A última semana foi terrível para o governo Lula
Por Thiago Manzoni
A rejeição do nome de Jorge Messias como próximo ministro do Supremo Tribunal Federal e a derrubada do veto de Lula ao PL da dosimetria deixaram claro: o governo Lula acabou.
Lula conseguiu perder para todo mundo. Perdeu para a oposição. Perdeu para os partidos do “centrão” e perdeu para uma ala do STF. Agora, faltando 5 meses para as eleições, decidiu pisar no acelerador e “trabalhar” com pautas eleitoreiras e populistas em busca de aprovação.
O fim da escala 6×1, por exemplo, é puro populismo econômico, que terá impactos profundos no PIB, no emprego e na inflação. O governo quer vender que haverá almoço grátis ao se aniquilar a escala 6×1.
Acontece que, em toda decisão econômica, há sempre um trade-off, ou um custo implícito que vai aparecer. No caso do fim da escala 6×1, as maiores prejudicadas serão justamente as micro e pequenas empresas, que geraram cerca de 80% dos novos empregos no país desde 2023 e, por consequência, os trabalhadores de menor nível de renda, com posição socioeconômica menos favorecida. E pior: as micro e pequenas empresas são justamente aquelas com mais dificuldade de acesso a crédito.
Em um cenário de endividamento recorde das empresas e das famílias, o fim da escala 6×1 será mais uma pesadíssima âncora para esses empresários, com possibilidade de impactos catastróficos no médio prazo.
Outra medida incluída nesse “pacote de bondades eleitorais” é tentar desonerar os combustíveis para amortecer a escalada de preços por conta da guerra EUA x Irã. Até certo ponto, a ideia é louvável. Mas não deixa de ser irônico que o mesmo PT, que na época da guerra da Ucrânia (2022), chamou Bolsonaro de populista ao extinguir, temporariamente, CIDE e PIS/Cofins dos combustíveis, agora segue na mesma onda de buscar medidas semelhantes para baixar o preço em pleno ano eleitoral.
Com Bolsonaro, era populismo.
Agora, não…? Quem te viu, quem te vê…
Como dito, é até louvável tentar fazer algo para reduzir o preço dos combustíveis, mas a outra face da moeda é ainda pior: a Petrobras já tem represado aumentos de preços que estão defasados em relação aos preços internacionais.
Segundo a ABICOM, o preço do diesel no Brasil está cerca de R$ 1,70 defasado em relação à cotação internacional.
Ou seja: Lula e a Petrobras “Dilmaram” novamente! A sorte deles é que Michel Temer e, depois, Bolsonaro, arrumaram a casa, sanearam a Petrobras.
Mas, como sempre, a esquerda vai destruir o colchão financeiro que os outros duramente conseguiram construir.
Em economia, quando se trata do PT, só vem à lembrança o velho aforismo do Barão de Itararé: “de onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo…”.
Deputado Distrital Thiago Manzoni (PL-DF)






