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Dilma pretende descer a rampa com movimentos sociais e fazer discurso de que é vítima de um golpe

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dilma temer posse

DO PORTAL NBN BRASIL

Ao ser notificada da decisão do Senado, a presidente Dilma Rousseff pretende descer a rampa do Palácio do Planalto acompanhada de movimentos sociais.

A expectativa da equipe presidencial é que cerca de 10 mil apoiadores, convocados pela Frente Brasil Popular, participem do ato. Dilma pretende fazer um discurso, na ocasião, reafirmando que é vítima de um golpe.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou em Brasília no final da manhã desta terça-feira e vai almoçar com Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada.

Os dois devem discutir estratégias políticas e a conjuntura após o afastamento de Dilma pelo Senado nesta quarta-feira, que é dado como certo.

Pessoas próximas a Lula dizem que ele anda abatido com a derrocada do governo; com o fato de não ter conseguido virar votos na Câmara a favor de Dilma; e com a denúncia oferecida contra ele, pela Procuradoria Geral da República, no inquérito que investiga se houve tentativa de comprar o silêncio e evitar a delação de ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

AgroBrasília, a maior feira de agronegócios do DF, começa hoje

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Agrobrasilia
Foto: Tony Winston/Agência Brasília
Por Guilherme Pera e Ádamo Araujo – A nona edição da AgroBrasília, maior feira de agronegócio do Centro-Oeste, será de terça (10) a sábado (14), das 9 às 17 horas, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci (BR-251, km 5). Faz parte da programação o Espaço de Valorização da Agricultura Familiar, organizado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e pelas Centrais de Abastecimento (Ceasa-DF), com cursos e treinamentos para pequenos e médios agricultores. O objetivo é apresentar tecnologias adaptáveis à realidade deles.
O ambiente de 48 mil metros quadrados terá 13 circuitos temáticos, com dicas para cultivos de frutas, flores e mel, uso de energias renováveis, criação de pequenos animais, produção de leite e gestão ambiental, entre outros assuntos. A ideia é auxiliar a elevar a produtividade e o lucro. “Em cada tema apresentado, haverá pelo menos duas inovações”, promete o extensionista (consultor para técnicas rurais, econômicas e sociais) da Emater e coordenador do Espaço de Valorização da Agricultura Familiar, Névio Guimarães.

 

agrobrasilia espaco de-valorizaao da agricultura familiar agenciabrasilia

 

Também serão oferecidos produtos para a agricultura familiar e orientações sobre formas de acesso aos programas de crédito dos governos federal e de Brasília. “Oferecemos oficinas de reciclagem de materiais para artesanato e palestras sobre panificação, saneamento e plantas medicinais”, acrescenta a gerente de Desenvolvimento Sociofamiliar da Emater, Selma Tavares.
Outra novidade será uma parte exclusiva para energias renováveis. Logo no primeiro dia de feira, ocorrerá um seminário sobre o tema, realizado pela Emater, pela Embrapa Agroenergia — vinculada à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) — e pela Coordenadoria de Biocombustíveis, do Ministério do Desenvolvimento Agrário. “O produtor poderá conhecer e obter mais informações sobre alternativas limpas para uso nas propriedades, como a energia solar e a eólica, o biodiesel e o biogás”, afirma Névio Guimarães.
A 60 quilômetros da capital do País, a estrutura fica no centro de uma região que, além do DF, abrange Bahia, Goiás e Minas Gerais. O evento, promovido pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal, tem entrada franca.
Estrutura
Quinta maior feira de agronegócio do Brasil, a AgroBrasília de 2016 tem expectativa de público de 100 mil pessoas — sendo 4 mil no espaço do governo local —, 420 expositores e movimentação de R$ 550 milhões. O evento abrange desde agricultores familiares até grandes produtores. O Parque Tecnológico Ivaldo Cenci tem 500 mil metros quadrados.
Programação
Dia
Às 10 horas
Às 13h30
Terça-feira (10)
Palestras sobre benefícios sociais
Oficina de macarrão comora-pro-nóbis
Quarta-feira (11)
Reunião técnica sobre Plano de Desenvolvimento Rural do DF, da Secretaria de Fazenda
Expedição Safra-Brasília – apresentação de resultados
Quinta-feira (12)
Oficina de caldo verde com taioba
Painel sobre inclusão social e produtiva do jovem rural
Sexta-feira (13)
Oficina de arte e terapia para mulheres
Oficina de tapioca nutritiva
Sábado (14)
Oficina de caldo de
cará-do-ar

AgroBrasília 2016
De 10 a 14 de maio (de terça-feira a sábado)
Das 9 às 17 horas
No Parque Tecnológico Ivaldo Cenci — BR-251, km 5, sentido Unaí (MG)
Entrada franca
(61) 3339-6542 e (61) 3226-5810
Informações: www.agrobrasilia.com.br

Câmara Legislativa participa do Maio Amarelo em apoio à conscientização no trânsito

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Maio amarelo

Por Franci Moraes – A sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal está iluminada de amarelo neste mês em apoio ao movimento internacional Maio Amarelo de conscientização para redução de acidentes de trânsito. No DF, o movimento abrange uma série de atividades educativas em escolas e espaços públicos, como a exibição de documentários, encontro de ciclistas e performances lúdicas.

Trânsito mais humano – Como parte da programação, nesta terça-feira (10), às 14h, na Casa, realiza-se a ação “Eu sou mais 1, por um trânsito mais humano”. Nesta atividade, animadores vestidos de amarelo, com placas e balões com dizeres como “eu uso cinto de segurança no banco traseiro”, “digo não para o excesso de velocidade”, incentivam os cidadãos a tirarem fotos para divulgarem em suas redes sociais. A ideia é conscientizar e engajar as pessoas no movimento. Está ação se repetirá em outros espaços institucionais da cidade durante o mês de maio.

Participam do movimento o Detran, o Corpo de Bombeiros, a Universidade de Brasília, as secretarias de Educação, Mobilidade, Saúde, entre outros. As atividades são gratuitas e abertas ao público

Secretária de Segurança pede desculpas em comissão da Câmara Legislativa

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Secretaria admitiu que filho passeou no helicóptero do Detran. Foto Carlos Gandra
Secretaria admitiu que filho passeou no helicóptero do Detran. Foto Carlos Gandra

 

Por Zildenor Ferreira Dourado – A Secretária de Segurança Pública do DF, Márcia de Alencar, negou hoje (9) à Comissão de Segurança da Câmara Legislativa que tenha cometido ilegalidade administrativa por ter aceitado, da Casa Militar, escolta para conduzir seus filhos a um colégio, conforme foi noticiado pela imprensa local, no final de abril. “Mas se eu causei incômodo eu peço desculpas”, afirmou. Ela ressaltou que acatou a recomendação para aceitar a escolta policial para seus filhos por ter recebido uma ameaça de morte concreta. Mas negou-se a dar detalhes do fato, alegando “segredo de justiça”.

Indagada pelo deputado Wellington Luiz (PMDB), Márcia Alencar admitiu que uma ex-empregada doméstica que serviu a sua família foi contratada naquela secretaria, exercendo cargo comissionado. “Ela tem escolaridade compatível ao cargo ocupado, é eficiente e tem competência para o exercício da função”, justificou. A secretária reclamou da forma como essa informação foi obtida, admitindo que vai apurar a abordagem às filhas da servidora denunciada.

A secretária também confirmou que um de seus filhos adolescentes fez um sobrevoo em helicóptero oficial, na Esplanada dos Ministérios, na noite de votação do impeachment (17 de abril). “Quando cheguei na aeronave para fazer a operação final de sobrevoo da área da manifestação meu filho já estava no helicóptero. O comandante envolvido poderia ter se negado a transportá-lo. Mas o voo teria que ser feito de qualquer maneira e tinha lugar disponível”, defendeu-se, sustentando que não teve como dissuadir a vontade do filho e que irá ressarcir o erário público caso seja considerada culpada.

A secretária também ressaltou em sua defesa que estaria sendo alvo de perseguição “política”, sustentando que está conseguindo na secretaria reduzir os índices de criminalidade no DF. Alegou também que a segurança especial aos seus filhos também se justificava por sua condição de “civil, mulher e mãe”, e que sua arma é “o diálogo”. Marcia de Alencar disse ainda que outro ex-secretário de Segurança, Roberto Aguiar, também civil, usou da segurança especial para familiares.

Wellington Luiz contestou o fato de diretores de presídios e outros servidores da Secretaria de Segurança não terem o mesmo direito de escolta especial para seus familiares. Enfatizou, contudo, que a apuração sobre se houve irregularidades administrativas nos três episódios ficaria a cargo de investigação do Ministério Público.

O deputado Raimundo Ribeiro (PPS) rechaçou as explicações da deputada que invocou sua condição de mulher, lembrando a necessidade de “impessoalidade” das ações do serviço público. Ele questionou também o fato de o governador não ter antes assegurado o direito de escolta a familiares do titular da Secretaria de Justiça, quando o comando do sistema penitenciário ficava sob sua responsabilidade.

A presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS), disse à secretária que ela deveria ter tornado pública a ameaça que teria recebido, enfatizando que receberia o apoio dos distritais para a apuração do caso. E criticou a contratação da ex-empregada doméstica da secretária, “em horário especial de trabalho.” Celina disse que Márcia Alencar se envolveu em “três situações de desajuste”, que poderiam ser evitadas.

Para o deputado Robério Negreiros (PSDB), a secretária de Segurança usou de “firulas emocionais subjetivas” ao invés de fornecer respostas objetivas sobre os questionamentos feitos pela comissão. Segundo Negreiros, a secretária tratou com “desleixo” a coisa pública, e reiterou que ela deve explicações à Casa e ao Ministério Público, o qual deve realizar procedimento de investigação para apurar os fatos.

Waldir Maranhão revoga sua própria decisão de anular sessões do impeachment na Câmara

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Waldir Maranhão revoga sua própria decisão de anular sessões do impeachment (Foto: Reprodução)
Waldir Maranhão revoga sua própria decisão de anular sessões do impeachment (Foto: Reprodução)

Ele também comunicou o presidente do Senado, Renan Calheiros, sobre a revogação de sua decisão

Por Murilo Ramos, do Expresso Epoca – O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, revogou decisão proferida por ele na manhã da segunda-feira (9) em que anulava as sessões do “plenário da Câmara dos Deputados ocorridas nos dias 15,16 e 17 de abril nas quais se deliberou sobre a denúncia por crime de responsabilidade” da presidente Dilma Rousseff. EXPRESSO teve acesso com exclusividade ao documento. Maranhão também assinou um ofício direcionado ao presidente do Senado, Renan Calheiros, em que comunica a revogação de sua decisão, que anulava o trâmite do processo na Câmara dos Deputados.
Waldir Maranhão comunica Renan Calheiros sobre revogação (Foto: Reprodução)
Waldir Maranhão comunica Renan Calheiros sobre revogação (Foto: Reprodução)

Mais cedo, Renan classificou o ato de Maranhão como uma “brincadeira com a democracia”. Diante da revogação, Renan não deverá ter problemas para autorizar a sessão que vai deliberar sobre o afastamento da presidente Dilma Rousseff, marcada para quarta-feira (11).

Governo de Brasília contrata 593 máquinas para operar nas regiões administrativas

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maquinas gdf
Foto: Dênio Simões

O investimento em caminhões-pipa, retroescavadeiras, pás-carregadoras e motoniveladoras será de R$ 66,2 milhões anuais

Por Guilherme Pera – O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, participou do evento que autorizou cinco ordens de serviço para a execução de contratos de locação de equipamentos para todas as regiões administrativas. É um reforço de 593 máquinas — entre pás-carregadoras, motoniveladoras, retroescavadeiras e caminhões-pipa — para trabalhos em todo o Distrito Federal, com custo de R$ 66,2 milhões anuais. O evento ocorreu nesta segunda-feira (9), no estacionamento do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.Os contratos foram firmados com a Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas e Passageiros em Geral (Coopercam). A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) ficará responsável pela gestão dos equipamentos que serão utilizados pelas administrações regionais.

Assim como ocorre com caminhões e máquinas da Novacap, os equipamentos terão sistema de monitoramento por GPS. Ao todo, 160 já receberam o GPS e estão prontos para começar a operar hoje. Atualmente, 317 máquinas estão em funcionamento em todas as regiões administrativas.

Trabalho em equipe
Rodrigo Rollemberg falou sobre o cumprimento dos pagamentos em dia com os caminhoneiros, elogiou o trabalho da Novacap e ressaltou a importância de atuar em equipe. “Com essas máquinas teremos quase mil equipamentos nas ruas de Brasília”, afirmou. “Isso será importante para a manutenção nas nossas vias, nossas estradas, nossos gramados, o embelezamento de nossos jardins, as operações tapa-buraco e várias outras intervenções que a Novacap vai poder realizar com a parceria das administrações regionais”, continuou.

O diretor-presidente interino da companhia, Júlio Menegotto, reforçou o trabalho em equipe. “Compete à Novacap executar os serviços e, às administrações regionais, demandar os serviços e ajudar a fiscalização”, disse.

Homenagem ao “jardineiro do Cerrado”
A entrega ocorreu um dia após a morte do engenheiro agrônomo e funcionário aposentado da Novacap Francisco Ozanan Coelho, de 72 anos, chefe do Departamento de Parques e Jardins por mais de 30 anos. Ontem, o governador decretou luto de três dias pelo falecimento do homem conhecido como “jardineiro do Cerrado”.

Durante a cerimônia, foi decretado um minuto de silêncio antes dos pronunciamentos. “Quando olho os ipês e flamboyants dessa cidade, lembro meu querido amigo Ozanan, o jardineiro do Cerrado. Não há homenagem maior para ser feita a ele que manter essa cidade bonita e florida”, discursou o governador Rollemberg.

Também estiveram presentes o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio; o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade; o presidente da Terracap, Júlio César Reis; a diretora-presidente da Agência de Fiscalização (Agefis), Bruna Pinheiro; o diretor-geral do Departamento de Trânsito (Detran), Jayme Amorim; os secretários-adjuntos de Relações Institucionais e Sociais, Igor Tokarski, e de Assuntos Legislativos, José Flávio, ambos da Casa Civil; a diretora de Limpeza Urbana do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Alessandra Goulart; os deputados distritais Agaciel Maia (PR), Juarezão (PSB), Luzia de Paula (PSB) e Roosevelt Vilela (PSB); os administradores regionais de Brazlândia, Devanir Gonçalves, do Itapoã, Alexander Capalbo, do Plano Piloto, Marcos Pacco, de Samambaia, Paulo Silva, de Santa Maria, Nery Silva, de São Sebastião, Jean Duarte, e de Taguatinga, Ricardo Lustosa.

Eduardo Cunha diz que decisão de Waldir Maranhão é “irresponsável”

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Eduardo Cunha
Eduardo Cunha

Deputado e presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) criticou a decisão do presidente em exercício da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), de anular as sessões da Câmara dos dias 15, 16 e 17 de abril, quando foi aprovada a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e, consequentemente, anular a  admissibilidade do processo. Em nota, Cunha diz que a decisão é “antirregimental”.

“A decisão do presidente em exercício da Câmara dos Deputados é absurda, irresponsável, antirregimental e feita à revelia do corpo técnico da Casa, que já tinha manifestado a posição de negar conhecimento ao recurso, cuja assinatura eu iria apor na quinta-feira (5), data do meu afastamento”, diz trecho da nota de Cunha.

Em outro trecho do documento, Eduardo Cunha critica a participação do advogado-geral da União, ministro José Eduardo Cardoso, e do governador do Maranhão, Flávio Dino, na elaboração da decisão de Waldir Maranhão no recurso da AGU. “A participação do advogado-geral da União e do governador do Maranhão na confecção da decisão mostra a interferência indevida na tentativa desesperada de evitar a consumação, pelo Supremo Tribunal Federal, da instauração do processo de impeachment da presidente da República”.

Eduardo Cunha condenou também insinuações feitas por alguns veículos de comunicação de que ele (Cunha) teria participado do episódio que levou ao deferimento do recurso do AGU, para mostrar que a Câmara dependeria dele para levar adiante o processo de afastamento da presidenta Dilma Rousseff. “Condeno as insinuações de qualquer natureza publicadas por jornalistas inescrupulosos de qualquer participação minha no episódio”.

GDF avisa que cerca do impeachment na Esplanada fica até decisão do Senado

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Preparativos na Esplanada para receber manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment, durante votação do relatório do senador Antonio Anastasia no plenário do Senado Wilson Dias/Agência Brasil
Preparativos na Esplanada para receber manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment, durante votação do relatório do senador Antonio Anastasia no plenário do Senado Wilson Dias/Agência Brasil

Presidente interino da Câmara anulou votação da Casa do dia 17 de abril. Esquema de segurança separou manifestantes pró e contra impeachment

Do G1 DF – Mesmo com a anulação da sessão do impeachment na Câmara, o governo do Distrito Federal decidiu manter o esquema de segurança montado para evitar confrontos durante a votação do Senado sobre o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff. O GDF informou que vai aguardar uma decisão do Senado sobre um possível adiamento das votações, previstas para começar nesta quarta-feira (11).

Nesta segunda-feira (9), o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu monocraticamente anular a votação do impeachment da presidente – realizada na Casa no dia 17 de abril. Ele acolheu pedido feito pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Um dos argumentos era o fato de partidos terem orientado deputados sobre como deveriam votar.

Responsável pelo pagamento do muro que separa manifestantes pró e contra impeachment, o Senado não se posicionou até a publicação desta reportagem sobre a estrutura na Esplanada dos Ministérios. Com 1 km de extensão e cerca de 500 grandes placas de ferro, o alambrado também foi montado durante a votação do impeachment na Câmara.

Segundo um dos donos da empresa contratada para montar a separação, Agnaldo Costa, são necessários três dias para instalar o muro e dois para retirá-lo. “Nós devemos concluir [a instalação] ainda hoje, por volta das 20h”, disse o empresário. Foram deslocados 15 funcionários para realizar a montagem.

Mapa mostra divisão de grupos contra e favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff durante votação do processo (Foto: Secretaria de Segurança Pública do DF/Divulgação)
Mapa mostra divisão de grupos contra e favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff durante votação do processo (Foto: Secretaria de Segurança Pública do DF/Divulgação)

Esquema de segurança
O governo do DF informou que não vai mudar o esquema de segurança aplicado durante a votação da Câmara, caso o Senado mantenha o crongrama de votação. Na ocasião, manifestantes pró-impeachment ficaram do “lado Sul” do Eixo Monumental. Já o grupo favorável à manutenção do governo ficou no “lado norte”.

O trânsito foi fechado na Esplanada no dia 17 de abril. O GDF determinou que a área em frente ao Congresso Nacional ficasse isolada e restrita apenas a policiais, bombeiros e militares da Força Nacional.

Balões aéreos de identificação dos movimentos e bonecos considerados ofensivos e provocativos, independentemente do tamanho, estavam proibidos por poderem “inflar” os ânimos dos grupos antagônicos. O pato inflável de 20 metros de altura montado pela Fiesp e o “placar do impeachment” chegaram a ser retirados da área central por causa disso.

Acampamentos na Esplanada dos Ministérios e nas adjacências foram proibidos. Manifestantes a favor do impeachment ficaram em barracas no Parque Ana Lídia, a cerca de cinco quilômetros de distância do Congresso. Grupos contrários ao afastamento da presidente Dilma Rousseff chegaram a montar estruturas no Teatro Nacional, mas foram remanejados para o estacionamento do ginásio Nilson Nelson – a quatro quilômetros de distância.

Ato de Maranhão contra o impeachment foi orientação de Eduardo Cunha

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Por Guilherme Amado

A decisão de Waldir Maranhão de anular a tramitação do impeachment de Dilma Rousseff foi uma orientação de Eduardo Cunha (foto).

Maranhão e Cunha encontraram-se na sexta-feira em Brasília, quando Cunha tocou no assunto com ele.

O objetivo do peemedebista é tentar retomar o controle do processo de impeachment.

Seguindo esse raciocínio, Cunha poderia ter novamente ascendência sobre o fim do governo Dilma e/ou o começo do governo Michel Temer.

Inicialmente, Maranhão rejeitou a ideia, mas foi convencido diante do argumento de que, ao fazer isso, manteria também sua coerência por ter chamado de “golpe” o processo contra Dilma, na votação do impeachment na Câmara.

(Com informações da coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo)

OAB vai ao STF contra a decisão de Waldir Maranhão, diz Claudio Lamachia

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Claudio Lamachia
Claudio Lamachia

A Ordem dos Advogados do Brasil informou hoje (9) que vai recorrer no Supremo Tribunal Federal da decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados Waldir, Maranhão (PP-MA), de anular as sessões da Câmara que aprovaram a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

O presidente da entidade, Claudio Lamachia, disse que  “a OAB não aceita que, neste momento em que a sociedade brasileira espera que a crise seja superada, com respeito à Constituição Federal, coloque-se em prática um vale-tudo à margem da Carta”.

“A OAB vê com extrema preocupação a decisão tomada pelo presidente interino da Câmara. Esse tipo de ação atende a interesses momentâneos de alguns grupos políticos, mas ignora as decisões legítimas já tomadas. O Brasil está na UTI política, vivendo o ápice de uma crise ética e institucional. A OAB não aceita que, neste momento em que a sociedade brasileira espera que a crise seja superada com respeito a Constituição Federal, coloque-se em prática um vale-tudo à margem da Carta”, afirmou Lamachia.