Celina Leão reforça papel da Frente Parlamentar da Engenharia, Infraestrutura e desenvolvimento para contribuir com o crescimento do DF, em evento do Confea
O IV Encontro de líderes representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua, que está sendo realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), até quinta-feira (23), contou com a presença da deputada Celina Leão, que reforçou o papel fundamental da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional.
A deputada distrital participou do evento, nesta segunda-feira (20), dirigido a uma plateia seleta, reunindo mais de 600 participantes, ao lado de autoridades do setor, como o presidente do Confea, José Tadeu da Silva, o presidente do Crea-DF, Flávio Correia, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha; Carlos Monteiro, presidente da Ordem dos Engenheiros de Cabo Verde; Lia Barbosa de Sousa Sá, representando as Câmaras Especializadas; Modesto Ferreira dos Santos, coordenador do Colégio de Presidentes dos Creas; Paulo Guimarães, presidente da Mútua; e Jorge Ney Brito, coordenador do Colégio de Entidades, entre outros.
“Temos responsabilidades com o Brasil e seu desenvolvimento tecnológico, principalmente neste momento delicado da nossa economia”, afirmou o presidente do Confea.
Celina falou da satisfação de participar do evento, ressaltando a importância do encontro de lideranças nacionais, sendo um dos compromissos mais relevantes do trabalho. “Ele estabelece o plano anual de trabalho por meio da eleição de lideranças e prepara uma agenda prioritária dos fóruns consultivos do sistema”. E completou: “Estamos vivendo um momento ímpar neste país, e ouvir o chamado da Engenharia, engrenagem mestra do desenvolvimento, é acreditar na retomada do desenvolvimento”.
Ao lançar a Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, coordenada por seu presidente, o deputado Ronaldo Lessa, apoiado pelo sistema CONFEA/CREA E MÚTUA, Celina falou da importância da união de esforços para um momento de desenvolvimento nacional. “Vamos, juntos, promover um grande debate, em busca de soluções. A Frente servirá para promover um amplo debate com todos os interessados para a propulsão do desenvolvimento social e econômico do DF, buscar soluções viáveis para a habitação, recursos hídricos, transporte, mobilidade, saneamento, energia, segurança do trabalho e demais áreas ligadas à Engenharia, dando ensejo às áreas ligadas à formulação de proposições legislativas que proporão o bem-estar social da população do DF”.
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) sabatina nesta terça-feira (21), em reunião marcada para as 10h, o ministro da Justiça licenciado Alexandre de Moraes, indicado pelo presidente Michel Temer para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Além dos senadores, os cidadãos podem participar da sabatina enviando perguntas e comentários pelo Portal e-Cidadania.
Alexandre de Moraes é o primeiro nome escolhido para o tribunal pelo presidente Michel Temer, que assumiu a chefia do Executivo em maio de 2016. Ele foi indicado para a a vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki, que faleceu em um acidente aéreo no dia 19 de janeiro.
Questionamentos
Durante a sabatina, os senadores membros da CCJ podem perguntar a Alexandre de Moraes suas opiniões sobre temas que estejam na alçada do STF ou em discussão na sociedade e no Congresso Nacional. Também podem interpelar o indicado a respeito de seu currículo profissional e outros fatos de sua vida que considerarem relevantes.
Cada senador terá dez minutos para formular seus questionamentos, e Moraes terá o mesmo tempo para responder. São previstas também réplica e tréplica, de cinco minutos cada.
A sabatina não tem limite de tempo, e sua duração pode variar muito. A do ministro Edson Fachin, em 2015, prolongou-se por mais de 11 horas, enquanto a de Teori Zavascki, em 2012, foi concluída em pouco mais de três horas.
Até à tarde desta sexta-feira (17) o Portal e-Cidadania registrava mais de 500 perguntas encaminhadas pelos cidadãos para o ex-ministro da Justiça. Os cidadãos abordam temas como legalização das drogas, descriminalização do aborto e combate à corrupção. Também há perguntas sobre o trabalho de Moraes sobre seu trabalho como advogado e sua tese de doutoramento, em que ele se manifestou contra a indicação de membros do governo para o STF.
É possível continuar enviando perguntas e comentários para a CCJ através do e-Cidadania até o dia da sabatina.
Votação
Imediatamente após a sabatina, a comissão votará a indicação, em procedimento secreto. O nome precisa ser aprovado pela maioria simples dos membros (maioria dos presentes à reunião). Caso o resultado seja favorável à indicação, o parecer da CCJ será encaminhado ao Plenário. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, já manifestou a intenção de fazer a votação em Plenário no mesmo dia.
Alexandre de Moraes precisa da aprovação de, pelo menos, 41 dos 81 senadores para tornar-se o novo ministro do Supremo Tribunal Federal. A votação em Plenário também será secreta.
Biografia
Alexandre de Moraes é doutor em Direito Constitucional pela Universidade de São Paulo (USP), jurista e trabalhou como promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo. Leciona na USP, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, na Escola Superior do Ministério Público e da Escola Paulista da Magistratura.
Sua carreira no serviço público começou em 2002, quando foi nomeado secretário estadual de Justiça e da Defesa da Cidadania em São Paulo, no governo de Geraldo Alckmin (PSDB). Ficou no cargo até 2005, quando saiu para ocupar uma vaga no Conselho Nacional de Justiça (2005-2007). Depois foi secretário municipal de Transportes (2007-2010) e Serviços (2009-2010) na cidade de São Paulo, nas gestões de Gilberto Kassab (DEM), e secretário estadual de Segurança Pública (2015-2016) de São Paulo, novamente no governo Geraldo Alckmin.
Moraes é o 27º nome a ser indicado para o STF desde a redemocratização do país, em 1985, e o 25º sob a vigência da Constituição Federal de 1988. Ele é e o quarto ex-ministro da Justiça a ser agraciado com a nomeação no mesmo período. Antes dele, Nelson Jobim (1997), Maurício Corrêa (1994) e Paulo Brossard (1989) também foram indicados. Apenas Corrêa não ocupava o cargo no momento da indicação – era senador pelo Distrito Federal e havia deixado o Ministério sete meses antes.
A indicação de Moraes é a primeira de um ministro de Estado em exercício desde 2009. Naquele ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou para o cargo o então advogado-geral da União Dias Toffoli.
Quando Brasília foi inaugurada, em 21 de abril de 1960, o nosso fundador, presidente Juscelino Kubitschek nomeou como primeiro prefeito do Distrito Federal o então presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Israel Pinheiro, pessoa que muito contribuiu para a consolidação de Brasília. Daí para a frente, tivemos diversos prefeitos e só em 1969, por meio da Emenda Constitucional nº 1, tivemos a mudança da designação para governador. Em 1990, tivemos a primeira eleição livre para governador e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, que acumulava o papel de Assembleia Legislativa estadual e Câmara Municipal, por ser Brasília um estado e um município.
Tivemos governadores nomeados no período de 1969 a 1990. Alguns marcaram época, como Plínio Cantanhede e Wadjô da Costa Gomide, até que Joaquim Roriz foi o primeiro governador eleito, de março de 1991 a 1º de janeiro de 1995. Ele foi eleito mais duas vezes, permanecendo quase 13 anos no poder. Pois bem, os departamentos de prestação de serviços da Novacap foram transformados depois em autarquias ou empresas públicas. O Departamento de Águas e Esgotos (DAE) transformou-se em Caesb. O Departamento de Força e Luz (DFL) virou a CEB e assim por diante surgiram o Detran, o DER-DF e outros órgãos que constituem a estrutura do Governo do Distrito Federal.
Mas, de todas as instituições criadas em Brasília, nenhuma conseguiu ter pior imagem ante a opinião pública brasiliense do que a Câmara Legislativa do DF. Pela Constituição de 1988, foram fixados 24 deputados distritais para Brasília, o triplo do número de deputados federais. Foi votada a Lei Orgânica do DF — a nossa Constituição do DF. Nela, são designadas 19 atribuições à Câmara Legislativa. Mas o que tem acontecido ao longo do tempo é que a CLDF se transformou num apêndice do Governo do DF, uma espécie de “puxadinho”, subserviente ao governador de plantão. A tal ponto chegou o desprestígio da Câmara Legislativa do DF que, em mais de uma ocasião, foi aventada a hipótese de se realizar um plebiscito para que a população decidisse pela sua extinção. O jornalista Ari Cunha, titular da Coluna “Visto, Lido e Ouvido”, do Correio Braziliense defendeu essa ideia em sua prestigiada coluna.
O que se viu na recente eleição da nova mesa da CLDF para o período 2016/2018 foi a velha política do “é dando que se recebe” e até o PT, que não se envergonha de mais nada, não se envergonhou de apoiar o candidato do governador Rodrigo Rollemberg. Na undécima hora, o deputado Robério Negreiros (PSDB) mudou seu voto, por não ter acreditado num acordo feito com o deputado Rodrigo Delmassso (Podemos) e provocou o empate na disputa da presidência entre o deputado Joe Valle (PDT) e Agaciel Maia(PR), este último apoiado declaradamente pelo governador Rodrigo Rollemberg. O empate, pelas regras da casa, deu a presidência a Joe Valle.
Jovem engenheiro agrônomo, adepto da agricultura orgânica, da qual é produtor rural ativo e dos mais atuantes, já ocupou cargo de secretário de Estado do atual governo, mas já anunciou harmonia “sem subserviência”. Promete que a mesa não fará oposição cega ao governo, apesar de o governador o ter tratado como “inimigo mortal”. O jovem presidente promete a ressignificação da CLDF para o povo de Brasília, transparência, respeito à legalidade e participação social. Esses são os eixos em que Joe Vale promete gerir a CLDF. Disse textualmente: “Esta Câmara deve voltar a ser querida pelo povo, que um dia ansiou por ela e foi às ruas pelo direito de elegê-la”.
Ele diz que aceitou o desafio de presidir a Câmara Legislativa, a Casa do Povo. E diz que “o escondido, às sombras, não terá lugar na minha vida e não terá lugar na Câmara Legislativa. Todos os gastos, todas as iniciativas desta casa serão acessíveis a qualquer pessoa que deseje conhecer. Todas as despesas e todas as nomeações. Não haverá concessão, não haverá jeitinho, não haverá subterfúgio”. Joe Vale antevê como questões fundamentais que terá que encarar perante o governo de Brasília “a gestão do solo urbano e rural, a proteção ambiental, a questão hídrica, o redesenho do Estado, reduzindo a burocracia e tornando-o vetor do desenvolvimento, com mais planejamento, avaliação e controle dos resultados da gestão, evitando assim o desperdício do dinheiro público”. Será uma nova Câmara?
A ação beneficia empregados terceirizados da instituição e, em cinco anos, já entregou mais de quatro mil kits escolares
Desde 2013, o BRB realiza, anualmente, a Campanha do Material Escolar. A ideia é arrecadar entre os funcionários do Banco lápis, caneta, borracha e caderno. “Após o recebimento das doações, montamos um kit, composto com cada um desses itens e, oportunamente, os entregamos aos nossos colaboradores terceirizados. Nos kits infantis, para crianças de 5 a 8 anos, também colocamos lápis de cor”, explicou a gerente de sustentabilidade do BRB, Leila Cristina.
Durante estes cinco anos de campanha, já foram arrecadados cerca de 4300 kits. De acordo com o diretor financeiro do BRB, Nilban de Melo Junior, esta é uma forma de mobilizar os empregados da Instituição a contribuírem com a educação: “Nossa ideia é despertar e estimular a consciência social dos nossos empregados e fazer com que, ano a ano, novos colegas se sintam motivados a também contribuir com esta causa”, finalizou.
As campanhas são realizadas sempre no início do ano e as entregas feitas antes do início do período letivo. Nilda Libério de Oliveira, colaboradora do BRB, recebeu dois kits este ano, um para cada uma de suas filhas e comenta a iniciativa: “É muito gratificante ser beneficiada em uma ação como essa. Este ano os materiais estão ainda mais caros, porém, com esses kits, conseguirei economizar um pouco e investir nos itens que faltarem”.
Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam que a taxa básica de juros, a Selic, caia dos atuais 13% ao ano para 12,25% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para esta terça e quarta-feira (22).
Com a inflação em queda e a economia em recuperação, as instituições financeiras esperam por mais cortes na taxa básica nas reuniões seguintes do Copom. Para o mercado financeiro, a Selic encerrará 2017 em 9,5% ao ano e 2018 em 9% ao ano.
A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isto gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.
Estimativas para a inflação
A projeção de instituições financeiras para a inflação, neste ano, continua a cair. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu pela sétima semana consecutiva, ao passar de 4,47% para 4,43%.
A estimativa está abaixo do centro da meta de inflação, que é 4,5%. A meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018, a estimativa para o IPCA segue em 4,5%.
A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), este ano, foi mantida em 0,48%. Para o próximo ano, a expectativa é que a economia cresça 2,3%, a mesma estimativa da semana passada.
Prova foi disputada na noite deste sábado (18), no Eixo Monumental. A secretária do Esporte, Leila Barros, o governador Rodrigo Rollemberg e a esposa dele, Márcia Rollemberg, deram a largada
Mais de 16 mil atletas disputaram a 47ª Corrida de Reis na noite de sábado (18). Eles percorreram o Eixo Monumental em trajetos de 6 e de 10 quilômetros, incluindo categorias para pessoas com deficiência. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) fez a segurança do evento esportivo com 50 homens, e o Corpo de Bombeiros, com 20. Não houve registro de ocorrências.
Os participantes da categoria geral largaram às 19h18 sob o comando da secretária do Esporte, Leila Barros, do governador Rodrigo Rollemberg e da esposa dele, Márcia Rollemberg. Os três também disputaram a prova. Os primeiros atletas da categoria adaptada saíram às 19 horas.
“A corrida foi maravilhosa. O evento está cada vez maior e mais animado. Brasília tem se tornado uma referência no esporte de rua e na promoção de saúde por meio do esporte”, avaliou o governador. Além dos 16 mil inscritos, outros participaram na pipoca (sem inscrição), mas não houve estimativa da PMDF. Pelo menos três mil assistiram ao evento.
Os corredores partiram entre o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e o Ginásio Nilson Nelson. No trajeto mais curto, eles retornaram na altura da Rodoviária do Plano Piloto. No de 10 quilômetros, passaram pelo terminal e voltaram da Alameda dos Estados, na Esplanada. A linha de chegada foi no estacionamento do ginásio.
Primeiros colocados receberam prêmios em dinheiro
Os vencedores dos 10 quilômetros foram premiados com dinheiro. Um deles foi Antonio Wilson Sousa Lima, de 27 anos.
Cruzando a linha de chegada em 30min22s, ele levou o 1º lugar entre os homens nos 10 quilômetros geral em sua quinta participação na Corrida de Reis. “Tenho Brasília como a minha cidade, então ganhar essa corrida é muito especial. Foi aqui que consegui minhas primeiras oportunidades como esportista profissional”, contou após a conquista. Do Tocantins, ele começou a carreira na capital federal e atualmente vive no Rio de Janeiro.
Na categoria cadeirante, Antônio de Oliveira Rodrigues, de 44 anos, foi o vencedor. Atleta profissional de Planaltina, ele dedicou dois meses para treinos e fez o percurso em 27min46s. “É muito gratificante. Fiquei emocionado. O incentivo ao esporte tem feito a diferença em Brasília, ainda mais com a inclusão de deficientes.”
Um total de R$ 25 mil foi distribuído entre as primeiras colocações (masculino/feminino) — R$ 3 mil para os primeiros lugares, R$ 2 mil para os segundos, R$ 1 mil para os terceiros e R$ 500 para os quartos e quintos classificados.
As pessoas com deficiência, divididas entre cadeirantes e andantes (outras deficiências), também foram premiadas. O primeiro colocado de cada corrida recebeu R$ 1 mil, o segundo, R$ 500, e o terceiro, R$ 300.
Estreante na prova, a assessora administrativa Alcimar Vitorino, de 34 anos, aprovou o evento. “Adorei o clima da competição. Dá para ver que as pessoas estão mais voltadas para o esporte e que as corridas de rua ganharam espaço graças ao apoio do governo”, opinou. Ela treinou três vezes por semana nos últimos meses como preparação. Moradora de São Sebastião, Alcimar se inscreveu para o trajeto de 6 quilômetros.
Estrutura para a 47ª Corrida de Reis
De 15 a 17 de fevereiro foram entregues kits para os atletas, com camiseta, número de peito com alfinetes de pressão e chip — que cronometra o tempo da corrida. Antes do início da prova, os participantes também receberam frutas, barras de cereais e água.
Criada com o objetivo de trazer à capital do País atletas de outras unidades da Federação e corredores internacionais que vinham ao Brasil disputar a São Silvestre, em São Paulo, a Corrida de Reis teve a primeira edição em 6 de janeiro de 1971. A largada ocorreu no fim do Eixo Rodoviário Sul, e a chegada, na W3 Sul, no Setor de Rádio e TV,
Confira os vencedores do percurso 10 quilômetros da 47ª Corrida de Reis:
Elite masculino 1º – Antonio Wilson Sousa Lima – 30min22s
2º – Flávio Henrique Guimarães Andrade – 30min32s
3º – Jormem Freire Nascimento – 30min35s
4º – Pablo Fagundes da Costa – 33min44s
5º – Valdir Sérgio de Oliveira – 33min54s
Elite feminino 1º – Cruz Nonata da Silva – 35min18s
2º – Rosilene Alves– 37min43s
3º – Luzinete Andrade dos Santos – 38min52s
4º – Rosiane Xavier dos Santos – 39min09s
5º – Maria Barroso – 39min34s
Adaptada masculino – andante 1º – Aniceto Antônio Reis de Souza – 34min51s
2º – Jucelino Farias – 35min20s
3º – Claudio Damião de Souza – 37min00s
Adaptada feminino – andante 1º – Luciene Antônia de Jesus – 42min03s
2º – Maria do Socorro Laurindo da Silva – 46min34s
3º – Sandra Maria Ferreira – 51min17s
Adaptada masculino – cadeirante 1º – Antônio de Oliveira Rodrigues – 27min46s
2º – Diego Lima da Costa – 37min42s
3º – Ricardo Serpa de Sousa – 36min36s
Adaptada feminino – cadeirante 1º – Adryelly de Jesus Ragel – 1h07min14s
Neste sábado, 37 agências da Caixa Econômica Federal do Distrito Federal e entorno estão abertas das 9h às 15h para atendimento exclusivo sobre contas inativas do FGTS (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Cerca de 356 mil foram atendidas nas agências da Caixa Econômica Federal no primeiro sábado de funcionamento para tirar dúvidas sobre o saque de contas inativas do Fundo de Garantida do Tempo de Serviço (FGTS). Agências do banco em todo o país abriram ontem (18) das 9h às 15h.
Desde a divulgação do calendário de pagamento, no último dia 14, 1,4 milhão de trabalhadores interessados em obter informações sobre o saque de contas inativas do FGTS foram atendidos nas agências, de acordo com a Caixa Econômica. As agências abrirão durante cinco sábados, sendo um por mês. As próximas datas são: 11 de março, 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho.
Os trabalhadores também podem tirar dúvidas pelo telefone 0800 726 2017 e no site das contas inativas criado pela Caixa. Para ter acesso às opções da página, o trabalhador deve informar o número de inscrição do PIS e o CPF.
O governo anunciou a possibilidade do saque de contas inativas em dezembro do ano passado, em meio ao lançamento de um pacote de medidas para estimular a economia. Pode efetuar o saque o trabalhador que teve um contrato de trabalho finalizado até 31 de dezembro de 2015 e tenha saldo nessa conta.
O calendário de saques divulgado pela Caixa na semana passada leva em conta a data de aniversário do beneficiário. Antes das novas regras, o trabalhador podia ter acesso aos recursos de contas inativas do FGTS em alguns casos, como a aposentadoria ou a compra de um imóvel.
A TESTEMUNHA-BOMBA Davincci Lourenço de Almeida diz que ordem partiu de Fernando Botelho, da Camargo Corrêa
“Levei mala de dinheiro para Lula”
Ex-sócio de Fernando de Arruda Botelho, acionista da Camargo Corrêa morto em acidente aéreo há cinco anos, Davincci Lourenço diz à ISTOÉ que ele foi assassinado e que o crime encobriu um esquema de corrupção na empresa. O ex-presidente petista, segundo ele, recebeu propina para facilitar contrato com a Petrobras
Por Sérgio Pardellas e Germano Oliveira, da revista IstoÉ
O personagem que estampa a capa desta edição de ISTOÉ chama-se Davincci Lourenço de Almeida. Entre 2011 e 2012, ele privou da intimidade da cúpula de uma das maiores empreiteiras do País, a Camargo Corrêa. Participou de reuniões com a presença do então presidente da construtora, Dalton Avancini, acompanhou de perto o cotidiano da família no resort da empresa em Itirapina (SP) e chegou até fixar residência na fazenda da empreiteira situada no interior paulista. A estreitíssima relação fez com que Davincci, um químico sem formação superior, fosse destacado por diretores da Camargo para missões especiais. Em entrevista à ISTOÉ, concedida na última semana, Davincci Lourenço de Almeida narrou a mais delicada das tarefas as quais ficou encarregado de assumir em nome de acionistas da Camargo Corrêa: o transporte de uma mala de dinheiro destinada ao ex-presidente Lula. “Levei uma mala de dólares para Lula”, afirmou à ISTOÉ. É a primeira vez que uma testemunha ligada à empreiteira reconhece ter servido de ponte para pagamento de propina ao ex-presidente.
Ele não soube precisar valores, mas contou que o dinheiro foi conduzido por ele no início de fevereiro de 2012 do hangar da Camargo Corrêa em São Carlos (SP) até a sede da Morro Vermelho Táxi Aéreo em Congonhas, também de propriedade da empreiteira. Segundo o relato, a mala foi entregue por Davincci nas mãos de um funcionário da Morro Vermelho, William Steinmeyer, o “Wilinha”, a quem coube efetuar o repasse ao petista. “O dinheiro estava dentro de um saco, na mala. Deixei o saco com o dinheiro, mas a mala está comigo até hoje”, disse. Dias depois, acrescentou ele à ISTOÉ, Lula foi ao local buscar a encomenda, acompanhado por um segurança. “Lula ficou de ajudar fechar um contrato com a Petrobras. Um negócio de R$ 100 milhões”, disse Davincci de Almeida. A atmosfera lúdica do desembarque de Lula na Morro Vermelho encorajou funcionários e até diretores da empresa a posarem para selfies com o ex-presidente. De acordo com Davincci, depois que o petista saiu com o pacote de dinheiro, os retratos foram pendurados nas paredes do hangar. As imagens, porém, foram retiradas do local preventivamente em setembro de 2015, quando a Operação Lava Jato já fechava o cerco sobre a empreiteira. Na entrevista à ISTOÉ, Davincci diz que o transporte dos dólares ao ex-presidente não foi filho único. Ele também foi escalado para entregar malas forradas de dinheiro a funcionários da Petrobras. Os pagamentos, segundo ele, tiveram a chancela de Rosana Camargo de Arruda Botelho, herdeira do grupo Camargo Corrêa. “O Fernando me dizia que a “baixinha”, como ele chamava Rosana Camargo, sabia de tudo”, disse Davincci.
A imersão de Davincci no submundo dos negócios, não raro, nada republicanos tocados pela Camargo Corrêa foi obra de Fernando de Arruda Botelho, acionista da empreiteira morto há cinco anos num desastre aéreo. Em 2011, Davincci havia virado sócio e uma espécie de faz-tudo de Botelho. A sintonia era tamanha que os dois tocavam de ouvido. Foi Botelho quem lhe disse que a mala que carregava teria como destino final o ex-presidente Lula: “A ordem do Fernando Botelho era entregar para o presidente. Ele chamava de presidente, embora fosse ex”. Numa espécie de empatia à primeira vista, os dois se aproximaram quando Arruda Botelho se encantou com uma invenção de Davincci Lourenço de Almeida: um produto revolucionário para limpeza de aviões, o UV30. O componente proporciona economias fantásticas para o setor aéreo. “Com apenas cinco litros é possível limpar tão bem um Boeing a ponto de a aeronave parecer nova em folha. Convencionalmente, para fazer o mesmo serviço, é necessário mais de 30 mil litros de água”, afirmou Davincci.
PARCERIA Botelho (esq) e Davincci (dir) eram sócios na fabricação de produtos para limpeza de aviões
Interessado no produto químico inventado por Davincci, o UV30, Botelho abriu com ele uma empresa de capital aberto, a Demoiselle Indústria e Comércio de Produtos Sustentáveis Ltda. Na sociedade, as cotas ficaram distribuídas da seguinte forma: 25% para Fernando de Arruda Botelho, 25% para Rosana Camargo de Arruda Botelho, herdeira do grupo Camargo Corrêa, 25% para Davincci de Almeida e 25% para Alberto Brunetti, parceiro do químico desde os primórdios do UV30. Pelo combinado no fio do bigode, o casal Fernando e Rosana entraria com o dinheiro. Davincci e Alberto, com o produto. Em janeiro de 2012, a Camargo Corrêa lhe propôs o encerramento da empresa. Simultaneamente, a construtora, segundo a testemunha, fez um depósito de US$ 200 milhões nos Estados Unidos, no Bank of América, em nome da Demoiselle. O dinheiro tinha por objetivo promover o produto no exterior e fechar parcerias com a Vale Fertilizantes, Alcoa, CCR, e outras empresas interessadas na expansão do negócio. A operação intrigou Davincci. Mas o pior ainda estaria por vir.
Acidente ou assassinato?
As negociatas também foram reveladas em depoimento ao promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, que ouviu Davincci em quatro oportunidades. Blat encaminhou os depoimentos à força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba. À ISTOÉ, o promotor disse acreditar que a Camargo Corrêa possa ter usado Davincci como “laranja”. Outro trecho bombástico da denúncia de Davincci à ISTOÉ, reiterado ao Ministério Público, remonta ao acidente fatal sofrido pelo empresário Fernando Botelho no dia 13 de abril de 2012, durante um voo de demonstração, a bordo de um T-28 da Segunda Guerra Mundial, a empresários africanos, com os quais o acionista da Camargo havia negociado o UV30 em viagem à África dias antes. Segundo Davincci, Botelho foi assassinado. O avião, de acordo com ele, foi sabotado numa trama arquitetada pelo brigadeiro Edgar de Oliveira Júnior, assessor da Camargo e um dos gestores das propriedades da empreiteira. Conforme o depoimento, convencido de que o brigadeiro havia lhe dado um aplique, depois de promover uma auditoria interna, Botelho o demitiu na manhã do acidente durante uma tensa reunião, regada a gritos, socos na mesa e bate-bocas ferozes, testemunhada por diretores da Camargo. “O Fernando foi assassinado e o crime tramado pelo brigadeiro Edgar. O avião foi sabotado”, assegura o químico.
Uma sucessão de estranhos acontecimentos que cercaram a tragédia chamou a atenção do Ministério Público. Por exemplo: o caminhão de bombeiros comprado por Botelho exatamente para atender a eventuais emergências no aeródromo de sua propriedade estava trancado no hangar. “Tive que jogar meu carro contra a porta para estourar os cadeados. Peguei o caminhão e fui para o local. Ao chegar lá, as chamas estavam tão altas que não pude chegar muito perto”, afirmou Davincci. Mas o então sócio de Arruda Botelho se aproximou o suficiente para conseguir resgatar o GPS, que havia se descolado da parte externa da aeronave. Porém, o aparelho, essencial para municiar as investigações com informações sobre o voo, não pôde ser conhecido pelas autoridades, segundo Davincci, a pedido do brigadeiro Edgar. “Ele tomou o aparelho das minhas mãos, dizendo que poderia ficar ruim para a família se entregássemos à investigação, e ainda me obrigou a mentir num primeiro depoimento à delegacia”. Com a morte de Fernando de Arruda Botelho, o brigadeiro acabou não tendo seu desligamento da empreiteira oficializado. Já o ex-sócio, desde então, enfrenta um calvário. “Sofri 11 ameaças de morte”, contou.
Motivado pelos depoimentos de Davincci, o caso que havia sido arquivado pela promotora Fernanda Amada Segato em março de 2013 foi reaberto em setembro do ano passado por ordem da promotora Fábia Caroline do Nascimento. As novas investigações estão a cargo do delegado José Francisco Minelli. “Estou na fase da oitiva das testemunhas”, disse à ISTOÉ o delegado. Dois dos quatro irmãos de Fernando de Arruda Botelho, Eduardo e José Augusto, suspeitam de que pode ter havido mais do que um acidente. “Vou ajudar a descobrir a verdade sobre o que aconteceu. Mas um conhecido ligado ao Exército procurou meu irmão (José Augusto) para dizer que estavam convencidos que não foi acidente”, disse Eduardo Botelho em mensagem, ao qual ISTOÉ teve acesso, enviada em janeiro para Davincci.
Irmão de Botelho atesta relato
Por telefone, de sua fazenda em Itirapina, Eduardo Botelho revelou à reportagem de ISTOÉ comungar dos indícios apontados pelo ex-sócio do irmão morto em 2012. “O nível de nojeira da equipe que comandava os negócios do meu irmão era muito grande. Tudo o que aconteceu naquele dia do acidente aéreo foi estranhíssimo. Meu irmão estava sendo roubado. Como ele não tinha controle do que acontecia com o avião, ele pode ter sido sabotado sim. Era fácil sabotar o avião. Ele era da Segunda Guerra. Podem ter mexido no avião no dia da queda”, disse Eduardo Botelho. “Se ele não tivesse morrido naquele dia, iria fazer uma limpeza gigantesca nas fazendas da Camargo”, asseverou o irmão, que rompeu relações com Rosana Camargo, a viúva, há algum tempo. “Uma máfia cercava meu irmão. Como pode um gerente de fazenda que ganha R$ 4 mil comprar quatro casas num condomínio fechado em São Carlos?”, perguntou Eduardo. Sobre Davincci, confirmou que ele e seu irmão eram realmente muito próximos e que, desde a morte de Fernando de Arruda Botelho, os antigos sócios dedicam-se a tentar tomar a empresa dele. “Ele (Davinci) morou na minha casa aqui na fazenda. Meu irmão dizia que eles iriam fazer chover dinheiro com o produto. Depois que meu irmão morreu, tentaram quebrar a patente, criaram outras empresas similares à Demoiselle. Tudo para tirá-lo da jogada”, confirmou.
Uma das empresas às quais o irmão do ex-acionista da Camargo se refere está sediada em São Paulo. No endereço mora Rosana, a bilionária herdeira da segunda maior construtora do País, que, por meio de seus advogados, se disse alvo de “crimes de calúnia, difamação e injúria por parte de Davincci”. “Ele responde a diversas ações judiciais, já tendo sido obrigado pela Justiça a cessar a divulgação de ameaças”, afirmou o advogado Celso Vilardi. A Muniz e Advogados Associados, que também representa a Camargo Corrêa, diz que Edgard de Oliveira Júnior, em razão dos desentendimentos entre os sócios, deixou espontaneamente a sociedade que mantinha com Davincci. “A empresa foi dissolvida, liquidada e a patente colocada à disposição”, afirma. Procurada para confirmar a negociação intermediada por Lula, conforme depoimento de Davincci, no valor de R$ 100 milhões, a Petrobras não respondeu até o fechamento desta edição. William Steinmeyer, da Morro Vermelho, confirma que conhece Davincci (“um cara excêntrico”), mas jura que não recebeu qualquer encomenda dele.
ACROBACIAS INTERROMPIDAS Fernando Botelho pilotava seu avião da Segunda Guerra quando bateu num barranco e explodiu
Desde o último mês, a empreiteira se prepara para incrementar sua delação premiada ao Ministério Público Federal. As novas – e graves – revelações, trazidas à baila por ISTOÉ, deverão integrar o glossário de questionamentos aos executivos da empreiteira pelos procuradores da Lava Jato.
Companhias foram consideradas inidôneas pela Controladoria-Geral. Órgão diz que detectou ‘práticas de atos ilícitos’
Por Gabriel Luiz, G1 DF – A Controladoria-Geral do Distrito Federal declarou inidôneas nesta sexta-feira (17) duas empresas citadas no esquema de desvio de dinheiro público que ficou conhecido como Caixa de Pandora. Com isso, a Poliedro Informática e Soma Serviço de Pesquisa de Opinião ficam impedidas de assinar contrato com o GDF.
O G1 não conseguiu contato com as empresas. A medida de banir as companhias foi tomada após apurações internas em curso desde 2011. Para a Controladoria, “restaram caracterizadas práticas de atos ilícitos que atentam contra a necessária idoneidade das referidas empresas para contratações públicas”.
De acordo com a Controladoria do DF, o sócio-gerente da Soma, Ricardo Pinheiro Penna, exercia, ao mesmo tempo, a função de secretário de Planejemento e Coordenação do DF. Os investigadores afirmam que, nesta posição, ele contratou a própria empresa para prestar serviços ao Instituto Candango de Solidariedade. A contratação foi em 2003.
Além do processo administrativo, também foi instaurada na Justiça uma ação civil pública contra Penna pela prática de improbidade administrativa.
Ainda segundo a Controladoria, a Poliedro, junto a outras empresas do ramo de informática, praticou irregularidades em licitações da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).
“Houve conluio entre as empresas participantes da licitação, mediante o ajuste de preços, e que resultou na contratação da Poliedro”, afirmou a Controladoria ao G1. A empresa foi contratada em 2006.
Nenhuma das duas empresas tem contrato vigente com o governo. Como os acordos anteriores são antigos, não aparecem no Portal da Transparência. Assim, não é possível acessar quanto elas já receberam de dinheiro público.
Estas duas empresas não devem ser as únicas a ser consideradas inidôneas pelo GDF. A previsão é de que outras instituições suspeitas de ligação com o mensalão do DEM também se tornem impedidas de contratar com o governo no decorrer dos próximos meses.
Organização une iniciativas nas áreas de segurança, saúde, mobilidade e cultura. Cooperação entre duas secretarias destinará cerca de R$ 300 mil para contratação de estruturas em 16 regiões administrativas
Órgãos do governo de Brasília estão articulados para garantir que o carnaval de 2017 ocorra com segurança, limpeza, organização e que contemplem diversas manifestações culturais. “Queremos uma festa espontânea, criativa, para todos”, defendeu o governador Rodrigo Rollemberg, em coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (17), no Palácio do Buriti.
Acompanhado por titulares das pastas envolvidas nas festividades, Rollemberg destacou a necessidade do governo de desenvolver novas diretrizes para a folia, que tem crescido nos últimos anos. “Podemos nos consagrar como o quarto maior carnaval do Brasil.”
Em 2015, foram 370 mil foliões. Em 2016, 1 milhão. A estimativa mais atualizada para este ano é de 2 milhões de pessoas nos 208 eventos programados no mês e 1,6 milhão somente nos quatro dias oficiais de carnaval, de sábado a terça-feira (25 a 28).
Segundo o governador, o carnaval, além da manifestação cultural, se destaca pelo fomento às atividades econômicas na cidade. A estimativa para este ano é que sejam criados 3 mil empregos temporários, cadastrados 1,2 mil ambulantes e que a rede hoteleira seja ocupada em mais de 50% por turistas que querem conhecer a festa brasiliense. De acordo com o secretário adjunto de Turismo, da pasta do Esporte, Turismo e Lazer, Jaime Recena, a expectativa é que a folia renda R$ 500 milhões de impacto econômico.
O secretário de Cultura, Guilherme Reis, destacou a inovação do governo no apoio aos blocos. “Vamos elevar a autoestima de Brasília em um carnaval que é a cara da cidade”, reforçou. Para ampliar ainda mais o acesso ao festejo, ele informou que mais cerca de R$ 300 mil serão investidos no carnaval de rua por meio de cooperação entre as Secretarias de Cultura e das Cidades. A Portaria Conjunta nº 8, publicada nesta sexta-feira (17) no Diário Oficial do Distrito Federal, define os responsáveis pela execução e fiscalização dos contratos. O valor refere-se a 19 eventos em 16 regiões administrativas.
A Cultura já havia empregado R$ 556 mil em verba direta nas festividades — R$ 300 mil para o desfile de seis escolas de samba, R$ 160 mil para estrutura de proteção de patrimônio e R$ 96 mil do chamamento público destinado à contratação de 12 grupos ou artistas que tocam nas ruas.
O novo montante será aplicado na contratação de estruturas como sonorização, iluminação, palco, carretas e tendas. Serão beneficiadas atividades carnavalescas em Brazlândia, em Ceilândia, no Cruzeiro, no Guará, no Núcleo Bandeirante, no Paranoá, em Planaltina, no Plano Piloto, no Recanto das Emas, em São Sebastião, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), em Sobradinho, em Sobradinho II e no Sudoeste.
Outro valor, de R$ 1,5 milhão, foi liberado para 47 blocos — 39 alternativos e oito tradicionais —, com recursos da Lei de Incentivo à Cultura (LIC). A norma reverte parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS) nos financiamentos a projetos culturais.
Segurança, saúde, mobilidade e fiscalização
Para prevenir a transmissão de doenças como aids, sífilis e hepatite C e outras que podem ser adquiridas pelo contato sexual, a Secretaria de Saúde distribuiu 1,5 milhão de preservativos masculinos nas unidades da rede e mais 375 mil para os blocos. “É necessário consciência para brincar o carnaval de forma segura, sem descuidar da saúde”, disse o titular da pasta, Humberto Fonseca. Preservativo feminino e gel lubrificante também estão disponíveis gratuitamente para o público.
O secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, informou que o metrô funcionará normalmente e que as frotas de ônibus serão dimensionadas de acordo com a demanda do carnaval. A pasta também trabalha para que haja estacionamento para táxis nos blocos de maior movimentação.
Agentes das forças de segurança atuam em todos os eventos, além de manter as atividades cotidianas. “Vamos garantir um ambiente tranquilo principalmente na chegada e na dispersão dos foliões”, afirmou a secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 10 mil policiais estarão nas ruas durante o período, efetivo que pode ser ajustado conforme a necessidade. Já a Polícia Civil reforçará as delegacias centrais e intensificará a vigilância nas áreas de folia com a Polícia Especializada.
O Corpo de Bombeiros Militar estará presente com 97 viaturas e 579 profissionais. O Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) atuará com a operação lei seca e logística de trânsito e semáforos nos locais das festividades. Fiscais da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) estarão em todos os blocos para assegurar que as festas cumpram as licenças em relação ao horário de término, além de fazer a checagem de ambulantes.
O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) mobilizará 250 garis, dez veículos coletores compressores e estima o uso de 10 mil sacos de lixo por dia.