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Supremo vota hoje restrição ao foro privilegiado

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O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje (2) o julgamento sobre a restrição ao foro por prorrogativa de função, conhecido como foro privilegiado, para deputados e senadores. Até o momento, há maioria de oito votos a favor, portanto faltam as manifestações de três ministros. No entendimento dos favoráveis, os parlamentares só podem responder a um processo na Corte se as infrações penais ocorreram em razão da função e cometidas durante o mandato. Caso contrário, os processos deverão ser remetidos para a primeira instância da Justiça.

O julgamento começou no dia 31 de maio de 2017 e foi interrompido por dois pedidos de vista dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Tóffoli, que será o próximo a votar. O relator, Luís Roberto Barroso, votou a favor da restrição ao foro e foi acompanhado pelos ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Fux e  Celso de Mello. Faltam os votos de Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

De acordo com o voto de Barroso, o foro por prerrogativa dos deputados, previsto no Artigo 53 da Constituição, deve ser aplicado somente aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas. O voto do ministro também prevê que o processo continuará na Corte se o parlamentar renunciar ou para assumir um cargo no governo após ser intimado para apresentar alegações finais.

Gargalo

Com base no estudo Supremo em Números, o tempo de tramitação de uma ação penal em 2016 foi de 1.377 dias, maior que o registrado em 2002, quando o processo era julgado em aproximadamente 65 dias.

Entre 2012 e 2016, das 384 decisões tomadas em ações penais, a declinação de competência, quando o parlamentar deixa o cargo e perde o foro no STF, representou 60% dos despachos, enquanto as absolvições chegaram a 20%. Condenações ficam em apenas 1%.

Lava Jato

Mesmo com a finalização do julgamento, a situação processual dos deputados e senadores investigados na Operação Lava Jato pelo STF deve ficar indefinida, e as dúvidas serão solucionadas somente com a análise de cada caso. Os ministros terão de decidir se parlamentares vão responder, na própria Corte ou na primeira instância, às acusações por terem recebido recursos ilegais de empreiteiras para financiar suas campanhas.

Iniciado em maio, o julgamento de hoje é baseado no caso do prefeito de Cabo Frio (RJ), Marcos da Rocha Mendes (MDB), que chegou a ser empossado como suplente do deputado cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ). Porém, Marcos da Rocha Mendes, cujo nome político é Marquinho, renunciou ao mandato parlamentar para assumir o cargo no município. Ele respondia a uma ação penal no STF por suposta compra de votos, mas, em função da posse no Executivo municipal, o processo foi remetido para a Justiça. No último dia 24, Mendes teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Investimento com privatização pode gerar até R$ 14 bilhões ao ano à Eletrobras

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Por Hédio Júnior – A privatização da Centrais Elétricas Brasileiras S.A , a Eletrobras, deve gerar à companhia de energia investimentos de até R$ 14 bilhões ao ano. Esses recursos são apontados pela atual direção da estatal como fundamentais para a sobrevivência da empresa. A arrecadação atual estaria batendo a casa dos R$ 4 bilhões ao ano.

Na Câmara dos Deputados, há a expectativa do relator da comissão especial que avalia essa privatização, deputado José Carlos Aleluia, do DEM da Bahia, de que o seu parecer sobre o assunto seja apresentado para votação, no mais tardar, até o fim do mês. O colegiado tem realizado audiências públicas desde a semana passada com autoridades ligadas ao setor de energia elétrica no país.

A Eletrobras é a maior companhia de capital aberto do ramo na América Latina. O governo defende que parte do capital da empresa seja vendido ao mercado privado, mantendo a União como principal e maior acionista. Esse percentual público seria de cerca de 40%. Diante disso, nenhum outro grupo acionista poderia somar mais de 10% das ações.

Presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior destaca que privatizar parte da empresa ajudará com que ela saia da crise com chances e perspectivas de crescimento superiores às que têm atualmente. “Na área de energia, esses valores dão conta de investimentos que corresponderiam a Eletrobras na casa de R$ 14 bilhões por ano. É o que ela deveria fazer para manter sua participação no mercado. Hoje, ela só é capaz de fazer R$ 4 bilhões. A principal razão é dizermos: nós não temos capacidade financeira e isso pode, obviamente, comprometer o próprio crescimento da economia brasileira”, defendeu.

Relator da comissão, José Carlos Aleluia disse que não há porque estender muito as discussões e que apresentará logo seu parecer sobre a proposta de privatizar a Eletrobras.
“Nós faremos mais duas audiências e entraremos para votação do relatório. Eu não vejo porque atrasar mais”, disse o parlamentar.

A Comissão Especial de Desestatização da Eletrobras tem audiências programadas para esta semana. Outro ponto que tem sido discutido é a manutenção do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) e as atividades de pesquisa e desenvolvimento no setor elétrico brasileiro.

Biometria facial é obrigatória em 100% dos ônibus de Brasília

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Com o uso da tecnologia, que ajuda a inibir fraudes no sistema de transporte coletivo público de Brasília, já foram suspensos 7 mil cartões do Bilhete Único

O equipamento de biometria facial, antes utilizado em apenas alguns ônibus do Distrito Federal, tornou-se obrigatório em todas as catracas da frota que atende o transporte público brasiliense — cerca de 2,8 mil veículos.

Com o uso da biometria facial, que ajuda a inibir fraudes no sistema de transporte coletivo público de Brasília, já foram suspensos 7 mil cartões do Bilhete Único
Com o uso da biometria facial, que ajuda a inibir fraudes no sistema de transporte coletivo público de Brasília, já foram suspensos 7 mil cartões do Bilhete Único. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Conforme portaria publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta quarta-feira (2), as operadoras deveriam ter instalado a tecnologia até segunda-feira (30 de abril).

A fiscalização — para verificar se todos os coletivos já cumpriram a norma — caberá à Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle, da Secretaria de Mobilidade.

Segundo o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), as concessionárias só receberão repasse do governo referente às gratuidades dos passageiros que passarem pelo equipamento.

Os custos da tecnologia são arcados pelas próprias empresas (Marechal, Pioneira, Piracicabana, São José e Urbi)

A biometria facial faz parte do Bilhete Único, lançado em setembro do ano passado — que integra o Programa de Mobilidade Urbana do DF, o Circula Brasília.

Com o recurso — que começou a ser implementado em fase de testes em maio de 2017 —, o governo já suspendeu 7 mil cartões do Passe Livre Estudantil e de pessoas com deficiência.

De acordo com o DFTrans, a medida foi tomada porque foram identificados passageiros que utilizavam o benefício indevidamente.

“Tivemos casos de empréstimo para familiares, pessoa sem deficiência usando a gratuidade de quem tem direito e até cartões sendo vendidos em terminais rodoviários”Marcos Tadeu de Andrade, diretor-geral do DFTrans

“Tivemos casos de empréstimo para familiares, pessoa sem deficiência usando a gratuidade de quem tem direito e até cartões sendo vendidos em terminais rodoviários”, exemplifica o diretor-geral do DFTrans, Marcos Tadeu de Andrade.

Segundo ele, a fiscalização do uso correto do cartão do Bilhete Único é importante para garantir, principalmente, que os usuários com direito à gratuidade — 34% do total — não sejam prejudicados. Desses, 300 mil são estudantes e 65 mil, pessoas com deficiência.

“Se o benefício for utilizado apenas por quem tem direito, esperamos uma economia de, pelo menos, R$ 20 milhões ao ano”, ressalta o diretor-geral do DFTrans.

Entenda como funciona a biometria facial nos ônibus

Acima dos validadores, onde os passageiros passam o cartão, há câmeras que captam imagens de quem passa pela catraca. Por meio de um software, elas são comparadas com as fotos cadastradas no sistema.

Quando o programa automaticamente detecta divergências — ou seja, alerta que as imagens não coincidem —, faz-se uma análise visual para confirmar se é caso de fraude.

Se confirmada a irregularidade, o benefício é suspenso e se abre um processo administrativo em que o usuário tem direito ao contraditório e à ampla defesa. Se ainda assim os esclarecimentos forem insatisfatórios, o cartão é bloqueado.

“Após esse bloqueio, se for estudante, o benefício só poderá ser pedido novamente no semestre letivo seguinte e, se for pessoa com deficiência, em 12 meses”, detalha o diretor-geral do DFTrans.

Como a biometria facial foi introduzida no transporte público de Brasília

Parte das diretrizes previstas na regulamentação do Sistema de Bilhetagem Automática, a tecnologia da biometria facial no transporte público começou a ser usada em fase de teste em maio de 2017.

A Linha 110 da empresa Piracicabana, que faz o trajeto Rodoviária-Universidade de Brasília (UnB), foi a escolhida para experimentar o novo sistema.

Em menos de dois meses de experiência, em dez ônibus dessa linha, o governo de Brasília identificou o uso irregular de 2 mil cartões de Passe Livre Estudantil. A quantidade representava mais de 11% dos 17.574 usuários que utilizaram o cartão nesses coletivos no mesmo período.

Diante desse resultado, o governador Rodrigo Rollemberg anunciou, em novembro, que o recurso para evitar fraudes no transporte público seria estendido a 100% dos ônibus.

Na ocasião, para demonstrar a eficiência do equipamento, cinco carros com a biometria facial foram expostos na área externa do Palácio do Buriti, e o próprio governador passou pela catraca de um deles para testar a identificação por meio de imagens.

Em janeiro deste ano, a frota que atende o transporte público brasiliense começou a ser renovada com a entrega de 50 veículos. Segundo a Secretaria de Mobilidade, os novos modelos já vieram com a biometria facial.

Banco de Brasília reduz taxas do Crédito Imobiliário

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As taxas de juros variam a partir de 8,60% a.m, com prazo para pagamento de até 360 meses
 
Alinhado aos movimentos do mercado, o BRB reduziu as taxas de juros de todas as suas linhas de financiamento imobiliário.
 
O superintendente da área financeira do BRB, Nelson Cavallari, explica que a diminuição da taxa SELIC, em patamar inferior a 8,5%, provocou alteração na remuneração dos depósitos de poupança, funding natural do crédito imobiliário.
 
“A partir desse momento, a poupança passou a remunerar seus aplicadores em 70% da SELIC , que vem sendo reduzida a cada reunião do COPOM. Coerentemente com a redução do custo do recurso utilizado, o BRB também reduziu a taxa de juros cobrada nos financiamentos habitacionais, alinhando seus produtos aos principais players do mercado”, afirmou Cavallari.
 
Crédito Imobiliário no BRB
O Crédito Imobiliário no BRB disponibiliza linhas de crédito para pessoas físicas e jurídicas e pode ser utilizado no financiamento de imóveis novos e usados, residenciais e comerciais. As taxas de juros variam a partir de 8,60% a.m, com prazo para pagamento de até 360 meses (30 anos). Além disso, o percentual máximo financiado é de 80% do valor do imóvel.
 
Para financiar imóveis do Banco
Em se tratando de financiamento de imóveis do Banco, as taxas são ainda menores: iniciam em 7,74% a.m, com percentual de financiamento de até 95% do valor do imóvel.
 
“Essa é outra excelente oportunidade para quem deseja comprar um imóvel, seja residencial ou comercial. No caso de financiamento de imóveis residenciais por pessoas físicas, ainda, existe a possibilidade da utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Além disso, as parcelas são decrescentes, corrigidas pelo Plano de Correção Mensal e Sistema de Amortização Constante (PCM/SAC)”, destacou a Diretora de Gestão de Pessoas e Administração do BRB, Kátia Peixoto.
 
Outro ponto interessante é a possibilidade de composição de renda, ou seja, existe a opção também de composição da renda familiar (de duas ou mais pessoas em regime de co-propriedade).
 
O Banco possui imóveis localizados no Distrito Federal e na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE). A lista completa desses imóveis está disponível no site do BRB www.brb.com.br > Licitações > Venda de Imóveis BRB, ou por meio do link https://portal.brb.com.br/para-voce/escolha-certa/licitacoes/venda-de-imoveis-brb. Interessados podem, também, fazer simulações de financiamento por meio do site.

Seleção brasileira de hip hop faz apresentações gratuitas em escolas do DF

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Foto: Kiko Sanches

A partir de maio, integrantes da seleção brasileira de hip hop, membros da Cia de Dança Have Dreams, se apresentam gratuitamente em escolas públicas e particulares do Distrito Federal com o espetáculo “Resiliência”, que foi estrelado pela primeira vez em 2016. A montagem, que passará por pelo menos seis instituições de ensino, traz a temática da resistência e da mudança pessoal como forma de evolução humana.

Os primeiros alunos a assistirem ao espetáculo são os do colégio Colégio Seriös, localizado no Setor de Habitações Coletivas Sul. A apresentação acontecerá em 4 de maio, a partir das 9h, e terá duração de 45 minutos. Na ocasião, aproximadamente 30 profissionais se revezarão no palco, trazendo uma coreografia com influência de danças urbanas e contemporâneas.
Originalmente, os bailarinos usam elásticos para criar os movimentos, mas, para que fosse possível a apresentação nas escolas, eles tiveram de adaptar a estrutura. Por isso, afirmam terem treinado ainda mais para executar os passos sem ajuda de apoios.
O coordenador do projeto, Dilvan Rodriguez, explica que as expressões corporais colocadas em cena refletem as passagens da vida real, com perdas, desilusões, separações e outros acontecimentos inevitáveis.
“Queremos provocar no expectador uma indagação interna: qual é a minha capacidade de recuperação?”, sugere Rodriguez. “Fato é que quanto maior flexibilidade que uma pessoa possui, menos ela sofrerá com adversidades da vida”, completa.
Depois de passar pelo Seriös, é a vez dos estudantes do Centro Educacional Asa Norte (Cean) assistirem à apresentação. Na sequencia, o Colégio Elefante Branco, na Asa Sul, e o Marista, em Taguatinga, recebem a mostra.
As últimas encenações estão previstas para acontecerem depois de agosto – mês em que o grupo representa o Brasil no World Hip Hop Dance Championship, na cidade de Phoenix, no estado norte-americano do Arisona.
Os dançarinos já têm vaga garantida para a edição 2018 e devem embarcar antes de 5 de agosto o exterior. E essa não é a primeira vez dos profissionais em um campeonato desse porte. Desde 2014, a Cia participa disputas de dança, tanto no Brasil como no exterior.
Rafael Nino, que é o idealizador do Resiliência, afirma que o objetivo dos dançarinos é servir de inspiração para novas gerações. “Queremos mostrar que eles podem sonhar e realizar. Somos prova disso”, pondera. “Temos, também, a oportunidade de levar um espetáculo de música e de arte para dentro de algumas escolas que são tão carentes de eventos culturais como esses”, emenda.
Sobre a Cia Have Dreams
Nascida no DF, em 2010, a Cia Have Dreams foi criada pelo dançarino, coreógrafo e diretor Rafal Nino. Então morador de Ceilândia, Nino se inspirou em um filme chamado ”Escritores da Liberdade” para iniciar o trabalho na dança. O nome do grupo foi tirado da música “I Have a Dream”, que faz parte da trilha sonora do filme.

Artigo: A sabedoria do “Ceiça”

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Por Flávio Resende*

 Cresci, em casa, ouvindo que índio era “bicho preguiçoso”. Até o dia em que o destino me levou a estagiar, aos 18 anos de idade, na Funai. Lá, em contato direto com várias etnias e, sobretudo, escrevendo sobre políticas públicas em defesa destas comunidades, pude entender a complexidade do tema e como este estigma advém dos tempos de descoberta do Brasil.

Meus pais estavam errados. Os pais dos meus pais também. E provavelmente várias gerações que os antecederam. A cultura indígena desconstrói a nossa lógica de acúmulo de bens. Caça-se, hoje, o necessário para manter-se vivo. Em outras palavras, o agora é o que interessa. Amanhã é um outro momento, cheio de variáveis e novas possibilidades. Trocando em miúdos, é só mais uma outra lógica de enxergar a vida.

Ao visitar recentemente comunidades quilombolas, no Jalapão (TO), me deparei com realidade parecida: famílias contempladas pela natureza, com fervedouros em suas terras que atraem a atenção dos turistas maravilhados pelo fenômeno que só ocorre lá. E as benfeitorias? Por que não reinvestem ali parte do que arrecadam para maximizar os lucros com a exploração dos atrativos turísticos? A resposta de um deles – o “Ceiça” – parece frágil sob a nossa ótica capitalista, mas é de uma simplicidade e sabedoria que impressionam: “Pra que? Muita gente sai daqui, corre, corre na cidade grande pra ganhar dinheiro. Luta feito doido e, no tempo livre, volta para a natureza para relaxar no fim de semana e fazer o que mais gosta – pescar. Prefiro ficar por aqui mesmo e seguir pescando todo dia. Assim, encurto o caminho”, responde sorrindo.

 Neste instante, me senti um idiota. Era exatamente o que eu estava fazendo lá. Este desconforto me fez refletir sobre como iria desconstruir esta engrenagem a que fui submetido culturalmente e que me distancia da premissa de que precisamos de muito pouco para sermos felizes. E que as coisas mais estruturantes de nossas vidas não são coisas.

 Em resumo, fica cada vez mais claro que o mundo seria diferente se a nossa cultura privilegiasse o presente em detrimento do que está por vir. Que importância você tem dado à sua presença nas relações e para as escolhas que faz hoje? Por que sentimos necessidade de controlar o amanhã? Até que ponto a nossa ansiedade nos empurra para o futuro e nos desconecta do agora? O quão disposto você está de abrir mão do que a lógica capitalista lhe oferece? É, pelo jeito, o “Ceiça” – aquele mesmo que anda de “motoca” pelas ruelas de Mateiros (TO) e que passa grande parte de suas tardes no aconchego da rede, entre as folhagens de seu paraíso natural, já avançou nestas reflexões. E, numa hora dessas, deve estar entre um cochilo e outro, preocupando-se se no dia seguinte fará sol ou não para receber seus turistas, com um sorriso de orelha a orelha.

  *Flávio Resende é brasiliense, comunicador, jornalista, empresário na área de Comunicação Empresarial, coach ontológico e aprendiz das coisas do sentir e de tudo mais que couber nesta vida.

Adasa homologa reajuste de tarifas de água e de esgoto a partir de 1º de junho

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Segundo a agência reguladora do DF, preços serão corrigidos em 2,99% e valerão até 31 de maio de 2019

A partir de 1º de junho, o valor do serviço de água e de esgoto em Brasília deverá ser corrigido em 2,99%. O ajuste foi homologado nesta segunda-feira (30), por meio de resolução da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa-DF), publicada no Diário Oficial do Distrito Federal.

As tarifas ficam reajustadas em 2,99% — 0,93% referentes ao Índice de Reajuste Tarifário (IRT) e 2,06% referentes à Revisão Tarifária Extraordinária (RTE).

Hoje de manhã, em visita às obras da adutora de água tratada de Santa Maria (DF), o governador Rodrigo Rollemberg disse que vai “avaliar efetivamente a necessidade do reajuste”. Ele ressaltou que o valor é determinado pela Adasa, e não pelo Executivo local.

“O que estamos fazendo são os investimentos necessários para garantir o abastecimento para a população de Brasília”. Como exemplo, Rollemberg citou a inauguração de outras duas intervenções para captação de água: a do Bananal e a do Lago Paranoá.

O que são os dois índices tarifários da Caesb

IRT: concedido anualmente, o índice de reajuste tarifário faz parte do contrato de concessão com a Caesb. O reajuste é definido após estudos baseados, principalmente, nos índices inflacionários.

RTE: a revisão tarifária extraordinária é solicitada pela Caesb para corrigir possível desequilíbrio econômico-financeiro decorrente da crise hídrica no DF e consequente redução de mercado.

De acordo com a legislação vigente e com o contrato de concessão, a Adasa é a responsável por fixar as tarifas praticadas pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Os valores são determinados após a agência analisar os números apresentados pela companhia.

O reajuste anual dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário foi debatido em audiência pública em 23 de abril deste ano e recebeu sugestões pela internet até a mesma data.

Após o reposicionamento tarifário, os consumidores pagarão os seguintes valores, com base no volume gasto em metros cúbicos (m³):

Para atividades residenciais
Faixa de consumo (m³) Tarifa popular (R$) Tarifa normal (R$)
De 0 a 10 2,28 3,04
De 11 a 15 4,25 5,63
De 16 a 25 5,57 7,20
De 26 a 35 10,64 11,64
De 36 a 50 12,83 12,83
Acima de 50 14,07 14,07

 

Para atividades comerciais, públicas e industriais
Faixa de consumo (m³) Tarifa comercial e pública (R$) Tarifa industrial (R$)
De 0 a 10 7,70 7,70
Acima de 10 12,74 11,62

De acordo com a atividade exercida pela unidade consumidora, os tipos de tarifas de água são divididos em:

  • residencial (inclui templos religiosos ou entidades declaradas de utilidade pública pelo governo de Brasília e construções de casa própria sob encargo do proprietário)
  • comercial (engloba atividades não previstas nas outras categorias e água para irrigação)
  • industrial
  • pública (órgãos e entidades da administração direta e indireta do Distrito Federal, dos municípios e dos estados, da União, organizações internacionais e representações diplomáticas)

No serviço de esgoto, o cálculo das faturas, com base no abastecimento de água, tem duas categorias:

  • para sistema convencional de esgotamento sanitário (que varia de 50% a 100% da cobrança da água)
  • para sistema condominial (100% na rede própria externa e 60% na interna)

A tarifa popular é aplicada para famílias de baixa renda cadastradas em programas sociais do governo.

Temer anuncia reajuste do Bolsa Família; aumento será de 5,67%

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O presidente Michel Temer faz um pronunciamento à nação.

Em pronunciamento à nação, o presidente Michel Temer anunciou que autorizou o reajuste do programa Bolsa Família. O discurso, em razão do Dia do Trabalho, celebrado amanhã (1º), foi ao ar às 20h30 desta segunda-feira (30) em rede rádio e TV. Em um vídeo, postado nas rede Twitter, o presidente confirmou o reajuste, mas não informou o valor.

O Ministério do Desenvolvimento Social informou, em nota, que o reajuste autorizado será de 5,67% a partir de julho. Com isso, o pagamento passa de R$ 177,71 para uma quantia estimada de R$ 187,79.

Além do reajuste, no pronunciamento,Temer diz que o 1º de Maio é um momento de reflexão. “Amanhã, o Dia do trabalho, é um dia de reflexão, não é um dia de festa. Nós temos que comemorar a nossa capacidade de trabalho. De resistência, de superação. Só ela vai nos permitir festejarmos amanhã”.

O presidente disse que os desempregados não devem perder a esperança e que o governo está trabalhando para criar mais postos de trabalho. “E você trabalhador que procura trabalho, não perca a esperança. O Brasil está crescendo, e, a cada dia, estamos criando mais postos e mais oportunidades”.

Atualmente, 13,1 milhões de pessoas estão sem emprego no país, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgada no final de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O presidente agradece aos trabalhadores, citando professores, trabalhadores do campo, da segurança pública e servidores públicos, pelos serviços prestados ao país no dia a dia e voltou a rebater os críticos a seu governo.

“Você tem feito a sua parte, tem acordado cedo, se dedicado e se empenhado. E do lado de cá, também estamos trabalhando duro. […] Enquanto alguns passam o dia criticando, a gente passa o dia trabalhando. E nessa data especial, o país agradece a quem faz, a quem produz e a quem realiza”.

Bolsa Família 

O reajuste autorizado para o programa é maior que a inflação. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, a suplementação orçamentária para este ano, para cumprir o reajuste, será de R$ 684 milhões.

“Fizemos um verdadeiro saneamento nos programas vinculados à nossa pasta, com revisões nos benefícios do INSS, como o auxílio-doença, e no próprio Bolsa Família. As ações permitiram que mais pessoas entrassem no programa. Além disso, zeramos a fila de espera e, ainda, aumentamos o valor do benefício”, disse o ministro Alberto Beltrame, no comunicado.

O reajuste cobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de julho de 2016 a março de 2018 (4,01%), o período em que o benefício não foi reajustado.

Atualmente, o programa contempla 13,7 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil.

PGR denuncia Lula, Palocci e Gleisi por propina de US$ 40 milhões da Odebrecht

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A Procuradoria-Geral da República denunciou hoje (30) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antônio Palocci, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro Paulo Bernardo, marido da parlamentar.

Todos são acusados dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, a partir de delações premiadas de ex-executivos da empreiteira Odebrecht. Segundo a denúncia, a Odebrecht prometeu a Lula doação de US$ 40 milhões, o equivalente a R$ 64 milhões, em troca de decisões políticas para beneficiar a empresa.

De acordo com a PGR, além dos depoimentos de delação, foram colhidos nas investigações documentos, como planilhas e mensagens, fruto da quebra de sigilo telefônico.

Em contrapartida pela doação, a procuradoria afirma que a Odebrecht foi beneficiada com aumento da linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com Angola, país africano onde a empreiteira tinha negócios.

A procuradoria sustenta que os acusados formavam uma suposta organização criminosa. Lula, Paulo Bernardo e Palocci faziam parte do núcleo político. Marcelo Odebrecht – também denunciado e um dos delatores – do núcleo econômico, e do grupo administrativo, o chefe de gabinete da senadora, Leones Dall’agnol, que foi denunciado.

Conforme a denúncia, Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo aceitaram receber parte do dinheiro vindo da Odebrecht, em 2014, via caixa 2, como doação eleitoral de R$ 5 milhões, que teriam sido recebidos por Leones.

“Dos cinco milhões, Gleisi Helena Hoffmann, Paulo Bernardo e Leones Dall’Agnol comprovadamente receberam, em parte por interpostas pessoas, pelo menos três milhões de reais em oito pagamentos de quinhentos mil reais cada, a título de vantagem indevida, entre outubro e novembro de 2014″, diz a PGR em parecer.

 

Ministro do TST suspende liminar que liberava desconto da contribuição sindical

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O corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Lelio Bentes Corrêa, decidiu suspender uma decisão da Justiça de Porto Alegre que determinou o desconto de contribuição sindical dos empregados de uma loja de departamento. A cobrança obrigatória passou a ser facultativa após a sanção da 13.467/2017 (Reforma Trabalhista).

A decisão, assinada no dia 18 de abril, tem validade somente para o caso concreto, mas poderá servir de precedente para anular liminares que também autorizaram a cobrança obrigatória em todo o país.

O ministro entendeu que liminar da primeira instância antecipou o exame do mérito de outra ação sobre a mesma questão e que também tramita na Justiça Trabalhista da capital gaúcha, na qual é discutida a constitucionalidade do fim da obrigatoriedade.

Corrêa também concordou com os argumentos dos advogados das Lojas Riachuelo. A empresa alegou que a ordem de recolhimento traria dano irreparável porque a eventual restituição de valores seria “extramente difícil”.

“Nesse contexto, extrai-se que a referida decisão – frise-se, de natureza eminentemente satisfativa, de difícil reversibilidade, impôs genericamente à ora requerente a obrigação de proceder ao recolhimento da contribuição sindical de todos os seus empregados.”, afirmou.

A decisão do ministro derrubou uma liminar concedida pelo desembargador Gilberto Souza dos Santos, do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4), que obrigou as Lojas Riachuelo a fazer o desconto do contracheque e o repassar ao Sindicato do Comércio de Porto Alegre o valor equivalente a um dia de trabalho de todos os funcionários, precedimento que era adotado antes da reforma.

Ao autorizar o desconto, a magistrado entendeu que, mesmo com a mudanças promovidas pela reforma na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a contribuição sindical tem caráter tributário e deve ser regulamentada por meio de Lei Complementar e não por norma ordinária. Dessa forma, segundo o desembargador, a contribuição continua válida.

“A retirada do caráter compulsório de uma obrigação tributária, transformando-a em faculdade do sujeito passivo, implica em descaracterização da natureza de uma contribuição social, cujas características exigem abordagem da legislação complementar, e não mera lei ordinária, como ocorre na presente hipótese”, decidiu.

Após a Reforma Trabalhista, pelo menos seis ações contestam as alterações no Supremo Tribunal Federal (STF). Sindicatos e confederações também argumentam que a contribuição deveria ser alterada por meio de lei complementar.