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Empresa Júnior ganha prêmio nacional e doa R$ 10 mil em livros para UnB

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Grupo Gestão venceu premiação com o projeto Farol Produtividade, uma ferramenta inovadora onde é possível calcular a produtividade dos membros de uma empresa com base na estratégia

O Grupo Gestão, empresa júnior do curso de Engenharia de Produção da Universidade de Brasília (UnB), ficou em primeiro lugar no Prêmio Ambev com o Projeto Farol Produtividade. A premiação aconteceu durante o Encontro Nacional de Empresas Juniores (ENEJ), em Porto Alegre, em 2013. Por questões burocráticas, a premiação de R$ 10 mil demorou a sair, mas em outubro de 2016 os gestores da empresa receberam o cheque e decidiram reverter o valor em livros para a Biblioteca Central (BCE) da UnB.

“O nosso curso é relativamente novo. Foi criado em 2009 e ainda não possuímos um grande acervo de livros sobre Engenharia de Produção na BCE. Por isso decidimos usar o valor da premiação para aumentar a literatura sobre o assunto e ajudar os nossos colegas de curso. Temos grandes talentos aqui e temos certeza que o prêmio será bem melhor aproveitado dessa forma”, explica Vitor Duarte, discente do curso e presidente do Grupo Gestão. Os professores da Universidade auxiliaram os alunos na escolha dos livros para a doação.

O projeto da empresa, Farol Produtividade, é uma ferramenta para gestão interna de negócios que calcula o desempenho de atividades realizadas. “Criamos uma planilha onde é possível mensurar a produtividade dos membros de uma empresa. Com a planilha, conseguimos centralizar metas e planos de ação e, como resultado, alinhar os esforços da empresa à estratégia. É uma ferramenta de gestão interna muito eficiente”, explica Rafael Versiani, aluno da UnB e diretor de Marketing do Grupo Gestão. O case da empresa competiu na categoria Prática Interna.

Para Vinícius Dayrell, estudante da UnB e diretor comercial do Grupo Gestão, o prêmio veio certificar o trabalho realizado por eles. “Somos uma empresa júnior. Todos voluntários. O nosso trabalho é em busca de conhecimento e capacitação, para formar cada vez mais profissionais qualificados em Engenharia de Produção. Estamos gerando resultados para pequenas e médias empresas desde a graduação, colocando a teoria em prática. A premiação nos mostra que estamos no caminho certo e isso certamente está nos impulsionando para desafios maiores”, relata.

Criado há sete anos, o Grupo Gestão já apresenta um crescimento de 300% no ano de 2016 e atualmente está entre as 20 empresas juniores com maior faturamento do Brasil. A expectativa é que o faturamento de 2017 seja ainda maior.

A doação do livro para a biblioteca da UnB ainda não aconteceu por conta da paralisação de seus profissionais. A entrega oficial deve acontecer nas próximas semanas.

Sobre o Grupo Gestão – O Grupo Gestão faz parte do Movimento Empresa Júnior (MEJ), organizado e representado no Distrito Federal pela Concentro e no Brasil pela Brasil Júnior. O movimento tem o apoio de grandes empresas como Ambev, Fundação Estudar e de grandes consultorias como McKinsey e Bain & Company. A empresa presta serviços de consultoria em gestão, finanças, processos e produção. Os serviços buscam oferecer aos seus clientes o melhor resultado com eficiência, qualidade e excelência. Mais informações pelo site: www.grupogestaoconsultoria.com.

Centenário de nascimento de Miguel Arraes é celebrado em Brasília

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O centenário de nascimento do ex-governador de Pernambuco e ex-presidente do PSB, Miguel Arraes, será celebrado com uma série de eventos nos dias 13 e 14 de dezembro, em Brasília. Um dos principais líderes da esquerda brasileira, Arraes completaria 100 anos no próximo dia 15.

 A programação começa na terça-feira (13), às 9h30, quando a Fundação João Mangabeira inaugura, com o apoio do Instituto Miguel Arraes, a exposição fotográfica Miguel Arraes 100 anos, no corredor de acesso ao plenário da Câmara dos Deputados. No mesmo dia, às 11h, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal realizam uma sessão solene conjunta para celebrar a memória do socialista.
 A mostra fotográfica aborda a história de vida e a trajetória política do socialista, desde seu nascimento em Araripe (CE), passando por sua juventude na cidade do Crato (CE) e seu exílio na Argélia após o golpe militar de 1964. A exposição também resgata importantes iniciativas sociais de Miguel Arraes para o povo pernambucano, como o Chapéu de Palha, programa que empregava os bóias-frias em pequenas obras públicas durante as entressafras e o Acordo do Campo, que obrigou usineiros a respeitar os direitos trabalhistas dos canavieiros da Zona da Mata.
 O PSB também realizará uma sessão solene em memória de Miguel Arraes durante abertura da reunião do Diretório Nacional do partido, na quarta-feira (14), às 9h, no Salão Azul do Hotel Nacional. No mesmo dia, às 20h, personalidades da política e artistas se reunirão em um ato político e cultural com show de Toquinho, Ivan Lins e Antônio Nóbrega, no auditório Planalto do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
 Doutor Arraes, como era carinhosamente chamado, nasceu em Araripe, interior do Ceará, e construiu sua trajetória política em Pernambuco. Teve sua vida pública marcada pelo compromisso com a redução das desigualdades sociais, a melhoria das condições de vida no campo, a conquista de direitos e a luta em defesa da democracia brasileira.
 “Miguel Arraes foi um homem à frente do seu tempo. Dedicou a maior parte de sua vida para mudar a realidade do povo mais sofrido de Pernambuco e defender a democracia no Brasil. Sustentou a ideia de construirmos um projeto de nação. Por toda a sua vida, honrou a confiança do povo. Arraes faz muita falta neste momento”, afirma o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.
 “Mas ele nos deixou suas ideias, sua visão de mundo, e seu exemplo como cidadão, homem público, dirigente partidário e líder político, e isso é o mais importante”, destaca.
 Além de secretário da Fazenda de Pernambuco, sua primeira função pública, Arraes foi deputado estadual e federal, prefeito do Recife e governador por três mandatos. No dia 1º de abril de 1964, em sua primeira gestão, foi deposto pelos militares que inauguravam o período ditatorial no país, e preso em quartéis do Recife e da Ilha de Fernando de Noronha.
 Em 1965, parte com a família para o exílio na Argélia, onde permanece por 14 anos. Em 1979, com a anistia, volta ao Recife, mas não desiste da política. Em 1982, é eleito deputado federal; em 1986, chega pela segunda vez ao governo de Pernambuco.
 Filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), em 1990, se elege novamente deputado federal, desta vez com a maior votação proporcional do país. Em 1993, assume a presidência nacional do PSB, função que ocupou por 12 anos.
 Em 1994, volta ao Palácio Campo das Princesas pela terceira vez. Em 2002, se elege para seu último mandato na Câmara dos Deputados.
  Arraes morreu aos 88 anos, no dia 13 de agosto de 2005, no exercício do seu mandato no Congresso Nacional.
Saiba mais sobre Miguel Arraes:

Instituto Miguel Arraes

Miguel Arraes 100 Anos

Rollemberg apresenta novo portal da transparência do governo

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Novo portal da transparência foi lançado pelo governador Rollemberg nesta quinta-feira (9). Foto: Gabriel Jabur

Gráficos detalhados de gastos e arrecadação do governo de Brasília. Georreferenciamento de todas as administrações regionais. Detalhamento dos valores pagos, empenhados e liquidados. Extrato anual do contracheque de 214.774 servidores. Essas são algumas das novidades do novo portal da transparência, desenvolvido pela Controladoria-Geral do Distrito Federal e lançado oficialmente pelo governador Rodrigo Rollemberg no Palácio do Buriti nesta quinta-feira (9), Dia Internacional de Combate à Corrupção.

Logo na página inicial do portal, há três botões. O primeiro explicita os gastos e a arrecadação da administração pública; o segundo apresenta a situação de cada administração regional, com a possibilidade de fazer consultas filtradas; e o terceiro mostra painéis de transparência. Esses últimos ficarão expostos na Rodoviária do Plano Piloto, para a população ver onde é aplicado o dinheiro pago com impostos e taxas, o que era uma promessa de campanha do governador.

Rollemberg classificou a transparência como elemento importante no combate à corrupção e destacou a facilidade de navegação no portal. “A transparência permite a participação da população e dá a ela a percepção de onde estão sendo colocados os recursos públicos”, disse. “O portal tem todo tipo de informação, como de onde vêm as receitas e quais são os maiores gastos.”

“O portal traz dois principais avanços: a qualidade da informação, com vários gráficos que detalham as despesas; e a navegabilidade, pois com dois cliques se chega ao mesmo lugar onde antes eram necessários dez movimentos”, resumiu o controlador-geral do DF, Henrique Ziller.

Para o subcontrolador de Transparência e Controle Social, da Controladoria-Geral, Diego Ramalho Freitas, o novo visual está mais agradável e mais simples e é um avanço na transparência. “Antes, para chegar aos números dos gráficos, eram necessárias várias consultas e saber usar Excel. Agora eles estão lá para todo mundo ver.” Segundo Freitas, a mudança do leiaute foi resultado de sugestões de uma maratona com estudantes em dezembro de 2015.

Combate à corrupção e índice de transparência

Para marcar o Dia Internacional de Combate à Corrupção, celebrado nesta sexta-feira, a Controladoria-Geral promoveu nesta semana uma série de atividades. Na quarta-feira (7), o destaque ficou com a divulgação do ranking de transparência ativa (quanto a entidade fornece a informação) dos órgãos governamentais. Pelo levantamento, a Casa Civil, as secretarias de Mobilidade e de Infraestrutura e Serviços Públicos, além da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), atingiram 100% de transparência.

A programação termina no sábado (10), a partir das 13 horas, com a participação em um evento do Picnik, projeto que reúne moda, gastronomia, música e outras atrações em áreas públicas da cidade. Será na Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano. A controladoria levará informações sobre o tema combate à corrupção.

Entrega de relatórios do programa Controladoria na Escola

Logo após a apresentação do portal, alunos de cinco colégios públicos entregaram relatórios do Controladoria na Escola, em que apontam aspectos a melhorar nas instituições. Os documentos foram entregues ao governador, ao controlador-geral do DF, ao secretário de Educação, Júlio Gregório Filho, e à colaboradora do governo Márcia Rollemberg.

Logo após a apresentação do portal, alunos de cinco colégios públicos entregaram relatórios do Controladoria na Escola, em que apontam aspectos a melhorar nas instituições.
Logo após a apresentação do portal, alunos de cinco colégios públicos entregaram relatórios do Controladoria na Escola. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

O resultado da auditoria dos estudantes do Centro de Ensino Fundamental 404, de Samambaia, foi apresentado no evento. Para Ziller, o que se viu superou as expectativas. “As responsáveis pela limpeza relataram menor quantidade de lixo, e os alunos fizeram uma horta para melhorar a qualidade da merenda. Eles perceberam que a escola é deles e eles, da escola”, afirmou. “A coordenação do colégio informou, ainda, uma melhoria no desempenho deles.”

Os alunos e diretores representantes das instituições contempladas citaram os avanços do Controladoria na Escola. Sobre a aplicação de recursos públicos, todos reivindicaram que o Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf) se torne lei.

Para o governador, tanto a maior participação dos alunos na solução de problemas das escolas quanto a transformação do Pdaf em lei devem representar avanços. “O Controladoria na Escola envolve os estudantes na identificação e na solução dos problemas da instituição. Isso faz com que eles saibam, por exemplo, que, se depredam um banheiro, perdem recursos que poderiam ser investidos na melhoria do colégio”, disse. “Queremos transformar o Pdaf em lei, ampliar os recursos e definir o cronograma da liberação, mas é importante que os diretores prestem contas dos gastos.”

O secretário de Educação, Júlio Gregório Filho, ressaltou que 2015 foi o ano de maior execução de recursos do programa. “Fizemos a maior execução dos recursos do Pdaf na história do DF no ano passado, mas a prestação de contas, de cada item que é pago, é imprescindível”, observou.

Pandora: PF diz que equipamento não pode ser periciado

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Defesa vai pedir que provas feitas com o equipamento sejam prejudicadas e anuladas

Do Portal NBN Brasil


Em resposta a solicitação do juiz Atalá Correia, da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o delegado da Polícia Federal, Eduardo Márcio Santos Galdino da Silva, afirma não ser possível localizar o equipamento usado para captação de áudio e vídeo na Residência Oficial de Águas Claras, durante a Operação Caixa de Pandora.

O ofício nº 20/2015, assinado pelo delegado, é datado de 11 de março de 2015, dois meses depois de outra gravação polêmica entre o magistrado e integrantes do Ministério Público. No vídeo, publicado à época pelo Blog do jornalista Ricardo Callado, é demonstrada preocupação com a perícia no equipamento.

Na terça-feira (6), após pedido de vista do ministro Felix Fischer, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu decisão que autorizou a realização de perícia no equipamento utilizado por Durval Barbosa, ex-secretário do governo do Distrito Federal, em gravações que embasaram suas denúncias contra o ex-governador José Roberto Arruda na Operação Caixa de Pandora.

O julgamento foi concluído nesta terça-feira. No recurso em habeas corpus, a defesa do ex-governador Arruda alegava a suspeição do magistrado condutor da instrução criminal e pedia a anulação de atos processuais.

A defesa solicitou a declaração de nulidade dos atos praticados pelo juiz da 7ª Vara Criminal de Brasília, por entender que conversas ocorridas entre o magistrado e promotores poderiam ter influenciado nas decisões do processo, pois após o diálogo, o juiz reconsiderou uma decisão e indeferiu a perícia no equipamento de gravação.

O advogado André Gomes, que faz a defesa do ex-deputado Berinaldo Pontes, anuncia que irá pedir a anulação das provas. “Como o equipamento não existe mais, não será possível saber se as provas foram editadas ou não. Se tiraram frases fora do contexto da conversa. Por isso, essas provas estão prejudicadas, devem ser anuladas e retiradas do processo”.

Teor do ofício

O delegado que assina o ofício é também chefe da Divisão de Contrainteligência Policial, da Diretoria e Inteligência Policial da PF. Eduardo Santos afirma:

“Se os equipamentos de captação de áudio e vídeo ambiental utilizados para produção dos registros constantes no Relatório de Captação Ambiental juntado pelo MPDFT aos autos foram mantidos em custódio”, o delegado responde que “os equipamentos em questão não foram mantidos em custódia, vez que os equipamentos dessa natureza são utilizados constantemente em diversas operações da Polícia Federal, sendo que, pelo custo do equipamento e pela demanda operacional, não há condições de se custodiar todos os equipamentos utilizados a cada diligência, sob pena de se inviabilizar a continuidade de outras investigações por falta de aparelhos disponíveis.

No ofício, o delegado salienta que no caso em questão, a intercepção ambiental foi realizada em 2009, ou seja, “caso custodiado para fins de perícia, os equipamentos utilizados estariam parados por seis anos aguardando perícia ao invés de serem aproveitados em outros trabalhos, como efetivamente ocorreu”.

O juiz pergunta ainda ao chefe da Divisão de Contrainteligência Policial da PF “se podem ser identificados, ainda pelo modelo”. O delegado responde que “tais equipamentos são de difícil identificação, vez que todos os dados relacionados à diligência e materiais constam nos documentos produzidos à época, nos termos dos protocolos internos de utilização, não sendo localizado nos registros internos qualquer referência aos recursos materiais utilizados.

O delegado finaliza: “Não se mostra viável o atendimento da requisição dos dispositivos para disponibiliza-los aos peritos”.

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Gravação polêmica

Uma conversa entre o juiz Atala Correia, então titular da 7ª Vara Criminal de Brasília, e os promotores de Justiça Carlos Augusto Silva Nina e Sérgio Bruno Cabral Fernandes, em 23 de janeiro de 2015, foi gravada durante intervalo de audiência de instrução no processo da Operação Caixa de Pandora em que o réu é o ex-deputado distrital Berinaldo Pontes.

A gravação revela suposta manipulação das perícias e de provas, além de que todos os vídeos gravados pelo delator Durval Barbosa foram editados. Mostra, ainda, uma ação combinada entre Judiciário e Ministério Público, atropelando ações básicas, como o pedido da Polícia Federal para perícia do aparelho que foi usado para editar. O mesmo pedido foi feito pela defesa do ex-governador José Roberto Arruda.

A gravação rendeu uma ação por parte da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), além de ações impetradas pelos advogados do ex-governador José Roberto Arruda e do ex-deputado Berinaldo Pontes, com base no artigo 5o, LXVIII, da Constituição da República e nos artigos 647 e 648 do Código de Processo Penal. A ação é um habeas corpus, com pedido de liminar, que foi analisado pelo STJ, já que não foi aceito pelo TJDFT.

Veja o teor do parecer técnico da gravação feita durante a audiência

PARECER TÉCNICO:

 

Ref: Processo nº 2013.01.1.188163-3

7ª Vara Criminal da Circunscrição Judiciária de Brasília-DF

 

Dr. Eng. João Carlos Pinheiro Beck

Diplomado em Física – UFRGS – MEC 70865

Diplomado em Engenharia Metalúrgica – UFRGS – CREA 36218

Perito Criminalístico – Escola Superior de Polícia Civil

Ex-professor da Escola Superior da Polícia Civil

Mestre em Engenharia Metalúrgica – UFRGS

Doutor em Ciência dos Materiais – UFRGS

Professor Titular de Física (aposentado) do MINISTÉRIO DA DEFESA (CMPA)

Professor Titular aposentado da FENG-PUCRS.

Avaliador de Projetos de Engenharia do SEBRAE.

Em Física e Engenharia tem cinco livros publicados.

Já realizou mais de 1200 Perícias, Levantamentos, Informações e Trabalhos Técnicos.

Apresenta mais de 150 publicações em Congressos, Revistas e Periódicos, tanto Nacionais quanto Internacionais.

Porto Alegre,08 de setembro de 2015.

 

 1. HISTÓRICO

Em julho de 2015, a Defesa do Sr. José Roberto Arruda, trouxe a nosso conhecimento um arquivo de vídeo, referente a áudio ambiental, obtido durante o depoimento de testemunhas, no Processo de número 2013.01.1.188163-3, que tramita perante a 7ª Vara Criminal da Circunscrição Judiciária de Brasília-DF.

A solicitação da Defesa foi para que emitíssemos nosso Parecer Técnico, após exame pericial no arquivo de vídeo atinente a gravação do depoimento da testemunha Durval Barbosa Rodrigues, em particular à Transcrição de trecho do áudio do vídeo.

O material questionado nos foi encaminhado em formato eletrônico, conforme será descrito.

2. OBJETIVO DO EXAME PERICIAL

O trabalho a ser executado tem como objetivo a realização da Perícia de Análise de Conteúdo de vídeo, bem como a Transcrição de trecho do respectivo áudio.

3. MATERIAL RECEBIDO PARA EXAME

O material enviado para Perícia compreendeu, especificamente, um arquivo de vídeo, denominado “TESTEMUNHA – DURVAL_9.ts”, o qual apresentava as seguintes propriedades(Figura 01).

As principais informações sobre o vídeo e os Hashes identificadores estão apresentados a seguir.

Formato: MPEG-TS

Duração: 12 min 23 s

Tamanho: 89.8 MB

Resolução: 320 x 240 pixels

Taxa de quadros: 30 FPS

Áudio: 2CH 44kHz 128 kbps

Hashes

SHA256: ac3033d1f76bdc7802c8ec0f1ec3c4d5eb2389ceba9ada2226fc2e0559d21db4

MD5: 2bf601c3ff72b8ac828ff6abf0e4c75c

04

Figura 01 – Características do arquivo de vídeo examinado.

4. MATERIAIS E MÉTODOS UTILIZADOS

4.1. Equipamentos e softwares utilizados

O material utilizado foi essencialmente o abaixo descrito:

  • microcomputador Acer Processador Intel(R) Core(TM) i5-5200U;
  • software, para análise propriedades de arquivos MediaInfo (versão 0.7.20);
  • software de análise acústica Adobe Audition, versão3.0 e Praat, versão 5.3.68;
  • fones de ouvido, marca Roland, modelo RH-200S;

4.2. Linhas gerais do desenvolvimento da Análise de Conteúdo

A Análise de Conteúdo é regularmente executada sobre registros que apresentem dificuldades de compreensão, uma vez que, do contrário, a simples reprodução do registro permitiria a depreensão de seu conteúdo. De maneira geral, envolve os seguintes procedimentos:1) a alteração das condições de apresentação do sinal de áudio, permitindo melhoria na depreensão do conteúdo; 2) o estabelecimento dos critérios de notação utilizados na descrição do conteúdo do áudio; 3) a localização de temáticas, sinopse e apontamentos relevantes e; 4) a confecção do Anexo Digital onde constam as faixas de áudio para fácil e sistematizada oitiva.

4.2.1.Alteração da qualidade acústica do sinal

Cumpre informar que, para que os procedimentos empregados no trabalho de tratamento de sinal (sendo mais freqüente a aplicação de ferramentas de ganho de intensidade e de filtragem em frequências e faixas de frequências específicas) resultem em uma qualidade suficientemente melhorada, de forma a permitir razoável inteligibilidade das enunciações, necessita-se que o material questionado tenha condições mínimas de análise. Em gravações ambientais, como a do caso em tela, tem-se uma série de eventos adversos que afetam o registro satisfatório do sinal vocal, o que, mesmo com os amplos recursos decorrentes de ferramentas existentes nos softwares disponíveis, prejudica ou mesmo inviabiliza o alcance do resultado desejável.

4.2.2.  Critérios de notação adotados

Para facilitar a compreensão da descrição adiante apresentada, foram adotados os seguintes critérios de notação:

  1. Nas situações em que os locutores identificarem-se ou forem identificados pelo(s) interlocultor(es) no transcorrer dos diálogos, serão a partir de então, identificados por seus supostos nomes;
  2. Os signos linguísticos “VM”e “VF” serão utilizados para locutores não identificados no discurso, quando suas qualidades/características vocais forem determinantes de falante masculino ou falante feminino, respectivamente;
  3. Havendo de mais de um locutor de mesmo gênero não identificado no discurso, esses serão diferenciados por algarismos arábicos, seqüencialmente posposto aos signos identificadores de gênero, iniciados em 1, assim (“VM1”, “VF1”);
  4. O signo“VF?” indicará elocução de voz com características femininas em condições que impedem correlação com outras vozes do mesmo diálogo;
  5. O signo “…” será empregado para indicar uma pausa, hesitação ou idéia de intenção de prosseguimento na sequência de enunciação do falante;
  6. O signo“/” representará uma interrupção abrupta no discurso;
  7. O signo“{…}” indicará ininteligibilidade de palavra(s) ou frase(s);
  8. O signo“{a palavra}” apresentará, em caso de dúvida na compreensão de alguma palavra ou frase, a forma presumida;
  9. O signo“( )” portarão as observações paralelas à transposição;
  10. A fidedignidade quanto à pronúncia do que é dito poderá ser priorizada em detrimento de normas ortográficas ou regras de pontuação, sendo os segmentos de fala, que forem literalmente reproduzidos, apresentados entre aspas (“ ”);
  11. O tempo zero foi atribuído ao início da reprodução do áudio questionado (no formato wave), sendo qualquer referência temporal feita em “mm:ss.ms” (onde “mm” diz respeito aos minutos, “ss” aos segundos e “ms” aos milésimos de segundo), os últimos utilizados apenas quando for necessária maior precisão.

    5. PROCEDIMENTOS INICIAIS

5.1. Exploração e cópia do conteúdo do vídeo

Na exploração do vídeo periciado, constatou-se tratar-se de imagens e áudio referentes ao trecho final do depoimento do Sr. Durval Barbosa, o intervalo e o início da oitiva da próxima testemunha, sendo identificada como Berinaldo.

O áudio transcrito aqui foi registrado no intervalo dos depoimentos de Durval e Berinaldo, em virtude do equipamento de gravação ter permanecido ligado durante o recesso dos trabalhos. A Figura a seguir ilustra três quadros extraídos do vídeo, nos instantes iniciais, intermediário e final à gravação.

01

Figura 02–Da esquerda para a direita, quadros extraídos do vídeo, em instante inicial, intermediário e final.

6. RESULTADOS

6.1. Da Análise de Conteúdo

Arquivo “TESTEMUNHA – DURVAL_9″ 00:00 a 02:10 Trecho 1
(Trecho inicial, até o início do recesso dos trabalhos, quando a testemunha Durval deixa o recinto para a entrada da próxima testemunha, identificada como Berinaldo)

Ruídos. Ininteligível.

(00:20) VF?: {… o senhor não precisa mais das folhas de {papel}?  Folha.

VM1: Então, após a assinatura o senhor tá…

Durval: {Não mais que ir?}

VM1: … dispensado, agradeço a colaboração.

VM?: {Expedir}.

VM1: Não temos mais audiências marcadas, por enquanto.

Durval: {Aham}. Não.

VM1: Tem uma audiência do Arruda agora em, em fevereiro, mas o senhor não, num tá…

VF2: O senhor assina …

VM1: E vamo, vamo ver agora os processos com um réu, já tão mais ou menos instruídos. Agora vai demorar um pouco pra gente voltar a marcar as audiências.

Ininteligível.

(01:03) VM1: {Vamo} ver o que eu consigo fazer em termos de, de cronograma.

Durval: Tô dispensado, Excelência?

VM1: Dispensado, agradeço a presença e colaboração. Obrigado {doutora}.

Durval: Obrigado.

Advogada: Boa tarde (em sobreposição a VM?)

VM1: Boa tarde, boa tarde.

VM2: Boa tarde.

VF?: Boa tarde, Doutora.

VM1: Senhor Berinaldo, o senhor pode inicialmente franquear o direito da entrevista com os doutores, tá? O senhor pode se sentar aqui, por favor?

VM1: {Sim, peraí só um segundo, {pra eu ir} ao toalete? (trecho ininteligível)

VM?: {Segundo a testemunha, o pessoal tá …} (trecho ininteligível) {desconhecimento do exame}. {Pra isso ele usou totalmente um, uma…}

VM1: Não tem problema, {até que foi mais rápido} do que eu imaginava (trecho ininteligível em sobreposição).

VM1: Doutores, os senhores querem fazer uma pausa pro banheiro, toalete?

VM?: Talvez fosse {…}

VM1: Se o senhor quiser.

VF?: Quantos minutos, {Vsa.} Excelência?

VM1: Acho {que} 5 a 10 minutos, no máximo.

VF?: Ótimo, dá tempo de {…} um pouco.

VM1: Só um instantinho.

VF?: Levantar um alvará (riso).

VM1: Se os senhores quiserem vir aqui, {comigo}.

VF?: Ok.

VM?: Ininteligível.

VF?: Sua caneta.

VM (Berinaldo?): Obrigado.

(02:10) VM?: Licença.

 

Arquivo “TESTEMUNHA – DURVAL_9″ 02:11 a 03:48 Trecho 2
(Trecho com vários tipos de ruídos de fundo, como passos, ranger de portas, vozes distantes/sussurradas, etc.).

(02:33) VM?: Oi, {tinha que falar comigo, cara?}

VM?: É um pedido junto a … (ininteligível), não sei o que significa.

VM?: {Senta aqui?}.

VM?: (Ininteligível). Como ele foi agora afastado, digamos assim.

(2:50) VM?: {Aquele perito é um problema. Quem ganhou foi a} polícia. Eles guardam tudo.

VM?: Até hoje?

VM?: Ficou com ele, em lugar inacessível, por estratégia ou esquecimento não mandou.

VM?: (ininteligível) pra conseguir esse CD.

(Trecho sussurrado ininteligível)

VM?: Não sei se {é isso …}.

(03:17)VM?: Não tem visto nenhum {cumprir}.

(03:23) VM?: Na boa fé, {o vídeo tá muito cortado. Tem muita mídia assim. Ele não queria deixar mais nenhum entrar}.

(Trecho sussurrado – ininteligível)

VM?: É, tranquilo.

(03:47) VM?: Como se fosse assim.

Arquivo “TESTEMUNHA – DURVAL_9″ 03:48 a 06:09 Trecho 3
(03:48) VM1: Queria comentar,eu tô, no final do ano passado eu consegui…

VM?: Cadeira.

VM1: despachar o, sanear um deles.

VM?: Qual deles?

VM1: Mais um do, o processo José {Celso Gontijo}, os empresários, já.

VM?: Ah.

VM1: Eu devo aí, tentar sanear mais, com mais velocidade. {Só que} eu devo, ainda tô, {assim}, eu gostaria de avançar um pouco mais na compra do apoio político.

VM?: Uhum.

(04:18) VM1: E eles pediram várias perícias nas mídias. A gente viu nesses últimos meses {aí, nessas mídias} especificamente.

VM?: {Uhum.}

VM1: Isso me tomou um tempo, {cara}. Eu devo despachar sobre perícias nessas mídias ou não…

VM?: Entendi. A gente {tem conversado, é debatido lá em relação a essa questão das} perícias, fica sempre naquela dúvida, né? Deixar, concordar, pra alegarem depois nulidade, mas a gente não sabe lá, o quê que vir, {levar isso} né?

(04:45) VM1: É. Eu tô assim.

VM?: (Sobreposição de falas) {…que a gente tem muito de}, por exemplo,  com a questão do equipamento. A gente sabe {em off} que o equipamento eles mudam toda hora, né? {Que} não deve ter mais esse equipamento, né?

VF?: Doutor (ininteligível, em sobreposição).

VM1: {Eu não}, eu só precisaria dessa, dessa confirmação.

VM?: Pois é, mas o “perisso”, o perito na última vez, “como assim?”, em vez de responder isso, até porque não sabe, isso vai pra Polícia Federal, ele requisitou o, o aparelho.

VM1: {Não, se o setor} esclarecesse se tem aparelho ou não.

VM?: É, aí. Mas ele diz que é possível fazer, e tal. {O problema é} a defesa dizer, olha, o aparelho não existe mais, porque se existisse, nós íamos conseguir fazer, provar alguma coisa (Trecho com sobreposição de falas).

VM1: É mas, eu acho assim, se o aparelho não existe mais, isso aí é uma questão…

(05:28) VF?: {Tem, porque eu vi o aparelho}. (Trecho em sobreposição ininteligível).

VM?: É, porquê… Mas a defesa é fogo se existisse o aparelho, se estivesse…

(05:34) VM1: Mas isso aí, isso é um problema que vai caber ao STJ, ele vai ter que decidir o seguinte, se daqui pra frente toda escuta a gente vai ter que custodiar o aparelho, pra vida eterna? Ou não.

VM?: É, o perito, ele poderia simplesmente resolver a situação, no curto prazo, {dizendo o seguinte} não, a perícia é sobre a mídia, e sim na mídia, não é no aparelho, não é? {Em face} do aparelho poder ou não poder {fazer o que a gente busca saber}…

VF?: Mas, tem.

VM?: … leva a conclusão de que, a mídia pode ser, não precisa do aparelho pra concluir sobre a edição da mídia.

VF?: Mas, ele podia… (trecho em sobreposição).

(06:05) VM1: Como essa é uma questão {técnica, assim},eu, eu, eu não tô tão preocupado com …

 

Arquivo “TESTEMUNHA – DURVAL_9″ 06:10 a 07:44 Trecho 4
(06:10)VF?: Dei pausa aqui, que eu tô gravando {um CD} aqui (em sobreposição à fala de VM1).

VM1: Tá bom.

VF?: Te interrompendo, tem um…

VM1: Tá bom. Deixa separadinho pra mim. A gente vai.

VF?: Tá. Uhum, entendi.

VF?: Deixei aqui, {daí quando voltar é só retomar, pra não ficar gravando…}.

VM?: {…} outra coisa pra falar com o senhor, é que agora na defesa, que já está lá na minha mesa, o Omésio pediu. {A primeira vez que pediu}, o processo integral do {colaboração} premiada.

(06:46) VM1: É o que eu lhe disse de {…}.

VM?: Vou só fazer uma memória pro senhor do quê que aconteceu, do que vinha acontecendo. O Durval tem processos em quase todas as áreas criminais, né? O quê que a gente fazia? A gente levava o processo debaixo do braço. E o Juiz {falava:} O quê que senhor quer? O senhor quer ter?

VM1: Pedir homologação também, né?

VM?: É,fazer homologação, como tá sendo feita até lá na, na Lava Jato.

VM1: Eu acho.

VM?: É do contrato. E não dos depoimentos. Então, o que a gente tem lá hoje são duas caixas. (Ininteligível) que vai prestar depoimento. Ele pode prestar contas (ininteligível), faz uma petiçãozinha e falar, oh prestei o depoimento na CGU.

VM?: Agora sim.

VM?: Prestei depoimento e tal. Então vai ter depoimentos que não tem nada a ver com {esses autos/esse Santos}. E, e aí que tem a questão de ser sigiloso, não sei. A gente {tá com, querendo dizer que, a gente não tem o processoaí, mas se a gente tiver do contrato…}.

(7:43) VM?: {Os depoimentos que estavam feitos} sobre esses fatos, já estão decididos. É isso (trecho com sobreposição de falas e ruídos).

 

Arquivo “TESTEMUNHA – DURVAL_9″ 07:47 a 09:08 Trecho 5
(Trecho com sobreposição de falas e ruídos).

(07.47)VM1: Não tô preocupado com isso.

VM?: (Ininteligível) {… esses troços andam …}.

VM1: {A coisa} tá muito.

VM?: É muito, {independente de todo mundo, há a possibilidade de (ininteligível) os autos originais.}

VM1: (Ininteligível) {Não, não tenho a necessidade disso}. Acho que era mais pra, mais pra falar.

(Vozes sobrepostas, trecho ininteligível).

VM1: {O prejuízo, tem alguns juízes que parecem}.

VM?: Picota, certo? Ok?

VM?: Mas não vamo se ater a discussão da tal edição.

VM1: Agora me diga uma coisa, os vídeos essenciais para acusação, são esses vídeos periciados?

(08:27) VM?: São. São esses periciados. Tem uns que mais de, mais de uma versão, né? Por exemplo, o {inquirido}. Tem alguns, por trás ele pediu pra botar uma tarja preta. Lá atrás ele (ininteligível).

(Ruídos. Vozes Sobrepostas.)

(08:45)VM?: Esses sem a tarja preta, é. Esses, que tem a tarja preta, devem estar como os áudios, não foram periciados. E mesmo assim (ininteligível). Aí tem a cumplicidade. Aí você queria apresentar sem {requerer/tu ler, tarja preta}, pra deixar como “ele entregou um CD”.

Trecho com ruído de fundo.

(09:08) VM1: Podemos? Vamos?

A audiência é reiniciada.

Os tempos citados são aproximados, sem a informação das frações de segundo. Os trechos em destaque possuem áudio associado, no Anexo Digital. Na transcrição apresentada, infere-se que VM1 refere-se à voz do Juiz ATALÁ CORREIA, e as demais vozes masculinas referem, possivelmente, aos promotores. Embora a aquisição ambiental do áudio tenha sido feita com os falantes (fontes sonoras) distantes do microfone, em muitos trechos com intensidade baixa (voz sussurrada), constata-sehaver uma conversa entre o Juiz e os Promotores, com duração aproximada de 7 minutos, entre os instantes do vídeo com início em 2:09 e término em 9:08, alusiva a perícias em áudios / mídias, bem como a existência de “vídeos com tarja preta”, referente a vídeos “editados”, conforme infere-se do contexto degravado.

7. CONCLUSÃO

Em atendimento ao solicitado pela defesa de José Roberto Arruda, considerando o definido no item “2. OBJETIVO DO EXAME PERICIAL”, procedemos aos exames considerados pertinentes.

Sobre o material encaminhado, trata-se de arquivo de vídeo com áudio integrado, sendo seu conteúdo o exposto no item “6. RESULTADOS”, subitem “6.1. Da Análise de Conteúdo”.

A Transcrição de trecho do áudio entre os instantes do vídeo com início em 2:09 e término em 9:08 mostra conversa entre Juiz e promotores, sobre tema relativo a perícias em equipamentos e exames de verificação de edição em mídias.

 8. OBSERVAÇÕES FINAIS

Descarta-se o material recebido para perícia, descrito no item “3. MATERIAL RECEBIDO PARA EXAMES”.

Acompanhando este Laudo Pericial, segue o CD-R (Anexo Digital) referido no item 4.2., no qual constam os trechos de áudio cujos conteúdos foram descritos. Identificando o referido CD há na face de estampa, entre outros lançamentos, a sequência alfanumérica (MD5) do arquivo intitulado “arquivo_de_verificação.md5”, escolhido como identificador geral do CD, sendo esta: “0ddc991fdb94fb83b211573ff96bccb4”. Reitera-se que os procedimentos para verificação da integridade dos dados contidos no CD estão detalhadamente descritos no arquivo “manual.htm” do Anexo Digital.

Nada mais havendo a lavrar, encerramos o presente Parecer Técnico que contém 13 (treze) páginas impressas somente no anverso e, depois de lido e achado conforme, segue devidamente assinada a última e rubricadas as demais.

À disposição para esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários.

Atenciosamente,

João Carlos Pinheiro Beck

Assistente Técnico

Relator

Encontro Mundial de Capoeira acontece até o dia 11 em Brasília e Formosa

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O Centro Cultural de Capoeira Raízes do Brasil realiza o 18° Encontro das Américas, Europa e África de Capoeira, de 8 a 11 de dezembro, em Brasília e Formosa (GO).

Com a missão de difundir a cultura da Capoeira e das demais tradições afro-brasileiras esta edição do encontro reunirá capoeiristas de diversos lugares do mundo, como Noruega, Estados Unidos e São Tomé e Príncipe, promovendo assim o intercâmbio cultural por meio de palestras e seminários que abordarão temas atuais relacionados à educação, cultura, saúde e o desenvolvimento da Capoeira.

O Mestre Ralil, fundador da Associação de Capoeira Raízes do Brasil vai formar cinco mestres capoeiristas de estados diferentes durante o encontro, além de graduações de capoeiristas de outros países.

Ralil coordena a associação, que conta hoje com aproximadamente 500 alunos em Brasília e 11 mil integrantes no Brasil e no exterior.  Além disso, ele treina e ministra aulas na sede do grupo, na capital federal.

Brasiliense, Ralil dedica-se à valorização e ao ensino da capoeira há mais de 30 anos. O grupo Raízes do Brasil nasceu em Brasília, em 1980 e é liderado pelo Mestre Ralil.

 

SERVIÇO

18° Encontro das Américas, Europa e África de Capoeira

Data: 8 e 9 de dezembro em Brasília – 10 e 11 em Formosa (GO)

*Dia 9, às 20h30 – Show de Capoeira, formatura e elevação de grau do Mestre Ralil – Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Entrada: 1kg de alimento não perecível)

GDF lança edital de chamamento público para PPP do Parque da Cidade

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Empresários que queiram gerir o Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek têm até 23 de janeiro para requerer autorização para desenvolver estudos técnicos do empreendimento. O governo de Brasília lançou nesta quinta-feira (9) edital de chamamento público para manifestação de interesse em firmar parceria na reforma, manutenção, modernização e operação do espaço. O extrato foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal.

O requerimento deve ser entregue à Subsecretaria de Parcerias Público-Privadas, no prédio da Secretaria de Fazenda (Setor Bancário Norte, Quadra 2, Bloco A, Ed. Vale do Rio Doce, Sala 902), das 9 às 17 horas, de segunda a sexta-feira. A partir da autorização, os selecionados terão 90 dias para fazer os levantamentos e apresentá-los ao governo. As análises podem ser usadas como base para elaboração do edital de licitação.

Parque da Cidade

Com 4,2 milhões de metros quadrados, o Sarah Kubitschek é o segundo maior parque urbano do mundo, superado apenas pelo Phoenix Park, em Dublin, na Irlanda. Recebe, em média, 14 mil pessoas de segunda a sexta-feira e 37 mil nos fins de semana. Em eventos especiais, o público sobe para 80 mil.

O espaço é aberto todos os dias das 5 horas à meia noite. Dispõe de 49 churrasqueiras e 11 campos de futebol (três de grama e oito de areia). Quadras, são 29 — 14 delas poliesportivas, cinco de tênis e uma de frescobol. As outras nove são de vôlei de praia (5), de saibro (2) e de futevôlei (2). Existem ainda seis playgrounds, 16 banheiros e seis parques infantis.

Toda a infraestrutura é explorada hoje por 45 permissionários, entre áreas de diversão (Nicolândia Park), kartódromo, restaurantes, bares, serviço de massoterapia, quiosques e hípica.

Apesar de receber diversas atividades, o parque é deficitário. Em 2015, o governo arrecadou cerca de R$ 350 mil com receitas advindas de permissionários, eventos e publicidade, mas gastou cerca de R$ 5,5 milhões com limpeza, segurança, água e energia.

A ideia é tornar sustentável o uso do parque. “Este foi um ano de alavancar as parcerias. Espero que 2017 seja o de fazer sair do papel, para termos espaços com melhor gestão e menos gastos públicos”, diz o subsecretário de Parcerias Público-Privadas, da Secretaria de Fazenda, Rossini Dias.

Projetos de parceria público-privada

Outra novidade é a permissão para dois consórcios desenvolverem estudos no Complexo Esportivo e de Lazer do Guará. Um deles optou por fazer levantamento para o Estádio Otoni Filho, o Ginásio de Esportes e o Clube Vizinhança, enquanto o outro apenas para o Kartódromo Ayrton Senna.

Também em fase de estudos estão os projetos da iluminação pública, o da Transbrasília e o do Shopping Popular de Brasília. No âmbito da Secretaria de Fazenda, o mais avançado é o andamento do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, já com edital de licitação lançado.

Sob domínio da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), estão em curso os projetos de parcerias do Arenaplex, nome dado ao Complexo Esportivo Ayrton Senna, do Mirante Flor do Cerrado e da nova saída norte, todos em fase de estudos.

Fecha a lista da empresa pública o Autódromo Internacional Nelson Piquet, apresentado para empresários na terça-feira (7).

Quase tão avançada quanto a do Centro de Convenções está a concessão da estação do metrô Estrada Parque, feita no âmbito da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF). O projeto está no Tribunal de Contas do Distrito Federal.

Mais informações em www.parceria.df.gov.br.

Rodrigo Rollemberg não aprova a candidatura de Joe Valle à Presidência da Câmara

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Por Ana Maria Campos, da coluna Eixo Capital – O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) está em campo para ajudar a decidir a eleição do novo presidente da Câmara Legislativa. Com a base rachada em duas candidaturas, ele dobrou o empenho para convencer os deputados a votarem em Agaciel Maia (PR). Tem chamado um a um os deputados para pedir voto. Para Rollemberg, está em jogo o equilíbrio do Executivo nos próximos dois anos. Ele acredita na lealdade de Agaciel para conduzir os projetos de interesse do GDF na Casa. Perder essa disputa pode significar maremotos até a eleição de 2018, inclusive com a votação de pedidos de impeachment e CPIs incômodas. Mais do que isso, pode provocar a dificuldade de aprovação de matérias indispensáveis para o dia-a-dia do governo. Não à toa o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), potencial candidato ao Buriti, também participa das negociações. Quer alguém de seu grupo político no comando da Câmara. Em questão, a sucessão no governo em 2018.

 

Petistas são o fiel da balança

A bancada do PT pode decidir a eleição na Câmara Legislativa. Num quórum de 24 deputados, em que a união de 13 distritais elege o presidente, os votos dos três petistas estão sendo cobiçados. Chico Vigilante não esconde o apoio à candidatura de Agaciel Maia (PR), mas Ricardo Vale e Wasny de Roure têm conversado também o rival dele, Joe Valle (PDT). Os dois concorrentes ofereceram a Ricardo Vale o cargo de vice-presidente da Câmara. Mas, apesar de todo o embate de Rollemberg com o governo anterior, de Agnelo Queiroz, hoje os petistas tendem a dar a vitória ao GDF.

 

Exemplos do passado

O poder do Executivo nas negociações para a presidência da Câmara Legislativa é grande, mas não soberano. Há vários exemplos de derrotas do candidato do governador nas disputas para a Mesa Diretora. Joaquim Roriz, em 2004, foi atropelado pela candidatura de Fábio Barcellos, articulada pela então deputada Eliana Pedrosa. Roriz queria Pedro Passos, mas não emplacou. José Roberto Arruda também preferia Raimundo Ribeiro e Eurides Brito a Alírio Neto e Leonardo Prudente, que se elegeram sucessivamente durante o mandato dele. Isso não significou falta de habilidade política. Roriz e Arruda tinham esse atributo. Por isso, não é impossível que Rodrigo Rollemberg acabe vendo a candidatura de Agaciel Maia (PR) naufragar.

 

No voto

Líder do bloco com cinco deputados, do PDT, Rede e PV, o deputado Reginaldo Veras (PDT) garante: nosso candidato é Joe Valle (PDT), vamos ganhar ou perder no voto. Para tentar desmontar o grupo, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) ofereceu a Reginaldo uma composição com Agaciel para que o pedetista seja o vice-presidente da Câmara.

 

Distantes

Rodrigo Rollemberg não aprova a candidatura de Joe Valle à Presidência da Câmara. Apesar do espaço que Joe dispõe no Executivo, com a indicação dos secretários de Agricultura e de Trabalho, Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Igualdade Racial, os dois não se bicam. A relação já era difícil quando Joe estava filiado ao PSB e quase foi expulso pelas relações próximas com petistas como Gilberto Carvalho. Na época, Rollemberg se afastou do PT e se declarou oposição a Agnelo, dois anos antes de disputar o Palácio do Buriti. Ironicamente, agora a tendência é de que os petistas sigam com Rollemberg e não com Joe.

 

 A pergunta que não quer calar….

Qual é a moeda nas negociações em curso para o comando da Câmara Legislativa?

Em nota oficial, PPS-DF sai em defesa de Celina Leão e Raimundo Ribeiro

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O PPS do Distrito Federal divulgou uma nota oficial equidade com deputados denunciados. O partido sai em defesa dos deputados Celina Leão e Raimundo Ribeiro e afirma respeitar o judiciário. Também questiona o porquê da ex-vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, Liliane Roriz (PTB), não ter sido citada na denúncia que pede a cassação dos cinco deputados. Veja a nota:

Executiva Regional pede equidade com deputados denunciados

A Comissão Executiva Regional do PPS do Distrito Federal, ante os desdobramentos jurídicos que até o momento resultaram das denúncias envolvendo os deputados Raimundo Ribeiro e Celina Leão no episódio que estranhamente os afastou juntamente aos demais membros da direção da Mesa da Câmara Legislativa vem a público para, mais uma vez, afirmar sua crença na justiça, o  seu respeito às instituições do Estado brasileiro e, sobretudo, sua esperança de que a verdade, enfim prevaleça sobre as suposições.

Ocorre que, diante de uma atitude tão inusitada quanto foi a decisão da justiça ao acatar o extemporâneo pedido do Ministério Público para afastar liminarmente toda a direção da Casa, incluindo aí a presidente de um dos poderes constituídos do Distrito Federal, todos esperávamos logo a seguir as explicações que a isso justificasse. O que, mesmo após o oferecimento de denúncia, ainda não acatada pelo TJDFT, não resta apontado, haja vista que nenhum fato novo ou que efetivamente sugira o cometimento de ilícitos foi observado na peça acusatória.

Entretanto, na denúncia do MP que pede inclusive a cassação dos mandatos dos parlamentares, consta que foram apagados cerca de 54 mil arquivos dos computadores do gabinete da deputada Liliane Roriz, a denunciante do suposto desvio, obra de três de seus assessores. E, apesar disso, Liliane não é mencionada na peça acusatória, para não falar de diversas outras suposições de ilícitos por ela cometidos. Por outro lado, causa espanto observar o quanto se beneficiou o governador Rollemberg nesse período de afastamento da Mesa, na qual estavam dois de seus declarados adversários políticos, a deputada Celina e o deputado Raimundo Ribeiro, e é digno de nota, o fato de que tudo se deu em meio a escândalos e às apurações de denúncias de desvios por parte da cúpula do governo, no auge dos depoimentos da CPI da Saúde, com graves suspeitas sobre o interesse do governador na adoção de Organizações Sociais, as chamadas OSs na gestão da Saúde.

Frente a tudo isso, o PPS mais uma vez se solidariza com os deputados Raimundo Ribeiro e Celina Leão, na busca da verdade e na defesa de suas inocências. Ao mesmo tempo, espera que a justiça se faça com a equidade requerida, para que mais uma vez reputações não sejam destruídas à custa apenas de suposições ou em torno dessa delicada conjuntura policialesca que vem tomando conta da política e transformando meras conjecturas em verdades absolutas.

Brasília-DF, 08 de dezembro de 2016.

Executiva Regional do PPS do Distrito Federal.

Rollemberg lança o Orla Livre e promete participação popular no projeto

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O Plano Orla Livre é um conjunto de ações que vai revitalizar 38 quilômetros de margem do Lago Paranoá

O governador Rodrigo Rollemberg lançou, na tarde desta quinta-feira (08), por decreto, o projeto Orla Livre. A participação popular para desenvolver a ideia é uma das novidades apresentadas. O brasiliense pode enviar sugestões pelo site www.orlalivre.df.gov.br.

 

O Orla Livre é um conjunto de ações que vai revitalizar 38 quilômetros de margem do Lago Paranoá. E o cidadão é que vai dizer como vai quer que o espaço seja usado.

 

Pelo site Orla Livre, o cidadão poderá contribuir com sugestões até 8 de janeiro de 2017. Uma enquete com 15 perguntas está disponível para que o cidadão diga quais equipamentos públicos e serviços quer ver instalados na orla.

 

Segundo Rollemberg, “um dos objetivos é subsidiar a proteção e recuperação do meio ambiente por meio de iniciativas sustentáveis, estimular o desenvolvimento de pequenos e novos negócios, fomentar o turismo na região e colocar à disposição dos brasilienses espaços para a prática de esportes e para o lazer”.

 

O governador detalhou o projeto e explicou que são ações de curto, médio e longo prazos. Algumas já estão em andamento, como a construção da trilha de 14 quilômetros que vai do Parque da Asa Delta, na QL 12 do Lago Sul, ao Deck Sul.

 

A trilha é toda pavimentada, sinalizada e será dividida entre ciclistas e pedestres. Ainda estão previstos banheiros públicos, postes de iluminação e revegetação. As obras estão a cargo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e vão custar em torno de R$ 3 milhões.

 

O Lago Paranoá tem uma orla com 80 quilômetros. Desses, 38 receberão intervenções do Orla Livre. Os outros 42 não serão objeto do plano.

 

 

As intervenções do Plano Orla Livre serão possíveis graças às operações do governo de Brasília para desobstruir as margens do Lago Paranoá ocupadas irregularmente.

 

Desde o início de 2015, as ações coordenadas pela Agência de Fiscalização (Agefis) na orla devolveram à população de Brasília 231,7 mil metros quadrados de terras públicas.

Grupo Ceilândia Sempre Viva realiza no sábado encontro para debater a cidade

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Moradores e lideranças de Ceilândia se mobilizam através de rede social para discutirem melhorias e cobrarem soluções às autoridades distritais e federais

Em 12 de outubro de 2016 um grupo de WhatsApp foi criado em Ceilândia-DF com o nome “Ceilândia Sempre Viva” e a imagem de uma Caixa D’água (símbolo da cidade). Para muitos, seria apenas mais um dos diversos grupos formados para discutir questões relacionadas à região. Porém, em menos de um mês, não havia espaço para quem quisesse participar, pois já havia chegado ao número máximo de participantes (256 pessoas).

O idealizador e criador do grupo é o advogado e líder comunitário Aderval Andrade, que busca uma forma de unir e interagir os diversos grupos e segmentos da cidade, de solução de problemas e cobrar a participação das autoridades, eleitas com ajuda da comunidade local.

Moradores, prefeitos comunitários, empresários e presidentes de associações estão entre os membros do grupo, que também é composto pelo administrador Regional de Ceilândia, Vilson de Oliveira, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, alguns secretários de governo e parlamentares da esfera distrital e federal.

Além de cobrar providências para pequenas obras e questões pontuais, como melhoria das vias, iluminação e reforma de espaços públicos, o grupo também debate a cada dia um tema, como a saúde, educação, segurança, regularização fundiária, meio ambiente, entre outros.

Para o próximo sábado (10) está agendado, a partir das 9h, um grande ato público no Centro de Ceilândia, ao lado da Feira Central, que, além da participação dos componentes do grupo e outros interessados pela causa, foram convidados os deputados distritais e federais de Brasília, além de senadores, secretários de governo, administrador regional, vice-governador e governador. Serão discutidos o orçamento destinado à Ceilândia, emendas à LOA – Lei Orçamentária Anual, da edição à expedição, regularização habitacional, urbanização entre outros assuntos.

O coletivo criou logomarca e tem o seguinte slogan “Junto Somos Mais Fortes”. Já produziram camisetas, faixas e outros apetrechos alusivas ao grupo.

Segundo Aderval Andrade, este é o grupo mais politizado do Distrito Federal, e já se pode contabilizar diversas conquistas e a grande repercussão que vêm alcançando. “Esse grupo não é meu, nem de ninguém, é um espaço para a nossa comunidade poder cobrar providências e soluções para nossa cidade” diz o advogado.

Para o administrador de Ceilândia, Vilson de Oliveira, a iniciativa é de grande valia, e acaba contribuindo para o desenvolvimento da cidade. “Agora a minha briga também será a briga do grupo, nossos desafios e conquistas serão os mesmos. É mais uma importante ferramenta para recebermos as demandas da comunidade e lutarmos juntos em busca de benfeitorias” disse.

Durante as discussões e debates na rede social, é frequente a participação das autoridades, que sempre justificam e respondem sobre diversas questões.

Serviço:

Grande Ato Público em Ceilândia
Data: 10 de dezembro de 2016
horário: A partir das 9h
Local: Ao lado da Feira Central de Ceilândia
Iniciativa: Moradores, lideranças e segmentos da comunidade.
Realização: Grupo Ceilândia Sempre Viva (WhatsApp)