Militares de todo o Brasil protestam contra a aprovação do PLP 257/2016

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Deputado Alberto Fraga recebe policiais e bombeiros militares na Câmara

Policiais e bombeiros militares de todo o Brasil lotaram a Câmara Federal, nessa terça-feira (05). Eles vieram de vários estados para pressionar os deputados contra a aprovação do PLP 257/2016, de autoria do Governo Federal. “Esse projeto quer retirar dos militares os direitos que levaram décadas para conquistar”, afirma o deputado federal Alberto Fraga (DEM).

No início da manhã o parlamentar reuniu-se com esses militares. No encontro Fraga contou que tentam tirar a credibilidade dos militares com a divulgação de imagens tendenciosas durante a atuação, isso faz com que o país não tenha o devido respeito com quem garante a ordem pública.

O deputado afirmou que tem orgulho e respeito pelas corporações e que todos precisam estar unidos para não permitir a aprovação do projeto. Fraga lembrou que a estratégia básica para vencer uma guerra é dividir o inimigo. Ele explicou a que a causa é de todos os militares e a união é o que os conduzirá para vitória.

Para o deputado era dever de todos os comandantes gerais estarem na Câmara Federal lutando pelos direitos dos militares. “A barriga dos coronéis ronca do mesmo jeito que a dos soldados. Nesse momento os comandantes ocupam cargos políticos, mas acima de tudo está a instituição. E como chefe maior eles têm o dever de zelar pelo bem-estar da tropa”, enfatizou Fraga.

A emoção tomou conta do deputado, que tem fama de durão, e com lagrimas nos olhos agradeceu a presença dos militares. Ele lembrou que durante muitos anos lutou sozinho pelos direitos dos militares e ter a presença de tantos bombeiros e policiais lhe emocionou. Comitivas de estados como Maranhão, Espirito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro, Goiás e do Distrito Federal lotam a Câmara Federal. A previsão é que o PLP 257/2016 seja votado nesta terça-feira (05).

 

PLP 257/2016

Para os militares o projeto é muito danoso, se aprovado o militar  vai passar dois anos e seis meses sem ter nenhuma promoção ou reajuste salarial, a contribuição previdenciária que hoje é de 11%, subirá para 14%. O tempo de contribuição aumentará de 30 para 35 anos.

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