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ARTIGO | 80 anos: Joaquim Domingos Roriz. E a saudade de um grande líder

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roriz familia

 

Por Eri Varela


Joaquim Roriz completa 80 anos hoje. Líderes comunitários que o apoiavam nas campanhas preparam uma festa. Vão levar um bolo para cantar parabéns na casa dele, no Park Way. O ex-governador quase não sai e recebe poucas visitas por conta das hemodiálises diárias. Mas, segundo a filha caçula, Liliane Roriz, está animado.

Na distância do tempo, 80 anos não são 80 meses, menos, ainda, 80 dias. E, examinando, historicamente, em sua gênese, é possível afirmar, que, Joaquim Domingos Roriz, nos rincões goianos, foi fincado bem antes.

Na origem de Santa Luzia, nos idos de 1746, quando por caminhos transversos, indo para Meya Ponte (Pirenópolis), do Rio São Bartolomeu, subindo, no encontro com o Riacho Frio, Antonio Bueno de Azevedo e os seus companheiros, dormiram e, que, de lá, ao amanhecer, foram em direção à Saia Velha, com suas quedas d’agua tenebrosas, descobririam o ouro, tão almejado, tão desejado, iniciando-se o povoado, hoje a Luziânia, de tantas e ricas histórias.

Nas duas décadas que se seguem à descoberta de Santa Luzia, continuou intenso o fluxo populacional de portugueses e de brasileiros de todos os quadrantes.

Mas, como afirma Bertram, em sua grande obra sobre a origem de Santa de Santa Luzia, “Família de expressão econômica e política é a dos Fernandes Roriz, de que diversas pessoas citam-se em Joseph de Mello, chegando ao longo do Século XVIII, até que por último apareça

Gabriel Fernandes Roriz, em 1770, considerado por Gelmires Reis, o fundador da atual família Roriz. Havia, no Século XVIII, meia dúzia de povoados e lugares denominados “Roriz” no norte de Portugal”. (in BERTRAN, PAULO. HISTÓRIA DA TERRA E DO HOMEM NO PLANALTO CENTRAL: ECO-HISTÓRIA DO DISTRITO FEDERAL. Editora: EDU – UNB)

Gabriel Fernandes Roriz se casou com Joanna Telles de Mendonça e deixaram seis filhos, o mais velho que se chamava Tristão da Cunha Roriz se tornou Coronel da Guarda Nacional em Santa Luzia e passou a sua patente ao seu filho Joaquim Ignácio Mendonça Roriz, e por ai vieram até os dias atuais.

Daí a origem de Joaquim Domingos, filho de Lucena Roriz. De outra, pelo lado materno, da mãe, dona Jersuleta, a historiadora e escritora Terezinha de Jesus Roriz Machado revela, que, “para melhor situar no tempo quem era José da Costa Aguiar, grande merecedor de nosso respeito e gratidão, diremos tratar-se do virtuoso cidadão já falecido, pai extremoso do senhor Ramiro Aguiar, ilustre luziano, e avô, pelo lado materno do Dr. Joaquim Domingos Roriz, insigne filho de Luziânia e digníssimo primeiro governador eleito por Brasília. (RORIZ, 1996, p. 84; apud. TORMIN, 2002).

Assim, Joaquim Domingos começaria sua trajetória na política, como Vereador de Luziânia, onde seu pai o tivera sido algumas vezes, pelo PSD, o partido de Juscelino Kubitschek.

Após um tempo, cuidando apenas de suas atividades empresariais, resolveu em 1978 se candidatar a deputado estadual por Goiás, e venceu, sendo o candidato mais votado pelo MDB no estado.

Já no PMDB foi eleito deputado federal em 1982. Em 1986 venceu a eleição para o cargo de vice-governador de Goiás, na chapa do governador Henrique Santillo.

Em 1987, teve passagem pela prefeitura de Goiânia, na qualidade de interventor, por mais de um ano, revelando-se um tocador de obras e conseguindo soluções para os principais problemas que a Capital goiana enfrentava naqueles idos, despertando a admiração e o carinho da população.

Em 1988, no mês de outubro, o então Presidente da República, José Sarney, o nomeou governador do Distrito Federal, na época em que essa unidade da federação ainda não elegia o próprio governador, porque, como Capital Federal, não tinha autonomia, sendo adquirida apenas com a Constituição Federal, de 1988.

O Distrito Federal acumulava desgastes junto ao Governo Federal por não resolver inúmeros problemas que se acumulavam na capital, destacando a onda de ocupações e formação de áreas de favelas em diversos pontos do Plano Piloto, as greves de servidores do GDF, principalmente na área da saúde, da educação, da limpeza urbana, do transporte rodoviário, dentre outros problemas de governabilidade, o que possibilitaria a ter alguém como Joaquim Domingos à frente da Capital da Republica.

José Sarney precisava de um governador que fosse uma espécie de Prefeitão do Palácio do Planalto em Brasília e que soubesse transitar no meio popular, e tivesse iniciativas que auxiliassem na redução dos conflitos sociais e na resolução das invasões que tomavam conta de várias áreas do Plano Piloto.

Essa experiência, aliada à tradição de bem tratar os mais humildes, Joaquim Domingos a tinha, exercida por si e por membros de sua família tanto em Luziânia como no estado de Goiás, foi fundamental para a construção da sua trajetória política no Distrito Federal, até à saída para ser Ministro da Agricultura, de onde logo se afastou.

A pretensão de governar o Distrito Federal, na primeira eleição, foi contestada pelos adversários, sob o argumento de que, como já exercera o mandato a poucos meses do pleito, não poderia concorrer à reeleição para um cargo executivo. Contudo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) validou sua candidatura ao considerar que, no período em que Roriz governou o Distrito Federal, o fizera por nomeação e não por eleição, decisão referendada pelo STF.

Em outubro de 1990, foi eleito em primeiro turno, na primeira eleição distrital para governador, e teve como vice-governadora Márcia Kubitschek, (filha de Juscelino Kubitschek).

Roriz é responsável por muitas obras na capital, pela fundação de muitas das cidades e setores do DF. Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, Santa Maria, São Sebastião, Paranoá, Sobradinho II, Vila Roriz, Aguas Claras, Sudoeste. Enfim, quando hoje muito se fala em mobilidade urbana, Roriz fizera uma revolução, tendo sido os seus projetos reconhecidos e premiados pela ONU.

Como um grande empreendedor, fez a Ponte JK, vários viadutos, o Metrô de Brasília, Corumbá III, IV, Museu da Republica, Biblioteca Nacional, hospitais, escolas, entre tantas outras, mas o lado social também sempre falou alto em seu coração, e diversos dos seus programas para atender os mais necessitados viraram referencia nacional, muitos dos quais foram copiados pelo Governo Federal.

Na eleição de 1998, disputou contra Cristovam Buarque, do PT, e foi eleito no segundo turno governador pelo PMDB, em uma eleição ganha por pequena vantagem de votos (51,26% a 48,74%). Em 2002 Roriz foi reeleito, derrotando no segundo turno Geraldo Magela, do PT. Roriz venceu mais uma vez, em disputa apertada, e assumiu seu quarto mandato como governador do Distrito Federal.

Destaque-se, que, fez gestão ao então Presidente Fernando Henrique Cardoso, e obteve a Lei regulamentadora de dispositivo constitucional, garantido o repasse de 1,4% do Orçamento liquido da União Federal, para a manutenção da Segurança Publica, da Capital, bem como auxilio as áreas de educação e saúde, que no presente exercício gira em torno de 13 bilhões, o que garante o pagamento das folhas salariais das respectivas áreas.

Em 2006, se candidatou ao Senado pelo PMDB e foi eleito em 1º de outubro do mesmo ano. Assumiu em 1º de fevereiro de 2007 e renunciou ao cargo em 4 de julho. Não queria disputar o Senado, pois achava que não tinha o perfil mais adequado para o cargo, se sentia mais afilado como executivo, mas as circunstâncias politicas o levaram à disputa, para possibilitar a candidatura de sua vice, Maria de Lourdes Abadia, ao Governo, que não se elegeu. Depois de renunciar, não abandonou a política.

No dia 16 de setembro de 2009, Roriz anuncia sua saída do PMDB, pois pretendia ser candidato ao governo do Distrito Federal, filiando-se então ao PSC em 30 de setembro, entretanto, foi impedido pela Justiça Eleitoral, ao argumento de que ele havia renunciado ao mandato de senador, embora o STF nada tenha decidido, porque restou empatada a questão, em 5 a 5. Ainda que, posteriormente, o STF tenha entendido que a lei sequer podia ser aplicada na eleição de 2010.

Em 4 de agosto de 2015, Roriz recebeu o título de cidadão honorário de Brasília, o ultimo evento que participou, no Memorial JK, onde milhares de brasilienses ali compareceram para homenageá-lo.

No Estado de Goiás, Joaquim Domingos; no Distrito Federal e no Brasil, Roriz, simplesmente, Roriz. Joaquim, ainda jovem, casou-se com Weslian, 56 anos atrás, e do matrimonio, com as bênçãos divinas e da Santíssima, tiveram quatro filhos: Wesliane, Jaqueline, Liliane e Ricardo, (esse falecido ainda infante). E têm quatro netos: Juliano, Rodrigo, Joaquim Neto e Bárbara.

E, ainda hoje, o povo do Distrito Federal, saudoso do seu grande líder, considerado o maior e melhor Governador que já se teve, não o esquece, e mesmo após 10 anos de seu afastamento do cargo, continua cantando, nas ruas, avenidas, quadras, lotes, bares, em todos os lugares, o refrão da musica mais tocante, assim entoada:

“O que é bom a gente sempre se lembra. Marca a nossa vida, faz a gente feliz; Fica na lembrança… Não dá pra apagar.. Não dá pra esquecer: Roriz!”

Feliz 80 anos, governador do povo, Roriz, hoje e sempre!

 

30 mil cartilhas: Buriti corre para explicar o que são OSs para o DF

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Por Elton Santos, do Guardian DF


A implantação das Organizações Sociais no Distrito Federal só tomou proporções maiores de conhecimento popular de alguns meses para cá. O tema, no entanto, vem sendo tratado por blogs há muito mais tempo. Porém, o governo sempre negou a possibilidade.

E neste tempo de negação, acabou não dialogando com a sociedade para explicar como seria esse modelo de gestão, inicialmente na área da saúde do DF. Aliás, ninguém sabia como funcionava. Nem o vice-governador, Renato Santana. O próprio confessou na CPI da Saúde que essa era uma bandeira que não hasteava, e assim, não concordaria em tê-las em Brasília.

Em conversas entre jornalistas e integrantes do governo, a principal crítica da imprensa – blogosfera – em relação às OSs era “enfiá-las goela baixo” da sociedade. Consideravelmente atrasado, o Buriti decidiu explicar como esse modelo vai funcionar. E confeccionou uma cartilha.

No total, serão 30 mil exemplares, impressos pela gráfica Athalaia, com o custo total de R$ 22,8 mil (foto ao lado). O valor foi totalmente custeado pelo próprio governo.

As revistas foram encaminhadas às unidades de saúde do DF. O que pode ser um tiro no pé. No caso, os próprios servidores ficariam com a responsabilidade de distribuir. Mas como se os servidores são contra as OSs? O governo terá que pensar em outra estratégia.

Na Câmara Legislativa nesta quarta-feira, 3, as OSs foram o tema central do discurso do deputado distrital Chico Vigilante (PT). Segundo ele, “Rollemberg precisa tirar essa história absurda de OSs da cabeça. Só serve para aterrorizar servidores”. Correto. A categoria está em polvorosa. Vamos ver os próximos capítulos dessa história.

Policiais Civis decidem por paralisação total das atividades por 48 horas

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greve policia civil

Em uma das maiores assembleias realizadas pelo Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) nos últimos anos, mais de quatro mil policiais civis decidiram, por unanimidade, na tarde desta quarta, 3 de agosto, deflagrar uma paralisação total das atividades durante 48 horas. A mobilização terá início a partir das 8h desta quinta, 4, e contará com a adesão de todos os cargos da Polícia Civil do DF. 
 
Já nesta quinta haverá mais um ato de manifestação nas imediações do Estádio Nacional Mané Garrincha, durante a partida de futebol entre Brasil e África do Sul pelos Jogos Olímpicos de 2016. Os policiais vão se concentrar no estacionamento da Administração do Parque da Cidade, ao meio-dia. Foi deliberado, ainda, que todos os policiais civis com chefia colocarão os cargos à disposição.
 
A mobilização da categoria é uma resposta à postura do Governo do Distrito Federal (GDF) em relação à isonomia da Polícia Civil do DF com a Polícia Federal, e agrava o movimento iniciado no dia 4 de julho, quando foi deflagrada a operação “PCDF Legal”.
 
Embora as conversas sobre a manutenção da isonomia tenham iniciado há mais de um ano, apenas nesta terça, 2, o GDF fez uma proposta sem formalizá-la: 7% de reajuste no final de 2017, mais duas parcelas de 10% pagas, respectivamente, no final de 2018 e de 2019. Houve rejeição imediata.  
 
A negociação entre o governo e os sindicatos continuou durante todo o dia e se estendeu à noite, sem consenso. O GDF, contudo, ficou de enviar uma nova proposta antes da assembleia, mas até às 15h30 – os policiais esperavam desde às 14h – não houve resposta.
 
Durante a assembleia, deputados federais e distritais manifestaram apoio à reivindicação da categoria. A presidente da Câmara Legislativa do DF, Celina Leão, discursou à categoria e disse que, se for preciso, a pauta de votação da Casa será obstruída até que o governo faça uma nova proposta.

Buriti ganha iluminação verde-amarela durante os jogos em Brasília

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Foto: Andre Borges/Agência Brasília
Foto: Andre Borges/Agência Brasília

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A iluminação da fachada do Palácio do Buriti recebeu as cores verde e amarela para demonstrar apoio aos atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016. A homenagem começou ontem (3) e será mantida até o dia 13, data da última partida na cidade. A mudança é uma determinação do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha receberá dez partidas de futebol da Olimpíada – sete do torneio masculino e três do feminino. Nesta quinta-feira (4), a seleção brasileira masculina de futebol estreia na competição, às 16 horas, contra a África do Sul. Antes, às 13 horas, o estádio sediará Dinamarca x Iraque.

Nota Oficial Governo de Brasília | Greve da Polícia Civil

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governo de brasilia

 

NOTA OFICIAL

 

Representantes da Polícia Civil reunidos em Assembleia hoje à tarde decidiram realizar uma paralisação de 48 horas para pressionar o governo a conceder reajustes para equiparar os seus salários aos da Polícia Federal. O governo de Brasília, que sempre esteve aberto ao diálogo, rejeita a radicalização do movimento, justamente no dia em que Brasília recebe os Jogos Olímpicos. E, diante do fato, esclarece à população que:

 

1 – O processo de reivindicação da Polícia Civil nasceu da decisão do governo da então presidente Dilma Rousseff de promover reajustes entre 27% e 41% para a Polícia Federal.

 

2 – A radicalização do movimento é precipitada, uma vez que o reajuste da Polícia Federal ainda precisa ser aprovado pelo Congresso e, nesse caso, só vigorará a partir de janeiro do ano que vem.

 

3 – Embora reconheça a legitimidade do pleito de isonomia com a Polícia Federal, o governo de Brasília, diante das atuais condições econômicas do País e do Distrito Federal, não possui condições financeiras de arcar com os índices e prazos encaminhados pelo governo federal ao Congresso Nacional.

 

4 – Após negociações com as lideranças do movimento, o governo de Brasília apresentou uma proposta de reajuste em três parcelas: 7% em outubro de 2017, 10% em outubro de 2018 e 10% em outubro de 2019. Essa proposta representava o limite extremo diante do atual quadro de crise econômica.

 

5 – Nas negociações com as lideranças da Polícia Civil foi estabelecido que essa proposta estaria automaticamente retirada, caso a assembleia optasse pela recusa ao diálogo e, mais grave, adotasse qualquer paralisação ou retaliação que penalizasse a sociedade.

 

6 – Ao mesmo tempo, o diálogo iniciado com a Polícia Civil gerou expectativas das outras corporações da segurança, que historicamente pleiteiam uma situação de equilíbrio com a PCDF.

 

Diante da paralisação aprovada em assembleia, o governo de Brasília reitera ser inaceitável que qualquer movimento sindical interrompa serviços essenciais à população e prejudique a comunidade do Distrito Federal. E decide:

 

1 – Retirar a proposta apresentada à Polícia Civil.

 

2 – Manter aberto o diálogo já iniciado com representantes da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros para garantir mais segurança à população e melhores condições de trabalho para seus profissionais.

 

 

Governo de Brasília

Deputado Raimundo Ribeiro declara apoio à Policiais Civis

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greve policia civil raimundo ribeiro

 

O deputado Raimundo Ribeiro participou na tarde de hoje (3), da Assembleia da Polícia Civil do Distrito Federal. A mobilização aconteceu em frente ao Palácio do Buriti e teve como pauta principal o indicativo de greve em função da negativa do governador Rodrigo Rollemberg, em enviar a mensagem necessária para que o Ministério do Planejamento e a Casa Civil, determinem o reajuste que equipara os valores pagos a Polícia Federal à Polícia Civil do Distrito Federal.

Na ocasião, o parlamentar demonstrou indignação à postura do governador Rollemberg, diante da omissão de diálogo com os servidores. “ É muito difícil para nós entendermos determinadas atitudes deste governo. Nós sabemos que existe um amparo legal para essa paridade entre a Polícia Federal e a Civil do DF. E quando existe o descumprimento daquilo que a lei determina, comete-se um crime de responsabilidade”, declarou Ribeiro.

O deputado destacou ainda que a Polícia Civil do DF é a mais qualificada deste País e que a consolidação disto, deu – se devido a muito trabalho e dedicação dos servidores “ Fico muito feliz ao chegar nesta praça da cidadania, e ver uma categoria tão unida. É esta união que levará vocês a ajudar resgatar Brasília de um governo que se mostrou incompetente e mentiroso, quando ao longo da campanha, assumiu diversos compromissos com esta classe e não cumpriu com nenhum deles” ressaltou.

Ribeiro colocou a Câmara Legislativa a disposição da categoria e afirmou que lutará com os servidores em prol da causa “ A trabalho da Polícia Civil é essencial para a vida da população. Conte conosco na Câmara, pois estamos juntos para defender Brasília, e defender Brasília, significa valorizar a Polícia Civil do DF”, finalizou.

 

CPI da Saúde aprova calendário de convocações e pedidos de informações

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Foto Silvio Abdon
Foto Silvio Abdon

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde se reuniu hoje (3) para definir o calendário dos próximos depoimentos relativos a denúncias de corrupção na Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal, trazidos à tona por meio de gravações realizadas pela presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, com autoridades do governo.

Os distritais presentes à reunião da CPI marcaram as datas das oitivas de cinco nomes citados nas gravações e aprovaram a convocação de outros três. Também foi marcada para o dia 15/08, às 10h, a acareação entre o vice-governador, Renato Santana, e Marli Rodrigues. No mês passado, a CPI ouviu os dois separadamente, mas diante de divergências entre os depoimentos, levantou-se a necessidade de uma acareação para apurar a verdade dos fatos.

Na próxima sexta-feira (5), às 10h, deverá ser ouvido o ex-subsecretário de Saúde, Marco Júnior, que aparece nas gravações realizadas por Marli afirmando que há pessoas do alto escalão do GDF envolvidas num esquema de corrupção na Saúde. Convocado a depor, Marco Júnior se antecipou e entrou com pedido de habeas corpus no TJDFT para não ser obrigado a falar. A medida foi mal recebida pelo presidente da CPI, deputado Wellington Luiz (PMDB). “Ele quer esconder algo de muito grave, mas vamos tentar evitar essa manobra. Negando-se a falar, ele assina um atestado de culpa”, reclamou o distrital. De qualquer forma, para o caso de não ser possível ouvir Marco Júnior nesta sexta, a CPI aprovou também a convocação do ex-assessor de comunicação da Secretaria de Turismo, Caio Barbieri, que também aparece nas gravações de Marli Rodrigues comentando um suposto esquema de corrupção no GDF.

Os outros convocados a prestar depoimento à CPI são o ex-secretário de Saúde, Fábio Gondim, no dia 18/08, às 10h, o subsecretário de Saúde, Marcelo Nóbrega, no dia 19/08, às 10h, e o ex-diretor do Fundo de Saúde do DF, Ricardo Cardoso, no dia 25/08, às 10h. A CPI aprovou também a convocação, ainda sem data marcada, do ex-funcionário do SindSaúde, Valdeci Marques, e dos ex-servidores do GDF, Edivaldo Simplício e Cristian Popov.

Também foram aprovados pelos membros da CPI requerimentos solicitando documentos e informações ao Ministério Público Federal relativos ao depoimento de Marli Rodrigues aos promotores. Além disso, também foi solicitada cópia das gravações de vídeo realizadas na cafeteria Fran´s Café, onde segundo Marli Rodrigues as gravações foram realizadas.

O deputado Roosevelt Vilela (PSB) voltou a desqualificar as denúncias da sindicalista. “A imprensa vem noticiando a verdade sobre Marli Rodrigues, que tem seu nome envolvido em denúncias graves de desvio de verbas do sindicato. Ela veio aqui e se contradisse por diversas vezes. Essa mulher não passa de uma fofoqueira de marca maior”, acusou. Wellington Luiz ponderou: “Ela sonegou informações à CPI e também disse inverdades que já não se sustentam mais. Porém, parte das denúncias é consistente e precisamos levar o trabalho de investigação adiante”. A reunião de hoje contou com a presença de Wellington Luiz, Roosevelt Vilela, Lira (PHS) e Wasny de Roure (PT).

Operadoras de celular dizem não ter como retirar antenas de escolas do DF

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Ministério Público do Distrito Federal e Territórios considera que torres de celular podem prejudicar a saúde (Foto Marcelo Camargo)
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios considera que torres de celular podem prejudicar a saúde (Foto Marcelo Camargo)

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Apesar de recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), as operadoras de telefonia informaram à Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) que não poderão apresentar o cronograma para a retirada de 31 antenas localizadas em terrenos de escolas públicas no DF. Em carta enviada ao órgão distrital, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) explicou que o cronograma não pode ser elaborado porque não há como prever outros locais para a realocação das antenas que serão retiradas.

Uma lei distrital de 2004 proíbe a instalação de antenas em áreas destinadas a atividades educacionais e determina que os equipamentos devem estar a uma distância mínima de 50 metros de unidades imobiliárias. “Unidade imobiliária é tudo. É terreno, é prédio, é construção, então não há locais para colocar essas antenas e fazer o licenciamento. Ou seja, todo o processo ficaria ilegal e esse cronograma não teria segurança jurídica nenhuma”, disse o diretor do SindiTelebrasil, Ricardo Dieckmann. A legislação que restringe a instalação das antenas está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal.

As empresas tinham até a última sexta-feira (29) para apresentar o cronograma para a retirada das antenas a pedido do MPDFT, que entende que os equipamentos podem trazer prejuízos à saúde.

A Agefis diz que o documento apresentado pelo SindiTelebrasil será analisado em conjunto com os órgãos envolvidos e, enquanto isso, não deverá haver novas operações para a retirada das antenas.

Negociação

Uma nova reunião entre o governo do DF, as operadoras de telefonia e o Ministério Público deve ocorrer nos próximos dias para debater a questão. Se o MP não aceitar o argumento das empresas, a retirada das antenas poderá ser retomada pela Agefis.

“Esperamos que sejamos chamados para mais uma conversa para achar uma alternativa que atenda à legalidade e que permita a prestação do serviço sem interrupção e sem queda na qualidade”, disse Dieckmann. Segundo o representante das empresas, a maior dificuldade para a realocação das antenas está no Plano Piloto, área central de Brasília, onde há maior concentração de pessoas.

Em abril deste ano, a Agefis notificou as telefônicas e deu prazo de 30 dias para a retirada das 32 antenas definidas pelo MPDFT. Como a determinação não foi cumprida, a agência retirou uma dos equipamentos, instalado no Guará, a cerca de 15 quilômetros de Brasília.

O SindiTelebrasil estima que cerca de 500 mil clientes poderão ser prejudicados se as 31 antenas forem retiradas.

PT marca oposição em nota… Agora falta ver no plenário

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Da Coluna Eixo Capital, do Jornal de Brasília


Semestre novo. Novas contas do equilíbrio de força na Câmara. O PT publicou nota ontem dizendo abertamente que é oposição ao governo Rollemberg.

O texto é assinado pelo líder do partido na Casa, deputado Wasny de Roure. “Não somos da base do governo, não temos cargo no governo, não há qualquer discussão para participar desse governo porque concordamos, respeitamos e defendemos a decisão do Diretório Regional do PT de ser oposição ao governo Rollemberg”, escreveu o parlamentar.

Beleza! Agora vamos esperar para ver as votações do bloco na Câmara. Pois até então, sendo oposição, independentes ou situação, os parlamentares petistas foram cruciais para a aprovação de matérias importantes para a agenda de Rollemberg. Basta pesquisar no histórico do plenário.

Servidores do governo de Brasília terão salários depositados nesta quinta

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dinheiro-no-bolso

O salário dos servidores do governo do Distrito Federal cairá na conta na quinta-feira (4) — quarto dia útil do mês. Em função da queda real de 3% na arrecadação no primeiro semestre de 2016, o Executivo depositará o décimo terceiro salário dos aniversariantes de agosto no dia 12.

Nesse período, de 4 a 12 de agosto, o governo deve ter um volume maior de entrada de tributos, o que vai permitir honrar o compromisso com os 12.423 servidores que fazem aniversário neste mês. A folha líquida referente ao décimo terceiro desses trabalhadores soma R$ 74,9 milhões.

Os servidores que anteciparam o décimo terceiro salário no Banco de Brasília vão ter descontados os valores com vencimento na data do pagamento do benefício, dia 12.

Um dos fatores que levou o governo de Brasília a não ter fluxo de caixa para pagar no quinto dia útil o décimo terceiro dos aniversariantes de agosto foi a queda na arrecadação tributária de janeiro a junho. Houve crescimento nominal de receita de 6,9%, mas os ganhos foram corroídos pela inflação de cerca de 8% ao ano, o que implicou um decréscimo real de 3%.

Impactada pela crise econômica, Brasília deixou de arrecadar R$ 78 milhões de dois importantes tributos: o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). A redução no primeiro é explicada pela queda no consumo e, no segundo, pelo enfraquecimento do mercado imobiliário. (Do Jornal de Brasília)