Início Site Página 2931

Governo de Brasília e Planalto discutem apoio da União para obras no aeroporto

0
O presidente da Inframerica, Daniel Ketchibachian, o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e a chefe de gabinete da Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer do DF, Elisângela Barros. (Foto: Dênio Simões/Agência Brasília.)
O presidente da Inframerica, Daniel Ketchibachian, o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e a chefe de gabinete da Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer do DF, Elisângela Barros. (Foto: Dênio Simões/Agência Brasília.)

Rodrigo Rollemberg participou do encontro de representantes da Inframerica com o ministro Eliseu Padilha

Representantes da empresa Inframerica e do governo de Brasília reuniram-se com o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, na manhã desta segunda-feira (11). O encontro no Palácio do Planalto teve como assunto o apoio do governo federal para obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, reforçou a importância do projeto para a cidade. “Isso é muito importante, tanto pela ampliação em si quanto pelo fortalecimento da vocação de Brasília como polo turístico e pela transformação do aeroporto daqui em um grande centro de conexões da América Latina. Isso significa, do ponto de vista econômico, investimentos na cidade e geração de empregos”, destacou.

Obras previstas para o aeroporto de Brasília

A Inframerica detém a concessão do aeroporto. O projeto envolve a criação de um terminal, mais salas de embarque, hotéis, edifícios comerciais, área com pelo menos 300 lojas e estacionamento-garagem para 4 mil automóveis. Espera-se criar até 10 mil empregos diretos com as construções, além de igual número indiretamente. Quando a ampliação estiver finalizada, outros 13 mil funcionários fixos devem ser contratados. A expectativa é que o fluxo anual de passageiros passe de 21 milhões para 25 milhões em 2018.

Além de Rollemberg e de Padilha, participaram da reunião de hoje o presidente da Inframerica, Daniel Ketchibachian; o superintendente Comercial e de Desenvolvimento Imobiliário da Infraero, Graciano Garcia; e a chefe de gabinete da Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer do DF, Elisângela Barros.

Ao fim do encontro, Rodrigo Rollemberg pediu apoio da União para definir um cronograma de pagamento das compensações previdenciárias. De acordo com o governador de Brasília, Padilha informou que avaliará a demanda futuramente.

Segunda parcela do IPTU/TLP vence a partir desta segunda

0

IPTU-2016

Segundo a LOA, estimativa de arrecadação para 2016 com os tributos é de R$ 732 milhões com o IPTU e R$ 133 milhões de TLP

O vencimento da segunda parcela – final da inscrição 1 e 2 – do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU e da Taxa de Limpeza Urbana – TLP do exercício de 2016 é nesta segunda-feira (11/07).

No DF há cerca de 900 mil imóveis tributáveis. Este ano o governo de Brasília espera arrecadar até dezembro R$ 732 milhões com o IPTU e R$ 133 milhões com a TLP. Ano passado o governo arrecadou R$ 596 milhões de imposto e R$ 117 milhões de taxa.

A 2ª via do Documento de Arrecadação (DAR), atualizada para pagamento, pode ser emitida no portal da Secretaria de Fazenda (http://migre.me/s68jH), nos postos do Na Hora, nas lojas do BRB Conveniência ou, ainda, nas agências da Receita do DF (http://migre.me/s68kQ).

Confira o calendário de vencimentos: http://migre.me/u5Nri

Multas e juros

Quem atrasa as parcelas do IPTU e da TLP, mas paga o imposto em até 30 dias é multado em 5% do valor cobrado. Após esse período é adicionado à correção do INPC, mais juros de mora de 1%. Em seguida a multa dobra de valor e vai para 10%.

Cálculo

O cálculo do IPTU é feito por meio da multiplicação da alíquota sobre o valor venal da propriedade (estimativa de mercado calculada pelo governo), observando que há três tipos de percentuais praticados:

· De 0,3%, para residências e apartamentos usados exclusivamente como moradias;
· De 1%, para comércios ou terrenos com alvará de construção;
· E de 3%, para terrenos (com áreas vazias) ou bens demolidos.

O valor da TLP não é fixo. Em 2016 o preço da taxa varia de R$ 292,76 a R$ 585,52.

Aplicação

O dinheiro arrecadado com o IPTU pode ser usado pelo Executivo para qualquer finalidade, como pagamento de salários de servidores, pavimentação de ruas e reformas de equipamentos públicos.

No caso da TLP, os recursos são vinculados e devem ser revertidos exclusivamente em projetos que envolvam serviços de limpeza pública.

Quem não quitar os tributos de 2016 corre o risco de ter o imóvel penhorado (via decisão judicial) e, ainda, ter o nome inscrito em Dívida Ativa do DF.

PONTO A PONTO. MARCOS DANTAS

0

dantas

Recadastramento de usuários: 53 mil pendências no Passe Livre

Por Ailim Cabral e Cristine Gentil, do Correio Braziliense


Recadastramento de usuários do transporte gratuito para estudantes mostrou inconsistências diversas, como declarações falsas e CPFs inexistentes. Indícios de fraudes foram encaminhados à Polícia Civil. Agora temos um cadastro limpo, comemora o secretário.

“A nossa tendência é não limitar o número de carros (do Uber), porque essa é uma atividade de mercado, é o mercado que tem de regular suas relações”

De cada 10 brasilienses, apenas três usam o transporte público no Distrito Federal. E não é exatamente por falta de vontade. “Se fosse melhor, mais usariam”, reconhece o secretário de Mobilidade do DF, Marcos Dantas. Para mudar esse quadro, são necessárias reformas estruturantes no sistema, que não envolvem somente linhas de ônibus. Obras viárias, como a ligação da via Torto/Colorado; a integração dos modais, além do crescimento e de adaptações na malha cicloviária, fazem parte do programa Circula Brasília, que prevê 80 ações de pequeno, médio e longo prazo, que vão totalizar um investimento de 6 bilhões. Outras frentes do projeto são o combate ao transporte pirata e a fraudes na concessão do benefício do Passe Livre.

Desde janeiro, o governo trabalha no cadastro dos usuários do transporte gratuito estudantil. Entre março e abril, 192 mil cartões foram validados. Pelo menos 53 mil deixaram de ter acesso ao benefício — 7 mil ainda estão em fase de análise. Os motivos são vários: falta de documentos; fotos fora do padrão; declarações de escolaridade falsas ou que não são aceitas por não se enquadrarem na Lei nº 4.462, de 13 de janeiro de 2010; CPFs inexistentes; e outras pendências. Casos suspeitos de fraude foram encaminhados à Polícia Civil. Até uma escola falsa foi criada. “Agora temos um cadastro limpo”, comemora o secretário, que conversou com o Correio sobre esses e outros assuntos.

 

PASSE LIVRE

“Nós tínhamos um banco com 265 mil cartões de Passe Livre circulando. Quando fizemos o recadastramento, chegou a 285 mil. Na hora que começamos a analisar os cadastros, chegou a 240 mil. Hoje, validados, temos 173 mil funcionando. Identificamos uma escola falsa, por exemplo, que tinha mais de 3 mil cartões. Resolvemos fazer recadastramento on-line para ter segurança no cadastro. Antes, eram feitos nos postos do DF Trans. Você podia cadastrar o nome como quisesse, várias vezes, por exemplo. Pegamos diversos casos assim, face à facilidade que era. Não se exigia CPF, bastava dar um número de documento qualquer. Era um sistema muito fácil de fraudar. Hoje, sabemos que aquela escola existe, se tem registro; batemos o CPF com a Receita. Agora vamos checar se ele de fato está estudando. Muitos fazem a matrícula e depois não frequentam. De dois em dois meses, checaremos a frequência. Fiquei assustado, vi anúncios no Facebook, do tipo: ‘Estou mudando para Goiânia. Vendo meu passe estudantil’. Havia muitas fraudes. Temos de dar direito a quem tem direito. Estamos prevendo uma economia de R$ 100 milhões/ano. Hoje, damos os acessos mínimos que a lei determina — 54 acessos —, mas, se o aluno precisa de mais e comprova a necessidade que está prevista em lei, como estágio ou estudo de línguas e outros casos, ele ganha. Agora, há uma cultura de permissividade na cidade. Acho que veio de uma época em que a cidade tinha muito dinheiro, agora acabou. Essa foi uma ação importante, porque temos de dar direito a quem precisa.”

 

DEFICIENTES

“Já estamos em tratativas com a Sedestmith (Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal) para fazer também o recadastramento de pessoas com deficiência que usam o benefício do passe livre. É um número bem menor do que os estudantes — são 60 mil —, e a gente espera também reduzir um pouco. Estamos criando uma plataforma, que está praticamente pronta, e estabelecendo as regras. Teremos de fazer com muito cuidado, colocar em locais apropriados e com toda a assistência. Deve ter uma redução de custo. Hoje gastamos R$ 30 milhões/mês com a gratuidade total do sistema, incluindo estudantes e pessoas com deficiência. Montamos uma estrutura gigante, com muitos funcionários e computadores. Agora temos um cadastro limpo e podemos tomar uma série de medidas a partir daí, e fazer intervenções, para criar políticas públicas de maneira geral.”

 

ACESSIBILIDADE

“A cidade não foi feita para pedestres, muito menos para pessoas com deficiência. Nós fizemos uma operação, a Operação Hefesto, para fiscalizar os ônibus, ver se os elevadores estão funcionando. Vários foram autuados e recolhidos por falta de condições de acessibilidade. Também fiz uma reunião com administradores para fazer diagnósticos. Precisamos de relatórios sobre a atual situação das cidades. É fundamental que as pessoas consigam descer e subir das calçadas, ter acesso aos comércios e aos ônibus. Precisamos trazer isso para Brasília. Uma cidade contemporânea tem de dar condição para o cadeirante andar, para o idoso. Quem cuida das cidades são os administradores, e eles precisam passar isso para a gente.”

 

PIRATARIA

“É um gargalo enorme no sistema. Quando assumi, percebi que precisava ser uma ação integrada. O governador convocou uma reunião com os órgãos de segurança para que fizéssemos um plano de combate à pirataria, com todos os órgãos do sistema. Tem de ter apoio da PM, Polícia Civil, Detran, DER. Coloquei um delegado para ser subsecretário de Fiscalização, o Júlio César, para que ele pudesse articular melhor com as polícias. Tem dado resultado e estamos fazendo as operações. Mas hoje há normas frágeis. O Júlio descobriu um artigo, o nº265, do Código Penal, que permitia dar mais efetividade. A pessoa era detida e respondia a processo, só saía mediante fiança. Na semana passada, a Justiça eliminou essa possibilidade. As normas vigentes acabam flexibilizando; hoje é só multa de R$ 2 mil a R$ 5 mil. Estamos buscando outros meios. Fazemos ações coordenadas, planejadas, diariamente. Há pontos mais críticos, como Taguatinga, Ceilândia, Paranoá. Não há ligação entre a pirataria e quantidade de ônibus. É a cultura de impunidade.”

 

“É fundamental que as pessoas consigam descer e subir das calçadas, ter acesso aos comércios e aos ônibus. Precisamos trazer isso para Brasília”

 

UBER

“O projeto aprovado ainda não chegou à Secretaria, então, não conheço a redação final, com as emendas. Mas a nossa tendência é não limitar o número de carros, porque essa é uma atividade de mercado, é o mercado que tem de regular suas relações. E é uma atividade nova, não temos parâmetro nenhum para limitar. Cabe ao governo regulamentar, cadastrar, regular, fiscalizar, impor normas, ver se os carros têm condições de rodar. O transporte individual não será tutelado pelo Estado. O que o Estado tem de tutelar é a segurança da população.”

 

TÁXIS

“A categoria é muito importante para Brasília, mas precisa se modernizar, se atualizar, prestar serviços compatíveis com os preços. Precisa entender que o mundo mudou e tem mercado para todo mundo. A população quer serviço de qualidade. Há taxistas que começaram a melhorar o serviço, por causa do fator concorrencial do Uber. Se não melhorar, fica para trás. Até agosto, vamos finalizar o recadastramento dos taxistas, depurar tudo e começar a discutir as novas licenças.”

 

LICITAÇÕES

“O governo vai fazer uma grande auditoria nos contratos com as cinco operadoras. O edital já foi aprovado pela Controladoria e em 10 ou 15 dias já estará na rua. Isso será muito importante. Há questionamentos na licitação, a Justiça está analisando, mas por enquanto cabe à Secretaria cumprir os contratos. As pessoas falam com muita facilidade: ‘Vamos fazer outra licitação’. Não é uma equação tão simples. Se tivermos de fazer, faremos. Mas não se faz uma licitação dessas em menos de seis meses, um ano. Transportamos 1 milhão de pessoas por dia, temos a frota mais nova do país, 12 mil empregos diretos. Não é pouca coisa. Herdamos um contrato, e ele tem de ser cumprido. O que estamos fazendo, por meio de ordens de serviço, é aperfeiçoar a operação em si, para que possamos ganhar efetividade e conforto para o passageiro. Essa racionalidade ajuda a diminuir custos.”

 

MODERNIZAÇÃO

“Quando falamos de racionalidade, estamos falando de um transporte com mais qualidade. É um trabalho de fôlego e esperamos que até o fim do ano a população sinta essas melhorias. Temos uma tecnologia à nossa disposição. Com aparelhos de GPS instalados nos ônibus, vamos conseguir acompanhar as viagens em tempo real, vai ser mais fácil fiscalizar. Não tem problema de furar viagem, se quebrar ou estragar um ônibus, vamos imediatamente colocar um reserva. Fazer o acompanhamento dessa frota imensa, com 900 e tantas linhas, na prancheta, é irracional. Podemos usar aplicativos que vão facilitar vida das pessoas. As pessoas vão ver, no seu telefone, em tempo real a que horas passa o ônibus, para onde vai aquele ônibus, qual linha ele faz. Até o fim do ano deve ser implantado isso.”

 

 INTEGRAÇÃO

“O importante é dar conforto ao passageiro. Descer em parada com segurança, iluminada, isso é fundamental para a mobilidade. Criamos linhas e readequamos outras para atender mais pessoas. Até o fim do ano, entregaremos oito em reforma e quatro novos terminais. Os dois de Recanto das Emas I e II estão prontos e três reformados, que vamos conseguir entregar esse mês. Entregamos no mês passado o do Guará 2, com acessibilidade, iluminação, salas também para os trabalhadores, cobradores e motoristas. Os terminais são fundamentais para garantir a integração. Uma coisa não funciona sem a outra. Os passageiros sairão de um ônibus e pegarão outro. Nos terminais, sairão de 10 em 10 minutos. Estamos fazendo os estudos para implementar as mudanças, acabar com as sobreposições de linha, reduzir o tempo de viagem. Vamos fazer uma campanha de esclarecimento à população para implantar esse nosso sistema. A integração vem com o estudo do redesenho. Temos alguns pilotos, algumas linhas que têm dado certo experimentalmente. É um estudo de quatro, cinco meses, até o fim do ano teremos isso.”

 

METRÔ

“O metrô está nessa greve, que eu diria, não faz sentido. Acho que, no momento que o país atravessa, os trabalhadores têm que parar e pensar um pouco na situação. Ninguém gosta de greve, ninguém vai descumprir uma pauta porque quer. Nós estamos impedidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, não podemos dar aumento, continuamos no limite prudencial; portanto não tem o que fazer. Se dermos aumento, estamos cometendo improbidade administrativa, é simples. Então, não podemos burlar a lei. Qual é a principal reivindicação, além de aumento? Contratar os concursados. Você não pode contratar os concursados, excepcionalidade é pra Saúde, Segurança e Educação no caso de substituição. Deveria ter pra mobilidade também, mas não tem. Acho que falta bom senso. Neste momento, brigar pelo emprego, prejudicando a população, a mobilidade da cidade… E são servidores do Estado, que não ganham mal. Agora, o metrô melhorou, o sistema está se modernizando. O contrato de manutenção foi mudado, está quebrando bem menos, tem os novos painéis, estão colocando wi-fi. A perspectiva é levar para Asa Norte, Ceilândia, Samambaia, usar as estações da Asa Sul que não funcionam. Mas não tem recursos agora, e a crise? Está tudo engatilhado esperando ter recursos para fazer. Hoje são cerca de 150, 160 mil transportados por dia. Modernizando os trens, poderíamos aumentar isso para 200, 220 mil por dia. Sem crise, sem sobrecarregar. Comprando novos trens, porque os trens são bem antigos. Abrindo estações. É um transporte excepcional, alternativa excelente pra cidade.”

 

CICLISTAS

“Quando falo da integração, falo de todos os modais, BRT integra com metrô, integra com ônibus, inclusive com as nossas bicicletas, que é nossa mobilidade ativa, não motorizada. Temos hoje 400km de ciclovias. Vamos fazer um estudo de toda a malha cicloviária, que deve durar quatro meses, para ver as condições e os problemas. Dia 8 lançamos um edital de chamamento público que também vai dar continuidade às bicicletas compartilhadas, com mais estações. Temos 400 bicicletas, queremos expandir para as outras cidades. Uma das obras importantíssimas é o túnel de Taguatinga; está uma polêmica danada, mas estamos discutindo com os ciclistas para ver como será a ciclofaixa naquele trecho. O número de pessoas se deslocando de bicicleta só aumenta. Temos de ter o compromisso de incluir o ciclista nessa discussão dos projetos para conciliar as demandas ainda na fase dos projetos (refere-se ao questionamento da reportagem sobre a obra próxima à Ponte do Braghetto, que não é acessível aos ciclistas). Essa compatibilidade é fundamental para a mobilidade.”

GDF pretende chegar a 100% de cobertura de saúde da família em Ceilândia

0
UPA em Ceilândia Norte.
UPA em Ceilândia Norte. Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Para isso, a maior e mais populosa região administrativa de Brasília vai contar com a parceria de organizações sociais na administração dos serviços

Para diminuir as filas nos hospitais públicos do Distrito Federal, o governo de Brasília pretende impulsionar os serviços ofertados na atenção primária de saúde. Do total de atendimentos nas emergências, estima-se que até 65% poderiam ser feitos nos centros de saúde ou em algumas das seis unidades de pronto-atendimento (UPAs) distribuídas por Brasília. O Executivo iniciou o processo de fortalecimento da porta de entrada dos pacientes da rede, com a intenção de, até 2018, mais do que dobrar a cobertura de estratégia de saúde da família — de 30,7% para 62%.

Ceilândia, a maior e mais populosa região administrativa do DF, vai contar com a parceria de organizações sociais na administração dos serviços de atenção primária. Com 454.175 habitantes, segundo dados de 2015, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ceilândia tem 27 equipes desaúde da família — a meta é elevar para 54. O atual quadro permite o alcance de apenas 22% de famílias atendidas pelo modelo descentralizado, ou seja, fora do hospital.

As organizações sociais serão qualificadas para gerir de forma compartilhada com o governo as seis UPAs do DF e 100% da assistência primária em Ceilândia. De acordo com o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, os vazios assistenciais identificados na região motivaram a escolha para a introdução do modelo em parceria com a iniciativa privada.

 “Nossa maior região administrativa conta com áreas como o Pôr do Sol e o Sol Nascente, que precisam muito de assistência de saúde de qualidade”, destaca Fonseca. “Em Ceilândia, temos estrutura física que nos permite adotar bem esse modelo de parceria, marcado pela utilização de estruturas físicas, prestação de serviço 100% SUS [Sistema Único de Saúde], mas com princípio de administração privada, o que nos dará leveza e agilidade na contratação, no abastecimento de medicamentos e na manutenção de equipamentos.”
O novo modelo não deve trazer economia imediata ao Estado no curto e no médio prazo, adianta o secretário de Saúde. Espera-se um aumento considerável na resolubilidade das demandas. No longo prazo, a expectativa é que os custos com a manutenção do modelo caiam entre 20% e 30%. “No início, pretendemos manter o investimento e aumentar muito a qualidade. Ou seja, fazer mais com o mesmo para depois fazer mais com menos.”

O dispêndio para manter a atenção básica em Ceilândia é de R$ 138 milhões por ano. Já as seis UPAs de Brasília consomem R$ 148 milhões anualmente. O contrato de gestão com as organizações sociais não implicará aumento de gastos por parte do governo. A dotação orçamentária será a mesma; a diferença aparecerá na velocidade da resolução dos problemas.

Como será o modelo da saúde em Ceilândia com organizações sociais

Em Ceilândia, a primeira frente prevê a manutenção das 27 equipes de estratégia da família e a criação de mais 27. Para mantê-las, o governo estima investir R$ 1,8 milhão por mês em recursos humanos, materiais de consumo e despesas gerais. No DF todo, o objetivo é ampliar a cobertura para 62%, mas em locais como o Condomínio Privê, o Pôr do Sol e o Sol Nascente, a meta é alcançar 100% de cobertura até 2018.

Na segunda frente a ser desenvolvida em Ceilândia, a estratégia é converter ao modelo de atenção de estratégia de saúde da família os Centros de Saúde nº 2, nº 4, nº 7 e nº 10, com a implementação de mais 34 equipes de saúde da família e 16 equipes de saúde bucal. A melhor utilização e destinação dos recursos devem render uma economia de cerca de R$ 1 milhão por mês ao final de 2017, segundo projeções da Secretaria de Saúde.

“O cidadão saberá quem é seu médico, seu enfermeiro, e em qual unidade eles atendem. Com isso, conseguiremos levar saúde de qualidade e tornar os serviços mais acessíveis e práticos às pessoas.”Secretário de Saúde, Humberto Fonseca

Cada equipe de saúde da família é formada por um médico, um enfermeiro, dois técnicos de enfermagem e cinco agentes comunitários de saúde. Já a equipe de saúde bucal é composta por um cirurgião-dentista e uma técnica em higiene bucal. “A grande mudança é que a população estará territorializada [definida por territórios]. O cidadão saberá quem é seu médico, seu enfermeiro, e em qual unidade eles atendem. Com isso, conseguiremos levar saúde de qualidade e tornar os serviços mais acessíveis e práticos às pessoas”, ressalta Humberto Fonseca.

Eleições 2016: partidos podem escolher candidatos a partir do dia 20 deste mês

0

Eleições 2016

Os candidatos que pretendem disputar as eleições de outubro devem ficar atentos as datas que estão no calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral. Nestas eleições, serão aplicadas as mudanças estabelecidas pela Reforma Eleitoral (Lei 13.165/2015), aprovada no ano passado pelo Congresso.

Com a nova norma, houve mudanças nos prazos, como aumento do período para apresentação dos registros de candidaturas, diminuição na duração da propaganda no rádio e na televisão e a proibição de doações de empresas privadas para as campanhas políticas. A partir de agora, os partidos deverão se manter por meio de doações de pessoas físicas e de recursos do Fundo Partidário.

Convenções

Do próximo dia 20 de julho até 5 de agosto, os partidos estão autorizados a promoverem as convenções para escolherem os candidatos que vão disputar os cargos de prefeito, vice-prefeito e a vereador. O primeiro turno da eleição municipal será no dia 2 de outubro.

No mesmo dia, candidatos, partidos e coligações poderão pedir direito de resposta a órgãos de imprensa por contestarem afirmações e imagens que considerem caluniosas.

A partir do dia 6 de agosto, emissoras de rádio e de televisão, por serem concessões públicas, estão proibidas de veicular opinião favorável ou contrária a candidatos e partidos políticos. As tevês também não podem dar tratamento privilegiado a candidatos de forma dissimulada em novelas ou filmes.

Propaganda na internet 

O prazo para registro de candidatura nos tribunais regionais eleitorais termina no dia 15 de agosto, às 19h. No dia seguinte, a propaganda passa a ser permitida na internet e nas ruas. De acordo com a lei eleitoral, os candidatos podem participar de carreatas, distribuir panfletos e usar carros de som de 8h às 22h.

Comícios

Também estão permitidos comícios das 8h às 24h.  A propaganda eleitoral no rádio e na televisão está prevista para começar no dia 26 de agosto. A reforma aprovada no ano passado reduziu de 90 para 45 dias o período de campanha.

Ribeiro solicita ao Detran que suspensa obrigatoriedade ao uso do farol ligado durante o dia

0
Deputado Raimundo Ribeiro
Deputado Raimundo Ribeiro

O deputado Distrital Raimundo Ribeiro (PPS), solicitou ao diretor geral do Detran, Amorim de Sousa, a possibilidade de excepcionar o Distrito Federal da obrigatoriedade ao cumprimento da Lei nº 13.230/2016, que entrou em vigor ontem (8), e impõe aos motoristas dirigir com o farol ligado durante o dia, dentro da cidade.

De acordo com o parlamentar, o DF tem peculiaridades que tornam dispensáveis esta prática: “Nossa capital possui características não encontradas em outras localidades. Somos presenteados com claridade solar intensa e com terreno plano, o que demonstra a desnecessidade da manutenção dos faróis baixos acesos durante o dia, nos túneis providos de iluminação pública e nas rodovias.”, declarou Ribeiro.

O deputado destacou ainda, menção ao Código de Trânsito Brasileiro que define rodovia como: via rural pavimentada e questionou: “Quais são as nossas vias rurais pavimentas?”

Na solicitação apresentada, Raimundo Ribeiro também sugeriu que o DETRAN, juntamente com o DER, façam mais ações preventivas e educativas do que repressivas com fins arrecadatórios: “Tenho a convicção que educar a população para o trânsito, evita mais acidentes do que impor normas e aplicar sanções”, finalizou.

Pedestres e ciclistas terão prioridade na revitalização do Setor Hoteleiro Sul

0
Setor Hoteleiro Sul,Brasília Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília.
Setor Hoteleiro Sul,Brasília Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília.

Em fase de conclusão, projeto para o local tem foco na acessibilidade, com ampliação de calçadas e construção de ciclovias

Depois de melhorias em áreas centrais do Plano Piloto, como o Setor Comercial Sul e a Rodoviária, o governo de Brasília elabora projeto para revitalizar o Setor Hoteleiro Sul. Em fase de conclusão, a proposta — resultado de parceria da Secretaria de Gestão do Território e Habitação com a de Infraestrutura e Serviços Públicos — é aprimorar a acessibilidade do local. Também está em andamento um estudo preliminar para intervenções semelhantes no Setor Hoteleiro Norte.

O projeto do Setor Hoteleiro Sul transforma, por exemplo, a via no centro da Quadra 5, que conecta as Quadras 4 e 6, em compartilhada. A pista e a calçada ficarão no mesmo nível, e os pedestres e ciclistas terão prioridade no espaço, onde haverá ainda arborização. “É algo usado em vários locais da Europa. Esse nivelamento dá a sensação ao motorista de que o carro está entrando no espaço dos pedestres, e ele vai reduzir a velocidade”, explica a coordenadora de Projetos da Subsecretaria de Políticas e Planejamento Urbano, da Secretaria de Gestão do Território e Habitação, Anamaria de Aragão.

Obras previstas para o Setor Hoteleiro Sul

Depois de melhorias em áreas centrais do Plano Piloto, como o Setor Comercial Sul e a Rodoviária, o governo de Brasília elabora projeto para revitalizar o Setor Hoteleiro Sul. Em fase de conclusão, projeto para o local tem foco na acessibilidade, com ampliação de calçadas e construção de ciclovias.

Depois de melhorias em áreas centrais do Plano Piloto, como o Setor Comercial Sul e a Rodoviária, o governo de Brasília elabora projeto para revitalizar o Setor Hoteleiro Sul. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Estão previstas também a criação de plataformas elevadas nos locais de acesso de veículos, para garantir a continuidade do passeio, e de rampas, além da instalação de sinalizações táteis. Essas melhorias vão resultar em uma rota acessível: uma calçada compartilhada entre pedestres e ciclistas que vai ligar o Eixo Monumental à via S2 e o Setor Hoteleiro Sul ao Parque da Cidade.

“Isso vai facilitar para que pedestres e ciclistas circulem, indo para a Esplanada, por exemplo, ou seguindo até o Centro de Convenções. Isso porque queremos atingir aqueles turistas que vêm para eventos e encontros profissionais e os que querem conhecer a cidade”, pontua o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antônio Coimbra. Uma ciclovia ligará o Eixo Monumental ao Parque da Cidade, passando entre as Quadras 5 e 6 do Setor Hoteleiro Sul. Em Brasília, hoje, há a opção de usar gratuitamente as bicicletas compartilhadas, com pontos em diversos locais da cidade.

A revitalização inclui ainda a instalação de lixeiras enterradas para substituir contêineres. O projeto já foi apresentado para representantes do setor. Após a conclusão, o próximo passo, segundo Aragão, é orçar os custos do trabalho, que deverá ser feito pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).

 

Governo não vai interferir na escolha do novo presidente da Câmara, diz Padilha

0
Ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha
Ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha

 

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta sexta-feira, em Porto Alegre, que o governo não vai interferir na escolha do novo presidente da Câmara dos Deputados. Segundo ele, o Executivo não tem interesse em participar do processo.

“O governo ganha ficando distante para manter a sua base unida. A única coisa que interessa ao governo é que a base se mantenha unida.”

O ministro disse que está tranquilo quanto ao nome do escolhido para comandar a Câmara. “Sendo um deputado da base, certamente nós teremos diálogo com ele. Portanto, seja quem for, vai ser ele o presidente que terá de dialogar com o governo como chefe do Poder Legislativo.”

A presidência da Câmara dos Deputados ficou definitivamente vaga depois que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou ao cargo ontem (7). Ele já estava afastado do posto desde o dia 5 de maio, por decisão do Supremo Tribunal Federal. O cargo está ocupado interinamente pelo deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que marcou a eleição para a presidência da Casa para o próximo dia 14.

STJ manda soltar Cachoeira e Cavendish, presos na Operação Saqueador

0
Empresário Carlinhos Cachoeira (ao centro), preso na Operação Saqueador
Preso na Operação Saqueador, Carlinhos Cachoeira estava preso em Bangu 8, com os empresários Fernando Cavendish, Adir Assad e Marcelo AbbudArquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil

.

O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ),  mandou soltar hoje (8) os presos investigados na Operação Saqueador, entre eles o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, e Fernando Cavendish, ex-dono da construtora Delta.

A defesa dos acusados entrou com habeas corpus pela manhã no tribunal, após a decisão que revogou prisão domiciliar concedida aos acusados.

A decisão, que não foi divulgada, vai beneficiar os empresários Adir Assad e Marcelo Abbud, que também estão presos. Por meio de telegrama, o STJ já informou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que deverá determinar a soltura dos acusados e empregar medidas cautelares. Os acusados estão presos no presídio de Bangu 8.

Operação Saqueador

Os mandados de prisão foram expedidos no âmbito da Operação Saqueador da Polícia Federal, que rastreia esquema de desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, no valor de R$ 370 milhões. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os principais acusados são Fernando Cavendish e Carlinhos Cachoeira.

Além deles, foram denunciadas 21 pessoas, incluindo executivos, diretores, tesoureira e conselheiros da empreiteira e proprietários e contadores de empresas fantasmas, criadas por Carlinhos Cachoeira e os empresários Adir Assad e Marcelo Abbud.

Defesa de Gim Argello indica senadores e deputados como testemunhas

0

gim

A defesa do ex-senador Gim Argello (PTB-DF) e do filho dele, Jorge Afonso Argello, indicou deputados e senadores como testemunhas. O ex-senador foi preso preventivamente em abril deste ano, em Brasília, na 28º fase da Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido propina em troca de sua atuação política em comissões parlamentares de inquérito que investigavam a Petrobras.

Em maio, o juiz Sérgio Moro recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-senador e mais oito pessoas, entre elas Jorge Afonso Argello.

De acordo com a decisão do juiz federal Sérgio Moro, que tem data de quarta-feira (6), alguns dos parlamentares já indicaram dia e hora para prestar depoimento. Segundo o Código de Processo Penal (CPP), senadores e deputados podem ajustar previamente com o juiz local, dia e horário para serem ouvidos.

Os parlamentares que já definiram data e horário foram os deputados federais Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Marco Maia (PT-RS), Antônio Imbassahy (PSDB-BA) e Hugo Leal (PSB-RJ), e os senadores Humberto Costa (PT-PE), Acir Gurgacz (PDT-RO), Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e José Pimentel (PT-CE). Eles serão ouvidos em agosto.

Também já respondeu à Justiça Federal sobre o dia para a oitiva o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rego Filho, chamado pela defesa como testemunha. Ainda não enviaram resposta os deputados federais Rodrigo Maia (DEM-RJ), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e o Juiz Rogério Faleiro Machado.

Dispensa

Segundo a decisão do juiz, também foram indicados como testemunhas os senadores Paulo Paim (PT-RS) e João Alberto de Souza (PMDB-MA), que pediram para ser dispensados do depoimento. “Os senadores Paulo Renato Paim e João Alberto de Souza, em comunicações a este Juízo, solicitaram que fossem dispensados, alegando não ter conhecimento dos fatos”, acrescentou Sérgio Moro.

Na decisão, Moro informou que os advogados de Gim Argello foram ouvidos sobre o pedido de dispensa e que a defesa “insiste na oitiva”. Diante da manifestação dos advogados, Moro determinou que os parlamentares indicassem data e hora para serem ouvidos.  Na tarde desta sexta-feira (8), os advogados concordaram com a dispensa dos senadores.

CPI

“De igual modo, tendo em vista que o ministro Vital do Rego, do Tribunal de Contas da União, bem como 8 (oito) parlamentares já se dispuseram a depor informando a data da oitiva, além de outros 3 (três) que devem enviar a esse Juízo ofício indicando a data para os respectivos depoimentos, a defesa técnica, com expressa anuência dos réus, reconsidera a posição anterior e, com objetivo de racionalizar os trabalhos, também concorda com a dispensa da oitiva dos senadores Paulo Paim e João Alberto de Souza”, acrescentou a defesa

Os advogados disseram ainda que todas as testemunhas indicadas serão ouvidas sobre “fatos relacionados à comissão parlamentar de inquérito mista indicada na denúncia”.

Além de Paim e Alberto de Souza, a defesa atendeu pedido e dispensou o depoimento do senador Sérgio Petecão (PSD-AC).