Início Site Página 2555

Empresa aérea chilena de baixo custo inaugura voo para o Brasil

0

Por Cristina Indio do Brasil

O Rio de Janeiro recebeu, hoje (5), o primeiro voo low cost [de baixo custo] vindo de Santiago, no Chile, pela companhia chilena Sky Airline, que passará a operar, a partir desta segunda-feira, seis voos semanais no Aeroporto Internacional Galeão/Antonio Carlos Jobim, na zona norte da cidade, durante toda a temporada de verão até março.
Do Chile, os aviões do modelo Airbus A320 Neo, com capacidade para 186 passageiros, saem do Aeroporto Internacional Comodoro Arturo Merino Benítez, na região metropolitana de Santiago. Amanhã será inaugurado o voo para Florianópolis e no dia 3 de dezembro para São Paulo, ligando essas cidades a Santiago.

O presidente da empresa, Holger Paulmann, informou que as tarifas para o Rio e São Paulo partem do equivalente a US$50 por trecho. “Mas vamos buscar com o tempo a forma de poder seguir baixando o preço”, disse acrescentando que para Florianópolis como é o trajeto é mais curto o valor partirá de US$ 39 cada trecho. Entre as características da empresa aérea de baixo custo estão o espaço menor para bagagens de mão e entre as poltronas, além da não oferta de refeição.

Segundo o CEO da Sky Airline, a empresa pensa em uma primeira etapa tentar expandir o número de voos para o Brasil e, no próximo passo, definir outros destinos para aumentar a conectividade no Brasil. “Nosso avião, não creio que chegue até o Recife, mas poderia chegar a Salvador, a Porto Alegre e vários outros destinos. Em Florianópolis vamos avaliar se pode ser por todo o ano ou somente na temporada de verão”, informou, destacando que em termos de base tem em seus planos montar uma base no Peru para ser utilizado como hub [centro de conexões de voos] da empresa.

Outros destinos

De acordo com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro, a operação com a companhia de low cost é resultado de uma série de medidas que foram tomadas pelo ministério com a Secretaria Nacional de Aviação e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para uniformizar a regra aqui no Brasil já utilizada em outros países, entre elas, o custo de bagagem cobrada em separado ao passageiro. Antes, estava embutido na tarifa.

“Isso demonstra que essa ação do Ministério dos Transportes está correta para aumentar a concorrência. Com esse aumento de concorrência, essas empresas, que já fazem esses trechos, vão também reduzir os seus custos e melhorar o preço para todos os usuários de transporte aéreo”, apontou.

Voos regionais

O aprimoramento da legislação do setor e a tentativa de igualar a alíquota do ICMS do querosene da aviação (QAV) nos estados brasileiros também contribuíram para a redução de custos das empresas. Além disso, o governo está contando com a aprovação, na Câmara, do projeto de lei que trata da abertura de capital das empresas aéreas brasileiras.

“Possibilita que empresas como a Sky e a Norwegian, de baixo custo estabeleçam as suas bases aqui também no país para fazer inclusive voos regionais. Essas empresas podem vir dos seus países aqui para o Brasil, mas não podem fazer as interconexões regionais. Com essa abertura, poderiam ter as bases e se tornarem também empresas brasileiras, baixando o custo de voos regionais. Isso vai trazer mais competitividade para o setor e para o usuário”, contou.

O ministro destacou que já foi feito um esclarecimento com os parlamentares para a aprovação da medida. “Isso está pautado para quarta-feira [dia 7]. Espero que tenha quórum para colocar em votação. A gente fez uma boa conversa com os parlamentares mostrando os benefícios para o país. Outros países da Europa já utilizam isso, a Argentina conseguiu investimentos com essa abertura. Isso demonstra que é uma medida acertada”, apontou.

Para Luiz Rocha, presidente do RIOgaleão, consórcio que administra o aeroporto, com a expectativa de retomada do crescimento da economia brasileira, outras companhias podem seguir o caminho da Sky Airlines.

“Do ponto de vista de passageiros internacionais, na realidade, houve até um crescimento. Mesmo este ano, com a queda da economia, tivemos crescimento de passageiros internacionais. Estamos confiantes de que a retomada da economia vai permitir um aumento das frequências, assim como temos esperança que, para o próximo ano, também a low cost para a Europa seja confirmada”, observou.

Nomes da equipe de transição são publicados no Diário Oficial

0

Por Pedro Rafael Vilela

Parte da equipe de transição do governo já está nomeada. A lista com os 27 nomes já escolhidos pelo presidente eleito Jair Bolsonaro foi publicada hoje (5) em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Inicialmente, foram definidos 22 assessores, depois incluídos mais cinco que vão atuar sem remuneração. Até o fim desta semana, outros nomes deverão ser agregados.
Bolsonaro pode indicar até 50 pessoas para sua equipe de transição. Na lista, estão alguns nomes já confirmados como futuros ministros, como o economista Paulo Guedes, que vai comandar o superministério da Economia  – que une Fazenda, Planejamento e Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior.Também compõem a equipe de transição o general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira, que assumirá a Defesa; além do astronauta Marcos Pontes, que irá para Ciência e Tecnologia. O advogado Gustavo Bebianno, que estava interinamente como presidente do PSL e um dos principaiscoordenadores de campanha de Bolsonaro, é outro nome que aparece na lista de nomeados.

Lista

Confira os outros integrantes da equipe de transição:

Marcos Aurélio Carvalho, Paulo Roberto, Luciano Irineu Carvalho, Paulo Antônio Spencer Uebel, Arthur Bragança de Vasconcellos Weintraub, Gulliem Charles Bezerra Lemos, Eduardo Chaves Vieira, Roberto da Cunha Castello Branco, Luiz Tadeu Vilela Blumm e Carlos Von Doellinger.

Também foram nomeados hoje Bruno Eustáquio Ferreira Castro de Carvalho, Sérgio Augusto de Queiroz, Antônio Flavio Testa, Carlos Alexandre Jorge da Costa, Paulo Roberto Nunes Guedes, Waldemar Gonçalves Ortunho Júnior, Abraham Bragança de Vasconcellos Weitraub, Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro e Ismael Nobre.

De acordo com o Diário Oficial da União, os seguintes assessores não terão remuneração Alexandre Xavier Ywata de Carvalho, Pablo Antônio Fernando Tatim dos Santos, Waldery Rodrigues Júnior, Adolfo Sachsida e Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque.

Transição

A equipe de transição será coordenada pelo ministro extraordinário Onyx Lorenzoni, já confirmado para a Casa Civil no governo eleito. Segundo ele, além dos 22 nomeados e cinco assessores, até o final desta semana, a equipe deverá sem ampliada com a indicação de novos integrantes, além da cessão de técnicos e servidores de outras áreas, bem como a designação de mais pessoas para compor a transição de forma voluntária.

Todos os nomeados serão automaticamente exonerados dez dias após a posse de Bolsonaro. Os integrantes da equipe de transição poderão dispor de um telefone celular com acesso ao sistema que servirá como base para o governo eleito.

A plataforma, chamada Governa, já é utilizada para troca de informações entre os ministérios. A equipe de transição terá acesso irrestrito às informações das pastas, como dados sobre o governo atual e o que se planeja para 2019 com base no Orçamento previsto para o ano que vem.

*Colaborou Carolina Gonçalves

Reunião de Ibaneis com governadores eleitos de SP e RJ coloca o DF novamente no cenário nacional

0

Por Hamilton Silva

O governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) tem demonstrado habilidade na estratégia macropolítica adotada e no reconhecimento da grandeza do Distrito Federal que irá governar a partir de primeiro de janeiro de 2019.

No fim de semana, Ibaneis esteve com os governadores eleitos dos estados mais importantes da Federação – Rio de Janeiro e São Paulo -, revelando o protagonismo que deseja imprimir ao DF durante sua gestão.

Desburocratizar as máquinas estatais foi o cardápio do almoço de sexta-feira (2). E ainda o desenvolvimento econômico com uma política bem feita, voltado para os mais carentes marcou o encontro dos Estados mais ricos do País com o futuro governador de Brasília, que sabe da importância desses estados para aprovar projetos de interesse da Capital Federal.

O emedebista de perfil democrata viabiliza a participação das bases nas escolhas das Secretarias de Governo, através de indicação numa lista tríplice, amenizando os conflitos causados na gestão de Rollemberg devido à falta de diálogo.

Apesar dos inúmeros e complexos interesses envolvidos, o governador eleito pacifica o debate o que lhe proporciona um tempo de paz nos primeiros meses de governo dando-lhe o tempo necessário para o conhecimento dos números reais da máquina estatal, já que a confiança no atual governador não é integral.

Listas tríplices também serve para a indicação dos administradores regionais, revelando o perfil da futura gestão Ibaneis.

Em outra oportunidade, o governador eleito, disse não influenciar nas eleições da mesa diretora da Câmara Legislativa e que manterá isenção. Mesmo assim, pela maneira como venceu as eleições, de forma esmagadora, deverá ter papel de peso na escolha do novo presidente do Legislativo.

O diálogo marcará sua gestão e se essa característica permanecer durante os quatro anos as chances de um excelente governo é iminente e real depois do fiasco socialista ao ignorar  as forças políticas locais.

Ibaneis já visitou o atual presidente da República e os principais governadores e  deverá se encontrar com Bolsonaro, quarta ou quinta, realçando o perfil diplomático do advogado.

Bolsonaro diz que iniciou intensa agenda para “fazer diferente”

0

Por Akemi Nitahara

Assim como fez nessa sexta-feira (2), o presidente eleito Jair Bolsonaro deixou o condomínio na Barra da Tijuca, por volta das 9h30 de hoje (3), sem informar o destino. Ele seguiu pela Transolímpica e parou no cabeleireiro HJM, em Bento Ribeiro, onde cortou o cabelo. Não se sabe a agenda dele para o dia.

Ontem, ele deixou o condomínio à tarde para visitar o Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (Cadim), que fica na Costa Verde do Rio de Janeiro. Bolsonaro chegou ao local por meio de um barco que partiu de Itacuruçá, em Mangaratiba.

Pelo Twitter, Bolsonaro disse hoje que já iniciou “intensa agenda”, com propostas para “fazer diferente de tudo que governos anteriores fizeram”, incluindo planos para “fomentar a economia, mas principalmente resgatar a confiança do brasileiro e do estrangeiro em nosso Brasil”.

Ontem, no fim da tarde, também no Twitter, afirmou que “por muito tempo, nossas instituições de ensino foram tomadas por ideologias nocivas e inversão de valores, pessoas que odeiam nossas cores e Hino. Hastear uma bandeira do Brasil não tem relação com política, mas com o orgulho de ser brasileiro e a esperança de tempos melhores”.

Mega-Sena pode pagar hoje prêmio de R$ 10 milhões

0

A Mega-Sena pode pagar na noite de hoje (3) um prêmio no valor de R$ 10 milhões para apostadores que acertarem as seis dezenas do concurso 2.094. O sorteio será realizado às 20h, no Caminhão da Sorte, que se encontra no município de Arapiraca (AL).

A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília), em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas do país. Também é possível jogar pelo computador, tablet ou smartphone. Para isso é preciso ter mais de 18 anos e preencher o cadastro na plataforma de Loterias Online da Caixa Econômica Federal.

Segundo cálculos da Caixa, o prêmio, se aplicado na poupança, renderia quase R$ 37 mil por mês. O valor também seria suficiente para adquirir cinco apartamentos de luxo, com carro na garagem.

Mimguém acertou as seis dezenas no concurso 2.093, realizado quarta-feira (31). Foram sorteados os números 08, 14, 27, 34, 52 e 54.

Mesmo sem aposta contemplada com o prêmio principal, 46 acertaram cinco dezenas, recebendo R$ 33.553,03 cada. Outras 3.177 apostas registraram quatro acertos e levaram, cada uma, R$ 694,02.

Horário de verão começa à meia-noite deste sábado

0

O horário de verão terá início na madrugada deste domingo (4), mesmo dia de aplicação da primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). À meia-noite de hoje (3), os brasileiros das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, que abrangem dez estados e o Distrito Federal, devem adiantar o relógio em uma hora.

Com a vigência do horário especial, o Brasil terá quatro fusos diferentes, uma vez que os estados das regiões Norte e Nordeste permanecerão no horário normal. O ministro da Educação, Rossieli Soares, em entrevista coletiva na última quarta-feira (31) fez um alerta aos estudantes que vão fazer as provas do Enem para que fiquem atentos aos horários. Ele disse que acionou as instâncias responsáveis para que as operadoras não errem na atualização dos relógios, como ocorreu há duas semanas.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) explicou que a alteração do relógio no último dia 21 não ocorreu nas plataformas de rede das operadoras, e sim em aplicativos externos instalados nos aparelhos, fora do domínio de controle dessas operadoras. A entidade reforçou que o horário das plataformas de rede e serviços segue o calendário oficial e que há monitoramento online nos dias de mudança para garantir que a alteração da hora ocorra conforme o esperado.

As provas aplicadas neste domingo serão: Redação Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias. Os estudantes terão cinco horas e meia para fazer o exame.

Os portões dos locais de realização do exame serão abertos e fechados em horários diferentes nos estados, de acordo com o fuso, tendo como referência o horário de Brasília. Confira a programação preparada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para este domingo:

Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo:

12h – Abertura dos portões
13h – Fechamento dos portões
13h30 – Início das provas
19h – Término das provas
Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Tocantins

11h – Abertura dos portões
12h – Fechamento dos portões
12h30 – Início das provas
18h – Término das provas
Amazonas (com exceção de 13 municípios da região sudoeste), Rondônia, Roraima

10h – Abertura dos portões
11h – Fechamento dos portões
11h30 – Início das provas
17h – Término das provas
Acre, Amazonas (13 municípios da região sudoeste: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Jutaí, Lábrea, Pauini, São Paulo de Olivença e Tabatinga)

9h – Abertura dos portões
10h – Fechamento dos portões
10h30 – Início das provas
16h – Término das provas

Enem: bom uso do português será diferencial na redação, diz professor

0
Estudantes fazem a prova do Enem – Foto Wilson Dias/Arquivo Agência Brasil

Por Mariana Tokarnia

A prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deverá ser mais exigente este ano, e os estudantes deverão estar atentos, sobretudo ao uso da língua portuguesa, segundo o coordenador pedagógico do Vetor Vestibulares, Rubens César Carnevale, que foi corretor da redação do Enem por três anos seguidos, de 2014 a 2016.
“O que aparece na correção do Enem é a gramática instrumental. O aluno tem que ser usuário do idioma. Não precisa ser especialista, não tem que saber nomenclatura, mas tem que saber usar”, diz.

Neste domingo (4), os 5,5 milhões inscritos no Enem farão as provas de linguagem, ciências humanas e redação. Terão para isso, o tempo de 5 horas e 30 minutos. O Enem continua no dia 11 de novembro, com as provas de ciências da natureza e matemática.

O rigor da correção, segundo o professor, tem aumentado a cada ano. Em 2018, a previsão é que os corretores estejam mais exigentes, principalmente em relação ao uso da língua portuguesa. Pelo menos duas competências das cinco avaliadas no Enem cobram explicitamente o idioma.

“O Enem tem aperfeiçoado o método de correção. Não tem mais a expectativa de que aconteça o que ocorreu há quatro anos, quando alunos colocavam receitas ou hinos e tiravam nota. A expectativa não é mais essa. O treinamento dos corretores está mais rigoroso. Vai ter treinamento depois da prova. Isso é feito em todas as bancas de vestibular”, afirmou.

Para ir bem na prova, o professor dá algumas dicas, como fazer um rascunho com os principais tópicos que pretende abordar no texto. Além disso, dar atenção ao primeiro parágrafo porque ele vai definir o estilo e a linha de discurso: “O melhor é já causar uma boa primeira impressão”.

Se o tema for polêmico, Carnevale recomenda que os estudantes coloquem a visão contrária para que o avaliador entenda que o autor da dissertação compreende o panorama completo. Apesar disso, ressalta: “O texto deve ter uma conclusão clara e, embora seja possível listar outros pontos de vista na redação, não deve haver dúvida sobre a mensagem que o autor do texto pretende passar”.

Na proposta de intervenção, exigida no texto, o estudante deve deixar claro alguns elementos, primeiro, o agente, que é quem vai tomar a medida; a ação necessária; depois o meio para que seja executada e a finalidade da intervenção. Desde o ano passado, desrespeito aos direitos humanos não é mais motivo para zerar a redação inteira, mas, ainda poderá zerar uma das competências, resultando em perda de 200 pontos.

Capacitação

Em 2018, a correção será de responsabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O preparo dos corretores começou em agosto. Segundo a FGV, todos os supervisores e avaliadores de redação do Enem passaram por uma capacitação a distância por cerca de um mês. A seleção dos melhores foi baseada em uma série de avaliações realizadas ao longo desse curso.

Além da capacitação a distância, os avaliadores também participarão, nos dias 24 e 25 de novembro, de uma capacitação presencial. Antes do início da correção efetiva, eles passam ainda por um pré-teste.

Durante a correção efetiva, que começará no dia 28 de novembro, os supervisores e coordenadores acompanham diariamente o desempenho dos avaliadores por meio de relatórios gerados pelo software de correção, com números em tempo real, para que os alinhamentos ocorram de forma rápida, sem prejuízos aos participantes.

Correção

Os textos serão avaliados por, pelo menos, dois professores, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. A redação será avaliada considerando-se cinco competências. Para cada uma delas, os avaliadores darão uma nota de 0 a 200. A soma desses pontos comporá a nota total de cada avaliador, que pode chegar a 1 mil pontos.

A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores.

Caso as notas atribuídas individualmente pelos avaliadores tiverem uma diferença de mais de 100 pontos, ou a nota de qualquer uma das competências tiver uma diferença de mais de 80 pontos, a redação passará por um terceiro avaliador. Nesse caso, a nota final será a média aritmética das duas notas totais que mais se aproximarem.

Se a diferença continuar depois da terceira avaliação, a redação será avaliada por uma banca presencial composta por três professores, que atribuirá a nota final do participante.

Competências

As competências avaliadas nas redações são:

Competência 1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa. Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.

Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado que respeite os direitos humanos.

Redação nota zero

As redações do Enem receberão a nota zero nos seguintes casos:

Fuga total ao tema;

Não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa;

Caso tenham até sete linhas, tamanho considerado insuficiente;

Cópia integral de um ou mais textos motivadores da Proposta de Redação e/ou de textos motivadores apresentados no Caderno de Questões;

Impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, tais como números ou sinais gráficos fora do texto;

Parte deliberadamente desconectada do tema proposto;

Assinatura, nome, apelido ou rubrica fora do local devidamente designado para a assinatura do participante;

Texto predominantemente em língua estrangeira;

Folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho.

Mais detalhes e exemplos de redações de edições anteriores podem ser acessadas na Cartilha do Participante.

Presidente eleito desautoriza informações de “equipe de Bolsonaro”

0

Por Mariana Tokarnia

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse hoje (2), pelo Twitter, que desautoriza informações divulgadas por “equipe de Bolsonaro”. Segundo ele, tratam-se de especulações sobre os mais variados assuntos.
“Desautorizo informações prestadas junto à mídia por qualquer grupo intitulado “equipe de Bolsonaro”, especulando sobre os mais variados assuntos, tais como CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira], Previdência, etc”.

O posicionamento ocorre após diversas notícias terem sido veiculadas na imprensa com informações atribuídas à equipe de Bolsonaro. Hoje (2), o jornal O Globo publicou que a CPMF pode ser recriada para financiar a Previdência. A notícia foi atribuída à “equipe econômica do presidente eleito”

Ontem (1º), Bolsonaro concedeu a primeira entrevista coletiva após a eleição. Ao contrário do que é usual, apenas as TVs (exceto a TV Brasil) e algumas rádios e sites foram convocados para a entrevista, organizada pela assessoria do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente eleito.

Os jornais impressos (e seus portais online), agências de notícias nacionais e internacionais – inclusive a Agência Brasil – tiveram seus pedidos de credenciamento ignorados. O presidente eleito disse que não pediu para excluir ninguém e que desconhecia quem tinha organizado a coletiva.

Escola de Governo do DF é colocada a serviço da equipe de transição

0

Medida visa à manutenção da segurança das redes e dos sistemas internos do Executivo local. Além disso, 13 integrantes terão cargos vinculados à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão

Por Maryna Lacerda

Com o objetivo de manter a segurança das redes e sistemas internos da administração pública, o governo do Distrito Federal colocou as instalações da Escola de Governo (Egov) à disposição da equipe de transição.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (1º), em reunião com representantes da atual gestão e do grupo de transição do governo eleito, no Palácio do Buriti.

Anteriormente, havia sido cogitado o Centro de Convenções Ulysses Guimarães como espaço para o trabalho dos núcleos de transição. “No entanto, há uma questão de segurança [das redes internas] que precisamos manter”, explicou o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio.

O secretário reforçou também o compromisso do governo com a transparência e a transição harmoniosa. “Não criaremos nenhuma dificuldade, haverá espírito colaborativo”, garantiu.

Para atender aos marcos legais da transição, o governo de Brasília colocará à disposição da equipe 13 cargos da administração pública, mesmo quantitativo da mudança de gestão anterior. Os convocados ficarão vinculados à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão.

Também serão publicados nesta quinta-feira (1º), em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal, 24 relatórios administrativos de diversos órgãos.

A divulgação desses documentos é prevista pela legislação do governo de transição. “Pela lei, temos diversas obrigações. Algumas delas coincidem com o término dos meses de outubro, novembro e dezembro. As do fim de outubro serão publicadas hoje”, afirmou Sampaio.

O governo de transição será dividido em 18 núcleos, com aproximadamente cinco integrantes cada. “Serão nomes técnicos e políticos”, como destacou o coordenador do grupo, Paco Britto, vice-governador eleito do DF.

Imprensa internacional destaca perfil anticorrupção de Sergio Moro

0

Jornais lembram que novo ministro foi responsável pela prisão de Lula

Por Mariana Tokarnia

A indicação do juiz federal Sergio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato, para o cargo de ministro da Justiça repercutiu na imprensa internacional, desde antes mesmo de Moro, aceitar o cargo, o que ocorreu ontem (1º). Jornais estrangeiros apontam que a indicação é uma sinalização de que o Brasil vai intensificar a luta contra a corrupção. Veículos também fazem críticas à conduta do juiz na Lava Jato, dizendo que as investigações teriam dado mais peso às acusações ao PT.
Moro assumirá o superministério da Justiça, que deverá englobar as áreas de Segurança Pública, Controladoria-Geral da União e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A indicação ganhou destaque em veículos como os americanos The New York Times e The Wall Street Journal, o inglês The Times, o espanhol El País, o francês Le Monde, a agência de notícias britânica Reuters e a agência americana Associated Press.

Em artigo intitulado “O juiz brasileiro que condenou Lula aceita cargo na equipe de Bolsonaro”, The New York Times mostra que o juiz é visto como agente importante de combate à corrupção, mas ressalta que na reta final das eleições, ações de Moro beneficiaram o então candidato Jair Bolsonaro (PSL). A Reuters também destaca que o juiz foi responsável pela prisão de Lula, rival do presidente eleito.

No artigo “O novo líder do Brasil escolhe juiz anticorrupção como ministro da Justiça”, The Wall Streeet Jornal afirma que “Moro estará em posição de ajudar a impulsionar as reformas estruturais. Mudanças que ele argumenta há muito são necessárias para combater as causas da corrupção”.

O inglês The Times destacou o fato de Bolsonaro oferecer um emprego no novo governo “para o juiz anticorrupção, cuja investigação levou à prisão de seu rival político”.

Para o El País, a entrada de Moro no Executivo brasileiro marca “um antes e depois nas investigações da Lava Jato”, que afeta “praticamente toda a classe política do Brasil”.

A Associated Press destaca que a decisão “será aclamada por brasileiros ansiosos por uma repressão ao suborno, mas também [será marcada] por uma profunda polarização após uma campanha presidencial contundente”.

Já o jornal francês Le Monde faz um compilado de toda a equipe já anunciada por Bolsonaro no artigo “Brasil: militar, juiz anticorrupção, astronauta…Os futuros ministros do governo Bolsonaro”.

Além de Moro, já estão confirmados no novo governo os ministros da Defesa (general Augusto Heleno), da Ciência e Tecnologia (o astronauta Marcos Pontes), o da Economia (Paulo Guedes) e o da Casa Civil (Onyx Lorenzoni).