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Acordo com o BRB garante continuidade do Prospera no fim do ano

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Tradicionalmente, o programa de microcrédito era suspenso em dezembro e só retornava em março, por questões orçamentárias. Termo de cooperação entre o Banco de Brasília e a Secretaria do Trabalho assegura aporte de mais R$ 500 mil para esse período. Anúncio foi feito nesta quinta (23) no Palácio do Buriti

O Prospera não será suspenso no fim deste ano. Tradicionalmente, o programa de microcrédito do Executivo local era interrompido em dezembro e só retornava em março, período em que ele passava por ajustes e em que os recursos do Distrito Federal também ficam menos disponíveis.

A novidade foi anunciada nesta quinta-feira (23), em cerimônia no Salão Nobre do Palácio do Buriti, com a presença do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

O programa de incentivo a micro e pequenos empreendedores poderá ser continuado nesse intervalo graças à assinatura de termo de cooperação entre o Banco de Brasília (BRB) e a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

Dessa forma, o BRB retoma a linha de microcrédito da instituição e garante o aporte de R$ 500 mil para os próximos quatro meses.

Para o governador, o incentivo ao empreendedorismo é fundamental para a economia do Distrito Federal. “Brasília ainda é muito dependente do serviço público, mas isso está se esgotando pela própria incapacidade de o Estado prover todo o custo do serviço público. Por isso, é muito importante que nós tenhamos outros setores da economia com pujança, gerando emprego e renda.”

No anúncio desta tarde, foram entregues R$ 1.731.763,53 em cartas de crédito para microempreendedores em todo Distrito Federal — 102 contratos aprovados na área urbana e, 49, na rural. O valor desse 18º lote é o maior repassado em 2017.

“Ajudamos a fomentar todo tipo de negócio. Ficamos muito felizes de os beneficiários valorizarem o programa, com índice de inadimplência inferior a 2%”, destacou na solenidade o secretário adjunto do Trabalho, Thiago Jarjour.

Neste ano, o Prospera emprestou R$ 9.666.577,25. O perfil dos beneficiários é, predominantemente, de adultos, de cor parda. Quanto ao gênero dos tomadores de microcrédito, há certo equilíbrio: 429 homens e 422 mulheres participaram da iniciativa em 2017.

Em 2016, o programa colocou à disposição R$ 9.912.279,07, que beneficiaram mais de 823 microempreendedores. Em 2015, o valor foi cerca de um terço do agora distribuído: R$ 3.030.673,29. À época, 248 beneficiados receberam as cartas de crédito.

Com o empréstimo de R$ 10 mil, Dorcília de Morais, de 50 anos, vai investir em capital de giro. Moradora de Vicente Pires, ela prepara refeições fitness congeladas sob encomenda e teve acesso ao crédito pela terceira vez.

“Trabalho há 20 anos no ramo de alimentação e, há quatro meses, mudei de segmento por perceber melhor aceitação”, contou.

Ela fornece cerca de 600 refeições individuais por semana e destacou a relevância de honrar o compromisso financeiro. “Pagar em dia e não ficar inadimplente é importante para conseguir ter acesso da próxima vez”, aconselhou.

CLDF aprova projeto que cria banco de vagas a vítimas de violência doméstica

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Ideia é ajudar mulheres em condição vulnerável a conseguir independência financeira. Assunto foi para mesa do governador, que deve vetar ou sancionar

Por Gabriel Luiz, G1 DF – A Câmara Legislativa aprovou nesta terça-feira (21) um projeto que cria um banco de empregos para mulheres vítimas de violência doméstica. A ideia é ajudar pessoas em condição vulnerável a conseguir independência financeira. O texto foi encaminhado para a mesa do governador, que deve decidir se sanciona ou veta a proposta. A Casa Civil informou que vai analisar o projeto no prazo legal.

Apresentada em 2015, a proposta é de autoria da deputada distrital Sandra Faraj (SD). Se sancionada, o governo terá 90 dias para definir as regras de como vai funcionar o banco de empregos. A ideia é que seja administrado pelas secretarias de Justiça, de Segurança Pública e de Trabalho.

Na teoria, o banco de empregos seria sigiloso e acessível apenas pelo governo: assim, as mulheres seriam “indicadas” caso houvesse vaga em alguma empresa terceirizada ou com algum tipo de contrato com o governo. No entanto, as regras definitivas só vão ser definidas com a regulamentação do GDF.

“O número de mulheres agredidas no DF mostra a gravidade desse tema pra toda a sociedade. Mais de 70% das ocorrências de agressão registradas na polícia são cometidas contra mulheres. E veja que nem todas denunciam por medo de represália ou de não conseguir se sustentar”, declarou Sandra Faraj.

Moradores de Santa Maria recebem 1.078 escrituras

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Com a entrega desta quinta (23), governo de Brasília chega a 40 mil documentos distribuídos em todo o DF desde 2015. A aposentada Eva Lopes foi uma das contempladas nesta manhã

Após 25 anos de espera, moradores de Santa Maria Sul receberam as escrituras de seus imóveis. Foram 1.078 documentos repassados aos proprietários nesta quinta-feira (23), na QR 304.

A entrega faz parte do Lote Legal, um dos eixos de atuação do Habita Brasília, programa habitacional criado para proporcionar moradia digna e que considera o planejamento das cidades e o combate à grilagem.

“Sabemos o que a escritura significa para vocês: tranquilidade, segurança jurídica e valorização do patrimônio. É o fim de uma espera de 10, 20, 30 anos”, disse o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

Wendel Dourado, de 37 anos, mora na região desde de 1991 e recebeu a escritura do imóvel em que vive há 10 anos na QR 402 das mãos do chefe do Executivo local nesta manhã. Segundo o mecânico de refrigeração, é a primeira vez que a família dele tem um documento definitivo de posse.

“A Administração Regional de Santa Maria me ligou há alguns meses, levei a documentação e assinei uma papelada. É muito bom saber que sou o dono de onde moro”, disse Dourado, que mora com a mãe e o irmão.

O mesmo tempo de espera de Dourado é o da aposentada Eva Martins Lopes, de 62 anos. Ela chegou do Maranhão em Santa Maria em 1991. “Tenho nem palavras para dizer o quanto é bom receber este documento.”

Governo chega a 40 mil escrituras distribuídas

Com a quantidade de hoje, o programa soma 40 mil escrituras distribuídas aos brasilienses nesta gestão.

A entrega das escrituras de hoje representa um esforço ainda maior do governo de Brasília em comparação com eventos semelhantes. A área de Santa Maria Sul, onde ficam as quadras contempladas hoje, é particular e alvo de diversas ações judiciais.

Para dar segurança jurídica ainda maior aos moradores, as escrituras foram lavradas em cartório, e não pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab).

Os documentos da Codhab geralmente são entregues de forma gratuita para todos. Porém, no caso das escrituras feitas em cartório, elas custam R$ 111 para famílias com renda superior a três salários mínimos.

“Estamos fazendo uma cidade legal, não só com a entrega de títulos, mas também com a regularização de parcelamentos informais”, enfatizou o diretor de regularização da Codhab, Oséas Ribeiro.

Quem tiver dúvida ou precisar de ajuda pode comparecer à Administração Regional de Santa Maria (Quadra Central 1, Conjunto H, Lote 1), de segunda a sexta-feira, das 9 às 12 horas e 14 às 17 horas. Um funcionário da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) ficará à disposição para atender os moradores.

A meta do governo de Brasília é repassar, até o fim de 2018, 63 mil escrituras — montante superior a todas já entregues na história do DF.

Prazo para atualização cadastral foi reaberto

A Codhab reabriu o prazo para candidatos a programas do Habita Brasília atualizarem os cadastros. Agora, a documentação pode ser enviada até 10 de janeiro de 2018. A prorrogação, no entanto, é válida somente para aqueles que iniciaram o processo até 31 de julho.

Para concluir a atualização, deve-se apertar o botão Finalizar atualização cadastral. Depois disso, são emitidas a confirmação, enviada por e-mail, e uma notificação, no próprio aplicativo.

Dúvidas podem ser esclarecidas nos postos de assistência técnica da companhia e no Na Hora da Rodoviária do Plano Piloto. Já os documentos precisam ser mandados pelo aplicativo, disponível para iOS e Android, e pelo site da companhia.

Temer sanciona com vetos lei que cria novas regras para facilitar adoção

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O presidente Michel Temer sancionou com vetos a lei que cria novas regras para acelerar adoções no Brasil. O texto foi publicado na edição desta quinta-feira (23) do Diário Oficial da União.

Entre os quatro trechos da lei que foram vetados pelo presidente está o que determinava que “recém-nascidos e crianças acolhidas não procuradas por suas famílias no prazo de 30 dias” seriam cadastrados para adoção. A justificativa para o veto foi de que o prazo estipulado nesse trecho é “exíguo” e cita que mães que tiverem , por exemplo, depressão pós-parto e ficarem longe do filho podem reivindicar a guarda da criança após um mês.

Lei

O projeto sancionado hoje (23) altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O texto prevê preferência na fila de adoção para interessados em adotar grupos de irmãos ou crianças. Também passará a ter prioridade quem quiser adotar adolescentes com deficiência, doença crônica ou necessidades específicas de saúde. Essa prioridade foi incluída no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Outro ponto da nova lei altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e estende à pessoa que adotar uma criança as mesmas garantias trabalhistas dos pais sanguíneos, como licença-maternidade, estabilidade provisória após a adoção e direito de amamentação. O texto também reduz pela metade, de seis para três meses, o período máximo em que a Justiça deve reavaliar a situação da criança que estiver em abrigo, orfanato ou em acolhimento familiar.

Mercado vê com bons olhos reforma da Previdência e Ibovespa registra alta

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Por Marquezan Araújo – O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) – indicador que mede o desempenho das ações negociadas no país – apresentou alta de 1,58% no início da semana e atingiu 74.594 pontos. De acordo com operadores, entre os principais fatores que impulsionaram a alta, está a expectativa de aprovação da reforma da Previdência.

O especialista em finanças, Marcos Melo, explica que quando há uma estimativa de bom desenvolvimento da economia, a tendência é que os indicadores positivos subam. Nesse caso, segundo o economista, isso pode mesmo ter uma relação com uma possível aprovação das mudanças no setor previdenciário. “O comportamento da Bolsa de Valores se baseia na expectativa de crescimento econômico. E uma expectativa de solução seria uma reforma da Previdência.”

Nas negociações que envolvem o governo e o Congresso Nacional, a intenção é apresentar um texto mais enxuto do que o original. Para opesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Bruno Ottoni, caso haja uma reforma no sistema previdenciário, alguns pontos não podem ficar de fora. “O que o Brasil mais precisa hoje é justamente alguma idade mínima. Esse eu acho que seja o pilar mais importante. Além, da equiparação dos regimes gerais e dos regimes próprios de Previdência.

Entre os pontos que podem ser retirados da nova proposta está o que trata das aposentadorias rurais. Por ser um tema polêmico, a equipe econômica do Planalto resolveu excluir o item.

Regra de Transição

Após estabelecer a idade mínima para se aposentar (65 anos para os homens e 62 para as mulheres), a reforma prevê uma regra de transição para quem já contribui com a Previdência. O objetivo é diminuir o impacto para os trabalhadores que estariam perto de se aposentar. Portanto, caso a proposta seja aprovada, inicialmente, a idade mínima seria de 55 anos para os homens e 53 anos para as mulheres. Essa idade começa a subir a partir de 2020, na proporção de um ano de idade a cada dois anos que se passam. Dessa forma, em 2038, o piso para a aposentadoria seria atingindo, fixando as idades de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

Previdência no Distrito Federal pode terminar ano com déficit 2,9 bilhões

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Por João Paulo Machado – Nos últimos anos, o governo do Distrito Federal tem sofrido para conseguir pagar as aposentadorias dos servidores públicos. O DF conta com dois fundos previdenciários. Um deles, o financeiro, fechou 2016 com déficit de R$ 2,1 bilhões, e a previsão é encerrar 2017 com um saldo negativo de R$ 2,9 bilhões, segundo informações do próprio governo.

Esse fundo atende os trabalhadores que entraram no serviço público até 31 de dezembro de 2006. E segundo o Instituto de Previdência do Distrito Federal (Iprev), existem 52.336 servidores contribuintes e 58.808 aposentados e pensionistas. Há menos de um servidor ativo por beneficiário. Com o passar dos anos, a tendência é que essa situação piore. Segundo projeção da Caixa Econômica Federal, em 2035, o fundo financeiro terá 6.355 servidores ativos e 68.135 aposentados e pensionistas. O déficit, por sua vez, subiria para além de R$ 7 bilhões.

Reforma da Previdência DF

Para especialistas como a economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour, a situação é um exemplo claro da necessidade de se implantar uma reforma previdenciária no Brasil.“Não adianta a gente achar que não tem problema, achar que o déficit não existe. O problema é urgente e é agora. Vai acontecer em vários estados a mesma situação se as previdências dos estados não forem reformuladas Brasil com certeza. Em algum momento o dinheiro acaba e o estado começa a postergar os pagamentos”, explica Solange.

A situação no segundo fundo previdenciário, o capitalizado, ainda é tranquila. Ele abrange os servidores que entraram a partir de 2007, tem superávit de R$ 3,7 bilhões, porque 34.193 funcionários públicos contribuem, e apenas 152 são aposentados e pensionistas.

Nas últimas semanas, o governo federal intensificou as articulações para tentar aprovar, até o final do ano, a proposta de reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. O texto que sofre resistência de parte dos parlamentares está parado na pauta do plenário da Casa há pelo menos seis meses. Para resolver o impasse, o governo resolveu retirar alguns pontos do projeto, mas não abre mão de manter a idade mínima para aposentadoria e a equiparação das regras do setor público com o privado.

“Pessoas que já tem algum direito adquirido não vão perder aquele direito. Então hoje, funcionários públicos que já estão aposentados não terão suas aposentadorias alteradas de maneira nenhuma. E aqueles que, a determinar a questão da regra de transição, que estão em via de se aposentar, em tese não poderiam mesmo que o governo quisesse. Do ponto de vista constitucional não seria possível”, conta o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Bruno Ottoni. Ele acredita que a reforma ainda não é a dos sonhos, mas a manutenção desses dois pontos é fundamental.

Transição

A regra de transição vale para pessoas que já fazem a contribuição previdenciária. O objetivo é diminuir o impacto da reforma para os trabalhadores que estariam perto de se aposentar. Portanto, caso a proposta seja aprovada, em um primeiro momento, a idade mínima seria de 55 anos para os homens e 53 para as mulheres. Essa idade começa a subir a partir de 2020, na proporção de um ano de idade a cada dois anos que se passam. Dessa forma, em 2038 o piso para a aposentadoria seria atingindo, fixando as idades de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

JR Office inaugura filial em Águas Claras com presença do Dr. Condomínio

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Novembro é o mês dedicado aos síndicos e ao trabalho desempenhado por eles. Aproveitando a data como forma de homenagear a categoria e reconhecer o papel destes profissionais no setor condominial, o grupo JR Office Assessoria Condominial, presente há 29 anos no mercado do Distrito Federal, inaugura nesta sexta-feira (24/11), a filial da empresa, no Hotel Intercity Led, em Águas Claras. O coquetel de inauguração do escritório será às 20h e contará com a presença do Dr. Condomínio, Aldo Junior, que também é diretor-geral da JR Office e do Folha Síndico, jornal que trata de assuntos condominiais e circula no DF há 25 anos.

A nova unidade faz parte do projeto de expansão do grupo JR Office e tem o objetivo de aproximar a empresa da região de Águas Claras, Taguatinga, Samambaia e Ceilândia, tornando os serviços de assessoria condominial mais acessíveis aos síndicos e condôminos destas cidades, que buscam apoio na resolução de conflitos nos condomínios residenciais, comerciais e mistos.  “Queremos nos aproximar e facilitar a vida dos nossos atuais clientes, além de ampliar a base de atuação e trazer inovação ao mercado”, afirma o diretor-geral da JR Office, Aldo Junior. Em breve, novas unidades estão previstas para serem inauguradas também no Guará e no Plano Piloto.

 

Além disso, o novo escritório oferecerá, além dos tradicionais serviços exclusivos, serviços em TI com interatividade entre síndico e empresa e de comunicação interna entre os condôminos.

Rollemberg dá posse a 399 servidores concursados da Secretaria de Saúde

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Empossada nesta quarta-feira (22) como cirurgiã-dentista da Secretaria de Saúde, Tatiana Souza, de 36 anos, conta que as emoções variaram enquanto não era chamada para o cargo desde que foi aprovada no concurso, em 2014.

“Fui da euforia, quando descobri que tinha passado, até a calma de vir tomar posse. Esse é mais um passo importante para assumir”, disse a nova servidora.

Tatiana é um dos 140 nomeados para a Saúde que tomaram posse em cerimônia na tarde desta quarta-feira (22), no auditório da Imprensa Nacional, no Setor de Indústrias Gráficas.

Representante dos colegas cirurgiões-dentistas, ela recebeu o documento de posse diretamente das mãos do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

Tatiana de Souza, de 36 anos, teve o termo de posse assinado pelo governador Rollemberg. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília
Em solenidade na tarde desta quarta (22), a cirurgiã-dentista Tatiana Souza recebeu o termo das mãos do governador de Brasília, em solenidade na Imprensa Nacional. Aprovada em concurso de 2014, ela está entre os 513 nomeados desde outubro

“Quando assumimos o governo, Brasília tinha ultrapassado os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal [LRF]. Isso nos obrigava a contratar apenas em casos de morte ou de aposentadoria para saúde, educação e segurança”, lembrou o governador na solenidade.

Rollemberg destacou também o que considerou outra vitória nesta semana para o atendimento na área de saúde: o entendimento do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios de que a criação do Instituto Hospital de Base do DF é constitucional.

A decisão foi unânime entre os 20 desembargadores, em sessão do Conselho Especial nessa terça (21).

O secretário de Saúde, Humberto Fonseca, ressaltou a importância da contratação dos médicos de família, uma das especialidades empossadas hoje.

“Temos um projeto para aprimorar a atenção primária. O modelo tradicional foi útil para Brasília, mas hoje é ultrapassado, e esses cargos são fundamentais para essa mudança.”

De manhã, outros 259 servidores já haviam tomado posse diretamente na secretaria.

Com os desta tarde, eles fazem parte dos 513 nomeados:

  • 269 técnicos de enfermagem
  • 70 médicos de família
  • 39 cirurgiões-dentistas
  • 39 técnicos de higiene dental
  • 28 clínicos gerais
  • 15 assistentes sociais
  • 14 psicólogos
  • 12 biomédicos
  • 11 técnicos administrativos
  • 8 técnicos de laboratório de patologias
  • 6 terapeutas ocupacionais
  • 2 fisioterapeutas

Banco Mundial aponta que gastos com aposentadoria beneficiam 20% mais ricos

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Segundo documento, governo gasta mais do que pode e coloca em risco a sustentabilidade fiscal do país

Por Tácido Rodrigues – O Brasil gasta mal e de maneira desequilibrada, principalmente quando se fala de funcionalismo público. A conclusão é de um relatório produzido pelo Banco Mundial e divulgado nesta terça (21), que traçou um panorama detalhado sobre os gastos do governo. Nesse quesito, os dados mostram que os servidores públicos federais ganham, em média, 67% a mais do que os demais trabalhadores, o que equivale a 1,2% do PIB nacional. No caso dos servidores estaduais e municipais, são gastos mais 0,8% de todas as riquezas produzidas no país. Além disso, 83% dos servidores públicos integram o conjunto dos 20% mais ricos da população.

O documento apresentado pelo Banco Mundial também mostra o quanto se gasta com aposentadoria de servidores no Brasil e em alguns países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as nações mais industrializadas do mundo e economias emergentes. De acordo com o Banco Mundial, esse gasto no Brasil é ‘bem alto” e chega a 4% do PIB, superando todos os países listados, como Chile, México e Turquia. De acordo com o relatório, o setor público paga, em média, salários aproximadamente 70% superiores (R$ 44.000 por ano) aos pagos pelo setor privado formal (R$ 26.000 por ano). Em comparação com os trabalhadores informais (R$ 16.000 por ano), a diferença é quase três vezes maior.

Diante dessa equação que não fecha, se discute no Congresso Nacional a chamada reforma da Previdência, que visa tornar mais igualitária essa distribuição de renda entre trabalhadores públicos e privados. Para o professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Piscitelli, adotar a idade mínima de aposentadoria é algo necessário para manter a harmonia previdenciária e evitar um colapso ainda maior. “Obviamente, todos nós reconhecemos, os que são a favor e os que são contra a reforma, que existe sem nenhuma sombra de dúvida um aumento da expectativa de vida. É preciso ir ajustando aos poucos, esse seja talvez um dos nós da questão”, disse

Segundo o economista-chefe do Banco Mundial, Antonio Nucifora, tanto a gestão federal, como as estaduais e as municipais, utilizam o dinheiro público de forma ineficiente. Além disso, o especialista aponta que essa administração dos recursos é injusta e beneficia os mais ricos. Um dos exemplos citados por Nucifora para comprovar esse ponto é a despesa excessiva com o funcionalismo público no Brasil. “Os salários altos não apenas indesejáveis do ponto de vista da eficiência do gasto público, por que você não precisa pagar tanto para atrair recursos humanos de boa qualidade, mas também contribuem para a perpetuação da desigualdade social no país. Por que os servidores públicos já têm renda comparativamente alta, em comparação com o restante da população”, explicou.

Gastos com funcionalismo público são recordes no Brasil, indica Banco Mundial

De acordo com o estudo, o problema no Brasil, comparado a outros países, não é o número de servidores, mas a remuneração incompatível com a capacidade de pagamento do estado. Os funcionários públicos federais estão no topo da distribuição de renda do país, indica o relatório. Das 10 atividades com salários mais elevados, seis estão no setor público – o que não se observa, com frequência, em países da OCDE e economias emergentes.

Arruda e outros quatro são condenados em processo da Caixa de Pandora

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O juiz da 2ª Vara de Fazenda Pública do DF condenou os réus José Roberto Arruda; José Geraldo Maciel; Gilberto Lucena; Luiz Paulo da Costa Sampaio; Durval Barbosa e a empresa Linknet em um dos processos derivados da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que investigou crimes de corrupção e improbidade administrativa no DF, antes e durante o governo de José Roberto Arruda.

Nesta ação específica, as denúncias do MPDFT referem-se à prestação de serviços de informática da empresa Linknet ao Distrito Federal, no período compreendido entre 2006 e 2009. Foram denunciados: José Roberto Arruda; José Geraldo Maciel; Gilberto Lucena; Luiz Paulo da Costa Sampaio; Durval Barbosa; Paulo Octávio Alves Pereira; Ricardo Pinheiro Penna; Roberto Eduardo Giffoni e a empresa Linknet.

Segundo o órgão ministerial, após a vigência do último contrato emergencial (dezembro de 2006), firmado entre a empresa e a administração pública, a Linknet continuou a prestar serviços até maio/junho de 2009, sem nenhuma cobertura contratual, evidenciando o caráter ilícito e obscuro da sua relação com o Poder Público local.  Durante esse período (janeiro de 2007 a maio/junho de 2009), a fim de remunerar os serviços que eram prestados pela empresa, foram instaurados procedimentos administrativos de reconhecimento de dívida.

O primeiro reconhecimento de dívida, referente a 2007, culminou no pagamento de R$ 37.506.477,96. O segundo, referente a 2008 e a janeiro a maio de 2009, no valor de R$ 63.844.481,33. De acordo com o MPDFT, a manobra visava justificar serviços e preços superfaturados e possibilitar o pagamento de propinas a determinados agentes públicos. Parte dessa grana era usada por integrantes do alto escalão do Governo para comprar apoio político de parlamentares distritais. O esquema de corrupção foi descoberto durante a operação Caixa de Pandora, com a colaboração de Durval Barbosa, que, na época, gravou diversos vídeos e áudios, nos quais entregava maços de dinheiro aos envolvidos.

O MPDFT pediu a condenação dos réus, nas sanções previstas nos artigos 9º e 10º da Lei de Improbidade, 8.429/92; a devolução dos valores pagos à Linknet, entre 2007 e 2009, no total de R$ 128.087.647,64; bem como no pagamento de danos morais pelos prejuízos causados ao erário.

O juiz da vara de Fazenda Pública julgou procedentes, em parte, os pedidos formulados pelo órgão ministerial. Em relação ao montante do dano causado ao erário, o magistrado determinou a devolução do prejuízo efetivamente apurado pelo Tribunal de Contas do DF – TCDF, e não o valor total dos pagamentos efetuados à empresa ré. Além disso, o pedido de danos morais foi julgado improcedente. O laudo do TCDF constatou superfaturamento dos serviços, com sobrepreço de 331,96%, o que resultou em prejuízo ao erário de 11.855.851,40.

Quanto aos argumentos de defesa dos réus em relação às provas dos autos apresentadas por Durval Barbosa, o juiz ressaltou: “Os réus tentam desqualificar as gravações, áudios e vídeos com base em argumentos técnico/formais, quando o conteúdo, as conversas captadas e as imagens são incontroversas. Não se pode permitir que questões técnicas, que não descaracterizam o conteúdo e a substância das conversas, possam comprometer a essência de tudo o que foi captado. Não se pode transformar esta ação de improbidade em discussão sobre inconsistência técnica de determinada gravação, com desprezo a questões fundamentais, como todo o contexto das conversas e imagens inequivocadamente captadas, que inclusive, como será analisado nesta sentença, os réus reconhecem terem mantido”.

Das condenações

Os réus José Roberto Arruda, José Geraldo Maciel, Gilberto Lucena, Luiz Paulo da Costa Sampaio, Durval Barbosa e Linknet foram condenados a pagar, de forma solidária, o montante de R$ 11.855.851,40, valor apurado pelo TCDF, como prejuízos aos cofres públicos. O montante deverá ser corrigido monetariamente pelo INPC e acrescido de juros de mora de 1% ao mês, desde a data da decisão do TCDF que reconheceu o prejuízo. Exceto Durval Barbosa, os réus também foram condenados a pagar multa civil correspondente a 1/3 do dano ao erário depois de corrigido.

José Roberto Arruda, José Geraldo Maciel e Gilberto Lucena tiveram os direitos políticos suspensos, pelo prazo mínimo de 8 anos e estão proibidos de contratar com o Poder Público ou receber incentivos/créditos fiscais pelo prazo máximo de 10 anos. Luiz Paulo da Costa perdeu os direitos políticos por 5 anos e não poderá contratar nem receber benefícios do Poder Público também pelo mesmo prazo. A Linknet não poderá contratar com a Administração Pública ou receber benefícios fiscais pelo prazo de 10 anos.

O juiz destacou que, de acordo com o artigo 20 da Lei de Improbidade, a suspensão dos direitos políticos só se efetiva com o trânsito em julgado da sentença condenatória.

Das Absolvições

Na mesma sentença, os réus Paulo Octávio Alves Pereira; Ricardo Pinheiro Penna e Roberto Eduardo Giffoni foram absolvidos por falta de provas. “Em relação a estes réus não foi captada qualquer gravação de conversa ou vídeo onde apareça a voz ou a imagem dos mesmos. Tal fato traz dúvida sobre a participação destes réus no esquema de propina das empresas de informática, em especial a Linknet. Se o colaborador processual Durval Barbosa tinha trânsito fácil entre as altas autoridades do Distrito Federal, poderia perfeitamente ter gravado conversa com estes réus para tratar de propinas dos contratos de informática. No entanto, não o fez”.

O juiz ainda esclareceu que, em depoimento à Justiça, Durval Barbosa afirmou que “entregou propina ao réu Giffoni, mas não realizou gravação desta operação. Em relação a Ricardo Penna, o delator declarou que nunca entregou, de forma direta ou indireta, propina para o mesmo. Em relação ao réu Paulo Octávio, o colaborador declarou que o mesmo ficava com 30% da propina, mas não informa quem era o responsável pelo repasse ou se alguma vez, pessoalmente, repassou valores em favor do mesmo”, concluiu.

Ainda cabe recurso da sentença de 1ª Instância.