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Grupo de trabalho coordenado por deputado Ribeiro busca soluções para problemas das grades no Cruzeiro Novo

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Na audiência pública que debateu a situação das grades dos edifícios residenciais do Cruzeiro Novo, realizada nesta terça-feira (6), foi instituída a criação de um grupo de trabalho visando buscar soluções para esta situação que tem preocupado a todos. A comissão será coordenada pelo deputado Raimundo Ribeiro e terá a participação de representantes da CLDF, GDF e comunidade.

 

Recentemente, a Justiça determinou ao GDF a retirada das grades, levando preocupação aos moradores da região. Na ocasião, Ribeiro lembrou que ninguém agiu à margem da Lei ao colocar as grades. “Quando foram instaladas havia uma proteção legal. Normal a Lei ser questionada. O que talvez não seja normal é o Poder Judiciário levar 23 anos para tomar uma decisão definitiva”, alertou Ribeiro.

Ribeiro enfatizou o fato de o próprio poder público utilizar grades para proteger o patrimônio, exemplificou com o Palácio do Planalto, STJ, STF, Congresso Nacional, além dos grandes monumentos. “Se por acaso nós estamos errados, outros órgãos também estão. Queremos encontrar uma solução. Na última reunião esteve presente o Secretário de Cidades, Marcos Dantas que garantiu que o compromisso deste governo é solucionar esta questão a favor dos moradores. Ninguém aqui quer desobedecer à decisão judicial”, pontou o parlamentar.

“Sugeri anteriormente que o GDF encaminhasse um projeto para CLDF que admitisse a permanência das grades. A ação judicial que foi proposta fala de vicio de iniciativa. Não há qualquer problema em que o Governo juntamente ao Iphan celebre um Termo de Acordo com prazo determinado para oferecer a solução definitiva e que garanta a segurança das pessoas, afinal este é o objetivo de tudo e o que motivou a instalação das grades”, lembrou Ribeiro.

O secretário de Gestão e Território, Luiz Otávio afirmou que o GDF tem se esforçado para resolver a questão da utilização de áreas públicas no DF. Segundo ele, o Governo tem estudado e avaliado em que condições isso seria possível. “Temos aqui duas situações: uma que trata do tombamento e outra que nos diz sobre áreas públicas. Garanto que já estamos avaliando estas questões e que encontraremos uma solução plausível”, Observou o secretário.

O Procurador- Geral do DF, Tiago Pimentel garantiu que o órgão tem atuado para que as grades sejam mantidas. “É necessário haver uma reunião do Iphan junto ao Ministério Público e moradores para que seja construído um caminho”, observou. Pimentel disse ainda que um estudo com as possiblidades está sendo realizado e em breve a Procuradoria terá seu posicionamento.

Os moradores presentes na audiência lembraram que a falta de segurança foi o principal motivo para que o gradeamento ocorresse. Mobilizados, a comunidade garantiu que vai discutir todos os recursos possíveis e, inclusive, uma audiência com o Ministério Público Federal já foi solicitada.

 

Policiais civis do Distrito Federal anunciam nova paralisação em fevereiro

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Em Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) e realizada na tarde desta quarta-feira (7), os policiais civis decidiram que farão uma nova paralisação ainda em fevereiro. A data, o formato, o período ou se a greve será por tempo indeterminado serão decididos em nova assembleia no dia 20 de fevereiro.
“Já tentamos várias negociações com o governo a fim de manter a paridade salarial histórica entre a polícia civil do DF e a polícia federal. Nada avançou e a categoria está insatisfeita e desmotivada. A decisão é fruto disso”, explica Rodrigo Franco, presidente do Sinpol-DF.

Sepúlveda Pertence assume defesa do ex-presidente Lula no Supremo Tribunal Federal

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O advogado e ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence assumiu nesta quarta-feira (7), oficialmente, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Corte. Cristiano Zanin, outro representante de Lula, também continuará na banca de advogados.

O primeiro compromisso de Pertence na condição de advogado de Lula será uma audiência com o relator dos processos da Operação Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, hoje (8), às 11h30.

Nos bastidores do Supremo, Sepúlveda Pertence tem trânsito livre nos gabinetes de integrantes da Corte e foi responsável pela indicação da atual presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

Fachin é relator do habeas corpus no qual a defesa de Lula pretende derrubar a decisão do vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, que negou pedido para impedir a eventual execução provisória da condenação do ex-presidente, após o último recurso que será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), sediado em Porto Alegre.

Ao negar o habeas corpus, o ministro do STJ entendeu que a decisão do TRF4 garantiu que Lula não será preso antes da apreciação do último recurso, e, dessa forma, não há urgência que justifique a concessão da medida cautelar.

Condenação

No dia 24 de janeiro, o TRF4 confirmou a condenação de Lula na ação penal envolvendo o tríplex no Guarujá (SP) e aumentou a pena do ex-presidente para 12 anos e um mês de prisão. Na decisão, seguindo entendimento do STF, os desembargadores entenderam que a execução da pena do ex-presidente deve ocorrer após o esgotamento dos recursos pela segunda instância da Justiça Federal. Com o placar unânime de três votos, cabem somente os chamados embargos de declaração, tipo de recurso que não tem o poder de reformar a decisão, e, dessa forma, se os embargos forem rejeitados, Lula poderia ser preso.

No habeas corpus, a defesa do ex-presidente discorda do entendimento do STF que autoriza a prisão após os recursos de segunda instância, por entender que a questão é inconstitucional.

“Rever esse posicionamento não apequena nossa Suprema Corte – ao contrário – a engrandece, pois, nos momentos de crise, é que devem ser fortalecidos os parâmetros, os princípios e os valores. A discussão prescinde de nomes, indivíduos, vez que importa à sociedade brasileira como um todo. Espera-se que este Supremo Tribunal Federal, a última trincheira dos cidadãos, reafirme seu papel contra majoritário, o respeito incondicional às garantias fundamentais e o compromisso com a questão da liberdade”, argumentam os advogados.

Polícia Federal prende o deputado João Rodrigues no Aeroporto de Guarulhos em SP

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A Polícia Federal prendeu na manhã de hoje (8) o deputado federal João Rodrigues (PSD-SC), condenado pela segunda instância da Justiça Federal a cinco anos e três meses por dispensa irregular de licitação, quando ocupou o cargo de prefeito de Pinhalzinho (SC). A prisão ocorreu no Aeroporto internacional de Guarulhos.

Investigação da Polícia Federal identificou que o deputado que estava nos Estados Unidos, fez uma alteração na sua passagem de avião, mudando o destino final de Brasil para Paraguai. Como na segunda-feira (12) a execução da pena estaria prescrita, o ministro do Supremo Tribunal Federal  Alexandre de Moraes, autorizou a inclusão do nome do deputado na lista da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

Governo destinará mais R$ 50 milhões para obras em viadutos e pontes

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Verba é oriunda da reserva de contingência, e aplicação prioritária será nos trabalhos do Eixão Sul. Medida foi anunciada nesta quarta (7) pelo governador Rodrigo Rollemberg e faz parte de um conjunto de ações, como a contratação de empresas para monitorar esse tipo de estrutura e elaborar projetos de recuperação

O governo de Brasília destinará R$ 50 milhões da reserva de contingência para obras necessárias em viadutos e pontes, com prioridade para as intervenções na Galeria dos Estados, onde parte do viaduto caiu na manhã dessa terça (6).

A verba se soma a outras rubricas já disponíveis no orçamento. O anúncio foi feito pelo governador Rodrigo Rollemberg, no Palácio do Buriti, na tarde desta quarta-feira (7), em entrevista coletiva.

Na ocasião, ele também informou mudança no comando do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF). Henrique Luduvice será substituído por Márcio Buzar, atual diretor de Edificações da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).

Além disso, o chefe do Executivo determinou:

  • Que a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) vistorie até sexta-feira (9) os viadutos e pontes listados em relatório do Tribunal de Contas do DF
  • A contratação emergencial de empresa especializada para monitorar permanentemente viadutos, passarelas e pontes
  • A contratação de empresa para, com os diagnósticos, elaborar projetos de recuperação de viadutos e pontes no menor prazo possível

O governador agradeceu o apoio de entidades e especialistas que se colocaram à disposição para ajudar a minimizar os problemas decorrentes da queda do viaduto e repudiou a tentativa de uso político da situação diante da gravidade.

“Há muitos anos, várias entidades, como o Crea [Conselho Regional de Engenharia e Agronomia] e a UnB [Universidade de Brasília], alertavam sucessivos governos das condições inadequadas dessas obras, e nenhuma providência foi tomada”, destacou Rollemberg, antes de pontuar as medidas tomadas desde o início da atual gestão, em 2015.

De 13 intervenções necessárias apontadas em relatório do Tribunal de Contas do DF de 2011, quatro foram feitas e uma está em andamento.

Além disso, o chefe do Executivo citou reparos de equipamentos que não constam do documento do órgão, como a drenagem de viaduto em Ceilândia e a recuperação de barragem no Park Way.

“Nós não apenas devolveremos o viaduto novo e seguro, mas daremos tranquilidade total à população em relação a todos os equipamentos públicos”, afirmou. No total, desde 2015, foram investidos R$ 67,7 milhões em obras nesse tipo de estrutura.

Reserva de contingência é previsão legal da LDO

A reserva de contingência, de onde sairão os R$ 50 milhões anunciados, é uma previsão legal da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Segundo a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, 3% do orçamento é destinado à reserva.

Do montante, 2% são para emendas parlamentares e 1% para emergências. “É uma medida para dar celeridade. Os recursos não precisam ser solicitados, já estarão disponíveis para a Novacap”, explicou.

Trabalhos no viaduto da Galeria dos Estados

Coordenado pela Casa Civil, o grupo responsável pela avaliação técnica no viaduto danificado já iniciou os trabalhos com a participação de especialistas. Ainda não foi definido se a estrutura precisará ser totalmente demolida.

De qualquer maneira, há consenso sobre a necessidade de escoramento (sistema para sustentar a parte que não desabou). “Ele é fundamental em qualquer tomada de decisão, mas só pode ser feito com segurança”, avaliou Buzar, que assumirá o DER-DF.

O engenheiro disse que, hoje, a maior dificuldade da equipe é acessar o local e que isso só ocorrerá com garantia de segurança. Um projeto para o escoramento está em andamento. Quando isso ocorrer, será colhido material, como aço e concreto. De acordo com ele, está acordado que a UnB fará as análises.

Duas equipes da Novacap atuam em projetos. Enquanto uma trabalha na proposta de escoramento, outra se dedica a alternativas para o trânsito da região. “Nós vamos fazer duas alças para permitir o fluxo do trânsito. A obra será feita diretamente pela Novacap”, adiantou Buzar.

A mudança na direção-geral do DER-DF foi uma escolha técnica, segundo o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio. “Nós agradecemos o engenheiro Henrique Luduvice pela participação no governo. Mas, neste momento, entendemos que o Buzar, por ser um especialista da área, para essa situação emergencial, nos atenderá melhor.”

Além da comissão técnica para reparo da estrutura, há órgãos empenhados na criação de um plano de mobilidade e na definição de prioridades de investimentos para reparos e manutenção de viadutos.

Recuperação de viaduto que desabou em Brasília deve levar seis meses

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O trecho do viaduto que desabou na manhã de hoje (6), no centro de Brasília, deve ser recuperado em cerca de seis meses, segundo previsão da presidente do Conselho Regional de Engenharia (CREA), Fátima Có. “Mas é provável que o processo licitatório não deva demorar, por se tratar de uma emergência”, destacou.

Até o momento, não foram registradas vítimas do desabamento. O trânsito está completamente bloqueado na via, e não há previsão de liberação. O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), Henrique Ludovice, disse que os órgãos do governo vão trabalhar de forma articulada, primeiramente no escoramento desse viaduto e na análise da estrutura.

“Para que possamos oferecer à população a solução mais adequada e mais correta sob o ponto de vista a intervenção necessária nesse viaduto. Enquanto isso, faremos o desvio do tráfego nas redondezas para que o acesso ao centro do Plano piloto possa ocorrer, embora com as dificuldades sem a presença do Eixo Rodoviário”, disse.

Manutenção

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, reconheceu que o viaduto não recebeu manutenção. “São viadutos antigos. Desde o início do nosso governo, fizemos manutenção em oito viadutos. Seis deles receberam reforço estrutural. Infelizmente, esse não recebeu e agora temos que ver que providências iremos tomar a partir de agora.”

Para a presidente do Crea, diversos fatores colaboraram para o desabamento da estrutura. “A questão de opinião técnica, eu gostaria de aguardar uma perícia. São diversos fatores que levam ao caos, ao colapso. Aqui, com certeza, foram diversos fatores, mas não a chuva, afinal não estava chovendo. Então, foi porque realmente a estrutura já estava, digamos assim, no ponto mais frágil dela”, destacou Fátima Có.

Perguntada sobre a possibilidade de o outro lado do elevado ceder, ela disse que estaria sendo irresponsável ao tentar antecipar qualquer avaliação.

Em 2013, uma auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal detectou fragilidades em diversos monumentos de Brasília, entre elas o viaduto. Na oportunidade, a equipe de vistoria recomendou que a obra fosse reformada.

GDF vai elaborar plano emergencial para viaduto na Galeria dos Estados

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O governador Rollemberg esteve na Galeria dos Estados, onde parte do viaduto que passa pelo local desabou após o asfalto do Eixão Sul ceder. Foto: Dênio Simões

Na tarde desta terça (6), Rodrigo Rollemberg esteve no local onde parte do asfalto cedeu. Segundo informações iniciais dos bombeiros, não há vítimas do desabamento

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, compareceu, no começo da tarde desta terça (6), à Galeria dos Estados, onde, no fim da manhã, parte do viaduto que passa pelo local caiu após o asfalto do Eixão Sul ceder.

Segundo inspeção preliminar do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, não há vítimas no acidente.

“As informações iniciais apontam que não há vítimas, e isso é o mais importante neste momento. Agora vamos ver o que é necessário para recuperar esta área”, disse Rollemberg.

“São viadutos antigos. Desde o começo do governo, fizemos manutenção em oito viadutos, e, infezlimente, este não recebeu”, acrescentou o chefe do Executivo.

Além dos bombeiros, a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, a Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, a Polícia Militar (PMDF), a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) mantêm equipes nos arredores.

O local foi isolado pela PMDF, e os bombeiros vasculham a área para confirmar que não há vítimas ou feridos.

Por meio de um grupo de trabalho, os órgãos responsáveis por obras no DF vão montar plano emergencial para manutenção do viaduto. “O DER, a Novacap e a Secretaria de Infraestrutura vão atuar juntos. Vamos fazer um escoramento desse viaduto, uma análise da estrutura, além de desvio do tráfego na região”, informou o diretor-geral do DER, Henrique Luduvice.

Empresário Alexandre Guerra é pré-candidato do NOVO ao governo do DF

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Do portal 61Brasilia – O empresário Alexandre Guerra, 37 anos, é o pré-candidato do NOVO ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2018. Sem um passado partidário, Alexandre concorre nas próximas eleições com a proposta de mudar a política de “loteamento de cargos” públicos, que é rotina para se conseguir apoio dos antigos caciques políticos.

Com uma longa carreira de sucesso como CEO do Giraffas, ele promete ser a solução de governabilidade do DF ao focar nos princípios administrativos de gestão de recursos, no uso da máquina pública para estimular a “geração de empregos” na iniciativa privada e administrar o DF sem “conchavos e distribuição de cargos”.

 O QUE UM PRÉ-CANDIDATO PODE PROMETER À POPULAÇÃO DO DF?

Alexandre Guerra: Um político normal costuma prometer tudo. Depois, quando vence a eleição, na melhor das hipóteses, ele faz muito pouco do que prometeu. Nós queremos mudar o jeito como se faz política. E para mudar é preciso ser e fazer diferente ainda antes das eleições. Por isso, em vez de promessas, nós assumimos compromissos que já estão sendo colocados em prática no nosso dia a dia. Para mudar a política, é preciso mudar a maneira como se disputam as eleições.

PODERIA DAR ALGUNS EXEMPLOS DE PONTOS A MUDAR?

Alexandre Guerra: Nós somos contra usar dinheiro público para financiar partidos e campanhas eleitorais, como acontece hoje. Por isso, o Novo não gasta um centavo do fundo partidário. Temos 3 milhões de reais em caixa e estamos tentando devolver esse dinheiro para o TSE. Esse dinheiro não é nosso. Esse dinheiro é de quem trabalha e paga imposto. Deveria ser usado para melhorar a qualidade de escolas e hospitais e equipar e treinar a polícia. A mesma postura deve se estender às coligações e alianças nas campanhas e posteriormente para governar, sendo que  troca de favores, cabide de empregos, burocracia, ineficiência, e desperdício devem ser totalmente banidos da vida política. Alguns partidos, principalmente os mais desgastados, estão até mudando de nome para parecer novo. Mas pra ser novo precisa ser diferente. Quem não age com ética e respeito pelo que é de todos jamais vai fazer as mudanças que as pessoas esperam em 2018.

EMPRESÁRIO OU POLÍTICO?

Alexandre Guerra: Brasiliense, aqui nascido e criado, executivo do setor privado. Hoje, eu sou um cidadão indignado com o estrago que os maus políticos fizeram na vida dos brasileiros e dos brasilienses. E quero transformar essa indignação em algo positivo para o DF. Eu quero que os meus filhos vivam em um lugar melhor e com futuro.

VOCÊ É DONO DA REDE GIRAFFAS?

Alexandre Guerra: Nem de longe, mas tenho o orgulho de ter trabalhado na rede por 18 anos, saindo de auxiliar administrativo até a presidência da empresa, fundada pelo meu pai em 1981. A rede tem a minha idade e, antes que me pergunte não vou herdar a rede, sou apenas um pequeno acionista.

As nossas girafinhas fazem parte da minha história assim como são parte da história de Brasília. Afinal, fomos a primeira empresa, de qualquer ramo de atividade, a funcionar em todas as regiões do DF. Hoje são 80 restaurantes, gerando quase 2.000 empregos diretos.

TEM ORGULHO DE SEU TRABALHO NO SETOR PRIVADO? E SE TEVE ÊXITO, POR QUE PENSAR NO SETOR PÚBLICO?

Alexandre Guerra: Certamente tenho orgulho. No setor privado o reconhecimento profissional é baseado nos resultados que você apresenta. É essa experiência que precisa ser levada para a vida publica. O contribuinte precisa ser tratado como um cliente. Nós todos pagamos pesados impostos, comparáveis a alguns dos países mais ricos do mundo, mas recebemos em troca serviços públicos que funcionam muito mal.  Não falta dinheiro. Falta boa gestão. E quem sabe gerir é gestor. Os políticos profissionais estão aí há muito tempo e eles claramente fracassaram nessa missão.

NESSA SUA VIDA DE EMPRESÁRIO, VOCÊ RECEBEU O PRÊMIO FORBES?

Alexandre Guerra: Eu fui eleito, em 2015, pela revista Forbes o melhor executivo do setor de alimentação do Brasil. Eles reconheceram o trabalho de 18 anos de liderança no setor de food service tanto à frente do Giraffas quanto à frente do IFB (Instituto de FoodService Brasil), como presidente, e da ABF (Associação Brasileira de Franchising), na vice-presidência.

FALE UM POUCO DE POLÍTICA

Alexandre Guerra: Sou filiado e militante do NOVO, que quer fazer política de forma independente e sem negociatas de coligações, digamos, não programáticas, que outros partidos parecem estar fazendo. Veja, segundo a mídia noticia e ninguém desmente, grupos de vários partidos estão negociando o rateio, a divisão, o loteamento dos cargos no próximo governo do DF. O NOVO não participa disso. É importante distinguir governabilidade de manutenção no poder.

Não consigo ver o interesse da população do DF como sendo a preocupação ou o conteúdo dos acordos que são feitos, há anos, entre a Câmara Distrital e o governador da vez. O que existe é um acordo para a divisão de nomeações de apadrinhados para cargos e distribuição de poder para gastar os recursos públicos. Isso sempre gera ineficiência e eventualmente corrupção.

Então, não poderíamos governar o DF desta forma, com esse loteamento em nome de velha política e com o foco apenas para se perpetuar poder. Vamos mudar isso ao mudar os acordos no processo pré-eleitoral. Repito: as mudanças precisam começar antes da eleição porque quem faz política do jeito antigo não vai governar de um jeito diferente.

 

QUAL SUA AFINIDADE COM O PARTIDO NOVO? E POR QUE NÃO VÃO FAZER COLIGAÇÃO PARA AS ELEIÇÕES DE 2018?

Alexandre Guerra: O NOVO me atraiu justamente por essa proposta de efetivamente fazer política de forma diferente. Por exemplo, é o único partido que faz processo seletivo, no qual os candidatos precisam passar por diversos filtros relacionados a sua vocação, capacidade e compromissos éticos.

É um partido de pessoas envolvidas com o Brasil, como os exemplos de Paulo Roque, nosso pré-candidato ao Senado no DF, e de João Amoêdo, pré-candidato à Presidência da República. Em dezembro passado, fizemos o lançamento dos pré-candidatos de 2018 em um evento que não custou um único centavo para os contribuintes. Os filiados pagaram todos os custos, que ficaram em cerca de 40 000 reais. Enquanto isso, em dezembro de 2017, um outro partido fez um convenção que custou 1,5 milhão de reais aos cofres públicos, dinheiro de imposto pago pela sociedade e repassado ao tal partido.

A relação com as coligações tem que partir de posicionamento ideológico convergente com a posição do NOVO. Não é proibido fazer coligações, mas não vamos fazê-las em troca de dinheiro, de tempo de propaganda eleitoral na televisão e nem em cima de negociação de cargos.

COMO AVALIA ESSE ORÇAMENTO DE APROXIMADAMENTE 40 BILHÕES DE REAIS PARA O DF E O DISCURSO DO ATUAL GOVERNO QUE NÃO HÁ RECURSO?

Alexandre Guerra: R$ 40 bilhões é muito dinheiro, gerado pelo repasse constitucional do orçamento da União. Esse valor, para um ente federativo do tamanho do DF, é um privilégio que poucos têm.

Parte do problema é falta de gestão mesmo e não a falta de recursos. Se pegar os 6 bilhões de reais destinados à saúde e dividir pelo número usuários desse serviço vai ver que o custo por pessoa no sistema público é superior ao custo individual no sistema privado.

Então, existe espaço para gastar esse 6 bilhões de reais com eficiência para gerar benefício para o cidadão. E a educação apresenta quadro semelhante. Veja, sem uma população bem educada não se gera a igualdade de oportunidades e vemos que, no DF e entorno, a deficiência da educação começa na primeira infância.

A criança de 0 ao 6 anos fica longe da creche, fica longe do aprendizado, fica abandonada em casa e já está em desvantagem com a outra criança que teve ensino desde cedo. Temos um deficit de creches gigantescos no DF e isso afeta também a rotina de trabalho dos pais. São 77 mil crianças que precisariam estar nas creches sendo que hoje o sistema só possibilita o atendimento de 59 mil crianças.

Quer ver um exemplo marcante de falta de gestão? Parte das crianças que estão nas creches estão em escolas públicas e outras nas escolas conveniadas. O custo para o governo por criança nas creches conveniadas é de cerca de R$ 900 por mês e o custo por crianças nas creches públicas é de cerca de R$ 1.300 por mês.

SOBRE A SAÚDE, COMO ADMINISTRAR OS 6 BILHÕES DE REAIS PARA ESSA ÁREA SE QUASE 80% É PARA PAGAR A FOLHA DE FUNCIONÁRIOS?

Alexandre Guerra: O NOVO está preparando um diagnóstico profundo das questões do DF e do entorno. Reunimos os melhores especialistas em cada área, dos setores público e privado, com capacidade e com vontade de mudar a atual situação e planejar um melhor futuro para a cidade. Então, as soluções já estão aqui na cidade e, certamente, muitas delas são conhecidas pelo atual governo do DF, mas não são implementadas.

EXISTE ALGUM PROJETO PARA AS PESSOAS DO ENTORNO DO DF?

Alexandre Guerra: O GDF tem que atender toda a população e obviamente há carência mais profunda no entorno do Distrito Federal. Vamos olhar com bastante cuidado para os cidadãos moradores de Goiás que trabalham na Capital Federal e utilizam os serviços básicos oferecidos aqui. Essa população é responsabilidade nossa também, principalmente em áreas mais sensíveis para as famílias, como a saúde e educação. Mas, qualquer política nessa região, dependerá de conversas, negociações e compartilhamento das decisões com o Governador de Goiás.

Agora, um ponto dramático é segurança pública no DF e no entorno. Os índices de violência são absurdo e tem piorado. Hoje, temos 22 mortes por 100 mil habitantes, muito acima da média nacional, uma realidade crítica, assustadora, e quando analisamos a violência nas regiões administrativas ainda aparece enorme disparidade: São Sebastião e Fercal têm índices alarmantes acima de 40 mortes por 100 mil habitantes.

São indicadores de violência no nível de conflitos militares espalhados pelo mundo e, vergonhosamente, está no dia a dia do cidadão brasiliense e do entorno. Precisamos equipar e treinar ainda mais a nossa polícia. E governo tem de parar de atrapalhar quem quer trabalhar, empreender e gerar emprego.  Violência está ligada principalmente à pobreza e miséria e temos de ajudar as pessoas a crescer.  Só vamos mudar isso quando um jovem que está sendo aliciado pelo crime tiver certeza de que livro na mão produz muito mais riqueza do que um revólver.

QUAL É O PROGRAMA DO NOVO PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO DF?

Alexandre Guerra: A nossa pauta principal é a geração de empregos e há dezenas de projetos ligados à investimentos e à infraestrutura que estão simplesmente esquecidos, parados, dentro da burocracia do estado ou por falta de vontade política do atual governo do DF.

Nossa visão é que precisamos dar movimento para essas iniciativas e liberar a vida do cidadão. Hoje, o empreendedor, e sei dizer isso com conhecimento de causa, tem dificuldades imensas para trabalhar. São diversas barreiras, a burocracia é infindável e há altos impostos para serem pagos. Por isso, o novo tem a visão que é necessário liberar a vida do cidadão desses entraves para que ele invista, crie riqueza, gere emprego e renda para que todos possam viver melhor.

 

Ministro Luiz Fux rejeita recurso de Liliane Roriz no TSE, e distrital segue inelegível

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Na decisão, futuro presidente do tribunal diz não ver notícia de que ela pretenda se candidatar; G1 tenta contato com defesa. Liliane é acusada de prometer cargo público a cabos eleitorais

Por Mateus Rodrigues, G1 DF – O futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luiz Fux, negou o recurso da deputada distrital Liliane Roriz (PTB) contra a condenação por compra de votos e falsidade ideológica na campanha de 2010. Com a decisão, a parlamentar segue enquadrada na Lei da Ficha Limpa e, por isso, impedida de se candidatar neste ano. Cabe novo recurso.

A condenação pelos crimes eleitorais foi definida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) em abril de 2017, em um julgamento iniciado em 2016. A decisão foi unânime entre os seis desembargadores que votaram no caso.

Em outro processo, Liliane também foi condenada por omissão de documentos na prestação de contas à Justiça Eleitoral. O G1 tenta contato com a defesa da distrital nos processos.

Na análise monocrática (individual) do recurso, o ministro Luiz Fux disse que “não há notícias de que a Recorrente [Liliane] pretenda candidatar-se a algum cargo eletivo, não havendo, sob o espectro da capacidade eleitoral passiva, perigo, por ora, de dano decorrente de eventual inelegibilidade ocasionada pela normal tramitação da presente ação penal.”

A decisão de Fux foi assinada no dia 28 de novembro, mas só veio a público na última sexta (2). A defesa de Liliane Roriz ainda pode recorrer no próprio TSE para levar o caso à análise do plenário.

Promessas de cargos

Nos dois processos em que Liliane foi condenada, o Ministério Público Eleitoral (MPE) aponta que a distrital prometeu cargos públicos a cabos eleitorais, caso fosse eleita. Segundo a denúncia, essa promessa fez com que alguns colaboradores trabalhassem “de graça”, sem receber valores em dinheiro pela campanha.

Mesmo sem o pagamento formal, o valor estimado desses serviços deveria ter sido informado ao TRE. Como isso não aconteceu, a parlamentar também passou a responder por omissões na prestação de contas. A legislação eleitoral prevê penas de reclusão para os dois crimes, além da inelegibilidade por tempo a ser definido na sentença.

Megaoperação combate tráfico de drogas na Esplanada dos Ministérios

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou hoje (6) a Operação Delivery. A ação, segundo a corporação, acontece após um ano de investigação que apura o tráfico de drogas na região central de Brasília.

“Conforme apurado, os traficantes vendiam drogas, principalmente cocaína, para servidores públicos e pessoas de alta renda que trabalham na Esplanada dos Ministérios. A entrega de drogas era realizada, inclusive, em órgãos públicos federais e do Distrito Federal”, informou a PCDF por meio de nota.

Ainda de acordo com o comunicado, além do cumprimento de mandados, foram apreendidas porções de droga e dinheiro nesta primeira fase da operação. Uma coletiva de imprensa está prevista para as 10h15.