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TCU decide que presentes recebidos por presidentes não são públicos

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Com decisão, Lula pode permanecer com relógio recebido em 2005; o mesmo deve acontecer com Bolsonaro

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira (7) que presentes recebidos durante os mandatos de presidentes da República não podem ser considerados como bens públicos.

Com base na decisão, o tribunal rejeitou pedido feito por um parlamentar de oposição para obrigar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a devolver o relógio que recebeu de presente, em 2005, do então presidente francês, Jacques Chirac, em razão da comemoração do Ano do Brasil na França.

Para a maioria dos ministros do tribunal, não há lei específica para disciplinar a matéria. Dessa forma, o TCU não pode determinar a devolução do relógio ao acervo público da Presidência da República.

A decisão foi baseada no voto do ministro Jorge Oliveira. Para o ministro, não há definição legal sobre os presentes recebidos de autoridades estrangeiras durante viagens institucionais.

“Não pode o controle externo, na ausência de lei específica, criar obrigações que a lei não criou. Estamos diante de limitação de natureza formal, que não pode ser transposta”, argumentou.

O tribunal decidiu que não há caracterização precisa para enquadrar os presentes como bens de natureza personalíssima ou bem com elevado valor de mercado para determinar a devolução.

Agências do trabalhador têm vagas com salário de até R$ 5,5 mil

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São 863 posições disponíveis nesta quinta-feira (8), para pessoas com ou sem experiência e de diferentes níveis de escolaridade

As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta quinta-feira (8), 863 vagas para quem procura um emprego. Os salários variam de R$ 1.412 a R$ 5,5 mil. Há posições para diferentes níveis de escolaridade e para pessoas com e sem experiência.

O posto com maior salário é o de motorista carreteiro, em Luziânia. São 30 vagas disponíveis para pessoas com ensino médio completo e experiência prévia na função.

Já os postos com mais vagas são o de vendedor pracista, na Asa Sul — com 60 posições abertas —, e o de vendedor porta a porta, sem local de trabalho fixo — com 50 vagas. Para o primeiro, o salário é de R$ 1,5 mil e não há exigência de escolaridade. O segundo, por sua vez, paga R$ 1,6 mil, mas cobra ensino médio completo. Nos dois casos, não é preciso ter experiência.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo Sine Fácil ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para entrevistas, podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo aplicativo Sine Fácil. Também é possível solicitar atendimento pelo e-mail gcv@setrab.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

TCDF disponibiliza nova ferramenta para automatizar concessões de aposentadorias no GDF

Nova aplicação permitirá automatização de processos e importação de dados dos servidores do SIGRH para o SIRAC, facilitando a elaboração de atos e minimizando erros formais

Da Redação

A Secretaria de Fiscalização de Pessoal (Sefipe) do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) lançará uma nova ferramenta destinada ao Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) e às unidades de pessoal dos órgãos do Governo do DF (GDF). Esta ferramenta visa facilitar os processos de concessão de aposentadorias e reformas dos servidores distritais.

Integrada à Calculadora de Aposentadoria (https://calculadora-aposentadorias.tc.df.gov.br/), a nova aplicação permitirá a automatização da elaboração da minuta dos atos e a importação de dados dos servidores do Sistema Único de Gestão de Recursos Humanos (SIGRH) do GDF para o Sistema de Registro de Admissões e Concessões (SIRAC) do TCDF. Entre as informações que poderão ser recuperadas estão a classificação funcional, o tempo de serviço no órgão, o tempo averbado, faltas e licenças.

A iniciativa busca reduzir o retrabalho e aumentar a eficiência na gestão de pessoas, garantindo a conformidade dos atos de aposentadoria e reforma com os fundamentos legais homologados pelo TCDF e minimizando inconsistências decorrentes da atualização manual de dados no Módulo de Concessões SIRAC.

Para utilizar a nova aplicação, os servidores responsáveis pela instrução de processos de concessão nos órgãos jurisdicionados deverão seguir o seguinte passo a passo:

  1. Acesse o site do TCDF e, no menu “Espaço do Jurisdicionado”, clique em “Formulário de Cadastramento”.

    1.1. Se não estiver cadastrado em nenhum sistema do Tribunal, solicite a opção “Criação de Novo Usuário” e siga as orientações apresentadas.

    1.2. Se estiver cadastrado, mas bloqueado, solicite a opção “Revalidação de Usuário Existente” e siga as orientações apresentadas.

    1.3. Se tiver esquecido a senha de acesso, solicite a opção “Esqueci a Minha Senha” e siga as orientações apresentadas.

  2. Após o cadastramento, encaminhe ofício via Barramento PEN à Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) do TCDF, contendo as assinaturas eletrônicas do usuário e do titular do órgão, solicitando o acesso ao módulo “SIRAC Concessões – Minuta do Ato”.

A aplicação estará disponível no menu “Espaço Jurisdicionado” -> “SIRAC – Sistema de Registro de Admissões e Concessões”, em “Clique aqui para acessar o SIRAC Concessões – Minuta de Ato”. Inicialmente, será possível apenas a importação automática de informações do SIGRH. Futuramente, com a integração das bases de dados de outros sistemas, o alcance da aplicação será ampliado.

Coluna do Fluminense | Empate amargo

Por Raimundo Ribeiro

Com 40 mil torcedores no Maracanã, o Fluminense recebeu o Juventude onde só a vitória interessa.

Começamos pressionando, mas no primeiro ataque adversário, a defesa falha e o Juventude faz 1×0 após escanteio.

A partir daí, o Fluminense alugava o campo ofensivo, mas não conseguia aproveitar as poucas oportunidades que apareciam.

O Juventude se encolhia no campo defensivo e procurava encurtar o tempo, fazendo cera.
Aliás, o conhecido soprador de apito Klaus não perde oportunidade de prejudicar o Fluminense, não marcando faltas nos nossos jogadores e parando a partida todas as vezes que os jogadores do Juventude caem no chão.

Voltamos para o segundo tempo com Keno e Lima, saindo Serna e Martineli.

Continuamos no campo de ataque, e aos 8 minutos Kauã Elias perde boa oportunidade.

Aos 11 minutos sai Diogo Barbosa, entrando Marcelo.

No primeiro chute, Marcelo sente a coxa e entra Esquerdinha.

Aos 32 minutos entra JK para saída de Samuel Xavier.

É irritante e visível a intenção do soprador de apito marcando faltas inexistentes contra o Fluminense.

O Fluminense martelava, mas não conseguia furar o bloqueio defensivo adversário, e num erro de Thiago Santos o Juventude faz 2×0 aos 40 minutos.

Aos 45 minutos, Kauã Elias descontou.

Aos 47 minutos, Keno faz 2×2.

O soprador de apito

acrescentou apenas 6 minutos, certamente para prejudicar o Fluminense.

Perdemos a classificação para um time que foi táticamente superior nos 2 jogos.

Agora, é virar a chave e visitar o Vasco em busca de mais uma vitória.

Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺

Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

Wellington Luiz é reeleito presidente da CLDF para o biênio 2025-2026

Deputado recebeu 23 votos favoráveis; eleição da nova Mesa Diretora ocorreu quatro meses antes do tradicional

Da Redação

O deputado distrital Wellington Luiz (MDB) foi reeleito presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para o biênio 2025-2026. Sua candidatura obteve 23 votos favoráveis, com apenas uma ausência entre os parlamentares.

Além de Wellington Luiz, os parlamentares mantiveram Ricardo Vale (PT) na vice-presidência, apesar da expectativa de que o Partido Liberal (PL), que almejava a vaga, se abstivesse de votar no petista. No entanto, os parlamentares apoiaram Ricardo Vale.

A deputada Paula Belmonte (Cidadania) assumirá a segunda vice-presidência. Haverá uma mudança na liderança do governo: o atual líder, Robério Negreiros (PSD), ficará com a recém-criada 4ª Secretaria, e o deputado Hermeto (MDB) assumirá a liderança. Essas mudanças ocorrerão a partir de janeiro do próximo ano.

A eleição da nova Mesa Diretora foi realizada quatro meses antes do tradicional, que ocorreria em dezembro, visando desafogar o calendário da CLDF no final do ano. Para que a modificação fosse possível, os distritais precisaram alterar dispositivos da Lei Orgânica do Distrito Federal e o regimento interno da CLDF.

Confira a nova composição:

  • Presidente: Wellington Luiz (MDB)
  • Vice-presidente: Ricardo Vale (PT)
  • 1ª Secretaria: Pastor Daniel de Castro (PP)
  • 2ª Secretaria: Roosevelt Vilela (PL)
  • 3ª Secretaria: Martins Machado (Republicanos)
  • 4ª Secretaria: Robério Negreiros (PSD)
  • Corregedor: Joaquim Roriz Neto (PL)
  • Líder do governo: Hermeto (MDB)

Doutora Jane é eleita presidente da Comissão dos Direitos das Mulheres

Criação da comissão, proposta pela emedebista, foi aprovada em março e tem entre suas competências a emissão de pareceres sobre proposições relacionadas aos direitos das mulheres

Da Redação

A deputada distrital Doutora Jane (MDB) foi eleita presidente da Comissão dos Direitos das Mulheres na Câmara Legislativa do Distrito Federal. A criação da nova comissão, proposta pela emedebista, foi aprovada em 18 de março e a eleição ocorreu nesta quarta-feira (7).

Segundo a deputada, a nova comissão tem como competências opinar e emitir pareceres sobre o mérito de todas as proposições relacionadas aos direitos das mulheres. Entre os temas das proposições estão combate à violência, políticas públicas para a promoção da equidade de gênero e acesso a serviços de saúde reprodutiva e de atenção integral à saúde feminina.

A Comissão dos Direitos das Mulheres também tem a atribuição de fiscalizar a implementação das políticas voltadas às mulheres, bem como receber e encaminhar denúncias de violações de direitos.

“É mais um instrumento muito importante na defesa da mulher. Ter essa comissão na CLDF fortalece o olhar para as pautas femininas. Teremos uma avaliação ainda mais criteriosa das propostas voltadas para as mulheres. Estou feliz com mais esse desafio”, afirma a deputada.

Comissões permanentes já têm presidente e vice para biênio 2025/2026

Além da eleição para o comando das comissões já em funcionamento, foram definidos os presidentes e vices de dois colegiados recém-criados: o do Direito das Mulheres e o da Saúde

Assim como no caso dos cargos da Mesa Diretora, os deputados distritais adiantaram a eleição dos presidentes e vices das 14 comissões permanentes da Casa para o próximo biênio (2025/2026). A votação aconteceu em plenário nesta quarta-feira (7) e, confirmando acordo costurado entre os parlamentares, todos os nomes inscritos foram acatados por unanimidade.

“Tivemos 100% de votos favoráveis de novo”, comemorou o presidente da Câmara Legislativa, deputado Wellington Luiz (MDB), ao final da votação. Ele parabenizou os novos nomes e os reeleitos que vão conduzir os trabalhos dos colegiados da CLDF nos próximos anos e agradeceu o apoio e a confiança. Mais cedo, Wellington Luiz foi reconduzido à presidência da Casa até o final desta legislatura.

Além da eleição para o comando das comissões já em funcionamento, foram definidos os presidentes e vices de dois colegiados recém-criados: o do Direito das Mulheres – cuja criação está prevista na Resolução nº 343/2024 – e o da Saúde, que é resultante do desmembramento da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), previsto no projeto de resolução nº 43/2024, também aprovado nesta tarde.

Cada comissão é constituída por cinco deputados e seus respectivos suplentes, observando a proporcionalidade partidária. Em caráter extraordinário, a Comissão do Direito das Mulheres será integrada por todas as quatro deputadas com mandato nesta legislatura, independentemente de seus partidos.
Confira os nomes que estarão à frente das comissões em 2025/2026: 

Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
Presidente: Thiago Manzoni (PL)
Vice-presidente: Chico Vigilante (PT)

Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF)
Presidente: Eduardo Pedrosa (União)
Vice-presidente: Joaquim Roriz Neto (PL)

Comissão de Assuntos Sociais (CAS)
Presidente: Rogério Morro da Cruz (PRD)
Vice-presidente: Max Maciel (PSOL)

Comissão de Defesa do Consumidor
Presidente: Chico Vigilante (PT)
Vice-presidente: Jorge Vianna (PSD)

Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa
Presidente: Fábio Felix (PSOL)
Vice-presidente: Ricardo Vale (PT)

Comissão de Assuntos Fundiários (CAF)
Presidente: Jaqueline Silva (MDB)
Vice-presidente: Pepa (PP)

Comissão de Segurança
Presidente: João Cardoso (Avante)
Vice-presidente: Doutora Jane (MDB)

Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo (CDESCTMAT)
Presidente: Daniel Donizet (MDB)
Vice-presidente: Paula Belmonte (Cidadania)

Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle
Presidente: Iolando (MDB)
Vice-presidente: Paula Belmonte (Cidadania)

Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana
Presidente: Max Maciel (PSOL)
Vice-presidente: Martins Machado (Republicanos)

Comissão de Produção Rural e Abastecimento
Presidente: Pepa (PP)
Vice-presidente: Iolando (MDB)

Comissão do Direito das Mulheres
Presidente: Doutora Jane (MDB)
Vice-presidente: Dayse Amarilio (PSB)

Comissão de Saúde
Presidente: Dayse Amarilio (PSB)
Vice-presidente: Jorge Vianna (PSD)

Comissão de Educação e Cultura
Presidente: Gabriel Magno (PT)
Vice-presidente: Ricardo Vale (PT)

Ibaneis enaltece Lei Maria da Penha e ações de enfrentamento à violência

Governador fez as declarações durante o lançamento da XVIII Jornada Lei Maria da Penha, no Sol Nascente/Pôr do Sol, nesta quarta-feira

Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm somado forças e chamado a atenção para um tema essencial: o enfrentamento à violência contra a mulher. Essa foi a pauta da XVIII Jornada Lei Maria da Penha 2024, lançada nesta quarta-feira (7) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na Escola Classe JK, no Sol Nascente.

O governador Ibaneis Rocha (centro) destacou o trabalho do GDF para a redução dos índices de violência no DF ao longo dos ano | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

Promovida anualmente pelo CNJ desde 2007, a Jornada Lei Maria da Penha celebra a lei nº 11.340/2006, que completa 18 anos de sanção, e discute temas que fortalecem o enfrentamento da violência contra as mulheres. O resultado desse encontro, ao final de cada edição da jornada, é a publicação de uma carta com propostas de ações para proteção das mulheres e combate à violência de gênero.

Ao falar da Lei Maria da Penha e de sua importância para o país, o governador Ibaneis Rocha lembrou que o GDF foi o primeiro a criar uma Secretaria da Mulher. Ele listou programas e iniciativas do governo, a exemplo da lei que ampara órgãos de feminicídio.

“Nós temos feito um trabalho conjunto no enfrentamento à violência doméstica no DF, uma coisa que nos deixa muito preocupados, e aí nós conseguimos unir todas as secretarias, criando grandes programas de acolhimento e atendimento”, disse.

“A gente tem essa lei bem implementada nas grandes cidades e nas capitais brasileiras, o que já é um grande avanço, mas nós precisamos interiorizar a lei, porque as mulheres dos pequenos municípios estão desassistidas nesse sentido, porque não têm onde denunciar, não têm como se inteirar sobre os seus direitos”, disse a ativista Maria da Penha, cumprimentada pelo governador Ibaneis Rocha

“No Distrito Federal estamos tentando cumprir de forma empenhada esse trabalho e a gente fica triste com essa questão da violência e do feminicídio. Em parceria com o governo federal, com o Tribunal de Justiça e com o Ministério Público, com a presença constante também da Defensoria Pública, temos feito com que os índices de violência no DF tenham diminuído ao longo dos anos, e isso nos dá esperança de que em determinado momento nós chegaremos à violência zero”, acrescentou o governador.

“A gente sabe que violência não escolhe classe social, mas é na periferia que a mudança tem que ser desde o momento em que se nasce, com tantos problemas sociais que a gente sabe que enfrenta não só no Distrito Federal, mas em todo o Brasil”

Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania

Ativista que leva o nome da lei e do evento promovido pelo CNJ, Maria da Penha disse que é importante fazer com que a norma seja aplicada em todo o território nacional. “É uma lei considerada uma das melhores do mundo. Realmente, a gente tem essa lei bem implementada nas grandes cidades e nas capitais brasileiras, o que já é um grande avanço, mas nós precisamos interiorizar a lei, porque as mulheres dos pequenos municípios estão desassistidas nesse sentido, porque não têm onde denunciar, não têm como se inteirar sobre os seus direitos”, cobrou.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, ressaltou que essa parceria entre os poderes é fundamental para que as ações cheguem a quem mais precisa. “Quando a gente faz esse intercâmbio de ideias, de poderes, a gente mostra para a comunidade que a gente sabe que é na periferia que tem esse problema exacerbado. A gente sabe que violência não escolhe classe social, mas é na periferia que a mudança tem que ser desde o momento em que se nasce, com tantos problemas sociais que a gente sabe que enfrenta não só no Distrito Federal, mas em todo o Brasil”, pontuou.

Números alarmantes

“Em 2023, tivemos 50 mil casos de violência doméstica diariamente e mais de 250 mil casos reportados de violência doméstica. Foram cerca de 1.500 feminicídios, e uma mulher é estuprada no Brasil a cada seis minutos, uma vergonha”, afirmou o presidente do STF e do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso

Em seu discurso, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, dirigiu palavras fortes e necessárias ao público masculino: “Homem que bate em mulher não é macho, é covarde. Homem que pratica violência sexual contra a mulher é um fracassado, não um vitorioso, porque não foi capaz de conquistá-la. E adulto que bate em criança deseduca, ou pior, educa numa cultura de violência”.

Após dizer que a violência não leva a lugar nenhum e que ela aumenta e ocorre porque as pessoas têm medo de denúncia-la, o ministro trouxe números preocupantes sobre o tema no país. “Em 2023, tivemos 50 mil casos de violência doméstica diariamente, e mais de 250 mil casos reportados de violência doméstica. Foram cerca de 1.500 feminicídios, e uma mulher é estuprada no Brasil a cada seis minutos, uma vergonha”, listou.

Já o ministro Dias Toffoli elogiou a iniciativa e o GDF por abrigar o evento e ser pioneiro no ensino da Lei Maria da Penha nas escolas. “Tem que começar a educação desde pequeno. E aqui, o GDF foi o primeiro a implementar a educação da Maria da Penha anos atrás nas escolas públicas e na formação dos alunos desde o ginásio. Isso é extremamente importante. Educar é o que transforma e evita, lá na frente, o Estado punir. Se você educa, você não precisa punir, você transforma. Então é significativo essa realização desse evento nessa escola”, recordou.

Controladoria aponta evolução da governança na administração pública do DF

A CGDF tem levado consultoria a órgãos e entidades do DF, além de assessorar o governo na implementação de políticas também de compliance

A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), recentemente, apresentou ao Conselho de Governança Pública do Distrito Federal (CGov) os resultados das atividades realizadas entre 2023 e 2024. Dentre as informações divulgadas, destaca-se o fato de que já foram avaliadas 13 entidades da administração pública do DF.

Conselho de Governança Pública do DF em reunião no gabinete do controlador-geral do DF, Daniel Lima; encontro ocorreu em 29/7 na CGDF | Foto: Divulgação/CGDF

Durante a consultoria, foram realizadas as etapas de planejamento, diagnóstico, relatório preliminar, nota técnica, plano de ação e monitoramento. As 13 entidades avaliadas quanto à implantação do modelo de governança incluem quatro secretarias: Obras e Infraestrutura (SODF), Educação (SEE), Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e Esporte e Lazer (SEL); quatro autarquias (Adasa, DER-DF, Procon, IPEDF), duas fundações (Hemocentro e Fepecs), dois órgãos autônomos (Jardim Botânico e Defensoria Pública do DF) e um órgão especializado (Corpo de Bombeiros Militar do DF).

Segundo a subcontroladora de Governança e Compliance da CGDF, Cecília Fonseca, o diferencial do trabalho tem ocorrido no trabalho em campo. “Nós vamos até o órgão, ouvimos suas necessidades, fazemos o diagnóstico e levamos capacitação para que, depois, o órgão prossiga com o trabalho. Afinal, a governança é transversal e contínua”, pontua.

Resultados

A CGDF registrou avanço em todos os elementos que compõem a governança. O mapeamento de processos dos órgãos assessorados apresentou aumento de 45% da meta, em 2023, para 75% em 2024. Em comparação a 2023, a implantação do planejamento estratégico teve uma evolução de 37%.

Outro destaque é o aumento de 33% na aplicação do fluxo de informações dos órgãos, que significa uma melhoria de comunicação entre as unidades e os comitês internos de governança. Práticas como o Programa de Integridade (+28%), unidades de governança (+17%), implantação de gestão de riscos (+13%) e governança de pessoas (+8%) também mostraram progresso significativo na implementação de metodologias.

Os níveis de comprometimento com os objetivos alcançados em 2023 foram mantidos, ou seja, os índices de transparência e ações de ouvidoria e a implementação dos comitês de governança permanecem com 100% na medição realizada pela Controladoria.

Nas iniciativas de capacitação, foram constituídas seis turmas em momentos diferentes, com a participação de 286 servidores públicos do Governo do Distrito Federal (GDF), representando 43 órgãos, entidades e fundações.

Conselho

Os membros do conselho têm se reunido regularmente para revisar metodologias, planejar políticas públicas e definir objetivos. Em 29 de julho, eles se encontraram na CGDF para aprovar o texto final do modelo de governança, discutir o monitoramento e escolher o melhor indicador para avaliar o impacto da governança nas políticas públicas.

Além disso, também estão sendo incorporados os princípios ESG (Environmental, Social and Governance, que significa Ambiental, Social e Governança em português) e inovação como diretrizes da boa governança.

O Conselho de Governança Pública, instituído pelo decreto nº 39.736 de 2019, assessora o Governo do Distrito Federal (GDF) na implementação da Política de Governança Pública e Compliance. Sua função principal é propor, monitorar e aprovar práticas organizacionais para garantir a transparência, integridade, controle social e prevenção à corrupção, além de acompanhar projetos prioritários do governo, articulando ações com outras instâncias governamentais e a sociedade civil.

ARTIGO: Venezuela em chamas

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Acusações de fraude e protestos dominam o cenário venezuelano após eleições presidenciais, com a comunidade internacional questionando a legitimidade dos resultados anunciados

Porque não te calas!

Desde 27 de julho passado, a Venezuela está em convulsão social.

A razão é muito óbvia: contrariando os boletins de urna divulgados pela oposição, contrariando todas as pesquisas anteriores, posteriores e de boca de urna, a “justiça eleitoral” de lá, controlada pelo ditador Nicolas Maduro, declarou que Maduro teria vencido a eleição por 51,20% dos votos.

Ora, a farsa logo foi desmascarada quando a oposição disponibilizou mais de 80% dos boletins de urna que conferem mais de 70% dos votos para o opositor de maduro.

Agora, em mais uma atuação patética do presidente Lula, depois de ficar mais de uma semana ensaboado ele propõe “negociação”.

Negociar o quê?

A tentativa de golpe de Maduro e seus asseclas fraudando as urnas e desrespeitando a soberania popular?

A negociação é simples e rápida: consiste em empossar o eleito, e que Maduro e seus asseclas sejam processados e julgados pelo que fizeram.

O resto é masturbação sociológica, de quem é comparsa da farsa.

Raimundo Ribeiro – Advogado

Ricardo Callado – Jornalista