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PRTB desiste da candidatura do major Paulo Barreto ao governo do DF

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PRTB desiste da candidatura do major Paulo Barreto ao governo do DF

Por G1 DF

O candidato a governador Paulo Barreto (esq), a presidente regional do PRTB, Fernanda Estevão, e o candidato a senador Átila Maia (Foto: Gabriel Luiz/G1)

O PRTB anunciou, nesta terça-feira (7), que desistiu de ter candidatura própria ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2018. O major Paulo Barreto, do Corpo de Bombeiros do DF, tinha sido anunciado como candidato e, agora, deve disputar vaga na Câmara Federal.

De acordo com o próprio militar, a legenda passará a apoiar a candidatura do general reservista do Exército Paulo Chagas (PRP), de 68 anos.

A candidatura tinha sido lançada no fim de julho. No mesmo evento, o PRTB tinha lançado 12 candidatos a deputados federais e 5 a deputados distritais. A candidatura do brigadeiro Átila Maia ao Senado está mantida, de acordo com o partido.

Nascido em Irecê (BA), Paulo Thiago Barreto chegou ao DF em 2002, para fazer cursinho pré-vestibular. Em 2006, ingressou no Corpo de Bombeiros. Ele é engenheiro de incêndio e pânico, pós-graduado em administração corporativa e faz pós-graduação em processo legislativo.

Ministros do STF devem decidir hoje sobre reajuste de seus salários

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Por Felipe Pontes

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem decidir hoje (8) se será incluído o aumento de seus próprios salários no orçamento do Poder Judiciário, que será encaminhado ao Ministério do Planejamento e depois ao Congresso.

O assunto deve ser discutido em sessão administrativa marcada para as 18h, depois de a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, ter resolvido, pelo segundo ano consecutivo, não encampar o aumento, submetendo-o à votação de seus pares.

Desde 2015, o salário dos ministros do STF permanece em R$ 33,7 mil. O valor serve como teto para todo o funcionalismo público, conforme determina a Constituição.

Diversas entidades representativas dos magistrados encaminharam aos ministros do STF ofício em que defendem o reajuste salarial. Elas afirmam haver defasagem de 40% nos vencimentos, devido ao congelamento dos últimos anos, e alegam haver uma “janela política” para a aprovação neste momento.

No ano passado, a mesma votação sobre o assunto terminou com derrota para o reajuste, com placar de 8 a 3. Somente os ministros Marco Aurélio Mello, Luiz Fux e Ricardo Lewandwski votaram a favor.

Ontem (7), Lewandowski disse que incluir o reajuste na previsão para 2019 faz parte da “boa técnica orçamentária”. Para ele, é importante que o aumento dos salários esteja previsto no orçamento para posterior discussão no Legislativo.

“Agora, se o Congresso vai conceder ou não [o reajuste], se o presidente veta ou não (a proposta), isso é outro problema. Nós estamos só no plano da técnica orçamentária”, disse o ministro, que quando foi presidente do STF encaminhou proposta de aumento de 16,38% nos salários.

Outra proposta que pode ser discutida é a encaminhada pela Advocacia-Geral da União (AGU), após reuniões de conciliação, sobre o eventual fim ou a maior restrição do auxílio-moradia dos magistrados, no valor de R$ 4,3 mil, recebido por todos os juízes brasileiros, mesmo com residência própria no local onde trabalham.

Após três reuniões com representantes dos magistrados, a AGU relatou ao STF ter sido alcançada uma proposta de que o benefício seja extinto em troca de sua incorporação aos vencimentos dos magistrados, por meio de um reajuste.

TRF1 decide reestabelecer imunidade tributária do Mackenzie

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Advogados da instituição provaram que o seu cliente segue todos os regramentos constitucionais e legais para gozarem da ImunidadeTributária, pois até mesmo as verbas aplicadas em convênio com a Igreja Presbiteriana cumprem as exigências estabelecidas. Acórdão foi publicado na quinta-feira, no Diário Eletrônico da Justiça Federal da 1ª Região

O Instituto Presbiteriano Mackenzie logrou êxito, no último dia 10 de julho, em causa defendida na Justiça pelos advogados Gustavo Amorim, Geovanne Amorim e Vicente Viana acerca da decisão de juízes federais em diferentes estados da federação, que determinou que oito instituições filantrópicas de ensino pagassem verba bilionária aos cofres públicos, referentes a benefícios fiscais concedidos a instituições de educação sem fins lucrativos que gozam de Imunidade Tributária sobre todos os impostos, por força da Constituição (art. 150, VI, “c”) e por promoverem a assistência social também das contribuições previdenciárias. O acórdão foi publicado na quinta-feira (2), no Diário Eletrônico da Justiça Federal da 1ª Região (eDJF1).

Os advogados de defesa provaram que o Instituto Presbiteriano Mackenzie gozava de tal benefício que se condiciona, dentre outros requisitos, à Fiscalização dos livros contábeis e a um Certificado chamado CEBAS (Certificação das Entidades Beneficentes de Assistência Social).

Até 2009, a fiscalização e a concessão deste certificado para as Instituições de Educação eram realizadas pelo Ministério da Previdência Social. A partir de 1999, o Instituto Presbiteriano Mackenzie teve uma sequência de episódios em que a sua condição de imunidade foi contestada. O primeiro deles se deu quando naquele ano o CRPS (Conselho de Recursos da Previdência Social) cancelou a Imunidade do IPM por considerar que repasses no total de R$ 1,3 mi à Igreja Presbiteriana do Brasil caracterizariam desvio de finalidade da instituição de ensino.

“Eis que, em 2007, o então ministro da Previdência, Luiz Marinho, monocraticamente, também resolveu cancelar o certificado CEBAS pelo período de 2001 a 2003 da instituição com base em parecer jurídico que afirmava que as concessões de gratuidade de mensalidade do Mackenzie para atendimento da população carente não alcançariam o patamar exigido de 20% (vinte por cento) do rendimento bruto”, explica o advogado Vicente Viana, um dos responsáveis pela ação.

Após esse período, os problemas diminuíram por conta do advento do Prouni, que facilitou a regularização das instituições de educação, porém o débito tributário pretérito gerou enorme problema não apenas para o Mackenzie, mas para outras sete instituições de ensino.

Naturalmente, a Fazenda moveu as execuções fiscais para cobrar os tributos que o Instituto Presbiteriano Mackenzie teria deixado de recolher ao longo dos últimos vinte anos, excluído o perdão de 2007 para cá, por meio de Medidas Provisórias, que pelo próprio levantamento da imprensa ultrapassariam pelo menos meio bilhão de reais.

O Mackenzie vinha logrando êxito em boa parte das execuções fiscais relativas aos anos de 2004 a 2007. “Contudo, a ação mais importante que possuía aguardava julgamento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região”, contextualiza Gustavo Amorim, sócio de Vicente, lembrando que a sentença de 1ª instância prolatada na 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do DF havia julgado, no entanto, improcedente a ação ajuizada no ano de 2008.

Contratação dos advogados brasilienses – Em setembro de 2017, o Mackenzie firmou contrato com os sócios Gustavo Amorim, Geovanne Amorim e Vicente Viana para atuarem conjuntamente nesta Ação Declaratória, que poderia ser a solução mais efetiva para os problemas tributários enfrentados.

“Desde então, distribuímos pareceres e memoriais despachando com os desembargadores integrantes da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que este mês pautou o recurso de apelação e reformou a sentença para declarar a imunidade tributária do Instituto Presbiteriano Mackenzie, sob dois principais fundamentos: o repasse de valores para a Igreja Presbiteriana do Brasil, mediante convênio, para a formação em Teologia não ofenderia a Laicidade do Estado; e é inconstitucional a exigência do percentual de 20% do rendimento bruto em gratuidade para que a instituição seja considerada de assistência social e imune aos tributos, segundo já decidiu o próprio Supremo Tribunal Federal”, comemora o advogado Geovanne Amorim, também à frente da ação.

BRASÍLIA RECEBE PRIMEIRO IMERSÃO DE GOOGLE ADWORDS EXPERT EM AGOSTO

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Serão três dias de aprofundamento prático nas ferramentas do Google Adwords. O curso está circulando o país; já passou por São Paulo e Goiânia. Depois de Brasília, seguirá para Salvador e Recife

O grande aliado de divulgação de marcas e empreendimentos nos dias de hoje é o famoso marketing digital. De fato, ele pode ser o diferencial e o determinador para o sucesso de um negócio, mas pode ser um grande inimigo quando utilizado de forma errada. Pensando nisso, a IPGIN e Expert Digital montaram o Imersão Google AdWords Expert, que são encontros de três dias com um dos maiores especialistas em Google AdWords da América latina, Lucas Cruz, para aprofundar os conhecimentos sobre as ferramentas essenciais para quem deseja fazer do marketing digital um aliado. O curso já passou por São Paulo, Goiânia e está circulando o país todo. Entre os dias 10 e 12 de agosto será a vez de Brasília receber o evento, no Esplanada Brasília Hotel.

O objetivo do encontro é disponibilizar em Brasília uma imersão 100% prática. Os participantes do curso aprenderão a utilizar de forma correta o Google AdWords e, se resolverem se aprofundar na temática, terão a oportunidade de buscar a certificação internacional dada pela Google, uma vez que o índice de aprovação da IPGIN e da Expert Digital está em 93%. “Acreditamos que oImersão Google AdWords Expert é um evento único para quem está buscando conhecer ou aprimorar as técnicas dentro do universo digital”, explica o instrutor do curso Lucas Cruz. “A proposta do curso é proporcionar em três dias de encontro, 8 horas por dia, um aprofundamento sobre o uso da ferramenta. Nossa proposta é trabalhar com a prática e não com a teoria, o que é o nosso diferencial no mercado”, destaca Lucas.

A programação para o imersão é treinar os participantes para o uso do Google AdWords, fundamentals e advanced. Também haverá um módulo de Search, Display e Youtube. Depois do encontro, quem tiver interesse em se aprofundar no universo digital também poderá buscar a Certificação Internacional Google, com módulos on-line e ao vivo. Depois de Brasília, o Imersão Google AdWords Expert segue para Salvador, em setembro, e para Recife, em outubro.

Quem tiver interesse em participar do Imersão Google AdWords Expert em Brasília, pode fazer a inscrição pelo site:www.ipgin.com.br/brasilia

Sobre Lucas Cruz – Lucas Cruz foi instrutor e desenvolvedor de cursos para Goobec, que é o maior parceiro do Google da América Latina e faz parte do material de treinamento oficial do Google para agências obterem o selo de Google Partners. Já treinou mais de 3 mil profissionais de marketing de diversas empresas como: Netshoes, Nestlé, Agência Áfrika, Zattini, Unifor, Snapchat, Época Cosméticos, Peixe Urbano, Buscapé, Suzuki, Magazine Luíza. Produziu 3 livros, entre eles: Marketing Para Pequenas Empresas, que está disponível no site da Amazon.

Serviço

BRASÍLIA RECEBE PRIMEIRO IMERSÃO DE GOOGLE ADWORDS EXPERT EM AGOSTO

Data: 10 a 12/08/2018

Local: Esplanada Brasília Hotel

Link para inscrição: www.ipgin.com.br/brasilia

ARTIGO | Saúde mental dos policiais é negligenciada pelo GDF

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Por Celma Lima
Mais um caso de suicídio de um operador da Segurança Pública vem à tona nesta terça, 7, no Distrito Federal. Desta vez, um policial militar tirou a própria vida após matar a esposa, por volta das 10h, no Riacho Fundo II.
Este é o terceiro caso de feminicídio no DF em apenas dois dias e acontece no dia em que a Lei Maria da Penha completa 12 anos.
É, ainda, o segundo suicídio de um policial em menos de um mês – no dia 19 de julho, um agente de polícia da PCDF tirou a própria vida em Samambaia.
À família do PM e de sua companheira, assim como aos amigos do casal, a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) manifesta total solidariedade e lamenta profundamente pela tragédia que, ainda por cima, deixa órfãs duas crianças – um menino de 11 anos e uma garota de oito.
Esse fato lamentável, porém, também recai sobre o Governo do Distrito Federal (GDF) e levanta, mais uma vez, a questão da falta de investimentos em Segurança Pública, de duas maneiras: a falta de políticas públicas de enfrentamento aos casos, cada vez mais frequentes, de violência sofrida pelas mulheres e, em um segundo aspecto, a total falta de atenção à saúde mental dos servidores da Segurança Pública.
Vários são os gatilhos que podem desencadear situações extremas como a do PM. O estresse inerente à atividade policial se reflete diretamente no ambiente familiar, agindo como um catalisador em outras situações de crise.
Ainda que não tenha propriedade para trazer à tona como é a realidade da Polícia Militar do DF (PMDF), a Polícia Civil pode, sem dúvida, ilustrar a falta de atenção à saúde mental por parte da Secretaria de Segurança Pública e, da própria corporação, nos últimos anos.
Recentemente, um laudo emitido pela Psiquiatria da Policlínica da PCDF recomendou a internação imediata de um policial civil que apresentava “risco de autoextermínio” decorrente de “episódios depressivos, alternados com crises de ilação do humor e alteração de comportamento”.
Mesmo assim, a instituição lavou as mãos para o problema, ainda que o GDF possua convênio com clínicas psiquiátricas. Coube ao Sinpol-DF, a pedido da família, providenciar a internação desse colega enquanto, em outra via de atuação, o sindicato acionou a Justiça para garantir a internação custeada pelo governo.
A decisão obrigando o GDF a internar o policial civil, lamentavelmente, ainda não foi cumprida.
É necessário que aqueles que comandam a Segurança Pública, bem como o governo, enxerguem as consequências da falta de atenção à saúde mental dos policiais civis, militares e bombeiros.
Não é novidade alguma, nesse meio, o silêncio que se instaura sobre os problemas mentais desses servidores, como se o fato de não se falar sobre eles minimizassem as suas consequências.
Na ocasião do suicídio do agente de polícia, há cerca de três semanas – mesmo período em que o Sinpol-DF publicou uma reportagem sobre a falta de assistência à saúde mental na PCDF na revista institucional que distribui para os sindicalizados –, o assunto gerou grande repercussão.
Diversos foram os relatos de policiais que já enfrentaram, ou ainda enfrentam, problemas de ordem psicológica ou psiquiátrica e não encontram apoio institucional.
É necessário, ainda, que o GDF entenda que investir em Segurança Pública é, antes de tudo, evitar os prejuízos que a falta dela pode trazer – e o impacto recai sobre todos.
Celma Lima é perita papiloscopista e diretora do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF)

Operação Drácon: STJ tranca ação contra deputado Raimundo Ribeiro

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A 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (7/8) trancar a ação penal que corre contra o deputado distrital Raimundo Ribeiro (MDB) no âmbito da Operação Drácon.

O relator do pedido, ministro Antônio Saldanha, ao analisar o recurso do parlamentar, afirmou que “diante da apresentação da defesa e do parecer do Ministério Público Federal (MPF), entendo não haver indícios mínimos para o prosseguimento da ação e determino o trancamento”.

O ministro relator foi acompanhado pelos demais, em decisão unânime.

No início do ano,  a Procuradoria-Geral da República (PGR) posicionou-se favorável ao pedido de trancamento por parte de Raimundo Ribeiro, após apontar falhas na acusação elaborada pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT): “Nota-se que os elementos de convicção que nortearam o recebimento da denúncia contra o paciente (no TJDFT) não ultrapassaram as genéricas citações e deduções do MPDFT”.

 

Pré-candidatas se unem para formar Frente suprapartidária de Mulheres pelo DF

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Frente, que será lançada nesta quarta-feira, conta com 50 representantes de onze partidos políticos

A Frente Mulheres pelo Distrito Federal será lançado nesta quarta-feira (08), em Brasília, com o intuito de oferecer visibilidade e fortalecer de maneira suprapartidária as candidaturas do gênero feminino. O grupo será formado por 50 pré-candidatas a deputadas federal e estadual, além de pré-candidatas ao Senado, de onze partidos diferentes.

A missão da Frente é melhorar as condições de vida para as mulheres que vivem no Distrito Federal, por meio de uma plataforma única, com propostas que possuem cinco vertentes prioritárias: educação, combate à violência, representatividade, igualdade salariais e saúde.

“Conseguimos unir uma diversidade grande de partidos, que vai de PC do B a Podemos, que saem do campo ideológico e conseguem enxergar pontos de convergência em prol das mulheres da capital do nosso país”, explicou Thaynara Melo, pré-candidata a deputada federal pela Rede e uma das idealizadoras da Frente.

O grupo também tem como objetivo contrariar uma constante no nosso país, a de mulheres sendo usadas como candidatas laranjas pelos partidos políticos e assim possuindo baixa competitividade eleitoral.

Manifesto da frente mostra que, no ano passado, foram registrados cerca de 13 mil casos de violência doméstica no ano. “Precisamos garantir representação equilibrada nos espaços de poder para termos nossos direitos básicos, sociais e econômicos assegurados. É desproporcional e desmedido que não tenhamos eleito ainda uma governadora ou uma senadora, bem como nos deparamos com baixíssimos níveis de representação na Câmara federal e Distrital”, diz o manifesto.

Durante o evento para lançamento da Frente diversos setores da sociedade estarão representados, por meio, por exemplo, da OAB e UNB.

SERVIÇO

LANÇAMENTO DA FRENTE MULHERES PELO DF

LOCAL: Auditório do IDP – SGAS II St. De Grandes Áreas Sul 607

DATA: 08/08, às 19h

Sem data para votação, STF encerra debate sobre descriminalizar aborto

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Por Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil Brasília

A ministra Rosa Weber e a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármem Lúcia, durante a segunda e última audiência pública sobre descriminalização do aborto.

Terminou no começo da noite desta segunda-feira a audiência pública convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), para elaborar relatório do julgamento da ação que visa a declarar inconstitucionais os artigos 124 e 126 do Código Penal, que criminalizam a prática do aborto.

A arguição de descumprimento de preceito fundamental (a ADPF 442), foi apresentada pelo PSOL e descriminaliza mulheres que façam a interrupção voluntária da gestação até a 12ª semana da gravidez. Caso o julgamento acolha a ação, a equipe médica envolvida no procedimento também não poderá ser punida.

Não há prazo para Rosa Weber apresentar o seu parecer. No encerramento da audiência, a ministra declarou que o “próximo tempo é de reflexão”. A ministra não costuma atender à imprensa e não respondeu perguntas sobre eventual data de julgamento.

Expositores que participaram da audiência e foram ouvidos pela Agência Brasil acreditam que a equipe de Rosa Weber utilizará argumentos ouvidos hoje e na última sexta-feira para subsidiar o voto da ministra.

Ao concluir o voto, ela encaminhará relatório aos demais ministros do STF. Antes disso, Rosa Weber deverá pedir manifestação da Procuradoria-Geral da República e também decidir sobre as demandas de instituições que querem se manifestar como amicus curiae (amigo da corte) associado à causa, durante o julgamento no Plenário do Supremo.

Descriminalização

Tanto nesta segunda-feira como na sexta-feira, participantes e expectadores da audiência avaliaram que foram ouvidas mais pessoas favoráveis à descriminalização do que contrárias.

A professora de Direito Janaína Paschoal, uma das autoras do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e que participou do debate dos juristas sobre a descriminalização do aborto, assinalou que na tarde de hoje havia mais expositores pró-ADPF, mas considerou “natural”. Segundo ela, “o pessoal que defende essa causa é muito organizado e unido”, disse, sem responsabilizar o STF ou criticar Rosa Weber.

A Defensora Pública do Estado de São Paulo ponderou que é comum que a parte que demanda tenha mais participação em audiências, mas lembrou que “foi a ministra que escolheu a partir de inscrições”. De acordo com o Supremo, foram recebidos mais de 180 pedidos para participar da audiência, foram acolhidos 52 pedidos, conforme “representatividade adequada, especialização técnica e/ou jurídica e garantia da pluralidade da composição da audiência”.

Morador de Brasília é preso acusado de feminicídio

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Mulher morreu após cair do 3º andar; marido foi encontrado embriagado

Por Letycia Bond

Um morador da Asa Sul, na região central de Brasília, foi preso no início da noite de ontem (7), suspeito de assassinar sua companheira no imóvel do casal.A Polícia Militar informou que a corporação foi acionada por vizinhos da vítima, Carla Grazielle Rodrigues Zandoná, 37 anos, que foi encontrada no pátio do prédio, na 415 sul, após cair do terceiro andar. Em estado de saúde gravíssimo, a mulher foi socorrida por uma vizinha, cabo do Corpo de Bombeiros, e levada ao Hospital de Base do Distrito Federal. Ela morreu em seguida.

Segundo a PM, o marido da vítima, Jonas Zandoná, 44 anos, foi encontrado no apartamento do casal, embriagado e empunhando uma faca. Ele foi imobilizado pela equipe de policiais que arrombou a porta do local. O acusado foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia. Questionado, o homem afirmou à polícia que não sabia o que havia acontecido.

Testemunhas ouvidas pelos policiais comentaram que o casal tinha brigas constantes, o que intensifica os indicativos de que a vítima estava sendo submetida a um ciclo de violência doméstica. A Polícia Civil, que classifica o crime como feminicídio – homicídio motivado por misoginia, isto é, ódio e desprezo contra mulheres – , informa que, após ter sido autuado, Jonas teria dito na delegacia a outro preso que ele estava ali por ter matado a esposa.

A hipótese de feminicídio toma força diante do depoimento de uma testemunha que sustenta que, ao presenciar a queda da mulher, interfonou para o apartamento do casal. O marido atendeu a ligação, mas desligou logo depois.

De acordo com a corporação, o homem deverá responder por homicídio triplamente qualificado, cometido por motivo torpe, por uma questão de gênero e por ter impossibilitado a defesa da vítima.

Os policiais vão verificar se existem imagens no local que possam esclarecer o caso. O casal, destacou a Polícia Civil, tem um filho, já maior de idade.

Em homenagem ao Dia dos Pais, Instituto Verhum vai oferecer consultas gratuitas a 50 casais com dificuldade para ter filhos

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Nem todos os casos de infertilidade conjugal precisam de uma técnica mais complexa de reprodução assistida. Muitos casos podem ser resolvidos com medidas simples e medicamentos

 Nem todos os casais têm motivos para comemorar o Dia dos Pais. A infertilidade conjugal afeta entre 10 a 15% da população brasileira em idade reprodutiva. Em agosto, quando se comemora o mês dos pais, o Instituto Verhum vai oferecer consulta gratuita com especialista em Reprodução Humana para 50 casais com dificuldade para ter filhos. Além da consulta, o Instituto também oferecerá exames de espermograma para homens com dificuldade para ter filhos e com indicação médica para o exame. O espermograma avalia a capacidade reprodutiva do homem através da análise laboratorial do sêmen e é indispensável na investigação da infertilidade masculina. O atendimento vai acontecer nos próximos sábados, dia 11, 18 e 25 de agosto, das 8 às 12 horas, mediante agendamento prévio. Os casais interessados podem agendar a consulta através do telefone (61) 3365-4545.

A iniciativa tem como objetivo oferecer orientação a casais inférteis de baixa renda e aconselhamento médico para que eles aumentem suas chances de uma gravidez espontânea. O atendimento será feito na sede do Instituto, no Edifício Medical Plaza, Qi 3, Lago Sul, dentro do limite das vagas. Os pacientes inscritos devem levar seus exames mais atuais no dia da consulta agendada.

Segundo o médico Vinicius Medina Lopes, especialista em Reprodução Humana e diretor do Instituto Verhum, há várias medidas que podem favorecer uma gravidez espontânea. “Nem todos os casais que apresentam dificuldade em ter filhos vão precisar de um tratamento mais complexo de reprodução assistida. Muitos casos de infertilidade são resolvidos com medidas simples.”

“Praticar atividade física regularmente, ter uma alimentação equilibrada, evitar a obesidade, não fumar, evitar o consumo de álcool em excesso, não usar drogas, dormir bem, controlar o estresse e a ansiedade e ter duas a três relações sexuais por semana com o parceiro (a) contribuem para prevenir a infertilidade e aumentar as chances de uma gravidez de forma natural”, explica Jean Pierre Barguil Brasileiro, especialista em Reprodução Humana e diretor do Instituto Verhum.

Segundo os especialistas, a investigação de infertilidade deve ser feita com o casal. O homem deve ter acompanhamento médico e participar junto com a sua parceira da investigação para diagnóstico das causas da infertilidade.

 

Infertilidade Masculina

Cerca de 10% dos homens apresentam alterações no sêmen. Apesar da infertilidade masculina ainda ser tratada como um tabu, os fatores masculinos são responsáveis por 40% dos casos de infertilidade conjugal. Cerca de 40% dos casos de infertilidade de um casal são atribuídos à mulher, 40 % aos homens e em 20% dos casos o problema é resultado de uma combinação de fatores em ambos os parceiros ou de causas desconhecidas.

Embora uma das causas mais comuns da infertilidade nos homens seja a varicocele, doença que acomete os vasos testiculares, os hábitos de vida e os fatores ambientais são também grandes responsáveis pela saúde reprodutiva. O tabagismo é um vilão apontado pelos especialistas.

O uso regular de álcool e drogas é um dos fatores que pode comprometer a fertilidade do homem. Consumidas cada vez mais precocemente, essas substâncias podem gerar alterações hormonais que afetam a qualidade e a quantidade dos espermatozoides.

Os anabolizantes também podem comprometer a fertilidade. Além de provocar a queda da testosterona com consequente diminuição da produção de sêmen, o uso frequente de anabolizantes por jovens que frequentam academias em busca de aumentar a massa muscular pode causar disfunção erétil e atrofia dos testículos.

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) podem causar danos sérios no aparelho reprodutor e são causas frequentes de infertilidade. A exposição a fatores ambientais (poluição, agentes químicos, solventes, pesticidas e alguns metais pesados) também é prejudicial à fertilidade.