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Reguffe recebe convite para concorrer à Presidência da República

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Ele garante que vai cumprir até o fim o mandato que termina em fevereiro de 2023, sob o fundamento de respeito ao compromisso assumido com o eleitor

Por Ana Maria Campos, do Correio Braziliense – O senador José Antônio Reguffe (Sem partido-DF) recebeu o convite para se filiar ao Livres, antigo PSL (Partido Social Liberal), e concorrer à Presidência da República no próximo ano. O parlamentar brasiliense esteve com o presidente nacional da legenda, deputado federal Luciano Bivar (PE), e com membros da executiva nacional que tentam atraí-lo para a sucessão nacional.

A ideia é apresentar um candidato identificado com o discurso da responsabilidade fiscal e de uma nova forma de fazer política. Reguffe disse não. Ele garante que vai cumprir até o fim o mandato que termina em fevereiro de 2023, sob o fundamento de respeito ao compromisso assumido com o eleitor. Mas a cúpula do Livres não pretende desistir. Vai insistir.

Na tentativa de reaproximação com Reguffe, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) incumbiu o secretário de Fazenda, Wilson de Paula, de discutir com o senador do DF a proposta de isenção de impostos para medicamentos no DF. A ideia apresentada por Reguffe é de criar um programa aos moldes do Nota Legal, mas com devolução integral do ICMS incidente sobre os remédios a cada quatro meses. “Fiz vários pronunciamentos com críticas ao governo do DF, mas sou uma pessoa justa. Se tiver algo positivo, saberei reconhecer”, explica. “Enquanto outros pedem cargos, defendo um projeto que é para a população”, acrescenta.

A criação do programa de devolução de impostos de medicamentos foi um compromisso de Rollemberg com Reguffe na campanha de 2014, mas nunca foi colocado em prática sob o argumento de que o caixa do GDF não tinha condições de abrir mão dessa receita. Agora, na véspera da próxima eleição, o assunto volta a discussão. Reguffe afirma que, de sua parte, nada tem a ver com 2018.

Entidades que querem Lei de Muros e Guaritas entregam projeto para o governador

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Após análise e aprovação do executivo, projeto de lei será encaminhado para Câmara Legislativa para votação

O governador Rodrigo Rolllemberg recebeu, nesta quarta-feira, no Palácio do Buriti, uma comissão de representantes do Movimento Popular pela Lei de Muros e Guaritas. O objetivo da reunião foi a entrega do projeto da Lei de Muros e Guaritas. Também esteve presente o presidente da Terracap, Júlio César de Azevedo Reis.

A presidente da União dos Condomínios Horizontais – Única-DF, Júnia Bittencourt, garantiu ao governador que o projeto entregue foi um trabalho da sociedade que reivindicam há muito tempo essa regularização. “Quase 30 entidades representativas colaboraram com a proposta e o nosso objetivo e ajudar. Queremos definitivamente resguardar os muros e guaritas dos parcelamentos e ajudar em uma proposta que não seja questionada”, disse Júnia Bittencourt.

O projeto de lei elaborado pelo movimento foi amplamente discutido com a sociedade civil e as entidades apoiadoras. Após análises e debates, o projeto foi entregue em mãos ao governador do DF. “Temos plena consciência que esse projeto será analisado e trabalhado pela Secretaria de Estado de Gestão do Território e Habitação – SEGETH e as sugestões dos órgãos envolvidos serão acrescentadas para que não haja nenhum questionamento futuro”, expressou a presidente da Única-DF. Segundo Júnia Bittercourt, também é sabido que serão necessárias audiências públicas.

Júnia Bittencourt lembrou ao governador que já foram feitas outras tentativas de produzir uma lei que contemplasse o tema, mas foram infrutíferas. “Tudo o que faltou nesses projetos e tudo o que foi questionado pelo Ministério Público foi incorporado nesta proposta”. Foram três leis de iniciativa do legislativo e três do executivo. “Sabemos que esse tipo de lei não pode ser de iniciativa da Câmara Legislativa e os que vieram do executivo estavam com excesso de emenda, falta de audiências públicas e falta de emendas que garantissem que o fechamento não atingir a cidade”, explicou Bittencourt.

A vantagem do projeto produzido pelo movimento é que ele atinge parcelamentos em regularização e o s que já estão regularizados. “Não haverá enfrentamentos com questões urbanísticas, pois estamos criando uma situação aceitável pelos urbanistas de Brasília e que aceite as discussões do MPDFT”, expôs Júnia.

O govenador Rodrigo Rollemberg afirmou que, mesmo não existindo ainda uma posição formal do governo, ele é a favor da regularização dos muros de condomínios que foram criados dessa forma. “Eu acredito que esta é uma situação que está consolidada e nós sabemos que os muros e guaritas dão segurança aos moradores”, disse. Rollemberg garantiu montar um grupo de trabalho que reúna especialistas da Segeth, Casa Civil e outros órgãos para que o projeto seja analisado. “É uma forma de dar um retorno objetivo e rápido definindo se vamos ou não encaminhar. Eu, pessoalmente, gostaria muito de encaminhar e vou trabalhar para isso.” O governador irá ouvir a Procuradoria do Distrito Federa para entender se é possível juridicamente. “Vou defender essa tese internamente e se tiver amparo jurídico, vamos caminhar nesse sentido”, declarou.

Para o diretor-presidente da Urbanizadora Paranoazinho – UPSA, Ricardo Birmann, é notório que a regularização dos muros e guaritas vem sendo um desejo da maioria dos governadores e políticos de Brasília, mas que o governo atual possui uma oportunidade que os outros não tiveram. “Todos percebem o compromisso com a boa técnica, segurança jurídica e o com o devido processo que esse governo tido é a peça que falta para que esse assunto seja resolvido”, relatou. Birmann ainda afirmou que essa não é um ponto político e sim, técnico. “Se for discutida como uma questão técnica de uso do solo, seguindo todo o rito, eu acredito que o MPDFT não será oposição e apoiará e endossará o projeto.”

Mobilização e divulgação

Junto à proposta que o Movimento vem desenvolvendo de maneira colaborativa, foi entregue ao governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, um abaixo assinado virtual, com as assinaturas de todos aqueles que apoiam a aprovação do projeto. Para mais informações sobre a proposta foi criado um site, que pode ser acessado por meio do link: https://www.leidemuros.com.br.

Projeto de lei sugere que débitos com o GDF possam ser compensados com precatórios

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De acordo com texto encaminhado à Câmara Legislativa, podem ser abatidos passivos tributários ou não que tenham sido inscritos em dívida ativa até 25 de março de 2015

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, entregou nessa quarta-feira (29) à Câmara Legislativa projeto de lei complementar (PLC) para permitir que dívidas com o governo sejam compensadas com precatórios vencidos do Distrito Federal, autarquias e fundações.

Segundo o texto, que tramita como PLC nº 131, de 2017, os precatórios (ordens judiciais para pagamento de débitos de órgãos públicos) não podem ser objeto de impugnação ou recurso judicial e devem ter titularidade atestada pela pessoa ou empresa que busca a compensação.

Os passivos a serem abatidos podem ser tributários ou não-tributários — como multas do Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF) — e devem ter sido inscritos em dívida ativa até 25 de março de 2015.

A data corresponde à promulgação da Emenda Constitucional nº 94. Ela determina que os precatórios a cargo dos estados, do DF e de municípios pendentes até 25 de março de 2015 e aqueles a vencer até 31 de dezembro de 2020 podem ser pagos até 2020, dentro de regime especial.

A norma permite ao beneficiário decidir se quer ou não compensar o valor a receber com débitos, desde que elas estejam inscritas na dívida ativa até 25 de março de 2015.

O pagamento dos precatórios segue ordem cronológica, então o credor deve aguardar a vez na fila para solicitar a compensação, como explica o procurador-chefe do Centro de Cálculos, Execuções e Cumprimento de Sentenças, da Procuradoria-Geral do DF, Adamir de Amorim Fiel.

“A forma de tramitação dos pedidos ainda será regulamentada pela Secretaria de Fazenda e a Procuradoria-Geral do DF”, acrescenta.

Mensalmente, o governo de Brasília destina cerca de R$ 24 milhões, depositados em conta especial, para pagamento de precatórios, o que corresponde a 1,5% do orçamento.

Segundo o Sistema Integrado de Gestão Governamental, o DF deve R$ 3,8 bilhões de precatórios.

“O novo sistema de compensação é mais um mecanismo para o governo regularizar esses débitos”, destaca o procurador-chefe.

Palácio do Buriti envia texto da Luos para apreciação da Câmara Legislativa

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Secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, esclareceu pontos do projeto complementar de Lei de Uso e Ocupação do Solo nesta quarta (29). Expectativa é que votação ocorra em 2018

O governo de Brasília enviou à Câmara Legislativa, nesta quarta-feira (29), o projeto de lei complementar da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos). A expectativa é que o tema, que tramitará em regime de urgência, vá à votação em 2018 para que seja debatido com os deputados distritais.

A futura legislação vai unificar cerca de 420 normas urbanas e seis planos diretores locais vigentes.

Com isso, aproximadamente 365 mil lotes urbanos registrados em cartório terão regras mais claras sobre aspectos como limitações de altura e de área construída e de quais atividades econômicas são permitidas no local.

“Hoje há uma série de instrumentos dispersos. Muitas vezes o próprio poder público tem que fazer uma grande pesquisa para saber qual norma se aplica”, exemplificou o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, em entrevista coletiva na tarde de hoje, na sede da pasta.

A medida, segundo Andrade, abarca 90% dos moradores do Distrito Federal. As necessidades de cada região administrativa foram avaliadas e estudadas para a proposta do projeto.

Assim, por exemplo, o texto definirá as regiões do Lago Sul, do Lago Norte e do Park Way como áreas de residência exclusiva. Ou seja, não serão permitidos comércios, exceto os já estabelecidos e que estejam devidamente licenciados.

Cada localidade tem um tipo de uso definido pelo governo — que considerou a realidade já existente no DF.  Há espaços comerciais e de serviços que podem ser também residenciais, e outros que são apenas para equipamentos públicos, por exemplo.

Um dos pontos estudados para atender a população foram as alturas máximas de edificações. “Tinham alturas muito conservadoras e que eram desrespeitadas havia décadas. Criamos uma fórmula para corrigir essas distorções”, explicou o secretário.

Assim, cidades como Estrutural, Ceilândia e Riacho Fundo terão parâmetros maiores, e as construções passarão a ter, uma média, de 10,5 metros de altura permitida.

Outra mudança que terá efeitos para os moradores do DF é a flexibilidade adotada para equipamentos públicos. Antes, um lote com essa destinação era muito específico. Definia, por exemplo, que um determinado espaço era destinado à construção de uma escola classe.

“Tornamos mais flexíveis para que não seja tão específico. Isso vai dar celeridade e garantias para que o governo preste seus serviços públicos”, avaliou Andrade.

Como fica a Luos para áreas já construídas e as não regularizadas

A Luos foi feita com base nos lotes já existentes no DF. Ela não muda nem cria novos espaços. As mudanças também não retroagem. Ou seja, elas não valem para edifícios já construídos.

Quanto às áreas ainda não regularizadas, o projeto já apresenta um rito que deverá ser seguido quando forem legalizadas para que adotem as metodologias da Luos.

A proposta enviada hoje à Câmara Legislativa não inclui o conjunto urbanístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Dessa maneira, estão fora da legislação o Plano Piloto, o Cruzeiro, a Candangolândia e o Sudoeste. Essas áreas seguem as regras do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub), que está sendo construído pelo governo com a participação da sociedade.

Temer não tem pretensão eleitoral, diz ministro-chefe da Casa Civil

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O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (29) que o presidente Michel Temer “não tem nenhuma pretensão” em disputar a eleição de 2018. Segundo Padilha, o objetivo de Temer é cumprir bem seu mandato e “colocar o Brasil nos trilhos”.

O ministro acrescentou que o Brasil “está começando andar nos trilhos” e jornalistas questionaram se, então, Temer não teria que ficar mais tempo no cargo, até que o país entrasse “totalmente” nos trilhos. “Por enquanto, posso dizer que, o que ele disse, foi que cumpriria por inteiro sua missão se conseguisse colocar o Brasil nos trilhos”, respondeu Padilha.

A declaração foi feita em entrevista a jornalistas após a apresentação de balanço do programa Brasil Eficiente. Sobre as eleições de 2018, o ministro disse que o PMDB deverá estar alinhado com quem defenda o legado do governo do presidente Michel Temer.

“Nossa intenção é mantermos a base de sustentação e termos uma candidatura que defenda  o legado do presidente Michel Temer. Portanto, não se exclui ninguém”. E completou “O presidente tem conversado com os presidentes dos partidos que hoje formam a base de sustentação e a ideia é de nós termos, dentro desse conjunto da base, uma candidatura que possa representar esse legado”.

Debate contrapõe justificativas do governo para as reformas no serviço público

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Participantes do evento, realizado pela Afipea e pelo Fonacate, questionaram os argumentos defendidos pelo governo federal na realização de reformas

“Se querem mudar, que tal começar cumprindo o teto constitucional? Ninguém poderá ganhar mais do que trinta e poucos mil reais por mês. ” Esta foi uma das reflexões trazidas pelo cientista político e pesquisar do Ipea, Antônio Lassance, durante o debate “Que serviço público queremos? ”, realizado nesta segunda-feira (27), no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.

A iniciativa do Sindicato Nacional dos Servidores do Ipea (Afipea) e do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) debateu sobre o impacto das reformas e dos congelamentos de gastos anunciados pelo governo federal. O evento faz parte da Caravana de Servidores Públicos que essa semana está em Brasília para reivindicar a revogação da Emenda Constitucional 95/16, que congela investimentos públicos por vinte anos; manifestar contra a Reforma da Previdência e pela anulação da Reforma Trabalhista; bem como combater a Medida Provisória 805/17 e todos os projetos que, de alguma forma, prejudicam os servidores públicos.

Presente no debate, a deputada Érika Kokay ponderou o argumento do governo de corte de privilégios dos servidores públicos como solução para a crise. “Quem é privilegiado nesse país são banqueiros que levam 50% do orçamento brasileiro no pagamento dos serviços e dos juros da dívida. Isso é a sangria que eles colocam sobre o país”, ressaltou a parlamentar.

Para o presidente da Afipea, Alexandre Cunha, não é possível admitir que os servidores públicos sejam acusados de privilegiados, visto que existe investimento pessoal para se construir tais carreiras, cujos direitos foram conquistados e adquiridos com anos de luta. Defesa também reforçada pelo presidente da Fonacate, Rudinei Marques. “Não vamos aceitar esses ataques aos servidores. Esse governo precisa saber mais sobre o que é privilégio”.

Sob o argumento de que aposentadoria não é privilégio, mas um direito de todo trabalhador, a Reforma da Previdência foi um dos principais alvos de crítica durante o debate. O governo federal agora é alvo de ação judicial, por parte de fóruns e entidades de classe, para impedir veiculação de propaganda favorável à reforma. Além disso, como resposta dos servidores, foi lançada, durante o debate, a campanha que vai ao ar a partir desta terça-feira (28) em defesa do direito da população a serviços públicos de qualidade.

O debate contou ainda com explanações dos especialistas Maria Lúcia Werneck Vianna (UFRJ), Fernando Matos (UFF) e Félix Lopez (Ipea), sobre o tema “O Serviço Público no Brasil, sua evolução recente e desafios à luz das últimas medidas do governo de demissão voluntária, redução de jornada, suspensão do reajuste e aumento da contribuição previdenciária dos servidores”. O resultado do debate, com seus apontamentos e reflexões, será compilado em publicação a ser lançada no próximo ano pela Afipea.

Voto Impresso e supostas fraudes nas eleições 2014 em debate na Câmara Federal

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A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática realiza nesta quinta-feira (30), às 9h30, no Plenário 13, Anexo II da Câmara Federal, audiência pública sobre o tema “Esclarecimentos sobre fatos obscuros relativos às eleições de 2014 e preparativos para o cumprimento da Lei nº 13.165/2015, que determina a obrigatoriedade do voto impresso nas eleições de 2018”. O requerimento é do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF).

A audiência pública será dividida em dois painéis: “Eleições 2014” e “Eleições 2018”. O painel “Eleições 2014” discutirá o relatório da Auditoria Especial no Sistema Eleitoral 201, em que os resultados indicaram menos de 15% de conformidade com os requisitos dos auditores independentes. Para este foram convidados: Amílcar Brunazo Filho, auditor do Comitê Multidisciplinar Independente (CMInd); José de Melo Cruz, coordenador de Sistemas Eleitorais do TSE. Posteriormente, será discutido o caso da Smartmatic e as divergências entre a palavra do Secretário de Tecnologia da Informação do TSE e o disposto no contrato firmado entre o tribunal e o consórcio formado pela empresa, no que se refere ao escopo de serviços para as eleições de 2014. Foi convidado Giuseppe Dutra Janino, secretário de Tecnologia da Informação do TSE.

Já o painel “Eleições 2018” iniciará discutindo as providências para o cumprimento da legislação eleitoral, que determina obrigatoriedade do voto impresso nas eleições de 2018. Foram convidados para prestar esclarecimentos sobre os testes públicos de segurança e outras questões: Thiago Fini Kanashiro, assessor-chefe de Gestão Eleitoral do TSE; Lisandro Zambenedetti Granville, presidente da Sociedade Brasileira de Computação; Maria Aparecida Cortiz, advogada especialista em processos eleitorais eletrônicos, e o ministro Gilmar Mendes, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), convidado especialmente para falar sobre legislação eleitoral.

Segundo o deputado Izalci Lucas, a audiência tem o objetivo de levar ao conhecimento dos parlamentares e da sociedade relatos que colocam em dúvida o resultado das eleições de 2014, como o fato da empresa responsável pela auditoria, a Smartmatic, ter apontado que apenas 8 de 54 requisitos, menos de 15%, estavam em conformidade com os critérios estabelecidos pela equipe de auditores, além de ter revelado uma série de dificuldades e barreiras impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aos técnicos que realizaram a auditoria.

Além disso, em 2015, durante audiência pública no âmbito da CPI dos Crimes Cibernéticos, Giuseppe Dutra Janino, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, afirmou que a empresa Smartmatic prestou exclusivamente serviços de transporte de urnas, divergindo do que consta no contrato assinado entre o TSE e esta empresa. Em resposta, o tribunal afirmou em nota que “o contrato que foi celebrado entre a Justiça Eleitoral brasileira e a Smartmatic tinha como escopo o recrutamento, a contratação e o treinamento de aproximadamente 14 mil profissionais, que trabalharam exclusivamente no suporte técnico-operacional das eleições de outubro de 2014”.

Com a recente denúncia do presidente da empresa, Antonio Mugica, de que houve fraude nas eleições de membros para assembleia constituinte na Venezuela, o tucano destaca que evidencia-se a possibilidade de eleições com urnas eletrônicas serem fraudadas.

O debate dará a oportunidade aos representantes da sociedade civil, auditores e membros do TSE para expor em detalhes e de forma clara questões referentes aos relatos.

Padilha diz que o PSDB não integra mais a base aliada do governo

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O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (29) que o PSDB não integra mais a base aliada do governo do presidente Michel Temer. Ele afirmou, no entanto, que ministros do partido podem permanecer nos cargos.

“O PSDB não está mais na base de sustentação do governo”, disse, em entrevista a jornalistas. “O PSBD tem interesses políticos que está procurando preservar. O presidente Michel Temer tem a responsabilidade de governar e preservar sua base de sustentação.”

Questionado sobre a situação dos ministros de governo que são do PSDB, entre eles Antonio Imbassahy, que é responsável pela articulação política, Padilha destascou que essa é uma decisão do presidente, e que nada impede que ministros do partido permaneçam no governo como parte da “cota pessoal” de Temer.

“A questão ministerial é uma questão do presidente da República. Ele poderá manter ministros do PSDB, tendo o partido deixado de participar da base de sustentação do governo. Uma coisa é um ministro estar no governo representando seu partido e outra é o presidente, na sua cota pessoal, resolver manter um quadro que circunstancialmente seja do PSDB no ministério. Não vejo nenhuma incompatibilidade”, disse.

No momento em que o presidente Temer articula com parlamentares a aprovação da reforma da Previdência, o ministro Padilha avalia que, pela posição história do PSBD em relação à reforma, o partido deve ser favorável à proposta. “O PSDB, desde o início em que esteve participando integralmente do governo, tinha compromisso com a reforma da Previdência e não me consta que eles tenham deixado de tê-lo. A gente conta que eles mantenham o compromisso”, disse.

Procon-DF promove mutirão de renegociação com clientes da Caixa Econômica

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Consumidores poderão quitar dívidas em atraso com condições facilitadas

Clientes da Caixa Econômica Federal poderão renegociar dívidas em atraso por meio de um mutirão na sede do Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF) de segunda (4) a sexta-feira (8), das 8 às 17 horas.

A ação atenderá consumidores com débitos vencidos relativos a qualquer tipo de empréstimo na Caixa, inclusive financiamento imobiliário.

Os interessados devem levar documento de identificação oficial com foto (RG, carteira de habilitação ou passaporte) e comprovante de renda atualizado.

Mutirões de renegociação do Procon-DF

Em um ano, o Procon do Distrito Federal fez quatro mutirões com instituições financeiras a fim de renegociar dívidas em atraso.

Clientes do Banco do Brasil, do Banco de Brasília (BRB) e da Caixa Econômica já foram favorecidos. O volume renegociado soma mais de R$ 13 milhões.

Segundo a diretora-geral do instituto, Ivone Machado, os mutirões com os bancos atendem a uma demanda de muitos brasilienses. “No atual momento de crise pelo qual passa o País, é uma oportunidade para o consumidor regularizar a situação financeira, com condições facilitadas.”

Mutirão de renegociação com clientes da Caixa Econômica Federal

De 4 a 8 de dezembro (segunda a sexta-feira)

Das 8 às 17 horas

Na sede do Procon-DF (Setor Comercial Sul, Ed. Venâncio 2000, Bloco B-60, Sala 240)

Desemprego apresenta estabilidade no Distrito Federal em outubro

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Taxa passou de 18,7% em setembro para 18,8% no mês seguinte. Dados são de pesquisa divulgada na manhã desta quarta-feira (29) pela Codeplan

A taxa de desemprego em outubro no Distrito Federal apresentou estabilidade, ao passar de 18,7% para 18,8%. O número total de desempregados foi estimado em 308 mil pessoas, um aumento de 3 mil em relação ao mês anterior.

É o que mostra a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira (29) em coletiva de imprensa na Companhia de Planejamento do DF (Codeplan).

O resultado decorreu de pequenas variações na população economicamente ativa — com o ingresso de 4 mil pessoas na força de trabalho — e na taxa de ocupação, que teve aumento de mil postos de trabalho no período.

A taxa de participação, ou seja, a proporção de pessoas com 14 anos ou mais presentes no mercado de trabalho, permaneceu estável em 66,3%.

Os dados mostram que o contingente de brasilienses ocupados em outubro ficou em 1,330 milhão. Desses, 956 mil são assalariados; 183 mil, autônomos; 90 mil, empregados domésticos; e 101, empreendedores (demais posições).

Do total de assalariados, 656 mil estão no setor privado e 299 mil, no público. Houve um leve aumento de profissionais contratados no setor privado em outubro: 0,2% ou, em números absolutos, 2 mil pessoas.

A discreta melhora no mercado de trabalho privado foi impulsionada pelo aumento de vagas na construção civil (5,2% ou mais 3 mil vagas em relação ao mês anterior) e no setor de serviços (0,8% ou mais 8 mil postos de trabalho).

“O aumento das ocupações favoreceu o desempenho dos índices”, afirma o diretor de Estudo e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, Bruno Cruz.

No entanto, o cenário ainda é negativo. “O quadro geral é de taxa de desemprego ainda alta e com constante precarização do mercado. Isso é resultado de um cenário nacional muito ruim”, pondera o economista do Dieese Thiago Oliveira.

Desemprego por grupos de regiões administrativas

Em relação à taxa de desemprego entre os grupos de regiões administrativas divididos por renda, houve queda de 0,6% para o Grupo 4 (Fercal, Itapoã, Paranoá, Recanto das Emas, Estrutural e Varjão). O índice passou de 25,7% em setembro para 25,1% em outubro.

Isso se deve, segundo a Secretaria Adjunta do Trabalho, ao trabalho de captação de vagas e inserção desse público no mercado de trabalho por meio de cursos de capacitação e do trabalho nas Agências do Trabalhador.

De acordo com a pasta, 21 mil pessoas estão inscritas no Qualifica Mais Brasília. Desse total, 7 mil já concluíram o curso e 48% conseguiram colocação no mercado de trabalho. Ainda assim, jovens, mulheres e negros formam a parcela da população mais suscetível ao desemprego.

A PED é feita pela Codeplan, pela Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados do Governo de São Paulo.