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Saulo Batista (DF) deve ser confirmado na Executiva Nacional do partido

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Cotado para ocupar uma vaga na Comissão Executiva Nacional do PSDB a ser escolhida no início de dezembro, a participação de Saulo Batista (PSDB-DF) na Convenção Estadual de Minas Gerais se deu num tom que indica estar muito próximo de ser confirmado para compor a nova direção nacional do partido.

“O PSDB de Minas Gerais sempre foi, e continua sendo, uma referência. Não apenas pelos êxitos eleitorais, que foram muitos, mas principalmente uma referência política. O choque de gestão e as políticas sociais dos governos tucanos em Minas, assim como a capacidade e a vocação para o diálogo em busca da unidade, sempre foram a marca das lideranças do PSDB de Minas”, afirmou Saulo em seu discurso na abertura da convenção mineira.

Ao entregar um manifesto de solidariedade ao presidente licenciado Aecio Neves, Saulo Batista se referiu a ele como “um dos maiores líderes do PSDB e um dos principais condutores do processo que levará à eleição de um tucano para a presidência em 2018”.

Aliado próximo do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, após estes movimentos de aproximação com a ala mineira do partido, a presença de Saulo Batista na nova executiva nacional, representando o Secretariado Nacional de Relações Trabalhistas e Sindical, é tida como certa por alguns integrantes da cúpula tucana.

“O PSDB de Minas sempre será fundamental em qualquer definição de nossa executiva nacional. Não apenas pelo tamanho do partido o estado, com grande número de prefeitos, vereadores e uma bancada robusta tanto estadual quanto federal, mas pela qualidade destes quadros e pelo empenho que pude testemunhar, tanto das lideranças quanto da militância, na construção de um projeto para 2018 que vai significar uma vitória não apenas do PSDB, mas uma vitória de Minas Gerais que muito vai contribuir para mudar o Brasil”, destacou o tucano ao deixar o evento.

Saulo Batista deixa Belo Horizonte ainda hoje rumo à São Paulo, onde deve se encontrar com o presidente Nacional do PSDB-Sindical, deputado Ramalho da Construção, e o presidente nacional do Instituto Teotônio Vilela, Jose Aníbal, dois dos seus principais apoiadores.

Sindicato descumpre acordo, e metrô ficará fechado neste sábado

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Até a noite desta sexta (10), a Companhia do Metropolitano do DF não havia recebido a lista de empregados escalados para trabalhar hoje. Relação deveria ter sido enviada até as 14 horas

Os trens da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) não vão circular neste sábado (11). As estações estarão fechadas porque o Sindicato dos Metroviários não apresentou até as 20h30 desta sexta-feira (10) a lista de empregados que trabalhariam amanhã.

Segundo acordo firmado com a empresa pública e enviado ao sindicato, a relação de trabalhadores deve ser entregue até as 14 horas do dia anterior ao da escala.

Essa exigência se deve à necessidade de cumprimento da decisão liminar proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a circulação de 90% dos trens em horários de pico, 60% nos demais horários e 100% do funcionamento do Metrô no domingo (12), data das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Leia a íntegra de nota oficial do Metrô-DF:

O Metrô-DF informa que até as 20h30 desta sexta-feira (10) o Sindicato dos Metroviários não apresentou a lista de empregados para trabalhar neste sábado (11). De acordo com Carta da companhia enviada ao sindicato a lista de empregados deve ser entregue até as 14h do dia anterior ao da escala de trabalho.

Essa exigência deve-se à necessidade de cumprimento da decisão liminar proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a circulação de 90% dos trens em horários de pico, 60% nos demais horários e 100% do funcionamento do Metrô no dia 12 (domingo), data das provas do Enem. Para não prejudicar os estudantes e garantir o acesso ao sistema metroviário e à decisão judicial, esta companhia está impossibilitada de abrir neste sábado (11) por falta de empregados.

Portanto, o Metrô-DF não circulará neste sábado e terá todas as suas 24 estações abertas no domingo, de 8h30 às 19h.

Na segunda-feira, a direção se compromete a funcionar no horário de pico (6h às 10h e de 16h30 às 20h30). 

Rollemberg nomeia novo secretário de Justiça e Cidadania do DF

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Pasta será chefiada por Guilherme Rocha de Almeida Abreu, atual chefe de Gabinete da Casa Civil. Ao anunciar a mudança, governador lembrou que os compromissos da chapa vitoriosa em 2014 precisam ser mantidos

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, nomeou Guilherme Rocha de Almeida Abreu para o cargo de secretário de Justiça e Cidadania nesta sexta-feira (10). A nomeação será publicada no Diário Oficial do Distrito Federal. Abreu assume no lugar de Arthur Bernardes, exonerado nesta sexta-feira.

Guilherme Rocha de Almeida Abreu nasceu em setembro de 1967 na capital federal. Formou-se em engenharia mecânica, pela Universidade de Brasília (UnB) e, em direito, pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Também em Brasília, fez pós-graduação em direito civil, na Faculdade Atame.

Servidor público de carreira do DF, o novo secretário é perito criminal da Polícia Civil. Em 2016, respondeu interinamente pela Secretaria de Justiça e Cidadania. Em seguida, assumiu a chefia de Gabinete da Casa Civil, onde permaneceu até agora.

Em nota oficial, Rollemberg informou ter acatado a decisão do PSD – partido do ex-secretário Arthur Bernardes – de sair da administração e espera que a legenda continue apoiando, na Câmara Legislativa do DF, as propostas importantes para o desenvolvimento da cidade.

A participação na administração pública de Brasília, ressaltou o governador na nota, “pressupõe comprometimento e lealdade aos princípios que nortearam a formação da chapa vitoriosa em 2014”.

Após saída do PSD do governo, Rollemberg demite secretário de Justiça

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Após o desembarque do PSD do governo, Rodrigo Rollemberg (PSB) deu a resposta rápida e demitiu o secretário de Justiça e Cidadania, Arthur Bernardes. O partido do vice-governador Renato Santana retirou hoje o apoio ao governo.
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Em nota oficial, o governador Rollemberg, disse que acata a decisão do PSD de sair da administração e espera que o partido na Câmara Legislativa do Distrito Federal continue apoiando as propostas importantes para o desenvolvimento da cidade.

“A participação na administração pública de Brasília pressupõe comprometimento e lealdade aos princípios que nortearam a formação da chapa vitoriosa em 2014”, diz a nota.

PSD, do vice-governador, rompe com Rollemberg. Rede estuda entregar cargos

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A base aliada do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) sofreu dois baques nesta sexta-feira (10/11). O PSD – partido do vice-governador, Renato Santana – decidiu desembarcar do GDF. E a Rede confirmou que estuda decisão semelhante. A sigla de Santana, comandada pelo deputado federal Rogério Rosso na capital, confirmou a medida hoje. Já a Rede marcou anúncio oficial para a próxima sexta-feira (17).

Os atritos com o PSD ocorrem desde o início da gestão Rollemberg, mas o estopim que levou à ruptura definitiva foi a negociação de bastidores nos últimos dias para tirar o secretário de Justiça e Cidadania, Arthur Bernardes, da Pasta. O PSD não aceitou perder o posto e partiu para a ofensiva.

Segundo integrantes da legenda, o PSB de Rollemberg deu largada às composições para 2018, quando o governador deve tentar a reeleição, sem diálogo com o PSD. Agora, o partido de Rosso orienta os filiados a pedirem exoneração de seus cargos.

O pleito do próximo ano também é o motivo de a Rede sair do governo. De acordo com o porta-voz da legenda, Pedro Ivo, “essa é a forma mais honesta de ficar livre para negociar alianças”. Segundo ele, a gestão de Rollemberg tem erros e acertos e é preciso estar de fora para avaliar. “Vamos debater os prós e contras para saber se caminharemos com o governo ou não”, disse.

Pedro Ivo assegurou que, caso a Rede decida sair do governo, entregará os dois cargos de chefia que tem: de Jane Vilas Bôas, presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), e de André Lima, secretário de Meio Ambiente.

PDT 
A movimentação no xadrez político do DF ocorre um mês após Rollemberg perder um aliado importante: o PDT, do presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle. Em 11 de outubro, a legenda decidiu deixar a base, sob o argumento de que não concordava com a atual gestão à frente do Palácio do Buriti.

Da Redação do Agenda Capital com informações do Metrópoles

CEB move ação na justiça para a volta imediata dos servidores em greve

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Até que os danos emergenciais sejam reparados, governo quer que todos as equipes estejam trabalhando. Depois disso, 75% do quadro deve permanecer em atividade. Determinação é que os dias parados sejam descontados

A Companhia Energética de Brasília (CEB) moveu ação na justiça, nesta sexta-feira (10), para volta imediata dos servidores que estão em greve desde segunda-feira (6). Com a medida, o governo retira a proposta que havia feito aos trabalhadores.

“Nós julgamos essa greve inoportuna, abusiva e extremamente prejudicial à população de Brasília. É uma greve que pune a sociedade”, disse o secretário da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais, Sérgio Sampaio.

Em entrevista coletiva na tarde de hoje, no Palácio do Buriti, Sampaio fez um apelo em defesa do interesse público. “Deixar as pessoas privadas do abastecimento de energia elétrica, podendo levar muitas delas a correr risco, inclusive de vida, é algo muito grave.”

De acordo com o secretário, o governo já determinou que fossem cortados os pontos dos grevistas.

Além disso, a Procuradoria-Geral do DF pediu o retorno imediato de todos os servidores até o completo restabelecimento do serviço. Depois disso, volta a valer a regra de manutenção de 75% do quadro. Atualmente, apenas 30% das 45 equipes de plantão estão em atividade.

Entidades empresariais comemoram entrada em vigor da reforma trabalhista

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A entrada em vigor da reforma trabalhista, neste sábado (11), representa  “a maior mudança na legislação do trabalho do Brasil desde 1943, quando foi publicada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”, na opinião da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Em nota divulgada hoje (10), a instituição afirma que o Brasil, “depois de mais de sete décadas”, se equipara a outros países que têm leis trabalhistas “seguras, mas flexíveis”.

O tom comemorativo foi o mesmo exibido por outras entidades empresariais. No entender da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Lei 13.467/17 representa “o almejado avanço na construção de relações do trabalho modernas e alinhadas com a economia do século 21”.

Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaff, disse que a modernização das leis trabalhistas propiciará a criação de novos empregos, “com segurança jurídica para todos”. Trata-se, segundo Skaff, de uma “vitória da sociedade e do Brasil”.

O presidente da Fiesp acentuou, em nota, que o Brasil está “maduro para viver uma nova forma de relação entre trabalhadores e empregadores, que será positiva para todos”. Lembrou, contudo, que o país necessita de mais reformas. “Temos que avançar na reforma tributária, da Previdência e na mais necessária de todas, que é a reforma política. Somente por este caminho, romperemos o ciclo vicioso de crises que se retroalimentam”, concluiu.

Remédio para recessão

Na avaliação da Firjan, as mudanças trazidas pela reforma trabalhista “são imprescindíveis, particularmente neste momento em que o país busca sair da pior recessão da sua história”.

“A reforma prestigia o diálogo e os acordos feitos diretamente entre empregadores e funcionários, simplifica burocracias e regulamenta modelos de trabalho coerentes com a era digital. É um grande estímulo à competitividade das empresas, à manutenção dos empregos e à geração de novos postos de trabalho”, afirma a nota.

A entidade listou, entre os principais avanços proporcionados pela reforma, o novo acordo individual para banco de horas, o fim da homologação da rescisão de contrato e as novas regras para trabalho em modelo de ‘home office’ (trabalho em casa), além da ampliação da terceirização e o modelo de trabalho intermitente.

Segundo a Firjan, “a antiga regulamentação estava muito distante da realidade do mercado de trabalho, o que resultava no excesso de ações trabalhistas”. Acrescenta ainda que o setor produtivo espera que “as novas regras sejam cumpridas no dia a dia, garantindo a segurança jurídica que as empresas precisam para a retomada dos investimentos e da geração de empregos”.

Diálogo

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a nova lei “privilegia o diálogo e valoriza a negociação em detrimento do conflito judicial”. Em nota, a entidade representativa da indústria brasileira salientou que o crescimento sustentado da economia depende de avanços em diversos pilares da competitividade do país. A Lei 13.467/17 “moderniza as relações do trabalho tendo como premissas a valorização do diálogo, a segurança jurídica e a redução da burocracia”, apontou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

O aplicativo Conexão RT, lançado pela CNI, explica a nova legislação que entra em vigor amanhã (11) e os impactos que ela provocará na relação entre empresas e trabalhadores. A ferramenta está disponível para os sistemas iOS e Android e permite a todos os interessados conhecer a nova legislação e fazer a comparação com a lei anterior, apresentando referências para cada item, “seja na CLT, em leis esparsas ou na jurisprudência”, informou a entidade.

Vantagens

O consultor jurídico da Firjan, Pedro Capanema, disse à Agência Brasil que o grande benefício da reforma trabalhista foi modernizar e atualizar a legislação, que data da década de 1940. “Ela não previa uma série de situações que hoje acontecem, como o ‘home office’, que está regulamentado. Um segundo ponto positivo é “prestigiar e dar mais força aos acordos e convenções coletivos, que são aquelas normas negociadas pelos sindicatos”.

Capanema explicou que, com a regra antiga, a Justiça do Trabalho muitas vezes anulou ou invalidou alguma cláusula de negociação feita pelas categorias. Ele indicou que, no direito do trabalho, essa negociação é muito importante, porque os sindicatos de trabalhadores e empresas têm condições melhores de estabelecer regras mais adequadas ao dia a dia do que a partir da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “O fato de você prestigiar essas negociações coletivas é um avanço”.

O consultor destacou também a tentativa de retomada da empregabilidade, porque o Brasil tem, atualmente, cerca de 14 milhões de desempregados. Para combater o desemprego, a economia tem que voltar a crescer, observou Capanema. “A lei pode dar uma força, estimulando novas contratações, desburocratizando o ato de contratar, de demitir”.

O quarto eixo destacado pelo especialista em direitos do trabalho é a produtividade. “O trabalhador brasileiro é, historicamente, pouco produtivo [a produtividade do trabalho de um país compara o PIB com o número de trabalhadores empregados] , porque qualquer pagamento de prêmios gera reflexos e encargos”. Pela nova regra, as empresas vão poder pagar prêmios sem encargos. Ou seja, vão premiar quem trabalha mais sem que o custo do trabalho aumente.

Salientou ainda as novas regras para terceirização, que foi ampliada para atividades fins, além da redução de custos processuais para pequenas empresas que vão para a Justiça. Pedro Capanema informou que 92,7% dos estabelecimentos empregadores são de microempreendedores individuais (MEI), caso de pequenas confecções e pequenos restaurantes. “E, muitas vezes, esses micro empreendimentos que geram emprego não têm recursos para suportar uma briga na Justiça. A reforma dá um tratamento especial para os microempregadores”.

Empregado

Pedro Capanema disse que sempre que há uma alteração muito relevante na lei, as opiniões se dividem. “Isso é próprio do jogo democrático. Vai ter muita gente que aplaude e muitas pessoas que reagem”. Apesar disso, o especialista destacou benefícios para os empregados com a reforma trabalhista. A linha de modernização permite que a relação de trabalho seja mais fácil no dia a dia.

A divisão das férias em três períodos, por exemplo, não era prevista pela lei antiga. Hoje, isso pode ocorrer oficialmente. Sublinhou, contudo, que o trabalhador só dividirá as férias em três frações se quiser. “A empresa não pode impor”. Outra questão que o empregado faz, se quiser, é o trabalho em casa, o chamado ‘home office’. “Pode ser mais interessante para o empregado em uma grande cidade fugir do trânsito e trabalhar de casa em uma sexta-feira, por exemplo. Isso é vantajoso”.

Recordou também que o empregado pode agora reduzir o intervalo de almoço para sair mais cedo. “Uma série de questões que a lei antiga engessava, agora a lei permite que o empregado escolha”. Observou que essas novidades dependem da concordância do empregado.

Rodrigo Maia diz que falta esclarecimento sobre a reforma da Previdência

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (11), em Brasília, que ainda está faltando esclarecimento sobre a reforma da Previdência, “principalmente por parte do governo”.

Declarou que a emenda constitucional que altera as regras de acesso ao benefício da aposentadoria avançará depois que as pessoas tiverem a informação correta sobre o tema.

“As pessoas, às vezes, tratam a Previdência como se fosse um palavrão, mas quando você pergunta “por que você está contra a Previdência?”, muitos não sabem direito nem qual é o mérito do que está colocado na emenda constitucional. É esse esclarecimento que está faltando, principalmente, por parte do governo, que é quem tem as condições de comunicar. As pessoas são contra a Previdência sem saber que o sistema previdenciário brasileiro tira dos mais pobres e entrega para os que ganham mais. Quem se aposenta com menos idade é quem ganha mais”, disse Maia.

O presidente da Câmara espera que – a partir da apresentação do novo texto da reforma pelo relator Arthur Maia (PPS-BA) – os deputados possam avaliar se têm condições de votar ou não a proposta ainda este ano.

A nova proposta foi discutida ontem (10) pelo relator com os líderes partidários, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente Michel Temer, em reunião na residência oficial da presidência da Câmara.

Divulgação de novo texto não tem data definida

Ainda não foi definido o dia de divulgação do novo texto, mas o presidente da Câmara considera que falta pouco tempo para tratar da matéria considerada polêmica e que precisa de pelo menos 308 votos entre os 513 deputados, em dois turnos de votação.

“Quando as pessoas começarem a ter a informação correta do que significa a reforma da Previdência eu acho que a gente vai conseguir avançar. O problema é que o tempo é curto, é muita informação para pouco tempo”, opinou o parlamentar.

O presidente da Câmara passou a manhã de hoje (10) no plenário da Câmara conversando com parlamentares, enquanto aguardava a abertura de sessão deliberativa destinada a aprovar acordos internacionais. Depois de alcançado o quorum mínimo de votação, todos os acordos que estavam em pauta foram aprovados, como havia sido combinado com os líderes partidários.

Na semana do feriado de 15 de novembro não haverá trabalho nas comissões, nem no plenário da Câmara. Na semana seguinte, Maia disse que deve pautar algumas medidas provisórias que estão com prazo de votação prestes a expirar, além de continuar a análise dos projetos do chamado pacote de segurança e discutir emendas constitucionais, entre elas, a que trata do alongamento do prazo dos estados para pagamento de precatórios.

Rollemberg e representantes de cooperativas habitacionais debatem demandas

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Representantes de cooperativas habitacionais apresentaram demandas ao governador Rodrigo Rollemberg na tarde desta sexta-feira (10).

O grupo se reuniu na Residência Oficial de Águas Claras e, além de reivindicações, tratou do andamento de unidades em construção.

“Estamos avançando muito na oferta de unidades habitacionais em parceria com as cooperativas, um processo que tem sido bastante transparente”, disse o governador. E complementou: “Entendemos que a parceria, quando feita com seriedade, transparência e responsabilidade, é muito positiva, porque é a possibilidade de a gente fazer mais, mais rápido e melhor”.

Na reunião, havia integrantes de cooperativas de pelo menos dez regiões administrativas, entre elas, Riacho Fundo I, Samambaia e Santa Maria.

Pelo governo, além de Rollemberg, participaram os secretários de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antonio Coimbra, de Economia, Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia, Valdir Oliveira Filho; os diretores-presidentes da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Júlio Menegotto, e da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab), Gilson Paranhos; e o presidente da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), Júlio César Reis.

Ações emergenciais e obras de infraestrutura avançam no Sol Nascente

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Comitê de crise envolve 13 órgãos, que trabalham para diminuir o dano das chuvas da semana passada na região. De forma simultânea, prosseguem intervenções de drenagem e de pavimentação. Entrega do Trecho 1 está prevista ainda para 2017

A força-tarefa montada pelo governo de Brasília atua para diminuir os danos causados pelas chuvas no Sol Nascente, em Ceilândia, desde sexta-feira da semana passada (3). O comitê de crise instalado na região conta com trabalho integrado de 13 órgãos de governo, sem afetar o andamento das obras de infraestrutura.

Entre as medidas estão a desobstrução das vias e o reforço na coleta de lixo e na segurança; o monitoramento do escoamento do esgoto; o controle de energia elétrica e do abastecimento de água nas residências; e o apoio assistencial às famílias que tiveram as casas atingidas.

“Com uma semana de trabalho, percebo problemas pontuais resolvidos rapidamente. Isso ressalta a importância das obras de infraestrutura, tocadas desde 2015. Não fossem elas, os danos seriam muito maiores”, ressaltou o secretário das Cidades, Marcos Dantas.

Andamento das obras de infraestrutura no Sol Nascente

O Sol Nascente recebe, desde 2015, asfalto, redes de águas pluviais e equipamentos públicos diversos. Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, a urbanização do setor habitacional vai beneficiar cerca de 95 mil moradores.

O investimento é de R$ 220,3 milhões. Setenta e cinco por cento desse dinheiro é proveniente de financiamento com a Caixa Econômica Federal, e os outros 25%, de contrapartida do governo de Brasília. O cronograma das intervenções está mantido.

Com previsão de entrega para o fim deste ano, no Trecho 1, há obras de infraestrutura que englobam:

  • Conclusão de 25,2 quilômetros de redes de drenagem (87% executada)
  • Cinco lagoas de detenção
  • Pavimentação de 304,9 mil metros quadrados de vias (78% executada)

As intervenções no Trecho 2, previstas para serem entregues no primeiro semestre de 2018, compreendem:

  • Execução de 30,3 quilômetros de redes de drenagem (70% executada)
  • Construção de três lagoas de retenção
  • Pavimentação de 493,5 mil metros quadrados de vias (40% executada)

No Trecho 3, o contrato prevê:

  • 21,3 quilômetros de redes de drenagem (12% executada)
  • 3 lagoas de retenção
  • 450,5 mil metros quadrados de pavimentação (não iniciada).

Os custos para os Trechos 1, 2 e 3 são, respectivamente, R$ 58,8 milhões, R$ 95,5 milhões e R$ 66 milhões.

O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antonio Coimbra, destacou que a implementação de infraestrutura nas regiões mais carentes do DF é uma prioridade do governo de Brasília.

“Os problemas de alagamentos que tanto afligem a população e são tão comuns nesta época do ano só serão resolvidos definitivamente com a conclusão dessas obras.” A pasta está à frente das intervenções desde 2015.