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Funai publica edital para novo concurso público. Salários passam dos R$ 6 mil

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As inscrições podem ser feitas no site da Esaf entre 2 e 16 de maio. São previstas 220 vagas, com salários de até R$ 6.330,31.

Do portal IMP Concursos – Acaba de ser publicado, no Diário Oficial da União (DOU), o edital de abertura das inscrições para o concurso público da Fundação Nacional do Índio (Funai). Organizado pela Escola de Administração Fazendária (Esaf), o certame prevê 220 vagas para os cargos de contador, engenheiro agrônomo, engenheiro (agrimensor e civil) e indigenista especializado. Os salários variam de R$ 5.345,02 a R$ 6.330,31.

As inscrições poderão ser realizadas no site da Esaf (www.esaf.fazenda.gov.br) no período de 2 a 16 de maio e a aplicação das provas está prevista para o dia 7 de agosto. A taxa é de R$ 120 para os cargos de engenheiro agrimensor, agrônomo e civil e de R$ 100 para os demais cargos.

Serão disponibilizadas vagas nas unidades descentralizadas da Funai, sediadas em capitais e interiores, preferencialmente nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Roraima. Os conteúdos da prova serão distribuídos em conhecimentos básicos, comuns a todos os cargos, e conhecimentos específicos. Para a prova de conhecimentos básicos, o candidato testará seus conhecimentos em Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Quantitativo, Direito Constitucional e Administrativo, Legislação Indigenista, Informática Básica e Administração Pública.

As provas serão aplicadas nas cidades de Rio Branco, Cuiabá, Maceió, Sinop (MT), Manaus, Belém, Tabatinga (AM), Altamira (AM), São Gabriel da Cachoeira (AM), João Pessoa, Macapá, Recife, Salvador, Teresina, Fortaleza, Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro, Vitória, Natal, Goiânia, Porto Velho, São Luís, Ji-Paraná (RO), Imperatriz (MA), Boa Vista, Belo Horizonte, Porto Alegre, Florianópolis, Campo Grande, Aracaju, Dourados (MS), São Paulo e Palmas.

O edital completo da seleção pode ser conferido aqui.

STF pede explicações ao Planalto sobre lei que autoriza pílula do câncer

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Por Aline Leal – O Supremo Tribunal Federal (STF) pediu explicações à presidenta Dilma Rousseff sobre a Lei 13.269 que aprova o uso da fosfoetanolamina no país. O uso da substância, conhecida como pílula do câncer, foi autorizado por lei sancionada há uma semana pela presidenta. Médicos e A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são contra o dispositivo legal.

A decisão, proferida pelo ministro Marco Aurélio Mello, do STF, foi uma resposta à Ação Direta de Inconstitucionalidade da Associação Médica Brasileira (AMB),  alegando que a lei libera o uso de uma substância que não passou pelos testes clínicos necessários para comprovar segurança e eficácia. O prazo para as explicações é de cinco dias, a partir da publicação da decisão, emitida ontem (20).

“A nossa preocupação é que essa lei, na maneira que está colocada, permite que uma substância que a gente não conhece de maneira técnica, embasada em testes de segurança e eficacia, seja liberada para os pacientes sem registro no Ministério da Saúde ou na Anvisa. É uma grande violação da legislação que hoje regula o uso de medicamentos”, detalhou o diretor da AMB, José Bonamigo.

O médico explica que todo medicamento deve passar por fases de testes para ser comercializado.”Os testes envolvem se esse paciente tem intolerância, efeitos adversos. Em outra fase, você testa doses diferentes para saber a eficácia. Depois essa droga é comparada com placebo, no caso de não ter um medicamento especifico para a doença, ou com outras drogas que já sejam padrão para aquela doença. Todos os tipos de câncer têm hoje tratamentos já estudados como eficazes, então não seria correto usar de maneira indiscriminada esta substância sem uma segurança do conhecimento, se ela tem segurança e qual o perfil de segurança”, defendeu Bonamigo, acrescentando que AMB não quer que a fosfoetanolamina seja proibida, e sim estudada adequadamente.

No Brasil, para um medicamento ser comercializado, é necessário que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária conceda um registro. Este documento só é dado quando a agência analisa e aprova todos os testes feitos pelo laboratório fabricante.

Em palestra na Fiocruz, em Brasília, na semana passada, o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, disse que a lei da fosfoetanolamina é uma “barbaridade” em todos os pontos de vista. “A Anvisa não registra substâncias, ela registra medicamentos. Ser autorizada como substância em geral vai querer dizer o que? Vai ter bula? Vai ter data de fabricação e de validade? Na bula, vai aparecer que a fosfoetanolamina funciona melhor sem quimioterapia? O que vai impedir que amanhã um produtor inescrupuloso coloque farinha em capsula e venda como fosfoetanolamina? Não vai ter autoridade sanitária para fiscalizar como temos com os medicamentos registrados. O potencial de dano é tremendo”, disse Barbosa.

Histórico

Sintetizada há mais de 20 anos, a fosfoetanolamina sintética foi estudada pelo professor aposentado Gilberto Orivaldo Chierice, quando ele era ligado ao Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros da Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos. Algumas pessoas tiveram acesso gratuito às cápsulas contendo a substância, produzidas pelo professor, porém sem aprovação da Anvisa. Esses pacientes usavam a pílula como se fosse um medicamento contra o câncer. Alguns chegaram a dizer que essa era a cura da doença.

Em junho de 2014, uma portaria da USP determinou que substâncias em fase experimental deveriam ter todos os registros antes de serem distribuídas à população. Desde então, pacientes que tinham conhecimento das pesquisas passaram a recorrer à Justiça para ter acesso às pílulas.

Em outubro do ano passado o Ministério da Saúde anunciou a criação de um grupo de trabalhopara estudar a eficácia e a segurança da fosfoetanolamina na cura do câncer. No dia 14 de abril, foi sancionada a lei para resolver essa questão do acesso e garantir aos pacientes com câncer o direito de usar a fosfoetanolamina, mesmo antes de a substância ser registrada e regulamentada pela Anvisa.

DF entra na Justiça para pagar juros mais baixos sobre dívida com União

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Saldo devedor é de R$ 964,8 milhões; cálculo é feito com juros compostos. Se simples fossem aplicados, dívida teria sido quitada em 2009, diz governo

Raquel Morais, do G1 – O Distrito Federal entrou na Justiça para mudar o modo como são cobrados os juros da dívida com a União – a cobrança é feita com a aplicação de juros compostos, e o objetivo é corrigi-la para simples. O atual saldo devedor é de R$ 964,8 milhões. De acordo com o GDF, se fossem aplicados juros simples, o valor teria sido quitado em 2009 e a capital do país teria um crédito de R$ 850 milhões com o governo federal.

O DF não é o primeiro a fazer pedido do tipo. Em 15 de abril, o Supremo Tribunal Federal concedeu liminar ao Rio de Janeiro autorizando que o pagamento da dívida ocorresse por meio da aplicação dos juros mais baixos. Estados como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais também já obtiveram pareceres favoráveis.

O último contrato firmado entre o DF e a União é de julho de 1999. Ele foi feito por meio do Ministério da Fazenda, junto à Caixa Econômica, Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os acordos foram feitos para refinanciar dívidas diversas, de acordo com o governo.

Em março de 2016, o GDF conseguiu renegociar os valores com o governo federal. A dívida caiu em R$ 339,2 milhões – e o montante será, segundo o governador Rodrigo Rollemberg, destinado integralmente à saúde. As parcelas diminuíram R$ 3 milhões. O último repasse feito foi de R$ 7,8 milhões.

O governo afirmou que todos os pagamentos estão sendo feitos no prazo estipulado e que não houve atrasos. O DF registrou aumento na arrecadação no primeiro trimestre do ano em relação ao ano passado: foram R$ 3,46 bilhões em 2016, contra R$ 3,28 em 2015.

 O secretário de Fazenda, João Fleury, afirmou em entrevista ao Bom Dia DF que a situação ainda não é confortável. “Na verdade, nós temos que lembrar que estamos vivendo um período de recessão e inflação alta.”

Posição da União
O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou em 19 de abril que a solução do juro simples é “desequilibrada”. A declaração foi dada durante reunião com os governadores de São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de um representante do Rio de Janeiro. O ministro do STF Luiz Edson Fachin também participou do encontro.

Nas últimas semanas, Fachin concedeu liminares (decisões provisórias) para que estados não sejam punidos ao realizar o pagamento de parcelas de suas dívidas com base nos juros simples. O Ministério da Fazenda quer usar a taxa Selic capitalizada (juros sobre juros, os chamados juros compostos), argumentando que esse é o formato utilizado para contratos financeiros. O mérito da questão será julgado pelo plenário do STF no próximo dia 27.

De acordo com Barbosa, o governo federal pode perder R$ 313 bilhões se o STF confirmar as decisões liminares e permitir aos estados pagarem suas dívidas com juros simples. Isso agravaria a situação das contas públicas, que já vêm registrando déficit devido à queda na arrecadação provocada pela crise econômica.

Novo lote de ingressos para a Olimpíada é posto à venda, pela internet

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Por Alana Gandra – O Comitê Rio 2016 liberou hoje (21), às 12h, no site www.rio2016.com/ingressos, novo volume de ingressos para as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos, que ocorrerão, respectivamente, nos dias 5 a 21 de agosto próximo, somando-se aos eventos que celebram o acendimento da tocha olímpica, na cidade de Olímpia, Grécia. Foram disponibilizados também ingressos para as provas finais de atletismo. As vendas estão sendo feitas somente pela internet, como sucedeu desde a primeira fase de comercialização dos tíquetes para a Olimpíada brasileira.

O diretor de Ingressos do Comitê Rio 2016, Donovan Ferreti, disse à Agência Brasil que os preços oferecidos contemplam todas as categorias de consumidores. “Para você ter uma ideia, tem ingressos para a abertura começando em R$ 200”. Explicou que se trata de uma liberação de contingência, porque onde havia posições de câmeras, plataformas ou itens de cerimônia que não serão mais utilizados, o espaço que estava bloqueado está sendo liberado para venda. O ingresso mais caro para a solenidade de abertura tem valor de R$ 4,6 mil, mas continua sendo aceito parcelamento em três vezes sem juros. Ferreti disse que quem tem direito à meia-entrada também pode se beneficiar do parcelamento.

No total, foram disponibilizados para a Olimpíada 5,7 milhões de ingressos, dos quais já foram vendidos 62%, ou cerca de 3,5 milhões. Excluindo os tíquetes para as partidas de futebol, Ferreti informou que o volume de tíquetes vendidos alcançaria 77%. Ainda estão disponíveis 2,2 milhões de ingressos para compra, que serão liberados à medida que as arquibancadas provisórias forem sendo entregues. O diretor adiantou que para os Jogos Paralímpicos, que serão efetuados no Rio de Janeiro entre 7 e 18 de setembro, já foram comercializados 25% do total ofertado de 3 milhões de ingressos. Ele não tinha mais detalhes, porque os dados estão sendo consolidados.

Em quantidade, Donovan Ferreti informou que o futebol lidera a compra de ingressos para a Olimpíada Rio 2016, “até porque os estádios são maiores”, seguido do atletismo e basquete. Já em termos de demanda por ingressos, o vôlei é o campeão “com muita folga”. Depois, vêm o futebol, basquete e natação. Por estados, os que reúnem mais compradores são Rio de Janeiro, “em volume de ingressos solicitados”, seguido muito de perto por São Paulo. Em seguida, aparecem Brasília, Minas Gerais, Bahia e Amazonas.

A jornalista Gabriela Godói já comprou ingressos para a Olimpíada e a Paralimpíada. Com o namorado e a mãe dele, ela fez uma programação e dividiu os gastos para que ninguém perdesse dinheiro e conseguisse assistir a tudo juntos. Com isso, o processo de compra dos tíquetes foi otimizado. Até o momento, o grupo adquiriu ingressos para a final do atletismo, basquete, vôlei de praia e de quadra, tênis e rúgby, “porque meu namorado é louco por esportes”. Para a Paralimpíada, além da cerimônia de abertura, Gabriela comprou ingressos para natação, atletismo e rúgby de cadeira de rodas. “Já está tudo esquematizado’, disse.

Venda em bilheterias

Em junho, o Comitê Rio 2016 abrirá a venda de ingressos pelas bilheterias no Rio de Janeiro e nas cidades do futebol (São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Manaus), onde foram construídos estádios para a Copa do Mundo, em 2014. Mas quem quiser, poderá continuar adquirindo ingressos também pelo ‘site’, alertou o diretor. Os preços serão os mesmos. “Tanto no site como na bilheteria, o valor é exatamente o mesmo”.

No Rio de Janeiro, as bilheterias serão espalhadas nos locais de competição e em dois shopping centers. Nas cidades do futebol, a venda física dos ingressos ocorrerá em shoppings e também nos estádios.

O Comitê tem registrado também grande procura de ingressos por estrangeiros de 206 países. O ranking é liderado pelos Estados Unidos, França e Alemanha. “Vai ser muita gente do mundo inteiro participando aqui dos Jogos”, comentou o diretor.

Para o encerramento da Olimpíada, no dia 21 de agosto, o valor dos ingressos varia de R$ 200 a R$ 3 mil. Como na abertura, a solenidade está prevista para acontecer das 19h15 às 23h.

A venda de ingressos para as disputas finais do atletismo inclui as provas de 100 metros, 200 metros e revezamento quatro por 100 masculino, provas em que o campeão Usain Bolt, da Jamaica, deverá participar. Bolt é o único atleta na história do atletismo a se tornar bicampeão em todas as três modalidades em Jogos Olímpicos de forma consecutiva. Conquistou seis medalhas de ouro em provas de velocidade, sendo onze vezes campeão mundial.

Para as provas dos 100 metros, previstas para o dia 14 de agosto, das 20h20 às 22h30, os preços oscilam entre R$ 350 e R$ 1,2 mil. Na final de 200 metros, dia 18 de agosto, no horário de 18h35  às 22h35, os preços vão de R$ 260 a R$ 900. Já para o revezamento quatro por 100, no dia 19 de agosto, entre 20h10 e 22h45, os ingressos estão sendo vendidos por R$ 350 até R$ 1,2 mil.

Segundo informou a assessoria de imprensa do Comitê Rio 2016, toda quinta-feira, sempre ao meio-dia, serão liberados novos ingressos de sessões esgotadas e de outros esportes.

ARTIGO | Brasília somos todos nós, por Chico Leite

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A cidade de todos os brasileiros completa 56 anos. Brasília é na verdade uma cidade que acolhe muitas outras cidades, que abraça diversos costumes.
Uma cidade jovem que presenciou momentos importantes da nossa Nação. O povo brasileiro marcha rumo a Brasília, trazendo seus anseios gravados no peito.
Os brasileiros de todo o País permanecem com seus olhos e ouvidos atentos às notícias de Brasília.
Passados 56 anos da inauguração de Brasília, a esperança e a desconfiança continuam sendo os dois principais sentimentos que ainda dizem muito sobre o que a maioria dos brasileiros sente em relação à Capital.
Esperança para quem chega em busca de oportunidades ou deposita nela a fé de que dias melhores virão. Desconfiança por quem associa a cidade à corrupção. Uma praga que a sociedade unida há de exterminar.
Congratulo-me com todos pelo esforço de cada um na construção diária da cidade, aos que aqui nasceram e aos que escolheram esta terra para ser sua e participar ativamente da construção de sua história.
Vamos celebrar o seu passado e o seu presente, porque é muito bom viver na cidade em que se vê o “futuro no horizonte”.
Orgulha-me fazer parte deste sonho comum de construir uma cidade e fazer dela o melhor lugar do mundo para se morar, viver e construir famílias. Brasília somos todos nós. Orgulhemo-nos da cidade que estamos construindo todos os dias com nosso esforço e com nossa luta.
Temos o desafio de crescer e desenvolver distribuindo renda, promovendo inclusão social e garantindo às gerações futuras uma Brasília melhor. Uma Brasília que queremos.
Chico Leite é deputado distrital pela Rede Sustentabilidade. E procurador de justiça de carreira.

ARTIGO | A senhora Brasília, sempre jovem, por Celina Leão

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A presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PPS), dedica artigo ao aniversário de Brasília, que completa 56 anos no próximo dia 21 de abril. “Não bastam projetos de lei, mas leis efetivas, regulamentadas, que façam com que o DF ande a passos largos, a fim de garantir que Brasília continue sendo uma das mais belas e a mais moderna cidade do País”, afirma.

Falar de Brasília, nos seus 56 anos, é simples porque é uma cidade nova, saudável e dinâmica. Mas é difícil também, por vê-la tão jovem, com problemas de uma cidade antiga. A população cresce galopantemente a cada ano, o que demanda mais atenção dos governantes e de todos nós nos requisitos básicos para uma qualidade de vida melhor, como saúde, educação e segurança.

Entretanto, o que eu posso afirmar, como parlamentar que está na política à frente do Poder Legislativo, é que, como tal, desejo e trabalho por dias melhores para a capital de todos os brasileiros. No Legislativo, temos não só oportunidade, mas a obrigação, de zelar pelo bem deste patrimônio histórico da humanidade, como foi declarada em 1987 pela Unesco.

Não bastam projetos de lei, mas leis efetivas, regulamentadas, que façam com que o DF ande a passos largos, a fim de garantir que Brasília continue sendo uma das mais belas e a mais moderna cidade do País.

Muito antes de ser construída, Brasília foi profetizada em Turim, Itália, pelo padre salesiano João Bosco. Ele sonhou que uma grande civilização iria nascer entre os paralelos 15 e 20, exatamente no local em que a cidade foi construída.

O sonho se realizou e, hoje, podemos nos considerar como essa grande civilização. Vivemos nesta região que chamou a atenção de gente de todo o Brasil, desde a época da sua construção até os dias de hoje. Todos em busca de oportunidades e da qualidade de vida que esbanja o Planalto Central do País.

Sua natureza exuberante encanta biólogos e nos faz acreditar que, aqui, é mesmo um lugar dos sonhos, mas que precisa ser cuidado e bem administrado. Que os visitantes sejam bem recebidos, que encontrem energia e paz que o Cerrado oferece. E que sua população, tanto a que a adotou como cidade natal, assim como seus filhos legítimos, tenham sabedoria para fazer desta cidade a melhor cidade do mundo para se viver.

Há 56 anos, após mil dias de construção, o presidente Kubitschek inaugurou Brasília, instalando o Distrito Federal no Planalto Central. A antiga solidão da qual muitas pessoas falavam nos primeiros anos de vida da capital ficou para trás. Aqui, a solidão deu lugar à efervescência do cérebro das mais altas decisões nacionais.

Neste aniversário da capital federal, desejo passar e repassar muitas vezes por todos os seus cantos e observar os desenhos de todos os prédios públicos e residenciais que me encantam. Apreciar a arquitetura de Oscar Niemeyer e o projeto urbanístico de Lúcio Costa, para homenageá-la de perto. Tenho fé e confiança de que o amanhã reserva um grande destino para a capital.

*Celina Leão é deputada distrital pelo PPS

Em Nova York, Dilma pregará que é vítima de golpe

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Por Paulo Victor Chagas – A presidenta Dilma Rousseff pretende defender o seu mandato e repetir que está sofrendo um golpe parlamentar em sua viagem aos Estados Unidos, onde vai participar de uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU). Além do discurso que fará sobre mudanças no clima, ela procurará conceder entrevistas e comentar o processo de impeachment, cuja abertura foi aprovada no último domingo (17) pela Câmara dos Deputados.

Dilma participará da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, em a Nova York, para onde embarcou nesta quinta-feira (21). Além da presidenta, devem discursar sobre o meio ambiente os presidentes da França, François Hollande, da Argentina, Maurício Macri e da Bolívia, Evo Morales; do Chile, Michelle Bachelet, e o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi.

A estratégia do Palácio do Planalto não repercutiu bem entre a oposição, que escalou parlamentares para irem à cidade norte-americana a fim de contrapor os discursos de Dilma.

A informação de interlocutores do governo é que a presidenta foi convencida a fazer a viagem para pregar ao mundo que está sofrendo um golpe. De acordo com análises internas do Palácio do Planalto, Dilma não possui alternativa, porque a admissibilidade do processo deimpeachment no Senado é dada como praticamente certa. A saída seria criar uma pressão internacional contra o processo e angariar apoio popular.

A aposta é que os movimentos sociais voltem a organizar grandes manifestações contra o processo de afastamento, e que, com o tempo, a sociedade perceba que o vice-presidente, Michel Temer, não teria apoio para assumir o poder. De acordo com o ministro-chefe do Gabinete da Presidência, Jaques Wagner, em entrevista a imprensa internacional “está clara a existência um golpe dissimulado para tomar a presidência da República”.

Wagner disse que, em Nova York, a presidenta falará momento político brasileiro. “Ela não poderá deixar de manifestar sua indignação com o golpe que se está se construindo no Brasil; que o processo em curso é artificial e falso, porque Dilma é uma mulher honesta que não cometeu nenhum crime, e o que está havendo no país é o mau uso do impeachment”, disse.

Dilma embarca para Nova York e Temer assume a Presidência em exercício

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A presidenta Dilma Rousseff pega o helicóptero até a Base Aérea de Brasilia, onde embarcou para Nova YorkMarcelo Camargo/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff pega o helicóptero até a Base Aérea de Brasilia, onde embarcou para Nova YorkMarcelo Camargo/Agência Brasil

 

Por Paulo Victor Chagas – A presidenta Dilma Rousseff embarcou nesta manhã para Nova York, onde vai participar da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima e aproveitar entrevistas para repetir a tese de que está sofrendo um golpe parlamentar. Ao lado de outros líderes mundiais, ela participa dos eventos nos Estados Unidos nesta sexta-feira (22) e deve retornar ao Brasil no sábado (23).
A presidenta embarcou em um helicóptero para a Base Aérea de Brasília, do Palácio da Alvorada, residência oficial, às 9h30. No lado de fora, na área reservada para estacionamento, um grupo de simpatizantes promovia um café da manhã contra o impeachment e de apoio à presidenta.Esta é a primeira vez que Dilma deixa o país após a abertura do processo de impeachment ter sido aprovada na Câmara dos Deputados. Nessa quarta-feira (20), o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) foi indicado para presidir a comissão especial que vai analisar a admissibilidade do processo contra a presidenta no Senado.

urante o período que Dilma estiver em Nova York, o vice Michel Temer ficará na Presidência em exercício. Temer, que está em São Paulo, retorna no fim da tarde a Brasília. Ele permanecerá na capital federal nos próximos dias. Temer tem dedicado os últimos dias a conversar com diferentes pessoas sobre soluções para os problemas do país e ouvido opiniões sobre a montagem de seu eventual governo, caso a presidenta seja afastada pelo Senado.

O momento é de ouvir, disse um dos interlocutores do vice-presidente. De acordo com o presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que ocupa o cargo após Temer ter se licenciado, ele não está parado e vai fazer qualquer anúncio quando “juridicamente” isso for possível.

Novos viadutos de Águas Claras vão beneficiar 160 mil moradores da região

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Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Inauguração de dois elevados nesta quinta-feira (21), nas Ruas Manacá e Alecrim, contou com a presença do governador Rodrigo Rollemberg

Por Mariana Damaceno – A partir desta quinta-feira (21), cerca de 160 mil pessoas de Águas Claras serão beneficiadas diariamente com a inauguração de dois viadutos, nas Ruas Manacá e Alecrim. Os elevados ligam a parte sul à norte da região administrativa, por cima dos trilhos de metrô.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, participou da inauguração das estruturas na manhã desta quinta-feira (21) acompanhado da esposa, Márcia. “Estamos fazendo vários investimentos em mobilidade: construção de viadutos, de ciclofaixas nas avenidas Castanheira e Araucária e de calçadas”, elencou o governador. O objetivo é melhorar o trânsito para pedestres, motoristas e ciclistas. Segundo o chefe do Executivo local, o Departamento de Trânsito fará os estudos para identificar a necessidade de possíveis mudanças para melhorar o fluxo.

Os moradores que acompanharam a inauguração na manhã de hoje reivindicaram calçadas novas e a reforma das que já existem. Segundo Rollemberg, será lançado edital de licitação para construir e recuperar calçadas em todo o DF, inclusive em Águas Claras. “Serão R$ 50 milhões a serem usados conforme a necessidade e a disponibilidade de recursos”, disse.

No primeiro viaduto, na Manacá, próximo à administração regional, o trânsito seguirá no sentido norte-sul. No segundo, na Alecrim, ao lado da Estação Arniqueiras, a direção se inverte. Com 50 metros de comprimento e 12 metros de largura (sendo 1,5 metro de cada lado para pedestres), as construções foram projetadas para facilitar o acesso às Avenidas Boulevard Norte e Sul, à margem da linha de metrô. Mais duas serão entregues na primeira semana de maio, segundo estimativa da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos. Uma ligará a Rua 37 Norte à 37 Sul e outra, a 36 Norte à 36 Sul.

Valores
A obra na Manacá custou aos cofres públicos R$ R$ 3.372.887,53; a da Alecrim, R$ 3.574.475,59. O investimento total nas quatro estruturas é de R$ 14.244.501,11, do Tesouro do Distrito Federal. Quando as quatro entregas forem concluídas, serão 13 viadutos distribuídos pela região administrativa — nove já existem.

O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Julio Cesar Peres, presente na inauguração, explicou que os quatro viadutos vão completar o sistema binário que liga as avenidas Castanheira e Araucária. “Os dois primeiros estão sendo entregues com 15 dias de antecedência”, destacou.

As intervenções tiveram início em dezembro e terminaram em aproximadamente quatro meses — um antes do previsto. Os viadutos são do tipo misto, ou seja, contêm estrutura metálica e de concreto. Para erguê-los, não foi necessário bloquear o trânsito.

Também participaram da inauguração o secretário de Mobilidade, Marcos Dantas; a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos; o chefe da Casa Militar, coronel Cláudio Ribas; o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental, Maurício Luduvice; os diretores-presidentes da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa), Paulo Salles; da Companhia do Metropolitano do DF, Marcelo Dourado; e da Companhia Energética de Brasília, Ari Joaquim da Silva; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira; os administradores regionais de Águas Claras, Manoel Valdeci Machado Elias; e do Plano Piloto, Marcos Pacco; e o deputado distrital Julio César (PRB), líder do governo na Câmara Legislativa.

Metrô
Depois da cerimônia em Águas Claras, o governador seguiu para a Rodoviária do Plano Piloto de metrô. Ele aproveitou para conhecer o painel eletrônico instalado na Estação Arniqueiras que sinaliza o tempo de espera pelo trem. Na Estação Central, assistiu à apresentação do grupo de capoeira de Ceilândia Raiz e Tradição.

Missa na Catedral Metropolitana abre dia de comemorações pelo aniversário de Brasília

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Foto Toninho Tavares
Foto Toninho Tavares

O governador Rodrigo Rollemberg participou da cerimônia em homenagem aos 56 anos da inauguração da capital federal

Por Ádamo Araujo – O bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília, dom Marcony Ferreira, celebrou a missa em ação de graças pelo aniversário de 56 anos de Brasília na manhã desta quinta-feira (21), na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, na Esplanada dos Ministérios. A cerimônia também foi em comemoração aos 56 anos de instalação da arquidiocese. O arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha, está em Roma, na Itália, para cumprir compromissos oficiais no Vaticano.

Cerca de 90 pessoas participaram da missa, entre elas o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, acompanhado da esposa, Márcia, e da mãe, Teresa. O chefe do Executivo agradeceu a todos os brasilienses que se dedicam para enfrentar com fé os desafios políticos do Brasil. Para ele, a cidade tem muito o que comemorar, principalmente pelo fato de se tratar do lugar com um dos melhores índices de qualidade de vida no País. “Nosso desafio é garantir para as futuras gerações situação igual ou superior à que temos”, enfatizou.

Estiveram na Catedral Metropolitana os secretários de Saúde, Humberto Fonseca; de Educação, Júlio Gregório Filho; de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos; e da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo; a chefe de Comunicação Institucional e Interação Social, Vera Canfran; o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), Maurício Luduvice; os diretores-presidentes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab), Gilson Paranhos; e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa), Paulo Salles;  e os administradores regionais do Plano Piloto, Marcos Pacco; e do SCIA/Estrutural, Evanildo Macedo.