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Jucá diz que criação de Ministério da Segurança não é para enfraquecer a PF

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O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), negou que as conversas de criação do Ministério da Segurança Pública tenham o objetivo de enfraquecer o trabalho da Polícia Federal (PF). Segundo ele, caso a pasta seja criada, abarcaria as ações de investigação feitas pela PF, atualmente sob o comando do Ministério da Justiça.

Brasília - O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), fala sobre acordo entre os presidentes da Câmara e do Senado para votar reforma da Previdência em fevereiro de 2018, após o fim do recesso parlamenta“Na hora que se criar o ministério, os órgãos que dizem respeito à segurança deverão estar engajados neste ministério. As questões de Justiça continuariam a ser tratadas pelo Ministério da Justiça. Nós estamos falando de ações de repressão, investigação e informação no tocante à segurança pública. Portanto, a PF tem dois papéis, o de polícia judiciária e de segurança pública, para intervenção direta pró-segurança. Esses papeis são distintos e teriam áreas distintas de atuação”, disse o senador, em entrevista na tarde de hoje (15) no Congresso Nacional.

Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso decidiu intimar o diretor-geral da PF, Fernando Segóvia, após fazer comentários a respeito de um inquérito em andamento que investiga o presidente Michel Temer. Segundo Jucá, a discussão sobre segurança pública não diz respeito às declarações relacionadas ao inquérito da Justiça.

De acordo com o líder, ainda não há uma definição do presidente Michel Temer sobre a criação do ministério. O parlamentar ressaltou, porém, que o governo está analisando com “muita atenção e foco” a situação da segurança no Brasil, considerada por ele um “drama emergencial” das cidades brasileiras.

“O presidente Temer quer enfrentar esse drama. Como? Com secretarias, ministério, ações concretas, atuação de fundos não contingenciáveis como se fez agora tanto com o [sistema] penitenciário como o de segurança”, disse, referindo-se a projetos que devem ser votados nas próximas semanas pelo Congresso.

Segundo o senador Romero Jucá, o debate sobre o tema não é uma tentativa do governo de criar uma imagem positiva e uma nova agenda além da reforma da Previdência. Assim como têm sinalizado outros ministros, Romero Jucá ressaltou que a decisão final sobre a votação da proposta que muda regras para a aposentadoria é da presidência da Câmara.

“A reforma da Previdência terá que ser votada porque é uma emergência fiscal brasileira. Se vai ser agora, depois das eleições ou no próximo governo, tem que ser enfrentada. Se não se puder votar agora, que se mude a pauta, se votem outras questões importantes e deixe para o momento propício onde houver maioria, para se aprovar esse tema. Mas num determinado momento, isso terá que ser votado. O país não pode fugir desse enfrentamento”.

Candidatos aprovados no ProUni têm até dia 23 para comprovar informações

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Começou hoje (15) o prazo para a comprovação das informações dos candidatos pré-aprovados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni). O procedimento deve ser feito na universidade onde o candidato vai estudar até a próxima sexta-feira (23).

As informações que devem ser comprovadas dizem respeito ao cadastro, residência e renda do candidato e da família. A instituição também poderá solicitar informações complementares.

O ProUni oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50%) em cursos de graduação de instituições privadas de educação superior. Nesta edição, foram ofertadas aproximadamente 243 mil bolsas. Podem concorrer ao benefício brasileiros sem diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017, com nota superior a 450 pontos e que não tenham zerado a prova.

É necessário, ainda, que o candidato atenda a pelo menos um dos requisitos a seguir: ter cursado o ensino médio completo em escola pública, ou em instituição privada como bolsista integral, possuir alguma deficiência, ser professor da rede pública ou estar enquadrado no perfil de renda exigido pelo programa.

A segunda chamada do processo seletivo está prevista para ser divulgada no dia 2 de março.

Mega-Sena acumula e poderá pagar R$ 100 milhões no sorteio de sábado

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O concurso 2.015 da Mega-Sena poderá pagar R$ 100 milhões a quem acertar as seis dezenas neste sábado (17).  No sorteio dessa quarta-feira (14), nenhuma aposta levou o prêmio principal e, mais uma vez, acumulou. As dezenas sorteadas foram  16, 32, 40, 46, 53 e 56.

A quina teve 46 ganhadores. Cada um vai receber R$ 65.621,53. Outras 4.140 apostas acertaram a quadra e vão levar R$ 1.041,61 cada.

Aplicado na poupança o prêmio de R$ 100 milhões renderia cerca de R$ 400 mil por mês, segundo a Caixa.

A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas do país.

Trânsito de veículos e pedestres é liberado nas proximidades da Galeria dos Estados

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Duas novas alças permitem, desde as 6 horas desta quinta (15), o acesso de automóveis dos Eixinhos ao Eixão Sul perto do ponto onde parte de viaduto caiu em 6 de fevereiro

Desde as 6 horas desta quinta-feira (15), estão liberadas as intervenções para melhorar o fluxo de veículos e pedestres próximo ao ponto em que caiu parte da estrutura do viaduto da Galeria dos Estados. Equipes do Departamento de Trânsito (Detran-DF) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) controlam o trânsito desde cedo.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, esteve no local nesta manhã para vistoriar a liberação das vias e da passagem para pedestres.

Duas novas alças permitem, desde as 6 horas desta quinta (15), o acesso de automóveis dos Eixinhos ao Eixão Sul perto do ponto onde parte de viaduto caiu em 6 de fevereiro.
Duas novas alças permitem, desde as 6 horas desta quinta (15), o acesso de automóveis dos Eixinhos ao Eixão Sul perto do ponto onde parte de viaduto caiu em 6 de fevereiro. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Ele estava acompanhado do diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto, do diretor-geral do DER-DF, Márcio Buzar, e do secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antonio Coimbra.

“Quero agradecer aos trabalhadores da Novacap, do DER e dos demais órgãos do governo de Brasília que trabalharam duro ao longo do carnaval para entregar essa obra. Estamos devolvendo o Eixão para a população de Brasília. Isso vai dar fluidez ao trânsito do centro”, disse Rollemberg.

Duas novas alças e o alargamento de duas já existentes foram a solução imediata para que automóveis transitem pela área sem passar pelas proximidades do viaduto.

Quanto ao escoramento das estruturas, o trabalho foi concluído na passagem para pedestres, mas continua ao longo do viaduto.

O diretor-geral do DER-DF, Márcio Buzar, avaliou que as faixas liberadas hoje dão vazão para o trânsito e destacou a redução do limite de velocidade no perímetro. “Tivemos que diminuir de 60 para 40 quilômetros por hora, porque há um canteiro de obras, e a gente conta com a compreensão da população neste momento.”

Recursos da reserva de contingência permitiram obra imediata

O trabalho do governo de Brasília é intenso na área desde que parte do viaduto desabou. Após a queda, houve liberação de R$ 50 milhões da reserva de contingência para a preservação de pontes e outros viadutos em todo o DF.

Nessa quarta (14), começou a coleta de amostras da parte que caiu. A Novacap é responsável por colher as peças, que serão levadas para análise em laboratórios da Universidade de Brasília (UnB).

Recuperação da Ponte do Bragueto

De acordo com o diretor-geral do DER-DF, Márcio Buzar, há uma equipe permanente na Ponte do Bragueto.

“Já fizemos a limpeza dos drenos, recuperamos as lajes e estamos fazendo os bloqueios para que caminhões que desrespeitem o gabarito, que é de 4 metros, não colidam mais com a ponte, e sim com uma barreira anterior”, explicou.

Já na Ponte JK, o diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto, ressaltou que foram concluídos, na madrugada de hoje (15), os trabalhos de troca das borrachas das juntas de dilatação. De acordo com a Novacap, a estrutura já tem um projeto de reforma, que deve ser licitado em até 30 dias.

Governador Rollemberg vistoria obras no viaduto da Galeria dos Estados

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Pistas que ligam os Eixinhos com o Eixão Sul, nos arredores de onde houve o desabamento, serão liberadas nesta quinta-feira (15) para o tráfego de veículos

O governador Rodrigo Rollemberg vistoriou as obras no viaduto da Galeria dos Estados nesta quarta-feira (14). O trabalho é feito por equipes da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF).

O governador Rodrigo Rollemberg vistoriou as obras no viaduto da Galeria dos Estados nesta quarta-feira (14).
O governador Rodrigo Rollemberg vistoriou as obras do viaduto da Galeria dos Estados nesta quarta-feira (14). Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Já estão prontas as intervenções para melhorar a fluidez do trânsito próximo ao ponto em que parte da estrutura caiu em 6 de fevereiro. Foram feitas duas alças de ligação e alargadas duas já existentes. As pistas serão liberadas amanhã (15), bem como a passagem pelo Buraco do Tatu.

Acompanhado do diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto, do diretor-geral do DER, Márcio Buzar, e do secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antonio Coimbra, o governador Rollemberg agradeceu a toda a equipe que trabalhou durante o carnaval para garantir a entrega da primeira parte da obra.

“Nós anunciamos que iríamos desobstruir essa parte do Eixão até o dia 19, mas amanhã – dia 15 – certamente já estará liberada a passagem de carros”, afirmou o chefe do Executivo.

O acesso será feito de forma contínua, contornando o viaduto e seguindo o fluxo do Eixo Norte-Sul.

A passagem de pedestres na Galeria dos Estados também deverá ser liberada nesta quinta-feira (15). O espaço receberá tapumes para evitar que os pedestres acessem a área do viaduto.

O governo tem monitorado outros viadutos da cidade e pontes como a do Bragueto, na qual serão feitos reparos na laje. “Estamos vistoriando todas as pontes e viadutos e vamos fazer todas a obras de manutenção e de reforço estrutural que forem necessárias”, ressaltou Rollemberg.

Para a Ponte JK, outra que receberá intervenções, já existe um projeto de reforma. Nesta quarta (14), parte da pista ficou interditada após equipe da Novacap identificar a falta de três peças de borracha responsáveis por proteger as juntas de dilatação.

O trabalho de recolocação dessas peças está sendo feito, e a previsão é liberar a passagem assim que tudo for normalizado.

Erosão na EPGU

Na Estrada Parque Guará (EPGU), uma erosão próximo à pista que liga o Guará II à L4 Sul comprometeu parte da estrutura da via. Uma faixa foi interditada hoje (14) para diminuir a carga de veículos no local e evitar deslizamento.

Por se tratar de uma área de preservação ambiental — ao lado do Parque Ezechias Heringer—, o DER-DF encaminhou um pedido de autorização para iniciar o reparo.

Em nota, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) informou que, por ser emergencial, o trabalho de recuperação do trecho da EPGU será prontamente autorizado.

Segundo a autarquia, as ações serão acompanhadas para que sejam evitados eventuais danos ao meio ambiente decorrente das obras. Depois da intervenção, o local deverá passar por processo de revegetação, de acordo com Plano de Recuperação de Áreas Degradadas a ser apresentado pelo DER-DF.

PGR se manifesta contra habeas corpus preventivo para Lula

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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou hoje (14) parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o pedido de habeas corpus protocolado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar a eventual prisão preventiva dele após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal.

No parecer, Raquel Dodge argumenta que o habeas corpus não pode ser concedido pelo STF porque o mérito do mesmo pedido ainda não foi julgado pela instância inferior, o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além disso, a procuradora reafirma entendimento favorável do Ministério Público pelo início da execução provisória da pena após julgados os recursos em segunda instância.

“Estes fundamentos mostram que, ao contrário do afirmado pelos impetrantes, a execução provisória da pena de prisão não é desproporcional nem levará injustamente à prisão réu cuja culpa ainda não esteja satisfatoriamente demonstrada. Muito ao contrário. É medida que observa a presunção de inocência, o duplo grau de jurisdição e corrige a grave disfunção que acometia o sistema penal do país”, argumentou a procuradora-geral no parecer.

Condenação

No dia 24 de janeiro, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmou a condenação de Lula na ação penal envolvendo o tríplex no Guarujá (SP) e aumentou a pena do ex-presidente para 12 anos e um mês de prisão. Na decisão, seguindo entendimento do STF, os desembargadores entenderam que a execução da pena do ex-presidente deve ocorrer após o esgotamento dos recursos pela segunda instância da Justiça Federal. Com o placar unânime de três votos, cabem somente os chamados embargos de declaração, tipo de recurso que não tem o poder de reformar a decisão, e, dessa forma, se os embargos forem rejeitados, Lula poderia ser preso.

No habeas corpus, a defesa do ex-presidente discorda do entendimento do STF que autoriza a prisão após os recursos de segunda instância, por entender que a questão é inconstitucional.

“Rever esse posicionamento não apequena nossa Suprema Corte – ao contrário – a engrandece, pois, nos momentos de crise, é que devem ser fortalecidos os parâmetros, os princípios e os valores. A discussão prescinde de nomes, indivíduos, vez que importa à sociedade brasileira como um todo. Espera-se que este Supremo Tribunal Federal, a última trincheira dos cidadãos, reafirme seu papel contra majoritário, o respeito incondicional às garantias fundamentais e o compromisso com a questão da liberdade”, argumentam os advogados na ocasião.

Começa coleta de amostras da parte que desabou no viaduto da Galeria dos Estados

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Material será enviado para análise em laboratório da UnB para definir se a estrutura pode ser recuperada ou se deve ser demolida e totalmente reconstruída

Começou nesta quarta-feira (14) a coleta de amostras da parte que desabou no viaduto da galeria dos Estados no dia 6 de fevereiro. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) é a unidade responsável por colher as peças, que serão levadas para análise em laboratórios da Universidade de Brasília (UnB).

Começou nesta quarta-feira (14) a coleta de amostras da parte que desabou no viaduto da galeria dos Estados no dia 6 de fevereiro.
Começou nesta quarta-feira (14) a coleta de amostras da parte que desabou no viaduto da galeria dos Estados no dia 6 de fevereiro. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

O diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto, explicou que já existe um levantamento de engenheiros da UnB, da autarquia e do DER (Departamento de Estradas de Rodagem do DF) sobre a área. “Somado à análise em laboratório, poderemos saber o que fazer com o restante do viaduto”, observou.

Peritos da Polícia Civil acompanham todo o processo de coleta e remoção das amostras. Com base na análise dos dados será decidido se é possível recuperar o que restou do viaduto ou se a estrutura será demolida e inteiramente reconstruída.

A decisão sobre como prosseguir sairá de uma reunião de representantes da Novacap, do DER e da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos com integrantes do Clube de Engenharia, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do DF (Crea-DF) e da UnB.

Em paralelo à retirada do material, prosseguem as obras de escoramento definitivo do trecho danificado do viaduto e os últimos ajustes nas alças de ligação entre Eixinhos e Eixão para amenizar os problemas de tráfego na área.

A previsão é que a passagem de pedestres e de veículos esteja liberada até a manhã desta quinta-feira (15).

A meta traçada pelo governo é terminar estas providências até o início da noite. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, vai vistoriar as obras ainda hoje.

O Executivo trabalha intensamente na área desde que parte do viaduto desabou. Após a queda, houve liberação de R$ 50 milhões da reserva de contingência para a preservação de pontes e outras obras de arte em todo o DF.

As novas alças são uma solução para o tráfego de veículos evitar as proximidades do viaduto. O escoramento serve para a estrutura não cair e possibilitar a passagem de pedestres, bem como a atuação dos trabalhadores.

Antes do acidente, o governo já tinha investido R$ 67,7 milhões da manutenção de oito viadutos desde 2015.

Além da Galeria dos Estados, o Executivo local monitora a Ponte do Bragueto, que liga Asa Norte e Lago Norte, e a Ponte Honestino Guimarães, a segunda de ligação entre Asa Sul e Lago Sul. Outras estruturas ainda serão avaliadas.

Menegotto disse que o governo vai monitorar também a Ponte das Garças, na qual serão feitos reparos na laje, danificada por batidas de caminhões que circulam com altura acima do permitido.

Na Ponte JK, outra que receberá intervenções, já há até um projeto de reforma. Para a obra, será aberta licitação dentro de 20 a 30 dias.

Auxílio moradia para juízes: entre ilegalidades e imoralidades

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Dentre os diversos questionamentos que tem sido levantados nestes tempos em que o judiciário tem ocupado – por vezes até de maneira indevida – tamanho protagonismo na cena política nacional, poucos tem a importância que este recente debate sobre a concessão de auxílio moradia para todos os magistrados brasileiros.

Por mais forçoso que seja reconhecer que boa parte daqueles que hoje se levantam como críticos deste benefício o faz por motivos nada republicanos – como o interesse escuso de enfraquecer o judiciário em benefício dos corruptos a quem servem -, a verdade é que, no mérito, temos como procedentes a maioria das ponderações que apontam o caráter imoral, e até mesmo ilegal, do auxílio moradia nos moldes como é concedido à magistratura brasileira.

A Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) prevê a mera possibilidade de ser outorgado aos magistrados – e não o reconhecimento expresso desta vantagem pecuniária, como querem fazer parecer alguns -, nos termos da lei, o benefício de ajuda de custo, para moradia (Art. 65, II). Com o advento da Emenda Constitucional nº 19, a lei que eventualmente vier a regulamentar o benefício terá de fazê-lo de forma compatível com o regime de subsídio estabelecido para os membros do poder judiciário.

Pela intelecção da LOMAN, à luz de sua recepção pela Constituição Federal de 1988, temos que os efeitos desta previsão do auxílio moradia é conferir maior flexibilidade na regulamentação e na outorga deste benefício aos magistrados brasileiros, por meio de lei ordinária, ao invés de lei complementar como seria regularmente exigido para qualquer disposição relacionada ao estatuto da magistratura (Art. 93, da Constituição Federal).

O arremedo de regulamentação da concessão de auxílio moradia para toda a magistratura nacional pela Resolução 199/2014 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), quando para tanto seria necessário uma lei em sentido estrito, mais se parece com uma tentativa do judiciário de conferir um benefício aos seus próprios membros sem a necessidade de sua aprovação pela representação eleita daqueles que, por meio de uma altíssima carga tributária, terão de arcar com mais esta despesa.

Esses movimentos da cúpula do poder judiciário para a concessão de vantagens aos magistrados não previstas ou com fundamento em lei tem sido recorrentes. Basta lembrar que em 2015 tivemos a decisão do CNJ, atendendo ao pedido de providências da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), e a proposta de alteração da Resolução 013/2006, para determinar aos tribunais estaduais que promovam o reajuste automático, por ato próprio, independente de projeto de lei a ser enviado à respectiva Assembléia Legislativa – em flagrante desrespeito, dentre outros, aos artigos 93, V e 96, II, “b” da Constituição de 1988 -, da remuneração de juízes e desembargadores tão logo ocorra a publicação de lei federal que venha definir novo valor para o subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Para além dos pertinentes debates sobre a moralidade das decisões que vem permitindo que diversos magistrados recebam auxílio moradia de forma indiscriminada – a exemplo da que reconheceu ao juiz Marcelo Bretas, responsável pelo julgamento dos casos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, o questionável benefício de acumular o recebimento de seu auxílio moradia com o de sua esposa, a também juiza Simone Diniz -, é preciso avançar na discusão sobre a constitucionalidade e a legalidade da própria Resolução 199/2014 do CNJ, que, na mais absoluta desconformidade com as disposições constitucionais e com a LOMAN, instituiu, de forma imprópria, o auxílio moradia para todos os magistrados brasileiros.

Se é cristalino – e especialmente deveria ser para juízes, desembargadores, ministros e conselheiros, considerando o nível do conhecimento jurídico que deles se espera -, que, ao menos até o advento do estatuto da magistratura cuja elaboração da proposta a Constituição deixou a cargo do Supremo, a regulamentação do auxílio moradia por meio de resolução do CNJ tem vícios insanáveis de forma e de competência, não menos claro é que a maneira indiscriminada na qual o benefício tem sido concedido incorre numa inconstitucionalidade material, ou seja, quanto à própria concessão do benefício.

Na contramão do que pareceu ser o pensamento do juíz Sérgio Moro, o regime e de subsídio estabelecido pela Constituição para a remuneração dos membros de poder, incluídos os do judiciário, não é compatível com a percepção de acréscimos que tenham a natureza de complemento salarial. A existência de um adicional que sirva para compensar eventual falta de reajuste no valor do subsídio fere o modelo de pagamento em parcela única, constitucionalmente estabelecido como obrigatório também para os magistrados.

Quando considerada a garantia de inamovibilidade – que, a princípio, impede a sua remoção ex officio, exceto como forma de punição – e a obrigatoriedade de residir na respectiva comarca, ambas estabelecidas pelo texto constitucional, temos que o auxílio-moradia pago aos membros da magistratura constitui uma parcela remuneratória de natureza mensal, visto que as despesas ordinárias do magistrado com moradia não decorrem do exercício de sua função pública e, sendo assim, não ensejam reparação uma econômica por parte do erário capaz de caracterizar tal benefício como de natureza idenizatória.

Este auxílio-moradia somente assume essa natureza idenizatória em casos específicos – nos quais o magistrado passa a atuar, temporariamente, em comarca diversa daquela na qual reside -, como nos de substituição, bem como dos juízes convocados, por exemplo, para funcionar como auxiliares no STF. Situações que acarretam despesas extraordinárias com hospedagem e moradia que, de fato, recaem sobre o agente público em razão da função pública que passa a exercer, justificando assim a percepção de uma parcela idenizatória.

A ausência de qualquer critério que vise conferir uma real função indenizatória ao benefício – e sua concessão também aos magistrados que residem em imóvel próprio, como é o caso do Sérgio Moro, deixa isso mais que evidente -, é sintomático, para além de qualquer dúvida razoável, de que, por trás de todo um mascaramento jurídico, o auxílio moradia, tal como hoje é recebido pelos juízes e desembargadores, constitui uma forma de adicional remuneratório vedado pela Constituição.

Infelizmente, essa análise mais cuidadosa sobre a concessão de auxílio moradia para magistrados nos mostra como, mais uma vez, a função jurisdicional vem sendo corrompida para atender aos interesses corporativos de uma categoria que, de forma lamentável, não tem se furtado de empregar os mais diversos tipos de artifícios e subterfúgios para assegurar privilégios de legalidade apenas aparente. Este é um tema sério, que escancara o desafio de conciliar a autonomia do poder judiciário

com a necessidade de coibir este tipo de abuso que, na contramão da história, remontam práticas em total falta de sintonia com a nossa situação fiscal, que não tem mais lugar no atual estágio de amadurecimento da sociedade brasileira, e custam ao contribuinte mais de R$ 800 milhões por ano.

Saulo Batista é especialista em orçamento e políticas públicas, diretor de relações governamentais da Associação Nacional do Transportador e dos Usuários de Estradas, Rodovias e Ferrovias (ANTUERF), secretário-executivo da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e membro do Secretariado Nacional de Relações Trabalhistas e Sindical do PSDB.

Resultado da primeira chamada do ProUni já está disponível na internet

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O resultado da primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) foi divulgado hoje (14), na internet. Os candidatos pré-selecionados têm até o próximo dia 23 para apresentar nas instituições de ensino os documentos que comprovem as informações prestadas no momento da inscrição.

Após conferir o resultado do ProUni, o candidato pré-selecionado deve verificar na instituição os horários e o local de comparecimento para apresentar as informações necessárias. A perda do prazo ou a não comprovação das informações implicará, automaticamente, a reprovação. A lista com a documentação a ser apresentada está disponível na página do programa.

Para quem não foi pré-selecionado ainda haverá a segunda chamada a ser divulgada no dia 2 de março.

O ProUni seleciona estudantes para receber bolsas de estudo integrais e parciais em instituições particulares de ensino superior com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta edição, serão ofertadas 242.987 bolsas de estudo entre integrais e parciais.

As integrais são destinadas aos estudantes com renda per capita de até um salário mínimo e meio. Já as bolsas parciais atendem aos candidatos que tenham renda familiar per capita de até três salários mínimos.

Após desabamento, viadutos de Brasília passam por vistorias

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Depois do desabamento de parte do viaduto na área central de Brasília, há uma semana, os principais viadutos e pontes da capital do país estão passando por vistoria. O trabalho avançou durante o feriado prolongado de carnaval e deve prosseguir nos próximos dias.

Em meio à programação de folia dos blocos de rua, equipes da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) e da Defesa Civil acompanham as obras de escoramento do viaduto que desabou no Eixo Rodoviário Sul, conhecido como eixão.

A estrutura em torno do bloco que caiu está recebendo vigas de sustentação e a expectativa é de que até a próxima quinta-feira (15) a passagem esteja liberada para pedestres e veículos.

“São várias ações. Primeiro é permitir o fluxo contínuo dos carros no Eixão com duas alças, cada uma delas com três faixas. Recuperando o fluxo contínuo do Eixão, a gente pode retomar a normalidade na cidade, não ter esses engarrafamentos que estão acontecendo por conta do desabamento do viaduto. A segunda ação é terminar o escoramento de toda a estrutura. É um trabalho lento porque a gente tem que fazer com segurança”, explicou à Agência Brasil o engenheiro Márcio Buzar, diretor do DER-DF.

Segundo Buzar, ainda há risco de desabamento no local, por isso o trabalho de garantir a estabilidade da estrutura tem sido intenso. Desde a queda do viaduto, 200 profissionais (150 no turno do dia e 50 à noite) trabalham na área das 7h às 23 horas. Encerrada a etapa de escoramento do viaduto, o espaço será liberado para coleta de amostras para análise por técnicos da Universidade de Brasília (Unb).

Brasília - O bancário Lindenberg Igor Silva teve o carro destruído no viaduto que desabou há uma semana na região central de Brasília (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O veículo do bancário Lindenberg Igor Silva ainda está sob a estrutura que desabou (foto Marcelo Camargo/Agência Brasil)

 

A estrutura que desabou ainda não foi removida do local. Quatro carros ainda estão embaixo do bloco que se rompeu do viaduto. O proprietário de um dos veículos tem ido diariamente ao local do acidente para checar como será a remoção da estrutura. “O que a gente precisa é ter uma noção de como teremos acesso ao veículo para retirar bens materiais nossos que estão lá, documentação, carteira, esse tipo de coisa”, relatou o bancário Lindenbergue Igor Silva.

Monitoramento

Enquanto as obras no viaduto do Eixão Sul prosseguem, especialistas do DER, Novacap e Defesa Civil vistoriam as quatro principais pontes de Brasília, entre elas, a Ponte do Bragueto, que liga a Asa Norte ao Lago Norte e dá acesso à BR 0-20 e é um dos pontos de Brasília que aparece no relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TC-DF) com necessidade de reparos.

Moradores da região chegaram a fazer na última semana um abaixo-assinado online pedindo manutenção da ponte. Depois da pressão popular, a ponte foi inspecionada no último sábado (10) por uma comissão de especialistas. Os profissionais dos órgãos responsáveis avaliaram o interior da Ponte, todos os pilares e as vigas de sustentação.

Segundo o DER-DF, a equipe concluiu inicialmente que o sistema estrutural pode ser considerado “preservado” e não apresenta nenhum problema que afete a segurança da ponte. No entanto, foram instalados na ponte sensores para monitorar a movimentação sobre a ponte e enviar informações sobre vibrações e deslocamento da estrutura para um computador.

Brasília - Parte inferior da Ponte do Bragueto está sendo monitorada pela Defesa Civil e pelo Departamento de Estradas de Rodagens do DF (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Parte inferior da Ponte do Bragueto está sendo monitorada pela Defesa Civil e pelo Departamento de Estradas de Rodagens do DF )foto Marcelo Camargo/Agência Brasil)
 

As equipes também estão recompondo as lajes que foram danificadas pela colisão de veículos altos que passaram sob a ponte em desrespeito à sinalização que indica a altura limite de quatro metros.

“Hoje, a ponte não tem risco de ruir, mas não podemos conviver com esse tipo de defeito. Isso não pode acontecer, a sinalização tem que ser respeitada. Vamos fazer umas barreiras anteriores, além da sinalização que existe e é boa, queremos fazer uma barreira com poste pra que o motorista seja alertado, inclusive com barulho, algum tipo de sirene, talvez, isso pode estar sendo fabricado lá no DER”, disse Márcio Buzar.

A Ponte Honestino Guimarães, que liga a Asa Sul ao Lago Sul, também passou por vistoria no feriadão. Segundo o GDF, os representantes da Defesa Civil, da Novacap e da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos avaliaram nesta segunda-feira (12) que a estrutura externa e interna da ponte está fora de perigo e que os veículos podem continuar trafegando no local. A ponte deve receber nos próximos dias sensores de monitoramento como a ponte do Bragueto.

Segundo o DER, a ponte JK sempre teve monitoramento e os técnicos consideram que ela está sem risco. Até amanhã, a ponte das Garças, outro ponto de ligação para o Lago Sul deve passar pela vistoria e receber os sensores de monitoramento.