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NutriCoaching Kids dá dicas de como combater a Obesidade Infantil

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Problema crescente nas famílias contemporâneas, a obesidade na infância precisa ser olhada de forma cuidadosa. Hipertensão e Diabetes do Tipo 2 são cada vez mais comuns entre os pequenos

Uma das mais completas pesquisas sobre Obesidade Infantil, feita em 2008 pelo IBGE, revelou que uma em cada três crianças brasileiras, de até cinco anos de idade, estão com sobrepeso. Destas, 20% estão com obesidade. O que mais assusta nutricionistas e profissionais de saúde de forma geral é que a obesidade não é o principal problema, mas os fatores associados, como crianças de dois anos com hipertensão e diabetes do tipo 2. “Até a década de 70, crianças sofriam de desnutrição e chegavam a morrer de fome. Hoje, devido a vários fatores, o quadro se inverteu e temos esta realidade”. O alerta é da nutricionista Mariana Olival, da NutriCoaching-Kids.

A NutriCoaching-Kids trabalha, prioritariamente, com a questão de mudança de comportamento, que para o público infantil é ainda mais determinante do que para o público adulto. Afinal, é entre dois e três anos que se forma o comportamento alimentar. Para a nutricionista, normalmente, o que consegue se conquistar de bons hábitos alimentares nessa idade são os que conseguem se perdurar até a vida adulta. “Basicamente, trabalhamos a qualidade nutricional e mudança significativa de comportamento nutricional”, pontua Mariana.

As crianças têm um modelo de aprendizagem, descrito na literatura, que se chama Modelagem. O que significa que ela aprende por meio de exemplos. Nesta fase de formação de comportamento alimentar, ela convive praticamente todo o tempo com a família. Então, nesse contexto, os pais têm um papel determinante na formação do comportamento alimentar da criança, tanto no que se consome em casa, quanto fora de casa.

Idades mais críticas – O comportamento alimentar começa a ficar crítico quando ela começa a andar. A criança começa a descobrir o mundo ao seu redor, porém é a partir dos dois anos que a criança começa a negar tudo e apresentar dificuldade de aceitação. Aprende a rejeitar alguns alimentos que antes a mãe, ou o responsável, conseguia servir com mais facilidade.

Para Mariana Olival, o que mais se discute nesse modelo de tratamento é a validade daquele modelo biomédico e quantitativo que a gente tinha. “Parece clichê, mas hoje a mudança de comportamento é mais preconizada para o público infantil. Comer respeitando a tradição, não consumir industrializados, comer comida de verdade e, especialmente, usar essas ferramentas de conscientização e mudança de comportamento para uma relação saudável com a comida são o que há de mais moderno na Nutrição. Mas, obviamente, que dependendo do caso pode ser associado ao tratamento fitoterápico e outros. E dieta calculada não é usual”, explica.

Doenças mais comuns – As duas questões mais discutidas em consultório são: “A criança come demais” e “A criança não come nada”.  São dois extremos. O mais frequente é a questão do sobrepeso. Afinal, geralmente, uma coisa leva à outra. Quando a criança não come nada, os pais se desesperam e querem dar qualquer coisa só para manter a criança alimentada; e normalmente as crianças querem comer alimentos que levam ao sobrepeso. A dificuldade que a criança tem de se alimentar é o que a gente chama de seletividade alimentar e é o principal problema na faixa etária de dois a quatro anos. Esta seletividade leva ao extremo da má alimentação e causa doenças como diabetes, hipertensão e uma série de outros problemas precoces.

E como fica o papel da escola nisso? – A escola tem um papel fundamental nesse processo de saúde da criança. Lá é um ambiente que a criança vai programada para aprender coisas, absorver. “Então, ensinar sobre comportamento alimentar na escola é muito fácil da criança assimilar, porque como já foi citado, a criança aprende por modelagem, ou seja, ela aprende no coletivo. A escola é um ambiente fundamental na formação dessa educação alimentar. Inclusive, no tratamento e cultivo de alimentos”, enumera a nutricionista da NutriCoaching-Kids.

Mariana explica que embora exista o PENAI – Programa Nacional de Alimentação Escolar, que regulamenta toda a alimentação escolar, ele não tem muita aplicabilidade, infelizmente. “O PENAI é um programa maravilhoso no papel que deveria ser seguido na sua totalidade”, finaliza.

 

Confira as dez dicas da NutriCoaching para combater a Obesidade Infantil:

 1-) Seja um bom exemplo: Coma legumes, frutas, folhas, grãos integrais junto com a criança! Deixe que ela veja o quanto você aprecia esses alimentos!

2-) Faça compras com as crianças: Leve seu filho a uma feira ou mercado do produtor. Deixe que ele conheça, sinta e escolha o que quer levar para casa aproveitando esse momento para conversar sobre escolhas saudáveis.

3-) Cozinhe com seu filho: Deixe que ele participe do processo, seja escolhendo os ingredientes, lavando, cortando ou arrumando no prato. Incentive que ele crie novas preparações e use a criatividade para nomeá-las! Será um momento muito divertido e instrutivo!

4-) Ofereça a mesma comida para toda a família: Não faça pratos diferentes para cada membro da família. É mais fácil planejar as refeições dessa forma sendo possível agradar a todos com pelo menos um prato!

5-) Recompense com atenção, não comida: Mostre seu amor e sua compreensão com beijos, abraços, conversas e não com comida! Não ofereça doce como recompensa, isso só fará com que seu filho pense que esses alimentos são melhores que os outros. Se a criança não comer, ela não precisa de um substituto como doce, biscoito ou mesmo leite!

6-) Aproveitem o momento das refeições para interagir em família: Conversem sobre coisas engraçadas, sobre o dia, contem histórias, tornem esse momento ainda mais agradável! Desligue a televisão, os celulares, façam com que o momento das refeições seja livre de estresse.

7-) Escute seu filho: Respeite o apetite do seu filho, não seja tão duro com relação aos horários. Por exemplo, se a hora do lanche ainda não chegou e seu filho diz que está com fome, ofereça pequenas porções de fruta. Ofereça água constantemente! Essa regra funciona também para o oposto, se seu filho estiver sem apetite, não o obrigue a comer, não faça comentários negativos e frustrantes. Está tudo bem pular alguma refeição no dia (contanto que a saúde do pequeno esteja normal). Escute, sinceramente, o que seu filho diz!

😎 Limite o “tempo de tela” do seu filho: Televisão, tablet, videogame, celular, computador: tudo isso faz parte da vida das crianças, atualmente. Porém, o recomendado é que elas não passem mais de duas horas na frente da telinha. O tempo de tela está intimamente relacionado a obesidade infantil, além de outros prejuízos.

9-) Encoraje sua família a praticar atividade física: Andar, correr, nadar, pular, enfim, brincar! Atividade física não é, necessariamente, atividade paga! Organize, nos finais de semana, atividades em família e envolva seu filho no planejamento dessas atividades! Isso vai melhorar os laços da família, divertir a todos, e implantar nas crianças o gosto pela atividade física e uma vida mais movimentada e saudável!

10-) Lanche é pra “hora do lanche”: Apesar do ajuste necessário entre o apetite e os horários, comida dever ser oferecida quando a criança está com fome, apenas! Não ofereça petiscos enquanto assiste televisão ou para passar o tempo! As crianças precisam se alimentar ao longo de todo o dia, porém de maneira consciente! Se seu filho quer consumir algo por um motivo que não seja fome, converse com ele e faça com que reflita. Ofereça sempre pequenas porções nas refeições e, caso necessário, deixe que a criança repita.

Saiba como identificar a qualidade de um açaí

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Cor, sabor e textura são aspectos importantes para se observar a qualidade do açaí, mas outras atenções são necessárias

Fruta típica da região amazônica, nos últimos anos o açaí se popularizou e ganhou muitos apreciadores em todo o país. Como consequência, estabelecimentos de venda do produto se multiplicaram em vários estados e passaram a levantar preocupação sobre sua procedência e qualidade. Assim, do consumidor, vem a pergunta: é possível identificar a qualidade do açaí? A resposta é sim.

Três fatores são importantes para isso: cor, sabor e textura. A cor deve ser um roxo vivo. O sabor é forte e característico, mas não deve ser adstringente. Na textura, deve-se observar uma grande quantidade de partículas sólidas. Além disso, quando servido, o açaí não deve se liquefazer de maneira rápida. Se isso ocorrer, é sinal de que houve acréscimo de água na polpa acima do normal. A presença de partículas sólidas, por sinal, é um dos critérios utilizado pelo Ministério da Agricultura para classificar a polpa do fruto em especial, média e popular, sendo a especial de melhor qualidade.

Sobre a tonalidade, Odilon Moura, gerente de franquias da Fast Açaí, adverte que o consumidor deve desconfiar de produtos de açaí de cor marrom. “Essa tonalidade indica alto grau de oxidação da polpa e, consequentemente, a perda de muitos benefícios originais do fruto.”, explica. No entanto, a cor roxa também não é um indicativo seguro. “Alguns estabelecimentos usam corantes artificiais para mascarar a baixa qualidade do açaí, o que o torna também prejudicial à saúde”, alerta o gerente.

Segundo Odilon, todos esses fatores são importantes, mas devem estar associados outro tipo de atenção. “É essencial procurar um açaí com marca de garantia de qualidade, como o Selo do Alimento Confiável (SIAEG). Este selo é a garantia de que todo o processo de beneficiamento do produto foi feito sob um rígido controle de segurança alimentar e de qualidade”, destaca o profissional.

Já as empresas e os vendedores de açaí devem se atentar também a aspectos importantes, como a origem da matéria-prima. “Nós só compramos matéria prima de fornecedores homologados, que passam por um rigoroso processo de controle de qualidade e segurança. É essencial priorizar isso”, conta Odilon, ao destacar que também não trabalha com adição de corantes artificiais, como o caramelo IV, ou mesmo conservantes.

Dificuldades orçamentárias da UnB serão discutidas em audiência na sexta-feira

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As restrições orçamentárias por que passa a Universidade de Brasília (UnB) serão tema de audiência pública da Comissão Senado do Futuro (CSF). O deficit nas contas esperado para 2018, de acordo com a universidade, é de R$ 92,3 milhões. A possibilidade de demissões já resultou em greve de terceirizados e na ocupação da reitoria por alunos da instituição. A audiência está marcada para sexta-feira (4), às 14h30.

Em carta recente à comunidade, a reitoria da UnB, Márcia Abrahão Moura, alega que reduções orçamentárias estão sendo impostas às universidades públicas federais em geral e à Universidade de Brasília. O Ministério da Educação (MEC), por sua vez, alega que não houve cortes em 2018 e que o orçamento da UnB para este ano é maior do que o de 2017.

No requerimento para a audiência, o presidente da comissão, senador Hélio José (Pros-DF), afirmou que as restrições podem comprometer a prestação de serviços à comunidade, a qualidade dos cursos oferecidos e a manutenção de pesquisas científicas.

Convidados

Além da reitora da universidade, foram convidados representantes do Ministério da Educação, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, das associações dos docentes e dos servidores da UnB, dos centros acadêmicos e do Comitê em Defesa da UnB.

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

Participe:

http://bit.ly/audienciainterativa

Portal e-Cidadania:

www.senado.gov.br/ecidadania

Alô Senado (0800-612211)

Supremo vota hoje restrição ao foro privilegiado

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O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje (2) o julgamento sobre a restrição ao foro por prorrogativa de função, conhecido como foro privilegiado, para deputados e senadores. Até o momento, há maioria de oito votos a favor, portanto faltam as manifestações de três ministros. No entendimento dos favoráveis, os parlamentares só podem responder a um processo na Corte se as infrações penais ocorreram em razão da função e cometidas durante o mandato. Caso contrário, os processos deverão ser remetidos para a primeira instância da Justiça.

O julgamento começou no dia 31 de maio de 2017 e foi interrompido por dois pedidos de vista dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Tóffoli, que será o próximo a votar. O relator, Luís Roberto Barroso, votou a favor da restrição ao foro e foi acompanhado pelos ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Fux e  Celso de Mello. Faltam os votos de Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

De acordo com o voto de Barroso, o foro por prerrogativa dos deputados, previsto no Artigo 53 da Constituição, deve ser aplicado somente aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas. O voto do ministro também prevê que o processo continuará na Corte se o parlamentar renunciar ou para assumir um cargo no governo após ser intimado para apresentar alegações finais.

Gargalo

Com base no estudo Supremo em Números, o tempo de tramitação de uma ação penal em 2016 foi de 1.377 dias, maior que o registrado em 2002, quando o processo era julgado em aproximadamente 65 dias.

Entre 2012 e 2016, das 384 decisões tomadas em ações penais, a declinação de competência, quando o parlamentar deixa o cargo e perde o foro no STF, representou 60% dos despachos, enquanto as absolvições chegaram a 20%. Condenações ficam em apenas 1%.

Lava Jato

Mesmo com a finalização do julgamento, a situação processual dos deputados e senadores investigados na Operação Lava Jato pelo STF deve ficar indefinida, e as dúvidas serão solucionadas somente com a análise de cada caso. Os ministros terão de decidir se parlamentares vão responder, na própria Corte ou na primeira instância, às acusações por terem recebido recursos ilegais de empreiteiras para financiar suas campanhas.

Iniciado em maio, o julgamento de hoje é baseado no caso do prefeito de Cabo Frio (RJ), Marcos da Rocha Mendes (MDB), que chegou a ser empossado como suplente do deputado cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ). Porém, Marcos da Rocha Mendes, cujo nome político é Marquinho, renunciou ao mandato parlamentar para assumir o cargo no município. Ele respondia a uma ação penal no STF por suposta compra de votos, mas, em função da posse no Executivo municipal, o processo foi remetido para a Justiça. No último dia 24, Mendes teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Investimento com privatização pode gerar até R$ 14 bilhões ao ano à Eletrobras

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Por Hédio Júnior – A privatização da Centrais Elétricas Brasileiras S.A , a Eletrobras, deve gerar à companhia de energia investimentos de até R$ 14 bilhões ao ano. Esses recursos são apontados pela atual direção da estatal como fundamentais para a sobrevivência da empresa. A arrecadação atual estaria batendo a casa dos R$ 4 bilhões ao ano.

Na Câmara dos Deputados, há a expectativa do relator da comissão especial que avalia essa privatização, deputado José Carlos Aleluia, do DEM da Bahia, de que o seu parecer sobre o assunto seja apresentado para votação, no mais tardar, até o fim do mês. O colegiado tem realizado audiências públicas desde a semana passada com autoridades ligadas ao setor de energia elétrica no país.

A Eletrobras é a maior companhia de capital aberto do ramo na América Latina. O governo defende que parte do capital da empresa seja vendido ao mercado privado, mantendo a União como principal e maior acionista. Esse percentual público seria de cerca de 40%. Diante disso, nenhum outro grupo acionista poderia somar mais de 10% das ações.

Presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior destaca que privatizar parte da empresa ajudará com que ela saia da crise com chances e perspectivas de crescimento superiores às que têm atualmente. “Na área de energia, esses valores dão conta de investimentos que corresponderiam a Eletrobras na casa de R$ 14 bilhões por ano. É o que ela deveria fazer para manter sua participação no mercado. Hoje, ela só é capaz de fazer R$ 4 bilhões. A principal razão é dizermos: nós não temos capacidade financeira e isso pode, obviamente, comprometer o próprio crescimento da economia brasileira”, defendeu.

Relator da comissão, José Carlos Aleluia disse que não há porque estender muito as discussões e que apresentará logo seu parecer sobre a proposta de privatizar a Eletrobras.
“Nós faremos mais duas audiências e entraremos para votação do relatório. Eu não vejo porque atrasar mais”, disse o parlamentar.

A Comissão Especial de Desestatização da Eletrobras tem audiências programadas para esta semana. Outro ponto que tem sido discutido é a manutenção do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) e as atividades de pesquisa e desenvolvimento no setor elétrico brasileiro.

Biometria facial é obrigatória em 100% dos ônibus de Brasília

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Com o uso da tecnologia, que ajuda a inibir fraudes no sistema de transporte coletivo público de Brasília, já foram suspensos 7 mil cartões do Bilhete Único

O equipamento de biometria facial, antes utilizado em apenas alguns ônibus do Distrito Federal, tornou-se obrigatório em todas as catracas da frota que atende o transporte público brasiliense — cerca de 2,8 mil veículos.

Com o uso da biometria facial, que ajuda a inibir fraudes no sistema de transporte coletivo público de Brasília, já foram suspensos 7 mil cartões do Bilhete Único
Com o uso da biometria facial, que ajuda a inibir fraudes no sistema de transporte coletivo público de Brasília, já foram suspensos 7 mil cartões do Bilhete Único. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Conforme portaria publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta quarta-feira (2), as operadoras deveriam ter instalado a tecnologia até segunda-feira (30 de abril).

A fiscalização — para verificar se todos os coletivos já cumpriram a norma — caberá à Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle, da Secretaria de Mobilidade.

Segundo o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), as concessionárias só receberão repasse do governo referente às gratuidades dos passageiros que passarem pelo equipamento.

Os custos da tecnologia são arcados pelas próprias empresas (Marechal, Pioneira, Piracicabana, São José e Urbi)

A biometria facial faz parte do Bilhete Único, lançado em setembro do ano passado — que integra o Programa de Mobilidade Urbana do DF, o Circula Brasília.

Com o recurso — que começou a ser implementado em fase de testes em maio de 2017 —, o governo já suspendeu 7 mil cartões do Passe Livre Estudantil e de pessoas com deficiência.

De acordo com o DFTrans, a medida foi tomada porque foram identificados passageiros que utilizavam o benefício indevidamente.

“Tivemos casos de empréstimo para familiares, pessoa sem deficiência usando a gratuidade de quem tem direito e até cartões sendo vendidos em terminais rodoviários”Marcos Tadeu de Andrade, diretor-geral do DFTrans

“Tivemos casos de empréstimo para familiares, pessoa sem deficiência usando a gratuidade de quem tem direito e até cartões sendo vendidos em terminais rodoviários”, exemplifica o diretor-geral do DFTrans, Marcos Tadeu de Andrade.

Segundo ele, a fiscalização do uso correto do cartão do Bilhete Único é importante para garantir, principalmente, que os usuários com direito à gratuidade — 34% do total — não sejam prejudicados. Desses, 300 mil são estudantes e 65 mil, pessoas com deficiência.

“Se o benefício for utilizado apenas por quem tem direito, esperamos uma economia de, pelo menos, R$ 20 milhões ao ano”, ressalta o diretor-geral do DFTrans.

Entenda como funciona a biometria facial nos ônibus

Acima dos validadores, onde os passageiros passam o cartão, há câmeras que captam imagens de quem passa pela catraca. Por meio de um software, elas são comparadas com as fotos cadastradas no sistema.

Quando o programa automaticamente detecta divergências — ou seja, alerta que as imagens não coincidem —, faz-se uma análise visual para confirmar se é caso de fraude.

Se confirmada a irregularidade, o benefício é suspenso e se abre um processo administrativo em que o usuário tem direito ao contraditório e à ampla defesa. Se ainda assim os esclarecimentos forem insatisfatórios, o cartão é bloqueado.

“Após esse bloqueio, se for estudante, o benefício só poderá ser pedido novamente no semestre letivo seguinte e, se for pessoa com deficiência, em 12 meses”, detalha o diretor-geral do DFTrans.

Como a biometria facial foi introduzida no transporte público de Brasília

Parte das diretrizes previstas na regulamentação do Sistema de Bilhetagem Automática, a tecnologia da biometria facial no transporte público começou a ser usada em fase de teste em maio de 2017.

A Linha 110 da empresa Piracicabana, que faz o trajeto Rodoviária-Universidade de Brasília (UnB), foi a escolhida para experimentar o novo sistema.

Em menos de dois meses de experiência, em dez ônibus dessa linha, o governo de Brasília identificou o uso irregular de 2 mil cartões de Passe Livre Estudantil. A quantidade representava mais de 11% dos 17.574 usuários que utilizaram o cartão nesses coletivos no mesmo período.

Diante desse resultado, o governador Rodrigo Rollemberg anunciou, em novembro, que o recurso para evitar fraudes no transporte público seria estendido a 100% dos ônibus.

Na ocasião, para demonstrar a eficiência do equipamento, cinco carros com a biometria facial foram expostos na área externa do Palácio do Buriti, e o próprio governador passou pela catraca de um deles para testar a identificação por meio de imagens.

Em janeiro deste ano, a frota que atende o transporte público brasiliense começou a ser renovada com a entrega de 50 veículos. Segundo a Secretaria de Mobilidade, os novos modelos já vieram com a biometria facial.

Banco de Brasília reduz taxas do Crédito Imobiliário

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As taxas de juros variam a partir de 8,60% a.m, com prazo para pagamento de até 360 meses
 
Alinhado aos movimentos do mercado, o BRB reduziu as taxas de juros de todas as suas linhas de financiamento imobiliário.
 
O superintendente da área financeira do BRB, Nelson Cavallari, explica que a diminuição da taxa SELIC, em patamar inferior a 8,5%, provocou alteração na remuneração dos depósitos de poupança, funding natural do crédito imobiliário.
 
“A partir desse momento, a poupança passou a remunerar seus aplicadores em 70% da SELIC , que vem sendo reduzida a cada reunião do COPOM. Coerentemente com a redução do custo do recurso utilizado, o BRB também reduziu a taxa de juros cobrada nos financiamentos habitacionais, alinhando seus produtos aos principais players do mercado”, afirmou Cavallari.
 
Crédito Imobiliário no BRB
O Crédito Imobiliário no BRB disponibiliza linhas de crédito para pessoas físicas e jurídicas e pode ser utilizado no financiamento de imóveis novos e usados, residenciais e comerciais. As taxas de juros variam a partir de 8,60% a.m, com prazo para pagamento de até 360 meses (30 anos). Além disso, o percentual máximo financiado é de 80% do valor do imóvel.
 
Para financiar imóveis do Banco
Em se tratando de financiamento de imóveis do Banco, as taxas são ainda menores: iniciam em 7,74% a.m, com percentual de financiamento de até 95% do valor do imóvel.
 
“Essa é outra excelente oportunidade para quem deseja comprar um imóvel, seja residencial ou comercial. No caso de financiamento de imóveis residenciais por pessoas físicas, ainda, existe a possibilidade da utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Além disso, as parcelas são decrescentes, corrigidas pelo Plano de Correção Mensal e Sistema de Amortização Constante (PCM/SAC)”, destacou a Diretora de Gestão de Pessoas e Administração do BRB, Kátia Peixoto.
 
Outro ponto interessante é a possibilidade de composição de renda, ou seja, existe a opção também de composição da renda familiar (de duas ou mais pessoas em regime de co-propriedade).
 
O Banco possui imóveis localizados no Distrito Federal e na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE). A lista completa desses imóveis está disponível no site do BRB www.brb.com.br > Licitações > Venda de Imóveis BRB, ou por meio do link https://portal.brb.com.br/para-voce/escolha-certa/licitacoes/venda-de-imoveis-brb. Interessados podem, também, fazer simulações de financiamento por meio do site.

Seleção brasileira de hip hop faz apresentações gratuitas em escolas do DF

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Foto: Kiko Sanches

A partir de maio, integrantes da seleção brasileira de hip hop, membros da Cia de Dança Have Dreams, se apresentam gratuitamente em escolas públicas e particulares do Distrito Federal com o espetáculo “Resiliência”, que foi estrelado pela primeira vez em 2016. A montagem, que passará por pelo menos seis instituições de ensino, traz a temática da resistência e da mudança pessoal como forma de evolução humana.

Os primeiros alunos a assistirem ao espetáculo são os do colégio Colégio Seriös, localizado no Setor de Habitações Coletivas Sul. A apresentação acontecerá em 4 de maio, a partir das 9h, e terá duração de 45 minutos. Na ocasião, aproximadamente 30 profissionais se revezarão no palco, trazendo uma coreografia com influência de danças urbanas e contemporâneas.
Originalmente, os bailarinos usam elásticos para criar os movimentos, mas, para que fosse possível a apresentação nas escolas, eles tiveram de adaptar a estrutura. Por isso, afirmam terem treinado ainda mais para executar os passos sem ajuda de apoios.
O coordenador do projeto, Dilvan Rodriguez, explica que as expressões corporais colocadas em cena refletem as passagens da vida real, com perdas, desilusões, separações e outros acontecimentos inevitáveis.
“Queremos provocar no expectador uma indagação interna: qual é a minha capacidade de recuperação?”, sugere Rodriguez. “Fato é que quanto maior flexibilidade que uma pessoa possui, menos ela sofrerá com adversidades da vida”, completa.
Depois de passar pelo Seriös, é a vez dos estudantes do Centro Educacional Asa Norte (Cean) assistirem à apresentação. Na sequencia, o Colégio Elefante Branco, na Asa Sul, e o Marista, em Taguatinga, recebem a mostra.
As últimas encenações estão previstas para acontecerem depois de agosto – mês em que o grupo representa o Brasil no World Hip Hop Dance Championship, na cidade de Phoenix, no estado norte-americano do Arisona.
Os dançarinos já têm vaga garantida para a edição 2018 e devem embarcar antes de 5 de agosto o exterior. E essa não é a primeira vez dos profissionais em um campeonato desse porte. Desde 2014, a Cia participa disputas de dança, tanto no Brasil como no exterior.
Rafael Nino, que é o idealizador do Resiliência, afirma que o objetivo dos dançarinos é servir de inspiração para novas gerações. “Queremos mostrar que eles podem sonhar e realizar. Somos prova disso”, pondera. “Temos, também, a oportunidade de levar um espetáculo de música e de arte para dentro de algumas escolas que são tão carentes de eventos culturais como esses”, emenda.
Sobre a Cia Have Dreams
Nascida no DF, em 2010, a Cia Have Dreams foi criada pelo dançarino, coreógrafo e diretor Rafal Nino. Então morador de Ceilândia, Nino se inspirou em um filme chamado ”Escritores da Liberdade” para iniciar o trabalho na dança. O nome do grupo foi tirado da música “I Have a Dream”, que faz parte da trilha sonora do filme.

Artigo: A sabedoria do “Ceiça”

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Por Flávio Resende*

 Cresci, em casa, ouvindo que índio era “bicho preguiçoso”. Até o dia em que o destino me levou a estagiar, aos 18 anos de idade, na Funai. Lá, em contato direto com várias etnias e, sobretudo, escrevendo sobre políticas públicas em defesa destas comunidades, pude entender a complexidade do tema e como este estigma advém dos tempos de descoberta do Brasil.

Meus pais estavam errados. Os pais dos meus pais também. E provavelmente várias gerações que os antecederam. A cultura indígena desconstrói a nossa lógica de acúmulo de bens. Caça-se, hoje, o necessário para manter-se vivo. Em outras palavras, o agora é o que interessa. Amanhã é um outro momento, cheio de variáveis e novas possibilidades. Trocando em miúdos, é só mais uma outra lógica de enxergar a vida.

Ao visitar recentemente comunidades quilombolas, no Jalapão (TO), me deparei com realidade parecida: famílias contempladas pela natureza, com fervedouros em suas terras que atraem a atenção dos turistas maravilhados pelo fenômeno que só ocorre lá. E as benfeitorias? Por que não reinvestem ali parte do que arrecadam para maximizar os lucros com a exploração dos atrativos turísticos? A resposta de um deles – o “Ceiça” – parece frágil sob a nossa ótica capitalista, mas é de uma simplicidade e sabedoria que impressionam: “Pra que? Muita gente sai daqui, corre, corre na cidade grande pra ganhar dinheiro. Luta feito doido e, no tempo livre, volta para a natureza para relaxar no fim de semana e fazer o que mais gosta – pescar. Prefiro ficar por aqui mesmo e seguir pescando todo dia. Assim, encurto o caminho”, responde sorrindo.

 Neste instante, me senti um idiota. Era exatamente o que eu estava fazendo lá. Este desconforto me fez refletir sobre como iria desconstruir esta engrenagem a que fui submetido culturalmente e que me distancia da premissa de que precisamos de muito pouco para sermos felizes. E que as coisas mais estruturantes de nossas vidas não são coisas.

 Em resumo, fica cada vez mais claro que o mundo seria diferente se a nossa cultura privilegiasse o presente em detrimento do que está por vir. Que importância você tem dado à sua presença nas relações e para as escolhas que faz hoje? Por que sentimos necessidade de controlar o amanhã? Até que ponto a nossa ansiedade nos empurra para o futuro e nos desconecta do agora? O quão disposto você está de abrir mão do que a lógica capitalista lhe oferece? É, pelo jeito, o “Ceiça” – aquele mesmo que anda de “motoca” pelas ruelas de Mateiros (TO) e que passa grande parte de suas tardes no aconchego da rede, entre as folhagens de seu paraíso natural, já avançou nestas reflexões. E, numa hora dessas, deve estar entre um cochilo e outro, preocupando-se se no dia seguinte fará sol ou não para receber seus turistas, com um sorriso de orelha a orelha.

  *Flávio Resende é brasiliense, comunicador, jornalista, empresário na área de Comunicação Empresarial, coach ontológico e aprendiz das coisas do sentir e de tudo mais que couber nesta vida.

Adasa homologa reajuste de tarifas de água e de esgoto a partir de 1º de junho

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Segundo a agência reguladora do DF, preços serão corrigidos em 2,99% e valerão até 31 de maio de 2019

A partir de 1º de junho, o valor do serviço de água e de esgoto em Brasília deverá ser corrigido em 2,99%. O ajuste foi homologado nesta segunda-feira (30), por meio de resolução da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa-DF), publicada no Diário Oficial do Distrito Federal.

As tarifas ficam reajustadas em 2,99% — 0,93% referentes ao Índice de Reajuste Tarifário (IRT) e 2,06% referentes à Revisão Tarifária Extraordinária (RTE).

Hoje de manhã, em visita às obras da adutora de água tratada de Santa Maria (DF), o governador Rodrigo Rollemberg disse que vai “avaliar efetivamente a necessidade do reajuste”. Ele ressaltou que o valor é determinado pela Adasa, e não pelo Executivo local.

“O que estamos fazendo são os investimentos necessários para garantir o abastecimento para a população de Brasília”. Como exemplo, Rollemberg citou a inauguração de outras duas intervenções para captação de água: a do Bananal e a do Lago Paranoá.

O que são os dois índices tarifários da Caesb

IRT: concedido anualmente, o índice de reajuste tarifário faz parte do contrato de concessão com a Caesb. O reajuste é definido após estudos baseados, principalmente, nos índices inflacionários.

RTE: a revisão tarifária extraordinária é solicitada pela Caesb para corrigir possível desequilíbrio econômico-financeiro decorrente da crise hídrica no DF e consequente redução de mercado.

De acordo com a legislação vigente e com o contrato de concessão, a Adasa é a responsável por fixar as tarifas praticadas pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Os valores são determinados após a agência analisar os números apresentados pela companhia.

O reajuste anual dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário foi debatido em audiência pública em 23 de abril deste ano e recebeu sugestões pela internet até a mesma data.

Após o reposicionamento tarifário, os consumidores pagarão os seguintes valores, com base no volume gasto em metros cúbicos (m³):

Para atividades residenciais
Faixa de consumo (m³) Tarifa popular (R$) Tarifa normal (R$)
De 0 a 10 2,28 3,04
De 11 a 15 4,25 5,63
De 16 a 25 5,57 7,20
De 26 a 35 10,64 11,64
De 36 a 50 12,83 12,83
Acima de 50 14,07 14,07

 

Para atividades comerciais, públicas e industriais
Faixa de consumo (m³) Tarifa comercial e pública (R$) Tarifa industrial (R$)
De 0 a 10 7,70 7,70
Acima de 10 12,74 11,62

De acordo com a atividade exercida pela unidade consumidora, os tipos de tarifas de água são divididos em:

  • residencial (inclui templos religiosos ou entidades declaradas de utilidade pública pelo governo de Brasília e construções de casa própria sob encargo do proprietário)
  • comercial (engloba atividades não previstas nas outras categorias e água para irrigação)
  • industrial
  • pública (órgãos e entidades da administração direta e indireta do Distrito Federal, dos municípios e dos estados, da União, organizações internacionais e representações diplomáticas)

No serviço de esgoto, o cálculo das faturas, com base no abastecimento de água, tem duas categorias:

  • para sistema convencional de esgotamento sanitário (que varia de 50% a 100% da cobrança da água)
  • para sistema condominial (100% na rede própria externa e 60% na interna)

A tarifa popular é aplicada para famílias de baixa renda cadastradas em programas sociais do governo.