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Governo do DF empossa mais 585 profissionais de saúde aprovados em concurso

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Rollemberg posse saude

Eles participaram de cerimônia no Centro de Convenções Ulysses Guimarães

Por Gabriela Moll – Nesta quarta-feira (27), 585 profissionais de saúde tomaram posse na rede pública do Distrito Federal. O governador Rodrigo Rollemberg recepcionou os novos servidores no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. “Não tenho dúvida que o que faz a diferença na área são os recursos humanos, o comprometimento do trabalho qualificado com os pacientes”, ressaltou o chefe do Executivo. “Sejam bem-vindos e obrigado por aceitar o desafio.”O secretário de Saúde, Humberto Fonseca, também agradeceu aos novos servidores. “Saúde se faz com pessoas”, resumiu o titular da pasta durante a solenidade.

Em 2016, o governo nomeou 2.104 servidores de diversas especialidades. O número já inclui os novos profissionais.

Prazo
Médicos, enfermeiros, dentistas, especialistas em saúde e técnicos e auxiliares em saúde nomeados em abril deste ano e que ainda não tomaram posse têm até amanhã (28) para entregar todos os documentos. Eles devem entrar em exercício em 5 de maio, quando serão divulgadas as lotações. A documentação necessária está no site da Secretaria de Saúde, e dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 3348-6228.

Compuseram a mesa da solenidade a secretária-adjunta de Saúde, Eliene Ancelmo Berg, e a subsecretária de Gestão de Pessoas da pasta, Flávia Gondim.

Agências Capitare e Olá Comunicação se unem e surge a DGBB

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Daniela Guima e Bernardo Brandão
Daniela Guima e Bernardo Brandão

Do Portal Fernando Vasconcellos – As agências de assessoria de imprensa corporativa Capitare Assessoria de Imprensa e Olá Comunicação anunciaram a fusão de suas operações formando a DGBB Assessoria de Imprensa – sigla referente às iniciais de seus sócios-diretores, Daniela Guima e Bernardo Brandão.

Os profissionais e suas respectivas equipes tornaram-se referência no atendimento de serviços de assessoria de imprensa com atuação em diversas áreas como saúde, energia, beleza, moda, educação, varejo, mineração, gastronomia, construção civil, entre outros. “Essa união tem florescido com muita naturalidade e trabalho sério, sempre com o objetivo de apresentar o melhor resultado para os nossos clientes e parceiros”, ressalta a sócia-diretora da DGBB Assessoria de Imprensa, Daniela Guima Migliari.

Com sede em Brasília, a nova fase da agência de comunicação passa a contar com mais de 25 clientes representando grandes marcas e entidades do país como: O Boticário, Grupo Santa Lúcia, Grupo Via, Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Brasília Shopping, Taguatinga Shopping, entre outros.

Para isso, os sócios contam com uma equipe integrada e especializada de jornalistas assessores de cada segmento que o cliente atua, com experiências nas principais redações de comunicação da região como Correio Braziliense, TV Globo, Globo News, Jornal de Brasília, entre outros. “A experiência no mercado jornalístico permite aos nossos profissionais entender o que é notícia, e agir com objetividade e segurança para alcançar os resultados exigidos no mercado corporativo moderno”, explica o sócio-diretor da DGBB Assessoria de Imprensa, Bernardo Brandão.

Além do serviço de assessoria, a empresa também atua na delicada área de gerenciamento de crises, com empresas que contratam seus serviços em sistema mensal ou jobs esporádicos. Na parte de comunicação institucional, produz conteúdo para sites, elabora estratégias para a imprensa em eventos e shows, treinamentos de media training, produção de conteúdos editoriais e outros.

Para o desenvolvimento do novo site da agência, os sócios contaram com os serviços da Fermento Promo – empresa especializada em Live Marketing e que atende grandes contas de Marketing Promocional como a Caixa Econômica Federal. Seu diretor, Carlos Grillo, é considerado o melhor redator dos 25 anos do Prêmio Colunistas Brasília, além de ser um dos poucos que recebeu o “Leão de Bronze”, no Festival Cannes.

Em março de 2016, a agência Olá Comunicação foi indicada entre os finalistas do TOP Mega Brasil de Comunicação Corporativa. A premiação, com iniciativa conjunta da Mega Brasil e Maxpress, recebeu mais de 1.100 indicações de executivos e de 520 agências de comunicação do país.

Com o serviço de monitoramento em tempo real nos principais veículos nacionais e internacionais, a DGBB Assessoria de Imprensa passa a oferecer um serviço inédito no mercado: Instainfo DGBB, que passa a enviar informações relevantes diretamente para o celular do cliente, de acordo com o interesse e conveniência que atua. A ferramenta despertou tamanho interesse que será tema de palestra do sócio Bernardo Brandão, no 11o Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo que ocorrerá em junho próximo, em São Paulo, a convite da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Deputado Robério Negreiros se filia ao PSDB e projeta bancada de três distritais em 2018

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psdb-Robério

PSDB negocia a filiação também da deputada Telma Rufino (sem partido) e estuda lançar candidato ao GDF em 2018

O deputado distrital Robério Negreiros e sua esposa Flávia Negreiros ingressaram oficialmente, nesta terça-feira, no PSDB, em um ato simbólico na Câmara dos Deputados, onde reuniu as principais lideranças partidárias do Distrito Federal e do cenário nacional, como os deputados federais Izalci Lucas (presidente da legenda no DF), Bruno Araújo (Líder da Minoria), Antonio Imbassahy (líder da bancada do PSDB) e a ex-governadora Maria Abadia.

Robério, que terá a missão de ser o puxador de votos da legenda em 2018, pretende ter entre dois e três representantes na Câmara Legislativa, candidatos à Câmara Federal, Senado e ao Governo do Distrito Federal, deve receber ainda reforços nos próximos dias, com a filiação do policial militar Hermeto, encontra-se em negociação avançada a entrada da deputada Telma Rufino (sem partido) nas fileiras da Social Democracia.

“Vim para o PSDB não para tirar o sonho dos ex-candidatos de 2014 de se elegerem, muito pelo contrario, vim para ser o puxador de votos que somados aos da legenda e, com os votos dos novos filiados que estão por vir, vamos eleger de dois a três representantes em 2018, só assim teremos mais força para lutar por nossa cidade”, afirma Negreiros.

BRB DTVM se destaca na administração de fundos de investimento em tecnologia

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BRB DTVM


O primeiro fundo de investimento de venture capital deve investir R$ 100 milhões

A BRB DTVM lançou, nesta terça-feira (26), o primeiro fundo de investimento de venture capital, voltado para empresas de base tecnológica da região, o FIP Venture Brasil Central (CEDRO CAPITAL).

Diante do crescimento das startups de tecnologia, o fundo busca investir em empresas brasileiras inovadoras localizadas na região central do Brasil.

Além do CEDRO CAPITAL, o BRB também é investidor de outro fundo de investimentos para empresas inovadoras em parceria com o BNDES, BDMG, BADESUL e BNB, o FIP CRIATEC 2. Nesse caso, ressalta Andrea Lopes, Diretora de Serviços Qualificados da BRB DTVM, “o investimento é feito em âmbito nacional, de preferência em empresas que tenham também um perfil inovador.”

Hoje, duas das empresas que já receberam investimentos do fundo CRIATEC 2 estão localizadas no DF. Assim, diferentemente do Brasil Central, no caso do CRIATEC 2, o BRB se torna sócio dos negócios. A diretora Andrea Lopes explica: “Quando investimos, colocamos, de preferência, um diretor financeiro em cada negócio, com o objetivo de cobrar resultados e atuar de acordo com nossa experiência em Governança e Processos.”

 

Aprovada prorrogação do Simples Candango até janeiro de 2018

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Foto Carlos Gandra

 

Por Zildenor Ferreira Dourado – O plenário da Câmara Legislativa aprovou com 18 votos favoráveis, em primeiro e segundo turnos, na sessão ordinária desta terça-feira (26), três projetos de lei de deputados distritais e outro do Executivo (1.066/2016), que prorrogam a vigência do Regime Tributário Simplificado do DF – o Simples Candango – para 1º de janeiro 2018, depois de um acordo para a tramitação conjunta das proposições. De acordo com a legislação anterior, o programa iria se encerrar no DF no próximo 1º de maio.

Ao votar favoravelmente à aprovação dos projetos no âmbito da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), o deputado Wasny de Roure (PT) rejeitou emenda que, segundo explicou, iria beneficiar apenas os segmentos dos feirantes e ambulantes. Os projetos aprovados apensados ao PL do Executivo são de autoria dos deputados Rodrigo Delmasso (961/2016), Reginaldo Vera/Agaciel Maia (969/2016) e Liliane Roriz (1.067/2016).

Os deputados também aprovaram na sessão ordinária de hoje, em segundo turno, outros três projetos de lei. Entre eles, o PL 89/2015, do distrital Renato Andrade (PR), que inclui diretrizes para o programa de atendimen6to geriátrico nos hospitais púbicos e centros de saúde.

Outra proposição aprovada, o PL 607/2015, do deputado Júlio César (PRB), torna obrigatória a higienização a cada 24 horas dos utensílios para acondicionamento de compras, como carrinhos e cestas, pelos supermercados e outros estabelecimentos.

De autoria do deputado Wasny de Roure, foi aprovado – também em segundo turno – o projeto de lei 422/2015, que inclui no calendário de eventos oficiais do DF o Festival de Música do Gama.

ARTIGO | Brasília tem alma, por Celson Bianchi

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Por Celson Bianchi

Estamos vivenciando um momento único da vida nacional e da vida de Brasília. Desde Tiradentes, a indignação com o comando do País não se mostrava tão pujante e mobilizou tanta gente, quanto ao longo do processo de impeachment que ora tramita no Congresso Nacional.

Alguns poderiam dizer que o impeachment de Collor também mexeu com a nação. Ocorre, que em 1992 o jogo foi ganho por W.O. Collor não tinha militância, respaldo político e muito menos capacidade de articulação com a sociedade. Foi derrotado quase sem tocar na bola. A maior prova disto foi o próprio PT do Senado, quando durante a recente reunião de líderes para tratar do impeachment de agora, reconheceu, sem qualquer constrangimento, que o processo que levou ao afastamento do então presidente Collor foi no sistema express, abalizado por tudo e por todos com toda a pressa que a situação requer. Embora integralmente dentro dos preceitos constitucionais.

Agora a coisa é diferente. O PT que começou como partido hoje mais se aproxima de uma seita. Deixou-se de lado a razão dos fatos graves e incontestáveis da corrupção e do desvio, que balançam o comando do país, para simplesmente quedar-se a adoração construída na base de favores, do patrimonialismo e dos repasses com dinheiro público. Daí o jogo atual do impeachment encontrar tamanha resistência, apenas na lógica da vinculação comandada por partidos, sindicatos e movimentos sociais que se embeveceram com as riquezas nacionais e o aporte fácil do dinheiro público.

Não fosse a ideologia patriótica do cidadão comum, primeiro a acreditar no impeachment, e que por sua mobilização arrastou partidos e personalidades políticas, até então descrentes, nada disto estaria acontecendo. Nos submeteríamos ao caos dos serviços públicos essenciais, ao quadro de mentiras eleitorais e principalmente ao manuseio sem pudor dos números fiscais, que nos levaram a recessão, a falta de perspectivas e as costumeiras mentiras eleitorais, sem qualquer contestação.

Ao povo somaram-se organizações da sociedade civil que não dependem do dinheiro público, tal qual nossa Associação Comercial do DF, e desta mobilização e indignação que foi transportada das redes sociais para as ruas do Brasil, que hoje nos permitimos a oportunidade de um recomeço.

JK que sempre teve na democracia um livro de conduta inseparável, assiste com satisfação inquebrantável sua filha consolidar-se como palco das grandes manifestações nacionais.

Se alguns ainda tinham dúvida da força pulsante das veias de aço e cimento que cortam nossa cidade, esta dúvida se espraiou como nuvem de fumaça, para nos permitir bradar com todas as forças: Brasília tem corpo e alma.

E é esta alma de brasilidade que JK sonhou ver retratado no dia a dia nacional, e que nos fez enxergar para dentro do nosso próprio País, que agora nos autoriza a catalisar a indignação nacional como combustível inesgotável de um processo que caminha a passos largos para voltarmos, dentro da mais perfeita quadra de constitucionalidade, a dizer não às práticas de conduta que ceifaram nossas riquezas, em especial da maior empresa brasileira.

Enganam-se mais ainda aqueles que acreditam ser o impeachment um processo que se encerra em si mesmo. Apesar de todas as tentativas vãs de se construir uma guerra de guerrilha pautada em falsos argumentos disseminados com o único propósito de barrar o processo de impedimento  em curso, valendo-se das mais reprováveis teses ao seu alcance, como se fôssemos idiotas, manipuláveis ao mais simples aceno, com destaque para a malfadada tentativa de deslegitimar o Congresso Nacional, por um passado que o condena, mas com um presente, que longe de absolver quem quer que seja individualmente, se dá em perfeita sintonia com os reclamos da esmagadora maioria da população.

Não terão êxito. O impedimento da atual presidente da República é o começo e não o fim, e deve servir de alerta para todos os políticos que se acham acima do bem e do mal. O povo sabe o que quer, e num país abençoado por Deus não se deixará manipular por quem quer que seja, pois estamos convictos de que força de JK e o simbolismo do que representou sua epopeia em favor do Brasil, nos permite, neste mês de aniversário de Brasília, voltar a sonhar com um país que olhe para seus filhos com a compreensão de que há muito a fazer para resgatar nossa dignidade, mas acima de tudo com a certeza de que não foi o povo que nos colocou neste caos e se há conta a ser paga, não é no bolso dos brasileiros que se deve principiar o indispensável resgate econômico e social.

Na Brasília de corpo e alma que vislumbramos, nestes 56 anos da sua inauguração, a base de sustentação de uma verdadeira democracia do povo, para o povo e pelo povo, deve saber distinguir onde apontar os caminhos da salvação nacional, sem permitir que alguns ganhem em prejuízo de todos.

Que o novo governo que se avizinha tenha a exata noção de que, tão importante quanto acertar, é fundamental não errar. De corpo e alma eu acredito nisto, assim como em Brasília e no Brasil.

 

  • Celson Bianchi é jornalista

CPI dos Transportes vota relatório na quarta; texto pede para anular licitação das empresas de ônibus

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Foto: Pedro Ventura
Foto: Pedro Ventura

Cinco gestores, advogado e empresas são citados em suposta fraude. Documento recomenda auditoria independente para sanar irregularidades

Por Gabriel Luiz, do G1 –  Previsto para ser votado nesta quarta-feira (27) na CPI do Transporte na Câmara Legislativa do Distrito Federal, o relatório do deputado Raimundo Ribeiro (PPS) responsabiliza cinco gestores públicos, um advogado e executivos de cinco empresas por irregularidades na licitação de R$ 7,8 bilhões que renovou a frota de ônibus da capital, a partir de 2011. O texto, obtido pelo G1, recomenda que o GDF anule o certame e promova auditoria independente para que as falhas sejam sanadas.
A Secretaria de Mobilidade informou que aguarda a votação do relatório e que “sempre esteve à disposição para esclarecer todas as dúvidas dos parlamentares em relação ao sistema de transporte público do Distrito Federal”.

“Desde o início do governo, a secretaria tem adotado medidas que visam a dar efetividade, segurança e trazer economia ao sistema, como atualização do cadastro do Passe Livre Estudantil.”

O relatório cita o nome do ex-secretário de Transportes, José Walter Vazquez, o coordenador de projetos da licitação, José Augusto Pinto Júnior, e o então presidente da comissão de licitação, Galeno Furtado Monte. O ex-diretor do DFTrans Marco Antônio Campanella e o o ex-diretor técnico do órgão Raimundo Lúcio Lima e Silva também aparecem na lista.

Do setor privado, o texto menciona executivos da Auto Viação Marechal, Pioneira, Piracicabana e Cidade Brasília. O advogado Sacha Reck, que atuou como consultor da licitação dos ônibus, também foi apontado como um dos principais responsáveis pelas irregularidades. De acordo com o relatório, ele é ligado à Marechal (veja no final desta reportagem o que o relatório fala sobre cada citado e a resposta deles).

O deputado Raimundo Ribeiro argumenta no texto que os envolvidos montaram uma fraude que deu início a um “convergente intento criminoso”. Ele diz que a licitação foi um “processo complexo no qual concorrem a prática de diferentes atos procedimentais” com o objeto de favorecer empresas em prejuízo aos cofres públicos, de forma “concatenada e previamente acertada”.

Na parte em que explica o suposto papel de Sacha Reck, o relator aponta que ele tinha livre acesso no governo e era responsável por comandar todos os processos da licitação. Ribeiro afirma que as irregularidades foram cometidas com a preocupação de que tivessem “aparência de legalidade”.

Segundo ele, Reck “operacionalizou a fraude ao certame, substituindo os servidores que compunham a Comissão Especial de Licitação instituída, promovendo as respostas aos pedidos de esclarecimentos acerca do edital que ele mesmo confeccionou; apresentando o modelo e o conteúdo a ser utilizado nas respostas às impugnações; respondendo os recursos administrativos interpostos contra suas próprias decisões e, inacreditavelmente, formulando inclusive as manifestações judiciais a serem manejadas pelo DF, substituindo nesse caso, até mesmo a Procuradoria do DF”.

O relatório vai ao encontro do parecer do Ministério Público, de 2013, e da decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública do DF, que determinou em janeiro a anulação do certame do transporte público na capital – sentença da qual a Procuradoria-Geral do DF afirmou que ainda analisa se vai recorrer. Ao G1, o relator afirmou que o fato de apresentar as mesmas conclusões mostram que “o Judiciário e o Legislativo conversam a mesma língua”.

Onde atuam as empresas suspeitas de irregularidades no transporte público  (Foto: Editoria de arte/G1)
Onde atuam as empresas suspeitas de irregularidades no transporte público (Foto: Editoria de arte/G1)

O que o texto recomenda ao GDF
– Anulação da licitação do transporte público (concorrência nº 1/2011). Com a nulidade da licitação haveria também nulidade do contrato, sem obrigação de indenizar nenhuma empresa.

– Início de estudos técnicos destinados a “aferir as condições atuais do sistema de transporte, sua correspondência com as necessidades de deslocamento da população e, sobretudo, que a análise dos custos financeiros envolvidos na prestação do serviço concentre-se na identificação de um modelo remuneratório que preserve o comprometimento do erário”.

– Pede que a Secretaria de Mobilidade encaminhe à Câmara “um cronograma das ações desenvolvidas com vistas à racionalização de linhas, conclusão das estruturas viárias/terminais, traçados das linhas etc, devidamente acompanhadas dos custos estimados para sua realização”.

– Pede que o GDF “promova abertura de processo administrativo para apuração dos responsáveis e posterior ressarcimento ao erário dos valores indevidamente pagos” à Pioneira pela operação experimental do BRT Sul”.

– O relatório sugere que o GDF não tenha de pagar a mais para as empresas para arcar com custos do Passe-Livre Estudantil e passagens de portadores de necessidades.

– O relator pede que sejam corrigidas irregularidades em verbas de publicidade. Pelo contrato, o governo teria de receber 50% dos ganhos com anúncios em ônibus. Segundo o distrital, nada do montante com propaganda foi repassado ao GDF.

– Corrigir a existência de cadastros falsos (como validadores que não deveriam estar em operação e a existência de cartões do SBA fraudados). “Mostra-se pertinente a recomendação de que estas apurações sejam levadas ao conhecimento da Polícia Civil, por meio da Decaf, para que se inicie o processo de investigação pertinente.”

– Que seja instaurada uma auditoria independente a fim de sanar as irregularidades, a exemplo daquela realizada pela prefeitura de São Paulo em contratos de concessão.

O que aponta o relatório
– O ex-secretário de Transportes José Walter Vazquez Filho “atuou na conformação da associação, conduzindo, na condição de secretário de Estado de Transportes, a definição dos atores que iriam protagonizar os atos da concorrência, articulando as modificações contratuais que deveriam ser firmadas nos ajustes com o BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento] para viabilizar a participação contínua dos consultores privados que definiram os contornos da licitação, em sua fase interna e externa, bem como estendendo-se para aspectos relacionados à execução dos contratos de concessão”.

“[Vazquez Filho] orientou as ações dos demais membros, tanto no tocante às deliberações que foram transformadas em condições do edital, a exemplo da remuneração da concessionária calculada pela tarifa técnica por passageiro pagante transportado, como também na articulação entre os consultores privados e os agentes públicos envolvidos, viabilizando a usurpação de funções tipicamente públicas.” Ele também é citado por ter indicado os nomes que fizeram parte das comissões de licitação.

Advogado de Vazquez, Eduardo Toledo disse que a defesa vai se posicionar no processo que corre na Justiça sobre o assunto. “O próprio Ministério Público, em inúmeros procedimentos que apuraram todo o proceso licitatório, não chega a essa conclusão [a que o relator chegou]. Estamos tranquilos.”

– O ex-coordenador de projetos da licitação José Augusto Pinto Júnior “atuou no grupo criminoso articulando os atos que permitiram a contratação dos consultores privados, omitindo deliberadamente que o acréscimo contratual de horas de consultores especializados serviria ao propósito de conduzir a licitação”.

A reportagem não conseguiu contato com ele.

– O ex-presidente da comissão de licitação Galeno Furtado Monte “agiu como verdadeiro soldado do grupo para assegurar o efetivo cumprimento dos desígnios propostos, em especial para garantir que as decisões da Comissão Especial de Licitação mantivessem preservados os interesses dos grupos econômicos que deveriam ser favorecidos”.

O G1 entrou em contato com a defesa dele, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

O advogado Sacha Reck (esquerda) na CPI dos Transportes da Câmara Legislativa do DF (Foto: Isabella Calzolari/G1)
O advogado Sacha Reck (esquerda) na CPI dos Transportes da Câmara Legislativa (Foto: Isabella Calzolari/G1)

– O advogado Sacha Reck, contratado como consultor do processo, “participou da condução da licitação elaborando disposições do edital, minutas de decisão pela Comissão Especial de Licitação que definiram o universo de vencedores da licitação, omitindo dolosamente que mantinha relacionamento profissional com participantes da licitação, além de elaborar as minutas de peças judiciais que, a pretexto de defender a legalidade do certame, buscava, em verdade, criar um arcabouço para a defesa de seus próprios atos, em usurpação de função pública, notadamente da Procuradoria-Geral do Distrito Federal”.

Reck disse ao G1 que vai apresentar defesa na Justiça e afirmou que a CPI começou já com o intuito de responsabilizá-lo. “Foi um processo todo conduzido para confirmar uma tese anterior. Não me surpreende que no final ele [o relator] chegue a esses posicionamentos.” Reck declarou que não tem vínculo com a Marechal e que nenhum parecer oferecido por ele como consultor foi considerado nulo.

– O empresário Wagner Colombini Martins, “sócio-diretor da empresa Logit [pela qual Sacha Reck foi contratado], foi o responsável pelo levantamento e tratamento dos dados destinados à modelagem do sistema proposto no edital de Concorrência nº 01/2011, assumindo integral responsabilidade pela inexatidão dos dados que, na forma já discorrida neste Relatório, denota favorecimento a um lote específico da licitação. Além disso, elaborou a formulação das condições financeiras que orientaram a apresentação das propostas comerciais, a despeito das inconsistências dos parâmetros financeiros adotados e apurados pelo TCDF em suas recentes fiscalizações”.

O G1 não localizou a defesa deles.

– Viações Cidade Brasília e Pioneira. “Victor Bethonico Foresti, sócio diretor da Viação Cidade Brasília e administrador da Viação Pioneira, juntamente com Auristela Constantino e Cristiane Constantino Foresti, respectivamente esposa e cunhada e sócias da viação Pioneira Lltda, participaram da associação omitindo dolosamente que pertenciam ao mesmo grupo econômico, favorecendo-se indevidamente para viabilizar a continuidade da Viação Pioneira Ltda. na licitação, além de receberem vultosos montantes de recursos públicos, colaborando para o prejuízo ao erário.”

O G1 não conseguiu contato com a empresa até a publicação desta reportagem.

– Viação Piracicabana. “Enrique Constantino, Ricardo Constantino, Joaquin Constantino Neto, Constantino De Oliveira Araújo, Maria Zélia Rodrigues De Souza França, Paulo Sérgio Coelho e José Efraim Neves Da Silva, administradores, ex-administradores e sócios do grupo societário que integra a Viação Piracicabana pela associação no ardil, igualmente omitindo o grupo econômico ao qual pertencem, agravado pela premeditação decorrente da modificação contratual forjada para mascarar a evidente participação de sócios durante o processamento da licitação.”

A empresa não se posicionou até a publicação desta reportagem.

– Viação Marechal. “Marco Antônio Gulin e Délfio José Gulin beneficiaram-se ilicitamente do resultado da licitação, ofendendo a livre competição no certame, participando de licitação conduzida por particular investido de forma ilegal, mas de fato, de poderes próprios de servidor público que dirigia a licitação e, ao mesmo tempo, prestava seus serviços de consultoria jurídica”.

A empresa não se posicionou até a publicação desta reportagem.

– Os ex-gestores do DFTrans Raimundo Lúcio Lima e Silva e Marco Antônio Campanella“foram responsáveis por definir o critério de remuneração ilegal fixado para remuneração da Viação Pioneira durante a operação branca do BRT”.

O G1 não localizou a defesa deles.

Gim Argello procura advogado em Curitiba para fazer delação premiada

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Ex-senador, preso desde 12 de abril na Operação Lava Jato, está disposto a contar o que sabe para se livrar de eventual condenação por extorsão de empreiteiros; a defesa nega qualquer negociação

Por Alexandre Hisayasu, do Estadão – O ex-senador Gim Argello (PTB) decidiu tentar um acordo de delação premiada com o Ministério Púbico Federal para tentar reduzir ou até se livrar de uma pena numa eventual condenação pelos crimes pelos quais é acusado na força tarefa da Lava Jato.

O Estado apurou que desde a sua prisão, ocorrida em 12 de abril, na 28º fase da Lava Jato, ele avaliava a possibilidade de fazer um acordo com o Ministério Público Federal. Chegou a sondar escritórios de advocacia do Paraná, mas optou por fechar acordo sob orientação do advogado Marcelo Bessa, do Distrito Federal. Oficialmente, o escritório do criminalista nega a informação. “Não existe nada de negociação”, afirmou Bessa.

Os depoimentos aos delegados e aos procuradores da Lava Jato devem ocorrer nos próximos dias.

Eventual acordo impõe ao colaborador confissão dos crimes pelos quais é investigado. Ele também tem a obrigação de revelar outros nomes na estrutura e hierarquia da organização criminosa e, ainda, outros fatos. O delator precisa entregar todos esses dados para ter o acordo homologado pela Justiça.

Nesta segunda-feira, 25, Argello se calou na Polícia Federal. Ele ia depor no inquérito que o investiga por suposto recebimento de propinas de empreiteiros – em troca de dinheiro ilícito, ele teria poupado os empresários de depor na CPI da Petrobrás.

O ex-senador é suspeito de receber R$ 5,35 milhões de propina de empreiteiros. Segundo as investigações, ele teria tomado dinheiro de Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, e de Léo Pinheiro, da OAS. Da UTC teria recebido R$ 5 milhões – valor destinado a quatro partidos nas eleições de 2014. Da OAS, outros R$ 350 mil, destinados à Paróquia São Pedro, em Taguatinga, cidade satélite de Brasília.

Rollemberg dá posse nesta quarta-feira a 585 concursados para a Saúde

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Nesta quarta-feira (27), às 10h, o governador Rodrigo Rollemberg dá posse aos servidores da Secretaria de Saúde nomeados em abril. Ao todo, foram convocados 585 servidores como médicos, enfermeiros, dentistas, especialistas, técnicos e auxiliares em saúde, que serão recebidos no auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Dos 585 servidores nomeados em abril, 254 são médicos de diferentes especialidades como clínica médica, cirurgia geral, ginecologia, cardiologia, neurologia, infectologia, gastrologia, alergia e imunologia, anestesiologia e geriatria.

Em 2016, foram nomeados 2.104 servidores da Secretaria de Saúde. Destes, 1.757 tomaram posse, sendo 658 médicos.

 

Serviço: Posse dos servidores da Secretaria de Saúde

Horário: 10h

Local: Auditório Master, Centro de Convenções Ulysses Guimarães

ENQUANTO ISSO… Rollemberg faz homenagem aos policiais militares promovidos em abril de 2016

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# Nesta quarta-feira (27), às 9h, o governador Rodrigo Rollemberg homenageia os 170 oficiais e 1984 praças da Polícia Militar do Distrito Federal promovidos em abril.

 

# Participam do evento o chefe da Casa Militar, Coronel Claudio Ribas e o comandante-geral da Polícia Militar, Marcos Antônio Nunes.

 

# Em Taguatinga, uma operação coordenada pela Subchefia da Ordem Pública e Social, da Casa Militar, resultou na retirada de 19 barracos de lona, às margens da estação de metrô Águas Claras.

 

# Cento e vinte e seis servidores e 25 veículos — entre viaturas e maquinário — integram a ação desta terça-feira (26).

 

# A desocupação do terreno — público e sem destinação específica — começou por volta das 8 horas.

 

# Antes do meio-dia, todos os moradores já tinham deixado o local.

 

# A tarde está destinada à retirada de entulho.

 

# O trabalho continua na segunda-feira (2), com a remoção de outros 10 barracos nas proximidades da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) e 40 nos arredores da sede da Caesb.

 

# O espaço próximo à estatal é da Terracap, e o outro é área pública destinada a esporte e lazer.

 

# De acordo com o gerente operacional da subchefia e coordenador da operação, major da Polícia Militar Márcio Rogério Silva Rodrigues, um dos objetivos é evitar a atividade criminosa na região.

 

# “O local da primeira retirada era prioritário para garantir a segurança. Detectamos que tinha vínculo direto com ocorrências de furto e de tráfico de drogas nas imediações”, disse o militar.

 

#Também participam a Administração Regional de Águas Claras, a Agência de Fiscalização (Agefis), a Caesb, a Novacap, o Conselho Tutelar de Águas Claras, o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Militar, a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) e a Vara da Infância e da Juventude.