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João Vaccari decide quebrar o silêncio: “Se eu falar, entrego a alma do PT”

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“Se eu falar, entrego a alma do PT. E tem mais: o pessoal da CUT me mata assim que eu botar a cara na rua.”, João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT
“Se eu falar, entrego a alma do PT. E tem mais: o pessoal da CUT me mata assim que eu botar a cara na rua.”, João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT(Vagner Rosario/VEJA)

O homem que arrecadou e distribuiu mais de 1 bilhão de reais em propina para o PT, do qual foi tesoureiro, se prepara para falar à Lava Jato

Por: Robson Bonin – Em março passado, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto teve uma conversa reveladora com um de seus companheiros de cárcere. A situação de abandono do superburocrata petista, sentenciado a mais de 24 anos de prisão e com pelo menos outras quatro condenações a caminho, fez o interlocutor perguntar se ele não considerava a hipótese de tentar um acordo de delação com a Justiça. Conhecido pelo temperamento fechado, que lhe rendeu o apelido de “Padre” nos tempos de militância sindical, Vaccari respondeu como se já tivesse pensado muito sobre o assunto: “Não posso delatar porque sou um fundador do partido. Se eu falar, entrego a alma do PT. E tem mais: o pessoal da CUT me mata assim que eu botar a cara na rua”. Algo aconteceu nos últimos dois meses. Depois desse diálogo travado com um petista importante e testemunhado por outros presos, Vaccari não resistiu às próprias convicções e resolveu romper o pacto de silêncio. O caixa do PT, o homem que durante décadas atuou nas sombras, o dono de segredos devastadores, decidiu delatar.

Preso desde abril do ano passado, o ex-tesoureiro, hoje no Complexo Médico-Penal de Pinhais, no Paraná, está corroído física e psicologicamente, segundo relatam pessoas próximas. Ele sabe que a hipótese de escapar impune não existe. Assim como os demais delatores, sabe que, aos 57 anos de idade, a colaboração com a Justiça é o único caminho que pode livrá-lo de morrer na prisão. Os movimentos do ex-tesoureiro em direção à delação estão avançados. Emissários da família de Vaccari já sondaram advogados especializados no assunto. Em conversas reservadas, discutiu-se até o teor do que poderia ser revelado. Um dos primeiros tópicos a ser oferecido aos procuradores trata da campanha eleitoral de Dilma Rousseff em 2014. Vaccari tem documentos e provas que podem sacramentar de vez o destino da presidente afastada, mas não só. O ex-tesoureiro sempre foi ligado ao ex-­presidente Lula e, como ele mesmo disse, conhece a alma do PT.

A cúpula do partido foi informada sobre a disposição do ex-tesoureiro há duas semanas. A primeira reação dos petistas foi de surpresa, depois substituída por preocupação. Até onde o ex-tesou­reiro chegaria? Uma comitiva foi despachada a Curitiba para tentar descobrir. Encarregado da missão estava o líder do PT na Câmara, Afonso Florence, que foi ao presídio acompanhado pelo ex-deputado paranaense Ângelo Vanhoni. Em Pinhais, ainda não se sabe exatamente de que maneira a comitiva conseguiu driblar os controles da prisão e conversar longamente com o ex-tesoureiro. Magoado, reclamando de ter sido esquecido na prisão, Vaccari confirmou sua decisão de quebrar o silêncio. Os petistas retornaram a Brasília estranhamente mais calmos. Florence procurou o líder do PT no Senado, Paulo Rocha, e relatou a conversa que tivera com Vaccari. “Será uma explosão controlada”, disse. O que significava isso? O parlamentar explicou que Vaccari pode prestar depoimentos calculados, detonando explosões com efeito controlado para provar a “ilegitimidade” do governo Temer. Se o plano petista der certo, a carreira política de Dilma Rousseff será liquidada, mas também terá arrastado ao cadafalso o presidente interino Michel Temer, por comprometer a chapa eleita em 2014.

Miss Gari DF será realizado neste sábado, em Vicente Pires

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As participantes de 31 regiões administrativas realizarão o primeiro  ensaio neste sábado (11), no ginásio do Taguaparque. A grande final será sexta-feira (17), a partir das 19h30

Com vassouras, pás e carrinhos de lixo como principais ferramentas de trabalho, 31 mulheres têm como rotina manter limpas ruas e avenidas do DF. Mas, desta vez, elas terão a oportunidade de esbanjar a feminilidade, beleza e simpatia durante a realização da 2º edição do Miss Gari DF, em Vicente Pires. As representantes de diversas regiões administrativas disputarão a faixa do concurso que será sexta-feira (17), a partir das 19h30h, no auditório do Taguaparque.

Neste sábado (11), às 15h, no ginásio do Taguaparque, as participantes realizarão o primeiro ensaio, no qual  terão o primeiro contato com o mundo das passarelas e encaram o desafio de conquistar a faixa da mais bela gari do DF. Para isso, as candidatas terão ajuda voluntária de diversos profissionais, como maquiador, estilista, cabeleireiro e coreógrafo.  O evento é realizado pela Administração de Vicente Pires e conta com o apoio do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU), as empresas Valor Ambiental e Sustentare, além de parceiros na área de eventos de beleza, como Clóvis Nunes responsável pelo Miss DF e o instituto Embelleze.

Uma das idealizadoras do evento e fiscal de varrição Fátima Dias, de 45 anos, e há 15 atuando diretamente na limpeza urbana do DF, diz que a iniciativa surgiu para resgatar a autoestima das garis, além de despertar a consciência da sociedade na valorização desses profissionais. “Nosso intuito é valorizar essas mulheres que batalham dia a dia para levarem o sustento para suas famílias. Nada mais justo do que proporcionar um dia de beleza para essa classe tão importante para a sociedade”, ressaltou Fátima.

Dolessandra Soares Oliveira, de 31 anos, foi à vencedora do primeiro concurso realizado ano passado, em Ceilândia. Ela disputou o título com outras  12 candidatas e explica a emoção de ser eleita a primeira Miss Gari do DF. “Mais do que conquistar a faixa, foi receber o reconhecimento das pessoas. Além de representar essas mulheres que sofrem o preconceito diário nas ruas da cidade. Provamos que por trás de qualquer uniforme seja ele qual for somos mulheres, mães e chefes dos lar”, enfatiza Dolessandra.

Para o administrador interino de Vicente Pires e vice-governador do DF, Renato Santana, a proposta do concurso é dar oportunidade, reconhecimento e visibilidade para os profissionais que atuam na limpeza urbana, apesar de ser dever de todo cidadão ajudar a manter a cidade limpa, o que  no nosso dia a dia acaba sendo feito pelos garis. “Muita gente ainda tem pensamento de que eles têm a obrigação de recolher os lixos jogados nas ruas e avenidas pela população, mas pelo contrário, isso acaba gerando uma sobrecarga de funções, impedindo que o serviço seja feito com a qualidade que necessita, gerando problemas como alagamentos e proliferação de zoonoses. Nada mais justo do que valorizarmos esse profissional”, ressalta Renato Santana.

2º edição do concurso Miss Gari

Data: sexta-feira (17)

Horário: a partir das 19h30

Local: auditório do Taguaparque

Dias de ensaio: sábado e domingo (11 e 12), às 15h, no ginásio do Taguaparque e quinta-feira (16), às 20h, no auditório do Taguaparque.

 

Casa Militar envia nota ao Blog sobre cessão de militares

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A Casa Militar afirma que não há nenhuma ilegalidade nos atos de cessão e nomeação existentes feitos com base no Decreto nº 37.215/2016, pelo exposto abaixo:

– Os Policiais e Bombeiros Militares podem ser nomeados em órgãos externos às suas corporações com base no seu estatuto e em observância ao Decreto Federal 88.777.

–  Até o advento Decreto nº 37.215/2016, não havia qualquer Decreto local estabelecendo parâmetros para tais nomeações externas e que a referida norma foi editada, justamente, para restringir as situações que usurpavam o objetivo da agregação externa do militar.

– Os Policiais e Bombeiros Militares, que possuem menos de oito anos de serviço que agregaram antes da vigência do Decreto nº 37.215/2016, não são atingidos, portanto o critério é valido apenas para as novas agregações.

– A flexibilização trazida pelo Decreto nº 37.393/2016 decorre da relevância dos cargos envolvidos, além da necessidade de relação de confiança, essencial no âmbito de assessoramento direto ou das atividades de segurança pessoal, que no caso concreto, envolvem o Presidente da República, o Governador do Distrito Federal e os Ministros do Supremo Tribunal Federal, apenas a título de exemplo, não devendo assim, ser restringido.

Cabe ainda ressaltar que o Decreto nº 37.215/2016 limitou o percentual de agregações em 5% do efetivo existente nas corporações e que desde janeiro de 2015, a PMDF, o CBMDF e a Casa Militar conseguiram trazer de volta mais de 200 militares, número que, com os novos critérios adotados, devem aumentar ainda mais.

Servidores da Saúde têm de atualizar atestados médicos

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Exigência visa melhorar distribuição dos profissionais na rede pública, para ampliar o atendimento à população

Por Maryna Lacerda – A Secretaria de Saúde vai mapear todos os servidores em licença médica ou com restrições para exercer a função que ocupam. A Portaria nº 95, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal dessa quinta-feira (9), determina que esses funcionários atualizem os atestados médicos nos Núcleos de Segurança, Saúde e Medicina do Trabalho de suas unidades. A medida é mais uma forma de melhorar a distribuição dos trabalhadores no sistema público e, com isso, ampliar o atendimento à população.

A portaria é um desdobramento do Manual de Parâmetros para Dimensionamento da Força de Trabalho, divulgado em 6 de maio pela secretaria. O documento estabelece critérios — como taxa de ocupação, quantidade de leitos e perfil do público atendido — para definir o número necessário de profissionais em cada unidade de saúde.

“Estamos fazendo o redimensionamento da rede e verificamos um índice muito alto de servidores com restrição”, conta a diretora de Planejamento, da Subsecretaria de Gestão de Pessoas, Marineusa Bueno. “Alguns estavam com a documentação desatualizada; outros, com o prazo da licença expirado ou em desvio de função, realizando trabalhos administrativos.”

Prazo

Os funcionários têm 30 dias, a partir da publicação da portaria, para regularizar a situação. “Com isso, nós colocamos o servidor onde ele precisa estar. A intenção é adaptar a função à restrição ou reinseri-los nas unidades”, explica Marineusa. “Um enfermeiro que não tem condições de pegar peso pode retornar ao atendimento, desde que, observando essa característica, faça-se uma adaptação e ele seja colocado em um setor que lhe permita exercer a atividade”, exemplifica a diretora.

De acordo com o texto da norma, a exigência se aplica também àqueles com restrições laborais cujos prazos de reavaliação ainda não tenham expirado. A documentação será analisada pelas equipes dos núcleos de saúde e registrada no Sistema Único de Gestão de Recursos Humanos.

Roda de Conversa de Rollemberg em Brazlândia reúne 700 pessoas

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O governador Rollemberg respondeu a perguntas de 15 cidadãos na Roda de Conversa em Brazlândia. Foto Pedro Ventura

Durante encontro com o governador de Brasília, na noite desta quinta-feira (9), transporte e educação estavam entre temas de perguntas feitas diretamente a Rodrigo Rollemberg

Por jade Abreu – Moradores de Brazlândia participaram da sexta edição da Roda de Conversa nesta quinta-feira (9). Setecentas pessoas compareceram ao encontro com o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, no galpão de múltiplas funções, conhecido como Feirinha da Vila São José. O evento começou às 20 horas e durou uma hora e meia.
Desde as 19 horas, a população começou a se inscrever no Fale na Roda — sorteio para decidir quem faria perguntas diretamente ao governador. Dos 98 inscritos, 65 eram cidadãos comuns e 33, de movimentos, entidades e associações. Foram sorteados 15.

Na abertura, o chefe do Executivo citou ações do governo em Brazlândia, como construção de escola técnica para reforçar a capacitação dos moradores na região administrativa, editais para funcionários da saúde e da educação, e obras de saneamento básico. “Vamos fazer redes de esgoto que vão passar por 850 domicílios e beneficiar 5 mil pessoas”, afirmou Rollemberg.

A moradora de Brazlândia, Fabiula Pereira Viana. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
A moradora de Brazlândia Fabiula Pereira Viana. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Uma das contempladas no sorteio, a moradora Fabiula Pereira Viana, de 37 anos, pediu creche e parques para crianças e adolescentes. “A gente que é mãe fica preocupada com as drogas que estão chegando cada vez mais perto dos nossos meninos.” Em resposta, Rollemberg disse que a juventude é uma das principais preocupações do governo. “Estamos construindo 11 quadras de esporte em Brazlândia para que os jovens usem o espaço como esporte e lazer.” O governador também destacou a construção de outras três creches na região administrativa.

O estudante Murilo Justino da Silva, de 20 anos, apresentou uma reivindicação sobre transporte público. “Todo dia vou para o campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília, mas não tem ônibus direto.” O governador disse que vai encaminhar a solicitação à Secretaria de Mobilidade para que sejam estudadas providências em relação ao deslocamento dos moradores. “Transporte coletivo é um direito, e a gente tem de garantir que vai ser feito adequadamente”, respondeu Rollemberg.

Na penúltima pergunta, uma mulher passou mal e foi prontamente atendida pelo Corpo de Bombeiros. Ela teve um ataque epilético, mas passa bem. No fim do encontro, servidores em greve da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) fizeram protesto.

Compareceram à Roda de Conversa os chefes da Casa Civil, Sérgio Sampaio, e da Casa Militar, Cláudio Ribas; os comandantes-gerais da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira, e do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Hamilton Santos Esteves Junior; o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba; o chefe de Comunicação Institucional e Interação Social, Luciano Suassuna; os secretários da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, José Guilherme Leal; de Cultura, Guilherme Reis; de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade; do Meio Ambiente, André Lima; de Mobilidade, Marcos Dantas; de Saúde, Humberto Fonseca; e o secretário-adjunto do Trabalho, da pasta do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Thiago Jarjour.

Também estavam a diretora-geral do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Kátia Campos; o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab), Gilson Paranhos; o diretor-presidente interino da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Júlio Menegotto; os diretores-gerais do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), Henrique Luduvice, e do Departamento de Trânsito (Detran-DF), Jayme Amorim; a presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Jane Vilas Bôas; os presidentes da Caesb, Maurício Luduvice, e da Agência de Desenvolvimento do DF, Júlio César de Azevedo Reis; os deputados distritais Juarezão (PSB) e Luzia de Paula (PSB); o administrador regional de Brazlândia, Devanir Gonçalves de Oliveira.

Braz PECs

Antes do diálogo com os moradores no galpão, o governador foi ao lançamento do projeto Braz PECs, na Rua do Lago. Iniciativa da Administração Regional de Brazlândia, a ideia é que os frequentadores dos pontos de encontro comunitários (PECs) recebam orientação de profissionais para exercícios de alongamento e utilização correta de cada aparelho. “Esse projeto vai aumentar o uso desses espaços e melhorar o aproveitamento. Esses equipamentos são para promover saúde”, ressaltou Rollemberg. Os PECs das Quadras 8 e 56, do Incra 8 e do Setor Veredas serão os próximos contemplados.

OPINIÃO | Apenas uma agenda fora do palácio não basta

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POR RICARDO CALLADO

Quem acompanha de perto a administração pública, percebe uma mudança positiva. O governador Rodrigo Rollemberg intensificou nas últimas semanas compromissos longe dos gabinetes.

A agenda pública do governador mudou. A intenção é que ele fique mais perto da população. E que o povo o veja mais de perto. Além disso, pretende-se gerar uma sequência de pautas positivas.

Só para citar do dia 1º de junho para cá, Rollemberg fez a entrega da revitalização de praça, participou de desfile cívico, de festa junina, de festa beneficente, de corte de bolo de aniversário de cidade, de corrida de rua, inaugurou pista de atletismo, lançou pedra fundamental e visitou obras de reforma de escola.

Essa maratona é uma mudança importante. Rollemberg sai da redoma imposta por sua equipe. Se a estratégia vai dar certo, é preciso esperar mais um pouco. Ainda é cedo para medir.

A questão é que essas agendas podem se tornar apenas pirotecnia e não produzir algo prático. Falta um discurso, uma política eficiente de recuperação de imagem.

Não adianta montar uma agenda e mudar o foco das matérias oficiais, ressaltando sempre o lado positivo.

Por exemplo: ao invés de informar que foram derrubados barracos deve-se dizer que foram retomadas terras públicas invadidas e que serão usadas para o bem da coletividade, como habitação e equipamentos sociais.

Vai ser preciso um truque mágico para editar as matérias sem a imagem dos tratores. Como o Rio de Janeiro que acabou com as favelas, chamando-as de comunidade. Ficou na mesma. O problema não é de nomenclatura. É de ação. E de decisão.

O Buriti completou um ano e seis meses de gestão e no campo midiático sofre ataques por todos os lados. O novo secretário de Comunicação, Luciano Suassuna, se tiver liberdade para trabalhar e autonomia, pode bancar esse desafio.

Os veículos da mídia tradicional (TVs, rádios e impressos) reclamam de diálogo com o governo. E de transparência em suas relações, esticando a corda. A relação numa foi boa, porque foi construída da forma errada.

Poucos são os espaços para pautas propositivas realizadas pelo governador Rodrigo Rollemberg. Isso é fruto de uma política equivocada implantada desde o início do governo.

A propaganda institucional realizada até agora não foi capaz de sanar o desejo destes veículos e a tendência é que a agenda negativa continue pautando essas redações. A relação de confronto e de arrogância só piora a situação.

O Buriti segue na área da comunicação a mesma política do governo Agnelo. Com retaliações e escolhidos.

Se a agenda do governador mudou, por que não acreditar que o GDF possa também virar esse jogo. Basta o governador querer. E seus subordinados obedecerem.

Outro lado que já se rebela é o da mídia comunitária. Jornais, portais de notícias e blogueiros estão cada dia mais criticando a postura do governador perante o que chamam de “paralisia governamental”.

Muitos começam a colocar em xeque a capacidade de o governador Rollemberg recuperar Brasília depois da gestão desastrosa do PT. Criticam o governo como um todo. Educação, Saúde, Segurança, Transporte, Agefis.

Quase nenhuma área do governo é poupada. E a tendência, como se comenta no meio político, é que essas críticas aumentem a medida que as eleições de 2018 fiquem mais próximas.

Equilibrar o jogo midiático é urgente.  Ao chamar para perto e mostrar que quer ter uma relação respeitosa com esses veículos, o governo começa a fazer chegar seu noticiário propositivo à população.

O governo se deixa cair em armadilhas e tem dificuldades em sair delas.

E muitas outras armadilhas são colocadas no caminho do governo. O tempo todo. Faz parte do jogo político. O que falta é uma gestão para antecipar e gerenciar as crises. E um plano de recuperação de imagem.

Isso só será possível com uma integração maior entre governo e comunicação. Com autonomia e com a ajuda do próprio governador. Se tem alguém que pode salvar o governo Rollemberg é ele mesmo.

Gim Argello renuncia à presidência do PTB do DF e pede desligamento do partido

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O ex-senador Gim Argello, preso no dia 12 de abril, na 28ª fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal, encaminhou hoje (9) carta ao presidente nacional do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson , renunciando à presidência da legenda no Distrito Federal e também pedindo sua desfiliação do partido.

Na carta, Argello informa que está se retirando da vida pública, “a fim de cuidar da minha vida particular, da minha família, saúde e até mesmo da minha defesa judicial”. O ex-senador estava filiado ao PTB desde março de 2005.

No documento, Gim Argello afirma que está se retirando da vida pública por terem tentado envolver seu nome em situações que não existiram. “Diante da atual situação que o país atravessa, por diversas vezes tentaram macular meu nome, e nada conseguiram, mas dessa vez chegaram ao extremo, criando e envolvendo-me em uma situação que jamais existiu, e tudo o que procurarão, não sei o que, nada encontrarão, tornando-se assim uma situação de total indignação para mim e minha família, uma vez que não existe base jurídica e factual para minha prisão, bem como a manutenção da mesma”, diz trecho da carta.

Ex-líder do governo no primeiro mandato da presidenta afastada Dilma Rousseff, Gim Argello foi preso preventivamente pela Polícia Federal. Ele é acusado de receber R$ 5,3 milhões em propinas para impedir investigações sobre o cartel de empreiteiras da Petrobras.

O ex-senador é suspeito de ter utilizado uma igreja para lavagem de dinheiro de corrupção. Argello é acusado dos crimes de corrupção ativa e passiva, obstrução às investigações, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Gim Argello, que tentou a reeleição em 2014, havia assumido o Senado na vaga deixada pelo ex-governador do DF e ex-senador Joaquim Roriz , que renunciou ao mandato para fugir de um processo de cassação, agradeceu a Jefferson a oportunidade de ter comandado o PTB do Distrito Federal e afirmou que exerceu a função com  “zelo e dedicação”.

Argello disse ainda que, nos exercícios dos mandatos de deputado distrital e de senador, atuou com dignidade. “Desempenhei os mesmos [mandatos] dentro da maior lisura e dignidade, procurando exercê-los pelo povo e para o povo”.

ARTIGO | Setor de Serviços: o fundo do poço ficou pra trás?

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Edgar Segato Neto

Edgar Segato Neto*

Na última semana, a Fundação Getúlio Vargas divulgou aumento no índice de confiança dos empresários do setor de serviços, de 69,3 pontos em abril para 70,5 pontos em maio. É o maior índice desde junho de 2015, e a FGV atribuiu essa elevação à queda do índice que mede a avaliação do setor em relação às expectativas de um futuro melhor.

Quando uma pesquisa registra três altas consecutivas, é algo que precisamos encarar como positivo. No entanto, a mesma pesquisa mostra que as análises de geração de emprego e de dificuldades financeiras nas empresas atingiram seu pior patamar histórico. É um processo cumulativo de uma crise que, por mais que se anuncie um horizonte melhor, ainda está longe de passar.

De acordo com a FGV, o fundo do poço da confiança empresarial ficou no ano passado. No entanto, os negócios continuam ruins. Mas, se formos fazer uma análise de como se comporta o mercado durante a crise, a melhora das expectativas é um primeiro passo para a recuperação do setor.

Os empresários precisam acreditar, a partir de ações governamentais, que o Brasil vai voltar a ser um país próspero. Não apenas pelos seus negócios, mas pelos milhões de brasileiros que dependem das suas empresas para darem uma vida digna às suas famílias. São cerca de 14 milhões de brasileiros que acordam para garantir o seu sustento no setor de Serviços. Nas atividades de limpeza e conservação, 13 mil empresas empregam mais de dois milhões de trabalhadores em todo o país.

No entanto, esses números só caem. O setor com a maior mão de obra do país também é o que mais demite. Em um primeiro olhar, é comum pensar que a demissão de funcionários é uma decisão para garantir o lucro da empresa. No entanto, vai além disso: hoje, os empresários precisam assegurar que não fecharão as portas dos seus negócios.

O aumento da confiança dos empresários é uma boa nova que traz esperança, mas precisamos contar com ações do governo que estimulem o retorno da empregabilidade. A alta carga tributária, por exemplo, é um nó para a competitividade e para a produtividade brasileira. Quanto maior a carga, menor é a capacidade de investimento do setor privado.

Como costumo sempre dizer, o setor de serviços precisa ser encarado como um aliado em tempos de crise. Confiança, mais do que um índice, é um processo de construção de cenários positivos e que demanda esforço de todas as partes.

*Edgar Segato Neto é presidente da Febrac – Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação

 

BRB participa do IX Congresso Consad de Gestão Pública

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Congresso Consad de Gestão Pública

O encontro começou nesta quarta (8) e ocorre até amanhã (10)

Até amanhã (10/6), o Centro de Convenções Ulysses Guimarães será palco da 9ª edição do Congresso Consad de Gestão Pública. Promovido pelo Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad), o evento busca proporcionar uma troca de experiência sobre as práticas de gestão pública implementadas nos diversos estados do País.

Durante os três dias do encontro, iniciado na quarta-feira (8), serão apresentados 50 painéis, compostos de 152 trabalhos. Dentre os assuntos tratados estão: gestão de pessoas na área pública; gestão por resultados, monitoramento e avaliação; governança, participação e controle social; governo eletrônico e transparência; novos formatos organizacionais; e orçamento, contabilidade, finanças, compras e patrimônio.

O diretor de Governo e Produtos do BRB, Nilban de Melo Junior, conta que o BRB já participou de outras três edições do congresso e afirma que o conhecimento adquirido sempre trouxe melhorias aos processos da Instituição: “O evento é considerado o maior do País em relação à gestão pública; conta, nesta edição, com trabalhos de 21 unidades da federação; e espera cerca de duas mil pessoas. Esse intercâmbio de informações é fantástico, pois permite o aperfeiçoamento dos conceitos e da prática da gestão pública”, destacou.

Dentre as autoridades presentes estará o ex-ministro de Tecnologias da Informação e Comunicações (TIC) da Colômbia Diego Molano Vega, que fará a conferência magna sobre a transformação dos governos para a nova economia digital. Vega foi responsável pela criação do Plano Vive Digitale, que buscou popularizar a internet no intuito de reduzir a pobreza e criar empregos. O resultado deste projeto foi o aumento da internet de alta velocidade para mais de 60% da população colombiana, no período de 2010 e 2015. O projeto foi premiado internacionalmente como uma das melhores políticas de TIC do mundo.

Também se apresentarão o governador do Pará, Simão Jatene, com a palestra Desafios da Reconstrução do Estado Brasileiro. No ranking de contas públicas criado pelo Ministério da Fazenda e calculado pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), o estado destacou-se, alcançando ótimo conceito.

 

Serviço

IX Congresso Consad de Gestão Pública

Data: 8 a 10/6

Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães

Mais informações no site www.consad.org.br

ENQUANTO ISSO… De forma ilegal, soldados da PM são cedidos a outros órgãos

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# Existe hoje no Distrito Federal policiais militares cedidos para vários órgãos do GDF, com o aval da Casa Militar.

 

# A questão é que as cessões não têm correspondência com a legalidade.

 

# E o devido processo legal exigido pela Lei e pelo Decreto 37215 de 29 de março de 2016.

 

# Isto feito com o aval do Comando Geral da PM e sob ordens da Casa Militar.

 

# Tudo para atender pedidos políticos os mais diversos possíveis.

 

# Enquanto isso, a população do Distrito Federal a cada dia sofre mais e mais com a falta de policiais.

 

# Em tempo de dificuldades de efetivo, precisando de mais policiais para enfrentar a criminalidade exposta nas ruas

 

# A Polícia Militar mantém 18 policiais com menos de oito anos de serviço cedidos de maneira irregular a outros órgãos externos à instituição.

 

# Todos soldados em início de carreira.

 

# Oito estão na Casa Militar.

 

# Um no Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão.

 

# Um na Secretaria da Criança.

 

# Outros cinco na Secretaria de Segurança Pública e Paz Social e mais três na vice-governadoria.

 

# Um absurdo ilegal e imoral.

 

# Num caso semelhante, um soldado indicado pela deputada Sandra Faraj para uma subsecretaria do GDF pediu baixa da PM para poder assumir.

 

# Ou seja, pau que dá em Chico dá em Francisco.

 

# Como tudo no país tem um viés político, ainda que as decisões possam vir a imorais, o GDF arranjou um jeito de driblar o que é correto.

 

# Se o problema para manter apadrinhados políticos fora da PM era um decreto do governador do DF, mude-se o decreto e não se fala mais isso.

 

# E isso foi feito no Diário Oficial no Distrito Federal desta quarta-feira (08).

 

# O problema é que na mesma porta que passam 18 passam 180.

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