Empresário Alexandre Guerra é pré-candidato do NOVO ao governo do DF

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Do portal 61Brasilia – O empresário Alexandre Guerra, 37 anos, é o pré-candidato do NOVO ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2018. Sem um passado partidário, Alexandre concorre nas próximas eleições com a proposta de mudar a política de “loteamento de cargos” públicos, que é rotina para se conseguir apoio dos antigos caciques políticos.

Com uma longa carreira de sucesso como CEO do Giraffas, ele promete ser a solução de governabilidade do DF ao focar nos princípios administrativos de gestão de recursos, no uso da máquina pública para estimular a “geração de empregos” na iniciativa privada e administrar o DF sem “conchavos e distribuição de cargos”.

 O QUE UM PRÉ-CANDIDATO PODE PROMETER À POPULAÇÃO DO DF?

Alexandre Guerra: Um político normal costuma prometer tudo. Depois, quando vence a eleição, na melhor das hipóteses, ele faz muito pouco do que prometeu. Nós queremos mudar o jeito como se faz política. E para mudar é preciso ser e fazer diferente ainda antes das eleições. Por isso, em vez de promessas, nós assumimos compromissos que já estão sendo colocados em prática no nosso dia a dia. Para mudar a política, é preciso mudar a maneira como se disputam as eleições.

PODERIA DAR ALGUNS EXEMPLOS DE PONTOS A MUDAR?

Alexandre Guerra: Nós somos contra usar dinheiro público para financiar partidos e campanhas eleitorais, como acontece hoje. Por isso, o Novo não gasta um centavo do fundo partidário. Temos 3 milhões de reais em caixa e estamos tentando devolver esse dinheiro para o TSE. Esse dinheiro não é nosso. Esse dinheiro é de quem trabalha e paga imposto. Deveria ser usado para melhorar a qualidade de escolas e hospitais e equipar e treinar a polícia. A mesma postura deve se estender às coligações e alianças nas campanhas e posteriormente para governar, sendo que  troca de favores, cabide de empregos, burocracia, ineficiência, e desperdício devem ser totalmente banidos da vida política. Alguns partidos, principalmente os mais desgastados, estão até mudando de nome para parecer novo. Mas pra ser novo precisa ser diferente. Quem não age com ética e respeito pelo que é de todos jamais vai fazer as mudanças que as pessoas esperam em 2018.

EMPRESÁRIO OU POLÍTICO?

Alexandre Guerra: Brasiliense, aqui nascido e criado, executivo do setor privado. Hoje, eu sou um cidadão indignado com o estrago que os maus políticos fizeram na vida dos brasileiros e dos brasilienses. E quero transformar essa indignação em algo positivo para o DF. Eu quero que os meus filhos vivam em um lugar melhor e com futuro.

VOCÊ É DONO DA REDE GIRAFFAS?

Alexandre Guerra: Nem de longe, mas tenho o orgulho de ter trabalhado na rede por 18 anos, saindo de auxiliar administrativo até a presidência da empresa, fundada pelo meu pai em 1981. A rede tem a minha idade e, antes que me pergunte não vou herdar a rede, sou apenas um pequeno acionista.

As nossas girafinhas fazem parte da minha história assim como são parte da história de Brasília. Afinal, fomos a primeira empresa, de qualquer ramo de atividade, a funcionar em todas as regiões do DF. Hoje são 80 restaurantes, gerando quase 2.000 empregos diretos.

TEM ORGULHO DE SEU TRABALHO NO SETOR PRIVADO? E SE TEVE ÊXITO, POR QUE PENSAR NO SETOR PÚBLICO?

Alexandre Guerra: Certamente tenho orgulho. No setor privado o reconhecimento profissional é baseado nos resultados que você apresenta. É essa experiência que precisa ser levada para a vida publica. O contribuinte precisa ser tratado como um cliente. Nós todos pagamos pesados impostos, comparáveis a alguns dos países mais ricos do mundo, mas recebemos em troca serviços públicos que funcionam muito mal.  Não falta dinheiro. Falta boa gestão. E quem sabe gerir é gestor. Os políticos profissionais estão aí há muito tempo e eles claramente fracassaram nessa missão.

NESSA SUA VIDA DE EMPRESÁRIO, VOCÊ RECEBEU O PRÊMIO FORBES?

Alexandre Guerra: Eu fui eleito, em 2015, pela revista Forbes o melhor executivo do setor de alimentação do Brasil. Eles reconheceram o trabalho de 18 anos de liderança no setor de food service tanto à frente do Giraffas quanto à frente do IFB (Instituto de FoodService Brasil), como presidente, e da ABF (Associação Brasileira de Franchising), na vice-presidência.

FALE UM POUCO DE POLÍTICA

Alexandre Guerra: Sou filiado e militante do NOVO, que quer fazer política de forma independente e sem negociatas de coligações, digamos, não programáticas, que outros partidos parecem estar fazendo. Veja, segundo a mídia noticia e ninguém desmente, grupos de vários partidos estão negociando o rateio, a divisão, o loteamento dos cargos no próximo governo do DF. O NOVO não participa disso. É importante distinguir governabilidade de manutenção no poder.

Não consigo ver o interesse da população do DF como sendo a preocupação ou o conteúdo dos acordos que são feitos, há anos, entre a Câmara Distrital e o governador da vez. O que existe é um acordo para a divisão de nomeações de apadrinhados para cargos e distribuição de poder para gastar os recursos públicos. Isso sempre gera ineficiência e eventualmente corrupção.

Então, não poderíamos governar o DF desta forma, com esse loteamento em nome de velha política e com o foco apenas para se perpetuar poder. Vamos mudar isso ao mudar os acordos no processo pré-eleitoral. Repito: as mudanças precisam começar antes da eleição porque quem faz política do jeito antigo não vai governar de um jeito diferente.

 

QUAL SUA AFINIDADE COM O PARTIDO NOVO? E POR QUE NÃO VÃO FAZER COLIGAÇÃO PARA AS ELEIÇÕES DE 2018?

Alexandre Guerra: O NOVO me atraiu justamente por essa proposta de efetivamente fazer política de forma diferente. Por exemplo, é o único partido que faz processo seletivo, no qual os candidatos precisam passar por diversos filtros relacionados a sua vocação, capacidade e compromissos éticos.

É um partido de pessoas envolvidas com o Brasil, como os exemplos de Paulo Roque, nosso pré-candidato ao Senado no DF, e de João Amoêdo, pré-candidato à Presidência da República. Em dezembro passado, fizemos o lançamento dos pré-candidatos de 2018 em um evento que não custou um único centavo para os contribuintes. Os filiados pagaram todos os custos, que ficaram em cerca de 40 000 reais. Enquanto isso, em dezembro de 2017, um outro partido fez um convenção que custou 1,5 milhão de reais aos cofres públicos, dinheiro de imposto pago pela sociedade e repassado ao tal partido.

A relação com as coligações tem que partir de posicionamento ideológico convergente com a posição do NOVO. Não é proibido fazer coligações, mas não vamos fazê-las em troca de dinheiro, de tempo de propaganda eleitoral na televisão e nem em cima de negociação de cargos.

COMO AVALIA ESSE ORÇAMENTO DE APROXIMADAMENTE 40 BILHÕES DE REAIS PARA O DF E O DISCURSO DO ATUAL GOVERNO QUE NÃO HÁ RECURSO?

Alexandre Guerra: R$ 40 bilhões é muito dinheiro, gerado pelo repasse constitucional do orçamento da União. Esse valor, para um ente federativo do tamanho do DF, é um privilégio que poucos têm.

Parte do problema é falta de gestão mesmo e não a falta de recursos. Se pegar os 6 bilhões de reais destinados à saúde e dividir pelo número usuários desse serviço vai ver que o custo por pessoa no sistema público é superior ao custo individual no sistema privado.

Então, existe espaço para gastar esse 6 bilhões de reais com eficiência para gerar benefício para o cidadão. E a educação apresenta quadro semelhante. Veja, sem uma população bem educada não se gera a igualdade de oportunidades e vemos que, no DF e entorno, a deficiência da educação começa na primeira infância.

A criança de 0 ao 6 anos fica longe da creche, fica longe do aprendizado, fica abandonada em casa e já está em desvantagem com a outra criança que teve ensino desde cedo. Temos um deficit de creches gigantescos no DF e isso afeta também a rotina de trabalho dos pais. São 77 mil crianças que precisariam estar nas creches sendo que hoje o sistema só possibilita o atendimento de 59 mil crianças.

Quer ver um exemplo marcante de falta de gestão? Parte das crianças que estão nas creches estão em escolas públicas e outras nas escolas conveniadas. O custo para o governo por criança nas creches conveniadas é de cerca de R$ 900 por mês e o custo por crianças nas creches públicas é de cerca de R$ 1.300 por mês.

SOBRE A SAÚDE, COMO ADMINISTRAR OS 6 BILHÕES DE REAIS PARA ESSA ÁREA SE QUASE 80% É PARA PAGAR A FOLHA DE FUNCIONÁRIOS?

Alexandre Guerra: O NOVO está preparando um diagnóstico profundo das questões do DF e do entorno. Reunimos os melhores especialistas em cada área, dos setores público e privado, com capacidade e com vontade de mudar a atual situação e planejar um melhor futuro para a cidade. Então, as soluções já estão aqui na cidade e, certamente, muitas delas são conhecidas pelo atual governo do DF, mas não são implementadas.

EXISTE ALGUM PROJETO PARA AS PESSOAS DO ENTORNO DO DF?

Alexandre Guerra: O GDF tem que atender toda a população e obviamente há carência mais profunda no entorno do Distrito Federal. Vamos olhar com bastante cuidado para os cidadãos moradores de Goiás que trabalham na Capital Federal e utilizam os serviços básicos oferecidos aqui. Essa população é responsabilidade nossa também, principalmente em áreas mais sensíveis para as famílias, como a saúde e educação. Mas, qualquer política nessa região, dependerá de conversas, negociações e compartilhamento das decisões com o Governador de Goiás.

Agora, um ponto dramático é segurança pública no DF e no entorno. Os índices de violência são absurdo e tem piorado. Hoje, temos 22 mortes por 100 mil habitantes, muito acima da média nacional, uma realidade crítica, assustadora, e quando analisamos a violência nas regiões administrativas ainda aparece enorme disparidade: São Sebastião e Fercal têm índices alarmantes acima de 40 mortes por 100 mil habitantes.

São indicadores de violência no nível de conflitos militares espalhados pelo mundo e, vergonhosamente, está no dia a dia do cidadão brasiliense e do entorno. Precisamos equipar e treinar ainda mais a nossa polícia. E governo tem de parar de atrapalhar quem quer trabalhar, empreender e gerar emprego.  Violência está ligada principalmente à pobreza e miséria e temos de ajudar as pessoas a crescer.  Só vamos mudar isso quando um jovem que está sendo aliciado pelo crime tiver certeza de que livro na mão produz muito mais riqueza do que um revólver.

QUAL É O PROGRAMA DO NOVO PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO DF?

Alexandre Guerra: A nossa pauta principal é a geração de empregos e há dezenas de projetos ligados à investimentos e à infraestrutura que estão simplesmente esquecidos, parados, dentro da burocracia do estado ou por falta de vontade política do atual governo do DF.

Nossa visão é que precisamos dar movimento para essas iniciativas e liberar a vida do cidadão. Hoje, o empreendedor, e sei dizer isso com conhecimento de causa, tem dificuldades imensas para trabalhar. São diversas barreiras, a burocracia é infindável e há altos impostos para serem pagos. Por isso, o novo tem a visão que é necessário liberar a vida do cidadão desses entraves para que ele invista, crie riqueza, gere emprego e renda para que todos possam viver melhor.

 

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