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Fiscais do GDF retiram manifestantes anti-PT da Praça dos Três Poderes

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Grupo acampou em frente ao Planalto de domingo para esta segunda. Desocupação foi pacífica, diz PM; manifestantes haviam feito carreata.

Do G1 DF – Fiscais da Agência de Fiscalização do Distrito Federal retiraram na madrugada desta segunda-feira (21) as 15 pessoas que estavam acampadas na Praça dos Três Poderes em protesto contra o governo Dilma. De acordo com a Políca Militar, não houve resistência por parte do grupo.

Os manifestantes chegaram ao local por volta das 18h desse domingo (20) para protestar contra a nomeação do ex-presidente Lula como ministro-chefe da Casa Civil. Eles aproveitaram para pedir que o Supremo Tribunal Federal mantenha a decisão do ministro Gilmar Mendes de suspender a posse do petista. O magistrado disse que, ao assumir o cargo de ministro, Lula tentou intervir nas investigações em torno dele na Operação Lava Jato.

O grupo havia saído em carreata de Águas Claras. Os veículos passaram por Ceilândia e de lá seguiram em direção à Praça dos Três Poderes.

Segundo os organizadores, pelo menos 35 carros com 120 pessoas participaram do ato, que começou por volta das 16h. A Polícia Militar informou haver 20 pessoas no evento.

“Além dos carros que vieram conosco espontaneamente, está chegando gente aderindo à nossa carreata”, disse ao G1 a procuradora Beatriz Kices, uma das organizadoras do ato. “Todo mundo que passa buzina, moradores nos cumprimentam. É incrível a adesão.”

Por volta das 19h, o grupo chegou em frente à sede do Executivo federal. Os integrantes do protesto desceram dos carros e usaram palavras de ordem como “Ministério, não. Lula na prisão”.

Outro protesto

Na quarta-feira (16), manifestantes contrários à nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como chefe da Casa Civil protestaram fechando todas as faixas do Eixo Monumental, em frente ao Palácio do Planalto.

Por volta das 18h15, a PM chegou a disparar gás de pimenta para evitar confronto entre o grupo e partipantes de um ato em favor do petista. Um homem foi detido e solto em seguida por suspeita de explodir uma bomba caseira próximo à sede do Executivo. Houve confronto entre polícia e participantes do ato.

O protesto durou cerca de sete horas – das 17h à 0h – e deixou pelo menos três feridos. Policiais usaram bomba de efeito moral e spray de pimenta. Os manifestantes reagiram atirando garrafas PET.

Avançam discussões para o lançamento do Brasília Solar

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Foto: Andre Borges
Foto: Andre Borges
Por Mariana Damaceno – O Distrito Federal está mais perto de se tornar uma capital solar. Na sexta-feira (18), durante a 5ª reunião do grupo de trabalho do Brasília Solar, foram discutidos os passos para a criação do programa que pretende incentivar o uso de energia fotovoltaica — que utiliza placas para converter luz solar em energia elétrica — no DF.

Foram compiladas propostas discutidas em encontros com parceiros que integram o grupo e apresentadas durante consulta pública — entre 15 de janeiro e 15 de fevereiro, no site da Secretaria do Meio Ambiente. Agora serão levadas ao governador Rodrigo Rollemberg. O programa deve ser lançado oficialmente em forma de decreto, ainda sem data definida.
Segundo o secretário do Meio Ambiente, André Lima, a expectativa é lançar o projeto ainda no primeiro semestre. “A energia solar precisa avançar em Brasília e se tornar realidade, como já ocorre em várias partes do mundo.” Estudos presentes na carta consulta apresentada à população mostram que o DF tem grande potencial para utilizar esse tipo de energia.
De acordo com o secretário, cerca de 40 pessoas participaram da consulta pública para a elaboração do texto que seguirá para o governador. Entre as colaborações, muitas eram comentários sobre a iniciativa e outras questões técnicas que foram anexadas ao que já estava sendo discutido pelo grupo de trabalho.

Comitê gestor
A ideia é que seja criado no decreto um comitê gestor para o programa, com três grupos específicos. Eles tratarão sobre capacitação, arranjos financeiros e projetos estratégicos.
No primeiro há, já avançada, a discussão para a formação de técnicos especializados na instalação das placas fotovoltaicas. Trata-se de uma parceria entre as secretarias do Meio Ambiente e do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Os outros dois outros grupos se empenharão, respectivamente, para identificar oportunidades de financiamento e desenvolver as ideias. A proposta é que se trabalhe a princípio com projetos-pilotos referentes, por exemplo, a agricultura familiar e feira, habitação popular, condomínios horizontais e prédios públicos como escolas, hospitais e parques.

Participação
O grupo de trabalho para discutir o Brasília Solar foi criado em maio de 2015. Além da Secretaria do Meio Ambiente, fazem parte outros órgãos governamentais e organizações da sociedade civil e do setor privado que lidam com energia solar.
Pelo governo de Brasília, integram a equipe: Vice-Governadoria, Casas Civil e Militar, Assessoria Internacional, Secretarias da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Economia e Desenvolvimento Sustentável; de Educação; de Gestão do Território e Habitação; de Infraestrutura e Serviços Públicos; de Mobilidade; de Planejamento, Orçamento e Gestão; da Segurança Pública e da Paz Social; de Saúde; do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos; Administrações Regionais dos Lagos Norte e Sul; Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap); Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis); Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan); Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb); Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF); Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap); Fundação Jardim Zoológico de Brasília; Instituto Brasília Ambiental (Ibram); e Jardim Botânico de Brasília.

Criado comitê para cuidar da área de interesse ecológico Granja do Ipê

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Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Colegiado com representantes do governo e da sociedade civil foi instituído pelo chefe do Executivo neste domingo (20)

Por Mariana Damaceno – O governador Rodrigo Rollemberg assinou, neste domingo (20), decreto que cria o Comitê Gestor da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Granja do Ipê. O texto, que ainda será publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, institui colegiado composto por oito representantes do Executivo local e oito da sociedade civil com o objetivo de garantir a preservação ambiental do espaço.

“Essa região é maravilhosa. Temos que cuidar dela com muito carinho, principalmente no momento em que nos preparamos para receber o 8º Fórum Mundial da Água, em 2018”, disse Rollemberg. O chefe do Executivo também parabenizou a comunidade local por ter preservado o espaço até hoje. Lugar que, segundo o governador, representa uma parte da vida dele.

A criação do comitê é prevista na Lei nº 827, de julho de 2010, que determina que unidades de conservação, entre elas as áreas de relevante interesse ecológico, tenham um grupo responsável pela preservação do local. O colegiado criado também auxiliará na implementação do plano de manejo e desenvolverá atividades de educação ambiental.

“Com a assinatura do decreto, estamos reconhecendo que existe uma comunidade aqui que se apropria da área no sentido de reconhecer o interesse ecológico da região”, afirmou o secretário do Meio Ambiente, André Lima.

A Arie Granja do Ipê tem cerca de 53 quilômetros quadrados e abriga a Universidade da Paz e a Escola Classe Ipê, que oferece, em tempo integral, educação básica a 350 alunos da região.

Estiveram presentes na assinatura do decreto a presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Jane Vilas Bôas; o chefe da Casa Militar, coronel Cláudio Ribas; o administrador do Riacho Fundo II, Francisco Vicemá Medeiros; o diretor-presidente interino da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, Rômulo Mello; a diretora da Escola Classe Ipê, Sandra Moreno; e a pró-reitora da Universidade da Paz, Regina Fittipaldi.

Colegiado
O Comitê Gestor da Arie Granja do Ipê é o primeiro grupo criado para cuidar de unidade de preservação desde 2007. Os membros da sociedade civil foram escolhidos em processo coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente e pela Universidade da Paz — organização não-governamental, sem fins lucrativos, criada para desenvolver projetos específicos e interrelacionados à cultura de paz. O governo terá, a partir da data de publicação do decreto, 30 dias para escolher os oito representantes.

Deputado do PT do Rio diz que vai pedir impeachment de Gilmar Mendes

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Wadih Damous, do PT-RJ
Wadih Damous, do PT-RJ

 

Por Akemi Nitahara – O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) informou hoje (20) que vai pedir o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Segundo Damous, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional do Rio de Janeiro, as atitudes de Mendes “desonram a toga”.

Nessa sexta-feira, Mendes decidiu suspender a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de ministro-chefe da Casa Civil e devolver os processos que envolvem Lula nas investigações da Operação Lava Jato ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, alegando que a nomeação como ministro causaria tumulto nas investigações.

“Eu já tenho uma petição pronta, mas tenho que atualizar porque ele [Gilmar Mendes] fala besteira todos os dias. Ele desonra a toga todos os dias, então eu tenho que acrescentar isso à petição. Mas eu quero logo, nas próximas semanas, protocolar o pedido de impeachment dele. Ele desonra a toga, na suprema corte americana ou num tribunal constitucional europeu ele nem chegaria lá. Então, nós vamos abreviar a carreira inglória desse indivíduo no Supremo Tribunal Federal”, disse Damous.

Segundo o deputado, Gilmar Mende é um militante partidário. “Eu acho até que o Gilmar Mendes na Câmara dos Deputados seria um ótimo parlamentar do PSDB, porque os que estão lá são uma porcaria. Ele deveria largar a toga, tentar se eleger e ir para lá, ele faria um ótimo papel lá. Mas o que ele está fazendo é desonrar o Poder Judiciário brasileiro, desonrar o Supremo Tribunal Federal”.

“O Conselho Federal da OAB adotou uma posição vergonhosa, golpista, em relação ao que acontece no Brasil hoje. Em 1964, também a OAB apoiou o golpe, só que naquela época havia grandes vultos da advocacia, como Sobral Pinto, Seabra Fagundes, Heleno Fragoso e outros que recolocaram a OAB no caminho da democracia. Neste momento, a OAB federal está resumida a mediocridades. O que deve acontecer na OAB é uma oxigenação democrática, a OAB deve ter eleições diretas, o conselho federal é eleito indiretamente, aí permite que esses caciquinhos de estado, esses líderes paroquiais tomem conta de uma entidade que deveria representar a advocacia nacional. Então, é lamentável, é vergonhosa a aposição da OAB”.

Segundo Damous, as seccionais da OAB do Rio de Janeiro e do Pará foram as únicas que se manifestaram contra o pedido de impeachment. Ele informou também que nesta terça-feira (22) juristas de todo o país se reunirão com a presidenta Dilma Rousseff para repudiar a posição da OAB federal. Ele também lamentou que a entidade não tenha se posicionado sobre a quebra do sigilo das conversas de Lula com seus advogados.

“Infelizmente, a OAB entra no jogo político a favor do golpe e fica em silêncio diante das perseguições e das violações das prerrogativas dos advogados, não se manifesta. Infelizmente essa não foi a OAB da qual eu fiz parte. Essa não é a OAB que lutou contra a ditadura militar”, argumentou.

O ex-presidente da OAB/RJ participou de um debate na tarde deste domingo, na Praça São Salvador, em Laranjeiras, zona sul da cidade, organizado pelo movimento À Esquerda da Praça, que promove atos e debates periódicos no local.

Integrante do movimento, Georgia Bello, diz que o momento político do país é de tensão e que o coletivo fará uma vigília constante na praça, com atos todos os domingos. “A gente está fazendo da Praça São Salvador um ponto de resistência, por conta desse golpe que está instalado no pais. Já estamos pensando num próximo debate, em abril, para discutir a mídia e o golpe”, acrescentou.

AGU pede suspensão de processos contra nomeação de Lula para a Casa Civil

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Michèlle Canes – A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou eletronicamente neste domingo (20), no Supremo Tribunal Federal (STF), manifestações em que pede que a Corte conceda medida cautelar para suspender o andamento de todos os processos e decisões judicias que tenham relação com duas ações que tramitam no STF contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil da Presidência da República. No documento, enviado ao ministro Teori Zavaski, a AGU fala pela presidenta da República, Dilma Rousseff.

Para a AGU os processos devem ser suspensos até que o STF decida sobre as duas ações. “Ante o exposto, a fim de se evitar decisões contraditórias acerca de tema tão relevante, primando-se pela segurança jurídica e defesa da ordem jurídico objetiva, a Advocacia-Geral da União pugna pela excepcional concessão de medida cautelar, suspendendo-se o andamento de todos os processos e de decisões judiciais que apresentem relação com a matéria objeto da arguição de descumprimento de preceito fundamental, até seu julgamento final pelo douto colegiado”, dizem os pedidos.

As duas ações, uma do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e outra do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), têm o ministro Zavaski como relator. Segundo a manifestação da AGU, os partidos sustentam que a nomeação de Lula “estaria a ofender os preceitos fundamentais do juiz natural, da separação de Poderes e do devido processo legal, na medida em que revelaria ‘utilização da prerrogativa da presidente da República de nomear ministro de Estado com intuito de burlar o sistema de repartição constitucional de competências’”.

A AGU diz ainda que os partidos pediram que a eficácia do decreto que nomeou Lula fosse suspensa, impedindo a posse do novo ministro, e que caso a posse ocorresse, que a os efeitos dela também fossem suspensos. As legendas pedem também que apesar da nomeação de Lula, as investigações referentes ao ex-presidente permaneçam em Curitiba e que o decreto de nomeação seja considerado inconstitucional.

Ações no STF

Segundo a manifestação, assinada pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, a AGU já havia informado no processo que outras ações, com temas semelhantes, tramitam na Justiça. Porém, após a manifestação, outras ações surgiram. Por isso, hoje foi reforçado o pedido de suspensão do andamento das ações e decisões judiciais.

Só na última quinta-feira (17) o STF recebeu cerca de dez ações contra a posse do ex-presidente Lula como ministro-chefe da Casa Civil. Entre elas, estão ações de partidos de oposição, como PSDB, PPS e PSB. As ações foram distribuídas para os ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Teori Zavascki.

Na sexta-feira (18), o ministro Gilmar Mendes decidiu pela suspensão da posse do ex-presidente Lula. O ministro atendeu a um pedido liminar do PPS e do PSDB. Na mesma decisão, Mendes decidiu que os processos que envolvem Lula na Operação Lava Jato devem continuar sob responsabilidade do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba. Após a posse de Lula como ministro, fato que faz com que o ex-presidente tivesse direito a foro privilegiado, por prerrogativa de função, Moro enviou os processos ao Supremo.

 

Mais da metade dos estados não paga o piso salarial aos professores, diz CNTE

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São 14 os estados que pagam aos professores menos do que os R$ 2.135,64 por mês, conforme levantamento divulgado pela CNTE Arquivo/Agência Brasil
São 14 os estados que pagam aos professores menos do que os R$ 2.135,64 por mês, conforme levantamento divulgado pela CNTE Arquivo/Agência Brasil

Por Mariana Tokarnia – Mais da metade dos estados brasileiros não cumpre o salário estipulado na lei do piso dos professores, de acordo com levantamento divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). São 14 os estados que pagam aos professores menos do que os R$ 2.135,64 por mês.

“Isso é ruim, no ano passado, na mesma época, mais estados cumpriam a lei”, diz a secretária-geral da confederação, Marta Vanelli. “Está em lei federal, mas é preciso muita luta no estado para que seja pago. O governo anuncia o reajuste e depois há embate nos estados e municípios. Todo ano é assim”.

O piso salarial dos docentes é reajustado anualmente, seguindo a Lei 11.738/2008, a Lei do Piso, que vincula o aumento à variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido  no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O piso é pago a profissionais em início de carreira, com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais.

A tabela divulgada esta semana pela CNTE mostra que Alagoas, Goiás, Maranhão, Paraíba, Paraná, São Paulo, Tocantins e Rio Grande do Sul não cumprem o valor do piso apenas para os professores com formação de nível médio. Aqueles com formação superior recebem o valor atualizado.

Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Rondônia e Pernambuco não pagam o valor no vencimento, como estipula a lei, mas cumprem o valor na remuneração, ou seja, acrescentando gratificações e complementações. Espírito Santo não cumpre o valor estipulado para 2016 nem mesmo na remuneração.

Crise econômica

Devido às dificuldades econômicas pelas quais o país passa, estados e municípios chegaram a pedir ao Ministério da Educação (MEC) que adiasse o reajuste do piso salarial dos professores para agosto. O MEC manteve o anúncio em janeiro e alegou que cumpre o que está estabelecido em lei. Em 2016, o salário teve um reajuste de 11,36%, passando de R$ 1.917,78, em 2015, para os atuais R$ 2.135,64.

“Este ano é complexo do ponto de vista financeiro, temos dados de projeção de queda da arrecadação e temos que cumprir a lei de responsabilidades fiscal. Ainda que o sejamos favoráveis à Lei do Piso, é importante que estabeleçamos um pacto para que possamos dar consistência ao aumento, dentro das condições da receita, senão é difícil avançar”, diz o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação, Eduardo Deschamps, “Precisamos de compreensão para que possamos evitar paralisações que vão prejudicar os estudantes”, acrescenta.

Respostas dos Estados

A Agência Brasil entrou em contato com as secretarias estaduais de Educação por telefone ouemail. Bahia, Rio Grande do Sul e Pernambuco, alegam que a lei é cumprida e que os professores recebem o valor estipulado nela. O Rio de Janeiro alega que o valor pago é superior ao estabelecido na lei.

Entre aqueles que, segundo a CNTE não pagam o piso para os docentes com formação de nível médio, as secretarias alegam que atualmente eles são poucos em relação ao total de professores no quadro, que tem maioria de docentes com licenciatura. No Paraná, 1,8 mil professores tem formação de nível médio, no Ceará, são 62. Maranhão diz também que a maioria dos docentes tem licenciatura e que os cargos da carreira em nível médio “são considerados extintos a vagar”. Tocantins diz que são apenas 87 professores, “mas com o devido complemento em gratificação para se atingir o piso nacional”. São Paulo diz que não há profissionais com formação de nível médio e que o salário inferior ao piso não é, portanto, praticado na rede.

Alagoas diz que o processo para reajuste do piso para o nível médio já está em andamento na Secretaria de Planejamento e Gestão e, como em todos os anos, deverá ser cumprindo com retroativo. A Agência Brasil não recebeu retorno das secretarias de Educação do Espírito Santo, de Goiás, de Rondônia e da Paraíba até o fechamento da reportagem.

Acordo

O procurador da República Sérgio Luiz Pinel que é coordenador do projeto Ministério Público pela Educação (MPEduc) diz não há uma oficialmente um levantamento de dados que mostre com exatidão quanto os professores ganham tanto nos estados quanto nos municípios. “Hoje não existe nenhuma ferramenta unificada que faça esse controle se os municípios e estados estão cumprindo o piso. Alguns tribunais de conta fazem esse acompanhamento, mas são minoria”.

Pinel explica que o Ministério Público Federal assinou um acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para disponiblizar um sistema que estados e municípios possam informar o salário de cada professor. O cronograma para a implementação desse sistema vai até agosto de 2017.

A Lei do Piso é discutida no Fórum Permanente para Acompanhamento da Atualização Progressiva do Valor do Piso Salarial Nacional que busca uma forma sustentável de promover os reajustes. O Fórum é composto por representantes do MEC, dos estados, dos municípios e dos trabalhadores.

Estudo aponta queda na aplicação de recursos para construção de escolas técnicas

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Deputado Chico Leite

Dados levantados pelo deputado Chico Leite revelam que o governo reduziu em 93% os recursos destinados para construção de novas unidades profissionalizantes

No ano passado, o Governo do Distrito Federal anunciou um pacote de 52 obras ao custo de R$ 5 bilhões, que contemplaria, entre outras, as escolas técnicas nas cidades do Guará, Brazlândia, Paranoá e Santa Maria, cada uma ao custo estimado de R$ 11,7 milhões. Entretanto, de acordo com dados levantados pelo mandato do deputado Chico Leite (Rede), os valores liquidados pelo governo com as obras correspondem a apenas 8% dos recursos autorizados no ano.

De acordo com o estudo, em 2015, o GDF autorizou R$ 37,8 milhões para realização das obras; desse total, R$ 4,2 milhões foram empenhados e pouco mais de R$ 3 milhões foram gastos com a realização das obras, ou seja, apenas 8% do recurso disponível.

A situação ficou ainda pior este ano. Os recursos autorizados para 2016 correspondem a apenas 6,41% em relação ao ano passado. Ou seja, a redução foi aproximadamente de 93%, caindo para R$ 2,4 milhões. Até o momento, nenhum centavo foi empenhado ou liquidado.

“As escolas técnicas do DF têm o papel de qualificar profissionalmente nossos jovens para o mercado de trabalho. É preocupante ver que o GDF tem investido tão pouco em melhorias e construção de novas unidades”, ressaltou Chico Leite.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016 foi aprovada com o valor inicial de R$ 8 milhões, mas, após o contingenciamento de R$ 5,6 milhões, restaram apenas R$ 2,4 milhões autorizados para a execução das obras este ano.

Praça da Paz é inaugurada no Parque da Cidade

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Espaço com 158 mudas de ipês-brancos pretende incentivar a discussão e prática de valores. Governador participa de evento com música, esporte e diversão no sábado

Na praça de 26,4 mil metros quadrados, algumas árvores já alcançam os dois metros de altura. Quando adultas, elas vão ultrapassar a marca dos dez. Mas mesmo sem os troncos imponentes e as copas brancas para enfeitar o local, o simbolismo já está plantado. Isso porque foi inaugurada na manhã deste sábado (19), no Estacionamento 7 do Parque da Cidade, a Praça da Paz, a primeira de quatro que integram o projeto Brasília Capital do Ipê, que criará espaços com a árvore em cores e locais diferentes do DF.

As 158 mudas de ipês-brancos espalhadas pela praça começaram a ser plantadas no início deste ano. As dez últimas foram colocadas hoje, com a ajuda do governador Rodrigo Rollemberg.

Segundo o chefe do Executivo local, o intuito do projeto é incentivar a discussão e a prática dos valores-temas das quatro praças — paz, cidadania, respeito e amor. “A paz é um conceito símbolo, pois possibilita o amor, o respeito e valoriza a diversidade. E é disso que nossa cidade está precisando.” Quanto à escolha do ipê, Rollemberg defende que a árvore “representa bem a causa, pois floresce no alto da dificuldade, lindo e exuberante.”

“Brasília é uma cidade-sonho. Nasceu do sonho de Dom Bosco e hoje é sonho de cada um que vive aqui. A Praça da Paz foi criada com o intuito de reunir essas pessoas e se tornar patrimônio da cidade”, afirmou o vice-presidente de Criação do Digital Group, Wesley Santos.

Inauguração
Quem passou pelo evento de inauguração da Praça da Paz na manhã de hoje conferiu os shows da Banda Furiosa do DF, do DJ Nagô e da Banda Batalá, além de receber uma das 300 mudas doadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).

“Com isso [inauguração da Praça da Paz], esperamos deixar um legado para a nossa sociedade desfrutar e praticar esse valor”, disse o diretor-regional da Rede Globo, Luiz Marcelo Pinheiro Chaves.

O projeto Brasília Capital do Ipê é uma parceria entre o governo de Brasília, a Rede Globo, o Correio Braziliense e o Digital Group e foi fechada por meio de um termo de cooperação. Ao Executivo local cabe a cessão do lugar, a doação das mudas e a infraestrutura. Os meios de comunicação são responsáveis pela divulgação da iniciativa, e a Digital Group, pela elaboração da publicidade.

“Esse é o início da manifestação viva do nosso projeto”, comentou o diretor de Comercialização e Marketing do Correio Braziliense, Paulo César Oliveira Marques.

Também participaram do evento o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio; o chefe da Assessoria Internacional, Everton Lucero; a secretária do Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros; a secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo; o secretário em exercício de Infraestrutura e Serviços Públicos, Maurício Canovas; a chefe de Comunicação Institucional e Interação Social, Vera Canfran; o secretário-adjunto de Turismo da Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer, Jaime Recena; o diretor-presidente da Novacap, Hermes de Paula; o presidente da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Júlio César de Azevedo Reis; o administrador do Plano Piloto; Marcos Pacco; e o administrador do Parque da Cidade, Alexandro Ribeiro.

Corrida
Antes das 8 horas, pessoas se aglomeravam para pegar os kits para a Corrida da Paz — que marcou o início do Circuito de Corrida de Rua de 2016. Foram cerca de mil corredores fazendo o percurso de 4,5 quilômetros, partindo do Estacionamento 7 do Parque da Cidade até a saída para o Sudoeste.

Os três primeiros colocados nas categorias feminino e masculino ganharam troféu, assim como a primeira a cruzar a linha de chegada da categoria adaptada. Os demais que completaram a prova ganharam medalha de participação.

O primeiro a chegar na categoria masculino foi Valdenor Pereira dos Santos, de 46 anos, que fez todo o trajeto em 14 minutos. O morador de Taguatinga contou que a motivação para participar do evento foi o tema. “Estamos precisando de paz. Eu vim para reivindicar isso.”

Quem chegava pegava água e um lanche. A Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer organizou a estrutura com recursos próprios destinados ao circuito de corridas de rua no DF. O investimento foi de cerca de R$ 40 mil.

Tranquilidade
A praça foi construída baseada no formato do ideograma japonês da paz e tem uma escultura em formato de placa, com o desenho de 11 pombas e o nome do local. A peça, doada pelo artista plástico Igocleiton Aguiar Barbosa, de 36 anos, tem pouco mais de 2,5 metros de altura por 1,1 metro de largura e pesa 130 quilos.

Mesmo antes da inauguração oficial, crianças e adultos faziam pose ao lado da placa. Os mais novos andavam de bicicleta enquanto os pais observavam dos bancos de madeira colocados no local.

Alessandro Dantas, de 37 anos, aproveitou o espaço para esperar a esposa, que participou da corrida de inauguração da praça. Para ele, a palavra que define o lugar é tranquilidade. “Vai ficar ainda melhor quando os ipês crescerem”. Ele estava acompanhado dos dois filhos, Matheus Fernandes, de 9 anos, e Miguel Fernandes, de 3. Os meninos garantiram que adoraram a Praça da Paz.

A infraestrutura do ambiente, com calçada, bancos de madeira e canteiros de flores, ficou a cargo da Novacap, que utilizou recurso e mão de obra próprios. O investimento foi de cerca de R$ 8 mil.

Temas e cores
O projeto Brasília Capital do Ipê prevê a construção de quatro praças, com temas e cores de ipês diferentes. Em outubro, será inaugurada a segunda delas, a Praça da Cidadania, próximo ao Teatro Nacional, na área central do Plano Piloto, com 188 ipês-amarelos.

As Praças do Respeito e do Amor estão previstas para 2017. A primeira, com 182 ipês-roxos, será perto da administração do Taguaparque, em Taguatinga. A outra, com 165 ipês-rosas, ficará na Quadra 3 de Sobradinho.

Solidariedade desmente expulsão de Sandra Faraj

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Em nota, o partido afirma que nenhum processo foi aberto contra a parlamentar na Comissão de Ética da organização e, reforça que a distrital segue filiada à legenda

Neste sábado (19), após boatos de bastidores de que a deputada distrital Sandra Faraj teria sido expulsa do Partido Solidariedade, a legenda emitiu nota oficial desmentindo a informação.

Conforme o documento, “somente o presidente do Conselho de Ética Nacional possui legitimidade e competência para receber e presidir processo de julgamento de expulsão de um filiado de seus quadros”. O que não ocorreu.

A nota ainda ratifica que não há nenhum processo de expulsão contra a deputada distrital Sandra Faraj e conclui: “portanto, a referida deputada distrital permanece filiada ao partido, gozando dos mesmos direitos de qualquer outro membro”.

Sandra Faraj foi eleita pelo Solidariedade, sendo a distrital mulher mais bem votada nas eleições de 2014.

 

 

Pesquisa Datafolha mostra Marina à frente em todos os cenários para 2018

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Por Fernando Canzian – A ex-senadora Marina Silva (Rede) lidera numericamente as intenções de voto para a Presidência da República em 2018 e tem entre 21% e 24% das intenções de voto, dependendo de quem for o candidato do PSDB.

Marina, o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são os nomes mais citados para a eleição de 2018, segundo pesquisa Datafolha feita em 17 e 18 de março.
Considerando a margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os três aparecem empatados quando confrontados entre si.
Entre a pesquisa realizada em fevereiro e a da semana passada, o ex-presidente Lula é quem mais sofreu com o cenário político do país.
Em todas as simulações em que a disputa envolve Marina e um tucano (seja Aécio, o governador Geraldo Alckmin ou o senador José Serra), Lula perdeu pontos além da margem de erro, na comparação com a pesquisa anterior.
Contra Alckmin e Serra, Lula ainda ficaria em segundo lugar, mas o ex-presidente cai para a terceira posição em um eventual confronto com Marina e Aécio Neves. Neste cenário, Lula aparece com 17%, Marina com 21% e Aécio com 19%.
Mas é o senador mineiro quem mais perdeu pontos nesta mesma simulação, caindo de 24% das intenções de votos em fevereiro para 19% agora. Em dezembro do ano passado, ele chegou a ter 27% das intenções de voto.
Em delação premiada tornada pública na semana passada, o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) disse que Aécio recebeu propina de Furnas.
Na semana passada, em entrevista à rádio Jovem Pan, Marina Silva criticou a nomeação de Lula para a Casa Civil de Dilma Rousseff. Ela disse considerar a decisão um ato “paliativo” em meio a uma “crise sem precedentes”.
“É como se o governo da presidente Dilma não caísse porque não tem para onde cair”, afirmou a ex-senadora.