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Ministério da Educação prorroga prazo para o último simulado do Enem

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O prazo para fazer o último simulado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi prorrogado para o dia 23 de outubro. As provas ficariam disponíveis somente até esse domingo (16). Agora, os estudantes têm mais uma semana para testar os conhecimentos. O simulado pode ser acessado na plataforma Hora do Enem.

Este é o quarto e último simulado que ocorre antes das provas do Enem, marcadas para os dias 5 e 6 de novembro. O simulado ficará disponível para ser inicado até as 19h59 de domingo (23), no horário de Brasília. Com o horário de verão, os participantes devem verificar qual o horário limite na localidade onde estão.

O teste está dividido em duas provas, somando 180 questões. Como são testes longos, o recomendável é que sejam feitos em dois dias, assim como ocorre no Enem. No primeiro dia do simulado, os alunos responderão 90 questões, divididas igualmente entre Ciências Humanas e Ciências da Natureza. O segundo dia de provas será destinado a outras 90 questões de Matemática e Linguagens. Depois do simulado, os estudantes terão acesso a um ranking para comparar o seu desempenho com os outros candidatos que buscam a mesma universidade ou curso.

A plataforma Hora do Enem pode ser acessada por computador, smartphone ou tablet. Além do simulado, também é possível acessar boletins de notícias com informações sobre o Enem, programas de TV com dicas e conteúdos, questões resolvidas e comentadas, videoaulas e uma plataforma de estudos personalizada com planos de estudos e exercícios on-line.

Os três simulados Hora do Enem anteriores registraram cerca de 1,5 milhão de avaliações realizadas. Estudantes de todo o Brasil participaram das provas, que tiveram como principal alvo os alunos de escolas públicas.

Cliente Cartão BRB tem acesso às salas VIP no Aeroporto de Brasília

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Os benefícios e exclusividades que somente o cliente da Cartão BRB tem estão sempre de cara nova. Uma das últimas novidades é o acesso às salas VIP do Aeroporto Internacional de Brasília. Com os cartões de crédito Visa, MasterCard Platinum e MasterCard Black, o cliente garante acessos gratuitos.

Isso é mais conforto e segurança para quem viaja a trabalho ou lazer, com atendimento personalizado e ambientes planejados para tratar de negócios com total conforto. Os quatro acessos são contabilizados por viagem e extensivos ao cônjuge e filhos menores de 16 anos, desde que viajando com o titular do cartão.

Confira alguns benefícios: lounge TV, sala de reunião, business center, mesas digitais, wifi free, revistaria e jornais, mini cinema, open food, tablets free, espaço mamãe e bebê, bar e duchas privativas. Todos esses serviços estão disponíveis diariamente, fins de semana e feriados, 24 horas.

Uma experiência perfeita e com facilidades que o cliente da Cartão BRB pode usufruir.  Dúvidas e mais informações na Central de atendimento Cartão BRB (Distrito Federal – 61 4003 4004 | Outros estados – 0800 880 4004).

Opinião | Governo Rollemberg é uma ilha sem pontes, por Renato Riella

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Por Renato Riella


O Distrito Federal vive momentos difíceis e não há nada que, diretamente, o governador Rodrigo Rollemberg possa fazer – a não ser rezar.

É o caso da falta d’água. Só resta esperar que chova muito para encher as barragens.

Também é o caso do Fundo Constitucional do DF, que costuma repassar a Brasília cerca de R$ 13 bilhões para manter as áreas de Saúde, Segurança e Educação.

Este Fundo está vinculado ao desempenho do Governo Federal e só terá mais dinheiro quando a arrecadação de impostos da União aumentar. Resta rezar para a situação econômica do Brasil melhorar.

O mesmo se pode dizer da arrecadação do DF, que vem caindo. Vai melhorar quando o Brasil melhorar. Mas poderia ser bem maior se o governo Rollemberg tivesse adotado medidas para incentivar as atividades empresariais.

No entanto, o que se vê é um distanciamento do GDF em relação às atividades produtivas. Até hoje, por exemplo, há graves dificuldades para os empresários obterem alvará, habite-se e outras documentações produzidas pelo mundo burocrático.

Muita atividade produtora está indo embora de Brasília por falta de apoio governamental em questões básicas. A chamada Ilha da Fantasia vai se transformando num lugar de futuro incerto.

 

UM GOVERNADOR QUE REPUDIOU TODO MUNDO

O governador Rollemberg vive politicamente isolado. Na verdade, desde que venceu o primeiro turno da eleição, em 2014, foi mal orientado e rompeu com todo mundo.

Quando assumiu, ainda mal orientado, tratou todas as forças políticas e empresariais de Brasília com total desconfiança. E continua assim, sem buscar parcerias nem apoios declarados.

Até o PSD, do seu vice-governador Renato Santana, está distante. As outras forças políticas, entre as quais PMDB, PSDB, PT e PDT, por exemplo, querem passar longe do Palácio do Buriti.

Teremos mais dois anos cheios de governo, sem contar este restinho de 2016, com crises sucessivas. As dificuldades poderiam ser minimizadas se o governo Rollemberg abandonasse a postura de 2014 e reconhecesse que há ambientes aproveitáveis na política e no empresariado de Brasília. Nem todo mundo é bandido!

O governo queimou todas as pontes, mas ainda há tempo de construir novas. Contudo, com a atual equipe será difícil: são todos desconhecidos na cidade.

Se saírem nus na rua nem serão fotografados, pois a gente nem sabe quem são.

Forasteiros e anônimos não compõem governo. No entanto, permanecemos assim: sem interlocutores. Ilha dentro de ilha…


Do Blog do Riella

Mais de 90% da população brasileira viverá em cidades em 2030

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Mais de 90% da população brasileira viverá em cidades no ano de 2030, segundo previsão divulgada nesta segunda-feira (17) pela encarregada nacional do Programa da Organização das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) no Brasil, Rayne Ferretti.

Ela lembrou que o Brasil está localizado no continente mais urbanizado do mundo, a América Latina, e se configura atualmente como o país mais urbanizado da região. Dados do último censo, realizado em 2010, indicam que 84,4% da população brasileira é urbana. A previsão é que, em 2030, esse índice chegue a 91,1% e que, em 2050, toda a América Latina seja 86% urbana.

A encarregada da ONU disse que a urbanização, muitas vezes, é vista como uma oportunidade e uma espécie de motor para o desenvolvimento, mas que os desafios relacionados ao tema persistem. Na América Latina, especificamente, ela citou problemas de ordem econômica e ambiental, expansão desordenada, segregação socioeconômica e questões relacionadas à saúde, segurança e efeitos da mudança climática.

“A gente identifica algumas necessidades muito especiais para as cidades latino-americanas e caribenhas. A gente fala muito dos três ‘R’ do redesenvolvimento urbano, que seriam a Regeneração, a Renovação e Reabilitação das nossas cidades. A América Latina é, ao mesmo tempo, o continente mais urbanizado e também o mais desigual do mundo e a gente não pode fechar os olhos para isso”, explicou Rayne.

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia será aberta hoje no DF

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São dezenas de atividades em diversos espaços da cidade com programação para todas as idades

Você está convidado a fazer uma viagem inesquecível ao mundo do conhecimento, da tecnologia e da inovação. Uma aventura repleta de informações, curiosidades e muitas novidades. A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que reunirá, até o próximo dia 23, cerca de 20 mil pessoas de todas as idades – alunos de escolas públicas e particulares e a comunidade em geral – que participarão de uma programação especialmente selecionada para promover muitas descobertas.

Está preparado para percorrer todo o trajeto? Ao longo dos sete dias, você poderá escolher onde desembarcar. Planetário, Jardim Botânico, Parque Nacional de Brasília, Universidade de Brasília (Centro Comunitário, Faculdades de Medicina e de Ciências da Saúde, Fazenda Água Limpa da UnB), Fiocruz e Parque Ecológico de Águas Claras, que já são referências na capital do País, prepararam atividades diversificadas e interativas.

No Planetário, por exemplo, quem chega já vê de cara – na área externa – o Foguete VSB-30 do Programa Espacial Brasileiro, doado pela Agência Espacial Brasileira (AEB). Dentro do prédio, o trabalho não pára. São palestras, exposições de imagens de objetos astronômicos e construção de foguetes com garrafas pet e carros-foguete com papelão. Acredita? Tem momento cineminha, com a exibição de documentários bacanas produzidos por emissoras mundialmente conhecidas como a BBC. O título de um deles é: “Por que Estamos Engordando Tanto?” Ah, e quem tem curiosidade de saber como funciona uma Estação Meteorológica uma boa notícia: o Inmet vai montar uma estação onde será exibido, em tempo real, dados de 508 estações de todo o país.

Outra parada obrigatória é o Parque Nacional de Brasília, onde o visitante poderá sentir na pele como acontece um terremoto. Imagina perceber uma tremedeira à sua volta? Mas, pode ir tranquilo. É só uma simulação. Fora isso, tem uma exposição com fotos e maquetes sobre a história do próprio Parque Nacional. Que tal aprender mais sobre Charles Darwin, cadeia alimentar, animais taxidermizados e assistir peças teatrais e teatros de fantoches?

No Jardim Botânico, será possível desvendar a Antártica, conferir lançamento de livro e coleções biológicas de insetos e plantas. Já ouviu falar em Biorreator para clonagem de mudas de plantas? Os pesquisadores vão explicar tudinho. Outro assunto atrativo é o projeto sobre os polinizadores. Os especialistas prometem mostrar o papel desses insetos e a importância de preservá-los para garantir a produção de alimentos.

O movimento será intenso na Universidade de Brasília, com atividades no Centro Comunitário, nas Faculdades de Medicina e Ciências da Saúde. É muita coisa. Tem várias atividades previstas: exposições, exibição de vídeos e oficinas sobre temas como sustentabilidade e robótica. Está a fim de conhecer o novo telescópio na Fazenda Água Limpa da UnB, esquecer a correria e observar o céu por alguns instantes?

E que tal percorrer um labirinto de 200m² para descobrir os mistérios da alimentação? Durante o passeio, é possível aprender sobre hábitos alimentares, a escolha certa dos produtos, a influência culinária herdada de outras culturas e as consequências do que comemos para a saúde e para o meio ambiente. A brincadeira estará bem visível ao público, no jardim em frente ao prédio da Fiocruz, que fica no Campus da UnB, atrás do Hospital Universitário de Brasília (HUB). E tem ainda a 22ª Mostra Internacional de Ciência na TV, produzida pela BBC, Imago, WGBH e TB Brasil.

No Parque Ecológico de Águas Claras funciona o Centro de Referência em Educação Ambiental, do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram). Lá vai ter contação de histórias que deve garantir a concentração não só das crianças, mas dos adultos também. Tem ainda várias exposições, entre elas a de animais taxidermizados, oficinas de reciclagem de papel e palestras. Tudo, claro, voltado à preservação do Cerrado e ao equilíbrio do ecossistema.

Haja fôlego para desvendar todos mistérios dessa viagem inesquecível, não é mesmo? Escolha um, dois ou três locais para visitar. Ou ainda todos. E por que não? A cada parada um conhecimento a mais e uma nova descoberta. E ao final do trajeto a certeza de que quando o assunto é ciência e tecnologia não há limites!

“O maior mérito desse grande evento, além das exposições, foi a instituição pelo governador Rodrigo Rollemberg da Rede Distrital de Educação e Divulgação Científica – RedeCIÊNCIA, composta por instituições científicas. Seu formato é inédito no Brasil. Ela criará as condições para que possamos discutir e planejar ações referentes à Ciência, Tecnologia e Inovação no DF de forma organizada, democrática e participativa”, afirma o secretário adjunto de Ciência, Tecnologia e Informação, Marcelo Aguiar.
Clique aqui e confira a programação completa.

Policiais civis esclarecem à população paralisação de 24 horas

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A diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) e os representantes sindicais decidiram fazer uma paralisação de 24 horas a partir das 8h desta segunda-feira (17). Ainda hoje, haverá uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), às 14h, no Complexo da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Na ocasião, acontecerá uma manifestação contrária ao diretor-geral da PCDF, Eric Seba, por ter revogado a medida que havia restringido o horário de funcionamento das delegacias, mesmo sem garantir o efetivo necessário para a reabertura de delegacias em sistema de plantão.

Além disso, outros motivos levaram a categoria a decidir pela paralisação, como:

  • A quebra do compromisso firmado pelo Governador do Distrito Federal (GDF) Rodrigo Rollemberg em manter a isonomia legal e histórica da Polícia Civil do DF com a Polícia Federal;
  • As atuais condições degradantes de trabalho, às quais os policiais civis do Distrito Federal estão sendo submetidos, bem como, a insuficiência de efetivo para atendimento das necessidades da população do DF;
  • A forma intransigente que o GDF encerrou as tratativas salariais com a categoria e tem tratado policiais civis de forma diferenciada em relação às demais forças de segurança do DF;
  • O fato da Segurança Pública do DF ser mantida pela União, com verbas do Fundo Constitucional, o qual terá um incremento de cerca de R$ 700 mil em 2017 e, com este valor, é possível recompor parte das perdas inflacionárias, de 47%, que os policiais acumulam nos últimos anos;
  • O fato de que todas as carreiras do GDF já tiveram seus reajustes aprovados em lei e que no Governo Federal essas categorias também fizeram acordos de reposição salarial, ficando de fora apenas a PCDF, em razão da intransigência do Governador Rollemberg;
  • O fato de que uma das alegações do GDF à imprensa, para cumprir o aumento do auxílio moradia dos militares, foi que ele não vem da fonte 100 e não impacta na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e que isso traz ainda mais indignação entre os policiais, uma vez que esse argumento foi colocado diversas vezes pelo Sinpol nas mesas de negociação. Ou seja, mais uma vez o GDF foi desigual no tratamento;
  • O fato de que não existe isonomia entre os policiais civis e militares, uma vez que os policiais civis não recebem diversas vantagens recebidas pela caserna, tais como auxílio-moradia, fardamento, licenças-prêmio, traslado e transporte. Os policiais civis também não têm direito a horas extras, recebidas pelos militares na forma de “serviço voluntário”. Também não possuem escolas ou hospitais para os servidores, bem como para os familiares. Assim, se há isonomia, os policiais civis também pedem os mesmos benefícios;
  • Foi considerando também que o Sinpol-DF tem alertado a Direção Geral da PCDF e o GDF sobre as precárias condições de recursos humanos da Polícia Civil, o que acaba gerando sobrecarga de trabalho e atraso nas investigações;
  • Considerando ainda que os policiais civis lotados no plantão estão cumprindo escala semanais de 48 horas, sem direito à compensação ou recebimento de adicional noturno ou horas extras;
  • Também há equipes de plantão compostas por apenas dois policiais civis, colocando-os em risco de morte, bem como quebrando protocolos de segurança orgânica das unidades;
  • As equipes de plantão e de Centrais de Flagrantes (Ceflag) estão funcionando com número mínimo, inadequado para a quantidade de trabalho;
  • As equipes de plantão não estão compostas de forma completa, sendo necessária a presença obrigatória de agentes de polícia, agentes policiais de custódia, escrivães de polícia e delegado de polícia, o que tem trazido por parte de alguns cargos o acúmulo de função bem como o desvio de função, uma ilegalidade;
  • As unidades policiais, em regime de expediente, também têm apresentado déficit nas equipes de investigação e cartórios, gerando acúmulo e desvio de função, tendo-se a notícia, em praticamente todas as delegacias, de que agentes de polícia e escrivães de polícia estão exercendo atribuições que não são típicas de seus cargos;
  • Além disso, a Direção-Geral (DG) não adotou nenhuma medida em atenção à Recomendação nº 02/2016-MPDFT, para a reabertura das delegacias no horário de 24 horas, tais como a revogação das cessões, retorno dos agentes policias de custódia para a PCDF e convocação dos 217 aprovados no último concurso ou reestruturação do organograma da PCDF;
  • Ao contrário disso, a DG está apenas remanejando policiais das seções de investigação para os plantões, desprestigiando a atividade precípua da PCDF, qual seja a persecução penal;
  • Foi considerado ainda que é necessário que o MPDFT, por meio das Procuradoria de Defesa do Cidadão e do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial fiscalize também as denúncias acima citadas, uma vez que, em última análise, é a sociedade quem perde com o atraso das investigações e falta de prisões de criminosos.
  • Nenhuma medida foi tomada pelo Governo do Distrito Federal, bem como pela Direção-Geral da PCDF para melhorar as condições listadas citadas.

 

“É inconcebível e inaceitável a forma diferenciada que o GDF vem dispensando à Polícia Civil, uma vez que alega crise financeira e impossibilidade de negociar recomposição com a categoria, ao mesmo tempo garante aumento salarial apenas à Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do DF. Este tratamento diferenciado entre as forças, privilegiando umas em detrimento da outra, tem gerado grande conturbação na Segurança Pública do DF, de forma geral”, denuncia Rodrigo Franco, presidente do Sinpol-DF.

Polícia e MP apuram sumiço de documentos em nova fase da Operação Drácon

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Câmera de segurança da Câmara Legislativa mostra assessor Alexandre Cerqueira retirando documentos da Casa, no dia 20 de agosto (Foto: Reprodução)

Gabriel Luiz e Alexandre Bastos, do G1 DF – A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal cumpriu nesta segunda-feira (17) mandados de busca e apreensão nas casas dos servidores da Câmara Legislativa Alexandre Braga Cerqueira e Sandro Vieira, ligados aos deputados distritais Bispo Renato (PR) e Celina Leão (PPS), respectivamente.

Os dois também foram alvos de condução coercitiva, quando são levados obrigatoriamente a depor. O G1 não conseguiu contato com a dupla.

Segundo o MP, eles foram flagrados pelas câmeras de segurança da Câmara carregando documentos antes da primeira fase da Operação Drácon, que apura desvios de verbas para pagamento de propina. As diligências foram autorizadas pelo relator do caso, o desembargador José Divino.

Na Câmara, Alexandre Braga Cerqueira foi responsável pelos contratos e pagamentos da Câmara. Em depoimento ao MP, o presidente da Associação Brasiliense de Construtores, o empresário Afonso Assad, aponta o servidor como emissário de deputados, tendo cobrado “ajuda” dele, ou seja, participação no suposto esquema que exigia pagamento de propina em troca de assinatura de contrato público.

A assessoria do deputado Bispo Renato informou que “não tem conhecimento de nenhum ato ilícito envolvendo” Cerqueira. O distrital aproveitou para dizer que reafirma a inocência e que as declarações contra eles são infundadas.

Sandro Vieira é suspeito de ocultar informações do gabinete de Celina no dia 22 de agosto, véspera da primeira fase da operação. O assessor parlamentar foi exonerado do cargo de secretário legislativo em 30 de agosto. Ligado à presidente afastada da Casa, Celina Leão, ele passou a exercer o “cargo especial de gabinete”. Com isso, o salário dele caiu de R$ 11,9 mil para R$ 6,6 mil.

Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da deputada Celina Leão disse que ela só iria se pronunciar durante a tarde desta segunda.

Em 2 de setembro, a Polícia Civil apreendeu documentos na Câmara, em gabinetes de membros afastados da Mesa Diretora. A corporação também tentou acesso a filmagens e gravações de sessões plenárias da Casa de 2015, mas, segundo a assessoria da Câmara Legislativa, não havia material disponível.

 

Franquias no Centro-Oeste faturam mais de R$5 bilhões no 1º semestre de 2016

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O mercado da região central do País ampliou o número de unidades em 6,3%, chegando a 12.059 pontos de venda

Segundo o mais recente balanço da Associação Brasileira de Franchising – ABF, o mercado de franquias na Região Centro-Oeste faturou cerca de R$ 5 bilhões no primeiro semestre deste ano, o que representa 7,3% do faturamento do mercado nacional de franquias no período, que foi de R$ 68,888 bilhões.

De janeiro a junho de 2016, o mercado nacional de franquias teve um crescimento nominal de 7,9% no faturamento. Dentre os segmentos que apresentaram maior crescimento no segundo trimestre de 2016 comparado a igual período do ano anterior, destacam-se: Esporte, Saúde, Beleza e Lazer (15%), Acessórios Pessoais e Calçados (10%), Negócios, Serviços e Outros Varejos (10%), Lavandaria, Limpeza e Conservação (9%) e Serviços Automotivos (9%).

Neste primeiro semestre, o mercado do Centro-Oeste expandiu em 6,3% o número de unidades, registrando 12.059 pontos de venda (PDVs), o que representa 8,4% do mercado nacional. Para a diretora da ABF no Centro-Oeste Cláudia Vobeto, o setor de franquias na região é promissor. “Sentimos impacto do cenário econômico atual, mas tivemos um bom crescimento no primeiro semestre de 2016 em relação ao mesmo período 2015. Somos uma região central, que mescla os mercados urbano e rural, e isso dá um novo dinamismo para o crescimento do setor. Temos o nosso lugar de destaque na economia nacional”, destaca a diretora.

Até o fim de 2016, a ABF projeta para o mercado nacional um crescimento de 6% a 8% em faturamento; de 8% a 10% em número de unidades e de 4% a 6% em número de marcas. As previsões são positivas diante de um cenário geral de retração.

Investigação do TSE expõe submundo das finanças eleitorais

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Dilma Rousseff e Michel Temer (Foto: Orlando Brito)

Inspeção em campanha da chapa Dilma-Temer mostra gasto de R$ 416 mil com caminhada de 1 quilômetro

Por José Casado, O Globo


Na mesa havia uma montanha de dinheiro: R$ 14 bilhões em contratos, 80% financiados pelo banco estatal BNDES, para a construção da Usina de Belo Monte, no Pará, uma das maiores hidrelétricas do mundo.

O governo Lula decidira obrigar as empreiteiras concorrentes a se juntar num consórcio liderado pelos grupos Andrade Gutierrez, Odebrecht e Camargo Correa. Otávio de Azevedo Marques, então presidente do grupo Andrade Gutierrez, não esquece daquele outono de 2010: “Eu fui chamado pelo deputado, ex-ministro Antonio Palocci, para uma reunião. Na época ele não era ministro, né? Trabalhava na arrecadação de fundos da presidente Dilma, futura presidente, candidata.”

A conversa foi objetiva, contou dias atrás a Herman Benjamin, juiz-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral: “Ele me disse que aquela escolha, feita pela ministra Erenice (Guerra, chefe da Casa Civil na época), precisaria ter um entendimento de que havia um projeto político para ser apoiado. E que nós deveríamos recolher 1% do valor dos nossos faturamentos naquele consórcio: 0,5% para o PT e 0,5% para o PMDB.”

As empresas privadas pagaram na proporção da sua participação no negócio, relatou o executivo. À Andrade coube uma fatura de R$ 20 milhões. “Também pagaram nos outros projetos federais?”, quis saber o juiz-auxiliar Bruno Cesar Lorencini, referindo-se às obras em rodovias, ferrovias e aeroportos. “Também houve contribuições”, confirmou o executivo.

O dinheiro de empresas investigadas por corrupção em contratos públicos irrigou o caixa das campanhas da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer (PT-PMDB) nas eleições de 2010 e 2014. Algumas usaram métodos convencionais de lavagem. Outras, como a Andrade, preferiram disfarçar pagamentos como doações eleitorais.

Recursos fartos levaram a um recorde de gastos. Nunca uma campanha presidencial foi tão cara quanto a de 2014. A chapa Dilma-Temer liderou nos votos e na gastança: declarou despesas equivalentes a R$ 514,2 milhões (valor atualizado pelo índice IGPM/FGV). A oposição achou que a derrota foi provocada pelo “abuso de poder econômico” do governo e pediu uma devassa nas contas.

Há 21 meses a Justiça investiga a origem e o destino desses recursos. Financiamento eleitoral ilícito é punível com a cassação dos eleitos. Desde o impedimento de Dilma, em maio, o processo avança no TSE com um único alvo: o antigo vice-presidente. Numa ironia da história, Temer, o sucessor de Dilma, hoje é um presidente “sub judice” — por iniciativa do seu principal avalista político, o PSDB. O inquérito sobre o caixa da campanha presidencial de 2014 está expondo em detalhes, pela primeira vez, como funciona o submundo dos negócios e das finanças eleitorais.

Na quinta-feira, por exemplo, o TSE resolveu decretar a quebra do sigilo de três gráficas (Red Seg, Focal e VTPB). Juntas, teriam sido responsáveis por 15% dos gastos totais declarados pela chapa DilmaTemer na eleição de 2014. A documentação coletada mostra o seguinte: do total de despesa declarada pela chapa PT-PMDB com serviços dessas empresas (R$ 77 milhões, em valores corrigidos), o tribunal só conseguiu comprovar regularidade sobre 21% (R$ 16,1 milhões).

Significa que só existem comprovantes fiscais para R$ 16 de cada R$ 100 gastos pela chapa Dilma-Temer nessas gráficas. Dois terços desses gastos da chapa Dilma-Temer foram concentrados em gráficas (Focal e VTPB) que não dispunham de empregados ou maquinário suficiente e multiplicaram por dez seu movimento de caixa com “serviços” ao PT e PMDB nas eleições presidenciais de 2010 e 2014.

Criada como empresa de “banca de jornais e revistas”, a VTPB se transformou em “impressora de material publicitário” em julho de 2014, às vésperas da campanha eleitoral. É controlada por Beckembauer Rivelino de Alencar Braga, filiado ao PT paulista, segundo o TSE. Já a Focal tem como controlador Carlos Alberto Cortegoso, militante do PT mineiro com histórico em inquéritos sobre lavagem de dinheiro na política.

Foi personagem no caso do mensalão, delatado pelo publicitário Marcos Valério Fernandes, que repassou-lhe R$ 1 milhão (valor atualizado). Cortegoso também aparece em dois processos sobre corrupção em curso na Justiça Federal, em Curitiba. Num deles figura como receptor de sete imóveis do pecuarista José Carlos Bumlai, que se confessou à Justiça como o “trouxa perfeito do PT” em negócios ilícitos com a Petrobras.

Em outro foi delatado como intermediário da empresa Consist na lavagem de R$ 67 milhões para o PT (80% obtidos na cobrança de taxas ilegais sobre empréstimos consignados tomados por servidores do Ministério do Planejamento). Ao conferir as despesas declaradas pela chapa Dilma-Temer em 2014, peritos judiciais estranharam pagamentos elevados por alguns “serviços” em eventos de campanha.

À Focal, por exemplo, pagou-se R$ 204 mil pela “organização” de um “comício de Michel Temer na quadra da Portela”, no Rio. E R$ 431 mil pela “organização” de uma “coletiva de imprensa no Hotel Royal Tulip Brasília” para Dilma. Os documentos apresentados para justificar gastos de R$ 77 milhões com as gráficas são sugestivos. A “organização” de carreatas custou R$ 390 mil em Aracaju, R$ 204 mil em Campinas e R$ 138 mil em Padre Miguel, no Rio.

Gastou-se R$ 322 mil para “organizar” uma ca- minhada de Dilma em Canoas (RS). Outros R$ 416 mil num percurso de 1,3 mil metros no Centro do Recife, e R$ 127 mil em 500 metros da rua Barão de Itapetininga, em São Paulo. Cobrou-se R$ 404 mil pela “organização” de um encontro de Dilma com estudantes em Maceió. E R$ 314 mil pela reunião com artistas no Leblon, Rio. E um “ato pela Igualdade Racial”, em Nova Lima (MG), custou R$ 302 mil.

Os preços da “organização” de comícios oscilaram entre R$ 433 mil (Guaianases, SP), R$ 639 mil (Goiânia) e R$ 719 mil (Ceilândia, DF). Nesses eventos, supostamente, foi consumida parte dos 693 milhões de santinhos da chapa Dilma-Temer que teriam sido impressos por uma das gráficas sob investigação. Volume suficiente para distribuir três panfletos a cada brasileiro, com ou sem título de eleitor.

Michel Temer diz nos Brics que “Brasil começa a entrar nos trilhos”

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O presidente Michel Temer disse hoje (16), em Goa, na Índia, que o Brasil “começa a entrar nos trilhos”. Em discurso para chefes de Estado e de Governo do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o presidente ressaltou que as previsões para a economia brasileira em 2017 melhoraram e que o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima o fim da recessão e a volta do crescimento econômico no próximo ano.

“Já é possível verificar positiva reversão de expectativas, com decidida elevação nos níveis de confiança dos agentes econômicos”, disse Temer.

Temer começou o discurso dizendo que o mundo ainda se recupera da crise financeira global. “Já diante do primeiro impacto da crise, o Brics afirmou-se como esteio da reforma da governança financeira internacional. Consolidaram-se como fonte de dinamismo e como atores essenciais para a retomada da atividade econômica”, declarou. Temer ainda ressaltou que é preciso resistir à tentação do protecionismo entre os países: “Há muito que podemos fazer para garantir mais comércio, mais crescimento e mais prosperidade.”

O presidente citou a responsabilidade fiscal como um dever maior e tarefa urgente do governo para conter a crise: “É dever maior porque, sem ela, põem-se em risco os avanços sociais do Brasil. É tarefa urgente porque o desarranjo das contas públicas é a causa-mor da crise que enfrentamos.”

Para o presidente, a superação da crise econômica brasileira está desenhada e passa pela aprovação da PEC 241, que impõe um limite aos gastos públicos.“Será a combinação da responsabilidade fiscal com a responsabilidade social. Promoveremos sim, o ajuste das contas públicas. Estamos estabelecendo um teto de gastos, que será inscrito na própria Constituição”, ressaltou.

O presidente também disse que enviará em breve ao Congresso a proposta de reforma do sistema de Previdência Social.”Queremos uma seguridade social que elimine privilégios e possa servir a todos, no médio e no longo prazo. Queremos preservar a saúde fiscal do Estado, condição para o bem-estar de cada um dos brasileiros”, acrescentou.

Durante o discurso, Michel Temer destacou que os ajustes no programa de concessões à iniciativa privada estimularão a criação de empregos. “O Brasil está promovendo novo modelo de parcerias com o setor privado para gerar empregos e aprimorar sua infraestrutura. Estamos articulando modelo previsível e seguro, que oferece as mais variadas oportunidades de investimento em portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, exploração de petróleo e gás, entre outras áreas”, declarou. Segundo ele, a responsabilidade social passa pela criação de empregos.

Como um dos principais desafios da atualidade, o presidente citou o combate ao terrorismo. “Nenhuma pessoa ou lugar está imune a esse flagelo”, disse. “Só venceremos esse mal por meio da cooperação.”