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Palácio do Planalto divulga foto oficial do presidente Michel Temer

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O Palácio do Planalto divulgou hoje (9) a foto oficial do presidente Michel Temer. O retrato foi tirado na biblioteca do Palácio da Alvorada, pelo fotógrafo Beto Barata.

Na foto, Temer veste terno preto e gravata azul, está em pé e não usa a faixa presidencial. Em janeiro, um retrato de Temer usando a faixa chegou a ser divulgado pelo Palácio do Planalto como uma “versão preliminar” da foto oficial do presidente.

Meirelles diz que base governista concorda em votar logo reforma da Previdência

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou hoje (9) que foi firmado entendimento entre os líderes partidários de que a reforma da Previdência deve ser votada “o mais rápido possível”. Depois de participar de café da manhã na residência oficial da Presidência da Câmara junto com o presidente Michel Temer e lideranças da base governista, além de ministros da área política, Meirelles afirmou que sentiu hoje um nível maior de comprometimento para avançar na tramitação da proposta.

“A questão é que se concluiu o entendimento de que é necessário votarmos a reforma da Previdência e encaminhar o mais rápido possível. Eu fiz uma explanação bastante enfática e clara mostrando a necessidade da reforma da Previdência. A reforma não é uma questão de opinião, é uma necessidade. Primeiro, porque é uma eliminação de privilégios. Hoje, os mais pobres não completam os 35 anos de contribuição e, portanto, tendem a se aposentar aos 65 anos. Aqueles que se aposentam mais cedo são exatamente os de maior renda, os privilegiados”, disse Meirelles.

O ministro confirmou que devem ser feitas mudanças na proposta que foi aprovada em comissão especial da Câmara, mas não detalhou quais seriam as alterações. Adiantou apenas que a idade mínima, o período de transição e as regras que tratam da eliminação dos casos de dupla aposentadoria não devem sair da proposta original.

“Nós não definimos ainda qual é a proposta, porque isso é uma discussão com o Legislativo: os deputados e as lideranças estão discutindo exatamente a proposta. Não há uma proposta do governo, isso é uma discussão entre as lideranças e o relator”, afirmou.

Meirelles enfatizou, no entanto, que, independentemente de qualquer mudança que seja feita no texto, o benefício fiscal tem que, de fato, contribuir para o equilíbrio das contas para os próximos anos. O ministro disse que a equipe fará contas para checar o efeito fiscal das alterações que já foram sugeridas na reforma.

Questionado se o tempo de contribuição será reduzido de 25 para 15 anos, Meirelles disse apenas que isso ainda está sendo discutido. “Se mudar este ponto, qual é o custo, em termos de reduzir benefícios, para o país? Isso significa que terá que ser compensado de outro lado: qual? Esse é o tipo de exercício e discussão que estamos tendo com as lideranças. (…) Qualquer mudança que diminua benefício fiscal terá que ser compensada”, afirmou.

Ele destacou ainda que a melhora nos índices de inflação e outros sinais positivos da economia foram possíveis devido às reformas que já foram feitas e à definição do teto de gastos. Ele reafirmou que as mudanças na Previdência são importantes para atrair investimentos de longo prazo e consolidar o processo de recuperação econômica.

A reforma da Previdência aguarda votação do plenário da Câmara desde maio. Por se tratar de uma emenda constitucional, deve ser aprovada com o apoio de no mínimo 308 deputados do total de 513, em dois turnos de votação.

O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que  as lideranças se reunirão com suas bancadas para discutir a apresentação feita pelo ministro Meirelles.  O líder reiterou que ainda não foi definida uma data para votação. “Não tenho dúvida de que nos próximos dias haveremos de ter um posicionamento da base em relação a esse tema. Ainda não dá pra fazer previsão [de votação], porque primeiro é preciso fazer avaliação política em torno da aceitação desta proposta colocada”, afirmou.

Fábrica Social: DF é pioneiro em curso público de instalação de sistema de energia solar

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Setenta e dois alunos já foram capacitados desde novembro. Entre eles, está José Raimundo Seabra, que abriu a própria cooperativa especializada em placas fotovoltaicas. Rollemberg visitou o local nesta quinta-feira (9)

José Raimundo Seabra, de 47 anos, abriu, em maio, a Cooperativa de Energia Solar (CoopeSolar), especializada em energia elétrica. Entre outros serviços, ele instala placas solares, atividade que aprendeu na unidade 2 da Fábrica Social, no Setor Complementar de Indústria e Abastecimento.

“O curso da Fábrica Social foi um aprendizado muito grande. Agora, tenho uma profissão definida e que acredito que será o futuro do Brasil, já que, com escassez de água, a energia solar deve substituir a hidrelétrica”, disse Seabra, na visita do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, à Fábrica Social nesta quinta-feira (9).

Trata-se do primeiro curso público com aulas de instalação de placas solares e de manutenção do sistema fotovoltaico, que converte a luz solar em energia elétrica sustentável.

A iniciativa integra o programa Brasília Solar, que incentiva o uso da energia solar em escolas e prédios públicos do DF, além de impulsionar a qualificação profissional.

“O nosso objetivo agora é aliar isso com programas de financiamento, como o Prospera, para que essas pessoas tenham o recurso para comprar os equipamentos e exercer a profissão que aprenderam aqui”, disse Rollemberg.

Cinquenta e um alunos estão matriculados na atividade. É o terceiro módulo do curso desde que foi lançado, em novembro de 2016. Cada um tem duas turmas, uma no turno matutino e outra no vespertino. Setenta e duas pessoas já foram aprovadas no curso.

A utilização da energia solar é uma tendência mundial. “Especialmente em Brasília, onde temos muito sol na maior parte do ano”, avalia o governador. “Estamos contratando um estudo para que a área do lixão [que será desativado em janeiro de 2018] possa ser utilizada, por exemplo, para abrigar placas solares.”

Rollemberg acrescentou ainda que há empresas interessadas em instalar as placas na superfície de reservatórios hídricos, como do Descoberto. “Além de gerar energia, isso vai reduzir a evaporação de água”, disse.

O que é a Fábrica Social

A Fábrica Social tem como objetivo promover a inclusão socioprodutiva e difundir a economia solidária, por meio da educação profissional de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Há 636 alunos inscritos em cursos de formação profissional nas áreas:

  • Confecção de vestuário, acessórios e materiais esportivos
  • Construção civil
  • Produção e cultivo de alimentos saudáveis
  • Marcenaria criativa

Greve no Metrô e na CEB

Questionado sobre a greve dos funcionários da Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF), iniciada hoje, e da Companhia Energética de Brasília (CEB), parados desde segunda-feira (6), o governador disse contar com o bom senso das categorias.

“O governo está sempre aberto ao diálogo. [No caso do Metrô], atendemos a uma reivindicação do sindicato: que era a contratação de novos metroviários. Já publicamos a nomeação dos primeiros 63 — o processo terá três etapas.”

O chefe do Executivo local espera que a categoria cumpra o que foi determinado pela Justiça, de com 90% da capacidade nos horários de pico, 60% nos outros períodos e 100% nos dias de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em relação à CEB, o governo apresentou proposta de recomposição salaria pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC). “Especialmente nesse período de fortes chuvas, é muito importante retomar o trabalho.”

Justiça determina que metrô opere com 90% da capacidade em horários de pico

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TRT garante direito dos usuários na greve decidida por servidores para começar nesta quinta (9). No domingo (12), 100% da frota deve funcionar para atender o Enem

O Tribunal Regional do Trabalho acatou o pedido da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) e determinou que, durante a greve dos empregados, o serviço opere com 90% da capacidade nos horários de pico — das 6 às 10 horas e das 16h30 às 20h30.

De acordo com a decisão do desembargador do trabalho Pedro Luís Vicentin Foltran, nos demais horários, a capacidade da frota e dos empregados em atividade deve ser de 60%. No domingo (12), devido às provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o metrô funcionará com 100% de sua frota e dos trabalhadores, das 8h30 às 19 horas.

A multa por descumprimento da determinação é de R$ 100 mil por dia. A greve dos servidores do Metrô-DF foi anunciada para esta quinta-feira (9). A categoria reivindica reajuste salarial e contratação de funcionários aprovados no concurso de 2014.

Com a paralisação dos servidores do metrô, a frota de ônibus de Brasília será reforçada nas regiões atendidas pelo sistema.

Serão colocados 67 veículos adicionais em Águas Claras (9), em Ceilândia (29), no Guará (2), em Taguatinga (4) e em Samambaia (23). Do total, 51 são articulados e 16, básicos, de acordo com o plano emergencial da Secretaria de Mobilidade.

As 26 linhas de ônibus do DF farão o percurso metroviário, e o passageiro poderá usar o Bilhete Único para embarcar. “Vamos atender o usuário do metrô enquanto durar a greve”, reforça o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno.

De acordo com a secretaria, o Metrô-DF opera com cerca de 150 mil viagens diárias, nas quais são atendidas cerca de 75 mil pessoas.

Linhas adicionais de ônibus durante greve do metrô

Samambaia Norte

373.2 — Samamabaia Norte (1ª Avenida)/Rodoviária do Plano Piloto (EPNB-Eixo)

Samambaia Sul

0.821 — Samambaia Sul (1ª Avenida)/Rodoviária do Plano Piloto (EPNB)

Guará

154.2 — Guará I-II/Rodoviária do Plano Piloto (QE 44-Zoo-Eixo)

156.1 — Guará II-I/Setor Policial/W3 Sul-Norte

Águas Claras/Taguatinga Sul

306.1 — Taguantinga Sul/Rodoviária do Plano Piloto (QS 11-Vereda da Cruz-Águas Claras) Setor P Sul/Taguatinga Norte

0.554 — Setor P Sul/Rodoviária do Plano Piloto (P4-P3-P2) – Semiexpressa

932.1 — P Sul/Taguatinga Centro/EPTG/Rodoviária do Plano Piloto

Setor QNR

0.385 — QNR 5 (P1 Norte-P1 Sul)/Rodoviária do Plano Piloto (EPTG-Eixo)

0.556 — QNR 5/Rodoviária do Plano Piloto (P Norte-Via Leste)-Semiexpressa

343.2 — QNR 5 (P2 Norte)/Rodoviária do Plano Piloto (Av. Hélio Prates-Estrutural)

Setor M Norte

0.322 — Setor M Norte (Via JL2)/Rodoviária do Plano Piloto (EPTG-Eixo)

0.323 —  Setor M-L/W 3 Sul (SIG)

0.324 — Setor M Norte (Av. Hélio Prates/Rodoviária do Plano Piloto (Estrutural)

0.377 — Setor M Norte (Via Leste)/W 3 Norte (SIG)

Setor P Norte

0.334 — P Norte/Rodoviária do Plano Piloto (Eixo)

Setor O

0.310 — Setor O/Rodoviária do Plano Piloto (Eixo)

0.311 — Setor O/W 3 Sul (Via M2-SIG)

0.312 — Setor O (M2)/Rodoviária do Plano Piloto (Estrutural)

0.331 — Setor O/Rodoviária do Plano Piloto (Estrutural)

0.343 — Setor O/Rodoviária do Plano Piloto (Estrutural)

0.374 — Setor O (Via Leste)/W 3 Norte

0.375 — Setor O (N2)/W3 Norte

0.382 — Setor O (Via Leste)/Rodoviária do Plano Piloto (Estrutural)

0.552 — Setor O/Rodoviária do Plano Piloto (Expansão-Via Oeste-Guariroba)-Semiexpressa

0.553 — Setor O/W 3 Sul (Expansão-Via Oeste/Guariroba) -Semiexpressa

0.558 — Setor O/Rodoviária do Plano Piloto (Ceilândia Norte-Sul) – Semiexpressa

Tribunal de Contas suspende decisão que limitava horas extras na Saúde

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Com a medida, servidores poderão trabalhar 18 horas consecutivas, fazer mais de 44 horas semanais e cumprir intervalo mínimo de seis horas no sistema de escala de revezamento

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) acatou, nesta terça-feira (7), pedido de reexame sobre a anulação de artigos da Portaria n° 199, de outubro de 2014, que trata, entre outros itens, do ponto eletrônico e das horas extras dos profissionais de saúde.

A anulação havia sido feita em setembro e abria prazo para que a Secretaria de Saúde se reorganizasse. Com a nova medida, servidores da pasta poderão trabalhar 18 horas consecutivas, fazer mais de 44 horas semanais e cumprir intervalo mínimo de seis horas no sistema de escala de revezamento, para jornadas superiores a oito horas.

De acordo com o secretário adjunto de Gestão em Saúde, Ismael Alexandrino, com a suspensão da anulação, até que se julgue o mérito, fica autorizado o cumprimento de horas extras de acordo com o que determina a Portaria nº 340, de junho deste ano.

Veja a íntegra da decisão do TCDF.

Temer escolhe delegado Fernando Segóvia para assumir direção da Polícia Federal

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O presidente Michel Temer resolveu nomear o delegado Fernando Segóvia para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Segóvia vai substituir o atual diretor-geral, Leandro Daiello.

O anúncio foi feito por meio de nota do Ministério da Justiça na tarde de hoje (8), após Segóvia e o ministro da Justiça, Torquato Jardim, terem sido recebidos por Temer.

Formado em direito pela Universidade de Brasília, Segóvia está há 22 anos na PF. Foi superintendente regional da PF no Maranhão e adido policial na África do Sul. Em boa parte de sua carreira, exerceu funções de inteligência nas fronteiras do Brasil.

Leandro Daiello estava no cargo desde 2011, nomeado na gestão do então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e já havia manifestado interesse em deixar o cargo. Na nota, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, faz um agradecimento pessoal e institucional a Daiello por sua “competente e admirável administração da Polícia Federal nos últimos seis anos e dez meses”.

Lei torna preferenciais todos os assentos do transporte público no DF

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A partir de hoje (8) passa a valer no Distrito Federal (DF) a lei que torna preferencial todos os assentos de ônibus e do metrô para idosos, grávidas, mulheres com criança de colo e pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida. Até então, apenas algumas cadeiras eram destinadas ao público prioritário.

A lei determina que o passageiro comum deverá oferecer o assento para a pessoa beneficiada pela medida, caso esta esteja sem lugar para sentar.

O funcionário público e usuário de ônibus Vinícius Andrade, 38 anos, diz que concorda com a lei, mas critica o fato de o governo não oferecer transporte de qualidade para toda a população.

“A população envelhece cada vez mais rápido e o governo não oferece transporte de qualidade para os cidadãos. A superlotação é um sério problema. Mas entendo que a medida é válida. Tem que conscientizar a população. Eu sempre cedo meu lugar para pessoas que precisam mais do que eu, mesmo antes de a lei entrar em vigor”, disse.

“Tomara que mude e que a população se conscientize”, disse Paula Cristina Corrêa, 38 anos. Moradora do Recanto das Emas, Paula demora 1h30 todos os dias para ir ao trabalho. “Tive paralisia infantil o que comprometeu a formação dos meus membros. Muitas vezes, venho em pé no ônibus porque algumas pessoas não cedem o lugar, até mesmo quando mostro minha carteira de PNE [Portadora de Necessidade Especial]”, relatou.

Embora a lei determine que haja informativos em estações, paradas e transportes alertando a população para a nova regra, não haverá fiscalização ostensiva por parte Departamento de Trânsito do Distrito Federal (DFTrans).

“Muito mais do que o caráter punitivo, a gente entende que a medida tem caráter educativo e pedagógico”, disse o diretor do departamento, Léo Carlos Cruz.

Por meio da assessoria, o DFTrans informou que tem trabalhado na divulgação da lei. “A informação sobre o início da vigência da Lei nº 5.984/2017 está sendo veiculada nos totens da rodoviária do Plano Piloto e nas TVs que estão dentro dos ônibus. Além disso, os ônibus estão com adesivos alertando os usuários sobre o início da vigência da medida”.

O Metrô-DF passará a informar os usuários por meio do sistema de som das estações e dos trens. Também serão exibidas informações no sistema interno de tevê, segundo a assessoria do órgão. Além disso, já foram confeccionados adesivos para serem afixados nos assentos dentro dos trens e nas estações. A instalação deve começar ainda nesta semana.

O DF é a primeira unidade da federação a adotar essa medida.

África é o novo horizonte comercial de Goiás

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Relação bilateral entre o Brasil e o continente africano cresceu 400% em 12 anos. Goiás mantém transações regulares com 45 dos 54 países do continente africano

As relações entre Brasil e África vão além das influências históricas e culturais. Intensas e promissoras relações comerciais também são cultivadas. Para se ter uma ideia, entre 2002 e 2014 o volume do comércio bilateral entre o nosso país e as nações africanas saltou de US$ 5 bilhões para US$26,8 bilhões, um aumento 400% no período e uma média de mais de 33% de crescimento ao ano. Os dados são do Ministério das Relações Exteriores.

Goiás é um dos estados brasileiros que possui estreita relação comercial com a África. Entre 2011 e 2016 a economia goiana manteve transações comerciais com 45 dos 54 países do continente africano. Em quatro anos (entre 2010 e 2014) o volume anual de exportações cresceu mais de 83%, saltando de U$ 224.212.917 em 2010 para U$ 411.968.117. Neste período o destaque vai para o ano de 2012, quando Goiás exportou U$ 517.010.948 em produtos. Entre 2010 e 2016 foram mais de U$ 2,3 bilhões. Dos dez principais produtos goianos que são vendidos para as nações africanas, somente o amianto não é um gênero alimentício. Milho, carne bovina e o açúcar de cana são destaques: esses produtos representaram quase que 90% das exportações goianas para a África.

“Acredito que o governo e a indústria, souberam aproveitar os caminhos que foram abertos. O crescimento do comércio bilateral com países africanos, ganhou força, principalmente a partir de 2012, quando o Brasil priorizou em sua política externa um novo olhar nas relações comerciais com países de África”, explica o Presidente do Coletivo de Empresários e Empreendedores Afro-brasileiros de Goiás, José Eduardo Silva

Nova fronteira – Essa profícua relação comercial tem feito da África a nova fronteira de expansão para empresas brasileiras. Especializada no setor de healthy fast food a franquia goiana Fast Açaí, se prepara para abrir três novas lojas no continente africano. Até o mês de dezembro as novas unidades estarão em funcionamento em Luanda, capital de Angola.

“Por meio da empresa B4U Investimentos e Participações, que é parceira da Fast Açaí nesta nova empreitada, vamos ter não só as três unidades em Angola, mas vamos começar a trabalhar com representação no mercado atacadista também. ”, explica o gerente de operações nacionais e internacionais da marca, Odilon Moura.

O empresário Jefferson Barbosa, 41 anos, mora em Angola há mais de 10 anos e é um dos sócios franqueados da rede. Ele conta que há algum tempo já tinha vontade de levar o açaí para o país africano. Ele lembra que os angolanos possuem uma relação muito próxima com o Brasil e gostam de tudo que é brasileiro. Há cinco anos o empresário conheceu o Hudson Alves, 35 anos, que também vive em Angola, mas já tem quatro franquias da Fast no Brasil. Desde então os dois vêm trabalhando em parceria para concretizar esse projeto de levar o açaí para terras africanas.

“A ideia de trazer o açaí para a África surgiu devido ao grande crescimento mundial do açaí, além de ser uma forma de alimentação saudável. Aqui em Angola a população fitness que consome este tipo de produto e que preza por ter um estilo de vida mais saudável cresce a cada dia e é pensando em públicos específicos como estes que decidimos expandir a rede de franquias até o continente africano”, revela o franqueado Jefferson.

Hudson não esconde que a decisão de levar a fast Açaí para a África surgiu devido ao grande crescimento pelo qual o continente passa atualmente. “O açaí, muito consumido nos Estados Unidos e países da europa, já está entre os principais commodities que o Brasil tem. Então decidimos inovar aqui também, já que a África é o principal continente de expansão comercial. Escolhemos Angola por ser onde moramos e por ter uma relação muito próxima com o Brasil. Os angolanos gostam muito de tudo que diz respeito ao Brasil, em especial nossas novelas”, conta o empresário.

Produtos tipo exportação – Para entrar no mercado atacadista de Angola, Frederico Junqueira, um dos diretores da rede de franquias, explica que um novo açaí expresso, carro-chefe da Fast Açaí, foi desenvolvido. “Já vínhamos trabalhando em uma forma de deixar o nosso principal produto, o açaí expresso, ainda mais atraente, portanto essa mudança do produto para atender o mercado africano encaixou com o que pretendíamos. Agora nosso principal ítem do cardápio tem qualidade não apenas nacional, mas também internacional”, afirma Frederico Junqueira.

Expansão – Em julho do ano passado a rede, que já possui mais de 150 unidades espalhadas em 13 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, comemorou a abertura de sua primeira loja internacional, na Flórida, nos Estados Unidos.

Todos os projetos de expansão internacional da marca têm o apoio do Projeto Extensão Industrial Exportadora (PEIEX), do Governo Federal, criado em 2009 para incrementar a competitividade e promover exportação das empresas de micro, pequeno e médio porte. É também uma forma de, qualificar e ampliar os mercados das indústrias brasileiras. Este programa foi eleito pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o melhor projeto de apoio às empresas do mundo.

OPINIÃO | Nem direita ou esquerda, a política do DF virou um saco de gatos

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Por Ricardo Callado

O socialista Rodrigo Rollemberg (PSB) é de esquerda. Se elegeu tendo como vice Renato Santana (PSD), que não é de direita nem de esquerda. E ainda teve o apoio dos senadores esquerdistas Cristovam Buarque (PPS) e José Antônio Reguffe (sem partido).

No início do governo, elegeu para a presidência da Câmara Legislativa a deputada rorizista Celina Leão, antes filiada ao esquerdista PDT e hoje no esquerdista PPS. Depois o governo apoiou o direitista Agaciel Maia (PR), que perdeu para o esquerdista e ex-secretário de Rollemberg, Joe Vale (PDT).

Seu primeiro líder do governo foi o então tucano e hoje PPS Raimundo Ribeiro, ex-secretário do governo José Roberto Arruda (PR). O atual líder de Rollemberg é Agaciel Maia, ligado ao ex-presidente José Sarney, e do mesmo partido de Arruda. Entre Ribeiro e Maia, ainda teve o evangélico de direita Rodrigo Delmasso (Podemos).

Cristovam, Reguffe, Celina, Ribeiro e até o próprio vice Santana podem ser classificados como oposição ao governo. Maia e Delmasso continuam firmes ao socialismo de Rollemberg.

Em outra ponta temos o PT, que mantém cargos no Palácio do Buriti, mas faz uma oposição de mentirinha. Petistas articulam sua nominata para 2018, inclusive com o ex-governador Agnelo Queiroz como candidato a deputado federal. E ressuscitam nomes como o de Arlete Sampaio. O PT do DF não se renovou. Erro comum entre todas as legendas.

Se o PT faz oposição ao governo de esquerda de Rollemberg, uma ala dissidente do PSDB, comandada pela ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, embarca no socialismo moreno de Rollemberg.

O vice do PT em 2014, Tadeu Filippelli (PMDB), articula com partidos de direita como o PR e PTB. E traz para a legenda o ex-presidente da OAB-DF, Ibaneis Rocha, um antigo aliado do PT.

Segundo colocado ao GDF em 2014, o ex-deputado Jofran Frejat, é cortejado por grupos de direita e de esquerda. Hoje, lidera as pesquisas, mas não é favorito. Ninguém é.

O eleitor observa esse saco de gatos que virou a política. Não existe ideologia, nem projeto de governo. O que há é uma briga pelo poder – ou pela permanência dele.

Chuvas provocam queda de energia em todo o Distrito Federal

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Devido à greve de funcionários da CEB, não há previsão para a conclusão do atendimento das 1.421 ocorrências registradas até as 8 horas desta quarta-feira (8)

Devido às fortes chuvas da noite de terça-feira (7), a CEB Distribuição registrou ocorrências de falta de energia em todas as regiões administrativas do Distrito Federal. Os locais mais afetados foram o Lago Norte e a Asa Norte.

As causas das ocorrências estão relacionadas à ventania, que lançou objetos nos cabos energizados, além de derrubar árvores e galhos nas redes de energia.

Às 8 horas desta quarta-feira (8), havia 1.421 serviços a serem a feitos em todo o Distrito Federal. Não há previsão de horário para que eles sejam executados em razão da greve dos empregados da Companhia Energética de Brasília (CEB), deflagrada na segunda-feira (6).

A CEB ofereceu aos empregados recomposição salarial de 100% das perdas inflacionárias do período, além da manutenção de todas as cláusulas atuais do acordo coletivo de trabalho, inclusive os benefícios sociais históricos da categoria como auxílio-creche, auxílio-babá, vale-alimentação.

No entanto, a proposta vem sendo rejeitada pela categoria, que pede reajuste de R$ 1,2 mil para todos os empregados, o que, em média, representa oito vezes mais que a inflação do período.