
Subsecretária da SUGEP apresenta proposta em Mesa Permanente do SUS, ocorrida na manhã desta quinta feita
Os médicos e outros servidores da saúde pública do DF que sentiram nos bolsos o corte no ponto devido à greve do ano passado começaram a quinta-feira com uma boa notícia: o abono pode ser garantido. O movimento começou encabeçado pela presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, que entrou na briga ao tomar conhecimento que representantes de outros sindicatos, como o SindMédico, não haviam comparecido ao Buriti para negociar questões da categoria.
“Os sindicalistas devem ter seus motivos, que devem ser respeitados. Mas um corte desse é substancial no bolso de qualquer servidor e decidi fazer a minha parte ao solicitar isonomia para todos. Se conseguimos para nossa categoria, por que não tentar para outras?”, afirmou a presidente.
Em reunião da Mesa de Negociação Permanente do SUS-DF, na manhã desta quinta-feira (28), Flávia Cáritas, subsecretária de Gestão de Pessoas da Secretaria de Saúde (SES-DF), apresentou proposta para ponto durante a paralisação. A gestora prestou ainda esclarecimentos sobre a licença-prêmio dos servidores aposentados, concessão de 40 horas e também sobre as horas-extras.
Conheça a proposta
Liderados pelo SindSaúde, os demais sindicatos também exigiram a isonomia com os odontólogos. “Ao abonar o ponto dos odontologistas, abriu-se o direito adquirido para as outras categorias, não tem como ter tratamento diferenciado. Todas as greves foram decretadas ilegais, o fato de eles terem saído do movimento primeiro não justifica. É papel do governo negociar com a gente e abonar”, avaliou o diretor do SindSaúde, Agamenon Torres. Ele aproveitou ainda para sair em defesa dos médicos. “A categoria médica não merece ser tratada dessa forma por uma questão política. Nós, enquanto instituição, não podemos aceitar”, completou Marli.
Em nome da SUGEP, Cáritas propôs que haja o abono dos dias de greve considerados legais e os demais sejam compensados. Os representantes sindicais formularam então uma contraproposta:
– Devolução dos descontos salariais da categoria médica já na próxima folha de pagamento em aberto;
– Abonar os dias de greve de todas as categorias profissionais da SES-DF até o dia do último recurso dos sindicatos citados na ação do julgamento da ilegalidade da greve;
– Reposição dos dias de greve não abonados até o dia 15 de dezembro de 2016, sem qualquer prejuízo aos direitos e benefícios previstos em lei (abono, licença-prêmio, aposentadoria, férias, etc..);
– Aproveitamento do banco de horas positivo de cada servidor para o cálculo das horas devidas (a critério do servidor).
A gestora comprometeu-se a levar as reivindicações dos trabalhadores para apreciação do secretário de Saúde, Fábio Gondim.






