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OPINIÃO Rollemberg aposta em uma nova base aliada com os mesmos aliados

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Por Ricardo Callado

A janela para troca de partidos de parlamentares animou o governador Rodrigo Rollemberg. Considera uma oportunidade de organizar sua base aliada. Ou fazê-la existir de fato. Buscar um rótulo mais a esquerda ou de centro esquerda. E, é claro, sem largar mão os apoiadores de direita e de centro direita, se é que ainda existe essas denominações nos dias de hoje.

Ideologias praticamente não existem mais. Raras são as exceções. Governos buscam governabilidade. Parlamentares querem um naco da administração pública. Independente de que lado ou partido estão os prováveis aliados. E com Rollemberg não é diferente. O termo velha política está na moda para atacar adversários. Quando viram aliados, continuam sendo atacados, mas em outro sentido: para não sobressair.

A política não deve ser feita nem de forma velha ou nova. Deve ser feita de forma limpa e honesta. Olho no olho. Com palavra dada e cumprida.

É sempre aconselhável desconfiar daqueles que bradam xingamentos as quatro redes sociais que fulano ou sicrano são da velha política.

Esse xingamento é a própria velha política. Apenas trocou os panfletos de antigamente por ativismo digital.

Voltando a base aliada, Rollemberg quer um novo rótulo, uma marca positiva. Só que ela não existe. Os personagens são os mesmos. Ou seja, os deputados. Não adianta mudar de partido se não mudar a essência. É preciso reciclar as ideias, as formas de fazer política.

O governador ensaia uma base com quatro partidos que, teoricamente, são de esquerda. São eles o PDT, o PSB, o PV e a Rede. Se esses partidos toparem o desgaste de ser governo, formarão um grupo com seis deputados.

Rollemberg precisa no mínimo de 13 parlamentares. E pode até conseguir. Até porque distritais de outros partidos já fazem parte da base aliada de forma envergonhada. Vergonha reciproca, é bom que se diga.

Na vida real, Rollemberg vai governar com deputados de todos os partidos que conseguir atrair. Mas pretende usar os quatro partidos mais a esquerda para dá uma cara moderna ao Buriti. E usará o capital político e as bandeiras dessas legendas para melhorar a sua imagem.

Se o governo der certo, os méritos serão do governador. Será tratado com um político habilidoso. Se der errado, PDT, PSB, PV e a Rede abonarão o desgaste. E terão seus projetos políticos atrapalhados.

Enquanto isso, na outra parte da base aliada é vida que segue. Terão suas imagens preservadas, até porque o próprio governo terá cautela em expor esses apoios. Só que isso é a maior bobagem.

No momento atual, a percepção da sociedade é que todos os políticos são iguais. E os próprios políticos cuidam para que essa percepção não mude. As práticas são as mesmas. As armadilhas estão por todas as partes.

Basta um político ou partido se destacar, que armações sujas são feitas para puxa-los de volta a planície enlameada da política. Recentemente, PSD e Rede foram alvos da sujeira política. E, em toda armação, ficam digitais.

Quando formatar sua nova-velha base aliada, Rollemberg terá mais um desafio. Fazer o seu governo dialogar com diferentes setores da sociedade. Passar a sensação que os problemas estão sendo resolvidos. Uma sensação de esperança. De otimismo. O que não acontece hoje. E se fizer a política da forma correta, terá a chance de ser diferente. Porque se continuar igual, não sairá do lugar.

ENQUANTO ISSO… Rollemberg assina decreto de nomeação de cem agentes e 20 escrivães para a Polícia Civil

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ENQUANTO ISSO… Rollemberg assina decreto de nomeação de cem agentes e 20 escrivães para a Polícia Civil

 

# O governador Rodrigo Rollemberg assinou, nesta quinta-feira (25), decreto de nomeação de cem agentes e 20 escrivães para compor os quadros da Polícia Civil do Distrito Federal.

 

# Nos próximos dias, o governo de Brasília vai definir o cronograma de novas convocações.

 

# O anúncio das 120 nomeações foi feito em janeiro, no Palácio do Buriti, durante cerimônia de assinatura do decreto que criou a delegacia especializada em crimes de intolerância.

 

 

Lugar de policial civil é na delegacia e nas ruas, não na penitenciária

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Por Alexandre Rocha*

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) possui déficit de pessoal de cerca de 50%. Mesmo assim está prestes a perder mais 500 policiais civis. Tramita no Judiciário a ação civil pública nº 2015011089140-8, ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), questionando a Lei federal nº 13.064/2014, que trata de organização de pessoal da PCDF. Essa ação pública exige que a PCDF ceda Agentes Policiais de Custódia – policiais civis – para atuarem no sistema penitenciário do Distrito Federal.

A Lei federal renomeou o cargo de Agente Penitenciário da PCDF para Agente Policial de Custódia e retirou esses policiais do sistema penitenciário. Essa lei esclarece que o Agente Policial de Custódia pertence à carreira de policial civil, portanto, com atuação na PCDF. Não obstante, o MPDFT alega que essa lei levou o sistema prisional ao caos. Ademais, a norma desconsidera que a PCDF não possui atividades penitenciárias, pois não há mais presos em delegacias.

Por mais nobres que sejam as alegações do MPDFT, elas desconhecem a história do sistema prisional e a estrutura da PCDF. Note-se: a crise do sistema prisional do Distrito Federal se arrasta há anos, sendo decorrência de gestões amadoras, falta de investimentos físicos e humanos, e aumento vultoso da população prisional. Assim, não foi a retirada dos policiais civis do sistema prisional que agravou o problema.

Até 2005, a PCDF tinha ingerência no sistema prisional, para tanto, possuía o cargo de Agente Penitenciário destinado às execuções penais. Contudo, o contingente desses agentes da PCDF, cerca de 800, foi ficando devassado frente à crescente demanda do sistema prisional. Para piorar, o governo federal, responsável pela manutenção e organização da PCDF, não cogitava reforçar o quadro de agentes penitenciários da PCDF. A solução casuística foi a lotação de policiais e bombeiros militares e outros policiais civis (agente de polícia) nos presídios.

Para resolver definitivamente esse imbróglio, o Governo do Distrito Federal criou uma carreira própria para o sistema prisional, sendo o cargo de Técnico Penitenciário, que foi posteriormente renomeado para Agente de Atividades Penitenciárias (Leis Distritais nºs 3.669/2005 e 4.508/2010, respectivamente), com o quadro de 1.600 servidores. Nesse sentido, o sistema prisional do DF, em sintonia com o que preceitua o Ministério da Justiça e organismos internacionais, não teria mais policiais em suas dependências e contaria com uma carreira penitenciária. Com efeito, policiais civis e militares não seriam mais lotados dentro do sistema penitenciário.

Diante disso, se hoje há falta de pessoal no sistema prisional do Distrito Federal, a solução correta é contratar novos servidores penitenciários. Se isso não for viável, procede-se uma força tarefa como ocorreu outrora, com a lotação provisória de policiais e bombeiros militares e policiais civis. Mas essa solução seria temerária, porquanto não ataca definitivamente a falta de capital humano no sistema prisional.

Quanto à alegação de que a PCDF não dispõe de atividades penitenciárias, o MPDFT tem razão, mas ignora que há atividades de custódia. Embora não existam mais presos em delegacias, há na PCDF a Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP) que concentra presos provisórios até que sejam encaminhados ao sistema prisional. Também há escoltas judiciais e hospitalares, recaptura de foragidos, condução de presos para audiências de custódia que estão sob a competência da PCDF. No âmbito dessa polícia judiciária, essas atividades são exercidas pelos Agentes Policiais de Custódia.

Por isso, a discutida ação do MPDFT pode trazer mais prejuízos do que benefícios. Em primeiro lugar, retrocede ao colocar novamente policiais civis dentro do sistema penitenciário. Isso contradiz uma regra básica que diz: “quem prende não pode custodiar quem está preso”. Em segundo, reduz os problemas do sistema prisional do Distrito Federal à saída dos policiais civis. Assim, exige o retorno de tais policiais, mesmo que isso seja um recurso precário. Em terceiro, a retirada dos Agentes Policiais de Custódia representa uma perda de 10% do efetivo da PCDF, o que comprometerá o bom funcionamento dessa instituição.

É fato que o sistema prisional do Distrito Federal está em crise, porém para resolvê-la não é razoável ignorar a Lei federal nº 13.064/2014. Bem como não se deve desconsiderar que o cargo Agente Policial de Custódia é do quadro da PCDF, não do sistema penitenciário que já possui carreira própria (agente de atividades penitenciárias). Ademais, não se pode buscar mitigar as mazelas do sistema prisional causando dificuldades à PCDF.

Destarte, que o MPDFT e o Judiciário – guardiões da lei – respeitem a Lei federal nº 13.064/2014, que é plenamente constitucional. Qualquer coisa fora disso é ilegal, além de pactuar com soluções casuísticas, as quais no setor público só mascaram os problemas do presente e semeiam muitos outros no futuro.

* Alexandre Rocha é policial Civil do DF, cientista político e diretor adjunto de Políticas Sindicais do Sinpol-DF

Congresso mundial de tecnologia quer atrair microempresários do DF

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Governo e representante do evento se reuniram esta semana com o objetivo de discutir os preparativos para o encontro

Por Renaro Cardozo – Identificar micro e pequenos empresários de Brasília que tenham condições de negociar com empresas nacionais e internacionais foi um dos temas debatidos entre o governo e a diretora-executiva do 20º Congresso Mundial de Tecnologia da Informação, Flávia Malkine Araújo, na noite de segunda-feira (22). Durante o encontro com o secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação, da Casa Civil, Oskar Klingl, Flávia explicou o andamento dos preparativos para o encontro, que será de 3 a 5 de outubro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil.

Segundo Flávia, cerca de 20% dos estandes foram comercializados desde 4 de janeiro. “É um congresso importante, pois leva vários projetos do papel para a realidade e envolve operações de investimento, além de proporcionar contato e intercâmbio.”

Após a reunião, Klingl iniciou conversas com representante do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para formalizar um acordo direcionado a promover empresários locais. “Do ponto de vista turístico, um evento deste porte faz muito bem à cidade, e a área de tecnologia da informação é um grande mercado em Brasília.”

Parque tecnológico

A Secretaria-adjunta de Turismo, da Secretaria de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo, aguarda um público de 2,5 mil pessoas no encontro, sendo pelo menos 600 de outros países.

Na ocasião, o governo apresentará o andamento da implantação do Parque Tecnológico Capital Digital. “Vamos mostrar ao mundo as vantagens de investir na capital do Brasil”, anunciou Klingl. O Executivo local recebe propostas de parcerias público-privadas para o parque.

América do Sul

Esta edição do congresso contempla um país da América do Sul pela primeira vez desde o seu início, em 1978. A partir de agora, passa a ser anual. No último seminário, em Guadalajara, no México, o valor dos negócios chegou à casa de US$ 95 milhões. Em 2017, o evento se deslocará para Taiwan, e a Índia será a anfitriã em 2018.

Promovido pela Aliança Mundial de Tecnologia da Informação e Serviços, que reúne cerca de 90% das maiores empresas do setor, o congresso passou por países como Malásia, Estados Unidos, Grécia, Austrália, França, Canadá, Japão, Dinamarca, Espanha e Holanda.

No Brasil, a Federação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro) está à frente da organização desta 20ª edição. A entidade tem 1,5 mil associados em todo o País.

O evento foi captado pelo governo de Brasília em 2012, com o pagamento de US$ 750 mil pelo direito de realização. O Executivo local também articula a preparação do encontro com a iniciativa privada e o meio acadêmico.

Inscrições

Os tíquetes estão disponíveis pelo site www.wcit2016.com, na aba Inscrições. Ingressos adquiridos com antecedência ou para grupos acima de cinco pessoas têm descontos especiais. Estudantes pagam meia-entrada mediante apresentação de documento.

O participante poderá se inscrever para apenas um dia ou para toda a programação. Os ingressos darão acesso às áreas de exposição de marcas e às plenárias — que contarão com especialistas de várias partes do mundo reunidos em torno do tema “Promessas da era digital: Desafios e oportunidades”.

Empresários e empreendedores poderão participar de rodadas de negócios, quando terão a oportunidade de mostrar produtos, serviços e ideias aos investidores nacionais e internacionais.

Veja a programação

20º Congresso Mundial de Tecnologia da Informação

De 3 a 5 de outubro de 2016

No Centro Internacional de Convenções do Brasil

Inscrições: pelo site www.wcit2016.com até o dia do evento. Nos dias do congresso, também no local

Veja os valores

Câmara aprova decreto que reduz “salários” de Dilma, Temer e ministros

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dilma temer

Por Luciano Nascimento – O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (24) o Projeto de Decreto Legislativo 295/15, que reduz os subsídios da presidenta Dilma Rousseff, do vice-presidente Michel Temer e dos ministros de Estado. A medida, proposta pelo governo, reduz em 10% os subsídios que passam de R$ 30.934,70 para R$ 27.841,23. A matéria será enviada ao Senado.

Ao propor a redução, Dilma argumentou que, diante da crise econômica internacional e de seus reflexos no cenário nacional, é necessário a redução de gastos públicos. Cálculos do próprio governo indicam economia de R$ 1,69 milhão com a redução ao ano.

A medida faz parte do processo de reforma administrativa feita pelo governo no ano passado e, de acordo com a mensagem, “insere-se no processo de racionalização e redução de despesas no âmbito do governo federal, em decorrência das dificuldades impostas pelo momento turbulento por que passa a economia mundial”.

R$ 16,8 milhões é o valor empenhado em processos sem licitação na área da saúde em 2016

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Foto Rafaela Feliciano
Foto Rafaela Feliciano

O estudo mostra que, até fevereiro, a Secretaria de Saúde empenhou mais de 16,8 milhões em processos para contratação de serviços e compra de material. De 2011 até o momento, a soma é de R$ 2,5 bilhões

Do portal Metrópoles – O estudo realizado pelo mandato do deputado Chico Leite (Rede) mostra que este ano a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) empenhou mais de R$ 16,8 milhões em processos de dispensa de licitação. A maior parte do valor usada em processos de contratação de empresas prestadoras de serviços e compra de material de consumo e permanente.

De acordo com o levantamento, baseado nos dados disponíveis no Sistema Integrado de Gestão Governamental (SIGGO), até fevereiro de 2016, dos R$ 16,8 milhões empenhados este ano, R$ 6,6 milhões já foram liquidados.

Chico Leite alerta que o GDF deve ser cauteloso com processos dessa natureza para evitar que a exceção se torne regra. “Essa modalidade de aquisição de serviços e materiais dispensa a obrigação de análise da concorrência e a garantia de busca por melhor preço, tornando o processo frágil e dificultando a transparência na contratação”, ressalta.

O estudo aponta, ainda, que a soma dos valores empenhados de 2011 até o momento se aproxima dos R$ 2,5 bilhões. Chico Leite sugere que o governo faça uma reflexão sobre o processo e uma análise para definir o que realmente é situação de urgência que justifique a dispensa de licitação

A contratação por meio da dispensa de licitação deve limitar-se a aquisição de bens e serviços indispensáveis ao atendimento da situação de emergência e não qualquer bem ou qualquer prazo. Os casos de dispensa estão fundamentados no artigo 24 da Lei 8.666/93.

 

ARTIGO // Emissão de falsos atestados: uma indústria contra a saúde das empresas

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Edgar Segato Neto*

A emissão de atestados médicos falsos é uma realidade crescente no mercado de trabalho brasileiro. Os empresários se veem em uma situação difícil:  desenvolver uma logística para checagem dessas suspeitas de fraude – o que demandaria deles um investimento a mais neste período de recessão e, consequentemente, de queda no lucro. Neste sentido, a necessidade de uma legislação e da criação de ferramentas que dificultem a falsificação é urgente para acabar com essa indústria criminosa que envolve médicos, trabalhadores e vendedores de atestados.

Aprovado na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 3168/12 pretende dificultar a falsificação de documentos ao estabelecer a exigência de reconhecimento de firma para que atestados e laudos médicos sejam validados. O PL está para apreciação na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) desde dezembro do ano passado.

Apensado ao projeto de lei, está o PL 6676/2013, que determina o uso de tecnologias de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados como forma de autenticação dos documentos, além dos meios impressos.

Sabemos que é constitucional ausentar-se por motivos de doença ou acidente, mas, quando entra em cena a indústria dos atestados falsos, as empresas perdem muito. No caso do setor de Asseio e Conservação, esta situação é recorrente. Ao ser afastado por doença ou acidente, o funcionário precisa ser substituído por outro, seguindo a regra dos contratos de terceirização – o que acarreta em mais custos para as empresas.

Não temos como averiguar a veracidade de todos os documentos emitidos. Trabalhamos com uma rotatividade grande de funcionários. Neste contexto, estes projetos de lei vêm para ajudar os empresários a terem um maior controle sobre o afastamento dos seus funcionários, respeitando o direito destes, mas se resguardando em caso de falsificações.

Além de acompanhar a tramitação dos projetos, temos realizado reuniões com o Conselho Federal de Medicina (CFM) para discutir a importância da criação de uma plataforma nacional de emissão de atestados eletrônicos. Queremos moralizar a emissão desse tipo de documento no Brasil. Não podemos ficar à mercê de uma indústria que prejudica a produtividade do setor produtivo brasileiro.

  • Edgar Segato é presidente da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac).

Galinho de Brasília comemora 25 anos em sessão solene com frevo e homenagens

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abrantes galinho

 

Bloco foi eleito o melhor do Carnaval de Brasília em 2016

O Galinho de Brasília começou no Carnaval de 2016 um ano de comemorações pelos 25 anos do bloco. Nesta quarta-feira (24) a comemoração foi na Câmara Legislativa, em sessão solene no plenário da Casa com a orquestra de frevo do grupo.

“O Galinho nasceu pela saudade da festa de Pernambuco e hoje deixa em todos nós saudade quando acaba o Carnaval”, ressaltou o deputado Claudio Abrantes (Rede), responsável pela homenagem.

O bloco foi criado em 1992, quando um grupo de familiares e amigos fez 120 camisetas, alugou um carro de som e saiu para pular Carnaval. Desde então, todos os sábados e segundas do feriado são marcados pela homenagem à tradição, às famílias e a cultura nordestina em Brasília.

“Nós começamos de forma despretensiosa. Se não podíamos ir brincar o Galo lá fora, trouxemos nosso próprio Galo. Mas o frevo se tornou só a ponta do iceberg da riqueza cultural que é Brasília e todas as suas expressões. E hoje até Pernambuco olha e vê a importância do Galinho da capital”, ressaltou um dos fundadores do bloco, Romildo Carvalho.

Reconhecimento

Os integrantes da diretoria do Galinho agradeceram o reconhecimento e apoio. Todos foram homenageados com moções de louvor pelo trabalho ao longo dos 25 anos.

“Nós tivemos uma batalha imensa para garantir o desfile na nossa quadra, a 203 Sul, mas conquistamos nosso espaço e é um orgulho muito grande para mim chegar à Câmara Legislativa. E não vamos parar!”, afirmou o presidente do Galinho, Franklin Torres.

O subsecretário de Cultura, Thiago Rocha, que é Pernambuco, ressaltou a importância da tradição do bloco carnavalesco “que passa de avô para neto e não morre”. “Nós temos em Brasília cada vez mais pessoas se apropriando da rua, do espaço público, do Carnaval. É muito bonito ver, como vimos no Galinho, 100 mil pessoas lado a lado, sem isolamento, curtindo uma festa de alegria e paz”.

O deputado Claudio Abrantes defendeu, juntamente com a deputada federal Érika Kokay (PT), que a secretaria de Cultura do DF inicie um processo para tombar o Galinho patrimônio cultural do Distrito Federal. “O governo precisa iniciar esse estudo, criar um plano de salvaguarda, um inventário e manifestar o respeito do Estado pelo bloco tombando ele patrimônio”, disse Abrantes.

“Todos nós temos parte da história relacionada ao Galinho. E essa história tem que ter uma continuidade cotidiana, difundir o que é o frevo brasiliense – como mecanismo de inclusão e de expressão nordestina”, apontou a parlamentar, apontando que o bloco carnavalesco também merece uma sede no DF para garantir a memória e resgate da história.

Admiração

Os brasilienses também reconheceram a importância do Galinho. O grupo foi eleito por internautas, em uma enquete do jornal Correio Braziliense, o melhor bloco do Carnaval de 2016.

“Eu nunca passei um único Carnaval fora de Brasília e me divirto muito todos os anos. E é a admiração que temos pelos que fundaram o Galinho que temos certeza que vamos continuar, todos os anos, colocando o bloco na rua”, completou o responsável pela Diretoria Jovem do Galinho, Rodrigo Brasiel.

Celina Leão se despede do PDT com agradecimento no plenário da Câmara

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Deputada Celina Leão, presidente da Câmara Legislativa
Deputada Celina Leão, presidente da Câmara Legislativa

 

Deputada acompanhou decisão de Cristovam e Reguffe

Por Zildenor Ferreira Dourado – A deputada Celina Leão (PPS), presidente da Câmara Legislativa, leu em plenário uma carta de despedida na qual não escondeu emoção e manifestou “agradecimento” aos líderes partidários, colegas parlamentares e também à militância. “Por causa das minhas atribuições na Presidência, não pude fazer antes este dever de casa. Agradeço agora a boa acolhida que sempre tive no PDT”, exortou, lembrando em que a sua decisão não foi “repentina, nem improvisada”.

Celina ressaltou ainda que não saiu rompida com os dirigentes do PDT, locais e nacionais. E agradeceu o apoio e o suporte que recebeu durante sua permanência no partido. “Saí do PDT para acompanhar decisão dos senadores Cristovam Buarque e Reguffe, que decidiram tomar novos rumos. Acredito que foi o mais coerente”, ponderou a distrital, defendendo ainda que os políticos atuais precisam resgatar a confiança da população, com novas atitudes. Ela destacou que foi muito bem acolhida no PPS, na solenidade de filiação.

Em aparte, o deputado Reginaldo Veras (PDT) lamentou a saída da deputada dizendo que foi uma “perda” para o partido que, segundo ele, como instituição é mais forte do que todos eles. “Confesso que não aprovei a sua entrada no PDT, por divergências ideológicas, mas passei a respeitar a deputada e senhora Celina. Sua saída do partido aconteceu de forma “honrada e digna”, afirmou.

Facebook libera cinco botões de reações além do ‘Curtir’ para todos

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Por Thiago Barros, do TechTudo – Os botões de reação (reaction buttons) do Facebook, novas opões de reação além do curtir (like), enfim, chegaram definitivamente na rede social. Os botões que expandem a atuação da ação de curtir um post já haviam sido anunciados há algum tempo pelo Facebook como teste e alguns países já tinham acesso. Somente nesta quarta-feira (24) os reaction buttons foram liberados para o mundo todo.

A mudança vai chegar aos poucos para todos os usuários. Nos próximos dias, é provável que o mundo todo já tenha a possibilidade de amar (Amei), rir (Haha), se impressionar (Uau), ficar triste (Triste) ou se irritar (Grr) com o post de um amigo ou página de fãs/marcas no feed do seu Facebook.

As novas reações são botões que vão aparecer a partir do “curtir”. Nos dispositivos móveis (celulares e tablets), o usuário deverá pressionar o botão de “like” para abrir o menu com as novas “ações”. No computador, o usuário precisará passar o cursor do mouse sobre o tradicional comando de “curtir” para visualizar as opções. São cinco novas reações que foram muito estudadas antes de serem lançadas.

“Sabemos que essa é uma grande mudança, e queríamos ser cautelosos quanto a lançar essa funcionalidade”, explicou Sammi Krug, gerente de produtos da rede social.

“Há mais de um ano estamos fazendo testes globais e pesquisas para determinar quais tipos de reações as pessoas queriam usar, e também vimos quais são os emojis mais usados em posts para determinar o que oferecer”, encerra em nota do Facebook.

Não foi desta vez, ‘não curti’

Desde 2014, especula-se sobre a criação de um botão “não curti” ou “dislike”, além da curtida. Durante um Q&A, Mark Zuckerberg, fundador e CEO da rede social, declarou que um botão como esse só traria situações ruins para o Facebook. Pensando em uma alternativa, foram criados os botões de reação. Com eles, caso um membro do site não curta um post, pode se declarar de outras formas.

“Escutamos as pessoas e descobrimos que deveriam existir mais maneiras de se expressar, capazes de ilustrar como nos sentimos, de forma fácil e rápida”, explica a rede social no lançamento dos botões.

Quase emojis

Segundo o Facebook, a rede social investigou como as pessoas comentavam em posts e usavam as figurinhas e emoticons/emojis como sinal para diferentes tipos de reações emocionais a um determinado assunto antes de escolher as cinco emoções lançadas para o mundo todo.

Em inglês os botões além do Like chegaram primeiro, são eles: Love, Haha, Wow, Sad e Angry. Em espanhol, para a America Latina, são: Me gusta, Me encanta, Me divierte, Me asombra, Me entristece, Me enoja.

Nesta tarde, Zuckerberg disse que o Reaction é ‘o novo Like’ e dispensou o ‘Não Curti’ para sempre.