A Secretaria de Saúde do Distrito Federal respondeu ao requerimento 3463/2018, de autoria do presidente da Comissão de Fiscalização e Controle, deputado Delmasso (PRB), que cobrou a execução da Lei 5.612/2016, de sua autoria, que garante atendimento especial às famílias de crianças com deficiência.Delmasso cobra execução da Lei de atendimento especial às famílias de crianças com deficiência
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal respondeu ao requerimento 3463/2018, de autoria do presidente da Comissão de Fiscalização e Controle, deputado Delmasso (PRB), que cobrou a execução da Lei 5.612/2016, de sua autoria, que garante atendimento especial às famílias de crianças com deficiência.Eleições 2018: Alckmin garante candidatura de Izalci ao GDF
Presidenciável tucano se reúne com Saulo Batista, seu aliado mais próximo no PSDB-DF, e reafirma apoio à candidatura própria do partido ao Buriti

Em meio ao acirramento da disputa entre o pré-candidato ao governo, deputado Izalci Lucas, e o grupo dissidente do partido, que se opõe à sua permanência à frente da legenda no DF, o ex-governador Geraldo Alckmin, presidente nacional do PSDB, recebeu, neste sábado (16), em São Paulo, aquele que dentre os tucanos de Brasília é considerado seu aliado mais próximo: Saulo Batista, do Secretariado Nacional de Relações Trabalhistas e Sindical do PSDB. Na pauta, os rumos do partido na Capital Federal.
Alckmin foi direto ao questionar “qual o cenário?”, no que ouviu do correligionário ponderações sobre a necessidade de assegurar aos aliados que Izalci é, sim, o candidato do PSDB ao GDF. “A aliança é bem consistente, ampla, garante tempo de TV e nominatas que tornam a candidatura de Izalci bastante competitiva, mas, tem esses ataques constantes, de grupos aliados do governador Rollemberg, que tentam passar a percepção de insegurança jurídica e assim buscar enfraquecer nossa candidatura”, respondeu Saulo Batista.
O comandante tucano minimizou os impactos das movimentações dos dissidentes e reafirmou a definição sobre a candidatura de Izalci ao governo. “Essas tentativas de desestabilizar não tem nenhum efeito, isso só gera notícia, notinhas nos jornais. Não existe insegurança jurídica e nem qualquer indefinição. Izalci continua a frente do partido em Brasília e será o nosso candidato, isso está consolidado. Ele tem muito espaço pra crescer e, nessa aliança com Cristovam, tem tudo pra ser o próximo governador”.
“A aliança é bem consistente, ampla, garante tempo de TV e nominatas que tornam a candidatura de Izalci bastante competitiva, mas, tem esses ataques constantes, de grupos aliados do governador Rollemberg, que tentam passar a percepção de insegurança jurídica e assim buscar enfraquecer nossa candidatura”
Saulo Batista
Saulo Batista sugeriu uma resposta rápida, como forma de evitar quaisquer danos ao projeto eleitoral do partido no Distrito Federal. “Em que pese a boa relação que o senhor sempre manteve com o governador Rollemberg, é preciso preservar a autoridade do Diretório Regional frente a essas intervenções vindas de um governador de outro partido, fora de nosso arco de aliados”, destacou.
Durante a reunião, foram disparadas ligações tanto para o deputado Izalci quanto para Cristovam. Ficou acertado um encontro entre o senador e o presidente nacional do PSDB, ainda esta semana. “Faço muito gosto nessa aliança e eu vou ajudar a fortalecer essa costura”, encerrou Alckmin.
Brasília é uma das 5 regiões do País a receber um Centro de Desenvolvimento Regional

Brasília é uma das cinco regiões no Brasil a ser contemplada pelo Centro De Desenvolvimento Regional (CDR). Nesta terça-feira (19), no Centro Tecnológico da Unb (CDT), Campus Universitário Darcy Ribeiro, a partir das 9h, realiza-se a primeira oficina de implantação do CDR Brasília.
Os CDRs são centros de planejamento para encontrar soluções locais de desenvolvimento econômico sustentável nas várias regiões, atuando junto às universidades, poder público e o setor produtivo no sentido de conhecer as vocações locais e, a partir delas, identificar quais são os seus produtos e atividades econômicas com potencial de gerar mais riquezas e, assim, aumentar a renda e os empregos na região. O Distrito Federal foi escolhido como uma das cinco regiões brasileiras a receber o programa piloto de Centro de Desenvolvimento Regional.
Os CDRs são desenvolvidos pelo MEC, por meio do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGE), pela Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação com a colaboração do CNPQ, Capes, FINEP, bem como das Instituições de Ensino Superior no DF, tendo como principais parceiros as administrações regionais e o setor produtivo.
Segundo o deputado Izalci Lucas (PSDB/DF), autor do pedido para a instalação do CDR/DF, a capital federal precisa urgente de ações que possam trazer para o DF opções de emprego e renda para os quase 400 mil desempregados hoje na capital federal. “O que mais nos preocupa é que esse contingente de pessoas desempregadas pode subir se não fizermos algo para capacitá-los para as indústrias, assim como coloca-los como empreendedores”, disse. “Essa é uma situação que vem se arrastando e nenhum de nossos últimos governadores se importou ou sequer pensou a respeito disso”, lamentou o tucano. “São jovens que não têm perspectivas. Não vislumbram nenhum futuro. Para isso é preciso ação e, sobretudo, que essas ações possam mudar a vida desses jovens e dessas famílias”, completou.
Participarão dessa primeira oficina centros federais de Educação públicos e privados como CDT/UnB, IFB, UCB, UniCEub, UDF, IESB e UPIS
Polícia Civil investiga ações do ex-senador Luiz Estevão na Papuda
Preso há mais de dois anos no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o ex-senador Luiz Estevão é suspeito de ser o “manda-chuva” da ala reservada a presos vulneráveis como ex-policiais e políticos. Na operação batizada de Bastilha, realizada no domingo (17), mais de 30 agentes da polícia civil encontraram chocolate, tesoura e cinco mini pen drives na cela que Estevão divide com o ex-ministro petista José Dirceu.
Além do fato de serem apenas dois por cela enquanto a média é de sete detentos dividindo o mesmo espaço, outros indícios reforçam as suspeitas dos agentes que também encontraram um caderno de Dirceu com uma anotação para “pedir autorização” a Estevão para receber a visita de um menor de idade fora do horário programado.
“Ele passa o recado de que Luiz Estevão tem influência dentro do presídio para conseguir esse tipo de visitação e outras regalias”, disse o delegado Thiago Boeing, da Divisão de Repressão às Facções Criminosas, da Polícia Civil.
Outra evidência sobre o poder de Estevão no local foi o grande volume de documentos do ex-senador encontrados na biblioteca de uso comum dos presos. “Mais parecia um escritório particular dele”, disse Boeing. Luiz Estevão foi condenado a 26 anos de prisão por desvios de recursos do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.
Geddel
Os agentes também vistoriaram a cela em que está preso o ex-ministro Geddel Vieira Lima, e outros nove detentos. Segundo os policiais, no local foram encontrados documentos de Geddel que ainda serão analisados. “Vamos ver se há pertinência com as investigações”, disse o delegado.
A ação foi realizada na tarde de ontem durante o jogo de estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. “A gente avaliou que era o momento mais propício para flagrar privilégios”, explicou o delegado.
As investigações começaram em janeiro para apurar denúncias de que presos estariam ameaçando delegados e juízes. Os policiais descartaram essas ameaças, mas encontraram os indícios de privilégios no bloco 5 do Centro de Detenção Provisória. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Vara de São Sebastião em abril mas, a estratégia que manteve toda a ação em sigilo foi a de cumprir os mandados apenas agora.
As defesas de Geddel e Estevão não se pronunciaram.
Servidor público do DF sofre o maior calote da história; Arrecadação do GDF sobe meio bilhão, mas se nega a dar reajuste
A contribuição dos brasilienses com impostos e taxas saltou de R$ 5,9 bilhões para R$ 6,3 bilhões de janeiro a maio de 2018
A jornalista Manoela Alcântara, do Portal Metrópoles, mostra em reportagem intitulada “Arrecadação sobe meio bilhão, mas GDF se nega a dar reajuste a servidores”, que o funcionalismo público do Distrito Federal não deve ter esperança que governador Rodrigo Rollemberg (PSB) reverta o calote implantado desde o início do governo. Mesmo com dinheiro em caixa, o servidor público é relegado a segundo plano. A perseguição e a falta de valorização a categoria já são a maior sofridas durante um governo. A relação entre Rollemberg e o servidor público deteriora a cada dia. O termo “caloteiro” ganhou as ruas. E não é por falta de dinheiro. Só o excedente chega a R$ 428,5 milhões no mesmo período. A verba seria suficiente para pagar a terceira parcela do reajuste devido aos servidores públicos locais desde 2015, quando Rodrigo Rollemberg (PSB) assumiu o GDF. Veja a matéria na íntegra:
Por Manoela Alcântara – Desde o início de 2018, o Governo do Distrito Federal não amargou números negativos em suas contas. A alta na arrecadação de impostos e taxas foi constante nos primeiros cinco meses do ano. Os sucessivos valores positivos rechearam os cofres públicos com R$ 6,3 bilhões, um acréscimo de 7,19% em comparação ao mesmo período de 2017, quando o total de janeiro a maio ficou em R$ 5,9 bilhões.
Só o excedente chega a R$ 428,5 milhões no mesmo período. A verba seria suficiente para pagar a terceira parcela do reajuste devido aos servidores públicos locais desde 2015, quando Rodrigo Rollemberg (PSB) assumiu o GDF.
De acordo com o previsto no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2019, o aumento salarial para as 32 categorias contempladas ainda na gestão de Agnelo Queiroz (PT) custaria aos cofres públicos aproximadamente R$ 227 milhões em três meses. Isso daria R$ 75,6 milhões mensais.
Assim, se for considerado somente o acréscimo na arrecadação de impostos e taxas nos cinco primeiros meses, o Governo do Distrito Federal teria R$ 85,7 milhões disponíveis. Ou, ainda, R$ 10,1 milhões de sobra.
“O cenário para o GDF está positivo. Negativo mesmo está para os servidores, péssimo”, ironizou o presidente Sindicato da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas (Sindireta), Ibrahim Yusef. Para ele, “a possibilidade de pagar existe, não há vontade política” de quitar a dívida com os trabalhadores. “O calote será cobrado nas urnas, com certeza. No entanto, com os números positivos, agora aguardamos um posicionamento da Justiça”, completou.
Posicionamento endossado pelo Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF). “Dinheiro sempre teve, o que falta é vontade política. A educação sofre com a escassez de investimento. Professores amargam perdas salariais superiores a 20% nesses últimos três anos”, afirmou o diretor da entidade, Samuel Fernandes.
Segundo ele, a crise foi usada como desculpa pela atual gestão para não dar o reajuste. “Este governo do Rollemberg não concede benefícios e ainda tira os já existentes. É o pior da história do DF. Os professores contam os dias para chegar 2019, pois não aguentam mais tanto descaso”, completou o representante da categoria que tem 30 mil docentes na ativa.

LRF
Uma das principais justificativas em 2015 para não conceder o reajuste, inclusive em peças judiciais de argumentação do GDF, era a Lei de Responsabilidade Fiscal. Em agosto do primeiro ano da atual gestão, o governo do DF atingiu o pico de comprometimento dos gastos com folha de pagamento. Usou 51% da receita corrente líquida para pagar salários.
Assim, ficou impedido de fazer contratações e até empréstimos. No entanto, o estado crítico foi superado, como demonstram os números. Em 30 de maio de 2018, o GDF anunciou ter ficado abaixo do limite prudencial da LRF pelo terceiro quadrimestre seguido. Os gastos com pessoal representaram 45,45% da Receita Corrente Líquida, percentual inferior ao que impede contratações, de 46,55%. A RCL é composta por tributos e transferências da União.
“O governo usa de argumentos falaciosos para não conceder o reajuste. Desde a gestão de José Roberto Arruda, todos os aumentos têm previsão orçamentária”, afirmou o presidente do Sindiccad, Leonardo Firme.
O sindicalista representa engenheiros de todas especialidades, arquitetos, geólogos, geógrafos, meteorologistas e técnicos do Governo do Distrito Federal. Para ele, a decisão é cômoda. “Quem sempre trabalhou no Senado e tem um salário alto não precisa se preocupar com servidor do GDF que ganha uma miséria”, lamentou.
Alta mensal
No mês de maio, o acréscimo nas contas foi impulsionado pelo pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A alta no período foi de 28,16% em comparação com a mesma época de 2017. No ano anterior, o GDF recebeu do contribuinte R$ 27,9 milhões, contra os R$ 35,8 milhões de 2018. O IPVA subiu 4,05%, com R$ 116,7 milhões em 2017 e R$ 121,5 milhões em 2018.
De acordo com dados do Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo), além dos impostos sazonais, os dois fatores que representam uma recuperação da economia também mantiveram a tendência de crescimento. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) teve incremento de 0,99% no mês; e o Imposto Sobre Serviço (ISS), de 5,83%.
Somente o ICMS foi responsável pelo aporte de R$ 599 milhões. O Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) também apresentou bom desempenho. Em maio, foram 10,68% a mais do que 2017, ou seja, um mercado imobiliário aquecido.
A Secretaria de Fazenda foi procurada para comentar os dados, mas até a última atualização desta reportagem não havia respondido a demanda. Em matéria publicada na Agência Brasília, portal oficial do governo, o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Renato Brown, afirmou que a concessão da terceira parcela dos reajustes dados em 2013 colocaria o DF perto ou até no limite máximo da LRF.
“Resultaria em um aumento de 3 a 3,5 pontos porcentuais nas despesas com pessoal, podendo ficar em 49%. Não temos condições agora”, ressaltou, no fim de maio.
Eleições
Dia 10 de abril foi o último dia para conceder revisões gerais de remuneração a servidores públicos devido ao período eleitoral. No entanto, a terceira parcela de reajuste dos servidores locais não se enquadra nas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), isso porque o benefício já estava previsto em lei – aprovada pela Câmara Legislativa do DF – desde 2013.
Sob suspeita: Empresa que fez doação à campanha de Rollemberg fatura com o Aterro Sanitário
Uma doação oportuna e um contrato que não cheira bem
O jornalista Francisco Dutra, do Jornal de Brasília, revelou na manchete da edição de hoje, sob a manchete: “Algo não cheira Bem: Estrutura e doação põem aterro em xeque”, que uma doação feita pela Construrban ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB) está registrada na prestação de contas eleitorais na página eletrônica do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF). Os recursos foram repassados em duas parcelas. Em 2017, segundo o Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo), os cofres públicos brasilienses destinaram diretamente à Construrban R$ 1.398.810,61. No cálculo parcial deste ano, a empresa recebeu R$ 1.861.845,94, até 5 de junho. Veja a íntegra da reportagem:
Por Francisco Dutra – O processo de fechamento do Lixão da Estrutural e abertura do Aterro Sanitário de Brasília não cheiram bem. Na campanha eleitoral de 2014, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) recebeu doação de R$ 700 mil da Construrban Logística Ambiental, empresa participante do consórcio responsável pela operação do novo aterro. A verba foi enviada para o diretório nacional do PSB e aterrissou nas contas eleitorais do então candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF).
Em janeiro de 2017, o chefe do Executivo abriu as portas do aterro sem contar com um modelo de coleta seletiva sustentável, fundamental para a sobrevivência dos catadores do antigo Lixão. Resíduos que poderiam ser reciclados passaram a ir para o aterro. A renda dos trabalhadores despencou. O aterro recebe mais material, obviamente ganhando mais dinheiro pelo serviço. Da inauguração da unidade até 5 de junho de 2018, o contrato rendeu cerca de R$ 3,2 milhões à operadora. Justamente a Construrban.
A licitação e o contrato do novo aterro foram selados no governo de Agnelo Queiroz (PT), entre 2010 e 2014. Inicialmente, o valor global da contratação do consórcio formado pelas empresas Construrban, GAE e DBO ficou na casa de R$ 82 milhões, pagos parceladamente por serviços prestados. Contudo, o projeto estava parado por entraves técnicos e jurídicos. A gestão Rollemberg desatou os nós para a abertura da unidade, situada em Samambaia.
A doação feita pela Construrban a Rollemberg está registrada na prestação de contas eleitorais na página eletrônica do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF). Os recursos foram repassados em duas parcelas. Em 2017, segundo o Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo), os cofres públicos brasilienses destinaram diretamente à Construrban R$ 1.398.810,61. No cálculo parcial deste ano, a empresa recebeu R$ 1.861.845,94, até 5 de junho.
O fim das atividades do Lixão da Estrutural é uma determinação da Política Nacional de Resíduos Sólidos e também de uma ação judicial proposta pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). Além da construção do novo aterro, o sepultamento do Lixão inclui outras medidas, entre elas a reacomodação social e financeira dos catadores de lixo, a implantação da coleta seletiva e a recuperação ambiental da região da Estrutural.
No começo deste ano, o GDF fechou o Lixão ao trabalho dos catadores. A unidade recebe ainda restos da construção civil.
Sequência de coincidências cria clima
Sem pré-julgamentos, o cientista político Valdir Pucci julga que o contrato do Aterro e o processo de fechamento do Lixão necessitam de esclarecimentos e análise dos órgãos de controle. Especialmente, por parte de Rollemberg, eleito com a promessa da nova política, livre de negociatas e com a radicalização da transparência.
Sem um olhar aprofundado, a doação para a campanha pode passar despercebida, pelo fato de ter sido endereçada inicialmente para o PSB nacional. “Até 2014, quando uma empresa queria doar para um político sem que ninguém soubesse, fazia isso pelo diretório nacional. Para esconder mesmo. Mas uma resolução da Justiça Eleitoral passou a forçar a especificação da destinação”, explicou.
O especialista lembra que Rollemberg se empenhou muito em destravar o processo de abertura do aterro. E, ao lado da liberação da orla do Lago Paranoá, o fechamento do Lixão será uma das plataformas na campanha do governador para a reeleição neste ano. Mas por outro lado, não mostrou o mesmo empenho para a implantação da coleta seletiva.
Na interpretação de Pucci, caso o governo não dê explicações consistentes e coerentes, Rollemberg vestirá a carapuça da velha política.
Excluída mais de metade dos catadores

Mais da metade dos catadores do antigo Lixão não conseguiu oportunidade nos novos galpões de reciclagem, apresentados pelo governo como alternativa para os trabalhadores. Segundo a presidente da Central das Cooperativas, Aline Souza, 2,5 mil catadores trabalhavam no Lixão na véspera do fechamento. Mas, sem receber a quantidade suficiente de resíduos, os galpões mal comportam 1,2 mil.
“Onde estão os outros? As catadoras de mais idade foram excluídas. Algumas puxam carrinhos nas ruas”, lamentou Aline. A presidente da Central não questiona o fechamento do Lixão, mas a forma como o GDF fez a ação. ”Não incluíram os catadores. A gente sempre sobreviveu. Quem perde mais é toda Brasília e o meio ambiente. Está tudo indo para o aterro e vai prejudicar Samambaia”, criticou.
Pelas contas de Aline, a coleta seletiva do GDF é feita por peso. Por isso, o material recolhido é amontoado e perdido. Com isso, em média, 70% vira rejeito e somente 30% vai para os galpões. Por outro lado, quando cooperativas e associações fazem a coleta indo por rotas e com cuidado conseguem salvar 70% do material para a reciclagem.
Para complementar a renda, os catadores começaram um movimento para fechar contratos diretamente com condomínios e empresas. Enquanto isso, a fila por emprego nos galpões é sofrida.
A presidente da Cooperativa de Reciclagem Ambiental da Cidade Estrutural e da Associações de Reciclagem Ambiental Vencendo os Obstáculos, Lúcia Fernandes, trabalha com 98 cooperados, mas outros 82 esperam uma oportunidade. Em um mês menos ruim a cooperativa recicla 60 toneladas, mas com a coleta seletiva real, trabalhariam 360 toneladas.
“A Política Nacional de Resíduos Sólidos diz que o governo deveria incluir os catadores, trazer a coleta para todo DF, fechar o Lixão e no fim inaugurar o novo aterro. Colocaram a carroça na frente dos burros”, argumentou.
Drama semelhante vive a presidente da cooperativa Construir, Zilda Fernandes. Teoricamente, o galpão onde trabalham deveria vender 200 toneladas recicladas por mês, mas sobrevive apenas com 50 toneladas. Por isso, o grupo emprega 80 pessoas. Com a coleta real poderia dar chance para mais 65.
“Estamos ficando cansados. É muita falta de respeito do governo. Para você ver, o governo dava para a gente duas bolsas para complementar a nossa renda. Dava R$ 660. Mas suspendeu um auxílio de R$ 300”, lamentou. Além da redução do apoio, Zilda também critica a ausência de prensas nos galpões do governo. O lixo prensado vale mais e ocupa menos espaço.
Buriti e empresa garantem que não há qualquer irregularidade
Governo e Construrban negam qualquer irregularidade no contrato do Aterro Sanitário de Brasília. “Todas as doações recebidas pelo governador Rodrigo Rollemberg foram legais e obedeceram às regras determinadas pela Justiça Eleitoral. A doação de R$ 700 mil citada foi realizada por meio da executiva nacional do PSB. Ou seja, a empresa fez a doação ao partido e não ao candidato”, argumentou o Palácio do Buriti, em nota.
Segundo a gestão Rollemberg, a licitação foi em 2014, no governo passado. Por isso, diz a versão governista, não há vinculo entre a doação e a detenção do contrato, atualmente em execução. O Executivo ressaltou que o contrato cobre implantação, operação e manutenção do novo aterro.
Pelas contas do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), o valor atualizado dos pagamentos para a Construrban é de R$ 3.569.667,54. O aterro teria começado as atividades trabalhando com um terço do lixo produzido pelo DF. Agora, opera com a totalidade dos resíduos gerados, perto de 2.500 toneladas, diariamente. Por isso, houve o aumento de repasses.
“O SLU esclarece que o aumento da carga de lixo no aterro sanitário não significa fracasso da política de coleta seletiva, que foi ampliada nos últimos anos. Atualmente, 25 regiões administrativas contam com o serviço, realizado pela empresa Valor Ambiental ou por cooperativas”, completa a nota.
Na nota, o governo declara que trata com prioridade a inclusão dos catadores, proporcionando instalações e equipamentos adequados. Pelas estimativas do GDF, as cooperativas recebem 100 toneladas diárias de coleta seletiva. O Executivo também trabalha na licitação de novos contratos de limpeza urbana para ampliar a coleta.
“A Bolsa Agentes de Cidadania Ambiental, no valor de R$ 300, foi concedida durante doze meses, entre janeiro e dezembro de 2017, em caráter transitório, para apoiar os catadores no período de fechamento do lixão e adaptação ao trabalho nos galpões. A Bolsa Compensação Financeira, de R$ 360,75, continua sendo paga. Vale ressaltar que, além da bolsa, as cooperativas recebem até R$ 350 por tonelada triada, além do produto da venda do material”, ponderou o GDF.
A apuração desta reportagem começou em março deste ano. Na época, a Construrban respondeu aos questionamentos do Jornal de Brasília por nota. Antes do fechamento desta matéria, o JBr procurou a empresa mais uma vez, para saber se haveria mudança de posicionamento. Não houve nova resposta. As alegações da Construrban, a seguir, estão em nota enviada pela empresa em 13 de março.
A Construrban também destacou que a licitação e o contrato atual foram feitos no governo passado. “A licitação foi pelo critério de menor preço e nosso consórcio do qual temos apenas 30% foi o vencedor. Essa licitação foi questionada e julgada regular pelo Tribunal de Contas e pelo Tribunal de Justiça. A gestão do contrato é do Consórcio. Fizemos as obras todas com recursos próprios. Somente em 2018 começamos a receber a totalidade dos resíduos”, afirmou a empresa.
Questionada se teria outros contratos com o atual governo, a Construrban afiançou que não tem outra contratação com o GDF.
Saiba mais
– Na edição de 14 de junho de 2018, o Jornal de Brasília publicou a matéria “Segurança foi embora junto com a desativação do Lixão”. Sem emprego, moradores da Estrutural aderiram ao mundo do crime. Roubos a coletivos aumentaram 355%, a comércios 57% e a pedestres, 53%.
– O crescimento das remessas de lixo que poderia ser reciclado pelos catadores para o novo aterro foi noticiado na reportagem “Aterro só dá certo com consciência”, publicada pelo JBr em 11 de junho deste ano.
– Hoje no DF apenas 3% do lixo é reciclado. A conta do Instituto Lixo Zero foi noticiada pelo JBr na matéria “Lixo zero: um objetivo possível”, em 6 de junho deste ano.
Petrobras reduz em 1,24% o preço da gasolina nas refinarias
A Petrobras anunciou hoje (18) uma nova redução no preço da gasolina em suas refinarias, desta vez, de 1,24%. Com o anúncio, o litro do combustível negociado no parque de refino da estatal custará R$ 1,8941, ou seja, 2 centavos a menos do que o preço atual (R$ 1,9178).
Em junho, a gasolina acumula queda de preço de 3,71% (7 centavos por litro). Nos últimos 30 dias, o recuo chega a 5,51% (11 centavos por litro).
Saques do PIS/Pasep colocarão R$ 34,3 bilhões na economia

A partir de hoje (18), os brasileiros com mais de 57 anos, que são titulares de contas inativas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), poderão sacar esses recursos.
Entre os dias 14 e 28 de setembro, a autorização será ampliada para todas as idades, diferentemente do que ocorria até então, quando o saque total só podia ser feito quando o trabalhador completasse 70 anos, se aposentasse, tivesse doença grave ou invalidez ou fosse herdeiro de titular da conta.
A mudança da regra ocorreu na última semana, quando o presidente Michel Temer assinou decreto que amplia as possibilidades de saque até o dia 28 de setembro. A estratégia do governo é impulsionar a economia, seguindo o modelo adotado na liberação de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que representaram cerca de R$ 43 bilhões em movimentação.
Pelas contas do governo, 28,7 milhões de pessoas serão beneficiadas. Em cifras, são R$ 34,3 bilhões disponíveis para saque no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. Isto porque 3,6 milhões de pessoas já resgataram R$ 5 bilhões em recursos dos dois programas.
Quem tem direito
Tem direito ao saque servidores públicos e pessoas que trabalharam com carteira assinada de 1971, quando o PIS/Pasep foi criado, até 1988. Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque.
Isso ocorre porque a Constituição, promulgada naquele ano, passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Para saber se tem direito ao benefício, o trabalhador pode acessar os sites www.caixa.gov.br/cotaspis e www.bb.com.br/pasep.
Anvisa suspende venda de fraldas da marca Huggies Turma da Mônica
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou hoje (18), em resolução publicada no Diário Oficial da União, a suspensão da venda de parte dos lotes de fraldas descartáveis do modelo Tripla Proteção, da marca Huggies Turma da Mônica, recomendando que os consumidores que já tenham comprado unidades consideradas irregulares evitem utilizá-las.
A medida, que determina o recolhimento dos estoques disponíveis no mercado, está sendo tomada porque a fabricante, a multinacional Kimberly-Clark, não seguiu adequadamente os procedimentos que garantiriam que o material do produto é atóxico e seguro para bebês, de acordo com a Agência.
Segundo a Anvisa, a empresa deixou pendentes os exames de irritações cutâneas primárias e cumulativas e de sensibilização, capazes de detectar se o produto pode causar alergias. Atualmente, a legislação brasileira prevê que fabricantes de fraldas e absorventes higiênicos repitam esses testes, chamados de pré-clínicos, toda vez que alterem algo em sua cadeia de produção. As marcas também são obrigadas a elaborar um estudo de estabilidade dos produtos, registrando, além dos resultados dos testes, metodologias analíticas, condições de conservação da amostra, periodicidade de análise e data de vencimento.
Venda suspensa
Em nota enviada à Agência Brasil, a Kimberly-Clark informou que já suspendeu a comercialização dos lotes afetados, mas que irá recorrer da decisão, por discordar de seu teor. De acordo com a empresa, as fraldas dos lotes interditados pela Anvisa podem apresentar escurecimento, em decorrência da oxidação do polímero (gel superabsorvente).
Caso o consumidor tenha adquirido um item desses lotes e queira buscar esclarecimentos, a orientação da fabricante é de que entre em contato com seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), pelo telefone 0800 709 5599.
Assegurando que nenhum outro produto da linha Huggies Turma da Mônica foi afetado, a Kimberly-Clark reiterou em seu comunicado que o produto não causa dano à saúde dos consumidores e que sua qualidade tem sido comprovada por exames toxicológicos e dermatológicos, realizados em laboratórios externos, idôneos e independentes.
Lotes
Os lotes mencionados pela Anvisa na resolução são os seguintes:
SZ LOTE NA FAB: 01/06/2015 a SZ LOTE NC FAB: 30/06/2015
SZ LOTE OB FAB: 01/06/2015 a SZ LOTE OC FAB: 30/06/2015
SZ LOTE PA FAB: 15/06/2015 a SZ LOTE PC FAB: 30/06/2015
SZ LOTE QA FAB: 21/06/2015 a SZ LOTE QC FAB: 30/06/2015
SZ LOTE RA FAB: 09/06/2015 a SZ LOTE RC FAB: 30/06/2015
SZ LOTE SA FAB: 08/06/2015 a SZ LOTE SC FAB: 30/06/2015
SZ LOTE NA FAB: 01/07/2015 a SZ LOTE NC FAB: 31/07/2015
SZ LOTE OA FAB: 01/07/2015 a SZ LOTE OC FAB: 31/07/2015
SZ LOTE PA FAB: 01/07/2015 a SZ LOTE PC FAB: 11/07/2015
SZ LOTE PA FAB: 27/07/2015 a SZ LOTE PC FAB: 31/07/2015
SZ LOTE QA FAB: 01/07/2015 a SZ LOTE QC FAB: 07/07/2015
SZ LOTE QA FAB: 13/07/2015 a SZ LOTE QC FAB: 24/07/2015
SZ LOTE QA FAB: 27/07/2015 a SZ LOTE QC FAB: 27/07/2015
SZ LOTE RA FAB: 01/07/2015 a SZ LOTE RC FAB: 09/07/2015
SZ LOTE RA FAB: 12/07/2015 a SZ LOTE RC FAB: 23/07/2015
SZ LOTE RA FAB: 29/07/2015 a SZ LOTE RC FAB: 31/07/2015
SZ LOTE SA FAB: 01/07/2015 a SZ LOTE SC FAB: 06/07/2015
SZ LOTE SA FAB: 08/07/2015 a SZ LOTE SC FAB: 13/07/2015
SZ LOTE SA FAB: 25/07/2015 a SZ LOTE SC FAB: 31/07/2015
SZ LOTE NA FAB: 01/08/2015 a SZ LOTE NC FAB: 18/08/2015
SZ LOTE NA FAB: 25/08/2015
SZ LOTE OC FAB: 03/08/2015 a SZ LOTE OA FAB: 25/08/2015
SZ LOTE PA FAB: 01/08/2015 a SZ LOTE PC FAB: 05/08/2015
SZ LOTE PA FAB: 22/08/2015 a SZ LOTE PC FAB: 22/08/2015
SZ LOTE QA FAB: 07/08/2015 a SZ LOTE QC FAB: 10/08/2015
SZ LOTE QA FAB: 18/08/2015 a SZ LOTE QC FAB: 18/08/2015
SZ LOTE RA FAB: 01/08/2015 a SZ LOTE RC FAB: 06/08/2015
SZ LOTE RA FAB: 20/08/2015 a SZ LOTE RC FAB: 20/08/2015
SZ LOTE SA FAB: 01/08/2015 a SZ LOTE SC FAB: 04/08/2015
SZ LOTE SA FAB: 10/08/2015 a SZ LOTE SC FAB: 10/08/2015
SZ LOTE SA FAB: 17/08/2015 a SZ LOTE SC FAB: 24/08/2015
SZ LOTE SA FAB: 26/08/2015 a SZ LOTE SC FAB: 26/08/2015
SZ LOTE QA FAB: 03/09/2015 a SZ LOTE QC FAB: 03/09/2015
SZ LOTE RA FAB: 25/02/2016 a SZ LOTE RC FAB: 25/02/2016
CA LOTE AA 06:00 FAB 24/05/2014 EXP: 23/05/2017 a CA LOTE AC 22:00 FAB 02/09/2015 EXP: 01/09/2018
CA LOTE AA 06:00 FAB 08/10/2013 EXP: 07/10/2016 a CA LOTE AC 22:00 FAB 31/08/2015 EXP: 30/08/2018
CA LOTE AA 06:00 FAB 21/05/2014 EXP: 20/05/2017 a CA LOTE AC 22:00 FAB 26/08/2015 EXP: 25/08/2018
CA LOTE AA 06:00 FAB 08/10/2013 EXP: 07/10/2016 a CA LOTE AC 22:00 FAB 31/08/2015 EXP: 30/08/2018
CA LOTE AA 06:00 FAB 21/05/2014 EXP: 20/05/2017 a CA LOTE AC 22:00 FAB 26/08/2015 EXP: 25/08/2018
CA LOTE AA 06:00 FAB 24/05/2014 EXP: 23/05/2017 a CA LOTE AC 22:00 FAB 02/09/2015 EXP: 01/09/2018
Resultado do Sisu pode ser consultado pela internet
O Ministério da Educação (MEC) liberou o resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Nesta edição, o programa oferece 57.271 vagas em 68 instituições públicas de ensino superior em todo o país. O resultado pode ser consultado na página do programa na internet.
Os estudantes selecionados deverão fazer a matrícula nas instituições de ensino entre 22 e 28 de junho.
Aqueles que não foram selecionados poderão participar da lista de espera que estará aberta de 22 a 27 de junho.
A convocação dos candidatos em lista de espera será de 3 de julho a 21 de agosto.
As vagas foram oferecidas em oito instituições públicas estaduais, uma faculdade pública municipal e 59 instituições públicas federais, com dois centros de Educação Tecnológica, 27 institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia e 30 universidades.




