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VAGA FECHADA | Temer se acerta e mantém chefe de imprensa

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil

Por Guilherme Amado –  O chefe da equipe de imprensa de Michel Temer, o jornalista Márcio Freitas, acertou hoje sua permanência ao lado do vice-presidente.

Ontem, Márcio havia pedido demissão após Temer dar entrevistas sem passar por ele.

Após apelos do PMDB, Freitas ficou. (da Coluna Lauro Jardim)

VAGA DE EMPREGO | Michel Temer à procura de um assessor de imprensa

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assessor

Por Ricardo Noblat – Assessor de imprensa de Michel Temer há 14 anos, o jornalista Márcio de Freitas Gomes pediu, ontem, demissão.

O motivo: Gomes sentiu-se atropelado por assessores informais de Temer que lhe arranjaram as entrevistas com o The New York Times e a rede de televisão CNN.

Gomes não foi informado previamente de nada. Temer esqueceu de avisá-lo.

Michel Temer já definiu o primeiro escalão do governo

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Temer ministerio

Antes mesmo de ser confirmado presidente pelo Senado, o vice Michel Temer praticamente definiu qual será sua equipe, caso a presidente Dilma Rousseff seja afastada temporariamente do cargo; a confirmação mais importante veio com Henrique Meirelles, na Fazenda; além dele, Temer escalou três de seus auxiliares mais próximos para postos-chave: Eliseu Padilha na Casa Civil, Romero Jucá no Planejamento e Moreira Franco na Infraestrutura; para a Educação, José Serra deve aceitar o cargo, mesmo enfrentando resistências no PSDB; Paulo Skaf, da Fiesp, é o mais cotado para o Desenvolvimento, que está acima do BNDES; além deles, Ricardo Barros deve ir para a Saúde e Henrique Alves voltaria para o Turismo

247 – O vice-presidente Michel Temer praticamente fechou a definição do primeiro escalão de seu eventual governo, que poderá se tornar realidade no dia 12 de maio, caso o Senado confirme o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff.

A definição mais importante aconteceu no dia de ontem, quando Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, venceu a disputa interna contra o senador José Serra (PSDB-SP), que também almejava o Ministério da Fazenda. Temer avalia que Meirelles, que presidiu o Banco Central durante oito anos do governo Lula, simboliza a credibilidade diante do mercado internacional. Na Fazenda, Meirelles poderá também indicar o chefe do BC.

Em seu primeiro escalão, Temer também contaria com seus principais aliados, no PMDB, para a concretização do impeachment. Eliseu Padilha iria para a Casa Civil, tornando-se responsável pela articulação política. Moreira Franco comandaria o superpoderoso ministério da Infraestrutura, que uniria pastas como Transportes, Portos e Aviação Civil. Romero Jucá, por sua vez, assumiria o Planejamento. Além deles, Henrique Alves deve voltar para o Turismo.

Dos partidos aliados, o PSDB indicaria José Serra para a Educação, mesmo com resistências de políticos como Geraldo Alckmin e Aécio Neves. Do PP, viriam os deputados Ricardo Barros (PP-PR), para a Saúde, e Cacá Leão (PP-BA), para a Integração Nacional. O Desenvolvimento, que desenvolve políticas de comércio exterior e está também acima do BNDES, deve ser ocupado por Paulo Skaf, atual presidente da Fiesp.

Tudo depende, evidentemente, da votação do relatório da comissão especial do Senado, no dia 12 de maio, que pode afastar a presidente Dilma temporariamente do cargo – até que seja julgado o mérito do processo de impeachment.

Raimundo Lira é eleito presidente da Comissão do Impeachment no Senado

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Raimundo Lira
Raimundo Lira

Assim, passa a contar o prazo de dez dias para que o relator do caso, ainda a ser escolhido, apresente um parecer que precisa ser aprovado por maioria simples, entre os 21 integrantes do colegiado.

Antes mesmo da confirmação do nome de Raimundo Lira (PMDB-PB) para a presidência da comissão, único nome indicado e aclamado por governistas e oposição, uma questão de ordem tumultuou a reunião.

Inclusão de advogado

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), nos primeiros minutos da sessão, apresentou questão de ordem para que seja incluído o nome do advogado Flávio Henrique Costa Pereira, coordenador jurídico nacional do PSDB, como um dos subscritores do pedido que culminou na abertura do processo, ao lado do jurista Hélio Bicudo e dos advogados Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal.

O contraponto foi feito pelo senador Cássio Cunha Lima (PB), líder do PSDB no Senado, que afirmou que Pereira é advogado dos três autores e não subscritor. “É mais uma tentativa de, já no início da sessão, criar obstáculo e impedir o avanço da investigação com esse tipo de chicana”, atacou o parlamentar.

O debate foi interrompido para que Lira fosse oficializado no cargo e retomado em seguida. Depois de solucionar esses questionamentos, os senadores vão escolher o relator do caso. O governo rejeita o nome de Antonio Anastasia (PSDB-MG), única indicação até hoje para o cargo. A votação será nominal.

Antes das 8h, jornalistas já chegavam ao local para tentar garantir um espaço na sala da comissão que tinha vagas limitadas. A Polícia Legislativa do Senado e a Secretaria de Comunicação restringiram a 20 o número de vagas para os profissionais de imprensa, o que causou tumulto.

A Ala Nilo Coelho, do Senado, onde ocorre a sessão, foi bloqueada, provocando uma concentração de pessoas no chamado Túnel do Tempo e alguns jornalistas tentavam, sem sucesso, convencer senadores que entravam na reunião a buscar soluções. Poucos minutos antes do início da sessão, a direção do Senado abriu um plenário ao lado da comissão para que a imprensa acompanhasse os debates por um telão.

TJDFT julga improcedente ação de improbidade contra ex-governador Arruda

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arruda

A 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, por maioria, deu provimento aos recursos do ex-governador Jose Roberto Arruda e do ex-secretário Agnaldo Silva de Oliveira e reformou a sentença de 1ª Instância, para julgar totalmente improcedente o pedido de condenação por ato de improbidade administrativa.

O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios ajuizou em ação civil pública, para apurar a possível prática de ato de improbidade administrativa dos mencionados réus e da empresa Ailanto Marketing Ltda, na contratação de partida amistosa de futebol entre as seleções do Brasil e de Portugal, em 19 de novembro de 2008.

Os réus apresentaram contestações, nas quais apresentaram diversos argumentos fáticos e jurídicos, para defender a legalidade da contratação e a inocorrência de qualquer ato de improbidade, ou de prejuízo para os cofres públicos.

A sentença proferida pelo Juízo da 1ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal julgou parcialmente procedente o pedido e condenou o ex-governador e o ex-secretário a perda de função pública, suspensão de direitos políticos, pagamento de multa civil, proibição de contratar com o Poder Público e absolveu a empresa Ailanto Marketing Ltda.

Os réus e o MPDFT apresentaram recursos, mas os desembargadores entenderam que apenas os recursos dos réus deveriam ser providos e reformaram a sentença para absolver os réus da prática de ato de improbidade. No voto vencedor ficou registrado que, sem comprovação de dolo, não há como caracterizar ato de improbidade: “Diante da não descrição ou mesmo caracterização de uma conduta dolosa do agente público, impossível atribuir-lhe qualquer ato de improbidade administrativa impondo-se, neste caso, a absolvição diante da ausência de justa causa para instauração da respectiva ação de improbidade. Logo, não se verifica a alegada violação ao artigo 11 da LIA, pois que as eventuais irregularidades no processo de contratação não caracterizam fruto de atuação desleal ou desonesta, por parte de José Roberto Arruda e Agnaldo Silva de Oliveira”.

GDF fará licitação em maio para contratação de 7,4 mil vigilantes

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Trabalhadores serão distribuídos em mais de 800 endereços de órgãos públicos de Brasília

O governo de Brasília licitará 3.705 postos de vigilância, por meio de pregão marcado para 17 de maio. Serão contratados 7.410 trabalhadores para fazer a segurança do patrimônio do Estado. O aviso de abertura do certame foi publicado no Diário Oficial do DF desta terça-feira (26). O valor anual está estimado em R$ 555.725.262,24.

Do total de postos, 2.381 atenderão a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão e outros 64 órgãos do governo. A Secretaria de Saúde, que está sem contrato, passará a contar com 1.324. Os vigilantes ficarão distribuídos em mais de 800 endereços em todo o Distrito Federal.

A contratação ocorrerá por meio de registro de ata de preço, uma forma de centralização de compras governamentais. Entre outras vantagens, a modalidade possibilita ganho em escala, padronização, transparência e celeridade às licitações para adquirir bens e serviços.

Por se tratar de uma licitação de alto valor, em 23 de fevereiro, a Subsecretaria de Compras Governamentais (antiga Subsecretaria de Licitações), da pasta de Planejamento, promoveu audiência pública para debater o edital. As respostas para as ponderações apresentadas pelos participantes durante o encontro foram publicadas no site e-Compras. A discussão prévia teve o objetivo de minimizar os riscos que uma aquisição deste porte pode ocasionar, como a judicialização do contrato e a realização de contratos emergenciais pelos setores que necessitam dos serviços.

Regras da modalidade
Pelo sistema de registro de preços, o governo promove um pregão para cadastrar fornecedores em potencial. São firmadas atas de registro de preços, em que se especificam o bem, o preço e a quantidade disponível, entre outras informações.

O vencedor da licitação fica obrigado a manter o preço registrado — por um prazo acordado —, e as retiradas são feitas de acordo com a necessidade dos órgãos públicos. Ou seja, não há obrigação de compra por parte do governo.

A contratação se dá somente quando for mais conveniente aos órgãos e às entidades integrantes da ata. Assim, não necessariamente será gasto o valor total previsto na ata, mas ela considera o cenário mais amplo. Os contratos podem valer por cinco anos; e a demanda, aumentar ou diminuir nesse período.

Mané Garrincha vai sediar finais do Campeonato Brasiliense 2016

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Foto Pedro Ventura
Foto Pedro Ventura

Anúncio foi feito pelo governador Rodrigo Rollemberg, em reunião com representantes do futebol local. Campeão será decidido em duas partidas, em 30 de abril e 7 de maio

Por Amanda Martimon- As finais do Campeonato Brasiliense 2016, o Candangão, vão ser disputadas no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. A liberação foi anunciada pelo governador Rodrigo Rollemberg, em reunião com representantes do futebol local nesta segunda-feira (25), no Palácio do Buriti. O campeão será definido em dois jogos, em 30 de abril e 7 de maio.Reivindicada pelos clubes e pela Federação de Futebol do Distrito Federal, a autorização foi concedida após avaliações técnicas do gramado. “Com isso, o estádio cumpre o seu papel. O futebol brasiliense tem tomado uma dimensão cada vez maior, e a área técnica indicou que o gramado está em condições de receber os jogos e a tocha olímpica em 3 de maio”, afirmou o governador. Durante o percurso da chama, que começa por Brasília, haverá passagem pelo Mané Garrincha.

O secretário-adjunto de Turismo, da pasta do Esporte, Turismo e Lazer, Jaime Recena, acrescentou que técnicos da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) vistoriaram o estádio. “O gramado passou nas últimas duas semanas por processo de manutenção e terá condição de jogo. Esperamos que o público compareça assim como fez na final do Candangão no ano passado.”

Um dos finalistas da decisão é o Ceilândia. O adversário sairá da semifinal entre Gama e Luziânia, que jogam nesta quarta-feira (27), no Bezerrão. O vice-governador Renato Santana falou sobre a importância do futebol local para a cidade. “Há sempre uma economia que gira em torno do jogo, quem vende a comida, por exemplo, os salários dos jogadores”, citou.

Também participaram da reunião o presidente da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Júlio César de Azevedo Reis; o superintendente de Marketing do Banco de Brasília, Carlos James Abbehusen Neto; os presidentes do Gama, Antônio Alves do Nascimento Neto, conhecido como Tonhão, e do Luziânia, Daniel Vasconcelos; e o advogado e vice-presidente do Conselho Deliberativo do Gama, Arggeu Breda. Pela Federação de Futebol do Distrito Federal estiveram o vice-presidente, Clever Rafael Santos, e o diretor de Competições, Neimar Frota.

Contas de luz atrasadas e vencidas até 2015 poderão ser pagas sem multas e juros

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conta de luz

Prazo para negociação das dívidas termina em 31 de julho. Consumidores devem procurar agências de atendimento da CEB ou postos do Na Hora

Clientes da Companhia Energética de Brasília (CEB) com contas em atraso vencidas até 31 de dezembro de 2015 poderão quitá-las com isenção de multa e juros moratórios. A oportunidade será dada por meio do Programa de Negociação de Débitos — Proluz 2016, que a CEB Distribuição lançará nesta terça-feira (26). O prazo, estabelecido pela Portaria nº 115, da empresa, vai até 31 de julho.

O programa oferece duas opções de pagamento: à vista ou parcelado. Em ambas haverá incidência de correção monetária pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).

Em caso de parcelamento, é exigida entrada mínima de 30% do valor, corrigido pelo IGP-M. Para pagamentos com entrada inferior a 30%, é necessário avalista, que deverá apresentar carteira de identidade e CPF e estar sem débitos (se for cliente da CEB) ou não ter restrição no Serasa.

As parcelas podem ser divididas das seguintes formas:

Número de vezes Índice de financiamento
Até 12 0,50%
Até 24 0,68%
Até 36 0,99%
Até 60 1,50%

Para negociar as dívidas, o consumidor deve procurar uma agência de atendimento da CEB Distribuição ou um posto do Na Hora. Veja os endereços.


Programa de Recuperação de Receita — Proluz 2016
Até 31 de julho
Nas agências de atendimento da CEB Distribuição, de segunda a sexta-feira, das 12 às 17h30, ou nos postos do Na Hora, de segunda a sexta-feira, das 12 às 18h30, e nos sábados, das 7h30 às 12h30
Mais informações pelo telefone 116

ANÁLISE POLÍTICA | Lavando as mãos

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analise politica

Por Mara Paraguassu

Depois de hesitar, o PSDB resolveu trabalhar para tirar a presidente Dilma Rousseff da presidência da Republica. Tudo consumado na Câmara com evidencias de desfecho igual no Senado, o partido agora lava as mãos. Não quer responsabilidade na gestão Michel Temer, que se prepara para ser o chefe da nação, a comandar uma transição complicada, com mais de dez milhões de desempregados e com a confiança da população na capacidade dos políticos resolverem graves problemas do país abaixo do chão. O que não é bom para o governante e tampouco para governados.

 

O PSDB cai fora, o PSB anuncia o mesmo caminho, sobram então legendas de pequeno porte, algumas sem um tico de credibilidade, quadro técnico e histórico de contribuição positiva ao país, como o PP, o que tem maior número de envolvidos na Lava Jato e arruinou a possibilidade de Dilma Rousseff alcançar os votos que precisava na Câmara dos Deputados.

 

Bandeou-se, claro, para Temer, que diz preferir a discrição, mas informações aqui e ali dão conta de preocupante condução na formação de seu eventual governo. Se o fermento da orquestra sob seu comando for o balcão de negócios de sempre, o toma-lá-dá-cá responsável por grande parte do descrédito na política, a transição nasce contaminada e a oportunidade de mudança existente hoje na formação das alianças será perdida.

 

O PSDB poderia fazer alguma diferença. Mas a narrativa política que a legenda tucana expressa é a da pusilanimidade. E não é de hoje. Nunca se sabe direito o que querem os tucanos. Divididos como qualquer partido, mas sem firmeza para sustentar estratégia coletiva para novamente ocupar o poder central, o PSDB vagueia indeciso em grave momento da vida pública nacional.

 

Não apenas por falta de coragem. É o cálculo eleitoral em jogo: o PSDB, ou parte expressiva de suas lideranças, de olho nas eleições de 2018, não quer pagar o preço de uma transição que poderá falhar na emergência de medidas a ser adotadas.  Medidas impopulares inclusive. São o caso do senador Aécio Neves e governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, que já anteciparam a porção Pôncio Pilatos, para eles bastando que a legenda empreste apoio ao PMDB e Temer no Congresso Nacional.

 

O PSDB deveria então dizer a Michel Temer, convidado a integrar o governo com bons nomes de que dispõe, que seria incoerente ser parceiro de alguém que pode ser cassado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como resultado de ação de perda de mandato da chapa Dilma-Temer, proposta por ele próprio, PSDB. Talvez encontre aí uma narrativa plausível, e convença seu eleitorado de que faz todo sentido se apartar da união de forças políticas para superar a crise econômica, moral e política.

 

A desculpa de Aécio Neves de que o partido “não se vinculará à lógica de ministérios”, é só aparente preocupação com o fisiologismo. Na verdade, prevalece a lógica eleitoreira, a lógica da disputa partidária simplesmente, e não os interesses nacionais, o clamor do país.

 

O senador José Serra achou “bizarro” o PSDB ajudar no afastamento de Dilma e agora “fugir as suas responsabilidades”. Individualmente faz seu cálculo eleitoral – ganhando um ministério, como tem se especulado, talvez possa alcançar a visibilidade para colocá-lo em condição de disputar com proeminências tucanas da vez a candidatura para presidente em 2018. Mas seu discurso, e mais recentemente do deputado federal Carlos Sampaio, indica espírito público, o único que deveria prevalecer em momento difícil para o Brasil.

 

O PSDB decidirá se participa ou não do governo Temer em 3 de maio. Até lá, com as declarações dissonantes de suas lideranças, acrescentou à narrativa política mais uma pitada de tibieza. Não é à toa que Aécio Neves murchou nas pesquisas.

 

O Brasil precisa de união e renúncia dos interesses individuais para repor as coisas no lugar. Para recuperar a capacidade de crescimento, utilizando-se de quadros com estatura técnica e moral. O agir oportunista e de curto prazo, pensando na eleição de 2018, só agrava a situação e o sentimento crescente na sociedade brasileira de que os partidos para nada mais servem, a não ser brigar pelo poder, ocupando a esfera pública para urdir elevados ganhos de interesse privado.

* Mara Paraguassu é jornalista desde 1989 e escreve sobre política, Amazônia, cidadania

Email: maraparaguassu1@gmail.com

Justiça Federal nega liberdade ao ex-senador Gim Argello

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Por André Richter – A Justiça Federal negou hoje (25) pedido de liberdade feito pela defesa do ex-senador Gim Argello, preso no dia 12 deste mês, em Brasília, na 28ª fase da Operação Lava Jato. A decisão foi proferida pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre.

De acordo com o magistrado, depoimentos de delação premiada confirmam que o ex-senador recebeu e repassou R$ 5 milhões a quatro partidos políticos para evitar a convocação de empreiteiros na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que já foi encerrada. Além disso, Gebran Neto afirmou que não há garantias de que Argello não tenha mais influência política por não ser mais senador.

“Se, em qualquer circunstância, a corrupção é um mal que precisa ser extirpado, no contexto descortinado pelas investigações, mostra-se ainda mais premente interromper a continuidade delitiva. Mais perturbador ainda é ver que o investigado, na condição de membro da CPI, deveria agir justamente na apuração de tais ilícitos, mas age à margem da lei e da confiança depositada por seus eleitores”, argumentou o juiz.

No pedido de habeas corpus protolocado, a defesa de Gim Argello alegou que não há provas de que o ex-senador recebeu propina e que ele não tem mais influência política para interferir nas investigações.

28ª fase da Lava Jato

A Operação Lava Jato investiga, em sua 28ª fase, se o ex-senador Gim Argello recebeu propina em troca de sua atuação política em comissões parlamentares de inquérito que investigavam a Petrobras.

Segundo os procuradores da Lava Jato, a prisão do ex-senador foi autorizada após terem sido recolhidas provas de que ele recebeu R$ 5 milhões em propina da empreiteira UTC Engenharia, conforme depoimento do dirigente da empresa, Ricardo Pessoa, em delação premiada.

Argello teria orientado o empreiteiro a destinar o dinheiro na forma de doações eleitorais aos diretórios nacionais de quatro partidos indicados por ele: DEM (R$ 1,7 milhão), PR (R$ 1 milhão), PMN (R$1,15 milhão) e PRTB (R$1,15 milhão). Em 2014, as siglas integravam uma coligação com o PTB, partido pelo qual o ex-senador tentava a reeleição.

Em depoimento prestado na Polícia Federal em Curitiba, Argello ficou em silêncio e não respondeu às perguntas dos delegados.