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Enquanto isso…Geoportal: informações do DF num mapa dinâmico e interativo

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# A Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth) realiza, nesta sexta-feira, a partir das 10 horas, no Salão Nobre do Palácio do Buriti, o lançamento da plataforma georreferenciada: Geoportal

 

#O Geoportal fornecerá aos cidadãos informações do DF num mapa dinâmico e interativo.

 

# Com apenas um clique, você poderá visualizar as informações que vão da malha cicloviária, até lotes escriturados, áreas passíveis de regularização, obras públicas, redes de infraestrutura e muito mais.

 

# Desse modo, o Geoportal não só lê as informações, como ainda consegue conjugá-las em um único visualizador.

 

# Tecnicamente, o geoportal é uma ferramenta que reúne todas as informações geoespaciais sobre o território e a população do Distrito Federal, em outras palavras, um sistema que permitirá um verdadeiro “raio x” do DF.

 

# Isso é possível graças à Infraestrutura de Dados Espaciais do Distrito Federal (IDE/DF), um padrão criado pelo Governo de Brasília que será formalizado com a assinatura de um decreto na sexta-feira, e que determina que todos os órgãos do DF forneçam de dados no mesmo modelo.

 

# Além da publicação do decreto, a cerimônia marca o lançamento do portal Nós Urbanos.

 

# Uma plataforma que reúne as ações e projetos de planejamento e gestão urbana do Distrito Federal.

 

# O site conta com marcadores georreferenciados – indicados nos mapas – em que é possível conhecer as ações em desenvolvimento por região administrativa e tipo de obra.

 

# O Nós Urbanos também estará disponível para receber sugestões dos cidadãos e conhecer pontos de vista diferentes sobre o planejamento urbano do DF.

Grampos: Luiz Estevão diz que contará quem são os bandidos da capital

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Em conversa gravada secretamente pela deputada distrital Liliane Roriz, o ex-senador Luiz Estevão fala sobre as arrecadações de Gim Argello para a campanha de 2014, diz que, de cada 100 caras na cidade, 90 são bandidos, e promete revelar a identidade deles

Por Lilian Tahan, do Metrópoles


O mais novo capítulo da série de grampos confeccionados e vazados pela deputada distrital Liliane Roriz (PTB) expõe novos personagens em um enredo já conhecido dos investigadores da Operação Lava Jato: o de que o ex-senador Gim Argello teria abastecido campanhas eleitorais no DF com dinheiro supostamente extorquido de empreiteiras ligadas à Petrobras.

Em abril do ano passado, o ex-senador Luiz Estevão foi gravado durante um encontro com a deputada distrital que, até aquela época, integrava os quadros do PRTB, partido liderado pelo empresário atualmente preso na Papuda. Eles conversaram por quase três horas, duas das quais foram registradas em áudio clandestino preparado pela própria parlamentar.

Os dois falaram sobre financiamento de campanha, política partidária, aliados, desafetos, escândalo envolvendo empreiteiras e sobre veículos de comunicação. Em determinado trecho da conversa, ao desenhar o cenário eleitoral de 2018, Luiz Estevão disse que Liliane teria mais dificuldades de conseguir recursos no futuro, do que teve no passado. Ao explicar o motivo, citou Gim Argello, dando a entender que o ex-senador cobrava doações de campanha de empreiteiros em troca de protegê-los na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, da qual Argello era vice-presidente.

“Você, por exemplo, nessas eleições, você não precisou tirar dinheiro do seu bolso, tá? Foi uma situação que não se repete. Você não terá um Gim Argello, vice-presidente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a Petrobras, em que as empreiteiras… até então, não tinha começado a Lava Jato… pagariam qualquer preço ao Gim para que ele evitasse que elas fossem convocadas para depor na CPI. Verdade isso ou não é? Por que você acha que aquelas doações aconteceram?”, questiona Luiz Estevão na gravação de Liliane. Na ocasião do encontro, a Lava Jato já estava em andamento e seus alvos, sendo investigados.

Neste momento da conversa, entrou em cena um segundo personagem grampeado por Liliane dentro de sua casa no Lago Sul: o ex-secretário-geral da Câmara Legislativa Valério Neves. Depois da explanação de Luiz Estevão sobre o papel de Gim Argello na última campanha, Valério afirma: “Parte do negócio”.

E Luiz Estevão confirma: “Parte do negócio”.

As gravações foram divulgadas pela TV Globo e fazem parte de um material entregue por Liliane Roriz aos procuradores da Operação Lava Jato em Curitiba que apuram a participação de Gim Argello em um suposto esquema de cobrança de propina para evitar que empreiteiros fossem convocados pela CPI da Petrobras no Senado. Argello foi preso em abril deste ano, na 28a fase da Lava Jato, batizada de Vitória de Pirro. Valério Neves acabou sendo detido temporariamente também na mesma operação, mas hoje responde às investigações em liberdade.

Michael Melo/Metrópoles
Deputada Liliane Roriz (foto Michael Melo/Metrópoles)

Os grampos feitos por Liliane Roriz foram entregues ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que recentemente deflagrou a Operação Drácon. Essa, para apurar a participação de deputados distritais no desvio de emendas da Saúde.

“Quem são os bandidos de Brasília”

No mesmo diálogo grampeado por Liliane Roriz, Luiz Estevão falou de sua determinação em mostrar “quem são os bandidos de Brasília e do Brasil”. No trecho, ele dirigiu-se à distrital com a seguinte provocação: “Nesta cidade, de cada 100 caras, tá certo, 90 são bandidos e vivem de bandidagem, putaria e sacanagem. Vivem roubando, tomando dinheiro, cobrando comissão, entendeu? Fazendo negócio fajuto com o governo local, com o governo federal.”

Luiz Estevão seguiu o seu raciocínio, em tom de ironia. “Agora, o que acontece? Todo mundo é santo, a cidade só tem um bandido que é conhecido, com diploma pregado na parede. Quem é o único bandido diplomado de Brasília? Diga, pode falar o que o seu sorriso está dizendo. Pô, Valério, o sorriso dela tá escrito aqui e ela não fala. Pode dizer quem é. É o Luiz Estevão.”

Segundo ele próprio definiu: “bandido condenado, preso, o caralho a quatro.” E disse: “O que eu quero? Eu vou mostrar pra essa cidade quantos bandidos o Brasil tem e quem são. Quem são.” Luiz Estevão cumpre pena de 26 anos na Papuda desde 8 de março de 2016 pelos crimes de peculato, corrupção ativa e estelionato no caso do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

Aliados no passado, Liliane Roriz foi eleita pelo PRTB de Luiz Estevão em 2014, mas acabou se desentendendo com o ex-senador durante seu mandato. No dia em que a deputada gravou Estevão, eles ensaiavam uma reaproximação. Em determinado momento do diálogo, depois do empresário falar sobre os investimentos que fez para eleger Liliane como deputada distrital, ela perguntou ao ex-senador: “O que você quer de mim, politicamente?”. Luiz Estevão respondeu: “Nada”.

Em seguida, o empresário disse não precisar da Câmara Legislativa para defender seus projetos e afirmou ter interlocução com o governo, que “independe do pagamento de propina”. “Eu não preciso da Câmara Legislativa para defender meus projetos. Se você me perguntar que projeto que eu quero que você apresente na Câmara, eu digo: nenhum. Que posição que eu quero que você defenda? Nenhuma”. E o ex-senador prossegue: “Primeiro, porque eu tenho uma boa interlocução com o governo. Eu falo diretamente com o Rodrigo (Rollemberg) e com o Hélio (Doyle) a hora que eu quero e da maneira que eu quero”.

Luiz Estevão já cumpria pena no regime semiaberto quando participou ativamente das negociações políticas que levaram Celina Leão (PPS) à presidência da Câmara. Na época, Rollemberg apoiava o nome dela, até então filiada ao PDT, para o comando da Casa e pediu a Hélio Doyle (coordenador de sua campanha e chefe da Casa Civil no primeiro ano de seu governo) que articulasse com Luiz Estevão os dois votos do PRTB.

No dia 30 de dezembro de 2014, Hélio Doyle esteve com Luiz Estevão em um café do edifício Barão de Mauá, no SIG, onde o ex-senador mantinha um escritório. Naquele dia, Doyle obteve de Luiz Estevão a garantia de que Liliane Roriz e Juarezão (ambos filiados ao PRTB naquele período) votariam em Celina. “O Rodrigo me pediu que fosse até Luiz Estevão. Mas àquela altura, a decisão de Luiz já estava tomada, apenas levei a confirmação dos dois votos em favor de Celina ao governador”, disse Doyle ao Metrópoles.

A participação de Luiz Estevão para eleger Celina à presidência e Liliane na vice foi tão escancarada na época, que virou alvo do petista Chico Vigilante, para quem aquela composição da Mesa teria sido “articulada na Papuda”, numa referência à condenação de Estevão.

Embora tenha sido eleita pelo PRTB, Liliane acabou migrando em fevereiro de 2015 para o PTB de Gim Argello, justamente o financiador de sua campanha a partir do dinheiro vindo, apura-se agora, das extorsões de empreiteiras. Embora os trechos gravados por Liliane revelem um contexto e um linguajar usado entre pessoas próximas, àquela altura Liliane Roriz já tinha planos de montar um dossiê contra todos aqueles a quem ela julgou terem lhe prejudicado.

Enfraquecida politicamente depois de eleger-se na 11ª colocação entre os 24 distritais, sem o apoio do pai muito adoentado, brigada com a irmã Jaqueline Roriz, isolada pelos pares na Câmara Legislativa e prestes a ser julgada em segunda instância na ação que lhe condenou por lavagem de dinheiro e improbidade administrativa, a deputada resolveu abrir recentemente sua caixinha de Pandora, cheia de áudios colecionados ao longo de quase dois anos de grampos.

Veja trechos das conversas de Luiz Estevão, Liliane Roriz e Valério Neves

Papel de Gim
Luiz Estevão: Você, por exemplo, nessas eleições, você não precisou tirar dinheiro do seu bolso, tá? Foi uma situação que não se repete. Você não terá um Gim Argello, vice-presidente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a Petrobras, em que as empreiteiras… até então, não tinha começado a Lava Jato… pagariam qualquer preço ao Gim para que ele evitasse que elas fossem convocadas para depor na CPI. Verdade isso ou não é? Por que que você acha que aquelas doações aconteceram?
Valério Neves: Parte do negócio.
Luiz Estevão: Faz parte do negócio.

Bandidos da capital
Luiz Estevão: Nesta cidade, de cada 100 caras, tá certo, 90 são bandidos e vivem de bandidagem, putaria e sacanagem. Vivem roubando, tomando dinheiro, cobrando comissão, entendeu? Fazendo negócio fajuto com o governo local, com o governo federal. Agora, o que que acontece? Todo mundo é santo, a cidade só tem um bandido que é conhecido, com diploma pregado na parede. Quem é o único bandido diplomado de Brasília? Diga, pode falar o que o seu sorriso tá dizendo. Pô, Valério, o sorriso dela tá escrito aqui e ela não fala.
Liliane Roriz: [ínaudível]
Luiz Estevão: Quem é o único bandido diplomado de Brasília? Pode dizer, quem é? Luiz Estevão.
Liliane Roriz: Não fala, né?
Luiz Estevão: Bandido condenado, preso, o caralho a quatro. O que eu quero? Eu vou mostrar pra essa cidade quantos bandidos o Brasil tem e quem são. Quem são.

Influência política
Liliane Roriz: O que você quer de mim politicamente?
Luiz Estevão: Nada. Eu não preciso da Câmara Legislativa para defender meus projetos. Se você me perguntar que projeto que eu quero que você apresente na Câmara, eu digo: nenhum. Que posição que eu quero que você defenda? Nenhuma. Primeiro, porque eu tenho uma boa interlocução com o governo. Eu falo diretamente com o Rodrigo (Rollemberg) e com o Hélio (Doyle) a hora que eu quero e da maneira que eu quero.

PRTB
Luiz Estevão: O PRTB foi o terceiro partido mais bem votado. Não fosse esse monte de gente que eu paguei, a gente não teria feito coeficiente eleitoral. É óbvio. Que presidente de partido tira dinheiro do bolso para eleger deputados? Que presidente de partido não está preocupado com as eleições de governador, nem de vice, nem de senador, nem de deputado federal, só de distrital? Em qual outro partido o candidato vai encontrar essa situação? Até as doações legais que as empresas envolvidas na Lava Jato fizeram, hoje, estão sendo consideradas suspeitas. Acho que não haverá outros presidentes de partidos dispostos a tirar dinheiro do bolso para eleger deputados.
Liliane Roriz: Estava muito assustada com essa história de gente atrás de mim pedindo emprego.

 

Presidente da OAS quer contar tudo sobre Gim; depoimento a Moro será na terça

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Por Eduardo Militão, d’Correio Braziliense – Duas semanas depois de perder o pré-acordo de delação premiada e um dia após ser preso novamente, o ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, resolveu falar. Ontem pela manhã, os advogados conversaram com o juiz da Lava-Jato no Paraná, Sérgio Moro, e formalizaram um pedido para ele ser ouvido no processo em que é acusado de pagar propina ao ex-senador Gim Argello (ex-PTB-DF). À tarde, o magistrado marcou a data do novo interrogatório: terça-feira da semana que vem, às 13h30, em Curitiba.

Ele vai ser ouvido para colaborar com “o esclarecimento dos fatos”. De acordo com o Ministério Público, o ex-executivo liderou um grupo de empreiteiros que queriam se blindar em duas CPIs da Petrobras realizadas em 2014, a fim de evitar depoimentos, apurações e constrangimentos. Gim era o vice-presidente de uma das comissões.

Há pouco menos de duas semanas, em 24 de agosto, Léo Pinheiro negou-se a falar na ação penal de Gim. Fazia dois dias que ele tinha perdido sua negociação de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Segundo apurou o Correio, o objetivo era evitar passar informações sem ter nenhum benefício em troca.

Na segunda-feira, Pinheiro foi preso por ordem de Sérgio Moro, tendo em vista pedido do Ministério Público Federal de março. A petição integra a investigação da Operação “Vitória de Pirro”, fase da Lava-Jato que prendeu Gim em 12 de abril. Léo Pinheiro é acusado de ser um risco para obstruir as apurações, a exemplo do que fez nas CPIs da Petrobras.

ma terça-feira, o advogado do ex-executivo, Edward de Carvalho, pediu novo interrogatório, “a fim de que (o réu) colabore com os esclarecimentos dos fatos” do caso relacionado à comissão de inquérito e ao ex-senador. De acordo com Edward, a defesa fez “uma avaliação nova” da situação do cliente. “A intenção é colaborar com a instrução”, afirmou. O defensor não quis adiantar quais temas específicos serão explicados por Léo Pinheiro, como e-mails em que ele acerta com outros executivos de construtoras a aproximação a parlamentares das CPIs da Petrobras e o andamento de requerimentos de convocação de representantes de empresas. Para a Polícia Federal e o Ministério Público, Léo Pinheiro era o líder dos empresários que corromperam parlamentares na comissão.

“É zero a chance de ser candidato Em 2018”, afirma senador Reguffe

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Do Estação da Notícia  O senador José Antônio Reguffe, eleito pelo PDT e hoje sem partido, não será problemas para os adversários na próxima eleição no Distrito Federal. Ele garante que “ao contrário de outros, honro os compromissos que assumo. É zero a chance de ser candidato em 2018”.

Reguffe explica que vai cumprir integralmente “a procuração que a população do DF me deu para representá-la no Senado e honrar os compromissos como tenho honrado”.  Do alto de seus 826.576 votos, o senador é visto como bom de votos e capaz de ser um candidato forte numa disputa ao Palácio do Buriti. Só para lembrar, em 2010, o correligionário Cristovam Buarque se elegeu para o Senado com 833.480 votos.

Reguffe e o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) não estão rompidos, mas, digamos, equidistantes.  Muitos políticos garantem que o senador não teria gostado de o governador não ter colocado em prática a promessa de campanha de reduzir o ICMS dos medicamentos.

 

Aprovada Lei que cria o Programa de Identificação Assistencial por biometria

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De autoria do deputado distrital Raimundo Ribeiro (PPS), foi sancionada, no dia 23, a Lei nº 5.701/2016, que cria o Programa de Identificação Assistencial dos beneficiários de programas assistenciais mantidos pelo Governo do Distrito Federal.

O Programa tem como finalidade dar maior transparência aos pagamentos realizados e consiste na identificação dos beneficiários em cadastro único a ser mantido pelo GDF, usando a tecnologia biométrica para garantir a segurança e evitar fraudes.

Com a medida, a identificação permitirá a avaliar o conjunto de benefícios legalmente recebidos por cada pessoa inscrita nos diversos programas mantidos pelo Governo do Distrito Federal e, em consequência, garantirá a otimização dos recursos orçamentários.

Câmara Legislativa aprova regras para os puxadinhos da Asa Sul

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Projeto do governo estabelece normas para ocupação de área pública ao redor dos blocos. Empresários têm 120 dias para requerer autorização

 Com as mudanças na chamada Lei dos Puxadinhos, aprovadas nesta terça-feira (6), os comerciantes da Asa Sul poderão se adaptar e ter mais segurança no uso da área pública adjacente ao comércio. A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou por 18 votos o Projeto de Lei Complementar nº 71, de 2016, de autoria do governo de Brasília. Dos 24 deputados, seis faltaram à sessão. A proposta altera a Lei Complementar nº 766, de 2008.

Os empresários terão 120 dias — após publicada a sanção do governador Rodrigo Rollemberg — para requerer à Administração Regional do Plano Piloto autorização para atuar na área e se regularizar. “É um avanço grande do ponto de vista jurídico e empresarial. Com a crise no comércio, os empresários vão ter isenção e desconto nesses primeiros anos, o que vai impedir que eles se desestimulem a legalizar a situação. Todos saem ganhando”, avaliou o administrador da região, Marcos Pacco.

Foi mantida a proposta do governo de não cobrar pelo uso da área pública no primeiro ano de concessão, desde que sejam adaptadas calçadas de acordo com as normas de acessibilidade. Além disso, os distritais acrescentaram descontos progressivos, de 70% e de 30% nos dois anos subsequentes à lei. Assim, o valor integral da taxa começará a ser pago no quarto ano.

Outra mudança acordada com os comerciantes e o Executivo foi um ajuste no cálculo do valor a ser pago pelos comerciantes. Ficou decidido que a fórmula terá como base apenas o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Não houve alteração na proposta do Executivo local em relação às regras para ocupação do espaço. No fundo dos blocos comerciais, o limite é de 6 metros, não sendo permitido o uso misto: o comerciante tem a opção de ampliar a edificação nessa faixa ou de apenas usar mobiliário removível, como mesas e cadeiras.

Nas áreas laterais entre blocos, é obrigatório deixar um espaço de 2 metros de largura totalmente livre para circulação de pedestres. Fora desse perímetro, o comércio pode expandir suas atividades — com uso de mesas, cadeiras e outros mobiliários móveis — até o limite da cobertura original do bloco.

As extremidades laterais das quadras poderão ser ocupadas dentro do limite da marquise, sempre reservando o espaço de 2 metros livres para a circulação de pedestres. Dessa faixa em diante, permite-se a ocupação de uma faixa de 5 metros — com uso de mobiliários móveis.

Luiz Estevão e Liliane Roriz debatem verba eleitoral e corrupção

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Ex-senador acusa Gim Argello de receber propina de empreiteiras em CPI. Polícia apura esquema na Câmara Legislativa; distrital gravou conversas

Do G1 DF – Gravações feitas na casa da deputada distrital Liliane Roriz (PTB) mostram diálogos da parlamentar com políticos citados em esquemas de corrupção no Distrito Federal. Em um trecho obtido pela TV Globo, o ex-senador Luiz Estevão e o ex-secretário-geral da Câmara Legislativa Valério Neves conversam sobre corrupção e financiamento de campanha.

As falas sugerem que o ex-senador Gim Argello (PTB), preso na operação Lava Jato, teria recebido dinheiro de empreiteiras que não queriam ser investigadas na CPI da Petrobras, no Congresso. O dinheiro teria alimentado a campanha de Liliane ou de outro participante da conversa, de acordo com o diálogo.

Luiz Estevão: Você, por exemplo, nessas eleições, você não precisou tirar dinheiro do seu bolso, tá? Foi uma situação que não se repete. Você não terá um Gim Argello, vice-presidente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a Petrobras, em que as empreiteiras… até então, não tinha começado a Lava Jato… pagariam qualquer preço ao Gim para que ele evitasse que elas fossem convocadas para depor na CPI. Verdade, isso, ou não é? Por que que você acha que aquelas doações aconteceram?

Valério Neves: Parte do negócio.

Estevão: Faz parte do negócio.

Responsável pela defesa de Estevão e Argello em processos na Justiça, o advogado Marcelo Bessa informou que o ex-senador citado não pode responder por conversas de terceiros. Sobre Estevão, ele disse que vai se manifestar após ter acesso às gravações. A TV Globo não conseguiu contato com Valério Neves. Liliane Roriz disse que não comentará os áudios.

‘Corrupto diplomado’
Em outro trecho do diálogo, Luiz Estevão traça um “panorama” da política na capital federal. Ele afirma que “de cada cem caras, 90 são bandidos” e que ele seria o único “bandido diplomado” de Brasília. Em seguida, diz que mostraria à cidade “quantos bandidos o Brasil tem.

Estevão: Nesta cidade, de cada cem caras, tá certo? Noventa são bandidos e vivem de bandidagem, putaria e sacanagem. Vivem roubando, tomando dinheiro, cobrando comissão, entendeu? Fazendo negócio fajuto com o governo local, com o governo federal.

Agora, o que que acontece? Todo mundo é santo, a cidade só tem  um bandido que é conhecido, com diploma pregado na parede. Quem é o único bandido diplomado de Brasília? Diga, pode falar o que o seu sorriso tá dizendo. Pô, e Valério, o sorriso dela tá escrito aqui e ela não fala.

Liliane Roriz: [ínaudível]

Estevão: Quem é o único bandido diplomado de Brasília? Pode dizer, quem é? Luiz Estevão.

Liliane: Não fala, né?

Estevão: Bandido condenado, preso, o caralho a quatro. O que eu quero? Eu vou mostrar pra essa cidade quantos bandidos o Brasil tem, e quem são. Quem são.

Contexto
Quando a conversa foi gravada, o ex-senador Luiz Estevão cumpria pena em regime aberto. A reunião teria acontecido na casa de Liliane Roriz. Três meses depois, Valério Neves e Gim foram presos em uma das fases da operação Lava Jato.

“Você não terá um Gim Argello, vice-presidente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a Petrobras, em que as empreiteiras… até então, não tinha começado a Lava Jato… pagariam qualquer preço ao Gim para que ele evitasse que elas fossem convocadas para depor na CPI. Verdade, isso, ou não é? Por que que você acha que aquelas doações aconteceram?”
Ex-senador Luiz Estevão

A conversa foi entregue ao Ministério Público e encaminhada à força-tarefa da Lava Jato, em Curitiva, como uma contribuições para as investigações sobre o esquema relacionado às empreiteiras. A mesma gravação também deve ser analisada pelo MP do DF, que apura suspeitas de corrupção na Câmara Legislativa na operação Drácon.

A investigação em andamento no DF começou em agosto, motivada pelas denúncias de Liliane Roriz (PTB). Ela afirma que a presidente da Câmara, Celina Leão (PPS), articulou um esquema de pagamento de propina e desvio de recursos de emendas parlamentares que seriam usados para pagar contratos de gestão de UTIs.

Os principais alvos da operação policial são os membros afastados da Mesa Diretora: Celina Leão, o primeiro-secretário, Raimundo Ribeiro (PPS), o segundo, Júlio César (PRB), e o terceiro, Bispo Renato Andrade (PR). Também é alvo o deputado Cristiano Araújo (PSD), suspeito de articular o esquema de recebimento de propina. Todos negam envolvimento com irregularidades. Também foi alvo o computador do servidor que redigiu a emenda investigada.

Nos áudios feitos por Liliane, Celina fala sobre mudança de finalidade de uma emenda parlamentar que direcionou R$ 30 milhões da sobra orçamentária da Câmara a um grupo de seis empresas que prestam serviço de UTI. Segundo as denúncias, parte dos recursos foram repassados a deputados da Mesa Diretora.

Lava Jato
O Ministério Público Federal diz que, entre abril e dezembro de 2014, o então senador Gim Argello (PTB-DF) integrou “de modo consciente e voluntário” uma organização criminosa “que tinha por objeto a prática reiterada de crimes de cartel, fraude às licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos no contexto da Petrobras, associando-se aos administradores das empreiteiras OAS, Odebrecht, Toyo Setal e UTC, os quais já estão denunciados ou condenados”.

De acordo com a denúncia, o ex-senador agiu “logo antes e durante a duração da CPI do Senado e da CPI Mista para praticar diversos crimes, incluindo corrupção, embaraço a investigação de organização criminosa e lavagem de ativos, visando a obstrução dos trabalhos do Estado nas investigações dos fatos relacionados à Petrobras, evitando, especialmente, convocações de empresários do grupo para prestarem esclarecimentos no Congresso Nacional”.

Abertura da virada do cerrado será parte do aniversário do Lago Norte

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Corridas, feiras, oficinas e shows também celebrarão os 56 anos da região no Parque das Garças, em 7 de setembro

A abertura da edição de 2016 da Virada do Cerrado integrará a programação de aniversário de 56 anos do Lago Norte. Apresentações, feiras e práticas esportivas promoverão o bom convívio, a proteção do meio ambiente e a vida saudável. O evento ocorrerá na quarta-feira (7), das 8 às 18 horas, no Parque das Garças (SHIN, QI 15, Conjunto 9).

A atividade principal será uma feira de tecnologia, em que equipamentos e projetos de energia solar serão expostos durante o evento. De acordo com o coordenador de desenvolvimento da Administração Regional do Lago Norte, Lucas Brandão, a região administrativa tem potencial para ajudar na produção de energia sustentável por ter muitas casas e chácaras. “A intenção é mostrar empresas de painéis fotovoltaicos e de construção sustentável para os moradores”, explica.

No evento, será feito o lançamento da Campanha Mundial de Combate aos Agrotóxicos e Transgênicos, cujo objetivo é conscientizar contra os malefícios dos alimentos combatidos. Também haverá apresentações culturais de bandas de música e grupos de dança; aulas e oficinas gratuitas; e circuitos de corridas.

As crianças terão uma área com algodão-doce, cama elástica e piscina de bolinhas. Para a alimentação, será organizado um espaço com food bikes.

O stand-up paddle e a preservação do Lago Paranoá

Um dos destaques da programação é etapa distrital do Circuito S.O.S. Lago Paranoá de Stand-up Paddle, no qual o atleta rema em pé sobre uma prancha de surfe. A etapa é um circuito aberto de corrida e faz parte de movimento cujo objetivo é dar visibilidade à preservação do reservatório.

Virada do Cerrado e aniversário do Lago Norte

A Virada do Cerrado engloba uma série de ações ligadas à preservação do maior bioma do DF e ocorrerá em várias regiões administrativas de Brasília. Neste ano, o tema é Mudanças Climáticas e ele será trabalhado com base nos quatro elementos da natureza: água, terra, fogo e ar. A programação completa está no site do evento.

Já a programação do aniversário do Lago Norte tem foco em esporte e em qualidade de vida. O objetivo das comemorações é estimular o vínculo na comunidade da região e descentralizar os eventos para que os moradores se relacionem.

A união dos dois eventos ocorreu por meio de parceria da Secretaria do Meio Ambiente — que organiza a Virada do Cerrado — e da Administração Regional do Lago Norte — responsável pela programação do aniversário da região administrativa.

UnB cai mais de cem posições em ranking mundial de universidades

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Em 2015, UnB estava na 491ª colocação; em 2016, caiu para o 601º lugar. Universidade de Brasília é a 10ª melhor do Brasil, e a 32ª da América Latina

Do G1 DF – A Universidade de Brasília (UnB) caiu mais de cem posições no ranking QS World University de 2016, que avalia os melhores centros de ensino superior do mundo. Depois de aparecer entre as 500 melhores do mundo em 2015, a UnB caiu para o grupo entre as posições 601 e 650 – a lista não oferece colocações exatas após o 400º lugar.

Na tarde desta terça (6), após a publicação desta reportagem, a UnB informou ao G1 que a queda no ranking foi causada por uma “falha interna no fluxo de dados repassados” e que a universidade “não regrediu, de fato, nos indicadores avaliados”.

O ranking internacional listou, neste ano, as 916 melhores instituições de ensino superior do mundo. De acordo com a lista, a UnB é a décima melhor universidade brasileira.

Ao todo, 22 universidades do Brasil aparecem na lista do QS. Em um dos filtros disponíveis no site, a instituição caiu dez posições no cenário da América Latina. Em 2015, a UnB ocupava a 22ª posição nesse recorte, e agora, aparece em 32º lugar.

A USP aparece novamente como a universidade brasileira mais bem posicionada no ranking. Em 2016, a instituição paulista atingiu novo recorde – segundo o QS World University, é a 120ª melhor universidades do mundo. Pelo quinto ano seguido, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) foi eleito a melhor universidade do mundo.

Critérios
Atualmente, o ranking QS é feito com base em pesquisas realizadas com mais de 74 mil acadêmicos e 37 mil empregadores, além de análise de 10 milhões de artigos de pesquisa e 66 milhões de citações.

As universidades são avaliadas de acordo com seis indicadores, cada um com um peso diferente na composição do resultado: reputação acadêmica (40%), reputação do empregador (10%), relação entre corpo docente e estudante (20%), citações por docente (20%), estudantes internacionais (5%) e docentes internacionais (5%).

Alunos estudam na biblioteca da UnB, no campus da Asa Norte (Foto: Murilo Abreu/Secom UnB)
Alunos estudam na biblioteca da UnB, no campus da Asa Norte (Foto: Murilo Abreu/Secom UnB)

Além da USP, as outras duas universidades brasileiras avaliadas entre as 400 melhores do mundo também avançaram de posição no ranking. A Unicamp subiu da 195ª para a 191ª posição, e a UFRJ passou do 323º para o 321º lugar.

“Embora o crescimento da USP seja louvável, nossa métrica sobre docentes por estudantes sugere que o sistema como um todo tem falhado em oferecer acesso suficientemente igualitário à educação superior”, diz o chefe de divisão de pesquisa da QS, Ben Sowter.

Em junho, a empresa britânica Quacquarelli Symonds divulgou ranking mundial que apontava a UnB como a quarta melhor universidade do país (atrás de USP, Unicamp e UFRJ). Em cinco anos, a UnB subiu 16 posições na avaliação, passando do 25º lugar em 2012 para a 9ª posição na América Latina, neste ano.

UnB e orçamento

Em relatório de gestão divulgado em julho, a UnB listou conquistas acadêmicas relacionadas à melhoria no ensino e na pesquisa. Um dos principais indicadores positivos obtidos pela UnB entre 2011 e 2015 foi o conceito máximo (5) no Índice Geral de Cursos do Ministério da Educação.

“Devemos satisfação ao MEC, que é quem financia a universidade, e passamos para a nota 5. Mas ainda está muito perto da nota 4, ainda tem espaço para crescer muito. A meta é ser a melhor universidade da América Latina, mas não é algo de curto prazo, e sim para dez anos”, afirmou Camargo ao G1, naquela época.

Entrada do Instituto Central de Ciências, na Universidade de Brasília (UnB) (Foto: Luis Gustavo Prado/Divulgação)
Entrada do Instituto Central de Ciências, na Universidade de Brasília (UnB) (Foto: Luis Gustavo Prado/Divulgação)

Apesar das melhorias divulgadas, o relatório também apontou que a UnB corre risco de regredir por falta de dinheiro. Em 2015, de cada R$ 10 previstos para investimento, apenas R$ 4 foram aplicados de fato.

Nova reitora

Na última quinta (1º), a comunidade acadêmica da UnB elegeu em primeiro turno a professora Márcia Abrahão como nova reitora. Ela deve comandar a UnB até 2020 e é a primeira mulher eleita para o cargo.

Os nomes de Márcia e do vice-reitor, Enrique Huelva, serão encaminhados para o Conselho Universitário (Consuni), que tem até 16 de setembro para homologar o resultado. Uma lista tríplice, com o resultado eleitoral, será enviada à Presidência da República.

As pautas defendidas pela chapa durante a campanha eleitoral incluíam a criação de um programa de acompanhamento dos alunos formados, o aumento da integração com outras instituições de ensino do Centro-Oeste e o incentivo a estratégias como carona solidária e bicicletas compartilhadas.

Confira as colocações da UnB no ranking mundial QS, entre 2012 e 2016:
2012: 551º
2013: 551º
2014: 551º
2015: 491º
2016: 601º

Decoro parlamentar: PT pede a cassação de Celina Leão

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A briga é antiga. E ganha novos capítulos a cada dia. A presidente afastada da Câmara Legislativa é uma das principais opositoras e que mais denunciou irregularidades do governo do PT do Distrito Federal.

Agora é a vez do petismo dá troco. O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou na Câmara Legislativa, no começo da tarde desta terça-feira (6), representação em desfavor da presidente afastada Celina Leão (PPS).

Assinado pelo presidente regional do partido, Roberto Policarpo, o documento pede a cassação do mandato de Celina “por conduta incompatível com o decoro parlamentar”.

A representação segue para análise da Procuradoria da Casa. Se considerada admissível, será encaminhada para a Corregedoria e, em seguida, para a Comissão de Ética.