jaques Wagner foi alvo de um mandado de busca e apreensão na Operação Cartão Vermelho, que investiga desvios da obra da Arena Fonte Nova (foto Elza Fiúza/Agência Brasil)

A Superintendência da Polícia Federal na Bahia informou que o ex-governador da Bahia Jaques Wagner teria recebido R$ 82 milhões dos cerca de R$ 450 milhões desviados de obras do estádio Arena Fonte Nova. Na manhã de hoje (26), policiais federais cumpriram sete mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Cartão Vermelho. Um deles foi na residência do ex-governador.

“Em razão das delações da Odebrecht e de material apreendidos na OAS, verificamos que, de fato, o então governador recebeu boa parte do valor desviado do superfaturado para pagamento de campanha eleitoral e de propina”, disse a chefe da Delegacia de Combate à Corrupção, Luciana Matutino.

De acordo com apurações feitas pela PF, as irregularidades beneficiaram o consórcio Fonte Nova Participações (FNP) – formado pelas empresas Odebrecht e OAS. As suspeitas apontam irregularidades em contratos envolvendo serviços de demolição, reconstrução e gestão do estádio.

Um laudo pericial da PF informa que o caso pode ter resultado em um superfaturamento que, em valores corrigidos, superaria R$ 450 milhões. Segundo a Polícia Federal, grande parte desses recursos teve como destino o pagamento de propina e financiamento de campanhas eleitorais.

“A pericia técnica viu que não só a licitação era direcionada, como os valores eram superfaturados. Oficiamos as empresas fornecedoras de materiais para obra e, a partir dos valores apresentados, verificamos que o mínimo de superfaturamento foi R$ 90 milhões. A partir do estudo contratado pelo consórcio, em razão de exigências do Tribunal de Contas, a perícia constatou que o valor superava R$ 200 milhões em 2009”, disse Luciana.

A delegada disse ainda que dois intermediários que participaram do esquema também foram alvo de busca. “Um desses intermediários é o atual secretário da Casa Civil do governo do estado [Bruno Dauster]. Outro, é um empresário muito próximo do então governador”. A maioria do material aprendido se refere a mídia, computadores e documentos que serão analisados nos próximos 15 dias.

Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), com o objetivo de localizar e apreender “provas complementares dos desvios nas contratações públicas, do pagamento de propinas e da lavagem de dinheiro”. Em nota, o TRF1 disse que o caso tramita em segredo de Justiça, “razão pela qual não podemos repassar quaisquer informações adicionais”.

O PT classificou o episódio como “invasão”, relacionando o caso ao que chama de “campanha de perseguição contra o Partido dos Trabalhadores e suas principais lideranças”. A presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR), argumentou, em nota, que “a sociedade brasileira está cada vez mais consciente de que setores do sistema judicial abusam da autoridade para tentar criminalizar o PT e até os advogados que defendem nossas lideranças e denunciam a politização do Judiciário”.

Dez anos de “My House” no cenário da música eletrônica

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Idealizadores e produtores do projeto, que há uma década movimenta a capital, falam sobre mercado, desafios e conquistas

Como tantos outros projetos que dão certo e se tornam referência no mercado de festas e eventos, a My House começou de maneira descontraída e natural, em uma reunião de amigos, que mantinham em comum a paixão pela música eletrônica. A escolha do nome, não foi à toa, a ideia era passar uma mensagem de “confraternização”, receber amigos em casa ao som de uma boa batida. E o resultado? Dez anos de sucesso com edições em mais de nove cidades do Brasil, levando ao público inúmeras atrações nacionais e internacionais.

Para comemorar o sucesso da marca, Brasília recebe no próximo dia 10 de março a primeira edição especial de aniversário. “Preparamos uma experiência incrível, não apenas uma festa em comemoração, mas uma trilogia com cenários temáticos, drinks e é claro música com os grandes nomes da cena eletrônica. O local escolhido não podia ser diferente, o Estádio Nacional, lugar onde realizamos nossa última edição e superamos nossas expectativas”, afirma o produtor Henrique Ferreira.

Começo

Foi em 2008, data da primeira edição, que tudo começou. A produção das festas foi crescendo rápido, até que em 2012 novas parcerias e o interesse de artistas do ramo em participar do projeto, fez com que a marca evoluísse para outro patamar. Os produtores e idealizadores Henrique Ferreira, Davi Arnez e Thiago Secci não tinham ideia da grandiosidade que a festa viria a se tornar e a surpresa foi a melhor possível, a maré de crescimento estava apenas começando.

Em 2013 aconteceu a edição de cinco anos, que passou por estados como São Paulo, Goiás e Distrito Federal. No ano seguinte, foi a vez do Rio de Janeiro com a edição “My House Summer Fresh”. Em 2015, sete anos com uma atração especial, Justin Martin (EUA). Para 2016, o destaque foi na edição “My House Férias”.

Mercado promissor

Uma década observando o cenário da música e o público que frequenta as festas My House, trouxe experiência e Know how para os produtores que reafirmam o que já haviam notado anos atrás: este é, sem dúvida, um mercado promissor. “A cena da música eletrônica, de modo geral, começou a tomar proporções grandes em Brasília e atingir um público cada vez maior. Outro ponto que notamos é que o contexto underground deixou de ser uma versão ‘fundo de quintal’ e passou a atrair diversos públicos. Podemos dizer que os eventos passaram de formatos informais para profissionais”, destaca Henrique Ferreira.

De acordo com Henrique, o ramo da música eletrônica, em Brasília e em todo o Brasil, está crescendo e os produtores se profissionalizando. “ O cenário como um todo, tanto em Brasília como no Brasil, está em fase de crescimento, os artistas e produtores estão se profissionalizando e buscando ir cada vez mais fundo, observando novas tendências, pesquisando e até proporcionando novas experiência para o público. Não percebemos isso apenas no segmento da música, mas também nas produções dos eventos de modo geral, nas cenografias e performances propostas, nas revistas e blogs e até mesmo nas lojas online do segmento”, ressalta.

Retrospectiva 2017 e expectativas 2018

O ano não poderia ter começado melhor para os sócios da My House, afinal, o ano passado trouxe muitas surpresas e superou as estimativas da equipe, o que contribuiu para as apostas em 2018. Foram três edições em 2017, que aconteceram nos meses de janeiro, julho e novembro e todas elas tiveram recorde de público. “ O ano passado foi muito especial para a My House em vários aspectos. Nós batemos recorde em número de pessoas, trouxemos grandes nomes da música eletrônica internacional e tivemos um excelente feed back”, aponta Henrique.

Para 2018, ano em que a My House completa dez anos, o público pode esperar por eventos especiais. “As edições de 2018 compõe uma trilogia para a grande comemoração dos dez anos da marca. É como se cada uma formasse um capítulo da nossa comemoração, e por isso estão conectadas. As três festas submergirão o público em um mar de experiências únicas que vão brincar com a noção de espaço e tempo. Vale ressaltar, que para compreender e aproveitar 100% dessa experiência que está sendo proposta, é importante estar presente nos três episódios dessa história”, afirma Henrique.

Entre os destaques das próximas edições, estão atrações internacionais e inéditas, experiências visuais incríveis que irão contar com cenografia e performances únicas, além de drinks exclusivos e personalizados, resultado de parcerias com reconhecidos estabelecimentos de Brasília, como Bendito Suco e Taj. “ O nosso objetivo nesse ano, que está começando, é trabalhar para que a edição continue batendo recordes, com a qualidade e profissionalismo que sempre estiveram presentes em nossos eventos”, aponta Henrique.

A primeira delas, a “Under Light Of Evolution”, que acontece no dia 10 de março, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, terá novidades. “Fechamos uma parceria com o Taj Bar Brasília e teremos louges Taj e o bar temático Taj Pharmacy. Além disso, contaremos com uma exclusiva área de backstage. A estrutura, de modo geral, terá uma pegada futurista, com bastante cor e brilho. Entre os nomes para a primeira edição do ano estão Sonny Fodera, Ashibah, Tough Art, Nicolau Marinho, Raul Mendes, Catz n Hood e MKJAY”, adianta Henrique.

Serviço My House – Capítulo 1 – Under Light Of Evolution

Local: Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha

Dados: 10/03

Preço:   a partir de R$50

Pontos de venda: 4evinte (102/103 sul e 310 norte), 5uinto bar (102 norte), Vitorine (Terraço Shopping e Águas Claras Shopping)

 

Número de aposentadorias aumenta ao longo dos anos no Distrito Federal

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Por Marquezan Araújo e João Paulo Machado – Com o decreto presidencial que determinou a intervenção na segurança do Rio de Janeiro, o trâmite da reforma da Previdência foi suspenso no Congresso Nacional. No entanto, especialistas defendem a retomada da discussão do assunto logo que possível. O argumento é de que, o rombo no setor ainda existe, e a quantidade de emissão de benefícios continua aumentando ao longo do tempo.

No Distrito Federal, por exemplo, em 23 anos, a participação de pessoas que recebiam benefícios previdenciários subiu de 5% em 1992, para 10,8% em 2015. Os dados foram levantados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD.

Somente em 2016, o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) no Distrito Federal emitiu 283.769 benefícios. Em todo o país, esse número passou de 33 milhões.

O professor da PUC-Rio e economista da Opus Gestão de Recursos, José Márcio Camargo, explica que o problema do déficit ocorre no âmbito nacional e que, se continuar nesse ritmo, os contribuinte vão sentir ainda mais o impacto.

“O governo federal gasta, hoje, 57% de todas as despesas com aposentadorias e pensões. A reforma vai ter que ser feita. Em algum momento ela vai ter que ser feita. O sistema de aposentadoria brasileiro não e sustentável no curto prazo. E mais, quanto mais tempo demorar, mais dura vai ter que ser a reforma”, afirma Camargo.

Analisando o cenário, o pesquisador da Fundação Getúlio Vargas Fernando de Holanda Filho também entende que a reforma deve ser aprovada o quanto antes.

“Eu acho que a gente está perdendo tempo não discutindo, estamos perdendo tempo não aprovando. Você tem condições muito frouxas de concessão. São vários pontos não sustentáveis ao longo do tempo que precisam ser revistos”, avalia Holanda Filho.

Trâmite interrompido

Recentemente, o governo federal decidiu agir com uma intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, para tentar conter a violência local.

Pela lei, a Constituição não pode ser alterada durante o período da intervenção. Logo, nenhuma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) pode ser aprovada, o que afetou o andamento da reforma da Previdência.

Na volta do recesso parlamentar, o relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), apresentou uma nova versão da matéria. Sem muitas alterações, a novidade ficou por conta da inclusão de pensão integral para viúvos e viúvas de policiais mortos em combate.

A idade mínima para ter acesso à aposentadoria ficou em 62 anos para as mulheres. Já os homens teriam que atingir 65 anos para conseguir o benefício.

O texto também manteve a redução do tempo de contribuição de 25 para 15 anos para trabalhadores da iniciativa privada que desejam se aposentar com valor parcial. Para os servidores públicos, o tempo de contribuição permanece em 25 anos. Nos dois casos, para ter acesso à integralidade do valor das aposentadorias, os trabalhadores terão que contribuir por 40 anos.

As regras para adquirir as aposentadorias rurais e o Benefício da Prestação Continuada (BPC) se mantêm as mesmas, já que o relator não incluiu esses dois pontos na reforma.

Audiência pública sobre poligonais das regiões do DF será em 23 de março

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Encontro entre governo e comunidade ocorrerá no Museu Nacional. Sugestões também podem ser enviadas pela internet. Definição resolverá dúvidas sobre a atuação das administrações regionais e os serviços à população

A segunda audiência pública para debater o projeto de lei complementar sobre os limites físicos das 31 regiões administrativas do Distrito Federal está marcada para 23 de março. Será no Museu Nacional (Esplanada dos Ministérios), a partir das 19 horas.

A primeira audiência foi em 29 de novembro de 2017. Com a definição das poligonais, serão resolvidas dúvidas sobre a atuação das administrações e a prestação de serviços à comunidade.

Para ampliar o acesso ao debate, a consulta também está disponível on-line.

Definição das poligonais vai atualizar o próximo censo demográfico e ajudar no estabelecimento de ações de interesse público, como as campanhas de vacinação

Outro objetivo da medida é atualizar o próximo censo demográfico. O mais recente, de 2010, levou em consideração a existência de apenas 19 regiões.

Além disso, será possível definir endereços para o cadastro territorial e criar o CEP para as localidades ainda não atendidas pelos Correios.

A iniciativa ajuda na elaboração de ações também para a área da saúde, como campanhas de vacinação, de acordo com os dados populacionais.

Após as consultas públicas, as novas poligonais seguirão para análise do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan).

Uma vez aprovado, o Executivo local encaminhará o projeto à Câmara Legislativa. A expectativa é que os distritais recebam o texto ainda no primeiro semestre de 2018.

Audiência pública do projeto de lei complementar das poligonais das regiões administrativas

23 de março (sexta-feira)

A partir das 19 horas

No auditório do Museu Nacional (Conjunto Cultural da República, próximo à Rodoviária do Plano Piloto)

Sugestões também podem ser enviadas pela internet

Minuta do texto está disponível para consulta on-line

Operação Cartão Vermelho faz busca na residência de Jaques Wagner

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O ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) está entre os investigados da Operação Cartão Vermelho, deflagrada hoje (26) pela Polícia Federal para investigar possíveis irregularidades em contratos envolvendo as obras do Estádio Arena Fonte Nova, em Salvador, na Bahia. Um dos mandados de busca e apreensão foram feitos em sua casa, localizada em Salvador, informou por meio de nota o Partido dos Trabalhadores.

Em nota, o PT classificou o episódio como “invasão”, relacionando-o ao que chama de “campanha de perseguição contra o Partido dos Trabalhadores e suas principais lideranças”.

De acordo com a PF, há suspeitas de irregularidades em contratos envolvendo serviços de demolição, reconstrução e gestão do estádio. Um laudo pericial da PF informa que o caso pode ter resultado em um superfaturamento que, em valores corrigidos, superaria R$ 450 milhões.

Segundo a Polícia Federal, grande parte desses recursos teve como destino o pagamento de propina e financiamento de campanhas eleitorais. Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em órgãos públicos, empresas e endereços residenciais dos envolvidos no esquema criminoso.

As suspeitas são de que, na prestação desses serviços, foram cometidas irregularidades como fraude em licitação, superfaturamento, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro.

Na nota divulgada há pouco pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR), a senadora diz que “a sociedade brasileira está cada vez mais consciente de que setores do sistema judicial abusam da autoridade para tentar criminalizar o PT e até os advogados que defendem nossas lideranças e denunciam a politização do Judiciário”.

De acordo com apurações feitas pela PF, as irregularidades beneficiaram o consórcio Fonte Nova Participações (FNP) – formado pelas empresas Odebrecht e OAS. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com o objetivo de localizar e apreender “provas complementares dos desvios nas contratações públicas, do pagamento de propinas e da lavagem de dinheiro”.

Raul Jungmann vai chefiar novo Ministério da Segurança Pública

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O Palácio do Planalto decidiu remanejar o atual ministro da Defesa, Raul Jungmann, para o comando do novo Ministério Extraordinário da Segurança Pública, que será criado por medida provisória a ser assinada hoje (26) pelo presidente Michel Temer.

A informação foi confirmada à Agência Brasil pelo gabinete do Ministério da Defesa e, posteriormente, pelo porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola. No lugar de Jungmann, assumirá o atual secretário-geral do Ministério da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, que já foi chefe  do Estado-Maior do Exército.

Com a pasta da segurança pública, o governo passa a ter 29 ministérios.

Papel do ministério

A criação da nova pasta foi antecipada pelo próprio Temer, na última sexta-feira (23). Na ocasião, o presidente explicou que o ministério vai coordenar as ações de segurança pública em todo o país.

“Esse ministério vai fazer reuniões permanentes com governadores e secretários de segurança”, disse em entrevista ao vivo à Rádio Bandeirantes. E completou: “Esse ministério vai coordenar a área de inteligência, porque também não basta colocar policial na rua com fuzil, precisa desbaratar o crime organizado”, afirmou.

Ao falar sobre a questão financeira, Temer disse que a nova pasta pode implicar mais gastos para administração pública, mas isso se justifica pela importância do trabalho a ser feito na área da segurança.

Currículo

Jungmann está à frente do Ministério da Defesa desde maio de 2016, quando tomou posse prometendo dar prosseguimento aos projetos estratégicos das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica). Durante sua gestão, comandou a organização do emprego de efetivo militar na segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro e o processo de retirada das tropas brasileiras do Haiti. Em setembro de 2016, cerca de 25 mil militares deram apoio logístico à realização das eleições municipais em 409 localidades de 14 estados, garantindo a segurança do pleito.

Jungmann também chefiou ações de reforço militar na segurança pública do Amazonas, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e nos prédios públicos da Esplanada dos Ministérios, durante protestos em maio de 2017, e as ações de varredura e inspeção em presídios estaduais.

Pernambucano, foi eleito deputado federal três vezes; vereador em Recife (PE), onde atuou nas áreas de mobilidade urbana, saúde pública, do meio ambiente e patrimônio histórico-cultural; ex-secretário estadual de Planejamento (1990-1991); ministro do Desenvolvimento Agrário do governo Fernando Henrique Cardozo, além de ter presidido o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.

CONCURSO DA PMDF ABRE INSCRIÇÕES E ESPECIALISTAS DÃO DICAS

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São 2.024 vagas e ainda dá tempo de se preparar

O concurso para a Polícia Militar do Distrito Federal está com inscrições abertas, organizado pelo Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades). São 2.024 vagas no total, sendo 500 vagas imediatas para combatente – 450 para homens e 50 para mulheres. Outros 1.350 postos de reserva para homens e 150 para mulheres. A inscrição deve ser feita pelo site da organizadora, até o dia 4 de abril. A taxa é de R$ 88. As provas devem ser aplicadas em 6 de maio. Também foram abertas seis vagas para músico e 18 para corneteiro, com inscrições até 26 de março, e previsão de que as provas sejam aplicadas em 29 de abril.

Segundo especialistas, é hora dos concursandos darem uma reforçada nos estudos. O processo seletivo será realizado em cinco etapas. A primeira inclui prova objetiva e redação, aplicadas a todos os candidatos. Em seguida, são realizados teste de aptidão física, avaliação de exames médicos, psicológicos, investigação da vida pregressa e social do candidato e por fim, para os que se inscreverem para a vaga de especialista, será aplicada prova prática instrumental de música.

O coordenador das turmas da PMDF no preparatório IMP, e especialista em concursos públicos, professor Leandro Antunes,  afirma que este certame vale a pena, pois o aprovado entrará numa das mais “respeitadas e preparadas Corporações Policiais do Brasil”. A expectativa é de que pelos menos 28 mil candidatos se inscrevam. E é por isso que, segundo ele, a preparação precisa começar o quanto antes. “Se o aluno iniciar os estudos agora com disciplina e esforço, ainda consegue se preparar bem para este concurso”, garante.

Ele ensina ainda o método de estudos que passa para os alunos. “Aconselho os concursandos a estudarem todas as disciplinas – um pouco de cada – com a teoria e com exercícios”, explica. E para finalizar, Leandro aconselha: “Se você vai fazer concurso, se prepare com dedicação e perseverança até a posse na Corporação pretendida, sem esquecer que os concursos de carreiras policiais possuem 5 fases eliminatórias”, finaliza.

Outra dica, dessa vez do professor de Direito Penal do IMP Concursos, Carlos Alfama. Ele aconselha aos candidatos sedentários, que inicie já a preparação física. “Uma hora de treino físico por dia é suficiente”, afirma. Para finalizar, Alfama lembra que o concurso da PMDF costuma nomear um número muito alto de candidatos, e aconselha:  “Faça o seu melhor. Colocando o nome na lista de aprovados, você tem grandes chances de ser nomeado”.

Receita Federal libera hoje programa do Imposto de Renda Pessoa Física de 2018

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O programa de preenchimento da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2018, ano base 2017, estará disponível nesta segunda-feira (26), a partir das 8h, no site da Receita Federal. O prazo para a entrega da declaração começa no próximo dia 1º e vai até 30 de abril.

Está obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis, em 2017, em valores superiores a R$ 28.559,70. No caso da atividade rural, deve declarar quem teve receita bruta acima R$ 142.798,50. A Receita Federal espera receber, este ano, 28,8 milhões declarações de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), 300 mil a mais do que em 2017 (28,5 milhões).

A declaração poderá ser preenchida por meio do programa baixado no computador ou do aplicativo Meu Imposto de Renda para tablets e celulares. Por meio do aplicativo, é possível ainda fazer retificações depois do envio da declaração.

Outra opção é mediante acesso ao serviço Meu Imposto de Renda, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), no site da Receita, com uso de certificado digital.

Também estão obrigadas a declarar as pessoas físicas: residentes no Brasil que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; que obtiveram, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens e direitos, sujeito à incidência do imposto ou que realizaram operações em bolsas de valores; que pretendem compensar prejuízos com a atividade rural; que tiveram, em 31 de dezembro de 2017, a posse ou a propriedade de bens e direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; que passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês e assim se encontravam em 31 de dezembro; ou que optaram pela isenção do IR incidente sobre o ganho de capital com a venda de imóveis residenciais para a compra de outro imóvel no país , no prazo de 180 dias contados do contrato de venda.

Multa por atraso

A multa para quem apresentar a declaração depois do prazo é de 1% por mês de atraso sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20%.

Deduções

As deduções por dependente estão limitadas a R$ 2.275,08. As despesas com educação têm limite individual anual de R$ 3.561,50. A dedução de gastos com empregadas domésticas é de R$ 1.171,84.

Novidades deste ano

O painel inicial do sistema terá informações das fichas que poderão ser mais relevantes para o contribuinte durante o preenchimento da declaração.

Neste ano, será obrigatória a apresentação do CPF para dependentes a partir de 8 anos, completados até o dia 31 de dezembro de 2017.

Na declaração de bens, serão incluídos campos para informações complementares, como números e registros, localização e número do Registro Nacional de Veículo (Renavam).

Também será incluída a informação sobre a alíquota efetiva utilizada no cálculo da apuração do imposto.

Outra mudança é a possibilidade de impressão do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) para pagamento de todas as cotas do imposto, inclusive as que estão em atraso.

Bloco que caiu do viaduto do Eixão foi demolido e removido

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Coleta do material terminou na tarde do domingo (25) para ser reaproveitado em meios-fios e tampas de boca de lobo

A demolição e remoção do bloco que caiu do viaduto do Eixo Rodoviário de Brasília (Eixão) em 6 de fevereiro terminou neste domingo (25). Os trabalhos começaram na tarde do sábado (24) e seguiram por toda a noite e madrugada.

Retirada do bloco do viaduto e limpezad a área no Eixão Sul foi finalizada na tarde deste somingo (25). Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
Retirada do bloco do viaduto e limpeza da área no Eixão Sul foi finalizada na tarde deste domingo (25). Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Um martelete mecânico acoplado a uma máquina de grande porte quebrou a estrutura demolida, enquanto outro trator removeu os entulhos para os caminhões.

Durante a demolição, foi preciso parar o martelete mecânico algumas vezes para recuperar os três carros e equipamentos de um restaurante que ficaram embaixo do bloco. O trator se afastava para que os trabalhadores pudessem se aproximar dos escombros e tirar os materiais.

No caso dos carros, uma retroescavadeira puxava os destroços por baixo do bloco. Os dois Pálios e a Hilux tiveram perda total. Mas foi possível tirar mochilas, roupas, documentos e carteiras que estavam no restaurante.

Às 17h30 de sábado, a quebra do bloco começou e durou nove horas e 15 minutos ininterruptos. Depois de terminada a demolição, a remoção do entulho seguiu até as 4 horas, quando os funcionários da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) fizeram uma pausa.

200 toneladas de entulhos removidos em 10 horas

Das 6h30 às 13h40, a limpeza de cerca de 200 toneladas de entulho foi finalizada. Os materiais foram levados por 46 caminhões para serem triturados pela Novacap e reaproveitados em meios-fios, tampas de boca de lobo e outros equipamentos.

A remoção foi necessária porque o bloco desabado não poderia ser reutilizado no viaduto. Mesmo que pudesse, ainda não foi decidido se a estrutura será demolida ou reforçada.

“O bloco agora não tem mais função estrutural. O que podemos conseguir dele são materiais pequenos”, explicou o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do DF, Márcio Buzar.

Em qualquer dos casos, era necessário remover a peça caída para dar continuidade às obras no viaduto. Segundo Buzar, a previsão é que o grupo criado para determinar os trabalhos apresentará uma nota técnica esta semana.

“Com base em análises, o grupo de trabalho vai determinar os procedimentos seguintes. Ou pela demolição (total), ou pela recuperação (da parte danificada) do viaduto”, justificou o diretor.

Para poder efetuar a demolição, foi preciso fazer o escoramento tanto nas partes do viaduto ainda de pé como no bloco caído. O fim de semana foi escolhido porque o fluxo de carros e pessoas nas proximidades seria reduzido.

O trator quebrou o bloco por alvéolos – cilindros que percorrem a estrutura no sentido da via da qual fazia parte – do lado externo para o interno. Desse modo, foi mais fácil para o equipamento cortar os pedaços de aço que ainda ligavam ao resto do viaduto.Assim que o bloco caiu em 6 de fevereiro, o governo de Brasília iniciou os planos emergenciais para a manutenção do viaduto. Primeiro o trânsito da via foi alterado para que os trabalhos de escoramento pudessem ser feitos.

Também foi preciso fazer um monitoramento de outras estruturas que têm a mesma idade do viaduto, como a ponte do Bragueto e a ponte Honestino Guimarães.

Mostras da estrutura foram recolhidas para análise pela Universidade de Brasília (UnB), que ajudarão a determinar o que será feito com a obra. As hipóteses são reconstruir a parte que desabou, ou demolir o restante e reconstruir toda a pista.