Prevista para acontecer nesta terça-feira quando serão publicadas as exonerações e nomeações na reforma administração, a saída de Jane Klebia foi antecipada
A edição de hoje do Diário Oficial do Distrito Federal antecipou a exoneração de Jane Klebia do Nascimento Silva Reis, então secretária de Estado de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude do Distrito Federal. Na mesma edição foi nomeado Aurélio de Paula Guedes Araújo para substituir Jane Klébia.
A troca, anunciada na semana passada pelo governador Rodrigo Rollemberg, estava prevista para acontecer amanhã, quando serão nomeados os novos integrantes do primeiro escalão do GDF. A antecipação mostra o mal-estar que causou a substituição. Jane vinha recebendo pressões de entidades para deixar o cargo, mais tinha o apoio interno da primeira dama Marcia Rollemberg.
Assim coo Jane Klébia, o substituto também é indicação do deputado distrital professo Israel Batista. Aurélio de Paula tem 32 anos e nasceu no Recife (PE), mas mora em Brasília desde 1985. É historiador formado pela Universidade de Brasília e construiu carreira internacional nas áreas de Direitos Humanos e Educação, com atuações nos Estados Unidos e em Moçambique.
Foi gerente de Projetos do Instituto dos Direitos da Criança e do Adolescente. Como assessor cultural da Embaixada dos Estados Unidos, colaborou na gestão de programas educacionais e culturais para jovens e professores. Em 2011, assumiu a direção da Escola do Legislativo do DF.
Por mais de dez anos, foi professor em diversas instituições do DF, lecionando desde o nível fundamental até o ensino superior. É pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Administração e Negócios e mestrando em Marketing na Universidad de La Empresa (Montevidéu, Uruguai).
Empresária anunciou o fim de união com contraventor há mais de um mês. Em novo post, ela disse: ‘O amor vence barreiras, o meu constrói caminhos’.
Por Sílvio Túlio – A empresária Andressa Mendonça e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, reataram o casamento há pouco mais de um mês após anunciarem a separação. Neste sábado (17), ela postou nas redes sociais uma foto dos dois com a seguinte legenda: “O amor vence barreiras, o meu constrói caminhos”.
Ao G1, Andressa confirmou que eles estão juntos novamente. Quando questionada sobre o que pesou para a volta, ela afirmou: “É o amor, não tem motivação maior”. Já Cachoeira, que foi condenado por chefiar um esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção em Goiás e no Distrito Federal, quando perguntado sobre a questão pela reportagem, limitou-se a dizer: “É verdade”.
Até as 13h30, a publicação tinha sido curtida por 880 usuários. Outros 77 comentaram o post, sendo que a grande maioria parabenizava o casal pela decisão.
No último dia 8 de setembro, também pelas redes sociais, Andressa havia comunicado sobre o fim do relacionamento. Na ocasião, ela afirmou que o rompimento “não reflete qualquer fracasso” e afirmou que “foram cinco anos de sucesso e boa convivência”.
Casamento
O casal está junto desde 2010, mas a união só foi oficializada em dezembro de 2012, no condomínio de luxo em que moravam em Goiânia. Após a cerimônia, o casal saiu da residência para conversar com os jornalistas, quando Cachoeira se ajoelhou e beijou os pés da mulher.
A cerimônia ocorreu depois de Cachoeira sair da cadeia, em 11 de dezembro. Ele havia sido preso em fevereiro durante a Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF).
Musa – Durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) que apurou, no Congresso Nacional, denúncias de corrupção ligadas ao contraventor, Andressa chamou a atenção pela beleza e foi chamada de “musa da CPI”.
Em 25 de julho de 2012, durante audiência presidida pelo juiz Alderico Rocha Santos na Justiça Federal em Goiânia, o empresário aproveitou a ocasião para pedir a empresária em casamento.
Dias depois da sessão, o magistrado denunciou que Andressa o procurou no gabinete para ameaçá-lo e oferecer vantagem indevida. Na época, ela chegou a pagar fiança de R$ 100 mil para não ter a prisão preventiva decretada.
Andressa foi absolvida da acusação em maio deste ano. A sentença do magistrado Abel Cardoso Morais afirma que “embora não recomendável no âmbito da ética, o comportamento da ré manteve-se distante da censura penal”.
Operação Monte Carlo – A Operação Monte Carlo foi deflagrada em 29 de fevereiro de 2012. Na ocasião, 31 pessoas foram presas, em quatro estados e no Distrito Federal, suspeitas de ligação com o esquema de Carlinhos Cachoeira.
O empresário foi condenado, em dezembro de 2012, a 39 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha. Ele recorreu da sentença e aguarda pela decisão em liberdade. (Do G1 GO)
Chapa possui a maior quantidade de mulheres na história da OAB-DF e conta com apoio de ex-presidentes e de grandes nomes da área jurídica
O advogado criminalista Délio Lins e Silva Júnior é oficialmente candidato da oposição à presidência da OAB-DF. A chapa Pró-Advogado foi registrada, na manhã de hoje (17), na Seccional do DF, e conta com a advogada professora Célia Arruda como candidata à vice-presidência.
A chapa possui a maior quantidade de mulheres na história da OAB-DF, 41 ao todo, e tem apoio de grandes nomes da área jurídica, como Safe Carneiro, Kakay, Any e Ulisses Borges, Francisco Caputo, Rossini Correia, Edson Smaniotto, entre outros.
“A OAB-DF precisa se dedicar exclusivamente à causa do advogado, que hoje anda esquecida, sem o apoio devido pela OAB/DF. Nossas propostas estão amparadas na lealdade absoluta ao advogado, na austeridade contra gastos excessivos, como festas e mordomias, e na modernidade da OAB-DF”, afirmou Délio Lins e Silva Júnior aos diversos apoiadores que o acompanharam no ato do registro da candidatura.
O criminalista se comprometeu publicamente a não assumir nenhuma causa que possa confrontar com os interesses dos advogados. “Nesta greve do Poder Judiciário, que já é a maior da história, os advogados do DF estão vivenciando um grande absurdo, que é a total omissão da OAB em função de o presidente ser advogado do Sindjus-DF (Sindicato dos Servidores da Justiça do DF). Isso é inadmissível, milhares de advogados estão com suas rendas severamente comprometidas, perdendo clientes e fechando escritórios. Além disso, a população que depende de alguma decisão da Justiça, está sofrendo muito”, lamenta Lins e Silva Júnior.
Para ele, outra medida que deve ser implantada com urgência é o fim das mordomias, das festas caras e dos altos gastos com propaganda. “Vamos cortar estes custos e repassar os benefícios para os advogados iniciantes, que são os que mais sofrem com a crise”, disse.
A modernização da OAB-DF é outra prioridade da chapa Pró-Advogado. Muitos serviços passarão a ser eletrônicos, como ocorre em outras seccionais, onde o advogado consegue tirar certidões online e sem custo. “É inaceitável que a Capital Federal ainda não conte com esses serviços, que facilitam a vida dos advogados e reduzem custos administrativos”, acrescenta.
O candidato afirma ainda que sua campanha calcada em ideias coletadas com toda a advocacia brasiliense e por isso tem agregado nomes tão expressivos e crescido com tanta velocidade. Ademais, ele assegura que vai lutar por um plano eficaz e permanente. “Nosso projeto é baseado na profissionalização da assistência ao advogado, na criação de um órgão remunerado específico para atuar na defesa das prerrogativas dos advogados, na criação de subcomissões temáticas, na abertura de um novo canal com o Judiciário e na valorização das mulheres advogadas”, finalizou Délio Lins e Silva Júnior.
Quem é Délio Lins e Silva Júnior
O único brasiliense entre os candidatos, é graduado em Direito pelo Uniceub, possui pós-graduação em Direito Penal Econômico e pós-graduação em Ciências Jurídicas Criminais, ambos pela na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra – Portugal, mestrado em Ciências Jurídicas Criminais pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra – Portugal, onde é também doutorando. Autor de diversas obras em sua área, é também professor universitário e ex-presidente das Comissões de Honorários e de Apoio ao Advogado Iniciante da OAB/DF onde, inclusive, conseguiu implantar o piso salarial da categoria. É advogado militante com atuação destacada de delegacias ao STF, tendo atuado nos principais processos criminais do país, tais como operação Mensalão, Lava Jato, Furacão, Zelotes, Caixa de Pandora, entre outros.
Quem é Célia Arruda
Graduada em Direito pelo Uniceub, pós-graduada em Direito Civil pela Unisul e Doutoranda pela Universidad Del Museo Social em Buenos Aires, Argentina. Atua na área cível, com foco em Responsabilidade Civil, Direito de Família e Planejamento Sucessório. Ministra aulas de Direito Civil em instituições de ensino em Brasília, Goiânia, Cuiabá, Campo Grande e Curitiba.
Pelos bastidores, o próprio governador tem garantido que a reforma, do ponto de vista político, ainda não está concluída.
Por Francisco Dutra – Consciente do desgaste político entre aliados gerado pela reforma do GDF, o governo Rollemberg estuda novos ajustes no primeiro e segundo escalões até janeiro de 2016. Depois de conseguir fisgar o deputado distrital Joe Valle (PDT) para a nova secretaria do Trabalho, o Buriti vai tentar escalar mais membros do Legislativo ao longo do recesso parlamentar. Com este movimento, o Executivo planeja garantir votos de suplentes fiéis na Câmara Legislativa.
Multa a servidores da saúde e agentes penitenciários subiu para R$ 300 mil. Sindicatos afirmam que não foram notificados e que paralisação continua
Por Isabella Formiga – O Tribunal de Justiça do Distrito Federal aumentou de R$ 100 mil para R$ 300 mil a multa diária aplicada a servidores da Secretaria de Saúde e a agentes de atividades penitenciárias que não cumprirem determinação judicial de suspender a greve. A decisão foi tomada pelo relator da 1ª Câmara Cível do TJDFT nesta sexta (16). Cabe recurso.
O desembargador determinou ainda que seja encaminhado ofício ao Ministério Público do DF para que seja apurado eventual cometimento de delitos por dirigentes e servidores dos sindicatos da saúde, como descumprimento de ordem judicial. Com a medida, os trabalhadores podem responder pelos crimes de omissão de socorro, perigo à saúde e desobediência.
A paralisação foi deflagrada no último dia 8 em repúdio à decisão do governador Rodrigo Rollemberg de suspender reajustes salariais. Os aumentos foram aprovados, de forma escalonada, pela gestão anterior. No dia seguinte ao início do movimento, o desembargador determinou o retorno imediato dos trabalhadores ao serviço, sob pena de multa diária para cada um dos sindicatos.
Em nova ação, a Procuradoria do DF alegou que os sindicatos não cumpriram as decisões judiciais e que os agentes penitenciários encerraram a greve e iniciaram outra em seguida, violando a decisão provisória da Justiça.
Segundo o TJ, o GDF afirmou que os servidores da saúde foram intimados da liminar e continuaram com o atendimento reduzido ou parcialmente suspenso em muitas unidades da rede pública.
Presidente do Sindisaúde, Marli Rodrigues disse que não foi notificada da decisão. “A greve continua. Nós não fomos citados. Eu não me ausentei de Brasília em nenhum momento, e não fui citada. Por isso, a greve continua e temos assembleia na próxima terça-feira.”
Gutemberg Fialho, presidente do Sindicato dos Médicos, diz que vai recorrer da decisão e que a greve continua. “Estamos tendo uma contradição. O governo, que desrespeita as leis, procurando o Judiciário para legitimar o desrespeito à lei”, diz.
Decisão
Para o desembargador, encerrar uma greve e iniciar outra, como fizeram os agentes de atividades penitenciárias, não descaracteriza a continuidade e a ilegalidade do movimento e é uma “afronta à decisão judicial”. “O sindicato está atentando contra a dignidade da Justiça e buscando fazer letra morta da decisão inicialmente proferida”, disse.
“A atitude dos sindicatos réus de não cumprir a determinação de imediato retorno ao trabalho consiste em ato atentatório contra a dignidade da Justiça e, com isso, estão colocando até mesmo em risco a vida dos usuários dos serviços públicos de saúde do Distrito Federal. As decisões judiciais e a lei devem ser respeitadas e não simplesmente desconsideradas, como fazem os sindicatos réus, ainda mais quando tentam fazer prevalecer interesses individuais de seus dirigentes e sindicalizados.”
O Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias disse que não foi notificado. “Quando formos, vamos chamar assembleia e vamos decidir se a categoria permanece ou não no movimento paredista. O sistema ainda continua em greve”, disse o presidente Leandro Allan Vieira. (Do G1 DF)
Cerca de 20 mil estudantes do 3º ano do ensino médio da rede pública podem acessar, individualmente, o desempenho no preparatório. Provas do exame oficial ocorrem nos dias 24 e 25 de outubro em todo o País
Os resultados do Simulado DF 2015 — preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — estão disponíveis para os cerca de 20 mil estudantes da rede pública de ensino que fizeram as provas em 16 e 17 de setembro. Para acessar o desempenho, é necessário informar o número da matrícula e a data de nascimento na página de simulação de aplicação do Enem 2015 na internet. As informações são individuais e não servem para comparação entre alunos ou escolas.
As provas do simulado tiveram 180 questões, assim como no Enem, sobre ciências humanas e da natureza, além de linguagem, matemática e redação. O tema cobrado na dissertação foi Maioridade Penal. Todas as etapas tiveram a supervisão da Secretaria de Educação e do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos.
O secretário de Educação, Júlio Gregório Filho, destaca que, embora os rankings não devam servir de padrão de avaliação, oferecer um simulado para os alunos da rede é uma das estratégias que visam reduzir a diferença entre escolas públicas e privadas nos resultados dos exames. “A educação pública precisa e está buscando alternativas para oferecer aos estudantes ainda mais condições de competir com aqueles que dispõem de outros recursos para melhorar seus desempenhos nos testes de seleção”. A iniciativa, segundo ele, teve custo zero, graças a parcerias.
Controlador-geral do DF, Djacyr Cavalcanti de Arruda Filho
O prazo para a conclusão do procedimento de sindicância patrimonial será de trinta dias, contados da data da publicação do ato que constituir a comissão, podendo ser prorrogado, por igual período
A Controladoria-Geral do Distrito Federal editou portaria regulamentando a utilização da sindicância patrimonial no âmbito da Administração pública do DF. Trata-se de um importante instrumento de combate ao enriquecimento ilícito de servidores públicos. A Portaria 212/2025 foi publicada na edição do Diário Oficial (DODF) desta quinta-feira (15), na página 23. Esse foi um dos últimos atos do controlador-geral do DF, Djacyr Cavalcanti de Arruda Filho. Um dos gestores mais conceituados do GDF, dr. Djacyr Arruda será substituído na semana que vem pelo suplente de deputado, Henrique Ziller. Antes de sair, deu uma última contribuição a moralidade no serviço público.
A portaria nº 212 determina que as denúncias ou representações protocoladas envolvendo suposto enriquecimento ilícito de agente público serão remetidas à Corregedoria-Geral do Distrito Federal.
A Corregedoria-Geral, por meio das Corregedorias-Adjuntas da Área Social e da Área Econômica, de Governo e de Infraestrutura, autuará a documentação que constituirá a Informação de Investigação Patrimonial Preliminar.
Para cumprir a missão, as Corregedorias-Adjuntas se valerão das informações coletadas junto à Unidade de Informações Estratégica (UINFE), e das obtidas nos sistemas corporativos dos órgãos e entidades da Administração Pública do Distrito Federal.
Se necessário, as Corregedorias-Adjuntas poderão recomendar a instauração de Procedimento de Investigação Preliminar (PIP) de que trata o art. 18, inciso IV, do Decreto nº 36.017, de 18 de novembro de 2014, para os trabalhos que exijam o aprofundamento da apuração em diligências externas.
A Informação de Investigação Patrimonial Preliminar conterá todos os elementos que possam subsidiar o juízo de admissibilidade da autoridade competente para a instauração da sindicância patrimonial ou do processo administrativo disciplinar.
A Corregedoria-Geral, com fundamento nos elementos contidos na Informação de Investigação
Patrimonial Preliminar, decidirá pela instauração de sindicância patrimonial, processo disciplinar ou pelo arquivamento.
Da Sindicância Patrimonial
A Sindicância Patrimonial constitui procedimento investigativo, de caráter sigiloso, não contraditório e não punitivo, destinado a apurar indícios de enriquecimento ilícito por parte de
agente público à vista de incompatibilidade patrimonial com seus recursos e disponibilidades. A sindicância será realizada de ofício ou com base em denúncia ou representação recebida.
O procedimento de sindicância patrimonial será conduzido por comissão constituída por três servidores estáveis ou empregados públicos de órgão ou entidade da Administração Pública do Distrito Federal.
As consultas, requisições de informações e documentos necessários à instrução da sindicância,
quando dirigidas à Secretaria da Fazenda do Distrito Federal, ao Banco Central do Brasil ou à Secretaria da Receita Federal, deverão ser feitas por intermédio da Corregedoria-Geral, observado o dever da comissão de, após a transferência, assegurar a preservação do sigilo fiscal.
A solicitação de afastamento de sigilo bancário deve ser encaminhada à Procuradoria–Geral do Distrito Federal ou ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, com as informações e documentos necessários para o exame de seu cabimento.
A comissão deverá solicitar do sindicado, sempre que possível, a renúncia expressa aos sigilos fiscal e bancário, com a apresentação das informações e documentos necessários para a instrução do procedimento.
O presidente da Comissão de sindicância patrimonial ou processo administrativo disciplinar deverá providenciar o encaminhamento, por meio da Corregedoria-Geral, das informações fiscais e bancárias à Unidade de Informações Estratégicas, para que seja efetuada a análise patrimonial.
A Unidade de Informações Estratégica (UINFE) elaborará documento denominado “Informação de Análise Patrimonial” sobre a evolução patrimonial do investigado, que conterá, inclusive, a análise do fluxo de caixa.
Para a instrução do procedimento, a Comissão efetuará as diligências necessárias à elucidação do fato, poderá ouvir o sindicado e as eventuais testemunhas, carreará para os autos a prova documental existente e solicitará, se necessário, o afastamento de sigilos, nos termos do art. 8º a 10, além da realização de perícias.
Fica facultado à Comissão notificar o investigado para apresentar esclarecimentos sobre as conclusões da análise patrimonial, pessoalmente ou por procurador.
O prazo para a conclusão do procedimento de sindicância patrimonial será de trinta dias, contados da data da publicação do ato que constituir a comissão, podendo ser prorrogado, por igual período, pela autoridade instauradora.
Concluídos os trabalhos da sindicância patrimonial, a comissão responsável por sua condução produzirá relatório sobre os fatos apurados, opinando pelo seu arquivamento ou, se for o caso, pela instauração de processo administrativo disciplinar, quando houver indícios de enriquecimento ilícito.
Os procedimentos instaurados no Órgão Central e nas unidades seccionais serão encaminhados
ao Corregedor-Geral, que proferirá decisão no feito ou, conforme o nível do cargo ou emprego do agente público envolvido, encaminhará os autos ao Controlador-Geral do Distrito Federal para decisão.
Assim que proferida a decisão, cópia dos autos deverá ser encaminhada, para conhecimento
e adoção das providências cabíveis, ao Ministério Público do DF e Territórios, ao Tribunal de Contas do DF, à Secretaria da Fazenda do DF, à Procuradoria-Geral do DF e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda.
As informações constantes de Informação de Investigação Patrimonial Preliminar, de Sindicância Patrimonial e do Processo Administrativo Disciplinar serão classificadas como sigilosas, no grau reservado, na forma das disposições do Decreto nº 34.276, de 11 de abril de 2013.
O ex-governador José Roberto Arruda obteve duas vitórias na Justiça nesta quinta-feira (15)
Helena Mader – No Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve-se a decisão de absolvê-lo da acusação de improbidade administrativa por contratar a construtora Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A sem concorrência pública, em 2008, para reformar o ginásio Nilson Nelson. A 4ª Vara de Fazenda Pública do DF já o havia inocentado em 2013, mas o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) entrou com recurso.
No âmbito do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), a 8ª Vara da Fazenda Pública do DF rejeitou duas ações ajuizadas pelo MPDFT, que havia apontado supostas fraudes na prestação de contas de convênios de saúde celebrados entre o GDF e os municípios de Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas de Goiás. Arruda era acusado de assinar convênios milionários sem adotar medidas concretas para verificar a aplicação dos recursos transferidos.
A defesa do ex-chefe do Executivo rebateu e afirmou que foram celebrados convênios com 21 prefeituras do Entorno para que os moradores dos municípios goianos não precisassem ir aos hospitais do Distrito Federal e fossem atendidos naquelas cidades.
A Justiça também acatou o argumento da defesa de que coube a Arruda apenas a decisão política e a execução dos convênios, inclusive a realização de licitações, teria ficado com a Subsecretaria do Entorno e a Codeplan.
Decidiu-se, então, pela retirada das ações contra Arruda e os demais acusados: Augusto Silveira de Carvalho, Fernando Antunes, David Leita Silva, Jair Shiogueki Yamamoto e Geraldo Messias de Queiroz. (Do CB Poder)
Publicação no Diário Oficial do DF sobre o sorteio eletrônico a beneficiários do programa Nota Legal (Foto: Reprodução)
Regulamentação do novo benefício deve ser divulgada até o final do ano. Prêmios em dinheiro podem chegar a R$ 10 milhões a contribuintes
Por Isabella Calzolari – O governador Rodrigo Rollemberg sancionou nesta sexta-feira (16) a criação de um sistema de sorteio eletrônico com premiação em dinheiro de até R$ 10 milhões a contribuintes do programa Nota Legal. De acordo com a Secretaria de Fazenda, a regulamentação do novo benefício deve ser divulgada até o final do ano. A intenção da pasta é que o projeto comece a valer já no início do ano que vem.
O prêmio poderá ser resgatado pelo beneficiário em até 180 dias da data de realização do sorteio. Caso o ganhador não retire o prêmio no prazo, o valor vai retornar ao tesouro do Distrito Federal.
Inadimplentes em relação a obrigação pecuniária de natureza tributária ou não tributária não poderão concorrer ao sorteio eletrônico. Também não vão poder participar como beneficiário dos prêmios em dinheiro e de cupons para sorteio do programa funcionários das empresas de tecnologia contratadas, bem como parentes em linha reta até o primeiro grau, cônjuges ou companheiros.
Os resultados vão ser divulgados pelo site do Nota Legal em até 15 dias contados da realização do sorteio. A forma, as datas de realização, período de validade, prazos, cronogramas e informações complementarem vão ser divulgadas no regulamento da lei. (Do G1 DF)
Ele vai votar a favor de todos projetos, inclusive os impopulares, do GDF na Casa
Por Guilherme Pera – Com a ida de Joe Valle (PDT) para a Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, o bombeiro militar Roosevelt Vilela (PSB), 40 anos, assume a vaga na Câmara Legislativa. O primeiro socialista na atual legislatura deve representar algo em falta para o chefe do Executivo na Casa: um grande aliado. Ele vai votar a favor de todos projetos, inclusive os impopulares, do GDF na Casa.
O atual administrador de Candangolândia, Núcleo Bandeirante e Park Way terá como bandeira a segurança pública. “Vou representar o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar na Câmara. Vamos colocar em diálogo a estrutura das corporações”, disse.
Enquanto Rollemberg procura um nome para ser líder do governo — entre os principais parlamentares ventilados estão Cláudio Abrantes (Rede) e Israel Batista (PV) —, a presença de um correligionário na Casa pode fazer a diferença. Questionado se ambiciona a liderança, Vilela mostra animação. “Escolher o líder é prerrogativa do governador. Serei um soldado e aceito o que for proposto”, afirmou Vilela, bombeiro há 21 anos.
Sobre a aprovação de matérias impopulares, o socialista afirmou que Rollemberg ganha “um contraponto na Casa para rebater os questionamentos aos projetos”. “O PSB tem um projeto de governo, com Rollemberg no Executivo e agora Roosevelt no Legislativo. (Governar Brasília) é como criar um filho: nem tudo são flores, às vezes temos que ser duros”, comparou.
Com a ida do dono de 8.957 votos na eleição de 2014 para o Legislativo local, a insatisfação do PSB com o governador — o partido perdeu duas secretarias na reforma administrativa — pode diminuir. (Do CB Poder)