Empresa que ganhou licitação em Itapoã desistiu por baixa procura. Sete estabelecimentos estão com contrato encerrado desde o fim de 2015
O restaurante comunitário de Sobradinho II, no Distrito Federal, foi reinaugurado nesta segunda-feira (4) após os contratos de gestão de sete das 14 unidades terem sido suspensos desde o fim de 2015. Segundo o GDF, o objetivo é que as empresas tenham mais segurança para investir e melhorar o atendimento nos restaurantes.
A empresa que venceu a licitação do refeitório de Itapoã desistiu do contrato alegando baixa demanda. A segunda empresa classificada no pregão assumiu o empreendimento, que deve ser reaberto ao final de maio. Em outubro de 2015 o valor das refeições aumentou de R$ 1 para R$ 3.
O subsecretário de Segurança Alimentar e Nutricionais, Jefferson Alves, afirma que a pasta estuda mudanças no preço. “Fizemos um estudo muito grande para conseguir cortar gastos, para conseguir reduzir custos e conseguir trazer uma surpresa boa para a população”
“Às vezes a pessoa não tem dinheiro para comprar um quilo de alimento mas tem R$ 3 ou o valor que seja mais em conta. Muitos necessitam”, diz a dona de casa Elma Maria Fernandes.
O restaurante de Planaltina está fechado desde o início do ano e aguarda a contratação de uma nova empresa para administrar o espaço. No total, são 14 restaurantes comunitários. Sete deles (Planaltina, Ceilândia, Gama, Brazlândia, Sobradinho, Itapoã e Paranoá) tiveram os contratos emergenciais encerrados.
As unidades foram fechadas para reforma e novas empresas vão ser contratadas. Segundo a secretaria o restaurante comunitário de Sol Nascente vai ser inaugurado no dia 21 de abril e o de Planaltina, no dia 25. As empresas responsáveis são escolhidas por pregão e têm contrato de um ano, podendo ser renovado por até cinco. (Com informação do G1 DF)
Servidores públicos federais de todo o país fazem ato em frente ao Ministério do Planejamento (Antonio Cruz/Agência Brasil).
Secretário de Fazenda diz que o Executivo local não será afetado pelo projeto, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados
Por Manuela Alcântara, do portal Metrópoles – O GDF prometeu, nesta terça-feira (5/4), não aderir ao Projeto de Lei Complementar (PLP) n° 257/2016, batizado de “PLP da Maldição”, que retira uma série de direitos dos servidores públicos. A proposta, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados, condiciona o refinanciamento das dívidas de estados e do Distrito Federal com a União à adoção de medidas de arrocho, que incluem a suspensão de reajustes salariais e de concursos públicos por dois anos e até a demissão de concursados.
O projeto — que ainda estabelece a redução dos cargos comissionados, mudanças no Regime Jurídico Único dos Servidores e aumento da alíquota de contribuição previdenciária de 11% para 14% paga pelos funcionários públicos — foi alvo de protestos em frente ao Palácio do Planalto e na Câmara dos Deputados nesta terça.
A proposta, de autoria do Palácio do Planalto, é uma resposta à pressão do Fórum Permanente dos Governadores, que cobrou do governo federal medidas para desafogar as contas estaduais. Apesar da sinalização feita pela equipe de Rodrigo Rollemberg (PSB), o funcionalismo vê com ressalvas o anúncio do Executivo local. Especialmente porque o “PLP da Maldição” foi elaborado após a série de reuniões capitaneadas pelo socialista com os representantes das outras 26 unidades da Federação na Residência Oficial de Águas Claras.
Se aprovado, o PLP n° 257/2016 só provocará mudanças nos regimes dos estados que aderirem às novas regras, o que não será o caso do Governo do Distrito Federal, assegura o secretário de Fazenda do DF, João Antônio Fleury. Em entrevista ao Metrópoles, Fleury disse que o DF não vai alongar as dívidas com a União em 20 anos.
Atualmente, a dívida do DF com a União é de R$ 972 milhões, e será paga em parcelas de R$ 7,8 milhões até 2029. “A mudança de indexadores foi a primeira vitória do fórum dos governadores. Isso possibilitou ao DF uma economia de cerca de R$ 339 milhões. Não vamos aderir ao alongamento”, disse Fleury.
Segundo o secretário, a adesão será feita somente por estados em regime de insolvência. “Existem hoje estados que não conseguem pagar os salários dos servidores. É uma realidade muito dura. Eles chegaram a uma situação crítica e não conseguirão sair da crise se não tomarem medidas drásticas”, completou.
Impopularidade Ainda que os servidores do DF escapem das medida, o projeto provocou a revolta de diversas categorias, que foram para a Câmara dos Deputados nesta terça-feira (5) protestar. Integrantes de sindicatos estiveram nas galerias da Casa para pressionar contra a votação da medida. Nem os próprios deputados aceitaram os termos elaborados pelo Ministério da Fazenda — até o fim da tarde, a proposição tinha quase 400 emendas, e o texto não chegou a ser votado.
O servidor não é moeda de troca. Uma coisa é repactuar as dívidas dos estados, outra é destruir a história do servidor e pagar a dívida com nosso sangue. Não vamos aceitar, em hipótese alguma“
Marli Rodrigues, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindiSaúde-DF)
Segundo a dirigente sindical, servidores programam uma paralisação geral em 13 e 14 de abril, contra o PLP. O sindicato ainda lançou a campanha “Dilma, quebre o pacto com Rollemberg e retire o PLP 257”.
Dados do MPDFT confirmam investimento de apenas 14% na saúde e 6% na educação, de um total de R$ 6 bilhões disponíveis para as duas áreas até o início de 2016
Por Thiago Alves – A fiscalização dos gastos públicos é uma ação constante do deputado Chico Leite (Rede). Desde seu primeiro mandato, o parlamentar vem atuando para ampliar a transparência nos investimentos do GDF em áreas essenciais para o cidadão e o desenvolvimento do Estado. “A fiscalização é uma ferramenta importante no nosso mandato, além de garantir transparência nos investimentos do GDF. Garantimos o material necessário para cobrar melhorias e mais atenção na aplicação dos recursos”, ressalta Chico Leite.
Entre as diversas áreas fiscalizadas pelo mandato do parlamentar, estão presentes a saúde e a educação. Chico Leite defende que as áreas fazem parte dos direitos básicos da população e o governo tem a obrigação de garantir que o serviço oferecido seja de qualidade. “Infelizmente o governo vem deixando de investir os recursos necessários em áreas essenciais. A saúde e a educação estão em estado crítico, e como já mostramos em diversas fiscalizações, os recursos aplicados estão abaixo do necessário”, afirmou;
Órgãos como o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) confirmam essa situação. A Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC), do MPDFT, apresentou uma primeira análise referente à execução orçamentária nas áreas de saúde e educação do DF. O material faz parte das ações do Núcleo de Assessoramento Técnico do Orçamento (NUO/PDDC) e tem como objetivo verificar, principalmente em áreas sensíveis, como está o planejamento e a execução do orçamento do DF pelo governo.
Os dados apresentados pelo órgão mostraram que, até o mês de janeiro deste ano, o GDF executou 14% do orçamento da saúde e 6% do orçamento da educação. Nas duas áreas, o orçamento é de aproximadamente R$ 6 bilhões e foi destinado principalmente ao pagamento de pessoal.
Além disso, na saúde, foram gastos recursos com serviços assistenciais complementares, manutenção de máquinas, desenvolvimento de ações de atenção primária, aquisição de equipamentos, entre outros. Já na educação, o orçamento gasto é relativo à alimentação escolar, manutenção da educação infantil, profissional e especial e dos ensinos fundamental e médio.
Se o projeto foi aprovado, o Brasil poderá virar um caos com a paralisação em cadeia das Polícias e Corpo de Bombeiros Militares de todo País
Por Poliglota – A mobilização começou semana passada e nesta terça-feira (5) se materializou no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, às 10 horas, dando continuidade a partir das 17 horas no plenário. O resultado, pelo menos inicial, foi a não votação do referido PL 257/2016.
Policiais e Bombeiros Militares de todo Brasil se reuniram para dizer NÃO ao PL 257/2016 que retira direitos, empaca o serviço público, arrocha servidores, entre eles os policiais e bombeiros.
Mas o gigante adormecido parece ter acordado e o recado ao governo e aos parlamentares que apoiam essa aberração planejada pelo executivo federal foi claro, direto e preciso: se esse projeto passar como está o Brasil poderá virar um caos com a paralisação em cadeia das Polícias e Corpo de Bombeiros Militares de todo País, assim afirmou o deputado federal Capitão Augusto, membro da Força Parlamentar de Segurança Pública, sendo ovacionado por todos os presentes no auditório com o brado “As PMs vão parar!”.
Militares, por natureza, sempre foram disciplinados e assim continuarão. Porém, são acima de tudo cidadãos e servidores que lutarão até a última gota de sangue para que seus direitos sejam respeitados.
Em seu discurso, Fraga afirmou que tem orgulho e respeito pelas corporações e que todos precisam estar unidos para não permitir a aprovação do projeto. Lembrou que a estratégia básica para vencer uma guerra é dividir o inimigo. Ele explicou que a causa é de todos os militares e a união é o que os conduzirá para vitória.
Fato triste foi a ausência de todos os comandantes gerais das corporações do país, demonstrando compromisso e lutando pelos direitos dos militares. “A barriga dos coronéis ronca do mesmo jeito que a dos soldados. Nesse momento os comandantes ocupam cargos políticos, mas acima de tudo está a instituição. E como chefe maior eles têm o dever de zelar pelo bem-estar da tropa”, enfatizou Fraga.
A emoção tomou conta do deputado, que tem fama de durão, e com lágrimas nos olhos agradeceu a presença dos militares. Ele lembrou que durante muitos anos lutou sozinho pelos direitos dos militares e ter a presença de tantos bombeiros e policiais lhe emocionou. Comitivas de estados como Maranhão, Espirito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro, Goiás e do Distrito Federal lotam a Câmara Federal.
Por outro lado, causa muita estranheza o silêncio do governador Rodrigo Rolemberg diante do imbróglio que se transformou não só o PL 257/2016 como também o PL 3123/2015. A única pasta do GDF que têm demonstrado resultados é justamente a Segurança Pública e nenhuma palavra tem sido dita pelo governador. É sabido de seu compromisso em apoio à presidente Dilma, mas o silêncio ou omissão, como estão avaliando, não têm sido uma boa para o governador.
No dia 2 de janeiro, a convite do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Rodrigo Rollemberg, participou da reunião do Colégio de Líderes, na qual se discutiu a pauta na Casa. Como representante do Fórum Permanente de Governadores, Rollemberg apresentou aos parlamentares algumas das propostas definidas no encontro ocorrido no dia anterior (1º), na Residência Oficial de Águas Claras, com a presença de 20 governadores e de cinco vices.“Foi uma reunião positiva, o presidente Renan e o Colégio de Líderes estão dispostos a apreciar e votar uma pauta federativa”, avaliou o governador. “Todos eles sabem das dificuldades dos estados e da necessidade de buscar alternativas para melhorar a situação.”
Por fim, uma coisa é certa: O clima está pesadíssimo e não se pode prever o que poderá acontecer caso esses projetos sejam aprovados como estão. Resta às corporações a continuidade das pressões e a união de todos em busca da melhor solução.
Aguardar o desenrolar…Essa deverá ser a melhor estratégia.
A Proposta de Emenda à Lei Orgânica do DF (PELO) 28/2015, de autoria da deputada Celina Leão, presidente da Câmara Legislativa do DF (CLDF), foi aprovada, nesta terça-feira (5), em segundo turno, no Plenário da Casa, por 17 votos favoráveis.
A partir de agora, servidores com dependentes com deficiência terão horário especial de trabalho. A PELO garante o benefício ao servidor público que tenha cônjuge ou dependente com algum tipo de deficiência que requeiram cuidados em diferentes horários.
Os parlamentares se sensibilizaram com a causa e aprovaram a Proposta de Emenda à Lei Orgânica, que tramitava na Casa desde 2015. “Ficam assegurados os benefícios constantes do art. 35, aos servidores das empresas públicas e sociedade de economia mista do DF”, destacou Celina.
“A proposta aprovada, hoje, vai contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos agentes públicos que se enquadrem nas condições mencionadas, bem como, da de seu dependente legal”, defende Celina Leão.
A proposta de Celina Leão especifica que a redução de carga horária se refere a servidores que tenham filhos com deficiências graves, como síndromes metabólicas, cognitivas ou mentais, assim como autismo, síndrome de Down, paralisia cerebral, entre outras que forem consideradas graves pelas juntas médicas oficiais do trabalho. “As crianças e cônjuges com deficiência precisam de cuidados constantes. A proposta não contempla redução salarial nem compensação de horário pelo servidor. A comprovação de dependência também será necessária”, explicou Celina.
De acordo com estatísticas, a população do DF tem aproximadamente dois milhões e oitocentos mil habitantes. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 25% da população brasileira tem alguma deficiência física e/ou mental e cognitiva. “Nada mais justo do que contribuirmos com uma emenda à Lei Orgânica do DF, para que esta se adeque à legislação local aos postulados da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, assinada em 30 de março de 2007 e ratificada pelo Brasil em agosto de 2008. É importante que a pessoa com deficiência, seja criança ou adulto, tenha um padrão de vida e proteção social adequados”, finalizou a autoria da proposição.
# O plenário da Câmara dos Deputados promoveu nesta terça-feira duas trocas na Comissão Especial do Impeachment que analisa denúncia por crime de responsabilidade contra a presidente da República, Dilma Rousseff.
# Assumiram vagas o deputado Vicentinho Júnior (PR-TO), como titular, e a deputada Eliziane Gama (PPS-MA), como suplente.
# Vicentinho substituiu a deputada Zenaide Maia (PR-RN), que renunciou alegando problemas de saúde e cujo irmão, João Maia, assumiu recentemente uma das vice-presidências do Banco do Brasil;
# Eliziane entrou na vaga de Sandro Alex (PR), que trocou o PPS pelo PSD.
Para Luiz Flávio Gomes, não há obstáculo jurídico à proposta de Marina Silva de um pleito para presidente ainda este ano
Por Vinicius Gorczeski, da Época – A proposta de convocar eleições gerais para a Presidência da República não tem obstáculos jurídicos. O professor Luiz Flávio Gomes, jurista do Instituto Avante Brasil, diz que uma Proposta de Emenda à Constituição, que poderia levar os eleitores brasileiros a escolher um novo presidente da República ainda este ano, dois anos antes do previsto, depende mais de um “pacto generalizado” entre políticos. Para ser legitimada, deveria contar com o consenso, principalmente da presidente Dilma Rousseff e do vice, Michel Temer, que aceitariam renunciar diante desse pacto. “Dilma porque tem o mandato, e Michel porque tem a expectativa do mandato”, diz Gomes.
A ideia tornou-se mote de campanha: o partido da ex-senadora Marina Silva, o Rede Sustentabilidade, lançou nesta terça, dia 5, uma frente nacional pela cassação da chapa composta pela presidente Dilma e o vice Temer, e pela convocação de eleições gerais para a presidência, sob o slogan “Nem Dilma nem Temer, nova eleição é a solução”. Na segunda, dia 4, o senador Valdir Raupp, do PMDB de Rondônia, também havia sugerido eleições gerais para outubro, quando ocorrem as eleições municipais. Aliado de Temer, Raupp disse que o vice-presidente preferia não assumir o poder em meio a duas crises, uma econômica, outra política, ambas deflagradas e retroalimentadas, sobretudo, pelo governo. No mesmo dia em que Raupp fez sua defesa pelas novas eleições, o líder do governo Dilma no Senado, Humberto Costa, do PT de Pernambuco, disse que mesmo o PT já não descarta essa hipótese.
Com as sucessivas deflagrações de investigações e rumores de novas delações premiadas no âmbito da Lava Jato que assombram o governo, a proposta de eleições gerais neste ano é uma saída para as crises – embora politicamente muito difícil de ser levada a cabo, porque o Congresso está conflagrado e pouco disposto a consensos e diálogos. O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, um pontencial candidato, chamou a ideia de “utópica”. Marina Silva, cuja candidatura em 2014 chegou a ocupar a dianteira nas pesquisas, seria a maior beneficiada.
Simultaneamente, Dilma e Temer enfrentam um processo de cassação de seus mandatos, proposto pela oposição, que tramita no Tribunal Superior Eleitoral. Dilma disse nesta terça, no Palácio do Planalto, que só discutirá o assunto caso deputados e senadores também concordem em abrir mão de seus mandatos – ou seja, se as eleições fossem gerais. Muitos parlamentares certamente resistem: os investigados pela Lava Jato, por exemplo, teriam dificuldades para se reeleger – o que significa que sairiam das garras do Supremo para as do juiz Sérgio Moro.
Os custos de uma nova eleição em cenário de escassez financeira traria problemas à Justiça Eleitoral – já comprometida em organizar e custear as eleições municipais de outubro. A depender de Marina, Raupp e prováveis novos políticos patrocinadores – dos que vislumbram um pedaço de poder para si aos que pensam em alternativas à crise – o custo financeiro do pleito seria menos angustiante do que assistir, nos próximos anos, o Brasil à deriva.
Leia a entrevista de Luiz Flávio Gomes:
ÉPOCA – A ideia de uma nova eleição via proposta de emenda à constituição é viável? Luiz Flávio Gomes – Isto só seria viável se houvesse um pacto generalizado, particularmente consentido pela Dilma e o Temer, é importante que eles participem disso. Dilma porque tem o mandato, e Michel porque tem a expectativa do mandato. Mas teria que ser uma PEC em que haja um consenso, uma espécie de pacto nacional. Juridicamente seria possível dentro desse pacto, como um tipo de renúncia implícita da Dilma e do Temer. Poderia ser aprovada, sim.
ÉPOCA – Mesmo que todo o Congresso o patrocine, como julgaria o Supremo caso Dilma resista à proposta? Gomes – Sem esse consentimento, não haveria como, porque Dilma e Temer recorreriam ao Supremo – e ambos ganhariam, porque ambos têm mandato até 2018 e por o Supremo respeitaria a decisão de 2014, o Estado de Direito e as regras do jogo. A anuência dos dois, portanto, é imprescindível para a viabilidade desse “acordão”.
ÉPOCA – Uma proposta aprovada permitira eleições já neste ano? Gomes – A eleição poderia ocorrer neste ano caso a PEC fosse aprovada. Há uma regra geral que qualquer modificação em uma eleição tem de ser feita até um ano antes desta eleição. Porém, ao mesmo tempo, existe outra regra que, se houver renúncia do presidente e do vice, a eleição é imediata, ocorre em até 90 dias. Com base nesse dispositivo constitucional e nesse acordo consensual, que estará embutida uma renúncia de ambos, daria legitimidade para eleições imediatas.
ÉPOCA – O que pensa da proposta? Gomes – É uma ideia que está ganhando força com muita rapidez, já tem apoio de 10 senadores, e também governadores. A Dilma disse que não renuncia, mas tudo depende do contexto, que piora a cada dia e piorará mais por conta das novas delações da Lava jato, que massacram e arrebentam o governo. Está insustentável. Essas novas eleições levariam a um consenso. O próprio Lula já topou uma conciliação geral. Ele gostariam de não sofrer o processo traumático do impeachment e Dilma e temer sairiam do governo em pé de igualdade. Vejo essa saída como a mais inteligente para o Brasil. De resto, só enxergo conflitos.
A tomada de posição da Apple contra o FBI na luta pela defesa da encriptação dos dados em dispositivos móveis parece começar a ter efeitos mais amplos. O WhatsApp hoje anunciou que as mensagens feitas com seu mensageiro eletrônico serão encriptadas de ponta-a-ponta, o que significa que nenhum agente exterior, nem mesmo o WhatsApp, poderá ter acesso ao conteúdo das mensagens, seja de texto, de áudio ou de imagem.
Segundo o próprio site:
Diferente da criptografia tradicional, a criptografia de ponta-a-ponta assegura que somente você e a pessoa com que você está se comunicando podem ler o que é enviado e ninguém mais, nem mesmo o WhatsApp. Suas mensagens são criptografadas com um cadeado único, onde somente você e a pessoa com quem você está conversando, possuem uma chave especial para abrir e ler a mensagem. E para uma proteção ainda maior, cada mensagem que você enviar possui um cadeado e uma chave. Suas mensagens são automaticamente criptografadas de ponta-a-ponta: não é necessário ativar configurações ou estabelecer conversas secretas e especiais para garantir a segurança de suas mensagens.
Muitos usuários já estão recebendo a mensagem assim que se conectam. Outros ainda não, mas é questão de tempo até a nova funcionalidade estar disponível a todos. (Com informação do IDGNow)
Deputado Alberto Fraga recebe policiais e bombeiros militares na Câmara
Policiais e bombeiros militares de todo o Brasil lotaram a Câmara Federal, nessa terça-feira (05). Eles vieram de vários estados para pressionar os deputados contra a aprovação do PLP 257/2016, de autoria do Governo Federal. “Esse projeto quer retirar dos militares os direitos que levaram décadas para conquistar”, afirma o deputado federal Alberto Fraga (DEM).
No início da manhã o parlamentar reuniu-se com esses militares. No encontro Fraga contou que tentam tirar a credibilidade dos militares com a divulgação de imagens tendenciosas durante a atuação, isso faz com que o país não tenha o devido respeito com quem garante a ordem pública.
O deputado afirmou que tem orgulho e respeito pelas corporações e que todos precisam estar unidos para não permitir a aprovação do projeto. Fraga lembrou que a estratégia básica para vencer uma guerra é dividir o inimigo. Ele explicou a que a causa é de todos os militares e a união é o que os conduzirá para vitória.
Para o deputado era dever de todos os comandantes gerais estarem na Câmara Federal lutando pelos direitos dos militares. “A barriga dos coronéis ronca do mesmo jeito que a dos soldados. Nesse momento os comandantes ocupam cargos políticos, mas acima de tudo está a instituição. E como chefe maior eles têm o dever de zelar pelo bem-estar da tropa”, enfatizou Fraga.
A emoção tomou conta do deputado, que tem fama de durão, e com lagrimas nos olhos agradeceu a presença dos militares. Ele lembrou que durante muitos anos lutou sozinho pelos direitos dos militares e ter a presença de tantos bombeiros e policiais lhe emocionou. Comitivas de estados como Maranhão, Espirito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro, Goiás e do Distrito Federal lotam a Câmara Federal. A previsão é que o PLP 257/2016 seja votado nesta terça-feira (05).
PLP 257/2016
Para os militares o projeto é muito danoso, se aprovado o militar vai passar dois anos e seis meses sem ter nenhuma promoção ou reajuste salarial, a contribuição previdenciária que hoje é de 11%, subirá para 14%. O tempo de contribuição aumentará de 30 para 35 anos.
O ministro das Comunicações, André Figueiredo, e o governador Rodrigo Rollemberg. Foto Renato Araújo
André Figueiredo reuniu-se com Rodrigo Rollemberg para tratar do desligamento do sinal analógico de TV. No DF, processo ocorrerá em outubro
Por Paula Oliveira – O governador Rodrigo Rollemberg recebeu o ministro das Comunicações, André Figueiredo, no Palácio do Buriti na tarde desta segunda-feira (4). O motivo do encontro foi o desligamento do sinal analógico de televisão, em 26 de outubro na capital do País. O representante do governo federal pediu a colaboração do Executivo local na divulgação da mudança. Brasília será a primeira cidade a fazer a transição para o sistema de TV digital — ocorreu um teste em Rio Verde (GO) em dezembro de 2015.
“A cooperação do governo de Brasília é extremamente importante para que o processo transcorra de maneira tranquila. Pelo perfil da cidade, acredito que não teremos dificuldades”, afirmou Figueiredo ao fim da conversa com Rollemberg. Segundo ele, a previsão é que, a partir de junho, sejam distribuídos pelo ministério cerca de 230 mil conversores digitais no DF para que aparelhos mais antigos recebam o novo sinal. Serão beneficiados inscritos no programa Bolsa Família e no cadastro único do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
O governador mostrou-se aberto a colaborar e designará dois representantes da administração local para integrar o grupo de implementação da mudança no DF. “É uma pauta bastante positiva, uma pauta da modernidade, e vamos colaborar no que for possível”, disse Rollemberg.
Participaram também da reunião o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, o secretário de Comunicação Eletrônica, do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins, e o assessor especial do ministro Flávio Lenz Cesar.
Entorno
Além do desligamento na capital do País, em 28 de outubro nove cidades de Goiás que pertencem ao Entorno perderão o sinal analógico (Águas Lindas de Goiás, Cidade Ocidental, Cristalina, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás). Para elas, serão entregues cerca de 140 mil conversores.
Para ter mais informações sobre a distribuição, é preciso ligar para o telefone de atendimento do governo federal 147 ou acessar o site www.vocenatvdigital.com.br.