Início Site Página 2917

MPF diz que Lula “participou ativamente de esquema criminoso” na Petrobras

0
Sérgio Moro, juiz federal responsável pela Operação Lava Jato. Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Sérgio Moro, juiz federal responsável pela Operação Lava Jato. Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

.

O Ministério Público Federal (MPF) entregou à Justiça Federal do Paraná uma manifestação na qual defende que o juiz Sérgio Moro tem competência para julgar os processos que tratam do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A manifestação de 70 páginas é uma resposta à ação apresentada pela defesa do ex-presidente, que questiona a competência do juiz.

No documento, o MPF diz que o ex-presidente tinha ciência do esquema criminoso, investigado pela Operação Lava Jato, e que participou ativamente.

“Nesse sentido, contextualizando os fortes indícios abaixo detalhados, diversos fatos vinculados ao esquema que fraudou as licitações da Petrobras apontam que o ex-Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tinha ciência do estratagema criminoso e dele se beneficiou”, diz o texto. “Nessa toada, considerando os dados colhidos no âmbito da Operação Lava Jato, há elementos de prova de que Lula participou ativamente do esquema criminoso engendrado em desfavor da Petrobras, e também de que recebeu, direta e indiretamente, vantagens indevidas decorrentes dessa estrutura delituosa”, afirmam os procuradores.

O MPF relata que o esquema durou até pelo menos 2014 e foi feito pagamento de vantagens indevidas “por meio de doações eleitorais via ‘caixa dois’”. Segundo os procuradores, uma das maneiras adotadas para repassar a propina era o pagamento de doações eleitorais.

“Nesse âmbito, considerando que uma das formas de repasse de propina dentro do arranjo montado no seio da Petrobras era a realização de doações eleitorais, impende destacar que, ainda em 2005, Lula admitiu ter conhecimento sobre a prática de ‘caixa dois’ no financiamento de campanhas políticas”, diz.

De acordo com o MPF, em depoimento à Polícia Federal, Lula também mencionou a indicação de nomes para cargos na Petrobras.

“Além disso, conforme recente depoimento prestado à Polícia Federal, reconheceu que, quanto à indicação de diretores para a Petrobras ‘recebia os nomes dos diretores a partir de acordos políticos firmados’. Ou seja, Lula sabia que empresas realizavam doações eleitorais ‘por fora’ e que havia um ávido loteamento de cargos públicos. Não é crível, assim, que Lula desconhecesse a motivação dos pagamentos de ‘caixa 2’ nas campanhas eleitorais, o porquê da voracidade em assumir elevados postos na Administração Pública federal, e a existência de vinculação entre um fato e outro”.

O MPF afirmou ainda que, mesmo após o fim do mandato, o ex-presidente “foi beneficiado direta e indiretamente por repasses financeiros de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato”. “Rememore-se que, no âmbito desta operação, diversos agentes públicos foram denunciados por receber vantagem indevida mesmo após saírem de seus cargos. Além disso, é inegável a influência política que Lula continuou a exercer no Governo Federal, mesmo após o término de seu mandato (encontrando-se até hoje, mais de cinco após o fim do seu mandato com a atual Presidente da República). E, por fim, não se esqueça que diversos funcionários públicos diretamente vinculados ao esquema criminoso, como os Diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato Duque, foram indicados por Lula e permaneceram nos cargos mesmo após a saída deste da Presidência da República.”

Defesa

Por meio de nota, a defesa do ex-presidente alega que a manifestação entregue pelo MPF “não é uma peça técnica, porque a discussão no incidente processual em que foi apresentada era exclusivamente em torno da impossibilidade de o juiz Sergio Moro, de Curitiba, querer ser o juiz universal do Brasil”.

De acordo com a defesa, as afirmações feitas sobre o ex-presidente têm o objetivo de “encobrir a falta de argumentos do MPF sobre a incompetência da Vara de Curitiba para conduzir o caso”. A nota diz ainda que desde março os procuradores têm feito declarações “difamatórias” contra o ex-presidente.

“A verdade é que o Ministério Público Federal submeteu Lula e seus familiares a uma indevida devassa e verificou que o ex-presidente não cometeu qualquer crime. Mas, ao invés de seus membros reconhecerem inocência de Lula, querem condená-lo por meio de manchetes dos jornais e revistas”, diz o texto.

Para os advogados, a investigação da Operação Lava Jato com relação ao ex-presidente não está compatível com os direitos fundamentais e que a divulgação do documento entregue pelo MPF à imprensa “não pode ser vista senão como ato de retaliação ao comunicado dirigido à ONU e mais um passo na perseguição política contra Lula”, finaliza a nota, assinada pelos advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira.

MI Novas Mídias têm mais dois integrantes: Donny Silva e Orlando Pontes

0

 

NOVAS_MIDIAS

 

O Movimento Independente (MI) Novas Mídias recebeu a adesão de mais dois profissionais de comunicação, os jornalistas Donny Silva (Blog do Donny Silva) e Orlando Pontes (Portal e Jornal Brasília Capital). Os dois vêm  somar ao grupo que já conta com Carlos Honorato, Delmo Menezes, Ederson Marques, Edson Sombra, Elton Santos, Luciano Lima, Marcos Machado, Maurílio Macedo, Odir Ribeiro, Renato Riella e Ricardo Callado.

O MI Novas Mídias foi lançado em maio deste ano. No manifesto de apresentação, o grupo explica que não pretende construir uma hegemonia, tampouco substituir esse ou aquele meio de comunicação. “Estamos aqui para ocupar o nosso espaço como alternativa e dar a nossa contribuição à informação e à sociedade”, explica.

O MI Novas Mídias não tem a pretensão de protagonismo. Não se trata de uma entidade cartorial pautada na burocracia. É um movimento político-social. “Somos livres, independentes e nosso compromisso é com a notícia e a opinião, seja ela através de blogs, portais, redes sociais, vídeos ou qualquer meio de comunicação que faça chegar informação aos cidadãos”, diz o manifesto.

 

VEJA O MANIFESTO

Movimento Independente – MI Novas Mídias

 

Ao pensar as relações entre as novas mídias e a comunicação, forma-se uma sociedade em rede. Essa sociedade, que se desenvolve a partir das novas tecnologias, cria formas de agrupamento e de coordenação ativa.

 

Não viemos para construir uma hegemonia, tampouco para substituir esse ou aquele meio de comunicação. Estamos aqui para ocupar o nosso espaço como alternativa e dar a nossa contribuição à informação e à sociedade.

 

Quem somos? O Movimento Independente de Novas Mídias não tem a pretensão de protagonismo.

 

Não somos uma entidade cartorial pautada na burocracia. Somos um movimento. Não temos caciques. Somos todos iguais.

 

Somos livres, independentes e nosso compromisso é com a notícia e a opinião, seja ela através de blogs, portais, redes sociais, vídeos ou qualquer meio de comunicação que faça chegar informação aos cidadãos.

 

Qual o conceito de velha e de nova mídia?

 

Nesse caso, mais do que situar-nos em uma dessas definições, o importante é diferenciar duas formas de encarar essa questão. Uma delas é tecnológica, a outra é política. O velho e o novo.

 

A definição tecnológica trata como velha mídia os chamados meios tradicionais, especialmente os impressos, mas também televisão e rádio; e chama de nova mídia a internet, especificamente blogs e redes sociais.

 

Esse tipo de definição carrega problemas políticos que constroem a perspectiva excludente da mídia. Isso porque o adjetivo “velho”, especialmente quando confrontado diretamente com a ideia de “novo”, carrega forte carga negativa, como algo superado, que já não serve mais. Essa noção é equivocada.

 

Não consideramos isso. Todos os meios precisam se reinventar para levar a informação honesta da melhor forma e é isso que vem acontecendo.

 

A internet pode, sim, ser mais um caminho para atender à necessidade de obter informações.

 

Não é a internet que vai construir a transformação. São as pessoas, apropriando-se de todas as ferramentas e facilidades disponíveis para isso – inclusive a internet. São as pessoas que precisam mudar. É o homem novo que precisa ser construído e, a partir dele, e com ele, uma nova mídia.

 

Agindo sobre essas bases conceituais teremos maior capacidade de entender quem somos e o papel que podemos cumprir enquanto construtores dessa nova mídia e, com ela, de uma nova sociedade.

 

O MI Novas Mídias veio para contribuir neste debate!

 

 

 

Ex-subsecretário se mantém em silêncio na CPI da Saúde

0
Marco Antônio Ferreira da Silveira Júnior, ex-subsecretário de Logística e Infraestrutura da Secretaria de Saúde
Marco Antônio Ferreira da Silveira Júnior, ex-subsecretário de Logística e Infraestrutura da Secretaria de Saúde

O ex-subsecretário de Logística e Infraestrutura da Secretaria de Saúde, Marco Antônio Ferreira da Silveira Júnior, manteve-se em silêncio durante seu depoimento na manhã desta sexta-feira (5) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga denúncias de corrupção no órgão. Amparado por um salvo conduto expedido pelo Tribunal de Justiça do DF e acompanhado por advogados, Marco Júnior fez uma breve consideração inicial e a partir daí usou o direito de permanecer em silencio e não respondeu às perguntas dos integrantes da CPI.

O ex-subsecretário será convocado para prestar um novo depoimento no dia 24 de agosto, às 10h. Segundo o presidente da CPI, deputado Wellington Luiz (PMDB), a intenção é derrubar o salvo conduto obtido na Justiça, a fim de assegurar que ele responda aos questionamentos dos deputados distritais.

Antes de se silenciar, Marco Júnior informou que é advogado e que foi convidado para exercer o cargo pelo então secretário de Saúde, Fábio Gondim, com quem já havia trabalhado no Maranhão. Ele ficou na função por seis meses e 10 dias até ser exonerado em 3 de março deste ano. Disse ainda que fez um mapeamento das necessidades de todas as unidades da rede pública de saúde, mas não teve tempo suficiente para implantar projetos para atender às demandas.

O ex-subsecretário relatou ainda que teve um desentendimento com o então subsecretário de administração geral da secretaria de Saúde, Marcelo Nóbrega, por causa de um novo contrato, mas não informou do que se tratava. Ele afirmou ainda que fez as “ilações e comentários” que constam das gravações que originaram a abertura da CPI a um grupo restrito, sem sofrer qualquer tipo de ameaça, mas não sabia que estava sendo gravado. Marco Júnior disse ainda que já prestou depoimento à polícia sobre os assuntos das gravações.

Vários distritais fizeram perguntas, mesmo ouvindo sempre a mesma resposta sobre o silêncio. A Comissão aprovou o envio das notas taquigráficas do depoimento de hoje para o Ministério Público Federal. A sugestão foi feita pelo deputado Wasny de Roure (PT). Segundo ele, as perguntas feitas podem ajudar o MP a investigar as questões.

Em viagem: Servidor que denunciou propina no Governo de Brasília justifica ausência para CPI

0

cpi
Após ter o nome aprovado para que comparecesse à Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde da Câmara Legislativa, o jornalista Caio Barbieri apresentou justificativa para não depor para o colegiado nesta sexta-feira (5). Barbieri foi assessor da Casa Civil quando relatou ter sido procurado pela presidente do SindSaude, Marli Rodrigues, que relatou a ele supostas irregularidades dentro de órgãos do Governo de Brasília.

Caio Barbieri foi exonerado quando o governador soube que o ex-assessor teria levado as denúncias, além da Casa Civil, para o Ministério Público.

O jornalista afirma que está fora de Brasília e que deixou a cidade antes mesmo de ser notificado sobre seu depoimento.

Segundo ele, “ao tomar conhecimento dos fatos objetos de apuração, os comuniquei aos que à época eram meus superiores hierárquicos e o fiz de forma documentada”, frisa.

Barbieri finaliza o texto reforçando que as informações, não protegidas pelo sigilo de fonte, foram prestadas, antes do afastamento dele da Capital Federal, ao Ministério Público, “em longo, exaustivo e esclarecedor depoimento”. E sugere que a CPI requisite o conteúdo do depoimento diretamente aos promotores e procuradores responsáveis.

Leia a íntegra do documento:

Excelentíssimo Senhor Deputado Distrital
Presidente da CPI da Saúde
WELLINGTON LUIZ

Por meio dos veículos de comunicação social do Distrito Federal, tomei conhecimento de que fui convocado para prestar depoimento junto à digna Comissão Parlamentar de Inquérito que apura a situação da saúde pública do Distrito Federal.

Esclareço, Vossa Excelência, que por não mais exercer qualquer cargo público, a convocação não se mostra o instrumento jurídico adequado. Apenas poderia ser convidado. É o que se depreende do artigo 60, inciso XIV e artigo 68, § 2o, Inciso III, da LODF.

O convite, como é de conhecimento de Vossa Excelência, não é de aceitação obrigatória. Todavia, em respeito à Comissão Parlamentar de Inquérito e à honrada Casa Legislativa do Distrito Federal, por estar fora do Distrito Federal, em atenção à compromissos pessoais, prestarei as informações, por escrito, que julgo possam contribuir para os trabalhos que são desenvolvidos por Vossa Excelência.

Primeiro, não sou testemunha presencial de nenhum ilícito e não pratiquei nenhum ilícito civil, administrativo ou penal.

Segundo, ao tomar conhecimento dos fatos objetos de apuração, os comuniquei aos que à época eram meus superiores hierárquicos e o fiz de forma documentada.

Terceiro, as gravações ambientais, realizadas pela Presidente do SINDSAÚDE, já se tornaram públicas e apenas posso testificar que, de fato, os diálogos existiram. Todavia, as gravações ambientais já provam, por óbvio, a ocorrência do próprio diálogo.

Quarto, quanto ao conteúdo dos mencionados diálogos, nada tenho a acrescer.

Quinto, eventuais informações a que tenha tido acesso, em razão da minha profissão de jornalista, estão protegidas pelo sigilo de fonte. Por óbvio, Vossa excelência, sendo um democrata, não pretende ver violado o sigilo deferido constitucionalmente às informações jornalísticas.

Sexto, as informações, não protegidas pelo sigilo de fonte, foram prestadas, antes do meu afastamento da Capital Federal, ao Ministério Público, em longo, exaustivo e esclarecedor depoimento. Vossa Excelência pode requisitar o conteúdo do depoimento diretamente ao Ministério Público.

Com tais informações, formalmente, declino do convite de comparecimento à Comissão Parlamentar de Inquérito, ressalvando, no entanto, que, em outro momento, posso reconsiderar acerca do declínio do convite.

Sem mais, reiterando o apreço pela Casa Legislativa, subscrevo.

Comandantes militares abrem o verbo contra a inclusão na Reforma da Previdência

0


Os comandantes das Forças Armadas, que foram nomeados no governo anterior por Dilma Roussef, pela primeira vez se posicionam publicamente contra uma proposta do governo.

As declarações pegaram até a tropa de surpresa. Os comandantes permaneceram quietos diante do festival de desmandos e erros do governo Dilma e até diante do último reajuste, insuficiente para cobrir as perdas inflacionárias. Por isso ninguém esperava que fossem se manifestar contra a suposta pretensão do governo Temer de submeter membros das Forças Armadas ao mesmo sistema previdenciário que atende os civis.

A reforma da previdência está em vias de ser apresentada pelo governo e ainda não se sabe oficialmente quais os direitos que o governo pretende extinguir ou modificar no que diz respeito aos militares das Forças Armadas Brasileiras.

Muito se especula sobre valores de contribuição, tetos para a aposentadoria e aumento do tempo na ativa para os militares. E tudo indica que alguma coisa está realmente acontecendo. Os comandantes da Marinha e Aeronáutica, como colocado acima, não costumam dar declarações que se choquem com a posição do governo, se ambos já expressaram uma posição sobre o assunto na grande mídia é porque, além da inquietação crescente na tropa na ativa e reserva, há informações concretam de que o assunto está mesmo na pauta do governo.

O primeiro a se manifestar foi o comandante da Aeronáutica, que disse que não concorda com a ideia do Palácio do Planalto de igualar todos, militares e civis, em um só regime previdenciário.

Em sites e fóruns de internet o brigadeiro foi elogiado por militares da ativa e reserva por ter sido o primeiro a tomar uma atitude. Nivaldo Rossatto disse: “Não há necessidade disso. Temos soluções muito mais eficientes e simples, que passam pela reestruturação administrativa e operacional, que já está em curso, como a substituição de oficiais permanentes por temporários, que vai reduzir, por exemplo, o efetivo da Força Aérea em 25% até 2035”.

Comandantes das FFAA 1Nessa quarta-feira foi o Comandante da Marinha que se manifestou sobre a chamada “previdência dos militares”.

“Nós não temos horário ou dia de trabalho, não temos FGTS, não temos direito a sindicalização, a hora extra, a fazer greve”, disse o almirante. Para o almirante  Leal quando se olha para os militares deve-se observar a fundo todas as peculiaridades da carreira.

No caso dos militares da Marinha o oficial lembrou que, além das outras especificidades comuns aos militares, estes passam meses viajando longe de familiares sem qualquer compensação. Leal Ferreira disse também que as Forças Armadas têm promovido diversas reformas internas para reduzir custos com pessoal e lembrou da reforma completa feita em 2001, que permanece como Medida Provisória e que tirou vários direitos dos militares, como posto acima na reserva e gratificações por tempo de serviço.

Leal lembrou que alguns desses benefícios continuam a existir para o funcionalismo civil em várias carreiras.

Como exemplo de modificações já realizadas, o almirante citou a introdução de militares temporários na MARINHA, que depois de oito anos de trabalho são demitidos sem ter qualquer indenização ou direito à aposentadoria.

Nota do editor (Tenente Poliglota), que também é militar. “Se as regras mudarem e o regime for único os militares obviamente ingressarão na justiça e buscarão ser agraciados com jornada de trabalho de 40 horas semanais, direito à sindicalização, direito à horas extras, adicional de insalubridade e periculosidade. Os militares também exigirão na justiça que ao passar para a inatividade cessem os descontos para a própria aposentadoria. Teria-se ainda que acrescentar ao salário dos militares a GRATIFICAÇÃO POR DESEMPENHO e o BÔNUS por eficiência e PRODUTIVIDADE, benefícios propostos pelo atual governo para delegados de polícia federal e auditores fiscais”.

Fonte: http://www.sociedademilitar.com.br/

OPINIÃO | Depois de Roriz, Brasília ainda procura um líder

0

Por Ricardo Callado


Não existe hoje um político com mandato em Brasília que possa reunir um mínimo de três parlamentares e se apresentar como líder. Na política local, é cada um por si.

Grupos são formados não sob uma liderança, mas por conveniências político-eleitorais, e isso é ruim para a cidade. A ausência de líderes deixa a política sem um norte e causa a fragmentação de ideias e ideais.

Ninguém defende Brasília, cada um busca defender o seu curral, o seu segmento. Não existe planejamento a médio ou longo prazo. Não existe união em torno de projetos que possam contribuir para a qualidade de vida do brasiliense. É tudo de curto ou curtíssimo prazo, de retorno imediato e midiático.

O ex-governador Joaquim Roriz, com todas as críticas que recebeu, foi sim o único líder que o Distrito Federal possuiu. No auge dos seus 80 anos, completados nesta quinta-feira (4), muitos políticos tentam descobrir como unir um grupo político e conseguir governar com tranquilidade para a sociedade.

Depois de Roriz, todos fracassaram. Foram eleitos José Roberto Arruda, Agnelo Queiroz e Rodrigo Rollemberg. Maria de Lourdes Abadia assumiu por ter sido vice e Rogério Rosso por eleição indireta.

De uma forma ou de outra, todos se atrapalharam e hoje não representam um grupo político. Agregam apenas os assessores mais próximos e alguns não conseguem apoio do próprio partido.

A nova direita se acha autossuficiente e se perde pela falta de união. A divisão nas últimas eleições serve de lição. As derrotas em sequência baixaram a crista de muitos deles.

A velha esquerda conservadora, arrogante e ultrapassada não renovou o discurso. Só acrescentou o hábito de rotular os adversários como a “velha política”, ao mesmo tempo em que pratica o que critica. Bate carteira e sai gritando pega ladrão.

O termo “velha política” é uma das imbecilidades criadas nos últimos tempos. Não existem nem velha ou nova, existe a política feita da maneira correta. Que traga benefício ao povo.

Seguir os caminhos de Roriz não é uma missão difícil, basta fazer o fácil. Exercer o diálogo permanente e ciscar para dentro, sem retaliações e agregando aliados. Ninguém se torna um líder praticando a estratégia da discórdia.

Um líder se molda no compromisso assumido, na confiança e com uma base social construída com simplicidade.

Quem quer ser candidato a governador ou a senador tem de construir um projeto com pessoas, não afastá-las. Ninguém é candidato de si próprio ou de gabinetes, isso nunca deu certo. É preciso ter um grupo consolidado e ir para as ruas. Partidos às vezes mais atrapalham do que contribuem. Ninguém vota em legenda, por mais honesta que seja a sua mensagem.

Não existe, hoje, uma terceira via. Não existem favoritos para 2018. Por isso, tantos políticos se arvoram a serem candidatos. Na reta final, quando se afunilar as eleições, devem ficar apenas dois nomes: o atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB), representando a esquerda, e Tadeu Filippelli (PMDB), se apresentando como alternativa da direita e do rorizismo.

Nem Rollemberg pode ser classificado como a velha esquerda, tampouco Filippelli traz o ranço da nova direita. Ambos vão ter de se apresentar ao eleitorado como alguém que consiga governar para o povo e organizar a máquina pública, e saber se comunicar.

Se um dos dois conseguirá se tornar um líder político, o tempo dirá. Uma das frases preferidas de Roriz era: “governar é definir prioridades depois de ouvir o povo”.

 

Polícia Civil do DF abandona segurança olímpica; TJ diz que greve é ilegal

1

mane garrincha

Por Dassler Marques, Bernando Gentille e Vinicius Konchinski

Do UOL, em Brasília e no Rio de Janeiro


Policiais civis do Distrito Federal iniciaram nesta quinta-feira (4), horas antes de Brasília receber o jogo de estreia da seleção brasileira de futebol na Olimpíada, uma paralisação de 48 horas. O ato envolve cerca de 4 mil agentes, de acordo com o Sinpol-DF (Sindicato dos Policiais Civis). Cerca de 800 desses policias, estão diretamente escalados para trabalharem na segurança de delegações de atletas e em áreas de competição.

Segundo Rincon, a Polícia Civil é responsável proteção dos veículos que transportam jogadores de futebol de hotéis até o estádio Mané Garrincha, local das partidas. Estão envolvidos da operação olímpica a divisão aérea, que atua com helicópteros, de operações especiais, que faz a escolta dos comboios. Esses agentes estão parados.

Também aderiram à paralisação os policiais que trabalham em delegacias perto do Mané Garrincha, dentro do estádio e na escolta de presos em eventos olímpicos. “Juntando tudo isso, temos cerca de 800 policiais envolvidos”, afirmou.

A seleção brasileira de futebol enfrenta a África do Sul, em Brasília, a partir das 16h. Antes do jogo do Brasil, o Iraque enfrenta a Dinamarca.

Justiça declara greve ilegal

Horas depois da paralisação, a Justiça declarou ilegal o ato dos policiais. Uma decisão liminar do desembargador Sebastião Coelho determinou a volta ao trabalho de todos os agentes paralisados alegando que a segurança essencial para a Olimpíada. A multa diária pelo descumprimento da decisão R$200 mil por dia

“A segurança pública, definitivamente, é um dos pontos mais sensíveis deste evento, em face dos recentes e cada vez mais recorrentes atentados de natureza terrorista acontecidos em vários países do mundo”, decidiu Coelho.

Procurado pelo UOL Esporte, o Sinpol informou que a paralisação será mantida. A categoria ainda avalia a possibilidade de transformar o ato numa grave por tempo indeterminado.

“Já soubemos da decisão da Justiça, mas isso não afeta nossa decisão. A greve está mantida pelas próximas 48h e se nossos direitos não forem atendidos a tendência é que na segunda tenhamos greve sem tempo determinado”, disse Rafael Miranda, agente da Polícia Civil.

PM assume tarefas

A Secretaria de Segurança do DF informou que está ciente da paralisação e da decisão judicial que determinou seu encerramento. O órgão, contudo, disse ainda não foi informado sobre a volta dos policiais ao trabalho. Cabe ao Sinpol acatar ou não a determinação da Justiça.

Independentemente disso, a secretaria declarou que estava preparada para uma greve durante a Olimpíada. Segundo o órgão, a Polícia Militar estava de prontidão para entrar em ação e já foi acionada para assumir as responsabilidades.

A secretaria informou que a PM já assumiu a segurança do hotel Royal Tulip, em que estão hospedadas as maiorias das deleções olímpicas em Brasília. O Hotel Windsor, onde está a seleção brasileira, já era protegido pela corporação.

Reinvidicações dos policiais

Policiais civis cruzaram os braços para reivindicar melhores condições de trabalho e aumento de salários. A categoria pede ao governo um reajuste de 37% dos pagamentos, divididos em três anos. O Sinpol informou que o salários dos agentes acumulam perdas de 50% nos últimos seis anos.

“É histórico e legal a paridade dos nossos salários com a Polícia Federal e após as eleições eles vão receber um aumento e nós não. A justificativa é que se se ganhássemos o reajuste criaria uma diferença muito grande para a Polícia Militar. O governador está inflexível e não acreditamos que nossa exigência será atendida”, reclamou o agente Miranda.

Policiais civis que escoltam as seleções das Olímpiadas vão aderir à paralisação de 48 horas

0

policia civil greve

 

As equipes de policiais civis que compõem a Divisão de Operações Especiais (DOE) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), responsáveis pela escolta dos atletas das representações internacionais do Iraque, África do Sul e Dinamarca vão aderir à paralisação de 48 horas deflagrada pelo Sinpol-DF na última quarta, 3 de agosto.

O movimento paredista começou às 8h desta quinta, 4 de agosto, e terá a adesão de todos os cargos da PCDF. Todos os serviços estarão suspensos nesse período.

Os policiais da DOE vão deixar as instalações do Hotel Royal Túlip, onde aquelas seleções estarão hospedadas, ainda nesta manhã. Nos próximos dias, chegarão ao hotel as equipes femininas de futebol daqueles mesmos países, além das equipes da Alemanha e das demais que passarem às futuras fases do torneio de futebol nas Olímpiadas.

O grupo é responsável por ficar de prontidão por 24 horas, principalmente para agir no caso de um ataque terrorista. A maioria dos policiais civis escalados para essa função é especializada em contra terror. Eles fizeram cursos e treinamentos no exterior, em países como Alemanha e Espanha, e se especializaram também com todas forças especiais militares (Exército, Marinha e Aeronáutica), visando uma completa interação dos órgãos.

A diretoria do Sinpol-DF está acompanhando a saída desses policiais civis das unidades especiais.

Ainda nesta quinta os policiais civis realizam uma manifestação nas imediações do Estádio Nacional Mané Garrincha, onde ocorre a partida entre Brasil e África do Sul. Eles vão se concentrar na Administração do Parque da Cidade Sarah Kubitschek, a partir do meio-dia.

AGE – Em uma das maiores assembleias realizadas pelo Sinpol-DF nos últimos anos, mais de quatro mil policiais civis decidiram, por unanimidade, na tarde desta quarta, 3 de agosto, deflagrar uma paralisação total das atividades durante 48h. A mobilização terá início a partir das 8h desta quinta, 4 de agosto, e contará com a adesão de todos os cargos da Polícia Civil do DF.

Ainda nesta quinta haverá mais um ato de manifestação nas imediações do Estádio Nacional Mané Garrincha, durante a partida de futebol entre Brasil e África do Sul pelos Jogos Olímpicos de 2016. Os policiais vão se concentrar no estacionamento da Administração do Parque da Cidade ao meio-dia. Foi deliberado, ainda, que todos os policiais civis com chefia colocarão os cargos à disposição.

A mobilização da categoria é uma resposta à postura do Governo do Distrito Federal (GDF) em relação à isonomia da Polícia Civil do DF com a Polícia Federal, e agrava o movimento iniciado no dia 4 de julho, quando foi deflagrada a operação “PCDF Legal”.

Embora as conversas sobre a manutenção da isonomia tenham iniciado há mais de um ano, apenas nesta terça, 2, o GDF fez uma proposta apenas de boca: 7% de reajuste no final de 2017, mais duas parcelas de 10% pagas, respectivamente, no final de 2018 e de 2019. Houve rejeição imediata.

A negociação entre o governo e os sindicatos continuou durante todo o dia e se estendeu à noite, sem consenso. O GDF, contudo, ficou de enviar uma nova proposta antes da assembleia, mas até às 15h30 – os policiais esperavam desde às 14h – não houve resposta.

Durante a assembleia, deputados federais e distritais manifestaram apoio à reivindicação da categoria. A presidente da Câmara Legislativa do DF, Celina Leão, discursou à categoria e disse que, se for preciso, a pauta de votação da Casa será obstruída até que o governo faça uma nova proposta.

ARTIGO | 80 anos: Joaquim Domingos Roriz. E a saudade de um grande líder

1

roriz familia

 

Por Eri Varela


Joaquim Roriz completa 80 anos hoje. Líderes comunitários que o apoiavam nas campanhas preparam uma festa. Vão levar um bolo para cantar parabéns na casa dele, no Park Way. O ex-governador quase não sai e recebe poucas visitas por conta das hemodiálises diárias. Mas, segundo a filha caçula, Liliane Roriz, está animado.

Na distância do tempo, 80 anos não são 80 meses, menos, ainda, 80 dias. E, examinando, historicamente, em sua gênese, é possível afirmar, que, Joaquim Domingos Roriz, nos rincões goianos, foi fincado bem antes.

Na origem de Santa Luzia, nos idos de 1746, quando por caminhos transversos, indo para Meya Ponte (Pirenópolis), do Rio São Bartolomeu, subindo, no encontro com o Riacho Frio, Antonio Bueno de Azevedo e os seus companheiros, dormiram e, que, de lá, ao amanhecer, foram em direção à Saia Velha, com suas quedas d’agua tenebrosas, descobririam o ouro, tão almejado, tão desejado, iniciando-se o povoado, hoje a Luziânia, de tantas e ricas histórias.

Nas duas décadas que se seguem à descoberta de Santa Luzia, continuou intenso o fluxo populacional de portugueses e de brasileiros de todos os quadrantes.

Mas, como afirma Bertram, em sua grande obra sobre a origem de Santa de Santa Luzia, “Família de expressão econômica e política é a dos Fernandes Roriz, de que diversas pessoas citam-se em Joseph de Mello, chegando ao longo do Século XVIII, até que por último apareça

Gabriel Fernandes Roriz, em 1770, considerado por Gelmires Reis, o fundador da atual família Roriz. Havia, no Século XVIII, meia dúzia de povoados e lugares denominados “Roriz” no norte de Portugal”. (in BERTRAN, PAULO. HISTÓRIA DA TERRA E DO HOMEM NO PLANALTO CENTRAL: ECO-HISTÓRIA DO DISTRITO FEDERAL. Editora: EDU – UNB)

Gabriel Fernandes Roriz se casou com Joanna Telles de Mendonça e deixaram seis filhos, o mais velho que se chamava Tristão da Cunha Roriz se tornou Coronel da Guarda Nacional em Santa Luzia e passou a sua patente ao seu filho Joaquim Ignácio Mendonça Roriz, e por ai vieram até os dias atuais.

Daí a origem de Joaquim Domingos, filho de Lucena Roriz. De outra, pelo lado materno, da mãe, dona Jersuleta, a historiadora e escritora Terezinha de Jesus Roriz Machado revela, que, “para melhor situar no tempo quem era José da Costa Aguiar, grande merecedor de nosso respeito e gratidão, diremos tratar-se do virtuoso cidadão já falecido, pai extremoso do senhor Ramiro Aguiar, ilustre luziano, e avô, pelo lado materno do Dr. Joaquim Domingos Roriz, insigne filho de Luziânia e digníssimo primeiro governador eleito por Brasília. (RORIZ, 1996, p. 84; apud. TORMIN, 2002).

Assim, Joaquim Domingos começaria sua trajetória na política, como Vereador de Luziânia, onde seu pai o tivera sido algumas vezes, pelo PSD, o partido de Juscelino Kubitschek.

Após um tempo, cuidando apenas de suas atividades empresariais, resolveu em 1978 se candidatar a deputado estadual por Goiás, e venceu, sendo o candidato mais votado pelo MDB no estado.

Já no PMDB foi eleito deputado federal em 1982. Em 1986 venceu a eleição para o cargo de vice-governador de Goiás, na chapa do governador Henrique Santillo.

Em 1987, teve passagem pela prefeitura de Goiânia, na qualidade de interventor, por mais de um ano, revelando-se um tocador de obras e conseguindo soluções para os principais problemas que a Capital goiana enfrentava naqueles idos, despertando a admiração e o carinho da população.

Em 1988, no mês de outubro, o então Presidente da República, José Sarney, o nomeou governador do Distrito Federal, na época em que essa unidade da federação ainda não elegia o próprio governador, porque, como Capital Federal, não tinha autonomia, sendo adquirida apenas com a Constituição Federal, de 1988.

O Distrito Federal acumulava desgastes junto ao Governo Federal por não resolver inúmeros problemas que se acumulavam na capital, destacando a onda de ocupações e formação de áreas de favelas em diversos pontos do Plano Piloto, as greves de servidores do GDF, principalmente na área da saúde, da educação, da limpeza urbana, do transporte rodoviário, dentre outros problemas de governabilidade, o que possibilitaria a ter alguém como Joaquim Domingos à frente da Capital da Republica.

José Sarney precisava de um governador que fosse uma espécie de Prefeitão do Palácio do Planalto em Brasília e que soubesse transitar no meio popular, e tivesse iniciativas que auxiliassem na redução dos conflitos sociais e na resolução das invasões que tomavam conta de várias áreas do Plano Piloto.

Essa experiência, aliada à tradição de bem tratar os mais humildes, Joaquim Domingos a tinha, exercida por si e por membros de sua família tanto em Luziânia como no estado de Goiás, foi fundamental para a construção da sua trajetória política no Distrito Federal, até à saída para ser Ministro da Agricultura, de onde logo se afastou.

A pretensão de governar o Distrito Federal, na primeira eleição, foi contestada pelos adversários, sob o argumento de que, como já exercera o mandato a poucos meses do pleito, não poderia concorrer à reeleição para um cargo executivo. Contudo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) validou sua candidatura ao considerar que, no período em que Roriz governou o Distrito Federal, o fizera por nomeação e não por eleição, decisão referendada pelo STF.

Em outubro de 1990, foi eleito em primeiro turno, na primeira eleição distrital para governador, e teve como vice-governadora Márcia Kubitschek, (filha de Juscelino Kubitschek).

Roriz é responsável por muitas obras na capital, pela fundação de muitas das cidades e setores do DF. Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, Santa Maria, São Sebastião, Paranoá, Sobradinho II, Vila Roriz, Aguas Claras, Sudoeste. Enfim, quando hoje muito se fala em mobilidade urbana, Roriz fizera uma revolução, tendo sido os seus projetos reconhecidos e premiados pela ONU.

Como um grande empreendedor, fez a Ponte JK, vários viadutos, o Metrô de Brasília, Corumbá III, IV, Museu da Republica, Biblioteca Nacional, hospitais, escolas, entre tantas outras, mas o lado social também sempre falou alto em seu coração, e diversos dos seus programas para atender os mais necessitados viraram referencia nacional, muitos dos quais foram copiados pelo Governo Federal.

Na eleição de 1998, disputou contra Cristovam Buarque, do PT, e foi eleito no segundo turno governador pelo PMDB, em uma eleição ganha por pequena vantagem de votos (51,26% a 48,74%). Em 2002 Roriz foi reeleito, derrotando no segundo turno Geraldo Magela, do PT. Roriz venceu mais uma vez, em disputa apertada, e assumiu seu quarto mandato como governador do Distrito Federal.

Destaque-se, que, fez gestão ao então Presidente Fernando Henrique Cardoso, e obteve a Lei regulamentadora de dispositivo constitucional, garantido o repasse de 1,4% do Orçamento liquido da União Federal, para a manutenção da Segurança Publica, da Capital, bem como auxilio as áreas de educação e saúde, que no presente exercício gira em torno de 13 bilhões, o que garante o pagamento das folhas salariais das respectivas áreas.

Em 2006, se candidatou ao Senado pelo PMDB e foi eleito em 1º de outubro do mesmo ano. Assumiu em 1º de fevereiro de 2007 e renunciou ao cargo em 4 de julho. Não queria disputar o Senado, pois achava que não tinha o perfil mais adequado para o cargo, se sentia mais afilado como executivo, mas as circunstâncias politicas o levaram à disputa, para possibilitar a candidatura de sua vice, Maria de Lourdes Abadia, ao Governo, que não se elegeu. Depois de renunciar, não abandonou a política.

No dia 16 de setembro de 2009, Roriz anuncia sua saída do PMDB, pois pretendia ser candidato ao governo do Distrito Federal, filiando-se então ao PSC em 30 de setembro, entretanto, foi impedido pela Justiça Eleitoral, ao argumento de que ele havia renunciado ao mandato de senador, embora o STF nada tenha decidido, porque restou empatada a questão, em 5 a 5. Ainda que, posteriormente, o STF tenha entendido que a lei sequer podia ser aplicada na eleição de 2010.

Em 4 de agosto de 2015, Roriz recebeu o título de cidadão honorário de Brasília, o ultimo evento que participou, no Memorial JK, onde milhares de brasilienses ali compareceram para homenageá-lo.

No Estado de Goiás, Joaquim Domingos; no Distrito Federal e no Brasil, Roriz, simplesmente, Roriz. Joaquim, ainda jovem, casou-se com Weslian, 56 anos atrás, e do matrimonio, com as bênçãos divinas e da Santíssima, tiveram quatro filhos: Wesliane, Jaqueline, Liliane e Ricardo, (esse falecido ainda infante). E têm quatro netos: Juliano, Rodrigo, Joaquim Neto e Bárbara.

E, ainda hoje, o povo do Distrito Federal, saudoso do seu grande líder, considerado o maior e melhor Governador que já se teve, não o esquece, e mesmo após 10 anos de seu afastamento do cargo, continua cantando, nas ruas, avenidas, quadras, lotes, bares, em todos os lugares, o refrão da musica mais tocante, assim entoada:

“O que é bom a gente sempre se lembra. Marca a nossa vida, faz a gente feliz; Fica na lembrança… Não dá pra apagar.. Não dá pra esquecer: Roriz!”

Feliz 80 anos, governador do povo, Roriz, hoje e sempre!

 

30 mil cartilhas: Buriti corre para explicar o que são OSs para o DF

0

oss

Por Elton Santos, do Guardian DF


A implantação das Organizações Sociais no Distrito Federal só tomou proporções maiores de conhecimento popular de alguns meses para cá. O tema, no entanto, vem sendo tratado por blogs há muito mais tempo. Porém, o governo sempre negou a possibilidade.

E neste tempo de negação, acabou não dialogando com a sociedade para explicar como seria esse modelo de gestão, inicialmente na área da saúde do DF. Aliás, ninguém sabia como funcionava. Nem o vice-governador, Renato Santana. O próprio confessou na CPI da Saúde que essa era uma bandeira que não hasteava, e assim, não concordaria em tê-las em Brasília.

Em conversas entre jornalistas e integrantes do governo, a principal crítica da imprensa – blogosfera – em relação às OSs era “enfiá-las goela baixo” da sociedade. Consideravelmente atrasado, o Buriti decidiu explicar como esse modelo vai funcionar. E confeccionou uma cartilha.

No total, serão 30 mil exemplares, impressos pela gráfica Athalaia, com o custo total de R$ 22,8 mil (foto ao lado). O valor foi totalmente custeado pelo próprio governo.

As revistas foram encaminhadas às unidades de saúde do DF. O que pode ser um tiro no pé. No caso, os próprios servidores ficariam com a responsabilidade de distribuir. Mas como se os servidores são contra as OSs? O governo terá que pensar em outra estratégia.

Na Câmara Legislativa nesta quarta-feira, 3, as OSs foram o tema central do discurso do deputado distrital Chico Vigilante (PT). Segundo ele, “Rollemberg precisa tirar essa história absurda de OSs da cabeça. Só serve para aterrorizar servidores”. Correto. A categoria está em polvorosa. Vamos ver os próximos capítulos dessa história.