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Rollemberg diz manter ‘contato informal’ com Fundação Cacique Cobra Coral

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Governador do DF afirmou, em rede social, que relação não prevê contrato ou pagamento; entidade contesta. Fundação diz ter montado ‘QG’ no Entorno para estender temporada de chuvas

Por Mateus Rodrigues, G1 DF – O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, afirmou nas redes sociais que tem “mantido contatos informais” com a Fundação Cacique Cobra Coral – entidade esotérica que teria o poder de controlar o clima –, em busca de soluções para a crise hídrica que atinge a capital. Segundo Rollemberg, as conversas não incluem contrato ou pagamento, mas “toda ajuda é bem-vinda”.

A publicação foi ao ar nesta sexta-feira (31). Na quinta (30), reportagem do G1 mostrou que a fundação tinha montado um “quartel-general” em Luziânia, no Entorno, para adiar a chegada da estiagem ao Planalto Central. A informação foi confirmada pelo porta-voz da entidade, Osmar Santos, mas, naquele momento, a Caesb e o Palácio do Buriti informavam “desconhecer” o convênio.

Na postagem, Rollemberg diz que, “como católico”, tem “rezado muito para que chova bastante no DF”. As atividades da Fundação Cacique Cobra Coral estão relacionadas a contatos com o plano astral e com o espírito do cacique que nomeia a entidade – e que já passou pela terra como Abraham Lincoln e Galileu Galilei, segundo o grupo.

Questionado pelo G1, Santos disse que a fundação se define como “entidade esotérica científica, ou espiritualista”. Segundo ele, toda operação tem apoio técnico de dois cientistas voluntários – um da Universidade de São Paulo (USP), e um do Centro de Previsões e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe).

Ao contrário do que afirma o governo, a Fundação Cacique Cobra Coral diz que um contrato será fechado, e terá de ser publicado em Diário Oficial. O acordo não prevê repasse de dinheiro público – as atividades são custeadas por empresários e mantenedores, afirma a entidade.

Fotografia de longa exposição de raios e tempestade no Distrito Federal (Foto: Felipe Bastos/Arquivo pessoal)
Fotografia de longa exposição de raios e tempestade no Distrito Federal (Foto: Felipe Bastos/Arquivo pessoal)

Fé contra a crise

Segundo o porta-voz, a operação será similar à que foi empregada em São Paulo e no Rio de Janeiro, em 2015, para conter a crise hídrica que secou os reservatórios daquela região.

Em fevereiro, o blog “Gente Boa”, do jornal “O Globo”, informou que o prefeito João Doria tinha fechado nova parceria com a fundação. “Quem nos indicou para o governo de Brasília foi o governador [do Rio], Luiz Fernando Pezão, que tocava essa operação por lá”, diz Santos.

“Começamos há uns 20 dias. [A intervenção] Consiste em prolongar esse período chuvoso por mais uns dias, para tornar o outono e o inverno mais úmidos. Também queremos antecipar o período chuvoso já para setembro.”

Em anos “normais”, a temporada de chuvas no DF começa em meados de outubro, e se estende até o mês de março. Se o clamor ao cacique for atendido, as nuvens devem continuar sobre a capital federal por, pelo menos, mais dez dias.

“É um processo gradual, porque você não pode mexer com a natureza de qualquer jeito, causando efeito colateral. Mas vão ser as águas de abril, e não de março, que vão fechar o verão.”

Além do socorro às crises hídricas, a fundação já foi acionada pelos governos estaduais, pela União e até por outros países para garantir o céu limpo em grandes eventos – Rock in Rio, festas de réveillon e Olimpíadas, por exemplo.

Inscrições para próximo casamento comunitário terminam em 7 de abril

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Andréia Cássia Alves, de 42 anos, e Sebastião Justino de Oliveira, de 48, foram um dos 68 casais a trocarem alianças no projeto Casamento Comunitário. Foto: Andre Borges

Iniciativa voltada a pessoas de baixa renda amplia a garantia de direitos do casal. Andréia e Sebastião se casaram em cerimônia no ano passado

Andréia Cássia Alves, de 42 anos, e Sebastião Justino de Oliveira, de 48, moram juntos há quase duas décadas. Mesmo com a união estável reconhecida, eles sempre sonharam com o casamento. Em novembro, foram um dos 68 casais a trocarem alianças no projeto Casamento Comunitário.

Sebastião tomou conta de tudo. Viu um anúncio da iniciativa na internet, organizou a documentação necessária e foi pessoalmente fazer a inscrição. Como ficou sabendo do casamento um dia antes do prazo para o cadastro terminar e teve alguns contratempos, precisou contar com a desistência de outro casal para entrar na lista.

Andréia mal acreditou quando o marido contou que a cerimônia ocorreria. “Ele chegou perto de mim e disse: ‘Olha, deu certo! A gente casa dia 26 de novembro.’” Para ela, os benefícios foram além da realização do sonho. “Desde lá, nossa vida mudou.”

O casal tem uma filha de 10 anos e está à espera de um bebê. A mulher conta que já teve dificuldades para resolver problemas da menina sem o marido quando não tinha certidão de casamento, além dos preconceitos que enfrentou.

A juíza de paz Maria Alves Rodrigues, que já participou de três edições do projeto, destaca outros benefícios da oficialização.

“No direito civil, está reconhecida a união estável, mas há casos em que a certidão de casamento dá muito mais celeridade ao processo”, defende, ao citar como exemplos recebimento de pensão, inventário e benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Próxima edição está com inscrições abertas

Em 17 de junho, a 15ª edição do Casamento Comunitário vai unir 70 casais, em cerimônia no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. As inscrições, que começaram em 8 de março, terminam em 7 de abril.

Elas têm de ser efetivadas pessoalmente, na sede da Secretaria de Justiça e Cidadania, na antiga Estação Rodoferroviária, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.

É preciso levar:

  • Uma foto 3×4 de cada um dos noivos
  • Cópias das carteiras de identidade e do CPF
  • Cópias das carteiras de trabalho (número de série, foto, verso e contrato de trabalho da última página com o registro)
  • Cópias dos comprovantes de residência e de renda (até três salários mínimos)
  • Cópias da carteira de identidade e do CPF de duas testemunhas maiores de idade

Mais informações pelos telefones (61) 2104-1935, (61) 2104-1971 ou (61) 2104-1984.

Como funciona o projeto Casamento Comunitário

Idealizado pela Secretaria de Justiça, o programa é destinado a casais de baixa renda.

Os objetivos são incentivar o casamento e ampliar as garantias dos direitos patrimoniais, sucessórios e previdenciários das famílias. “O casamento não é uma instituição falida. Estamos incentivando a família”, resume a juíza.

Por meio de parcerias com a pasta, empresas privadas patrocinam a cerimônia civil e as taxas de cartório, além de cabeleireiro e maquiagem para as noivas.

O projeto — que ocorre desde 2012 em pontos turísticos de Brasília, como a Ponte JK (2013) e o Parque da Cidade (2014), além das regiões administrativas — já uniu 1.065 casais. A iniciativa conta ainda com palestras motivacionais, de educação financeira e de orientação sobre violência doméstica e familiar.

Inscrição para a 15ª edição do Projeto Casamento Comunitário

De 8 de março a 7 de abril (ou até o preenchimento das 70 vagas)

De segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas

Na sede da Secretaria de Justiça e Cidadania, na antiga Estação Rodoferroviária

Mais informações: (61) 2104-1935, (61) 2104-1971 ou (61) 2104-1984

Diretório regional do PPS de Brasília realiza primeira reunião do ano

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O deputado Raimundo Ribeiro participou, na manhã deste sábado (1), da primeira reunião anual do diretório regional do Partido Popular Socialista (PPS). O encontro aconteceu na sala de Comissões nº 2 da Câmara Legislativa e teve como pauta o processo congressual e a atual conjuntura local e nacional.

A reunião teve início com uma breve introdução do presidente da comissão executiva do DF, Chico Andrade, que deixou claro qual é o objetivo do partido: Resgatar Brasília. Em seguida, o secretário-geral, Anderson Martins, avisou aos presentes que será um ano de muito trabalho. “Temos que buscar o protagonismo do PPS no Distrito Federal”, disse.

Em seu discurso, o deputado Raimundo Ribeiro explanou sobre o atual momento político do Brasil. “Estamos passando por uma revolução silenciosa e precisamos de uma participação mais efetiva da população. Ou tiramos a máscara da hipocrisia para reinventarmos este País ou desistimos desta guerra”, avisou.

Também presente na reunião, o senador Cristovam Buarque comentou sobre a reforma da previdência, tema complexo e que tem tomado conta das discussões em todo o País. “Precisamos fazer uma reforma, mas tem que ser com o apoio da população. Se não for desta forma, será um ato antidemocrático”, afirmou.

Cerca de 70 pessoas, entre militantes e simpatizantes, participaram do encontro.

Odebrecht depositou propina para Aécio em Nova York, diz delator

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Aécio Neves: um dos mais afetados na nova safra de revelações da Odebrecht (Cristiano Mariz/VEJA)

Ex-presidente de infraestrutura da Odebrecht afirma em delação que a empreiteira pagou propina ao tucano por meio de conta no exterior operada por sua irmã

Por Renato Onofre, da Veja – O senador Aécio Neves é o terceiro grão-tucano a cair na teia de delações da Odebrecht — e em relação aos seus antecessores, José Serra e Geraldo Alckmin, é seguro dizer que sua situação é um pouco pior. E pode se complicar ainda mais. VEJA teve acesso com exclusividade ao conteúdo da delação do ex-­pre­sidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, um dos 78 executivos da empreiteira a firmar acordo de delação com a Justiça. Em seu depoimento, BJ, como é conhecido, afirmou que a construtora baiana fez depósitos para Aécio em conta sediada em Nova York operada por sua irmã e braço-direito, a jornalista Andrea Neves. De acordo com BJ, os valores foram pagos como “contrapartida” — essa é a expressão usada na delação — ao atendimento de interesses da construtora em empreendimentos como a obra da Cidade Administrativa do governo mineiro, realizada entre 2007 e 2010, e a construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Estado de Rondônia, de cujo consórcio participa a Cemig, a estatal mineira de energia elétrica.

VEJA confirmou a denúncia de BJ com três fontes distintas, todas elas ligadas ao processo de delação organizado pela Odebrecht. As fontes pediram o anonimato porque não estão autorizadas a fazer revelações sobre as delações e temem algum tipo de represália ou censura. Os três depoimentos colhidos por VEJA confirmam a natureza da denúncia: depósitos de “contrapartida” feitos em conta bancária em Nova York operada por Andrea. A jornalista Andrea Neves, 58 anos, é irmã do senador e uma das principais conselheiras de Aécio desde as primeiras incursões do mineiro na política, nos anos 1980. Andrea cuida pessoalmente da imagem do irmão e assumiu a área de comunicação do governo de Minas e a interlocução com empresários nas duas gestões do tucano. Sua atuação a fez temida e respeitada por aliados, e também a colocou em rota de colisão com os opositores de Aécio, que a acusavam de praticar censura ao pressionar veículos de comunicação críticos à gestão do então governador.

A denúncia de BJ é grave e atinge em cheio a imagem de um político que, até outro dia, firmava-se como a principal liderança da oposição ao governo do PT e, com o impeachment de Dilma, tornou-se figura expressiva, embora atuando nos bastidores, no governo de Michel Temer. Por meio de sua assessoria, Aécio Neves classificou a acusação de “falsa e absurda”. E acrescentou: “Se confirmadas tais declarações — vazadas ilegalmente —, elas precisam necessariamente de comprovação, dada a gravidade de seu conteúdo”. O senador ainda reclama de que se trata de uma acusação da qual nem tem como se defender, já que vem desacompanhada de detalhes, como o nome do banco ou o número da conta.

Na delação, BJ falou da conta e dos repasses, mas ainda precisa comprovar o que disse. Suas informações, no entanto, já foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal, o que indica que os investigadores entenderam que precisam ser levadas a sério. Do contrário, teriam sido desprezadas.

BJ era amigo de Aécio e frequentemente era visto jantando com o senador no Rio. Na hierarquia da Odebrecht, já foi o terceiro homem mais importante, tendo presidido a divisão de Infraestrutura da empreiteira. Depois de Marcelo Odebrecht, presidente e herdeiro da empresa, BJ é o principal delator entre os 78 que fecharam acordo com a Procuradoria-Geral da República. Com seu status dentro da empresa, BJ tornou-se uma espécie de diretor informal do já famoso “departamento da propina” da Odebrecht, cuja existência só foi descoberta depois que a PF achou, em seu escritório, planilhas com valores associados ao nome de mais de 200 políticos. Portanto, BJ ocupou cargos e exerceu funções que lhe davam acesso a informações relevantes e sigilosas dentro da empresa. Essa é uma das razões pelas quais o Ministério Público considerou sério o bastante o conjunto da delação do executivo. BJ, que já esteve preso, hoje se encontra em liberdade.

Se BJ comprovar a denúncia em sua delação, a Lava-Jato terá disparado um petardo letal contra o senador tucano, que é um dos políticos mais citados nas denúncias da Odebrecht. Dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República pediu para abrir com base nas delações da empreiteira, seis se referem a Aécio. De acordo com o conteúdo das delações, ele é também o político que recebeu uma das mais altas somas da construtora, 70 milhões de reais, considerando-se os pagamentos de 2003 até agora. Esse dinheiro não apareceu nas contas de campanha de Aécio declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral. (Oficialmente, nos registros do TSE, Aécio recebeu 15,9 milhões de reais da Odebrecht em 2014. Nos anos anteriores, não é possível levantar o montante, já que a lei permitia que as doações fossem feitas aos diretórios ligados ao candidato.)

Do total de 70 milhões, 50 milhões foram repassados ao senador depois que a Odebrecht venceu o leilão para a construção da hidrelétrica de Santo Antônio, em dezembro de 2007. A afirmação, que já veio a público, foi feita pelo ex-presidente da construtora Marcelo Odebrecht em depoimento ao TSE, na ação que julga a chapa Dilma-Temer. Além da Odebrecht, fizeram parte do consórcio vencedor da obra fundos de investimento, a Cemig e Furnas. Em sua delação, antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo no mês passado e confirmada por VEJA, Marcelo Odebrecht declarou que decidiu repassar os 50 milhões ao tucano porque queria ter uma boa relação com as duas sócias da usina sobre as quais Aécio tinha influência — a Cemig, estatal mineira que na época era controlada pelo tucano, e Furnas.

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A usina hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia (Divulgação/VEJA)

Não foi a primeira vez que o senador tucano foi apontado como destinatário de propina. Em fevereiro, a Folha publicou que BJ disse, em delação, ter se reunido pessoalmente com Aécio ao menos uma vez para tratar de um esquema de fraude em licitação na obra da Cidade Administrativa. O objetivo era favorecer as grandes empreiteiras na construção do centro, que custou mais de 2 bilhões de reais. No encontro relatado, o executivo diz que o senador mineiro mandou as construtoras Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão combinar os detalhes do esquema com Oswaldo Borges da Costa Filho, o Oswaldinho, diretor da Cemig e apontado como seu tesoureiro informal. Em troca, afirmou o delator, ficou acertada uma propina de 2,5% a 3% do valor da obra. Segundo o executivo, o próprio Aécio decidiu quais empresas participariam da empreitada, liderada pela Odebrecht. Na época, Aécio repudiou o teor do relato de BJ e defendeu o fim do sigilo sobre as delações, afirmando ser “impossível responder a especulações, interpretações ou informações intencionalmente vazadas por fontes não identificadas”.

Em nota a VEJA, Aécio reafirmou que é um “defensor da liberação imediata e total do conteúdo das delações. Com isso, os acusados poderão saber exatamente do que precisam se defender”. Diz o mesmo sobre a acusação de BJ a respeito dos depósitos em conta de Nova York controlada por Andrea. A assessoria do senador declarou que, “se feita, a afirmação sobre a existência de uma conta em Nova York controlada pela irmã do senador Aécio Neves obriga que o delator apresente dados da mesma. Ao fazê-­lo, ficarão comprovadas a mentira e a covardia da falsa acusação”. O tucano disse que “jamais manteve com o delator qualquer abordagem ilícita”.

Em nota, sua irmã afirmou que a declaração de BJ “é falsa e covarde” e a deixa “impotente nesse momento, refém de uma afirmação mentirosa”: “É lamentável que afirmações dessa gravidade sejam divulgadas sem que seja checada antes a sua veracidade. Assim que forem apresentados os dados que permitam identificar o banco e a conta, vou cuidar pessoalmente de provar a falsidade da acusação. Infelizmente, quando isso ocorrer, a publicação do desmentido não será capaz de reparar os danos causados pela divulgação da falsa informação. Tristes tempos esses em que palavras de acusação, mesmo quando facilmente comprovadas suas falsidades, valem mais que a verdade”. Consultada, a Odebrecht limitou-se a informar que prefere não se manifestar sobre a delação de BJ.


Barafunda no ninho

Alckmin, Aécio e Serra: na boca dos delatores (Adriano Vizon/Folhapress)

A Lava-Jato virou mais um fator de instabilidade no já bastante instável ninho tucano. Com as delações dos executivos da Odebrecht, os três principais quadros do PSDB para 2018 estão vendo suas pretensões políticas ser postas em xeque. O primeiro afetado pelas revelações da empreiteira foi o senador paulista José Serra. Ele foi acusado pelo ex-­CEO da Odebrecht Pedro Novis de ter recebido 23 milhões de reais do departamento da propina da construtora em contas na Suíça, o que ele nega.

A acusação veio a público em agosto. Com seu espaço no partido reduzido, Serra viu-se obrigado a apoiar a manobra de Aécio Neves para se manter na presidência do PSDB até as vésperas da eleição do ano que vem. Com isso, o mineiro pretendia garantir o controle da forma como se dará a escolha do candidato presidencial — nas últimas eleições, seu nome foi escolhido por aclamação. Em resposta, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, passou a defender publicamente a convocação de prévias no partido. Alckmin é o menos afetado dos três grão-tucanos citados nas delações da Odebrecht e sabe que isso pode contar a seu favor no ano que vem. Executivos da empreiteira afirmaram que não chegaram a discutir o pagamento de vantagens indevidas diretamente com ele. Os repasses teriam sido negociados com pessoas próximas a Alckmin. O governador também nega qualquer recebimento ilegal da empreiteira.

As delações da Odebrecht, somadas à guerra nos bastidores do partido, já ceifaram boa parte dos efeitos do sucesso eleitoral da legenda no ano passado, quando o PSDB interrompeu um ciclo de queda de representatividade que durou dezesseis anos e conquistou 98 novos municípios. A supersafra incluiu a prefeitura de São Paulo, hoje ocupada pelo empresário João Doria — por exclusão, cada vez mais próximo de ser o nome a representar os tucanos em 2018.

Com vetos, Temer sanciona lei que permite terceirização de atividade-fim

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O presidente Michel Temer sancionou hoje (31), com três vetos, a lei que libera a terceirização para todas as atividades das empresas. O texto será publicado ainda nesta sexta-feira em edição extra do Diário Oficial da União. A lei começa a valer a partir da data de publicação.

Foram vetados o parágrafo terceiro, do Artigo 10 – que previa a possibilidade de prorrogação do prazo de 270 dias dos contratos temporários ou de experiência -, os artigos 11 e 12 – que repetiam itens que já estão no Artigo 7 da Constituição Federal.

Segundo o Palácio do Planalto, o parágrafo terceiro do Artigo 10 da lei aprovada pelo Congresso abria a possibilidade de prorrogações indefinidas do contrato temporário de trabalho, desde que isso fosse aprovado em acordo ou convenção coletiva, o que poderia prejudicar os trabalhadores.

Há três dias nove senadores do PMDB assinarem uma carta pedindo para que Temer não sancionasse o texto como foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Para os peemedebistas, da forma como foi aprovado, o texto poderá agravar o desemprego e reduzir a arrecadação. O projeto também dividiu patrões e empregados.

Temer sancionou a lei depois de ouvir todos os órgãos envolvidos no tema. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou, nas últimas semanas, que a nova lei vai facilitar as contratações pelas empresas.

Atividade-fim

Os temas centrais do texto aprovado no último dia 22 pela Câmara dos Deputados foram mantidos, como a possibilidade de as empresas terceirizarem a chamada atividade-fim, aquela para a qual a empresa foi criada. A medida prevê que a contratação terceirizada possa ocorrer sem restrições, inclusive na administração pública.

Antes, decisões judiciais vedavam a terceirização da atividade-fim e permitiam apenas para atividade-meio, ou seja, aquelas funções que não estão diretamente ligadas ao objetivo principal da empresa.

“Quarteirização”

A empresa de terceirização terá autorização para subcontratar outras empresas para realizar serviços de contratação, remuneração e direção do trabalho, que é chamado de “quarteirização”.

Condições de trabalho

É facultativo à empresa contratante oferecer ao terceirizado o mesmo atendimento médico e ambulatorial dado aos seus empregados, incluindo acesso ao refeitório. A empresa é obrigada a garantir segurança, higiene e salubridade a todos os terceirizados.

Causas trabalhistas

Em casos de ações trabalhistas, caberá à empresa terceirizada (que contratou o trabalhador) pagar os direitos questionados na Justiça, se houver condenação. Se a terceirizada não tiver dinheiro ou bens para arcar com o pagamento, a empresa contratante (que contratou os serviços terceirizados) será acionada e poderá ter bens penhorados pela Justiça para o pagamento da causa trabalhista.

Mais duas entidades religiosas recebem escrituras e têm áreas regularizadas

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Instituições fazem trabalhos assistenciais no DF desde 1985 e aguardavam regularização havia 27 anos. Dirigentes receberam o documento das mãos do governador Rodrigo Rollemberg

Depois de esperar 27 anos pela regularização, o Centro Espírita Irmão Áureo, no Sudoeste, recebeu a escritura pública do terreno que ocupa. Também foi beneficiada a instituição religiosa Casa do Caminho, do Guará. Os documentos foram entregues pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, na noite desta sexta-feira (31).

Ao fazer a entrega, Rollemberg parabenizou as ações assistenciais das duas entidades e disse estar honrado em poder promover a regularização dos espaços. “É de extrema importância termos uma cidade legal e com segurança jurídica, para que projetos sociais como estes possam desenvolver seus trabalhos em paz”, destacou o governador.

Com as duas de hoje, agora são 53 as entidades religiosas que já receberam o benefício do governo de Brasília. O documento garante a todas elas segurança jurídica para que possam fortalecer suas ações sociais no Distrito Federal.

Cerca de 300 pessoas são atendidas pelo centro por meio de atividades como reforço escolar, distribuição de alimentos e assistência espiritual.

“Disseram que a Terracap constrói cidades; nós construímos homens”, destacou o presidente e coordenador das obras sociais do Centro Espírita Irmão Áureo, Joaquim Pedro Levino da Silva. Ele disse estar satisfeito com o retorno obtido após muitos anos de luta.

A casa completou 32 anos na quinta-feira (30). “Essa é uma comemoração conjunta, hoje é mais um tijolo colocado em nossa obra”, definiu o fundador do centro.

O Irmão Áureo surgiu em 1985 em Taguatinga com atividades assistenciais voltadas para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A sede mudou para o Sudoeste em 1990. Sua equipe de voluntários atua em postos de assistência nas regiões administrativas de Brazlândia, Samambaia, Setor de Indústria e Abastecimento e Plano Piloto.

O corpo de voluntários e colaboradores também atende crianças e adolescentes carentes na área rural de Brazlândia. Atualmente, há 21 jovens no projeto, mantido por meio de doações.

A outra escritura foi recebida na mesma solenidade pelo presidente do Conselho Deliberativo do Grupo Espírita Casa do Caminho, Waldehir Bezerra de Almeida.

A entidade, que fica no Guará II, atende crianças, jovens e adultos com ações de evangelização. Com apoio dos colaboradores, o grupo também fornece materiais e alimentação a uma escola de Samambaia.

O presidente da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), Júlio César Reis, ressaltou o valor das ações promovidas pelas entidades. “Estamos muito felizes por contribuir e dar segurança jurídica para que vocês continuem desenvolvendo esse trabalho tão importante para a nossa sociedade.”

Também participaram da entrega o secretário do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Gutemberg Gomes; a secretária-adjunta de Desenvolvimento Social, Marlene Azevedo; o diretor de Habitação e Regularização Fundiária da Terracap, Gustavo Dias Henrique; o administrador regional do Sudoeste, Reginaldo Sardinha; e o presidente da Federação Espírita de Brasília, Paulo Maia.

Estão aptos a pleitear a regularização fundiária instituições que ocupam os espaços desde antes de 31 de dezembro de 2006.

Há 107 processos em análise pela Terracap. A legalização ocorre com a assinatura do contrato de concessão do direito real de uso por meio da compra.

 

Brasília receberá o maior evento esportivo estudantil do País em 2017

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COB as sedes dos Jogos Escolares da Juventude deste ano 

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) definiu as sedes deste ano das duas etapas nacionais dos Jogos Escolares da Juventude, maior evento esportivo estudantil do País. Brasília será a sede da etapa de 15 a 17 anos, entre 16 a 25 de novembro; enquanto Curitiba receberá a etapa de 12 a 14 anos, entre os dias 12 a 21 de setembro.

“Foi uma vitória coletiva do nosso governo, será um evento maravilhoso para a nossa cidade. Veremos os atletas de Brasília em ação diante a sua torcida e o público poderá acompanhar a nata do esporte Brasileiro”, afirma a secretária de Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros.

Organizados pelo COB, os Jogos Escolares da Juventude são o maior celeiro de atletas olímpicos do Brasil, revelando, a cada ano, novos talentos para o esporte brasileiro. Da delegação composta por 465 atletas do Time Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016, o total de 52 já participaram dos Jogos Escolares da Juventude, entre eles Mayra Aguiar, Sarah Menezes, do judô, e Hugo Calderano, do tênis de mesa.

“A decisão do COB foi tomada após um longo processo, onde visitamos todas as cidades interessadas. O COB avalia vários quesitos, como a proposta financeira, as instalações esportivas e não esportivas, além das condições operacionais oferecidas”, afirmou Edgar Hubner, gerente geral de Juventude do COB.

A competição reúne milhares de alunos-atletas de instituições de ensino públicas e privadas de todo o País. Consideradas as fases seletivas, os números chegam a mais de dois milhões de atletas e cerca de 4 mil cidades participantes.

 

Programa de competição dos Jogos Escolares da Juventude para 2017: 

Brasília – 15 a 17 anos: Atletismo, badminton, basquete, ciclismo, futsal, ginástica rítmica, handebol, judô, luta olímpica, natação, tênis de mesa, vôlei, vôlei de praia, xadrez.

Curitiba – 12 a 14 anos: Atletismo, badminton, basquete, ciclismo, futsal, ginástica rítmica, handebol, judô, luta olímpica,  natação, tênis de mesa, vôlei, xadrez.

Câmara Legislativa abre ciclo de palestras para discutir o futuro do DF

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal promoverá a partir de abril um ciclo de palestras para discutir o futuro do Distrito Federal. A primeira edição do ciclo “Diálogos Inspiradores – Brasília a cidade que queremos”, acontecerá na próxima quinta-feira (6), às 19h30, no auditório da Câmara.

O objetivo do debate é construir com a população proposições para o futuro de Brasília. As palestras ocorrerão uma vez por mês, sempre no mesmo horário e local. O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) é o convidado que abrirá o ciclo de debates na próxima quinta-feira. O tema abordado pelo senador será: É possível refundar Brasília?

O jornalista e radialista Estevão Damásio será o mediador. A especialista em linguística e editora de opinião do jornal Correio Braziliense, Dad Squarisi, e o poeta Nicholas Behr serão os debatedores. A participação é aberta a qualquer interessado. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo endereço gabpr@cl.df.gov.br.

Segundo Cristovam, o DF não é mais apenas o centro urbano que abriga a capital do Brasil, como foi a ideia em sua origem, com uma população limitada. “Nossa cidade tem hoje exigências econômicas e necessidade de geração de emprego para sua população crescente que vão muito além do emprego público”, explica.

Ainda de acordo com Cristovam, os próximos governantes do DF devem ter a criação de emprego como um de seus principais propósitos, reunindo, para isso, um diálogo com o comércio, a indústria, as universidades, os órgãos de fiscalização ambientais e de postura.

Na opinião de Buarque, o governador não pode ser apenas o gestor dos serviços públicos e de seus servidores. “Ele deve ser o principal promotor de uma nova forma de gestão baseada na eficiência dos resultados, na austeridade nos gastos e na promoção da cooperação Estado-privado a serviço do público. Mas, acima de tudo, deve ser um líder na dinâmica da economia, no equilíbrio ecológico e na justiça social”, enfatiza.

Serviço:

Evento: “Diálogos Inspiradores – Brasília a cidade que queremos”
Palestra do senador Cristovam Buarque
Tema: É possível refundar Brasília?
Local: – Auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF)
Data: 06/04 (quinta-feira)
Horário: 19h30

Cabral delata juízes, desembargadores e membros do MP. Total: 97!

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A Lista de Janot vem causando movimentos sísmicos na política? Pois esperem para ver a “Lista de Cabral”!!! A terra pode tremer de verdade

Por Reinaldo Azevedo – Segundo quem está por dentro do assunto e não costuma errar, neste exato momento, Sérgio Cabral, ex-governador do Rio, está fazendo o primeiro depoimento de sua delação premiada.

A julgar pelo procedimento adotado pela moral profunda da Lava Jato, o prêmio de Cabral será gigantesco, né?, já que o Paradigma Sérgio Machado prova que, quanto mais bandido, mais benefícios se recebem.

Conhecem aquela piada do tenor que, coitado, arrancava as últimas reservas de ar de pulmões já cansados, sob uma intensa vaia da plateia?

O homem se cansou da humilhação e dos tomates e disse, no palco do Scala de Milão: “Aspetta il baritono!!!”. Em tradução livre: “Ah, tão me achando ruim, né? Esperem o barítono”.

A Lista de Janot vem causando movimentos sísmicos desagradáveis na política? Pois esperem para ver a “Lista de Cabral”!!! A terra pode tremer de verdade. Escombros à vista!

Quem tem acesso à coisa assegura que ela inclui 97 nomes — 97!!! — de juízes, desembargadores e membros do Ministério Público.

A coisa vai ser feia. Como já resta claro a esta altura, existiu o petrolão, sob o comando de uma verdadeira organização criminosa, com a sua devida hierarquia, e havia o “esquema do Rio”. Ali, Cabral conseguiu, vamos dizer, a sua independência. Ele chefiava uma espécie de enclave dentro do esquema geral.

Rollemberg anuncia que Corumbá 4 irá fornecer água ao DF a partir de 2018

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Durante vistoria às obras, nesta sexta-feira (31), o governador Rodrigo Rollemberg projetou para setembro do ano que vem o início dos testes para distribuição de água do Sistema Produtor Corumbá 4, próximo a Luziânia (GO) para Brasília. Em tempos de crise hídrica, é um projeto estratégico para assegurar o provimento de água para as gerações futuras.

“Com fornecimento de até 5,6 mil litros por segundo, essa obra entra no sistema de captação e distribuição que vai ampliar em 70% a capacidade de abastecimento do DF”

Rodrigo Rollemberg

A fase de licitação começou em 2009, e os trabalhos, dois anos depois. Em 2013, a gestão passada paralisou a obra. “Logo no início de 2015, preocupados com o crescimento populacional e a gestão hídrica de Brasília, recebemos recursos federais e retomamos o serviço imediatamente”, lembrou o governador.

Com 65% das obras executadas, sistema vai beneficiar cerca de 1,3 milhão de moradores do Distrito Federal e de Goiás

A construção, em parceria com o governo de Goiás, está orçada em cerca de R$ 540 milhões — divididos de forma igualitária — e vai abastecer 1,3 milhão de pessoas nas duas unidades federativas.

No DF, moradores do Gama, de Santa Maria e do Recanto das Emas serão beneficiados. No estado vizinho, o público abastecido será o da Cidade Ocidental, de Luziânia, do Novo Gama e de Valparaíso.

Compete à companhia de saneamento de Goiás, a Saneago, a captação hídrica e a construção de 15 quilômetros da adutora. Outros 15 quilômetros são de responsabilidade da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), bem como a estação de tratamento. “Posteriormente, cada uma cuidará de construir uma estação elevatória e uma adutora para levar a água até suas regiões”, explicou o presidente da empresa pública, Maurício Luduvice.

Dividida em etapas, a obra está 65% executada. O sistema envolve a captação de água do Lago de Corumbá, que será encaminhada para tratamento em Valparaíso (GO). Depois, a água será bombeada para o DF e o Entorno.

As intervenções sob responsabilidade de Goiás estão interrompidas após recomendação do Ministério Público Federal (MPF), que investiga ilícitos em contratos e licitações da estatal goiana. No entanto, já há encaminhamento para solução do problema.

O diretor de Produção da Saneago, Marco Túlio de Moura, informou que o Ministério das Cidades está com o parecer sobre a retomada do serviço por parte de Goiás. “O estado ainda não teve acesso ao documento, mas a tendência é que seja favorável para a imediata volta ao trabalho.”

Outras obras para captação

As obras do Subsistema do Bananal, no Parque Nacional de Brasília, atingiram 18% de execução na semana passada. A projeção é beneficiar cerca de 170 mil habitantes com a estrutura, na qual estão sendo investidos R$ 20 milhões.

De acordo com o projeto, o subsistema se integra ao Santa Maria-Torto para reforçar o abastecimento em 11 regiões administrativas. As intervenções da primeira grande obra de captação de água no DF desde a Bacia do Pipiripau, há 16 anos, começaram em novembro de 2016.

A água será captada do Ribeirão Bananal e injetada na tubulação adutora que conduz água do Lago de Santa Maria à Estação de Tratamento de Água de Brasília.

A Caesb tem também um projeto, já licitado, para captar, armazenar, tratar e distribuir água do Lago Paranoá. As obras aguardam apenas a liberação de recursos federais (cerca de R$ 480 milhões). Pelos próximos 40 anos, serão atendidas 600 mil pessoas no Paranoá, no Lago Oeste, no Tororó, nos condomínios Jardim ABC, Jardim Botânico e Alphaville e em Sobradinho.

Além disso, foi aberto nesta sexta-feira (31) o pregão eletrônico para a captação emergencial no Lago Paranoá, com a qual o Descoberto vai receber reforço de 700 litros por segundo.