
Por Bruno Voloch, do blog do Voloch
É dura a vida dos pequenos na Superliga.
Pior ainda quando enfrenta um dos aliados da CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, no caso o Flamengo, de Bernardinho.
O blog se solidariza com o Brasília Vôlei.
É absolutamente compreensível a indignação após a partida e os fatos registrados. O time foi assaltado dentro de casa e muito prejudicado pela arbitragem de George Kuroki Junior na derrota por 3 a 2 para o Flamengo.
Inúmeros lances polêmicos e erros grosseiros que interferiram diretamente no resultado da partida.
Dois crassos: um ataque de Paula Mohr, bola quase 1 metro dentro, e o no tie-break, toque no bloqueio de Juciely. A própria jogadora do Flamengo ficou visivelmente constrangida.
Kuroki não.
O pai, George Kuroki, coincidência ou não, é o presidente da Comissão Brasileira de Arbitragem de Voleibol (COBRAV).
O Flamengo deveria ter vergonha de comemorar.
Não teve.
Agiu como se nada tivesse acontecido.
Fatos corriqueiros e frutos da conhecida aliança entre as partes. E olha que nem chegamos aos playoffs. Os homens de branco não escondem as vítimas.
O mais triste é constatar que o Flamengo, clube que tem orçamento pelo menos 5 vezes maior que Brasília, não precisaria disso contra os pequenos. Hoje precisa, a fase é dura. Curioso é que fato semelhante já tinha acontecido quando os dois se enfrentaram no Rio de Janeiro. Brasília vencia por 1 a 0 e 21/18 no segundo set.
Dançou pelas mãos da arbitragem.
Minas, Osasco, Praia Clube, Bauru e Barueri devem tirar suas próprias conclusões. O campeonato não se decide apenas dentro de quadra. Brasília que o diga.




