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Presidente Bolsonaro negocia novo auxílio emergencial aos informais

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Medida deve substituir auxílio emergencial pago no ano passado

O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta segunda-feira (8) que o governo negocia o pagamento de um novo auxílio aos trabalhadores informais, que sucederá o auxílio emergencial pago desde o ano passado e cujos últimos repasses foram feitos no fim de janeiro. Ainda não há detalhes sobre as regras do benefício nem o valor a ser pago.

No auxílio emergencial criado no ano passado, foram pagas três parcelas de R$ 600 até R$ 1.800 por família (os valores maiores eram destinados a famílias chefiadas por mulheres). O valor do benefício depois foi reduzido para parcelas de R$ 200 cada até o encerramento do programa.

“Estamos negociando com o Onyx Lorenzoni [ministro da Cidadania], Paulo Guedes [ministro da Economia, [Rogério ]Marinho [ministro do Desenvolvimento Regional], entre outros, a questão de um auxílio ao nosso povo, que está ainda numa situação bastante complicada”, afirmou o presidente durante cerimônia de lançamento da Plataforma Participa + Brasil, no Palácio do Planalto.

Sem dar mais informações sobre o auxílio, o presidente ainda ponderou as limitações fiscais do governo para expandir gastos, mesmo na pandemia. “Sabemos, Paulo Guedes, que estamos no limite do nosso endividamento e devemos nos preocupar com isso. Temos um cuidado muito grande com o mercado, com os investidores e com os contratos. Nós não podemos quebrar nada disso, caso contrário, não teremos como garantir realmente que o Brasil será diferente lá na frente”, acrescentou.

Em seu discurso, o presidente voltou a manifestar preocupação com um novo aumento no preço dos combustíveis, mas destacou que não pensa em interferir na Petrobras, que é quem define a política de preço com base na variação dos produtos no mercado internacional. “Jamais nós tabelaremos seja o que for, jamais praticaremos qualquer intervenção na estatal”.

Plataforma

Na cerimônia no Palácio do Planalto, que contou com a participação dos novos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, o governo lançou Plataforma Participa + Brasil, com o objetivo de promover o processo de participação social da sociedade civil nas políticas públicas em discussão no governo. De acordo com a Secretaria de Governo, o portal oferece ao cidadão  canal de comunicação direto com os órgãos federais, incluindo a disponibilização de módulos para divulgação de consultas e audiências públicas, pesquisas e na promoção de boas práticas de governança.

“Vamos centralizar as informações e auxiliar o cidadão a acompanhar, com mais transparência, o processo de tomada de decisões dos órgãos que compõem o Poder Executivo Federal”, explicou o ministro Luiz Eduardo Ramos.

Vacinação no Distrito Federal é ampliada para pessoas a partir de 79 anos

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Para atender o grupo, além dos dois pontos de drive-thru, há, ainda, as 30 UBSs que já ofereciam o serviço, a policlínica do Lago Sul e as quadras poliesportivas do Paranoá e Itapoã | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Decisão foi tomada após a chegada de mais 37,4 mil doses. Dois drive-thrus serão reabertos

Quem tem 79 anos ou mais poderá se vacinar contra a Covid-19 a partir desta terça-feira (9), no Distrito Federal. A Secretaria de Saúde ampliou a vacinação para a população nesta faixa etária, cujo número esperado é de 6.170 pessoas. A decisão foi tomada após reunião do Comitê de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19 do DF, na tarde desta segunda-feira (8).

O secretário adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanchez, esclarece que “o comitê deliberou quanto à necessidade de se ampliar a faixa de idosos a serem vacinados, uma vez que esse público tem uma probabilidade maior de ser acometido pela forma mais grave da doença além da taxa de óbitos ser mais elevada”.

Para atender o grupo, serão reabertos dois pontos de drive-thru – no Parque da Cidade, estacionamento 13, e no Shopping Iguatemi. Eles se juntam às 30 unidades básicas de saúde que já ofereciam o serviço, à policlínica do Lago Sul e às quadras poliesportivas do Paranoá e Itapoã. O drive-thru da Unieuro também não foi desativado e funcionará normalmente.

Os drive-thrus funcionarão das 9h às 17h e as demais salas de vacina das 8h às 17h. Veja todos os pontos de vacinação aqui.

CoronaVac

A pasta previa abrir a vacinação, nesta semana, para pessoas com 75 anos ou mais. No entanto, não recebeu um quantitativo de doses da vacina CoronaVac suficiente para atender à população dessas faixas etárias, estimada em mais de 38 mil pessoas. O Ministério da Saúde enviou 37,4 mil doses da CoronaVac no último domingo (7), e metade desse estoque será reservado para aplicação da segunda dose. Além disso, 5% da remessa fica estocada para suprir eventuais perdas.

Desta forma, continuam sendo vacinados profissionais da área de saúde da linha de frente, pessoas com 60 anos ou mais institucionalizados, indígenas, pacientes de AD2 e AD3 e cuidadores – 1 por paciente -, e servidores da rede pública).

101.133 pessoasjá haviam sido vacinadas com a primeira dose das vacinas CoronaVac e Covishield, até as 19h desta segunda-feira, no DF

Balanço

Até as 19h desta segunda-feira, o DF já havia vacinado 101.133 pessoas com a primeira dose das vacinas CoronaVac e Covishield. A aplicação da segunda dose começou nesta segunda-feira (8) e, até o momento, 466 pessoas foram vacinadas.

A Região de Saúde Central foi a que mais aplicou a primeira e segunda doses do imunizante. Ao todo, 38.657 pessoas receberam a primeira dose e 135 foram imunizadas com a segunda dose. O balanço completo pode ser acessado aqui.

O Distrito Federal já recebeu 162.560 doses da CoronaVac – produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac – e 41,5 mil doses da vacina Covishield – desenvolvida pela universidade inglesa de Oxford, com a farmacêutica sueco-britânica AstraZeneca.

Cerca de 5% das doses das vacinas são reservadas tecnicamente para repor eventuais perdas. A vacina CoronaVac tem intervalo de aplicação das doses entre 14 e 28 dias. Devido a isso, metade das doses recebidas são reservadas para a segunda aplicação. Já com a vacina Covishield, esse intervalo é de até 90 dias. *Com informações da Secretaria de Saúde

Serviços estratégicos no Hospital de Base serão priorizados

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Okumoto: “Queremos soluções rápidas e resultados expressivos para que os casos emergenciais não fiquem parados”| Foto: Breno Esaki/Secretaria de Saúde

Secretário Osnei Okumoto destaca a importância da oncologia e da hemodinâmica dentro da unidade hospitalar

O secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, disse nesta segunda-feira (8) que quer que o Hospital de Base (HB) concentre todos os esforços nas áreas mais sensíveis da unidade, como a oncologia e a hemodinâmica. A afirmação foi feita durante visita à unidade, que é administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF).

“Temos muito a avançar com o Iges para dar as respostas que a população precisa”, defendeu. “Para o Hospital de Base, queremos uma nova proposta, um novo caminhar. Tenho conhecimento da grande importância desse hospital de alta complexidade em todo o processo de fluxo de atendimento do DF”.

A hemodinâmica é uma especialidade da medicina que diagnostica e trata doenças em diversas áreas como a neurologia, a cirurgia endovascular e, principalmente, a cardiologia. Em 2020, apenas em uma força-tarefa de cirurgias no HB, 220 pacientes de hemodinâmica foram beneficiados.

Já a oncologia atua no tratamento do câncer e o HB é referência nesse atendimento, oferecendo ao paciente desde a primeira consulta com o oncologista até radioterapia, quimioterapia, entre outros tratamentos. Mensalmente, a unidade realiza uma média de 1,8 mil consultas oncológicas e mil sessões de quimioterapia.

 

Para o Hospital de Base, queremos uma nova proposta, um novo caminharOsnei Okumoto, secretário de Saúde

O secretário estava acompanhado da secretária-adjunta do gabinete, Beatris Gautério de Lima, e o secretário de Assistência à Saúde, Petrus Leonardo Barron Sanchez, além de subsecretários. Okumoto ressaltou que é fundamental ter uma ligação mais estreita com o Iges.

“Queremos soluções rápidas e resultados expressivos para que os casos emergenciais não fiquem parados”, enfatizou. “Por isso, a equipe da Secretaria está à disposição”. Ele frisou a importância de uma gestão bem articulada e alinhada entre a secretaria e o instituto, que administra também o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) do DF.

O chefe da pasta apresentou os subsecretários de Gestão de Pessoas (Silene Quitéria), Planejamento (Christiane Braga), Administração Geral (Sérgio Cordeiro), Infraestrutura (Mário Furtado), Logística (Artur Brito), Vigilância em Saúde (Divino Valero Martins) e Atenção Integral à Saúde (Alexandre Garcia Barbosa).

“Essa equipe está sendo convocada para resolver casos emergenciais, para que soluções importantes não fiquem paradas na burocracia. Nesse ano de 2021, precisamos entregar resultados expressivos”, disse ao lembrar que o ano de 2020 foi difícil, em razão da pandemia.

Termo de Cooperação

Okumoto revelou ainda que, em breve, deverá ser assinado um termo de cooperação com Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para melhorar diversas questões relacionadas aos avanços tecnológicos, o que contribuirá não só com a SES, mas também com o Iges.

“O Hospital de Base certamente vai ajudar a conduzir a saúde do DF para o rumo correto com o nosso apoio”, reforçou o secretário-adjunto Petrus Sanchez. “Estamos de portas abertas para procurar soluções. Sabemos que é nossa obrigação apoiar o Iges. Temos grande convicção de que teremos um grande alinhamento”.

Também participaram da reunião diversos gestores do instituto, entre eles, a diretora vice-presidente do Iges, Mariela Souza de Jesus e os diretores Emanuela Dourado Rebêlo Ferraz de (Inovação, Ensino e Pesquisa) e Jair Tabchoury Filho (Atenção à Saúde), que assumiu interinamente a superintendência do Hospital de Base.

Esporte | Brasília é assaltado dentro de casa

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Foto: Maíra Nunes

Por Bruno Voloch, do blog do Voloch

É dura a vida dos pequenos na Superliga.

Pior ainda quando enfrenta um dos aliados da CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, no caso o Flamengo, de Bernardinho.

blog se solidariza com o Brasília Vôlei.

É absolutamente compreensível a indignação após a partida e os fatos registrados. O time foi assaltado dentro de casa e muito prejudicado pela arbitragem de George Kuroki Junior na derrota por 3 a 2 para o Flamengo.

Inúmeros lances polêmicos e erros grosseiros que interferiram diretamente no resultado da partida.

Dois crassos: um ataque de Paula Mohr, bola quase 1 metro dentro, e o no tie-break, toque no bloqueio de Juciely. A própria jogadora do Flamengo ficou visivelmente constrangida.

Kuroki não.

O pai, George Kuroki, coincidência ou não, é o presidente da Comissão Brasileira de Arbitragem de Voleibol (COBRAV).

O Flamengo deveria ter vergonha de comemorar.

Não teve.

Agiu como se nada tivesse acontecido.

Fatos corriqueiros e frutos da conhecida aliança entre as partes. E olha que nem chegamos aos playoffs.  Os homens de branco não escondem as vítimas.

O mais triste é constatar que o Flamengo, clube que tem orçamento pelo menos 5 vezes maior que Brasília, não precisaria disso contra os pequenos. Hoje precisa, a fase é dura. Curioso é que fato semelhante já tinha acontecido quando os dois se enfrentaram no Rio de Janeiro. Brasília vencia por 1 a 0 e 21/18 no segundo set.

Dançou pelas mãos da arbitragem.

Minas, Osasco, Praia Clube, Bauru e Barueri devem tirar suas próprias conclusões. O campeonato não se decide apenas dentro de quadra. Brasília que o diga.

Senador José Maranhão morre aos 87 anos de covid-19

José Maranhão era o senador mais velho da atual legislatura

O senador José Maranhão (MDB-PB), de 87 anos, morreu na noite desta segunda-feira  (8) em São Paulo em decorrência de complicações da covid-19. Nesta segunda, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG),  decretou luto oficial de 24 horas pela morte do senador paraibano.

Após votar no segundo turno das eleições municipais, o senador passou mal e foi levado ao hospital para fazer exames. No dia 3 de dezembro, ele foi transferido para o Hospital Nova Star, em São Paulo, com insuficiência respiratória provocada pela covid-19, quadro que evoluiu para uma pneumonia viral.

O corpo de José Maranhão será levado para Araruna (PB), sua cidade natal, onde ele será enterrado.

José Maranhão era o senador mais velho da atual legislatura. Sua suplente, Nilda Gondim (MDB-PB), vai assumir a vaga de Maranhão no Senado. Desde janeiro, Nilda Gondim estava exercendo o cargo. O mandato da chapa vai até 2021.

Maranhão foi empresário e advogado formado pela Universidade Federal da Paraíba. Ele exerceu o mandato de deputado estadual por quatro vezes (1955-1969), foi deputado federal em três legislaturas (1983-1995), inclusive durante a Assembleia Nacional Constituinte. Atualmente, era presidente estadual do MDB.

Em 1994, Maranhão foi vice-governador da Paraíba durante a gestão de Antonio Mariz e assumiu o cargo quando Mariz morreu em 1995. Foi reeleito em 1998. Em 2000, José Maranhão se elegeu para seu primeiro mandato como senador. Em 2006 voltou a concorrer ao governo estadual, mas perdeu para Cássio Cunha Lima. Com a cassação de Cunha Lima, em 2009, Maranhão voltou a ocupar o cargo de governador da Paraíba. Em 2014 foi eleito senador pela segunda vez.

José Maranhão é o segundo senador a morrer de covid-19. Em outubro de 2020, Arolde de Oliveira morreu após cerca de um mês internado.

Com hemocentros em estado crítico em todo o Brasil, técnica cirúrgica de autotransfusão é uma alternativa segura

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Falta de sangue nos bancos de sangue e receio de infecção por doenças infectocontagiosas são alguns dos motivos para utilização da autotransfusão

Com o rápido aumento de casos de COVID-19 no Brasil e ao final das festas de fim de ano, quando normalmente não há doações, os estoques dos bancos de sangue estão bastante reduzidos. O problema segue do sul ao norte do país. No Hemobanco de Curitiba, por exemplo, sete dos oito tipos de sangue disponíveis estão em estado crítico. Entre eles, o O+ e O-, que são os mais utilizados em caso de transfusões. O único tipo de sangue em situação estável é o AB+, que só pode ser doado para pessoas com o mesmo tipo sanguíneo. Na Fundação Pró-Sangue, que cuida dos hemocentros de São Paulo, cinco dos oito tipos de sangue disponíveis estão em estado crítico na terceira semana do ano novo. Entre eles, também o O+ e O-.

Muitas pessoas deixaram de doar sangue por medo de contrair o coronavírus com a ação, mas a doação é segura e os bancos seguem os protocolos necessários. Ao mesmo tempo, algumas cirurgias eletivas, aquelas sem muita urgência, que tinham sido postergadas devido à pandemia, vêm sendo retomadas. Já as cirurgias emergenciais não podem ser adiadas. Felizmente, várias cirurgias que necessitam de transfusões de sangue, caso de traumas, alguns transplantes, cirurgias cardiovasculares e cirurgias para pacientes em tratamentos oncológicos, entre outras, podem ser realizadas sem utilização de bancos de sangue, com a autotransfusão.

Uma das técnicas de autotransfusão, também conhecida como recuperação de sangue intra-operatório, permite que o próprio sangue “perdido” pelo paciente durante a cirurgia seja processado e retransfundido, evitando-se assim, as transfusões de sangue de doadores e as suas possíveis complicações e reações adversas.

Segundo o Dr. Celso de Freitas, diretor médico da LivaNova, empresa global de tecnologia e inovação médica, produtora do equipamento XTRA para autotransfusão, o melhor sangue que o paciente pode receber em uma transfusão é o seu próprio sangue. Essa é a possibilidade que este equipamento oferece em um grande número de situações, como em épocas de baixa do estoque de sangue nas instituições, período de carnaval, final de ano etc, ou em quaisquer situações nas quais a população por algum motivo não se apresenta para doar sangue, “como o que está ocorrendo agora durante esta epidemia”.

Já para o cirurgião Walter Gomes, professor titular de cirurgia cardiovascular da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP –  Universidade Federal de São Paulo, e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular SBCCV, nas cirurgias onde os pacientes têm risco de perda sanguínea prevista, a utilização do equipamento de autotransfusão é o mais indicado. “Não estou falando que a técnica deva ser utilizada apenas em casos de possível falta de sangue nos bancos de sangue ou devido ao pânico que a infecção por sangue contaminado por coronavírus ou outras doenças infectocontagiosas poderiam gerar”, ele afirma. “A autotransfusão deve ser utilizada sempre, pois o próprio sangue perdido pelo paciente durante a cirurgia é processado e reinfundido no paciente, evitando qualquer infecção que possa não ter sido detectada nos testes e triagem dos doadores de sangue. Além disso, a relação custo-benefício é muito melhor, mesmo sem contar que a utilização de sangue doado pode, eventualmente, causar várias complicações, como problemas pulmonares e renais, e a recuperação do paciente com a autotransfusão é melhor e mais rápida. É uma pena que muitos planos de saúde não percebam o potencial benefício ao paciente e não cubram a utilização da técnica, e acabam tendo muito mais custos no final”, ele completa.

Segundo o Dr. Sérgio Domingos Vieira, vice-presidente médico do grupo GSH, que atende inúmeros hospitais em todo o Brasil, o paciente deve discutir essa técnica com a equipe cirúrgica e optar pelas instituições que a utilizam. “Não existe transfusão com sangue doado com risco zero, mesmo com todas as triagens sorológicas feitas nos bancos de sangue. “A maioria dos pacientes desconhecem as vantagens da autotransfusão, e muitos nem sabem que a técnica foi utilizada na sua própria cirurgia”, ele afirma.

Segundo ele, em época de dúvidas em relação à triagem do sangue em relação à presença do coronavírus e ao próprio desabastecimento dos bancos de sangue, a utilização da autotransfusão é ideal. “Na nossa rede utilizamos há bastante tempo a autotransfusão, e atualmente estamos utilizando o equipamento mais moderno que existe hoje em dia, o sistema XTRA, bastante intuitivo e fácil de usar, e que ainda tem a vantagem de ter as instruções em português”, ele afirma.

Solange Pais Messias trabalha como representante de autotransfusão na região de Campinas e teve de ser submetida a uma cirurgia cardíaca em julho de 2018. Para a realização de sua cirurgia ela escolheu a equipe do cirurgião cardíaco Dr. Orlando Petrucci Junior, pois sabia que esse médico utiliza autotransfusão em praticamente todos os seus pacientes.  A cirurgia da Solange teve duração de cerca de 5h e foram recuperados 695mL de seu sangue, o equivalente a quase 3 bolsas de sangue. “O uso do meu próprio sangue me deu muito mais segurança em realizar a cirurgia e minha recuperação foi muito rápida. Minha preocupação se restringiu à cirurgia em si, e não a complicações que poderia ter tido relativas à utilização de sangue doado. Hoje não sinto mais nada, a cirurgia foi um sucesso!”

Vantagens da autotransfusão

 

  1. Segurança: a autotransfusão é mais segura e eficiente, pois reduz o risco de infecções, já que muitas vezes nem todas as infecções do sangue doado podem ser detectadas; ela evita problemas de compatibilidade sanguínea, já que o sangue utilizado é do próprio paciente.
  2. Disponibilidade: imediata disponibilidade do próprio sangue, já que em poucos minutos o sangue recuperado é processado e retornado ao paciente, mesmo para pacientes sensibilizados (presença de anticorpos) ou com tipos raros de sangue.
  3. Bom custo-benefício: reduz a demanda por sangue doado e suas sorologias de alto custo para doenças transmissíveis, e consequentemente a utilização da autotransfusão pode ter custo inferior ao da transfusão com sangue estocado de bancos de sangue.

 

Como é feita a autotransfusão durante uma cirurgia?

A recuperação intra-operatória de sangue é feita por meio de um equipamento automatizado de autotransfusão específico para este fim. O sangue é aspirado do campo cirúrgico e enviado para a máquina onde são recuperados e concentrados os glóbulos vermelhos (componente mais importante de sangue: células responsáveis por levar oxigênio aos tecidos). O sangue recuperado é então automaticamente lavado para eliminar fragmentos de células rompidas, substâncias nocivas presentes no plasma, fármacos e o anticoagulante que precisa ser utilizado para utilização do equipamento. Após a lavagem, o sangue está pronto para ser reinfundido no paciente.

 

Ciclo do Processamento do Sangue

Aspiração: o sangue é aspirado do campo cirúrgico, simultaneamente misturado à solução de anticoagulante e estocado temporariamente no reservatório.

Preenchimento / Prime: o sangue é bombeado do reservatório para o bowl (recipiente de centrifugação). Os componentes do sangue são separados, as hemácias são concentradas e o sobrenadante é descartado.

Lavagem / Wash: lavagem das hemácias com soro fisiológico. Eliminação de fatores de coagulação ativados, hemoglobina livre no plasma, contaminantes, debris etc.

Esvaziamento / Empty: envio do concentrado de hemácias lavadas do bowl para a bolsa de reinfusão.

Reinfusão : o sangue que foi encaminhado a essa bolsa é transfundida na sala cirúrgica, repondo assim, a massa

repondo assim, a massa eritrocitária do paciente.

 

Sobre a LivaNova

A LivaNova PLC é uma empresa global de tecnologia e inovação médica, construída com quase cinco décadas de experiência e um compromisso incansável de proporcionar esperança aos pacientes e suas famílias por meio de tecnologias médicas inovadoras, oferecendo melhorias para a cabeça e o coração. Sediada em Londres, a LivaNova emprega aproximadamente 4.000 funcionários e está presente em mais de 100 países para o benefício de pacientes, profissionais de saúde e sistemas de saúde em todo o mundo. A LivaNova opera como dois negócios: Cardiovascular e Neuromodulação, com sede em Mirandola (Itália) e Houston (EUA), respectivamente.

 

Para Caiado, Rodrigo Maia sofre de “síndrome da ansiedade de poder”, está desequilibrado e coloca seu nome a leilão

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Por Christina Lemos, do R7

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, um dos principais caciques do Democrata, reagiu com forte irritação à entrevista do ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), publicada hoje no jornal Valor Econômico.

Para Caiado, Maia desrespeitou a bancada do DEM da Câmara, “que sempre lhe deu apoio nos momentos mais difíceis”. “Agir da forma como Rodrigo agiu é o que, de fato, demonstra falta de caráter”, ataca Caiado.

Na entrevista, Maia deixa claro que se sentiu traído pela bancada e pela cúpula de seu partido, que pretende deixar o DEM fazer oposição ao presidente Bolsonaro, de quem, após rupturas e rusgas, Caiado é hoje importante aliado.

Além de acusar Maia de sofrer da “síndrome de ansiedade do poder” por não aceitar ter sido derrotado após três mandatos como presidente da Câmara, o governador é investe contra o correligionário de partido: “Rodrigo tentou furar a Constituição e não tinha trabalhado outro candidato. Com a negativa do STF, tentou um movimento desesperado, de imposição, sem qualquer unidade e coerência.” E completa: “Ganhar ou perder faz parte de todo o processo político. Humildade, usar a verdade e respeitar os amigos estão acima de qualquer poder.”

Operação DF Livre de Carcaças é retomada em Samambaia

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A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) dará continuidade à operação DF Livre de Carcaças em 2021. Samambaia foi escolhida para ser a primeira cidade a receber a ação este ano. A previsão é que 25 carcaças sejam recolhidas nesta terça-feira (9/2). Os representantes dos órgãos envolvidos irão se encontrar em frente à Administração Regional de Samambaia, a partir das 10h, ponto de encontro para início da operação.

Iniciada em fevereiro de 2020 sob coordenação da SSP/DF, a ação itinerante retirou ao longo de todo ano passado 442 carcaças abandonadas em áreas públicas de 20 regiões administrativas do DF. Além de aumentar a sensação de segurança da população, a operação tem como objetivo eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya.

A DF Livre de Carcaças é realizada em parceria com as Secretarias Executivas das Cidades e de Políticas Públicas, DF Legal, o Departamento de Trânsito (Detran-DF), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), a Secretaria de Saúde (SES) e a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

SERVIÇO
Assunto:  Operação DF Livre de Carcaças é retomada em Samambaia
Data: Terça-feira (9/2)
Horário: a partir das 10h
Local: ponto de encontro no estacionamento da Administração Regional de Samambaia (Quadra 302 conjunto 13 Lote 05 – Centro Urbano).

MEC publica relação de aprovados na segunda chamada do Prouni

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Prazo para confirmar informações termina no dia 24

O Ministério da Educação publica hoje (8) a relação de candidatos aprovados na segunda chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) de 2021. O prazo para que os selecionados comprovem as informações que foram prestadas na inscrição encerrará no dia 24 de fevereiro.

A lista com o nome dos selecionados para o primeiro processo seletivo de 2021, bem como o cronograma do programa, pode ser acessada por meio do site do Prouni.

Neste ano, o programa oferece bolsas para 13.117 cursos em 1.031 instituições de ensino, localizadas em todos os estados e no Distrito Federal. Mais de 162 mil bolsas estão sendo ofertadas nesta edição do Prouni. Desse total, 52.839 são para cursos na modalidade de educação à distância.

Critérios

Para ter acesso à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo (R$ 1.650) por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser de até 3 salários mínimos por pessoa (R$ 3.300).

É necessário também que o interessado tenha cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou da rede privada, desde que na condição de bolsista integral. Professores da rede pública de ensino também podem disputar uma bolsa, e, nesse caso não se aplica o limite de renda exigido dos demais candidatos.

É preciso ainda que o candidato tenha feito a edição mais recente do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), tenha alcançado, no mínimo, 450 pontos de média das notas e não tenha tirado zero na redação.

Excepcionalmente neste ano, os interessados serão selecionados de acordo com as notas do Enem de 2019, uma vez que as provas do Enem 2020 foram adiadas em razão da pandemia da covid-19 e apenas o primeiro dia de provas foi realizado.

Doar sangue, um abrangente ato de amor

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Governador Ibaneis sanciona lei distrital para homenagear doadores e estimular novas doações. Saiba como contribuir e ajude a salvar vidas

Quem doa sangue, doa vida. É um sopro de esperança em forma de gotículas vermelhas. E, no caso do bombeiro militar Mateus Barros e Silva Campos, 34 anos, a missão de salvar indivíduos vem em dose dupla. Diariamente ajudando pessoas pelas ruas do DF, ele ainda faz doação de sangue pelo menos uma vez a cada 60 dias.

“Considero o ato de doar sangue um gesto de amor sincero”, ressalta o capitão do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), doador desde 2005. “Quando doamos, ajudamos a salvar até quatro pessoas, que muitas vezes nem sequer conhecemos. E doação é algo tão valioso, com um custo tão pequeno, que fica até difícil não aceitar ser doador.”

 

“Doação é algo tão valioso, com um custo tão pequeno, que fica até difícil não aceitar ser doador”Mateus Barros e Silva Santos, capitão do CBMDF

Agora, esse ato de solidariedade será reconhecido com uma data oficial no calendário do DF, o Dia Distrital do Doador Voluntário de Sangue, a ser comemorado anualmente em 20 de novembro. A homenagem foi sancionada, pelo governador Ibaneis Rocha, na forma da Lei nº 6.807, de autoria do deputado Agaciel Maia.

Estoques estão baixos, especialmente do sangue O negativo; doação pode ser agendada pela internet 

Para o chefe da Divisão Técnica da Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), Alexandre Nonino, o fato de a data ser celebrada próximo a outra efeméride nacional – o Dia Nacional do Doador de Sangue, 25 de novembro – só reforça ainda mais a abrangência do tema. “É uma data comemorativa que tem o papel de chamar atenção para um tema relevante para a saúde pública, que é a doação de sangue, o que nos dá a oportunidade de reforçar a mobilização junto à comunidade em torno da importância desse ato”, pontua.

Estoques em baixa

O Hemocentro de Brasília opera com um estoque estratégico, podendo abastecer toda a rede pública do DF e hospitais conveniados por um período de dois a sete dias. O monitoramento para manter os níveis seguros é feito diariamente e está disponível no site da fundação.

De acordo com dados da unidade hospitalar, uma média de 160 pessoas passa diariamente pelo local, para doar vida e esperança a quem precisa. Na terça-feira (3), foram 169 doadores; no dia anterior, 150. São pessoas como o estudante Thiago Farias, 21 anos, que sonha em ser policial e ajudar o próximo.

“Fiquei sabendo sobre o Hemocentro quando comecei a estudar para concurso”, conta. “Me falaram que quem doa sangue, além de ajudar pessoas, conseguiria isenção [de pagamento de taxa de matrícula], e esse foi o meu intuito, mas comecei a tomar gosto pelo ato. Vi como é legal poder ajudar as pessoas; é algo gratificante saber que a gene está ajudando alguém. Muitas pessoas não têm noção de quantas vidas podem ser salvas. É um ato de amor.”

 

“Muitas pessoas não têm noção de quantas vidas podem ser salvas. É um ato de amor”Thiago Farias, estudante

Atualmente, o estoque de sangue O negativo na Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) continua baixo. Chegou a ser crítico no início deste ano, quando também se encontrava em baixa a reserva de A negativo.

É preciso manter o fluxo acima da média de 160 doadores por dia para repor as provisões dos tipos sanguíneos negativos, que ainda não alcançaram níveis de segurança.

“Existem várias situações em que o paciente precisa receber sangue e seus componentes, como traumas, grandes cirurgias, tratamentos oncológicos e anemias hereditárias”, explica Alexandre Nonino. “Não há hoje substituto para o sangue, e a única forma pela qual ele pode ser obtido é por meio da doação, que é um ato altruísta e voluntário”.

“Existem várias situações em que o paciente precisa receber sangue e seus componentes, como traumas, grandes cirurgias, tratamentos oncológicos e anemias hereditárias”Alexandre Nonino, chefe da Divisão Técnica do Hemocentro

Até o próximo dia 20, permanece liberada a senha preferencial para doadores de sangue O negativo que compareçam à unidade de segunda a sexta-feira. Para os demais casos, é preciso agendar a doação de sangue pelo telefone 160, opção 2, ou pelo site de agendamento do GDF.